Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 18
-ontem quando vinha pra casa, vi sua namorada aos beijos com outra dentro do carro- a olho espantado, se a conheço bem até sei qual o próximo passo que tomou- fui até a empresa pra esperar a Carol.
-e...
-falei que eu era a Vanessa, contei que éramos irmãs gêmeas... - ela me narra sua rápida conversa com Carol.
-o que pretende fazer agora?
- reconquista-la- o jeito que me olhava, eu sabia ter mais novidades- por isso preciso de um favor seu- ela parecia em dúvida sobre falar ou não.
- fala Vanessa!
-preciso ir à empresa hoje falar com ela- já estava me dando medo o que vinha a seguir- mas pra isso preciso me passar por você!
-Vanessa, ela não disse que iam se falar, porque tem que ser lá na empresa?- queria muito ajuda-la, mas se desse algo errado! Meu maior medo era de Jessica achar que estava dando em cima de Carol, já me bastava a cena do dia anterior com Suzana.
-Di nunca fui Boa de esperar, preciso conversar com ela, esclarecer tudo. Sei que esta preocupada com que possam pensar se te ver com ela, mas não te pediria se não fosse importante.
-minha preocupação é com que Jessica irá pensar as outras não me importam.
...
P/ VANESSA
Não consegui dormir direito à noite pensando em Carol, queria poder esclarecer as coisas e saber mais dela, principalmente aquela história de filha.
A única que podia me ajudar nessa aproximação era Diana, temia que ela não aceitasse afinal o nome dela que estaria em risco se alguém desconfiasse de algo. Apesar de minha ansiedade percebi que alguma coisa também a afligia e depois de escutar aquilo minhas dúvidas se concretizaram.
-aconteceu alguma coisa?- ela me olhava, parecia com receio de falar- o que aconteceu Di?
-acho que estou apaixonada!-quase ri de seus olhos aflitos, em fim minha irmã percebeu o que pra mim, não era, mas dúvida! – a Jessica dormiu comigo!
-como assim, dormiu com você!- aquilo sim era novidade, pelo o que minha irmã falava, sua sócia fazia questão de Desafia-la.
-lembra que te falei que ela é o André iriam a minha casa assistir a um vídeo que seus amigos do Japão mandaram?- concordo com a cabeça- pois é, foi naquele dia.
-mas vocês se acertaram, pararam com as diferenças.
-foi a melhor noite da minha vida!-seu olhar era de desapontamento- mas quando cheguei à empresa ela viu a Suzana praticamente levantando minha blusa pra mostrar a cicatriz que viu na “nossa noite de amor”.
Quando fui para a cama com Suzana, jamais imaginei que se ligaria nesse detalhe, como Priscila não havia saído com Diana não poderia saber, mas Suzana conhecia bem sua chega!
-ela não quis me escutar e pra completar fiquei sabendo por Akira e meu pai que o tal Marcos, namorado dela, irá trabalhar conosco.
-nossa Diana, o que você vai fazer agora!
-sinceramente não sei, nunca estive em uma situação assim!
Ela parecia realmente perdida, estar apaixonada já era novidade pra ela, imagina ter que bater de frente com o namorado da amada.
-meu alívio foi ver que até mesmo Jessica ficou surpresa com a novidade, posso dizer até que ficou chateada principalmente com o noivado. Vanessa mudando de assunto não sei o que fazer pra te aproximar de Carol, mas vou pensar. isso que está me pedindo você sabe que é arriscado!
-sei que é, mas não te pediria se não fosse tão importante.
-vamos fazer o seguinte, vou inventar uma desculpa pra Jessica, pra que Carol vá a loja do centro, posso falar com André de você ir lá conversar com ela, vai ser menos ariscado, você só terá que inventar desculpa pra Victoria- Realmente Seria Menos Ariscado , Pelo Menos André sabia de minha, existência poderia me ajudar.
-você tem razão, mas preciso conversar com ela ainda hoje, não sei se aguento passar mais uma noite em claro, sem saber o que se passou em sua vida, durante todos esses anos.
Aquilo estava me consumindo desde o dia em que soube que Carol estava trabalhando com Diana, precisava saber se ainda tinha alguma chance de estar em sua vida novamente. Na noite anterior depois de deixa- lá, o que me falou em relação ter uma filha me surpreendeu, mas não me assustou, não tinha nem porque, independente de qualquer coisa Valeria era filha de Carol, não me importava como havia sido concebida .
