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Decifra-me ou Devoro-te por KFSilver

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Palavras: 11449
Acessos: 3377   |  Postado em: 00/00/0000

Notas iniciais:

Leiam com moderação! Rsrs

Boa leitura ;)

Capítulo 22

Amélia

 

- Senhora? - ouvi Francisca chamar.

 

Perdi a noção do tempo, sentada no chão encostada na parede. 

 

- Dona Elena já está banhada e adormeceu no quarto de hospedes. A senhora precisa de mais alguma coisa? - perguntava com receio.

- Livre-se de todo conjunto de cama! Não me interessa o que fara com ele, só não quero em minha casa nada que tenha feito parte daquele bacanal. - minha voz estava abafada.

 

Assentiu, estava saindo quando eu a chamei.

 

- Espere Francisca! - Levantei, ficando de frente para ela - Quero que me diga olhando em meus olhos...

- Senhora? - parecia confusa.

- Quantas vezes isso aconteceu? - referi a orgia.

 

Respirou fundo, senti que o meu coração iria explodir pela reação dela.

 

- E criei a minha menina desde que nasceu, e posso dizer olhando em seus olhos que foi a primeira vez! - segurou as minhas mãos  - A minha menina estava desolada pelo teste dar negativo mais uma vez, e acabou bebendo mais do que devia - tomou coragem e prosseguiu - Tentei impedi-la de sair mas ela estava fora de si... - interrompi soltando de suas mãos.

- Nada justifica isso Francisca! - cortei seca - Faça apenas o que eu pedi. 

 

Segui pelo corredor, indo até o quarto em que Elena estava. Entrei e vi o seu corpo encolhido na cama. Aproximei, acendi o abajur no criado-mudo ao lado da cama observando as suas feições. Ela havia emagrecido e os seus cabelos já não tinham tanta vida como antes. O seu rosto havia uma fragilidade incomum, ainda assim Elena era uma mulher muito bonita. Percebi que a minha mala e a bolsa estavam no quarto. Peguei uma roupa limpa e segui até o banheiro, tomando um banho demorado. Retornei para o quarto vestida com um jeans e uma blusa branca. Fui até a minha bolsa e peguei o meu celular, precisava enviar um email. 

 

"Enviar" Confirmei. Já passava um  pouco mais das três da manhã. Suspirei sentando na beirada da cama pressionando as minhas têmporas.  "Isso só pode ser um pesadelo!" Deitei ao seu lado tocando suavemente o rosto adormecido.

 

- Por que Elena?? - sussurrei, recordando de tudo o que já havíamos vivido até ali.

 

Há cinco anos...

 

Despertei com os beijos carinhosos de Elena. Sorri preguiçosa retribuindo o carinho. O seu olhar havia um brilho especial que aqueceu o meu coração, desejei mantê-lo sempre.

 

- Já chegamos? - minha voz estava meio rouca.

- Uhum! - acariciou o meu rosto - Não queria te acordar, estava em um soninho tão gostoso. - sorriu.

- Com licença Dra., o carro já está nos esperando. - comunicou Ana, assistente de Elena.

- Vamos? - estendeu a sua mão.

 

Chegamos no apartamento de Elena em meia hora. Dormiríamos lá, e pela manhã íriamos direto para a fazenda "El Dourado" Senti o choque térmico, a troca do clima fresco de São Paulo pelo frio do sul. Tomamos um banho quente, já deitadas estava aconchegada nos braços da loira. Narrei o meu encontro com Esther e a minha decisão.

 

- Como descobriu que horas eu iria viajar?

- Será que eu devo revelar as minhas fontes super secretas? - sorri.

- Óbvio! Só assim para eu poder agradecê-la! - sorriu divertida - Mas se eu tivesse que apostar diria... Ana?

- Ela realmente é fiel a você! Nossinhora, penei para conseguir arrancar algo dela! - comentei surpresa.

- Hahahaha... Eu posso saber como obteve essa proeza?

- Fácil! Já que o meu charme não funcionou... - a loira estreitou os olhos - Eu fui lógica com ela! - fiz suspense - Nós duas separadas igual ao seu mau humor insuportável! Nós duas juntas, todos terão  os seus empregos garantidos. - sorri travessa.

- Mas que safada! - riu - Então eu sou megera, é? - fez cócegas.

 

Segurei as suas mãos e fiquei por cima de seu corpo, roçando a minha boca na dela.

 

- Não! - mordi o seu lábio inferior - Mas é muito bravinha... - beijo carinhoso - Mandona... - outro beijo - Insaciável... - ch*pei a sua boca - e só eu sei amansar essa fera gostosa. - beijo faminto.

 

Elena suspirava diante de minhas caricias, as suas mãos vagavam em minhas costas. Suspirei em sua boca quando levantou um pouco a sua perna pressionando o meu sex* em sua coxa.

 

- Que saudades de você! - falou ofegante - Do seu corpo sobre o meu - minha boca explorava o seu pescoço - De seus beijos quentes e molhados - apertou a minha bunda - Amor?

 

Rocei o meu rosto no seu numa carícia, parei olhando em seus olhos.

 

- Faz amor comigo? - pediu carinhosa.

 

Arrepiei inteira com o seu pedido, abaixei o meu rosto tomando a sua boca com carinho em resposta. Fazer amor com Elena era algo novo, ela estava completamente entregue. Apoiei o peso do meu corpo com os meus braços distribuindo beijos carinhosos em seu rosto. Ch*pei o seu queixo mordiscando levemente. A minha boca vagava em seu pescoço até o seu ombro, puxei devagar a alça da sua camisola de renda branca, fiz o mesmo do outro lado. Expus os seus montes médios deixando a palma da minha mão em contato com o seu bico antes de substituir por minha boca. Elena gemia baixinho. Estava me deliciando com aquela tortura gostosa. Encarei aquele tom verde escurecido pelo tesão, sorri prendendo o seu bico em meus dentes fazendo pressão, enquanto massageava o outro com a mão. Sentei em seu ventre e retirei devagar a minha lingerie. As mãos de Elena apertavam a minha cintura, o seu olhar desceu para o desenho na lateral do meu quadril. Símbolo da guerreira amazona: havia vários significados, o que eu mais gostava era sobre a vitalidade e conquistas que eram tiradas até mesmo de suas derrotas, trazendo-lhe sabedoria. Para Elena era a fertilidade. Levei as mãos dela até os meus seios, suspiramos juntas. A fiz sentar e retirei a sua camisola, beijando sua boca com vontade. As suas mãos bagunçavam os meus cabelos. Deitei o seu corpo explorando cada pedacinho dele com a minha boca, ela suspirava arrepiando a cada toque.

 

- Ain... não me tortura mais... - pedia ofegante.

 

Meu dedo entrou fundo iniciando um ritmo gostoso junto com a minha língua. Coloquei as suas pernas sobre os meus ombros aumentando o contato e o ritmo das estocadas. Os seus gemidos preencheram o quarto ao goz*r em minha língua. Suguei todo o seu mel deixando um rastro molhado fazendo o caminho de volta para a sua boca. Ela ch*pava a minha língua sentindo o seu próprio gosto. As suas unhas desenhavam em minha pele numa carícia deliciosa.

 

- Quero sentir o seu peso - pedia mordendo o meu pescoço.

 

Apoiei com os meus cotovelos deixando o meu corpo pesar sobre o seu, os nossos sex*s roçavam. Elena abraçou a minha cintura com as suas pernas dando mais contato. Eu estava quase goz*ndo quando ela virou os nossos corpos ficando por cima de mim.

 

- Minha vez! - sorriso safado, capturando os meus lábios.

 

Elena montou em meu ventre rebol*ndo em meu clit*ris, deixando as suas mãos passearam em meu corpo. O tesão em ver Elena cavalgando em mim, o movimento de seus cabelos e suas caricias, o gozo veio forte. Ela levou a minha mão a sua boca, ch*pando os meus dedos mordiscando a ponta de cada um sem tirar o sorriso sacana dos lábios, montando neles em seguida. Os meus dedos deslizavam rápido em seu interior quente, debruçou o seu corpo deixando os seus seios ao alcance de minha boca. Passei a minha língua em seus bicos antes de abocanhá-los. Minha mão em sua bunda apertando forte, levantei mais o meu quadril aumentando o contato. Elena cravou os seus dentes em meu ombro abafando os seus gemidos, goz*mos juntas.

 

- Elena... - sorri ao sentir os seus lábios em meu pescoço.

- Minha! Somente minha! - Falou acariciando o meu rosto.

 

Virei o meu rosto em sua direção, ficamos assim com a pontinhas de nossos narizes se tocando. Fechei os meus olhos recordando daquele sonho, sentindo a mesma sensação de ternura e conforto,  abrindo eles em seguida vendo o seu rosto adormecido. A expressão serena de Elena só me deu mais certeza, chamei baixinho:

 

- Elena... - acariciei a sua face - Quer casar comigo? - pedi.

 

Os seus olhos estreitaram processando o que foi dito. Sorri percebendo a confusão em seu olhar.

 

- Repete? - sua voz saiu fraca.

- Quer casar comigo? - o seu silêncio me deixou ansiosa - Eu sei que demorei muito para tomar uma atitude em relação a nós e não quero mais perder tempo. - pausa - Desejo ser somente sua, como quero-te somente para mim! Estou amando você, Elena Mertens.

