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Quando os dias mudam. por Luu08

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Palavras: 3948
Acessos: 1840   |  Postado em: 00/00/0000

Toda história tem dois lados.

Perspectiva da Mariana:

 

 

 

— Natália, a gente não tem o que conversar! – respondi sentando na beirada da cama para tirar meu salto. Aquela conversa já estava me irritando.

 

— Mariana, eu quero saber quem é aquela mulher! – ela disse parada na minha frente com as duas mãos na cintura. Levantei a cabeça e a olhei por dois segundos, suspirei e me levantei sem falar nada, passei por ela e fui direto para o banheiro tomar banho. São quase 3:30 da manhã, estou com paciência zero para ter esse tipo de conversa com a Natália. Prendi meu cabelo e entrei no box com a intenção de relaxar. Pura ilusão! Ela deu duas batidas de leve na porta e disse com a voz abafada

 

— Uma hora você vai sair daí, Mariana! – disse em tom de voz ameaçador. Joguei a cabeça pra trás com a intenção de deixar a água escorrer pelo meu rosto e tentei não pensar no que ela disse.

 

Eu sabia que ela não ia me deixar em paz enquanto eu não falasse com ela sobre a Bárbara, eu sei que não fui discreta essa noite, e não foi de propósito, eu mesma me critiquei por cada vez que meus olhos tomavam vida própria e iam de encontro àquela mesa. Óbvio que a Natália percebeu, até o Tiago e o Vitor perceberam, com certeza eu teria que lidar com as brincadeiras deles depois também, não sei como o resto do grupo ficou tão à parte do que estava acontecendo. Mas não é algo que eu quero que se repita, eu corro, fujo de mulher hétero, não quero confusão na minha vida, mulher já é muito complicada, hétero e comprometida, então. Socorro!

 

O fato é que a Bárbara é uma mulher muito bonita sim, mas não é apenas a beleza física, apesar das poucas vezes em que conversamos, ela me chamou atenção por ter algo diferente no sorriso, quando ela sorri formam duas covinhas discretas na bochecha. Isso não está certo, talvez seja melhor eu voltar a trata-la com indiferença, talvez assim eu consiga me afastar mais. Eu quase xinguei meu pai quando ele me ligou dizendo que tinha a contratado e que possivelmente precisaria de mim pra deixá-la a vontade na empresa. Detestei a ideia! Odiei! Estou parecendo uma adolescente e eu não admito esse tipo de comportamento meu, eu gosto de saber onde piso, de ter o controle das minhas emoções, não quero ser piegas, não mesmo.

 

Na terça feira eu peguei pesado com ela, aquele e-mail foi cruel, não sei como ela aceitou minhas desculpas e devia no mínimo estar pensando que eu tenho algum problema psicológico para ter mudanças de comportamento em espaços tão curtos de tempo, e se ela pensa isso, provavelmente vai achar mais ainda quando eu voltar para minha antiga postura. Não posso olhar pra ela com outros olhos, além dos fatos anteriores que são os mais relevantes para mim, ela agora trabalha para o meu pai, e não quero ter problemas com ele por causa de mulher.

 

Me perdi nesses pensamentos por uns 15 minutos, desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha, aproveitei e escovei os dentes. Quando saí do banheiro dei de cara com a Natália me esperando na poltrona branca que tem no canto do meu quarto, ela estava com as pernas cruzadas, os cotovelos apoiados nos braços da poltrona e as mãos entrelaçadas, eu quase ri da cena. Detesto qualquer tipo de cobrança, odeio me sentir encurralada e pressionada.

 

— Será que podemos conversar agora? – ela perguntou me olhando séria e sem desfazer a pose

 

Mais uma vez eu não respondi, fui até o meu armário e peguei um pijama preto de seda. Fui até o banheiro, pendurei minha toalha e voltei para o quarto, sentei novamente na ponta da cama e a olhei.

 

— Nós não temos nada para conversar. – repeti séria.

 

— Quem era, Mariana? – repetiu a pergunta e chegou o corpo para frente ainda sentada.

 

— Quem?

 

— Odeio quando você faz isso! – disse contraindo a mandíbula

 

— Te garanto que você não é a única detestando o comportamento alheio aqui nesse quarto! – disse levantando uma sobrancelha

 

— Eu fiz papel de babaca a noite toda! – disse se levantando e indo para o meio do quarto

 

— A gente não namora, Natália! Não acho que eu deva dar satisfações à você! – Cutuquei a ferida dela. Agora mesmo que eu não durmo, pelo amor de Deus.

