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Ficamos mais um tempo conversando até que os pais da Natalia saíram. Os dois saíram chorando e a senhora foi direto abraçar a Beatriz.

 

-- Ai querida, ela esta tão machucada. É tão triste ver a minha menininha assim. – Senhora

 

-- Eu posso vê-la agora? – Beatriz disse me olhando

 

-- Claro, me acompanhe. – eu

 

A conduzi até o quarto e quando entramos ela começou a chorar. 

 

Por respeito as deixei sozinhas.

 

Fui atender outros pacientes e a noite fui até a cantina tomar um café, pois o sono estava me derrubando.

 

Fiquei la sentada até que alguém senta na mesa em que eu estava.

 

-- Posso te fazer companhia? – Beatriz

 

-- Claro, sente-se. – eu

 

-- Você esta com uma aparência cansada. Esta bem? – Beatriz

 

-- Eu estou bem, mas estou mesmo cansada. Estou trabalhando muito. – eu

 

-- Que horas você vai pra casa? – Beatriz

 

-- Não sei, talvez amanha. – eu

 

-- Amanha? Mas você não vai dormir? – Beatriz

 

-- Eu já estou a 3 dias aqui de plantão, cochilando só por alguns minutos no almoço. – eu

-- Não acredito, como você ainda esta de pé? – Beatriz

 

-- Faz parte da minha profissão. Eu escolhi ser médica e preciso fazer esse internato pra conseguir uma vaga pra trabalhar aqui. – eu

 

-- Nossa, mas você precisa descansar se não, não vai conseguir trabalhar. – Beatriz

 

-- Eu já me acostumei. E você? Não vai pra casa não? – eu

 

-- Não, vou ficar aqui com ela essa noite. – Beatriz

 

-- Deveria ir pra casa dormir e voltar amanha. – eu

 

-- Não, eu vou ficar. – Beatriz

 

-- Ok, eu preciso ir. Se precisar de alguma coisa peça para uma enfermeira me chamar. – eu

 

-- Obrigada. – Beatriz

 

Voltei aos meus afazeres e quando era 3 horas da manha, fui no quarto dos pacientes ver como estavam.

 

Quando passei pelo quarto da Natália a Beatriz estava dormindo em uma cadeira com uma postura que quando acordasse lhe daria muitas dores. Com dor no coração em ver aquele anjo dormindo, tão linda eu a acordei.

 

-- Hey, Beatriz. Acorde. – eu

 

-- O que houve? – ela acordou assustada

 

-- Nada, mas se você dormir assim vai ficar com uma grande dor quando despertar amanha de manhã. – eu

 

-- Eu cochilei, não vou mais dormir. – ela disse meio sonolenta ainda

 

-- Venha comigo, vou te levar até o quarto dos médicos, quase não usam e la você pode dormir melhor do que aqui nessa cadeira. – eu

 

-- Não precisa. – Beatriz

 

-- Como médica isso é uma ordem. – eu

 

Ela se assustou um pouco e se levantou na hora.

 

-- Ta bom Doutora.

 

Levei ela até o quarto onde os médicos descansavam, la tinha camas, banheiro e uma pequena cozinha.

 

-- Deite aqui, sua coluna vai agradecer. – eu

 

-- Obrigada mais uma vez Doutora, nem sei como lhe retribuir tanta gentileza. – Beatriz

 

-- Mantenha-se sorrindo, seu sorriso é um ótimo pagamento. – eu

Ela mais uma vez ficou sem jeito e mudou de assunto.

 

-- Mas e a senhora não vai dormir também? – Beatriz

 

-- Senhora? Hahahaha Quantos anos você acha que eu tenho Beatriz? Me chame de você. – eu

 

-- ah, eu não sei. Mas pra uma médica tão competente assim não deve ser tão nova. 

 

-- Eu tenho 24 anos. Não sou tão velha, sou? – eu

 

-- Nossa, sério? Eu achei que fosse mais. Não pela aparência, pois você tem cara de novinha mesmo, mas pela experiência. – Beatriz

 

-- Pelo menos não disse que tenho cara de velha. – eu

 

-- Mas a senh... você não respondeu minha pergunta. Não vai dormir também? – Beatriz

 

-- Não, tenho coisas a fazer ainda. – eu

 

-- Então eu também não durmo. 

 

-- Beatriz, você esta me chantageando? – eu

 

-- Não é por que você cuida da saúde dos outros que não vai cuidar da sua também. Você precisa dormir, e se não dormir eu também não durmo. – ela disse determinada a me fazer dormir

 

-- Você daria uma ótima médica rsrs – eu

 

-- Quem sabe, mas chega de papo e vá descansar. -  Beatriz

 

-- Ta bom dona mandona, Boa Noite. – eu

 

-- Boa Noite. – Beatriz

 

Me deitei em uma das camas e ela em outra e devido as noites sem dormir e o cansaço físico em segundos eu já estava dormindo, um tempo depois acordei com um barulho de choro, olhei pra cama ao lado e era a Beatriz.