 

Houve um breve silêncio. Suas lágrimas vieram acompanhadas de um sorriso lindo.

 

- Sim! - beijando-me - Sim! - ficou por cima de mim - Sim, eu te amo tanto! - reascendendo o nosso desejo.

 

Já estava amanhecendo quando a exaustão de nossos corpos falou mais alto, dormimos de conchinha de mãos dadas.

 

***

 

Olhei para o chimarrão e depois para Elena que segurava o riso. Conhecia o gosto e confesso não ter apreciado muito, mas não podia fazer desfeita para o meu sogro. Respirei fundo e bebi evitando ao máximo de fazer caretas. Dei um sorrisinho forçado para eles entregando a cuia. Elena envolveu a minha cintura falando baixinho em meu ouvido:

 

- Estou orgulhosa! - ria suavemente.

- Uhum... - cobiçando um pedaço de carne para tirar o gosto amargo da boca.

 

Pela nossa maratona sexual durante a madrugada acabamos atrasando um pouco, então Elena sugeriu alugar um helicóptero com um amigo dela que era piloto, assim levaríamos metade do tempo chegando na hora do almoço. Respirei fundo, fazendo uma pequena prece antes de entrar naquela "máquina mortífera". Apesar do meu pavor de voar, a loira incentivou olhar para fora assistindo o pequeno grupo cavalgando por suas terras aglomerando o gado próximo a um lago.

 

Era a primeira vez que estava indo para aquela fazenda, já havia visto fotos dela que Elena mostrou e pelo site que a mesma criou, e ela era muito mais bonita pessoalmente com seu o estilo rústico. Um pouco mais afastado havia uma pequena vila onde os trabalhadores moravam, a loira disse que brincou muito lá com os filhos dos peões.

 

Pousamos no heliporto que ficava próximo da área de churrasco e piscina que por sinal era enorme. "Povinho ostentação!" Ouvia a voz da Manuela dizendo se visse isso. Na varanda avistei o homem alto e forte de olhar severo, Elena sorriu pegando a minha mão guiando-me até lá. "Fica fria! Ele nem é tão alto assim!" Mudei de ideia frente a frente com aquele armário. Senti certo desconforto diante de seu olhar, Elena soltou a minha mão abraçando-o forte.

 

- Pai, essa é Amélia Montenegro - sorria ao lado dele - Amor, esse é Rodrigo Mertens Santiago.

 

Estendeu a sua mão cumprimentando-me em um aperto de mão forte, percebi um ligeiro sorriso quando não deixei por menos.

 

- Mãos fortes! De pessoa trabalhadora.

- Ela é! - falou orgulhosa - Aliás ela veio verificar o projeto e atualizá-lo.

- Isso muito me agrada. - envolveu a loira pela cintura - Vamos entrando que a sua mãe está terminando de preparar o almoço.

 

Heloísa era uma mulher simpática e humilde, mesmo eles tendo cozinheira, ela fazia questão de preparar o almoço quando Elena vinha visitá-los. O cheiro da comida atiçou o meu apetite, a culinária gaúcha era rica em variedades.

 

- Obrigada pela comida, estava deliciosa.

- Fico feliz que tenha apreciado, você tem apetite o que me deixa muito satisfeita. - sorri sem graça - Já Elena come igual a um passarinho, olha como está emagrecendo filha! - ralhou com a outra.

- Mulher, está deixando as gurias encabuladas! - ria com gosto.

 

Sorrimos e fomos para a sala de estar, aceitei de bom grado o café fugindo daquele chá amargo. A conversa fluía tranquilamente até Elena contar a novidade.

 

- Estamos noivas! - sorria feliz segurando a minha mão.

 

Engasguei com a saliva sentindo aquele olhar pesar sobre mim. De canto de olho vi a expressão surpresa da mulher parecia sem palavras, fitei por um instante o restinho de café antes de erguer os meus olhos e deparar novamente com o seu olhar severo.

 

- Sério? - a sua voz áspera cortou o silêncio - E quando foi isso?

- Ontem a noite! - beijou a minha mão - Sinto-me em um sonho perfeito - dizia apaixonada.

 

A felicidade de Elena era tanta que não via o olhar assassino em minha direção, pressionei as minhas mandíbulas engolindo seco. Heloísa recuperada da surpresa levantou abraçando Elena puxando-me junto.

 

- A minha filhinha vai casar! - dizia feliz - Homem, fale alguma coisa - cutucou.

 

Encarei o seu olhar, vi nele o mesmo brilho perigoso e familiar.

 

- Vamos dar uma volta? - convidou.

 

***

 

- Amor, você não tem que fazer isso! - dizia nervosa.

- É tradição Elena. - cruzou os braços apreciando o espetáculo. - Ela só precisa acariciar a cabeça do Trovador.

 

"É vida foi bom enquanto durou!" Olhando o animal agitado andando de um lado para o outro no cercado.

 

- É uma superstição idiota pai! Amélia saía daí! - tentou abrir a cerca mais foi impedida.

- Ela aceitou o desafio. - falou sério.

 

Suspirei sem desviar o meu olhar do animal que relinchava.

 

- É a tradição, disse ele... Uma questão de ganhar confiança, disse ele - resmunguei olhando de soslaio.

 

Tentei aproximar recuando em seguida quando ele empinou para eu me afastar. 

 

- Qualé garoto, facilita as coisas para mim? - murmurei para ele.

 

Aproximei da cerca avaliando o perímetro, Elena tocou a minha mão pedindo:

 

- Amor, saía daí antes que ele te machuque. São poucos os que conseguiram chegar perto dele, meu pai sabendo disso armou para você.

- O que Thomaz falou sobre os cavalos? - comentei baixinho.

- Que eles sentem a nossa intenção.

- Exatamente. Se eu precisar fazer isso para provar a ele - indiquei com o queixo - Que as minhas intenções com você são as melhores, eu o farei.

- Amélia...

 

Sorri beijando a sua mão. A loira puxou o meu rosto dando-me um beijo carinhoso.

 

- Se eu ficar viúva antes de casarmos, eu te mato! - ralhou medrosa.

- E deixar essa loira gostosa para um bando de lobas? Jamais! - pisquei voltando a minha atenção para o animal.

 

Respirei fundo rodeando devagar, ele acompanhava afastando-se. Ignorei os olhares e a presença daqueles que chegavam para assistir, os meus olhos estavam presos nos dele. 

 

- É... pelo visto  você que é o manda chuva por aqui ein? - falava suavemente com ele - Quer compartilhar alguns segredos? Estou precisando de algumas dicas. - iniciei o meu monólogo.

 

Sentia uma paz envolvendo-me e confiança por estar ganhando aos poucos terreno. Agachei no meio do pasto sorrindo para ele, era um belo cavalo. Estiquei a minha mão em sua direção esperando alguma reação, balançou a cabeça cavando no chão antes de aproximar devagar.

 

- Isso garoto... - sentia o suor escorrendo pelo o meu rosto.

 

Deixei ele cheirando a minha mão levantando devagar, não toquei em sua cabeça sabia que isso poderia afastá-lo, então acariciei rapidamente o seu ombro. Permaneci imóvel deixando-o à vontade para pastar ao meu lado.

 

- Isso! - ouvi ao longe.

 

Olhei em direção a varanda, Elena sorria feliz empurrando o ombro do homem que tinha um ligeiro sorriso.

 

***

 

- Beba, deve estar morrendo de sede! - Heloísa oferecia uma limonada.

- Obrigada, mas... - aproximei de Rodrigo que terminava de preparar a bebida - Posso? 

 

Entregou-me a cuia e bebi com gosto aquele chá amargo que tinha sabor de vitória.

 

- Paciente e perseverante; ótimas qualidades.

- Quando eu desejo algo mais que tudo! - encontrei o seu olhar carinhoso.

 

***

 

- Hmmm... - gemi baixinho com o contato do hidratante em meu rosto.

 

Tomei uma ducha rápida e sentei na beirada da cama enquanto Elena passava o creme em minha face.

 

- Não fazia ideia que tinha ficado quase duas horas para ter aquela aproximação. - Fechei os olhos - Espero que o seu pai não invente alguma tradição de montar algum touro bravo.

- Isso só quando decidirmos ter filhos - abri um olho - brincadeira! - sorrindo.

- Vem cá sua tratante - envolvi a sua cintura - Tal pai, tal filha ein! Acha que eu não reconheci aquele olhar de predador dele? - fisgou o meu lábio, sorrindo.

- Foi tão sex ver você domando o Trovador! - sentou em meu colo - Sabia que você era uma amazona nata! - beijando-me com desejo.

- Ai ai ai - sorri - Insolação, amor.

- Tadinha da minha morena. - olhou penalizada.

- Você quer dizer da sua kinder ovo, né? - levantei o meu braço - Duas cores!

- Boba! - riu - Então eu quero desvendar as surpresas que esse corpo reservam - deitando-me com carinho. - Quero fazer amor gostoso.

 

***

 

- Você tem certeza filha? - perguntou preocupada.

- Absoluta mãe! É com Elena que quero passar o resto da minha vida.

 

Seus olhos pareciam querer dizer algo, respirou fundo concordando.

 

- Então eu desejo que encontre a felicidade que procura com essa moça. - abraçando-me forte.

