Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 11
Somente no domingo à noite ligo pra Vanessa e a convido pra comermos uma pizza e irmos para meu apartamento, gostava de leva – lá ali, pois parecia que sempre a tive em minha vida. Não toquei no nome de Jessica e ela pareceu me entender.
Na segunda pela manha chego cedo ao escritório, Suzana já estava em sua cadeira e ao seu lado uma moça que não conhecia, com certeza era nova ali.
-Diana quero te apresentar...
- Vanessa!
A garota parecia ter visto um fantasma e eu fiquei sem ação, pois pela primeira vez, me confundiram com minha irmã.
-o nome dela é Diana, Ana Carolina!
A mulher a minha frente me olhava parecendo não acreditar.
- tem certeza que seu nome não é Vanessa?
-tenho sim! Prazer, como Suzana disse meu nome é Diana, sou sócia dessa empresa. Você trabalhará conosco? – precisava fazer com que ela percebesse seu erro, não era comum ser idêntica à alguém, a não ser que fosse gêmea.
-me desculpe, mas você é muito parecida, parecida não idêntica, a alguém que conheci anos atrás.
Quem seria aquela garota afinal, anos atrás Vanessa estava numa vida desajustada, como aquela moça a conheceu?
-tudo bem, ser parecida com as pessoas e mas comum do que parece.
Ela ainda me olhava não acreditando nas semelhanças.
-me perdoa o espanto, jamais vi tão semelhança. A única diferença que vejo são os olhos que os seus são mais claros, e a aparência mais velha, quer dizer faz anos que não a vejo , não posso afirmar isso!
Realmente ela parecia conhecer bem Vanessa, poucas pessoas diferenciavam a tonalidade de nossos olhos, essa foi a primeira diferencia que observei quando a vi pela primeira vez. Precisava saber com minha irmã, de onde conhecia a nova funcionaria.
-Bom dia! Desculpe o atraso Ana, sei que marquei as 7:30 mais esse trânsito de São Paulo está cada vez mais caótico! – meu coração dispara ao escutar aquela voz, me planejei tanto durante o final de semana pra poder vê-la, sem sentir aquele turbilhão de sentimentos que me acometia sempre que a via; mas pelo jeito foi tudo em vão.
-Não tem problema dona Jessica!
-por favor, só Jessica!
Ela estava tão linda, com uma saia social que colava em seu quadril, com uma blusa manga comprida que moldava seu corpo e pra completar os dois primeiros botões abertos, mostrando parte do seu colo.
-então pode me chamar de Carol, faz muito tempo que alguém me tratou por Ana- ela me olha parecendo analisar meu comportamento com a nova assistente.
-pelo visto já conheceu minha assistente?
Percebi certo desafio em sua voz.
-já fomos apresentadas!
-inclusive a Carol, achou conhecer Diana!- Suzana provoca, a secretária parecia já ter percebido nosso antagonismo.
-verdade, mas com certeza não é a mesma pessoa, Vanessa não mudaria tanto, apesar dos anos que não nos vemos.
-vamos pra minha sala, quero te instruir em algumas coisas antes de pegarmos no “batente” como se diz aqui no Brasil. Diana começaremos hoje nosso projeto nas lojas?
-A tarde...E bom Carol ir conosco, assim te ajuda no que precisares- não entendi o porque do olhar raivosa que me direcionou.
-tudo bem, Vamos Carol temos muito a fazer!
A observo se afastar, seu rebol*do prendia meu olhar. Queria poder decifrar cada parte daquele corpo sensual.
-vai precisar que digite alguma coisa – Suzana faz com que volte a si, ela me olhava como se adivinhasse meus pensamentos.
-Não, só preciso mesmo de um copo de café, de preferência bem forte.
Passei a manhã trancada em meu escritório, por duas vezes Priscila me ligou e recusei , precisava ligar pra Vanessa, ela que desse um jeito na garota , quem manda não poder ver um par de pernas bonitas, e agora essa , não conseguia entender de onde Carol a conhecia, minha irmã só estava a dez anos comigo e nesse período Vanessa jamais tocou no nome de Ana Carolina, então só poderiam ter se conhecido no orfanato, mas fazia muito tempo , como a garota lembrava tão detalhadamente de minha irmã.
A noite perguntaria, tinha marcado de passar em sua casa, estava nas provas finais sairia cedo.
Fiquei tão atarefada pela manha que quando percebi já passava do horário do almoço, faria minha refeição no restaurante ali próximo, que sempre frequentava quando não ia em sua casa.
-ainda está aí Suzana, pensei que já tinha ido almoçar!
-estava organizando uns arquivos que dona Jessica me pediu pra entregar a Carolina.
-à tarde quero que separe também alguns contratos... Os mais recentes! Quero coloca – lá a par. Sabe me informar se já saiu?
-quem, dona Jessica ou Carolina?
-Jessica! Preciso saber que horas sairemos- apesar de minha relação aberta com minha secretaria, senti Ciúme ou despeito em sua voz ao mencionar o nome das duas.