 

— Como é que é? – ela disse chegando mais perto irritada.

 

— Olha, eu vou dormir, esse assunto já deu! – falei me levantando e dando a volta na cama

 

— De jeito nenhum! – ela disse vindo na minha direção e segurando meu braço que já estava levantando o lençol que cobria a cama. Eu apenas olhei a mão dela no meu braço e ela entendeu e soltou.

 

— Natália, você sabe que eu odeio esse tipo de comportamento, odeio essas crises de ciúmes, eu não menti quando disse que a gente não namora, sempre fui muito sincera com você, eu gosto de você, acho você incrível quando não está nesse estado, mas não vou admitir que você me cobre coisas que eu não devo a você. – falei calma e voltando a levantar o lençol. Ela me observou calada e parecia analisar minhas palavras.

 

— Mas você me deve respeito, você estava lá comigo, Mariana! – ela disse sentando do meu lado, de frente pra mim. Sim, nessa parte ela estava certa, independente de não termos nada, eu fui muito indiscreta hoje e ela foi como minha acompanhante.

 

— Tudo bem, me desculpa por isso. – falei sincera e à contra gosto. Eu sei que não sou fácil e para mim é muito difícil admitir um erro e pedir desculpas.

 

— Me diz, quem é ela? – repetiu mais calma

 

— Ela é aluna da Beatriz. – falei olhando pra frente, sem me aprofundar muito no assunto.

 

— Sua tia? – perguntou jogando a cabeça para o lado confusa

 

— Sim.

 

— Vocês já tinham se visto?

 

— Sim, né? Se eu fui falar com ela!

 

— Que mais? – insistiu

 

— Que mais o quê, Natália? – falei ficando impaciente de novo

 

— Não tem mais nada? Você não tirava os olhos dela! Ela é hétero e tem namorado. – agora ela que me irritou

 

— Natália, eu vou dormir! Eu não vou mais tocar nesse assunto, e você não precisa me tratar como se fosse minha mãe. Eu sei me cuidar! – deitei e me virei

 

— Mariana, você é uma estúpida! Não sei porque ainda gosto de você. – ela disse visivelmente magoada e levantou, em seguida eu ouvi a porta do banheiro fechando e o barulho de água do chuveiro caindo.

 

Eu bufei, e me virei pra cima de novo, apertei os olhos com uma mão e refiz a noite toda na minha cabeça, eu ainda estava muito agitada, e eu não consigo dormir quando estou agitada do dia, apesar de cansada. Sei que magoei a Natália e eu não queria fazer isso, eu não sou uma pessoa má, mas as vezes ela espera algo de mim que eu sei que não sou capaz de dar a ela, talvez seja mesmo o momento da gente conversar e parar de ficar. Meu pai gosta muito dela e cisma que ela é minha namorada, apesar de eu sempre dizer que não temos nada sério, estamos nessa já fazem 5 meses e eu também sei que ela gosta de mim, além de ela não esconder, ninguém , pelo menos acredito eu, iria aguentar 5 meses lidando com as minhas desculpas para não ter um relacionamento sério, eu nunca dei a mínima brecha para ela pensar que podemos ter algo no futuro, mas talvez não parar de ficar com ela alimente uma falsa esperança e essa é a última que quero, pode ser que seja tarde pra ter essa dose de consciência, mas não quero o mal da Natália.

 

Assim que a água parou de cair, eu me virei novamente de lado e fechei os olhos. Não demorou muito pra eu sentir um peso na cama ao meu lado. Ela não falou mais nada, e nem me abraçou como faz de costume, isso só me faz ter mais certeza de que ela ficou realmente chateada comigo. Procurei me desligar e tentar dormir, pois estava precisando.

 

Em algum momento eu consegui ter êxito na minha tentativa de dormir, eu só acordei quando meu corpo realmente pediu, pois estava cansada, na sexta feira eu tinha trabalhado e fui dormir muito tarde, como deu pra perceber. Eu tentei virar o corpo para o lado e não consegui, logo percebi que tinha um peso em cima de mim, abri os olhos devagar e percebi que a Natália estava me abraçando pela cintura e a perna enroscada na minha, mas ainda dormia, com certeza não percebeu e fez isso dormindo durante a noite.

 

— Nati? – chamei passando a mão direita do pulso até o ombro dela que estava descoberto. Ela nem deu sinal de vida. Levei minha mão até o cabelo dela e ajeitei atrás da orelha. - Nati?

 

Ela se mexeu e murmurou alguma coisa baixinho. Aos poucos ela foi abrindo os olhos e percebeu que estava me abraçando, minha mão direita agora estava em cima da sua esquerda que me abraçava.