- Já estou vivendo, mãe. - sorri.

 

***

 

- Amor?

- Oi! - continuei digitando.

- O seu passaporte está em dia? - olhei para ela rapidamente, voltando atenção para a tela.

- Não sei, acho que sim. - reli o parágrafo.

- Estava pensando, que tal você ir comigo nesse final de semana para Nova Iorque. 

- Pra quê? - falei distraída, terminando o artigo.

- COMO PRA QUÊ AMÉLIA?? Esqueceu que vamos casar?! - falou irritada, fechando o meu notebook.

- Elena! - senti o meu coração parando - Eu ainda não tinha salvo!

- Estou esperando a sua resposta! - expressão séria.

- Não esqueci Elena! - respondi entre dentes - Será que eu posso terminar o meu artigo que preciso entregar amanhã? - resmunguei. 

- Depois eu te ajudo - tirou o notebook do meu colo - Agora eu quero os seus dedos trabalhando em outra coisa. - tomou a minha boca com vontade.

 

Não houve tempo para argumentação, Elena era assim, chegava tomando posse do que era dela, o resto ficava para depois.

 

***

 

- And I now pronounce you wife and wife, may kiss the bride! - anunciou o juiz de paz.

 

Sorrimos, trocando o nosso primeiro beijo como casadas. Elena convenceu-me a acompanhá-la para NY entre uma reunião e outra, conseguimos um tempo para nós. Chamamos alguns amigos dela para serem as nossas testemunhas, queríamos oficializar tudo rápido.

 

- Rodrigo vai me matar, sabia? - sorri entregando a taça de champagne, brindamos.

- Provavelmente! - bebericou - Assim como a sua mãe vai querer matar-me! - brincou.

- Touché! - sorrimos.

 

Vestíamos roupões após o banho de hidromassagem. Abracei a loira por trás apreciando a vista maravilhosa da noite nova iorquina. Elena esticou a mão esquerda admirando a aliança que escolhemos juntas.

 

- Como é estar casada, senhora Montenegro? - sussurrei em seu ouvido.

 

Ficou de frente para mim, envolvendo o meu pescoço.

 

- É se sentir completa e sendo amada completamente.

- Eu te amo! - disse em seus lábios, antes de sentir o seu beijo.

 

"Mia" Interrompi o beijo olhando o meu reflexo na vidraça.

 

- O que foi amor? - olhou-me confusa - Amor? - tocando o meu rosto.

- Oi? - olhei perdida sentindo uma sensação estranha.

- Aconteceu algo? - ficou preocupada.

- Não, só achei que tivesse ouvido algo. - disfarcei - Acho que bebi demais. - sorri tranquilizando-a.

- Espero que estava sóbria o bastante, pois não me responsabilizo por qualquer abuso que possa ter a seguir - dizia enquanto empurrava-me até a cama.

- Estou propícia a correr esse risco. - respondi no mesmo tom.

 

Elena dormia profundamente com o seu rosto enfiado em meu pescoço. Sorri acariciando as suas costas, levantei a minha mão observando a minha aliança. Fiquei confusa com a sensação que havia sentindo ao olhar-me o meu reflexo. O corpo de Elena moveu-se aconchegando mais, ignorei o que senti e observei o sono tranquilo da minha esposa.

 

***

 

Como imaginamos, ter pego todos de surpresa com o nosso casamento oficializado causou certo tumulto. Foram algumas horas intermináveis conversando com Rodrigo Mertens que temia pelo patrimônio da filha, achando que fomos afobadas demais. Elena defendia-me, até que perdi a paciência e falei para mandar o advogado fazer um contrato nupcial, o que acabou gerando um debate com Elena. Foi uma longa conversa até Heloísa entrar no meio colocando o seu marido pra escanteio. Cada vez mais admirava a minha sogra. Por parte da minha mãe, levei um puxão de orelha bonito. Todas as partes conversadas e acertadas, a organização da  festa parecia ser a parte mais tranquila.

 

- Agora me diz se a vida a dois é mais fácil vendo do que vivendo? - Daniele zombou

 

Bufei olhando-a através do espelho terminado de me arrumar.

 

- Por mais que haja interesses conflitantes Dra. Rodrigues, não nego que é muito bom acordar sabendo que pertenço a outra pessoa, que somos apenas uma. - finalizei a minha maquiagem.

- Deus, livrai-me desse mal, amém! - debochou.

- Isso continua! Quanto mais você caçoa, mais rápido o que é seu chega! - praguejei.

- Isola isso! - bateu na madeira - Já tenho problemas demais dos outros para resolver para perder tempo arrumando dor de cabeça. E o meu coração agradece desde já.

 

Sorri de lado ficando de frente para ela, observando as suas reações.

 

- Então, como estou? - caminhei lentamente.

- Ainda tem tempo para darmos uma despedida de solteira. - sorriu safada.

- Hahahaha vou aceitar isso como um elogio! - mostrei a minha alinça - Agora sou uma senhora casada.

- Você está linda! Elena é uma mulher de muita sorte - abraçando-me com carinho - Desejo que vocês sejam muito felizes!

- Obrigada Dani! Desejo de coração que você possa sentir o que é ser amada também.

 

***

 

Mal contive o sorriso quando Elena me viu, escolhi um vestido cor champagne aberto na costas com decote que despertaria fantasias em muitos. Aproximei beijando o seu rosto, ela estava linda e elegante como sempre, em um vestido branco tomara que caia certamente algum exclusivo.

 

- Se está vestida assim para a festa e já me deixou excitada, não vejo a hora de estarmos sozinhas - sussurrei em seu ouvido.

- Eu vejo muitas possibilidades. - respondeu no mesmo tom deixando-me arrepiada.

 

Alguns convidados exigiam a nossa atenção, mesmo de longe trocávamos sorrisos cheios de significados. Em um determinado momento de nosso flerte, os meus olhos passearam pelo salão encontrando aquele tom mel sereno. Os olhos de Elena acompanharam, não demorou e ela já estava ao meu lado. Tentei quebrar contato mas Esther estava deslumbrante em um vestido verde claro detalhado, expondo toda a sensualidade.

 

- Será que eu posso dançar com a noiva? - Esther perguntou a Elena.

- Se assim ela desejar, por mim tudo bem. - sorriu - Dance com a sua irmã, amor. - enfatizou o "irmã".

 

Sorri sem graça aceitando o pedido, peguei a sua mão e fomos até o centro do salão. Esther tinha um sorriso discreto, aproximou de mim comentando:

 

- Está com medo que a sua irmã faça algo escandaloso? - questionou irônica, enfatizando o irmã.

 

Sentia os diversos tipos de olhares em nossa direção. Peguei a sua mão e envolvi a sua cintura, respondendo:

 

- Não, por que eu sei que você não irá mais me magoar.

 

Em seu olhar havias tantas emoções, pude ler cada uma delas. Esther abaixou a cabeça um instante respirando fundo, erguendo a cabeça dando um sorriso.

 

- Nunca mais! - não deixei que a lágrima escorresse em seu rosto, secei tocando-o com carinho.

 

A música mudou fazendo com que todos prestassem atenção em nós duas. Vimos Manuela piscando ao lado do Dj. Olhei para Esther sussurrando:

 

- Vamos mostrar do que as "irmãs" são capazes. - sorrimos.

 

Ouvimos o início da música Bust Your Windows olhamos para Manu que era só sorrisos, ignoramos a letra e nos deixamos levar pela melodia. Os anos que passaram não foram o suficiente para afetar a nossa sincronia. Nossos rostos ficavam próximos mas não se tocavam, dançávamos como se fôssemos uma. Elena não desgrudava os olhos de cada movimento nosso, bebericando o champagne.

 

Os nossos movimentos começaram a ficar um pouco sensuais acompanhando o ritmo da música. Foi quando senti as mãos de Elena envolvendo a minha cintura, nos pegando de surpresa por entrar no meio da dança. Esther afastou dando passagem a ela.

 

- Nunca me disse que sabia dançar tango - sussurrou em meu ouvido.

 

Rodopiou o meu corpo ficando de costas para mim, colei em seu corpo com as minhas mãos envolvendo a sua cintura e sua mão tocando minha nuca por trás.

 

- Valsa também. - respondi no mesmo tom - Exigência de Beatriz com Esther para as suas debutantes - acompanhei o seu movimento - Uma coisa levou a outra.

 

Ouvimos os assobios e aplausos dos convidados, troquei olhares com Esther e ela entendeu. Aproximou lentamente rodopiando nós duas. Estiquei a minha mão para trás que foi aceita por Esther dando início ao duelo delas. Elena ficou de frente para mim, declarando que eu era dela. As mãos de Esther ficaram na minha cintura e em meu ombro, colando o seu corpo no meu.

 

Tentei dividir a minha atenção com as duas, mas Elena exigia a na dança, foi quando vi Daniele aproximar-se e surpreender Esther. Sorri discretamente com a aceitação dela deixando-se guiar pela loira. Aos poucos os convidados aproximavam dançando com os seus pares.

 

Elena não permitia que os meus olhos desviassem dos seus, tomando a minha boca com vontade ao terminar a música.

 

- Arrebentei suas janelas, Manuela? - questionei quando ela se aproximou.

- Eu gostei dessa música em uma cena de um filme de dança, achei apropriada. - deu de ombros.