-elas saíram para almoçar!
-Obrigada Suzana, vou sair também. Você não quer almoçar comigo já que ficou além do horário! Tem um restaurante aqui próximo, não vai dar tempo mesmo de ir em casa.
Suzana sorri, sempre que dava almoçávamos juntas, mas sempre em algum motel.
-almoçar com você – seu sorriso era malicioso.
-sim, tenho que retornar logo para a empresa, pois tenho compromisso com a Jessica a tarde – seu sorriso se desfaz ao perceber que íamos realmente somente almoçar.
...
Fiquei com aquilo em minha cabeça, “será que realmente Carol conheço a minha sócia?” Bom em nenhum momento Diana deixou transparecer que conhecia a nova funcionaria, mais ia averiguar tal possibilidade.
-você realmente acha que conhece Diana?- pergunto enquanto analisava alguns documentos com ela.
-acho que não, deve ter sido impressão minha, conheci uma garota no passado que foi muito importante pra mim, e que se parece muito com ela , mas está Mais que certo, não se tratar da mesma pessoa.
-essa garota, faz tempo que não a vê? – ela para o que está fazendo e me olha serio.
-faz muito tempo, mas jamais a consegui esquecer!-lamenta, seu olhar expressava tristeza-toquei minha vida pra frente , mas a Vanessa foi uma pessoa única na minha nela.
“ será que ela teve algo com essa menina?” seu tom de lamento não deixava dúvidas “era só que me faltava , mas uma pra disputar Diana...” que pensamentos loucos são esses , não a estou disputando com ninguém!
- tem algum problema pra você? -estava perdida em meus pensamentos, que não entendi a que ela se referia- o fato de eu ser lesbica, tem algum problema pra você?
-Claro que não, se sua vida pessoa não influenciar no seu trabalho, isso não me diz respeito.
Ela sorri, deveria estar com receio que sua orientação sexual influenciasse em minha decisão.
-cedo ou tarde você vai saber minha sócia também é lesbica, e não faz questao de esconder esse fato.
-nossa até nisso se parecem!- me olha espantada. Não entendi a que se referia- até nisso ela se parece com a Vanessa!
Passamos a manhã em minha sala, queria que Carol se familiarizasse com sua nova rotina, pedi para Suzana alguns documentos das empresas, para fazer que minha nova assistente entendesse mais a fundo o ramo de negócio do qual trabalharia daquele dia em diante, já paramos por volta de 12:00 horas ,mas não conseguimos organizar tudo em seu novo espaço de trabalho.
-vamos almoçar aqui próximo, a tarde quero que nos acompanhe as lojas, isso é, se não tiver algum compromisso na hora do almoço.
-não, claro que não! Só terei que dar um telefonema- pega o celular na bolsa e faz a ligação, tentei me distrair pra não ouvir a conversa, mais foi impossível.
-não amor, irei almoçar com a Jessica- faz silêncio antes de responder- sim e minha chefa, tem muito trabalho, a noite nos veremos- mas uma fez silêncio – como esta de plantão Katia! Não faz dois dias que tirou plantão no hospital- mas uma vez ela escutava- tudo bem, nos veremos amanhã.
Quando ela desliga e me olha, foi que me dei conta estar ligada, escutando sua conversa.
-me desculpe, não deu para evitar e não escutar sua conversa.
-tudo bem, estava falando com minha namorada e pelo que percebeu irá tirar plantão outra vez!
-ela é médica? – estava curiosa.
-não enfermeira!
Na hora do almoço fomos a um restaurante próximo à empresa, estávamos esperando o elevador E percebo que Suzana ainda estava em sua mesa, me perguntava se Diana ainda estava em sua sala.
No restaurante sentamos em uma mesa bem reservada, apesar de simples o local era acolhedor. Carol estava pensativa, com certeza pensando em sua namorada.
-Jessica, faz tempo que trabalha com Diana?- sua pergunta me pegou de surpresa.
-na verdade não, apesar dela estar a dois anos a frente da empresa- “será que ficou interessada em Diana” me perguntava- eu morava no Japão até pouco tempo, Diana trabalhava com meu pai!
-então você não a conhece direito?
-faz um pouco mais de uma semana que a conheço- não queria conversar sobre Diana com ela, não sabia explicar o incomodo em meu peito.
Mudo de assunto, ela me conta sobre vida em Recife. Carol foi morar com seu pai aos 14 anos, senti seu receio em falar em seu passado em São Paulo.
Almoçamos conversando trivialidade, era muito bom ter alguém pra te fazer companhia. Estávamos na metade do almoço quando vejo adentrar no restaurante, Diana e sua secretária. A funcionária entrava ao lado da chefa como se fosse dona de Diana, aquilo me irritou em demasia, sem que estivesse prestando atenção Carol acena pra duas, quando percebi já era tarde e elas caminhavam em direção a nossa mesa.
