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Na Batida do Coração por Srta Prynn

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Palavras: 4497
Acessos: 4438   |  Postado em: 00/00/0000

Capítulo 6

Parei na praia, caminhei pela areia por um longo tempo, não entendia a reação dela, estava tudo tão bem entre nós, pelo menos eu achava, eu queria entender, mas não conseguia.

Entrei na água com roupa mesmo, queria que o mar tivesse o poder de tirar de mim aquela dor, a mesma dor que eu senti quando a Francis foi embora, mas a água não tirou, o gosto salgado em minha boca já não era só da água, lágrimas escorriam sem dó nem piedade dos meus olhos.

-- Por quê? Por quê? – Eu indagava, mas o céu não tinha a resposta, nem o mar e nem mesmo eu.

Voltei ao meu carro, eu sempre tinha uma toalha no banco de trás, apenas a estendi sobre o banco e saí, liguei o som bem alto, fechei as janelas e liguei o ar condicionado no máximo. Estava dirigindo há muito tempo sem rumo, minhas roupas já haviam secado, encostei o carro e deitei sobre a direção, minha garganta queimava, estava seca, já não tinha mais lágrimas, não tinha mais vontade, não tinha mais nada.

Meu celular apitou, olhei que havia 14 ligações, mas nenhuma era dela, tinha 5 da Pietra, 2 da Paulinha e 7 da Silvinha, joguei o celular de volta no banco, não queria falar com ninguém, resolvi voltar para minha casa, será que ela estaria lá? Ou será que já tinha ido embora? Como eu queria encontrá-la lá me esperando pra dizer que era tudo mentira que ela podia sim se casar comigo, mas quando cheguei lá, a casa estava vazia, não tinha nada da Pâm, apenas seu cheiro impregnado nos lençóis e na minha pele.

As alianças estavam em cima do criado ao lado da cama, e junto a elas um bilhete que dizia  que ela não teve coragem de me dizer.

“Me desculpe, mas eu não posso aceitar, eu não quero me casar, estou vivendo o melhor momento da minha vida, minha independência financeira, e um casamento agora só iria atrapalhar.

Não é nada com você, é comigo mesma.

Fica bem.

Pâmela.”

Ficar bem? Como assim? Ela acha que é só juntar os pedaços e tudo vai ficar bem? Deixei o bilhete ao lado da caixinha e fui para cozinha, coloquei água para fazer um café, minha cabeça doía, parecia que uma bateria da escola de samba estava tocando lá dentro, tomei um remédio na esperança que ele ao menos amenizasse a dor da cabeça, porque a do coração não tinha remédio que amenizasse.

Peguei uma caneca de café, acendi um cigarro e sentei na varanda, meu celular insistia, uma hora era Sil, outra Pietra, eu sabia que elas deveriam estar preocupadas, provavelmente elas já sabiam o que havia acontecido, mas eu não queria falar sobre isso, relembrar seria muito doloroso, então resolvi desligar o celular, e fiquei entregue a minha dor sentada na varanda sem ver o tempo passar, devo ter dormido em algum momento, acordei com vozes que vinham da minha cozinha, me levantei e caminhei em direção à cozinha, mas parei atrás da porta para tentar descobrir quem era.

-- Silvinha, ela disse isso mesmo? – Pietra sussurrava.

-- Disse Pietra, na hora eu fiquei com uma vontade imensa de enfiar a mão na cara dela. – Silvinha bateu na mesa.

-- Eu nunca fui muito com a cara dela, mas vocês diziam que era porque eu preferia a Francis. – Dizia Paulinha.

-- Amor, agora não é hora de falar “eu avisei”- Pietra chamava atenção da Paulinha.

-- Minha amiga deve estar sofrendo, você viu que sono agitado ela estava tendo Sil?

-- Pietra, nós vamos ter que cuidar dela, pelo menos por agora.

Dentro da minha minúscula cozinha estavam as pessoas que eu mais amava, mas eu não estava pronta para encarar ninguém, voltei para a espreguiçadeira na varanda e tentei dormir de novo, mas a única coisa que consegui foi chorar, eram lágrimas de dor, decepção, mágoa e de raiva, raiva por me deixar enganar de novo, senti braços me envolverem e retribuí o abraço, me entregando de vez aos meus sentimentos, minhas lágrimas e mais uma decepção.

-- Chora Branquinha, vai te fazer bem meu anjo.

Pietra era uma amiga leal e verdadeira e aquele abraço me permitiu por para fora toda a dor que estava sentindo, aos poucos fui sentindo mais braços me envolverem e percebi que Sil e Paulinha haviam se juntado a nós.

Aos poucos fui me acalmando e as meninas se afastaram só Pietra continuou do mesmo jeito, Silvinha foi até a cozinha e voltou com umas xícaras de café bem fresquinho para nós. Peguei a minha e como havia soltado Pietra ela se esticou e sentou ao lado da mulher que a recebeu com um carinho no rosto e um beijinho nos lábios.

-- Vlá, você quer um cigarro? Vou pegar um pra mim na cozinha.

-- Quero sim Sil, obrigada.

Ela foi e voltou com uma carteira aberta e duas fechadas, me deu um e sentou-se ao meu lado segurando minhas mãos, me dando segurança, seu gesto dizia mais que muitas palavras, dizia que estava ali por mim, agradeci e tomei o que tinha do café ainda na minha xícara.

-- Como vocês ficaram sabendo?

-- Ela me ligou, disse que você tinha saído, que estava muito nervosa e que iria precisar de mim, ela só não contava que estivesse na farmácia aqui da esquina, então cheguei antes dela sair. – Silvinha me contou.