- Até que elas formam um lindo par. - Elena sussurrou em meu ouvido.

 

Olhei na direção que indicou com o queixo, Daniele e Esther estavam próximas conversando com uma intimidade que parecia não ter se perdido com o tempo. Senti uma leve vertigem tendo a minha cintura envolvida por Elena. Sorri em agradecimento desviando a minha atenção delas.

 

- Você está bem? - perguntou baixinho.

- Estou sim, querida. - envolvi o seu pescoço - Só um pouco cansada de fazer o social para tantas pessoas. - rocei os meus lábios em seu ouvido, sussurrando - Estou aceitando algumas de suas possibilidades para ficarmos sozinhas. - sorrimos.

 

***

 

Saber do divórcio dos meus pais, meses depois não me afetou tanto quanto imaginei. Talvez pelo tempo de mágoa pelas atitudes do meu pai. Passei a observar melhor a minha mãe, sabia que havia algo a mais. Elena precisou viajar para o Rio de Janeiro acertar uma possível compra para a estância, então aproveitei e passei aqueles dias com a minha mãe.

 

Estacionei e vi o Ecosport de Henrique na garagem com o porta malas aberto. Peguei as sacolas de mantimentos entrando pela cozinha, queria evitar entrar no meio de qualquer discussão entre eles.

 

Silêncio. Estranhei imaginando que eles deveriam estar conversando já que o carro de minha mãe estava guardado. Subi devagar, seguindo o som. Ele estava terminando de tirar o restante de suas coisas do guarda roupas, tentei sair sem ser vistas, porém o meu reflexo no espelho denunciou-me.

 

- Oi! - colocou as roupas na mala.

- Olá! - silêncio constrangedor - Não quis interromper, só vir ver se a minha mãe estava aqui.

- Ela deve estar onde sempre vai todos os dias, durante todos esses anos. - falou amargurado.

- Do que está falando? - olhei confusa.

 

Foi até o guarda-roupas pegando uma caixa lacrada, pondo sobre a cama. Pegou a tesoura na cômoda violando os lacres.

 

- O que é isso?

- São as respostas de suas perguntas. - afastou para que eu olhasse melhor.

 

Abri a caixa encontrando vários cadernos, folheei rapidamente olhando para ele sem entender.

 

- São os diários de Diana. - comentei baixinho.

 

Uma delicada caixinha chamou a minha atenção, abri com cuidado encontrando um pingente igual o de Esther. Minha mente processava tudo rapidamente, suspirei fechando novamente aquela caixa. Henrique me olhava sem entender.

 

- Não vai ler? - questionou com certa agressividade.

- Não.

- Por que não?

- Essa história não me diz respeito.

- Eu deveria imaginar que o fruto nunca cai longe da árvore! - desdenhou.

- Quem é você para julgar alguém? - falei com uma calma desconhecida.

- Eu sou o seu pai!

- Há muito tempo deixou de ser - falei triste - Eu sempre fui honesta com você, dando sempre o meu melhor para ser o seu orgulho, e pra quê? Quando eu disse como realmente sou e como eu me sentia, você virou as costas cuspindo o quanto eu havia tornado-me decepcionante. Agora compreendo os verdadeiros motivos. Você apenas quis usar-me como desculpa para as suas fraquezas e frustrações como homem!

- COMO OUSA?! - ficou vermelho.

- E digo mais, se foi a sua intenção mostrar-me isso para afetar a minha relação com  minha mãe, esteja certo que só me fez admirá-las mais!

 

Respirei fundo, prossegui:

 

- Acha que eu não sei o que anda aprontando? - joguei verde, obtendo a minha resposta devido a sua palidez - Eu posso não estar cem porcento presente nessa casa mas tenho bons olhos e pego as coisas no ar. - aproximei olhando-o profundamente - Eu lhe tinha como exemplo de pessoa e caráter, você era o meu herói e o único homem que amei. - pressionei minhas mandíbulas - Você de longe foi a maior decepção da minha vida.

 

Recuou dois passos sentindo o efeito das minhas palavras. Aquilo me doía de um jeito que não havia palavras para descrever. Engoli o nó em minha garganta, dando-lhe as costas.

 

- Agora por favor, pegue o restante de suas coisas e saía da casa de minha mãe. - falei antes de retornar para a cozinha.

 

***

 

Fazia muito tempo desde que estive naquele lugar, demorei um pouco para localizar onde ficava. O meu coração ficou pequeno diante do que presenciei. Minha mãe estava ajoelhada na grama e tocava com tanto carinho a lápide, falando baixinho em uma conversa íntima. Secava as lágrimas que teimavam em cair, olhando com devoção a fotografia da mãe de Esther. Encostei na árvore deixando ela ter o seu momento. Notei o senhorzinho que indicou o caminho fazendo sinal no pulso, estava na hora de fechar. Aproximei com cuidado para não assustá-la, ajoelhei ao seu lado tocando o seu braço suavemente. 

 

- Filha?! - olhou confusa.

 

Peguei a sua mão e olhei para a foto depois para ela que pareceu entender.

 

- Eu amei o seu pai... - voz embargada.

- Mas ela foi o amor da sua vida. - completei.

 

Assentiu. Envolvi ela em um abraço apertado deixando que se entregasse a um choro sofrido.

 

***

 

- Queria muito estar com você! - Elena lamentou por telefone.

- Ficará tudo bem querida. Agora a minha mãe precisa de mim.

- Entendo, fique o tempo que for necessário.

- Obrigada.

- Amor...

- Sim?

- Eu te amo! - falou apaixonada.

 

***

 

Cheguei e fui recebida por Francisca avisando que Elena estava no escritório ao telefone, conversando com o seu pai. Aproveitei e tomei uma ducha rápida, vesti roupas leves. O almoço seria servido em breve.

 

- Elena ainda está no telefone? - perguntei para Larissa, a menina que ajudava Francisca.

- Sim senhora. - respondeu tímida.

- Peça para servir o almoço na varanda que eu irei chamá-la. -  fui ao seu encontro.

 

Entrei e não fui percebida pela loira que estava em pé de costas para a porta. Pelo tom dela, Ricardo deveria estar fazendo algum tipo de cobrança. Olhei saudosa para o corpo da minha mulher que estava de vestido destacando as suas curvas. Houve um leve tremor em seu corpo, aspirou o meu perfume no ar olhando em seguida por sobre o ombro, sorri para ela. Aproximei abraçando por trás, Elena relaxou em meus braços dei um selinho nela. Bufou tentando finalizar a conversa, sorri com o bico irritado que fazia quando algo a desagradava. Ela fechou os olhos sentindo as minhas mãos passeando por seu corpo. Tirei o seu cabelo do caminho beijando a sua pele alva. Arrepiou quando rocei a pontinha do meu nariz em seu pescoço, tentou afastar mas eu segurei firme a sua cintura prendendo o seu corpo contra a mesa. Ignorei o seu olhar reprovador massageando o seu seio com uma mão, enquanto levantava a lateral do seu vestido com a outra. Havia certo desespero em sua voz tentando encerrar a ligação, isso me deixou mais excitada. Elena fez o possível para abafar o gemido quando toquei o seu sex* com a ponta dos dedos, já não tinha forças para afastar-me. Elena mordia seu lábio inferior tentando controlar a sua respiração, penetrei devagar sussurrando em seu ouvido:

 

- Desliga. - mordisquei o seu lóbulo.

 

Não pensou duas vezes murmurou o que parecia um tchau, derrubando a ligação. Apoiou as mãos na mesa curvando um pouco o corpo. Aumentei o ritmo das estocadas levando ela ao desespero, rebol*ndo em meus dedos. Minha mão deixou o seu seio enfiando em seus cabelos puxando-os fazendo com que virasse o seu rosto para mim, devorando a minha boca. Não deixei Elena recuperar o fôlego quando o gozo veio, ajoelhei levantando o vestido fazendo com que empinasse. Mordi a sua bunda e deixei a minha língua explorar a sua virilha e invadindo a sua calcinha. Elena gemia alto, sem se importar com quem pudesse ouvir. Penetrei ao máximo com a minha língua lambendo a sua entrada, perdi noção do tempo ch*pando o seu clit*ris inchado, eu estava sedenta pelo seu mel. Elena arfava sem forças pedindo num fio de voz um tempo para respirar. Sorri beijando todo o caminho de volta, virando o seu corpo para mim. Envolveu o meu pescoço escondendo o seu rosto nele. A sua respiração quente me deixava arrepiada, ela percebendo isso sentou na mesa e envolveu a minha cintura com a suas pernas, invadindo a minha calça tocando-me fundo. A sua boca abocanhava o meu seio por cima do tecido, tive que segurar na mesa para manter-me em pé. Estava excitada demais não demorou muito para o gozo vir forte. Nossas testas estavam coladas enquanto recuperávamos o  nosso fôlego, nos olhamos e sorrimos.

 

- Oi! - falamos juntas - E é assim que você encerra uma ligação persistente. - sorriu beijando-me com carinho.

- Meu amor - falou com dengo - Estava com saudades desse seu cheiro - dando um cheiro em meu pescoço - Do seu abraço - abraçou-me forte.

- Eu também querida... e Elena? - chamei, fazendo com que me olhasse - Eu também te amo! - falei com a certeza em meu coração.