 

— Bom dia, Mariana! – disse e imediatamente me largou. Não protestei.

 

— Bom dia, Nati! Quer tomar café? – perguntei sentando na cama e ajeitando o cabelo

 

— Melhor não! Vou para minha casa! – falou ficando de lado, de costas pra mim.

 

— Será que podemos conversar mais tarde? – perguntei cautelosa, não queria estragar o dia dela, mal tinha começado. Ela me olhou por cima do ombro e balançou a cabeça concordando antes de levantar.

 

Repeti seu gesto e levantei também, fui até o banheiro, lavei o rosto e escovei meus dentes. Quando saí, ela já estava terminando de se vestir. Foi até o banheiro, eu esperei ela terminar de escovar os dentes e voltar pro quarto.  

 

— Quer que eu leve você? – perguntei parando na sua frente

 

— Não precisa, eu dou um jeito! – disse e já ia passar por mim, eu segurei seu pulso.

 

— Nati, não faz assim! – pedi baixinho

 

— Assim como, Mariana? Eu fiquei muito chateada com você ontem, eu ainda estou. Eu sei que a gente não namora e você não me deve satisfação da sua vida, mas achei muita sacanagem o que você fez. Todo mundo na mesa reparou você olhando pra mulher, você ainda foi falar com ela, porr*! – puxou o pulso da minha mão e começou a andar pelo quarto procurando alguma coisa

 

— Ninguém percebeu... – eu não ia negar e dizer que não estava olhando, não ia adiantar.

 

— O Tiago e o Vitor estavam... – eu a interrompi

 

— Só eles, pois estavam de frente pra gente! – tentei me aproximar dela de novo, mas ela levantou as mãos num gesto silencioso pedindo pra eu não fazer isso.

 

— Não importa! Você nem é capaz de negar que estava olhando, Mariana!

 

— O que você quer que eu diga, Nati? – perguntei passando a mão pelo meu cabelo, perdida na conversa

 

— Quero que você seja sincera! Você saiu com aquela mulher? – perguntou parando o que estava fazendo e me olhando dentro dos olhos

 

— Quê? – falei assustada. – Claro que não! A Bárbara trabalha pro meu pai e... – ela me cortou revoltada

 

— Trabalha para o seu pai? Você disse que ela era aluna da sua tia, sua filha da puta! – Nossa, se ela soubesse o quanto eu odeio que me xinguem assim, acho que ela não faria. Ou faria só para me irritar mais ainda. Acho muita falta de respeito, nem meu pai fala assim comigo.

 

— Natália, primeiro: olha muito bem como você fala comigo. Não vou aceitar que você fale assim comigo dentro da minha casa! – falei irritada, mas mantive meu tom de voz baixo

 

— Se esse é o problema, estou indo embora agora! – disse olhando para os lados e quando achou foi até o sapato, pegou a bolsa que estava no chão e voltou a andar.

 

— Natália, espera! Para de agir feito uma criança e me escuta! – pedi indo atrás dela pelo corredor.

 

— Eu? Criança? Quem agiu feito uma adolescente boba a noite toda foi você. Quase comeu a mulher com os olhos a noite inteira, e eu do seu lado, fazendo papel de otária, só que eu não sou otária, Mariana. Eu gosto de você demais, eu amo você, se quer saber, mas não vou fazer papel de babaca, aceitando todas as merd*s que você faz. – disse parada no meio do corredor e eu vi seus olhos enchendo d’água. Isso tudo já foi longe demais, vou ter que adiantar a conversa que seria mais tarde.

 

— Natália, vamos conversar, mas com calma! – pedi me aproximando e dessa vez ela não impediu.  – Por favor? – insisti

 

— Tá bom, Mariana. – disse voltando a andar até a sala

 

— Vamos tomar café da manhã primeiro? – falei já indo pra cozinha

 

— Não estou com fome! – respondeu. Eu dei uma última olhada pra ela antes de entrar na cozinha. Ela tinha sentado no sofá e estava com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos no rosto.

 

Nunca fui muito uma pessoa muito aberta, nunca soube muito como lidar com essas crises, essas conversas, namorei apenas uma vez quando tinha 18 anos, um namoro que durou quase um ano e nunca mais aconteceu. Hoje, aos 26, não entendo o que acontece direito comigo, não tenho nenhum trauma pessoal, nunca passei por nenhuma decepção amorosa que pudesse me deixar traumatizada emocionalmente. Não acho que o amor não exista, apenas não aconteceu e nem sei se faço questão que aconteça.