Diana deixou-me na loja com a promessa de ligar quando resolvesse tudo. Passei a manhã ansiosa olhando constantemente meu celular, por volta das 11h00min minha irmã me manda um recado via watsapp avisando que Carol estaria na loja do centro por volta das 16h00min e que já havia informado a André sobre o que pretendia fazer, eu somente teria que estar lá no horário combinado. Teria que dar uma boa desculpa pra Vic, não ia perder aquela oportunidade de estar a sós com Carol.
-Victoria, precisarei resolver um problema a tarde, você poderia me liberar daqui da loja!- ela me olha já aborrecida, a entendia, me liberar em cima da hora, ainda mas com o movimento que estava fazendo , ela teria que chamar sua sobrinha pra cobrir-me e nem sempre está estava disponível.
-poxa Vanessa porque não me avisou antes, sabe como esta o movimento aqui!
-me desculpe! Somente hoje pela manhã tive a certeza que teria que sair, por favor, sabe que não pediria se não fosse urgente.
-vou falar com Larissa-ela me encarava e eu a olhava com os olhos de cachorro sem dono, como ela falava que fazia sempre que queria algo- Tudo bem Vanessa pode ir que dou meu jeito, mesmo se Larissa não poder ajudar.
Fiquei torcendo pra que as horas voassem, não via o momento de ver minha amada outra vez.
...
Não conseguia entender o porquê daquilo, meu pai nunca foi de se intrometer em minha vida, principalmente em relação a namoro. Então porque agora fazia questão de anunciar aos quatros ventos que Marcos era meu noivo, sendo que esse sabia o quão estressante estava nosso relacionamento.
Percebi o olhar de Diana ao ouvir aquilo, foi tão surpreso quanto o meu. Apesar de ainda estar com raiva pela situação que ocorreu mais cedo, não queria que ela pensasse que menti ou fingi algum sentimento, ao dormir com ela.
Não a vi na hora do almoço, não que quisesse me justificar ou me desculpar pelo que meu pai falará, mas queria vê-la nem que fosse pra saber se estava ainda aborrecida.
-Oi minha filha já estou indo com Hidelgardo- meu pai entra em minha sala sem se anunciar, pensei que ele já havia ido depois que percebeu o quanto havia me aborrecido, pelo que falou.
-pai, antes de o senhor ir, quero conversar com o senhor- ele se aproxima e senta-se na cadeira em frente a mesa- tudo bem que o Marcos falou querer pedir minha mão em casamento, mas o senhor não tinha o direito de falar algo , antes de conversar comigo, até porque ainda nem conversei com ele.
-mas sempre soube que vocês iam casar filha, ele te ama muito!
Aquela conversa ia ser difícil, meu pai parecia que já havia tomado sua decisão em relação a minha vida.
-eu gosto do Marcos pai, mas não tenho a certeza que o senhor tem. Mas antes de tomar decisão, me deixa conversar com ele, estamos falando das nossas vidas , que aliás são duas, e não uma!
-mas você não quer casar, construir uma família, ter filhos...
-quero sim, mas quando achar que estou pronta!
Meu pai era um homem com pensamentos antigos, por ser filha única sempre achou que somente com um marido e filhos estaria de alguma maneira, segura. Ele não entendia que não precisava de uma figura masculina pra me sentir realizada, pra me sentir completa.
Quando ele sai volto a pensar em Diana, não queria admitir, mas ela despertava em mim sensações inimagináveis, mas não queria ser, mas uma em sua lista precisava ter certeza do que ela queria, não ia denunciar meus sentimentos sem ter a certeza que amanhã não seria mais outra a ser descartada.
A tarde toda tentei saber onde estava, Susana era muito fiel a chefe, a informação que me dera era que Diana havia saído pra resolver algum problema pessoal e não voltaria aquela tarde, minha desconfiança era dela estar com alguma mulher, mas se sua secretaria soubesse não estaria tão calma.
Não conseguia pensar em outra coisa, em minha cabeça a imaginava amando outra mulher, tocando outra do mesmo modo que me tocará. Minha angústia crescia ao imaginar outra a tocando, aquilo era uma tortura sem fim. Cheguei em casa cedo , não conseguia me concentrar em nada então desisti, e as 17:00 horas falei com Carol informando que qualquer problema ligasse pra casa de meus pais.
Na manhã seguinte acordo cedo e ansiosa, queria estar na empresa o mais cedo possível. Desde o dia anterior estava evitando falar com meu pai, nem mesmo com Marcos consegui conversar, precisava saber que história era aquela de noivado.