 

***

 

- Dez... Nove... Oito... Sete... Seis... Cinco... Quatro... Três... Dois... Um! FELIZ ANO NOVO!! - a multidão em uníssono.

 

- Feliz ano novo amor! - beijando-me.

- Feliz ano novo minha loira! - colando a minha testa na dela - Te amo! - sorrimos.

 

***

 

Os dias passaram voando assim como os meses, nesse período frequentemente recebia ligações daquele que um dia chamei de pai, ignorava todas e mandei dizer que para esse homem estaria sempre ocupada. Elaborei todo um planejamento sendo bem estudado por mim, e por Elena nascendo assim o meu escritório M&M consultórias.

 

Aos poucos o meu nome ganhando mercado, era um trabalho duro mas gratificante poder crescer fazendo aquilo pra qual você nasceu. Prestei consultoria para algumas empresas desde grande a pequeno porte, assim iniciei também um projeto de treinamento interno nelas. Os meus horários eram apertados, o que acabou causando certo descontentamento em minha mãe, porém ela entendia mas sempre cobrava para eu ir vê-la. O meu contato com Daniele passou a ser virtual assim acontecia com Manuela, ou até mesmo Esther. Depois do nosso último encontro algo pareceu mudar em nosso relacionamento aos poucos aquela velha cumplicidade retornava, o que por diversas vezes causava certo desconforto em Elena tornando tudo um caminho de ovos.

 

Viajávamos a cada dois meses para a fazenda, enquanto Elena cuidava os assuntos de venda e compras eu me atualizava com andamento do meu projeto procurando sempre melhorá-lo. Ricardo sempre enchia Elena de cobranças ás vezes fazendo ela ficar sobrecarregada e eu ajudava no que podia. Enquanto eu digitava para ela alguma coisa, ela revisava e dava sugestões para as minhas apresentações.

 

***

 

- Amor, olha a sua amiga na Tv - Elena comentou, deitada em nossa cama.

 

Abaixei a revista vendo o noticiário sobre o acidente grave envolvendo uma carreta na BR-135.

 

- Nem parece ser a Manuela, fica tão diferente quando incorpora a jornalista! - falei ao finalizar a notícia.

- As pessoas mudam, amadurecem - desligou a tv, aconchegando em meu corpo.

- Hahahaha você por acaso esqueceu o  que ela aprontou no carnaval? - puxou na memória - Entrevista... rainha de bateria... chuva?

- Hahaha mas ela ajudou a moça a se levantar!

- Claro né, depois que derrubou a coitada no chão. - beijei a sua testa - Manuela no fundo sempre será uma eterna criança.

 

***

 

Estava em reunião com a pequena equipe que reuni acertando alguns detalhes para outra reunião que aconteceria em algumas horas quando o telefone tocou, pedi licença atendendo:

 

- Estou ocupada Thaíssa.

- A Dra. Elena está aqui. - comunicou a secretária.

- Peça para ela aguardar em minha sala, estou em reunião. - desliguei.

 

Entrei em minha sala encontrando Elena cochilando no sofá, sorri aproximando dela.

 

- Psiu... acorda loirinha linda! - rocei o meu nariz no dela.

- Oi amor... Você demorou! - resmungou fazendo um beicinho lindo.

 

Não resisti capturando aquela boca gostosa.

 

- Desculpe querida, houve imprevistos de última hora e precisei resivar tudo.

- Hmmm... será que poderei levar a minha esposa para almoçar? Por que ultimamente mal recordo como é ter a sua companhia - queixou-se.

 

Olhei para o relógio dando um suspiro cansado.

 

- Temos uma hora e meia, logo mais terei reunião a tarde toda.

 

Recuei um passo, vendo o brilho perigoso no olhar da loira.

 

- Escuta aqui Amélia Montenegro, é bom você organizar melhor a sua agenda por que eu não vou ser deixada de lado por conta de trabalho! - falou num tom baixo.

- Elena! - falei surpresa - Querida, você sabe o quanto estou me esforçando para construir o meu nome no mercado e melhor do que ninguém sabe que isso consome tempo.

- Não consumiria se você aceitasse a proposta do meu pai!

- Largar tudo e me dedicar aos seus bens?! Não, obrigada! Você já está se saindo muito bem. - levantei passando a mão em alguns fios soltos - Por favor, não vamos discutir isso novamente.

 

O maxilar de Elena estava tenso, respirou fundo algumas vezes e concordou. Acabamos pedindo comida e aproveitando o tempo juntas. Tive com segurar ao máximo as mãos da loira que tentavam avançar e tirar a minha roupa, por mais tentador que fosse acabaríamos passando a tarde toda naquela sofá e eu perderia a minha reunião. Antes de sair ela pediu:

 

- Será que poderia encaixar em sua agenda pelo menos uns três dias para a sua esposa? - pediu frustrada.

 

Olhei sem saber o que responder repassando mentalmente todo o meu cronograma. Pela minha demora recebi um olhar irritado e a porta batendo quando saiu largando-me sozinha. "Parabéns Amélia, agora vai fazer companhia para os cães!" Suspirei indo me preparar para a reunião. Tentei focar ao máximo mas a minha vontade era de olhar para o celular e ver se ela havia respondido as minhas mensagens pedindo desculpas, e prometendo que conseguiria um tempo só para nós.

 

- Parece que chegamos a um consenso. - levantamos - Iremos por em prática isso imediatamente! Obrigado. - apertamos as mãos.

- Eu que agradeço a oportunidade. Com esse novo planejamento a princípio demorara um pouco pela fase de adaptação, mas a partir dos próximos trimestres será notório o lucro que gerara.

 

Entrei em minha sala exausta, Thaíssa acompanhou-me. Sentei e olhei para o celular. "Nada!" Lamentei sabendo o quanto irritada Elena deveria estar. Suspirei pressionando a minha têmpora.

 

- Vamos repassar a minha agenda, preciso de pelo menos dois dias livres! - fechando os meus olhos.

 

Silêncio. Ainda de olhos fechados percebi o desconforto dela.

 

- O que foi? - enxaqueca estava dando o ar da graça.

- Bom... é que a senhora acabou de ficar com o restante da semana livre. - falou com receio - As suas reuniões foram canceladas.

 

***

 

- Elena! - chamei tentando controlar a minha voz.

 

A casa estava completamente vazia e a minha cabeça latej*v*. Parei um instante sentindo um cheiro agradável de assado, toquei a minha barriga só havia almoçado e certamente a minha dor de cabeça era pela fome que sentia. A luz que vinha do jardim chamou a minha atenção, a música suave preenchia o ambiente. Segui até lá encontrando Elena bebericando uma taça de vinho com um vestido preto que me deixou com água na boca. O meu corpo reagiu na hora. Sorriu sorvendo a bebida, aproximando-se em seguida tomando a minha boca, a sua língua envolveu a minha com delicioso gosto do tinto que eu adorava. Finalizou o beijou fisgando o meu lábio com um sorriso safado. Por um instante até esqueci o motivo de ter chegado mais cedo. Estreitei os olhos e antes que eu falasse algo, ela se adiantou:

 

- Primeiro banho! - roçou a boca na minha - Jantar... - beijou o meu queixo - fazer amor... - passando a língua em meus lábios - depois conversaremos... e não se preocupe amor, depois irá me agradecer.

 

"Mas que diabinha loira!" Não aguentei e dei um sorriso resignado, indo para o meu banho. De banho tomado, passei hidratante em meu corpo notando sobre a cama um lindo vestido branco.

 

- Eu não me lembro de você. - assobiei vendo o generoso decote e as aberturas laterais que destacariam as minhas pernas - Elena - sorri de lado imaginando a sua reação.

 

Terminei de me arrumar fazendo uma leve maquiagem, adorei o resultado ao olhar no espelho. Retornei ao jardim, Elena estava sentada de pernas cruzadas esperando. Os seus olhos acompanharam cada movimento meu até parar em sua frente. Coloquei a mão na cintura dando o meu melhor sorriso. Elena fez movimento com o dedo pedindo para eu dar uma voltinha, fiz o que pediu ouvindo o seu suspiro baixinho. Sorri estendendo a minha mão ajudando ela a levantar. Envolveu o meu pescoço aspirando o meu perfume.

 

- Agora sim estou na presença da minha esposa! - fez carinho em meu rosto - Adoro quando deixa o seu cabelo solto assim com um ar selvagem.

 

Aproximei de seu ouvido roçando os meus lábios nele ao falar:

 

- Eu sei! - falei convencida, provocando-a.

 

Elena mordeu discretamente o seu lábio levando-me até a mesa, puxei a cadeira para ela. O jantar foi envolvido por um clima de sedução, não havia espaço para outro assunto que não fosse sobre nós e a saudade de estarmos juntas. Levantei convidando Elena para dançarmos, a noite estava linda. As nossas mãos passeavam livremente. O nosso beijo começou calmo, saudoso e aos poucos tornava-se exigente. Caminhamos entre beijos até alcançar a espreguiçadeira, despíamos deixando as nossas bocas explorarem nossos corpos.

 

- Prometa-me não ficar brava? - pediu beijando-me.

 

Elena estava por cima enquanto eu recuperava do último gozo.

 

- O que você aprontou? - arqueei a sobrancelha sabendo que vinha bomba.