-oi meninas, podemos sentar com vocês, esta um pouco cheio aqui!- quem não gostou foi Suzana que entorta a boca de maneira bem discreta. Percebo outra vez a admiração de Carol por Diana, o incrível e que não sentia raiva dela como sentia de Suzana, por se achar dona de sua chefa.
-claro que podem, mas já estamos terminando!- Carol responde.
-Não tem problema, não queremos atrapalhar.
Elas se sentam, a mesa não era grande me fazendo ficar bem perto de Diana que senta – se a meu lado. Sua perna tocava a minha fazendo com que meu corpo tremesse a cada maior pressão.
Elas fizeram o pedido e enquanto não chegava conversavam com Carol, eu permanecia muda olhando de vez enquanto pra minha sócia, que prestava atenção na conversa, suas mãos repousavam na mesa. Olhava seus dedos longos de unha bem feita, admirada. Minha imaginação andava desenfreada quando o assunto era “Diana” , ficava imaginando como deveria usar bens suas mãos em um corpo feminino, sem querer solto um gemido baixo , imperceptível ,vejo o olhar de minha sócia em minha direção, devo ter ficado vermelha por ser pega analisando suas mãos.
O almoço das duas chega, queria levantar e ir embora, mas fiquei com receio de despertar alguma suspeita do porque em minha pressa de sair, já que íamos visitar as lojas depois da refeição. Diana percebendo minha quase timidez, antes de se servi descansa sua mão em minha coxa por baixo da mesa, fazendo com que quase de um salto, com o movimento inesperado.
-vamos Carol, ainda temos que organizar alguns arquivos antes de sairmos- me afasto fazendo com que a mão de Diana se perdesse no vácuo, aquela mulher mexia não só com minha imaginação, mas também com meu libido.
-Jessica tem alguns contratos que seu pai pediu pra te repassar, quando voltarmos da inspeção das lojas poderia discutir sobre isso?- a olho com receio, pois sabia que voltaríamos tarde e com certeza estaríamos a sós no escritório, ela parecendo ler meus pensamentos completa- é bom a Carol ficar também, afinal irá te acompanhar em muitos desses contratos.
-por mim tudo bem, não tenho nenhum compromisso à noite- Carol se pronuncia, o que me deixou mais aliviada.
-tudo bem, conversamos mais durante a tarde!
Despedimo-nos e voltamos para o escritório. À tarde, apesar de ter falado que conversaríamos não tivemos tempo, achamos muita coisa errada na loja que fomos uma em um bairro classe média da capital, e isso era só a primeira. Falei com Diana sobre a possibilidade de André nos acompanhar nas demais, já que ele quem denunciou o que estava ocorrendo em sua loja, o que foi bem aceito por minha sócia.
Estávamos voltando para o escritório já passavam das 20:30, Carol me acompanhava em meu carro, quando recebe uma ligação que parecia importante, era Katia sua namorada.
-mas como ela está?-falava preocupada- aquele irresponsável, alguma coisa me falava que não deveria deixar minha filha com ele- desliga se voltando pra mim.
-me desculpe Jessica, mas não poderei ficar, minha filha deu entrada no hospital em que a Katia trabalha, a deixei hoje com o pai e o irresponsável deve ter dado só besteira pra ela comer, que lhe causou uma infecção intestinal.
-tudo bem, te deixo lá antes de ir pra empresa- estava ainda perplexa, como Carol tinha uma filha e em nenhum momento a mencionará. Depois falaria com ela, com certeza era do conhecimento do RH da empresa.
-não precisa me deixe em qualquer ponto que pego um táxi!
A deixei próximo a um ponto e segui para o escritório. Tinha somente o vigia em sua guarita o prédio estava quase todo escuro, com exceção a sala de Diana. Quando entro a primeira coisa que ela nota é a falta de Carol.
- Cadê a Carol?-me olha intensamente.
-teve alguns problemas e não pode me acompanhar.
Aproximo-me do sofá Onde estava acomodado, seu olhar analisava meu corpo como se o despisse me fazendo ficar em brasa. Naquele momento tinha plena consciência que não era bem pra falar sobre contratos, que queria de Diana.
Fim do capítulo
BOA TARDE!
MAIS UM CAPITULO POSTADO,ESPERO QUE GOSTEM.
BJSS
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Val Maria
Em: 14/12/2017
Boa noite querida autora.
Adoro as suas personagens e as confusões entre elas, e o melhor de tudo o amor que as envolve.
Ja estou louca de ansiedade pelo proximo capitulo,e so eero que dessa vez seja a jessica que chegue nessa Diana.
Beijos autora.
Val Castro
Resposta do autor:
boa tarde!
gosto muito da amizade que as personagens adquirem com o tempo.
obrigada,
bjsss
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patty-321
Em: 13/12/2017
Ana Carolina chegou para complixar complicar um pouco mais. Jessica ta por um fio de se entregar. Diana tb e terrível. Gosta de tumultuar. Ta otima a estória. Bjs
Resposta do autor:
boa tarde!
obrigada , ainda vem muitas confusoes das gemeas.
bjss
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