 

Mas se um dia acontecesse, estaria aberta a experimentar, apesar de achar que tudo se torna um pouco mais complicado quando você se apega demais à alguém. Talvez por isso, na minha concepção seja exagerada demais as reações que a Natália tem, eu não consigo entender, não entra na minha cabeça esse tipo de comportamento, possessivo, exagerado, dramático até. Não me considero uma pessoa fria, mas esses dilemas amorosos me fazem questionar se eu sou capaz de amar alguém, literalmente no sentido de ser capaz, de poder dar pra alguém um retorno de sentimentos à altura das expectativas que podem vir a depositar em mim.  

 

Bebi um suco de maracujá e comi uma fatia de bolo de laranja que a senhora que cuida do meu apartamento fez pra mim ontem. Comi devagar e na cozinha mesmo, sentada na mesa, perdida nos meus pensamentos. Me preparando para o que eu falaria com a Natália. Terminei, lavei tudo ainda numa lentidão planejada. Respirei fundo e saí da cozinha.

 

— Pronto! Você tem certeza que não quer comer nada? Eu posso preparar alguma coisa pra você, tem bolo que a Katia fez. – falei dando a volta pelo sofá e sentando ao lado da Natália. Ela estava com os olhos avermelhados, denunciando que havia chorado.

 

— Não quero, Mari. Será que podemos conversar logo? – pediu sem me olhar nos olhos

 

— Tudo bem. Nati, me desculpa, de verdade se fiz algo que te ofendeu, não foi com intenção. Você sabe que gosto de você, não sabe? – peguei sua mão e prendi entre as minhas. Ela acompanhou o gesto e depois me olhou.

 

— Não como eu gosto de você. Você mentiu pra mim!

 

— Eu menti? Como assim? – perguntei franzindo a testa

 

— Você disse que ela era aluna da sua tia e agora disse que ela trabalha para o seu pai.

 

— Porque as duas coisas são verdade. – disse e olhei bem fundo nos olhos dela pra ela ver que eu não mentia

 

— Me explica!

 

— Eu conheci a Bárbara essa semana na faculdade, minha tia tinha pedido ajuda com um trabalho que ela ia passar para a turma dela, você lembra? Eu comentei com você. – ela acenou com a cabeça e eu continuei. – A Bárbara é do grupo que eu vou auxiliar. Terça feira eu fui até o jornal conversar com o meu pai, ela estava lá, eu não sabia. Fiquei sabendo na hora que ela tinha ido fazer uma entrevista com ele, mais tarde ele me ligou dizendo que tinha dado a vaga para ela. Só fomos nos ver novamente ontem. – ela ficou calada, digerindo cada palavra minha.

 

— Você quer ficar com ela? – perguntou se ajeitando no sofá

 

— Não viaja, Nati! Você mesma disse ontem: ela é hétero e tem namorado! – revirei os olhos

 

— Você tem que repetir isso até entrar na sua cabeça, não na minha. Está óbvio que você ficou atraída por ela! – disse com o olhar sério

 

— Para de falar besteira! – falei soltando sua mão

 

— Viu? Só de eu falar isso você já ficou irritada. Você nunca dá o braço a torcer de nada. – disse puxando meu rosto de leve para eu olhar pra ela

 

— Natália, a questão é que eu não devo dar esse tipo de satisfação a você. Talvez seja melhor a gente parar de se ver. – disse de uma vez

 

— Você tá falando sério, Mariana? – perguntou se levantando

 

— Sim! Eu sempre fui muito sincera com você de que não tinha e nem tenho pretensão de levar o que a gente tem pra outro nível, mas com essas suas atitudes, você me mostra que não vê o que temos apenas como algo sem compromisso. – falei ainda sentada

 

— Eu nunca disse que a gente namorava! – disse cruzando os braços

 

— Mas você se comporta como uma namorada ciumenta! – eu rebati

 

— Você sabe que é porque eu gosto de você, por que você é tão fria?- disse parecendo decepcionada

 

— Nati, eu sei que você gosta de mim, eu também gosto de você, talvez não como você queira, mas eu gosto. Mas não acho seja suficiente para transformar o que temos em um namoro. Se você não entende isso, não dá pra gente continuar. Não quero ficar com você se você pensa que em algum momento podemos vir a namorar. Não vai acontecer! – disse me levantando também

 

— Como você sabe disso? – perguntou voltando a ter lágrimas nos olhos

 

— Eu simplesmente sei! Não quero que você pense que é algo que eu gosto de fazer. Se eu pudesse escolher, eu escolheria me apaixonar por você e ter algo mais sério, mas esse não é o caso. Não quero te magoar mais do que eu já estou magoando por ter deixado isso chegar tão longe. – Me ouvindo falar eu me sentia tão patética pelo fato de parecer clichê demais, mas infelizmente não existe outra forma de fazer isso.