- Digamos que usei a influência do meu nome para reestruturar a sua agenda. Não me olhe asim! Você que me obrigou a fazer isso! - defendeu-se.

 

Respirei fundo prevendo dores de cabeça, ela prosseguiu:

 

- Não precisa bufar baby! Precisa é trocar de secretária, isso sim!

- Agora vai por culpa na coitada? - Elena só podia estar de goz*ção comigo.

- Claro! Aposto que não te entregou o novo cronograma?!

- Então era isso que ela tentou entregar-me. - olhava-me divertida.

- Eu falei! Amor, você precisa de gente mais competente que saiba o que você fará antes mesmo de agir. Por exemplo: Ana! Pago ela muito bem para ela estar três passos a minha frente. - comentou convencida.

- Então eu vou pegá-la para mim. - retruquei.

- Não mesmo! - sorriu - Demorei muito para encontrar alguém como ela, mas posso ser boazinha e pedir para ela treinar alguém de sua confiança como deve ser, assim poderemos viajar tranquilas.

- Viajar? - sorri, gostando da ideia de ter uma Ana como assistente.

- Uhum! Duas semanas para comemorarmos as nossas bodas de trigo! - falou radiante.

- Esse nome é muito estranho, mas eu gosto do significado. - fiz carinho em sua face - E onde a minha senhora deseja passar o nosso aniversário? Lisboa? Santorini? ou passear por  algum canal de Veneza? - brinquei.

- São lugares tentadores! - pensou - Mas eu quero aproveitar o máximo, então eu me contento com um lugar mais próximo - sorriu - Ilhabela.

 

Estreitei os olhos, sorrindo de lado.

 

- Você já tinha planejado isso, né? - fez cara de inocente - Elena! - sorrimos.

 

***

 

- Filha, por que não fala com o seu pai? Desde o seu aniversário que ele te pediu perdão vocês ainda não tem se falado.

 

Suspirei, aquele ainda era um assunto delicado.

 

- Preciso de tempo mãe. - tentei mudar de assunto.

- Mais?? Amélia você ignorou ele por anos! - pausa - Ele ficou tão sentindo por não receber o convite para a sua festa de casamento.

- Sinceramente não sei por que a senhora o defende tanto?! Se estamos assim é por culpa dele! - fiquei irritada.

- Não seja ressentida filha, você não é assim! - tocou a minha mão - Eu não guardo mágoa do que ele fez, um dia já fomos amigos e hoje em dia compartilhamos o bem mais precioso de nossas vidas que é você!

 

Pressionei as minhas mandíbulas, falar nele deixava-me tensa.

 

- O tempo está passando filha - me fez olhá-la - Você era tão pequena, tão menina e agora está uma mulher feita, bem sucedida e casada! Não sabemos o dia de amanhã Amélia. - sorriu triste -  Eu mais do que ninguém posso lhe dizer o quão o tempo é curto, foi quando eu perdi Diana que me dei conta disso. Amanhã eu posso não estar aqui... - interrompi.

- Mamãe não fale assim! - sentia meus olhos arderem.

- Falo por que é a verdade amor. Permita que o seu pai corrija os erros dele. Ele te ama tanto filha, mesmo estando cego pelo o meu passado dizendo coisas feias, você nunca deixou de ser a menininha dele. - pegou o meu celular, entregando-me - Se permita perdoar.

 

Minhas emoções digladiavam entre perdoar ou ignorar completamente. Os olhos de mamãe incentivavam-me, mas foi quando olhei o seu pescoço e vi o seu pingente que fazia par com o de Esther que decide.

 

- Alô? - voz áspera.

- Oi... pai.

 

***

 

- Acho que não vai demorar muito para termos outro casamento. - Manu comentou.

 

Estávamos em uma pequena reunião na casa de Manuela comemorando o seu aniversário.

 

- Conseguiu algum doido para casar contigo? - zombei entregando a cerveja.

- Eu ainda não estou procurando o homem mais sortudo do mundo! - riu - Gosto da minha vida como está! Um rolinho aqui e ali, até por que é difícil eu ficar em algum lugar. Sempre viajando a trabalho em busca de noticias. Ao sex* sem compromisso! - brindou.

- Ao sex* com amor. - rebati.

 

Bebemos e ela prosseguiu:

 

- Não falava de mim... - fez suspense.

- Então quem vai casar?

- Acho que você está precisando ir ao oftalmologista - indicou discretamente com o queixo.

 

 Esther estava dançando aos beijos com uma loira, virei o rosto por reflexo bebendo em um só golé a long neck.

 

***

 

- Filho?? - falei assustada.

- Sim! - sorria divertida.

- Elena! - afastei tentando pensar rápido.

- Qual o problema Amélia? Por acaso não quer ter uma família comigo?

- Não é isso...

- Então o que é? - falou irritada - Por que você não me pareceu nenhum pouco desconfortável quando viu a filha da sua ex!

- Ora isso não tem nada a ver!

- Não é o que parece Amélia!

- O que estou tentando dizer é que estou no meio da minha especialização. Por favor Elena, tenha um pouco de bom senso, nunca conversamos a respeito disso antes.

- Estamos conversando agora.

- Não! Você está comunicando que quer ter um filho!

- Nosso filho! - respirou fundo, tocando a minha cintura - Eu quero ter um filho seu. - pedia.

- E não sei se quero ter um filho. - encarei o seu olhar.

 

***

 

- Você está bem? - Elena perguntou segurando a minha mão entre as suas.

- Estou um pouco nervosa. - sentia o meu rosto transpirando.

 

Nada disse, sorriu beijando a minha mão passando confiança. A médica entrou nos cumprimentando e iniciando o ultrassom. Prendi a minha respiração quando a imagem começou aparecer. O som dos batimentos cardíacos eram rápidos e fortes. 

 

- Meus parabéns, é um menino! - sorria.

- O nosso filho! - Elena falou emocionada - Amor? Amor diz alguma coisa... - pedia.

 

Tum...tum...tum... Acompanhei os seus batimentos, sentindo os meus. Após muita conversa com a minha mãe, Dani até mesmo com Esther, resolvi aceitar o pedido de Elena. Não demorou muito para o teste dar positivo. Os primeiros meses foram complicados por conta da adaptação e mudanças de humor de Elena, não percebi quando me apaixonei pelo o meu filho. Sorri sentindo as lágrimas de felicidade, ele era tão pequeno e perfeito.

 

- Eu te amo! - beijei a loira com todo amor que sentia.

 

***

 

- Que tal Augusto? - sugeriu Francisca - Ou Lucas? Luís Roberto?!

 

Estávamos sentadas, Elena em meus braços com a sua cabeça em meu ombro, acariciando a sua barriga. Nos entreolhamos negando com a cabeça, sorrimos e ela prosseguiu:

 

- Samuel? - sugeriu novamente - É bíblico, nome de Anjo!

 

Reagi ao ouvir o nome, senti uma sensação ruim. Elena pareceu ter gostado.

 

- Samuel... Sam... - falou em vários tons, gostando do som - Eu gostei! - sorriu.

- Não! - falei agitada, assustando ambas.

- Que susto guria! Esqueceu do estado da minha menina? Ela não pode levar susto! - ralhou brava.

- Desculpe! É que eu não gostei do nome... - disfarcei - Se é pra por nome bíblico que seja Daniel!

 

Elena olhou-me tentando entender a minha reação. Engoli seco disfarçando o mal estar pelo nome sugerido.

 

- É bonito! - comentou Francisca - Nome do seu avô menina!

- Daniel Mertens Montenegro. - pensou - Daniel... Dani... Dan... é eu gostei. Papai vai adorar! - sorriu.

 

***

 

- Eu tenho um encontro - falou sem graça.

 

Olhava para a xícara de café entre suas mãos. Pressionei minhas mandíbulas sendo pega de surpresa.

 

- É? - pigarrei - Hã... isso é bom, eu acho... quero dizer... é ótimo! - gaguejei.

- Filha não precisa ficar vermelha. - sorriu com o meu jeito atrapalhado.

- Não é todo dia que sua mãe chega em você e solta uma bomba dessas - olhei assustada - Preciso preparar o meu psicológico antes, mãe! - fiz gestos dramáticos, rimos.

 

Levantei abraçando-a beijando seus cabelos que continham os primeiros fios prateados.

 

- Só desejo a sua felicidade mamãe.

- E eu a sua filha! - sorrimos.

 

***

 

Notei a agitação na casa o que me deixou em alerta, ouvi o grito de Elena, corri até o quarto.

 

- O que houve? - aproximei da loira que estava deitada segurando a barriga.

- Ela está tendo contrações. - Francisca passava um pano úmido na testa de Elena.

- É muito cedo para isso! - aproximei pegando a mão dela - Já chamaram uma ambulância? Ligaram para o médico? - perguntei agitada.

- Sim. Ele deve chegar a qualquer momento.

- Amor... ahhh! - chorou - Está doendo muito... o nosso filho está querendo vir ao mundo... antes da hora - respirava com dificuldade.

 

Ajoelhei tocando a sua barriga numa tentativa de amenizar a dor, eu não sabia o que fazer. O meu desespero era tanto em vê-la daquele jeito que nem sentia a minha mão sendo esmagada por ela, por contas de suas dores.

 

- Estou aqui amor, respira fundo. 