-- Você esta bem? – eu

 

-- Estou sim, pode voltar a dormir, me desculpe te acordar. – ela disse secando as lagrimas

 

-- Não é incomodo nenhum, você esta assim pela sua amiga né? – eu

 

-- Eu não quero que ela fique assim, eu preciso que ela fique boa rápido, eu preciso dela. – Beatriz

 

-- Estamos fazendo o possível por ela, mas depende do organismo dela reagir aos medicamentos agora. – eu

 

-- E se isso demorar? – Beatriz

 

-- Não quer dizer que seja o fim. Você tem que ter paciência. – eu

 

Ela não disse nada, apenas abaixou a cabeça e ficou chorando.

 

Me sentei ao seu lado na cama e encostei sua cabeça em meu ombro, fazendo ela se deitar sobre mim para tentar acalmá-la.

 

-- Vai ficar tudo bem Bia, eu prometo pra você – eu dizia fazendo carinho em seus cabelos

 

Em pouco tempo ela dormiu e eu fiquei ali com ela em meus braços zelando seu sono, querendo adivinhar seus sonhos e entrar neles.

 

O sol já se mostrava e eu tinha que voltar ao serviço. Fiz um café e preparei algumas torradas e deixei sobre a mesa com um bilhete.

 

“Bom Dia, espero que tenha dormido bem. Precisei atender os pacientes. Podemos almoçar juntas? Me ligue quando acordar, meu numero esta aqui embaixo. Beijos." – Camila

 

Fui fazer a visita de rotina da manha e encontrei meu chefe no caminho.

 

-- Doutora Camila, chegou agora? – chefe

 

-- Não senhor, já estava no hospital. – eu

-- Certo, esta a muito tempo de plantão? – chefe

 

-- Há algumas horas. – eu 

 

Eu não queria ficar me vangloriando do tempo que estava ali, era um prazer cuidar das pessoas.

 

-- Ok, no final do dia vá até a minha sala. – chefe

 

-- Sim senhor. – eu

 

Fiquei curiosa e com medo do que ele queria falar comigo.

 

Além de mim tinham mais alguns internos buscando aquela vaga e o prazo pra ele fazer a contratação estava acabando. Temi não conseguir a vaga.

 

Em meio a esse pensamento meu celular toca.

 

-- Alô – eu

 

-- Doutora Camila? – ouvi uma voz conhecida e senti um frio na barriga na mesma hora

 

-- Sim. Beatriz? – eu

 

-- Sou eu, você esta no hospital? – Beatriz

 

-- Estou sim, porque? Aconteceu alguma coisa? – eu

 

-- Você poderia vir aqui no quarto dos médicos? – Beatriz

 

-- Claro, estou perto, já chego ai. – eu

 

Rapidamente eu cheguei la e quando abri a porta encontrei um dos internos la com cara de poucos amigos. 

 

-- Drª Camila, você sabe que não pode trazer ninguém para esse quarto. – ele

-- Eu sei.  – eu

 

-- Não vai nem se explicar? – ele

 

-- Não tenho que lhe dar explicações. – eu

 

-- Certo, mas então de ao chefe. – ele disse saindo da sala

 

Fechei meus olhos, já imaginando ele falando pro chefe e ganhar a minha vaga por puxar o saco dele.

 

-- Me desculpe, eu não queria causar confusão. – Beatriz

 

-- Não se preocupe, você não tem culpa de nada. Já tomou café? – eu

 

-- Já sim, obrigada por fazer café pra mim. Será que já posso ir pro quarto da Nat? – Beatriz

 

-- Claro, eu te acompanho, tinha que ir la ver como ela esta. – eu

 

Chegamos no quarto e a fisionomia da Beatriz já mudou, segurava suas lagrimas.

 

-- Ela esta melhor? – Beatriz

 

-- A melhora é lenta, os machucados estão cicatrizando bem. – eu

 

-- Mas isso não quer dizer que ela vá acordar né?  - Beatriz

 

-- Não, ela ainda esta estável. Mas não apresenta pioras, isso é bom. – eu

 

Ela não falou nada, foi chegando mais perto da cama e ficou olhando a garota.

 

Era uma garota muito bonita por sinal, mesmo com os machucados no rosto, dava pra ver que era linda.

 

-- Bem, eu preciso ir. – eu

 

-- Ta bem, vou ficar aqui. – Beatriz

 

-- Hey, você não respondeu a minha pergunta. – eu

 

-- Qual?

 

-- Almoça comigo? – eu

 

-- Claro, te encontro na cantina ao meio dia. – Beatriz

-- Ótimo, se precisar de alguma coisa, me ligue. – eu disse saindo da sala

 

A deixei la e fui fazer minhas coisas. O dia estava cheio, muitas pessoas para atender, mas correu tudo bem.

 

Era incrível, a Beatriz não saia nem um segundo na minha cabeça, aqueles olhos, e aquele sorriso maravilhoso, nossa.

 

 

Ela era uma garota fantástica, será que ela tem namorado ou namorada? Eu sei que sou a médica da amiga dela, mas isso não quer dizer nada né?

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
L

lucy

12/09/2015 às 21:26

humm Natt se recuperando, e  Dra. Camila nem sonha ser ela namorada da Bia

como vai ficar esse triângulo rs bjs xau fuiii

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