 

— Se é o que você quer, Mariana, tudo bem. Eu vou embora! – disse pegando a bolsa em cima do sofá e indo porta afora.

 

Não, eu não falei mais nada e nem fui atrás, nada que eu falasse agora iria amenizar a situação, provavelmente iria piorar. Melhor deixar a Natália se acalmar e se for o caso, depois eu tento falar com ela e quem sabe a gente tenta manter uma amizade.

 

Péssima maneira de começar o sábado, né? Eu voltei para o quarto e peguei meu celular que ainda estava dentro da bolsa, tinham várias mensagens, do meu pai, de alguns grupos e do Tiago. Abri a do Tiago, pois já sabia do que ia se tratar.

 

Mensagens:    “Mari, o circo pegou fogo ai? A Natália tava muito puta!”

 

                       “Eu não tiro a razão dela, vc pegou pesado ontem, cara”

 

                      “Você voltou no bar pra ver se seus olhos ficaram perdidos por lá? kkkk”

 

                     “Mas to chateado, vc não comentou nada comigo sobre aquela mulher. Quem é a loira?”

 

                         “E comprometida! Tu viu o gato que tava marcando território do lado dela?”

 

Foram várias mensagens, em horários diferentes, ou seja, a bicha estava ansiosa pra saber da fofoca. Eu conheço muito bem. Resolvi ligar logo ao invés de responder por mensagem.

 

— Mari? Estava falando de você com o Vitor agora. Estávamos cogitando a possibilidade de a Natália ter te matado! Você sumiu! – disse rindo

 

— Que bom que a minha desgraça diverte pelo menos vocês! – disse me jogando na cama e rindo também

 

— Me fala, o que aconteceu aí ontem a noite?

 

— A Natália ficou querendo saber quem era, me perturbou, fez  cena, foi embora ainda agora. Eu disse que é melhor a gente parar de ficar.

 

— Porr*, Mari, mancada! Ela gosta de você!

 

— Tiago, você prefere que eu continue saindo com ela sem poder dar o que ela quer?

 

— Mas você dá o que ela quer! – ele disse rindo de novo

 

— Eu estou falando sério! – ao final da frase eu ri, contrariando o que eu tinha dito.

 

— Eu sei, estou brincando com você. Cara, eu sei que você fez numa de ser sincera, mas achei vacilo o que tu fez ontem. Tu tava secando a loira na maior cara dura, ainda foi pro bar beber com a mulher.

 

— Eu não fiz por mal, eu não consegui evitar, mas não vai acontecer de novo. – falei tentando soar o mais convicta possível

 

— De onde você a conhece?

 

— Ela é aluna da minha tia e trabalha pro meu pai! – expliquei tudo o que tinha dito para a Natália há menos de uma hora atrás

 

— Entendi, que babado! Mas olha, ela é hétero e tem...

 

— E tem namorado! Eu sei, gente! Eu não sou cega e nem maluca, você sabe que não me envolvo com mulher hétero.

 

— Sim, mas a gente não escolhe por quem se apaixona.

 

— Oi? Apaixonar? Do que você tá falando? – eu disse sentando

 

— Nada, ué, só estou explicando que essas coisas acontecem, a gente não controla.

 

— Deixa de falar merd*! Eu achei ela sim muito bonita, mas foi só isso. Se eu pegaria? Sim, claro, não sou de ferro. Mas ninguém tá falando de amor, e nem tô dizendo que vou tentar alguma coisa, pelo contrário, estou fora de confusão.

 

— Tudo bem, Mari! Você já é adulta, sabe o que faz. Mudando de assunto, vamos fazer uma social aqui em casa hoje?

 

— Pode ser! Me manda mensagem avisando tudo direitinho, vou sair para correr na orla agora! – respondi levantando.

 

— Beleza, gata! A gente se fala, toma jeito, por favor!

 

— Ok! Beijos, Ti.

 

— Beijos!

Fim do capítulo


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Comentários para 6 - Toda história tem dois lados. :
Rita
Rita

Em: 09/03/2017

Eita que foda! Por isso que eu não fico com alguém que goste de mim se eu não gostar da pessoa também, assim ninguém se magoa.

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