 

Procurei fazer Elena se concentrar em sua respiração mas a cada fisgada o seu choro aumentava.

 

- Liga de novo! - exasperei.

 

Francisca ligava sem parar para o obstetra sem muito êxito, notei que o seu rosto perdeu a cor e segui o seu olhar. Levantei a manta que cobria parcialmente o corpo de Elena, o sangue espalhando pela cama foi o suficiente para entender o que estava acontecendo.

 

- Nãoo... - Elena sussurrou desmaiando.

- A ambulância chegou! - avisou Larissa.

 

***

 

- Fizemos de tudo mas o bebê era prematuro demais. - apoiei na parede sentindo fraqueza em minhas pernas.

- Elena? - falei num fio de voz.

- Perdeu muito sangue mas está bem. Está dormindo com efeito da medicação.

 

Não ouvia mais nada minha cabeça girava, fui amparada pelos braços do médico.

 

***

 

Despertei aos poucos em seu colo, sentindo o seu cafuné. Secou a lágrima que escorreu em minha face segurando as suas próprias.

 

- Oi. - uníssono - Vim assim que soube. - voz suave - A sua mãe está com Elena - contornou a minha sobrancelha com o dedo - Ela continua dormindo, os médicos acharam melhor mantê-la sedada para evitar mais estresse emocional.

 

Fechei os meus olhos pensando na dor que ela deveria estar sentindo, isso me fez sentir pequena e incapaz por não ter feito mais para evitar aquilo. Abri os meus olhos ao sentir o calor de seus lábios em minha testa, havia compaixão naquele tom de mel.

 

- Quer conhecer o seu filho? - sussurrou.

 

Assenti, levantei sendo guiada por Esther. Atravessei aquele corredor sentindo os olhares de Daniele, Francisca e Heloísa. Esther conversou com uma enfermeira não prestei atenção no que foi falado, entrei e vi aquele corpinho enrolado na manta azul,  parecia estar dormindo no berçário. As minhas pernas travaram, a sua mão quente e pequena envolveu a minha dando-me forças. 

 

- Qual o nome dele? - sussurrou como se não quisesse despertá-lo.

- Daniel. - respondi num fio de voz.

- Ele é lindo! - tocou a mãozinha fechada - Se parece com você. - debruçou beijando-lhe a cabecinha.

 

Toquei os seus pezinhos sentindo o seu corpinho. Contornei a sua pequena face, envolvi a sua mãozinha entre as minhas. O calor da mão de Esther me despertou, vi a dor em seus olhos compartilhando do meu sofrimento.

 

Cai de joelhos deixando o pranto vir, Esther abraçou-me forte senti as suas lágrimas em minhas costas.

 

***

 

- Espero que pense com calma, sei que nunca esteve interessada em gerenciar os bens de Elena, mas você é a única que está preparada para continuar o seu trabalho. - Falava Douglas, o advogado de Rodrigo Mertens - Aqui está a procuração a pedido dela. 

 

Continuei de braços cruzados, olhando pela janela com olhar vago.

 

- Foi o seu sogro que sugeriu isso. Depois da sua lamentável perda, a Dra. Elena não tem condições emocionais ou mentais...

 

Olhei por sobre o ombro arqueando a sobrancelha em desagrado, o advogado engoliu seco e prosseguiu:

 

- Deve levar um tempo até ela superar essa perda.

- Que mãe supera a perda de um filho?? - voz abafada - O senhor já disse o bastante, deixe o documento sobre a mesa que irei ler depois. - virei novamente para a janela - Já conhece a saída!

 

Passaram dois meses e aquela dor parecia nunca amenizar. Pressionei minha têmpora, abri a gaveta pegando o frasco de remédio, engolindo a seco o comprimido para aliviar a dor de cabeça, que agora fazia parte do meu dia a dia. Respirei fundo tentando ter alguma concentração e li o documento. O meu dia passou lento.

 

- Boa noite Francisca.

- Boa noite senhora. - percebi o seu desconforto.

- O que houve?

- Ela não comeu nada o dia todo. - falou preocupada.

 

Suspirei sabendo que seria uma longa noite.

 

- Prepare uma sopa para ela - olhou-me tensa - Tudo bem, comigo ela vai comer. - assentiu, indo preparar o que foi pedido.

 

Caminhei até o nosso quarto antes de tocar a maçaneta ouvi o seu choro baixinho. Fechei os meus olhos um instante fazendo uma prece pedindo forças. Entrei e vi seu corpo encolhendo em forma fetal. Aproximei e acendi o abajur ao seu lado, virou o rosto para o travesseiro.

 

- Elena - chamei - Amor, você precisa comer. - agachei tocando o seu rosto com carinho - Olha para mim?

 

Seus olhos perderam o brilho estavam opacos. Sentei na beirada da cama fazendo ela sentar-se, estava no automático.

 

- Quer ir lá fora um pouco? Respirar ar fresco? - abaixou a cabeça - Elena fala comigo, por favor? - toquei o seu queixo.

- Eu sinto muito... - murmurou, deixando as lágrimas descerem.

 

Respirei fundo tentando controlar as minhas.

 

- Não foi sua culpa! - trouxe o seu corpo mais próximo - Não foi! Você fez tudo certo! - falei pausadamente para que entende-se - Seguiu tudo o que o obstetra indicou, fez todos os exames, tudinho - pausa - Foi uma fatalidade - meu lábio tremia - Não existem culpados! - abraçou-me deixei que chorasse até se acalmar.

 

Levantei pegando-a no colo levei até o banheiro. A despi beijando com carinho cada lugar exposto. Abri o chuveiro deixando na água morna, foi quando senti as mãos dela em minha cintura. Virei e deixei que me despisse. Beijei os seus lábios entrando no box puxando-a pela mão. Massageei todo o seu corpo fazendo com que relaxasse. Suspirou abraçando-me enquanto a água caía em nossos corpos. Elena buscou a minha boca em beijo saudoso. Minhas mãos acariciavam o seu corpo, interrompeu o beijo encostando na parede abrindo suas pernas. Havia uma súplica em seu olhar ao puxar a minha mão. Ajoelhei atendendo o seu pedido. Coloquei a sua perna em meu ombro, segurando firme a sua cintura. A sua mão pressionava a minha cabeça em busca de mais contato,  aumentei o ritmo das ch*padas. Olhei para o seu rosto sem deixar de amá-la, vi as suas lágrimas de prazer e dor.

 

***

 

"Noite abafada!" Recebi um convite de Alice, (uma colega dos tempos faculdade) para tomarmos um chopp. Tive uma reunião com a empresa dela, conversamos e acabei aceitando, precisava espairecer.

 

- Elena está obcecada em ter um filho meu! - falei sufocada.

- Ela já procurou ajuda para tratar a depressão?

- Sim. A princípio as consultas aconteciam em casa, o que pareceu dar resultado já que ela voltou a sair.

- Então?

- Ela mudou completamente. Eu não tenho mais paz!

 

Meu celular começou a tocar, olhei com desânimo derrubando a ligação.

 

- Não vai atender?

- Ela sabe onde estou. - bebi um longo gole.

- Isso não vai te causar mais problemas? - questionou preocupada.

- Eu só preciso de um tempo.

- Por que vocês não viajam? Disse que fará um ano desde do que aconteceu.

- Duvido que aceite. Como eu disse, ela está gastando o seu tempo de clínica em clínica para fertilidade.

- Mas esse estresse todo só vai fazê-la ficar mais frustrada.

- Foi o que eu disse, o que acaba nos levamos a intermináveis discussões. - pressionei a minha nuca.

 

Recebi um sms "Temos hora marcada quarta-feira a tarde!" Mostrei a mensagem, voltei a beber. Meu celular apitou novamente, suspirei abrindo o sms "Amor, volta logo!" Era assim, uma mensagem carinhosa seguida... antes de finalizar o pensamento apitou novamente "Vai ficar até que horas com essa vagabunda??" 

 

- Não acha melhor ir embora? Podemos marca outra hora, quem sabe você traz ela... - sugeriu constrangida.

- Não! - sorri suavemente - Não tenho pressa alguma... Então conte-me como descobriu aquela falha no contrato...

 

Distraí conversando com Alice, já imaginando o que encontraria assim que eu chegasse.

 

Entrei deixando a minha chave sobre o aparador, as luzes estavam todas apagadas.

 

- Essa casa está parecendo um mausoléu. - resmunguei acendendo a luz.

 

Assustei vendo ela sentada no sofá com expressão nada amigável.

 

- Oi. - silêncio - Estou cansada. Vou tomar um banho e dormir. 

 

Pressionei minhas mandíbulas e fui tomar um banho demorado. Fechei os meus olhos deixando a água quente relaxar o meu corpo.

 

- Por que não quer ter um filho comigo? - voz abafada, abrindo o box.

 

"Então foi essa a sensação da personagem em Psicose!" Pensei com humor negro, após o susto.

 

- Quer me matar do coração? - fechei a torneira.

- Não me respondeu.

 

Suspirei pegando a toalha enrolando em meu corpo, fui até o quarto sendo seguida. Elena segurou o meu braço fazendo-me olhá-la.

 

- Elena, por favor...

- Não me ama mais? Não ama o suficiente para querer ter outro bebê comigo? - falou entre dentes - É por isso que fica até tarde na rua divertindo-se com alguma vagabunda! - acusou.