Diana ainda não estava na empresa, observei que seu carro não estava no estacionamento. A primeira pessoa que vejo ao entrar foi Suzana que conversava com a funcionária do RH, as duas pareciam bem próximas “ essa Suzana deve pular de galho em galho” foquei um tempo observando as duas, rindo sozinha de meus pensamentos.
-cem reais por seus pensamentos!- me assustou com a voz de Diana próxima a meu ouvido, uma sensação de prazer percorreu meu corpo ao escutar sua voz rouca.
-te garanto que valem muito mais...
-só valeram mais se tiveres pensando em mim- ri com vontade, ela parecia bem humorada, nem lembrava a mulher do dia anterior.
-você é muito convencida, nem de longe pensava em você.
-uma pena, pois não consigo parar de pensar em você!- outra vez um arrepio percorreu meu corpo, dessa vez foi por lembrar nossa noite de amor- queria te pedir um favor!
-qual?- olho desconfiada.
-precisava ir na loja do centro hoje, só que não poderei ir , tenho alguns assuntos a resolver aqui. A Carol poderia ir lá? São uns documentos que deixei no dia em que fomos fazer o inventário, o André já está a par de tudo.
-e porque não manda a Suzana?- achei estranho aquele pedido, porque Carol?
- porque a Suzana irá resolver outra questão pra mim. Inclusive o que terei que resolver você terá que participar- arqueia a sobrancelha em sinal uma resposta- nosso advogado vira hoje, trará o rascunho do contrato dos teus amigos, quer saber se precisará de mais algumas cláusulas.
-tudo bem, falarei com Carol. Que horas tem que estar com André.
-as 16:00 , assim não atrapalhará seu serviço.
Seguimos juntas para nossas salas, Suzana ainda continuava sua conversa, aquilo parece nem ter incomodado Diana, o que me agradou consideravelmente.
-bom dia! – Carol estava concentrada em seus afazeres, tinha sido uma ótima escolha sua contratação.
-bom dia!
-Carol, a tarde você terá que ir na loja do centro pegar alguns documentos pra Diana-ela somente sorrir-precisa voltar pra deixar os documentos, pode trazer amanhã.
-coloquei uns documentos em sua mesa, o office boy entregou a pouco.
-Obrigada!
...
P/ CAROL
Foi um tremendo susto ao perceber ser Vanessa e não Diana que estava a minha frente, ela continuava do mesmo jeito que lembrava, ainda mais bonita.
Quando me falou ser irmã gêmea da uma das donas da empresa em que trabalhava, fiquei surpresa, mas lá no fundo sabia que a semelhança entre as duas não era consciência, ninguém era tão parecida com a outra, havia sim semelhança entre algumas pessoas, mas as duas eram quase idênticas.
Percebi que Vanessa havia mudado, não sabia dizer se no jeito, no modo de ser, mas na aparência sim ela continuava linda, aquele olhar que me encantava quando mais jovem continuava ali, me encantando. Era em seu olhar que percebia serem diferentes.
Encontro com minha filha, mas não conseguia parar de pensar em Vanessa, precisava arrumar um meio de conversar com ela , saber de sua vida e principalmente como descobriu ter uma irmã gêmea, com certeza não tinha ideia na época já que dizia que a única família que tinha era Dudu , e ele por onde andava, será que continuava com ela?
No dia seguinte quando cheguei a empresa minha vontade era correr até Diana e perguntar o número de sua irmã, já que ficamos tão absortas na noite anterior que nenhuma teve a ideia de pegar o número dos telefones, eu sentia que Vanessa ia me procurar, mas queria que fosse logo, queria entender toda aquela consciência do destino.
Quando Jessica pediu que fosse ao centro, fiquei triste, e se Vanessa fosse aquela noite novamente a empresa, não estaria ali! Apesar de ter prometido que não comentaria nada com Diana, passei a manhã tentando encontrar uma desculpa pra esta a sós com ela , mas pra minha decepção estava muito ocupada.
A tarde já tinha desistido, fui para o centro encontrar com André.
-Boa tarde Carol, Diana falou que viria hoje!
-pode me esperar em minha sala, os documentos estão guardados. Fique a vontade!
-Obrigada André!
Ele me deixa em sua sala e sai, sento- me em uma cadeira próximo a sua mesa mexendo em meu celular , conversava com Katia pelo watsapp que me perguntava se poderíamos nos encontrar a noite , antes de responder ouço a porta se abrir, achei ser André retornando.
-voltou rápido!-me viro olhando a mulher a minha frente.
-Diana... – meu coração dispara ao olha-la nos olhos – Vanessa!
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]