 

A minha paciência acabou ouvindo aqueles absurdos.

 

- Não fico até tarde na rua me divertindo, muito pelo contrário. Me desdobro em duas para poder gerenciar os seus bens, já que a própria dona largou a mão de tudo!

- Achei que você fosse capaz.

- Eu sou! O que não estou tendo capacidade é de ter que cuidar de uma mulher adulta que está obcecada pela maternidade, deixando-me sufocada!

 

Soltou o meu braço, sabia que aquilo havia atingido mais que um tapa. Respirei fundo tentando ter algum vestígio de paciência.

 

- Estou cansada disso Elena. Para mim já deu, não irei mais em clínica alguma com você estando desse jeito.

- Está desistindo de nós? - perguntou em um fio de voz.

- Estou dando um basta nessa correria constante em busca de mais frustrações.

- Mas e o nosso filho? O nosso garotinho?

- Já conversamos a respeito de adoção.

 

Olhou-me como se houvesse dito a coisa mais horrível do mundo.

 

- Não é a mesma coisa! - falou irritada.

- O que é criar um filho além de dar amor e carinho, cuidar dele sendo ele um bebê ou até mesmo uma criança mais velha?

- É filho de outro!

 

Mordi com o meu lábio, não estava reconhecendo aquela loira amável e sem preconceitos.

 

- Você está se ouvindo Elena?  - toquei a minha testa - Se você realmente pensa assim, não preparada para ser mãe! Um filho é muito mais do que ter a sua genética. Até por que se para pra  pensar bem, será filho de outro que você tanto quer ter, afinal somos mulheres existe uma pequena incompatibilidade aí. - ironizei, tentando fazê-la entender o absurdos que estava dizendo.

 

Havia um conflito em seu olhar parecia estar assimilando tudo o que falei. Sentou na beirada da cama abaixando a cabeça.

 

- Não estou te reconhecendo mais, quando você fala em ter um filho meu, parece que você se torna outra pessoa. Isso não é saudável para nenhuma de nós.

 

Agachei em sua frente e toquei o seu rosto o seu olhar havia suavizado.

 

- Daqui quatro meses você fará aniversário, quero que deixe o seu corpo descansar. Após esse período faremos a última tentativa. - toquei os seus lábios com os dedos - Caso não dê certo, eu terei um filho seu.

 

Envolveu o meu pescoço abraçando-me forte, a paz havia retornado, pelo menos foi o que eu achei.

 

Dias atuais...

 

Minha cabeça estava explodindo, passava um pouco mais de 5:30

Tomei um analgésico tentando aliviar um pouco, acabei cochilando ao seu lado.

 

"Estava deitada de conchinha em meu antigo quarto com Esther em meus braços. Ela dormia tão gostoso, rocei de leve em sua nuca aspirando o seu cheiro. Ouvi ela suspirar e virar para mim. 

 

- Oi amor. - sonolenta.

- Oi. - não contive a emoção, senti algumas lágrimas rolarem meu rosto.

- Não chora amor, estou contigo sempre. - acolheu meu rosto, beijando a pontinha do meu nariz.

- Sempre! - repeti, envolvendo ela num abraço apertado.

 

Sua boca apossou da minha. Não resisti mais, entreguei aquele beijo faminto e saudoso. Minhas mãos percorreram seu corpo, peguei com vontade sua bunda ouvindo gem*r em minha boca. Suas unhas arranhavam de leve meu pescoço levando uma mão até minha nuca apertando-a, o beijo era possessivo. Sua mão invadiu minha calça tocando fundo, arrepiei inteira diante de seu toque. Esther não deixava abertura para respirarmos, parecia querer engolir minha boca fundir nossas carnes. Aumentou o ritmo das estocadas, fazendo-me goz*r em seus dedos gem*ndo em sua boca. O beijo ficou mais carinhoso até pararmos para respirar"

 

Ainda de olhos fechados, eu estava recuperando o fôlego. Aos poucos entre abri meus olhos e olhei sua boca que não escondia um sorriso maravilhoso foi quando seu sorriso mudou, observei o seu rosto que começava a tomar outro formato. Deparei com o olhar apaixonado de Elena. "Foi apenas um sonho?!" Elena estava sobre o meu corpo, suspirei sentindo ela retirar os seus dedos de mim levando ele a boca. Senti um mal súbito. Elena olhou preocupada deixando-me levantar da cama.

 

- O que foi meu amor? Está passando mal? - falou abraçada as minhas costas.

 

Meu corpo tremia. Passei as mãos em meus cabelos num gesto nervoso e pressionei minhas têmporas. Ouvi uma leve batida na porta, devagar soltei as mãos de minha cintura arrumei as minhas roupas e fui atender.

 

- Senhora, o Doutor Stein acaba de chegar. - informou Francisca.

- Peça para aguardar um momento que já iremos.

 

Fechei a porta e voltei em direção a loira que parecia não entender o que estava acontecendo.

 

- O que o meu psiquiatra faz aqui? - confusa.

- Vista-se Elena.

 

 

“É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações.” 

Khalil Gibran


Continua...

 

Fim do capítulo

Notas finais:

vídeos que inspiraram a dança ;)

link: https://www.youtube.com/watch?v=u9xDCAokxAg

música da nossa menina travessa: https://www.youtube.com/watch?v=P8RSBV5ny9I&feature=share


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Comentários para 22 - Capítulo 22:
rhina
rhina

Em: 16/06/2018

 

Eh São ótimas as perspectivas e olhares das suas leitoras.....

É tudo tão bommmm. ...cinco anos ....cinco longos anos....

Tô realmente amando sua história 

Rhina

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Runezinha
Runezinha

Em: 14/06/2018

Mia nao deixa decepção passar por cima da razão, depressão que nossa Deusa esta pela perda a cabeça dela nao esta no lugar.

Força Elena você vai vencer essa !  Por favor autora nao deixa ela doente! 

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EmisonForever
EmisonForever

Em: 30/01/2016

PARABÉNSSSSSS!!!

A historia esta maravilhosa. Como já falaram seria interessante esses 5 anos passados pela perspectiva e visam de Ester. Será que ela só curtiu nesse determinado tempo sem um envolvimento mais profundo ou Bruna e Dani trouxeram mais emoção para essa historia.


Resposta do autor em 30/01/2016:

Obrigada! :)

hahaha surpresas  ;)

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lia-andrade
lia-andrade

Em: 30/01/2016

Uau! É uma surpresa atrás da outra em cada capítulo. Que obsessão é essa da Elena gente? O casamento delas estava indo tão bem que cheguei a pensar que Mia havia esquecido Esther..que engano meu com o final do capítulo. O amor de Mia e Esther está mais vivo do que nunca. Ainda quero elas juntas..e Esther teve mesmo uma filha..

Beijão, até o próximo. 


Resposta do autor em 29/01/2016:

Nem tudo é um mar de rosas né rs

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lis
lis

Em: 30/01/2016

Boa noite autora, tudo bem? Uauuuuuuuu que capitulo esclarecedor mesmo, mais fiquei com uma duvida a Eshter se casou? Parabéns maravilhosa a história.


Resposta do autor em 29/01/2016:

Tudo ótimo! E contigo? rs

Hmmmm somente no próximo cap saberá rs

Ótimo final de semana :)

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paulaOliveira
paulaOliveira

Em: 30/01/2016

Amei o capitulo, muito esclarecedor..
Espero ver esses 5 anos sob a perspectiva da Esther.
Elana ficou obcecada na busca do filho, que perdeu o encanto, perdeu a essência, mas sera que a Mia vai conseguir deixa-la com tantos problemas emocionais?
o próximo capitulo promete..
Resposta do autor em 29/01/2016:

rsrsrs e como promete! ^^

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graziela
graziela

Em: 29/01/2016

Helena ficou com essa obsessão de ter um filho da Mia a ponto de mudar completamente e deixar de ser aquela pessoa segura e completamente apaixonada que ela era. 

Triste,  a ponto de não conseguir fazer mais a Mia feliz e fazer com que a Mia volte a pensar na sua verdadeira paixão. 

Pois a Mia e a Esther podem estar longe,  mas nunca deixarão de se amar. 

Vamos ver o que os próximos capítulos nos reservam para todos esses personagens maravilhosos. 


Resposta do autor em 29/01/2016:

Prepare as suas emoções rs

;)

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Ana_Clara
Ana_Clara

Em: 29/01/2016

Caraca, que capítulo! Gente, eu realmente gosto muito da Elena, muito mesmo e confesso que me senti muito mal por este momento de enorme sofrimento dela. Aliás, os primeiros anos de casamento foram um sonho. E a Esther estava realmente sendo deixada de lado. Com este casamento 'perfeito', seria difícil a estrelinha reconquistar a Mia, mas agora com o casamento fracassando, enfim, elas logo estarão juntas. Só realmente quero ver a Elena feliz ao lado de alguém que possa dar um filho a ela. Será a Bruna perfeita pra Elena? kkkkkk


Resposta do autor em 29/01/2016:

Eu como autora confesso que acabo chorando junto, ai tenho q parar e respirar, p q é tudo muito intenso. E por isso eu preciso estar completamente sozinha em silêncio para produzir o capítulo rsrs Bom agora quem vai ficar com quem veremos no decorrer da história rsrs 

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