-- Quando vi as alianças em cima da cama, deduzi que a resposta dela tinha sido não, mas quando ela me disse os motivos pelo qual ela tinha dito não, fiquei cega, quase bati naquela carinha linda dela, mas umas poucas e boas eu falei, pode ter certeza.

-- É... Mais uma vez quebrei a cara, acho que não nasci para o amor....

-- Vládia Zammorah, pare já com isso, você é uma pessoa especial, qualquer pessoa gostaria de estar ao seu lado.

-- Que parte do globo terrestre essas mulheres estão? Por que no Brasil, definitivamente elas não estão. – Consegui sorrir com meu comentário.

-- Vlá, eu sei do que você tá precisando, e só eu posso te dar. – Paulinha pulou da espreguiçadeira.

-- Ai que medo, o que essa doida vai fazer? – Todas rimos enquanto Paulinha sumia para dentro.

Algum tempo depois, Paulinha voltou trazendo uma travessa com frios, azeitonas, tomates secos, alguns palitos e na outra mão, um balde de gelo cheio de cerveja.

-- Aqui está, vamos afogar as mágoas com muita cerveja.

-- Você não existe Paulinha. Obrigada amiga. – Agradeci enquanto ela me dava uma cerveja e distribuía outras para as meninas.

Conversamos até quase às 4 da manhã, eu tinha medo de que quando elas fossem embora, aquela sensação do vazio voltasse, então não demonstrei cansaço em momento algum, até que Pietra falou.

-- Vlá, eu posso tomar banho né? Não sei dormir sem tomar banho.

-- Claro Pietra, você já sabe onde ficam os banheiros, é só escolher um e usar. Diante da minha cara de interrogação Paulinha disse.

-- Esquecemos de te avisar, mas vamos dormir aqui hoje, todas nós, eu sou a favor de trazermos os colchões para sala e dormirmos todas sem roupa, o calor humano alivia qualquer coisa.

A risada foi geral, Paulinha não deixava ninguém ficar para baixo, ela sempre procurava uma forma de tirar pelo menos um sorriso das pessoas.

-- Obrigada meninas, vocês são especiais demais. Paulinha, adorei a ideia de trazer os colchões, mas quanto a dormir pelada, não sei se eu quero ver vocês do jeito que vieram ao mundo.

-- Tudo bem Vlá, entendo que você tem medo de não resistir e me agarrar, vou respeitar, vamos todas dormir com roupas está bem?

Rimos de montão, logo depois, Pietra avisou que iria tomar banho e eu e as meninas fomos pegar os colchões. Pegamos primeiro o do quarto de hóspedes e depois fomos ao meu quarto, ao entrar, ainda pude sentir o cheiro da Pâm, respirei fundo e fui em direção à cama, arranquei todos os lençóis e as capas dos travesseiros e peguei tudo limpo no armário.

A bagunça foi até quase às 6 da manhã, depois, todas nos entregamos nos braços de morfeu.

 

***

 

 

 

Apesar dos cuidados das meninas comigo, eu não conseguia comer direito, nem trabalhar, não tinha ânimo para nada e consequentemente emagreci quase 6 quilos, no começo as meninas me tiravam de casa, brigavam comigo, mas depois de 2 meses, desistiram e resolveram me deixar sentir minha dor.

Apesar da imensa vontade que eu tinha, eu não procurei pela Pâm, fiquei sabendo pela Paula que trabalhava no bar da djieles que a inauguração da boate tinha sido um sucesso, que a Andréia e a Sophia sentiram minha falta na inauguração, mas não tocou no nome da Pâm, o que intimamente eu agradeci, eu não estava pronta para ter notícias dela.

Era uma sexta – feira, Marcelo, gerente da boate onde eu tocava, havia ligado dizendo que ele não poderia mais esperar, que teria que escolher outra DJ prá tocar na noite das Ladies First (que era toda sexta). De tanto Silvinha me encher a paciência, eu disse a ele que eu tocaria naquela noite, Silvinha ficou eufórica com a notícia e disse que iria comigo.

Coloquei uma calça de couro preta, bem justa, um top verde limão por baixo da camiseta preta rasgada que caía nos ombros, fiz uma maquiagem própria para noite, pesada, e finalizei com uma bota. Silvinha me pegou em casa e fomos para boate, ela disse que eu estava vestida para matar, só se fosse de tédio, por dentro eu ainda estava despedaçada.

Entramos na boate as 23:30, estava cheia de mulheres, pelo menos até as 2 da manhã seria assim, nem Marcelo, que era gerente, aparecia na pista antes desse horário. Da escada que dava acesso à pista, pude ver o camarote e nele as minhas amigas que assim que me viram levantaram uma faixa que dizia:

“Bem vinda de volta DJ !!

Nós também te amamos e precisamos de você!!!

Beijos!!

Sil, Pietra, Paulinha e Francis.”

Essa demonstração de afeto, amor e carinho me trouxe lágrimas aos olhos, mas essas eram de alegrias e nesse momento eu decidi que iria retomar as rédeas da minha vida, e naquela noite eu toquei como há muito tempo não tocava, toquei com minha alma.

Estava terminando meu case da noite quando sinto um perfume conhecido meu, eu me virei e lá estava ela, com um sorriso enorme no rosto, deu alguns passos vencendo a distância entre nós e me deu um abraço.

-- Eu voltei docinho, voltei para você e por você. – Me deu um beijo no canto da boca e saiu.

Ela foi ao encontro das meninas e ficou por lá dançando, se insinuando, às vezes me jogava beijos, outras me mostrava à língua, e eu me diverti como há muito tempo não me divertia e a ironia do destino, me divertia com as atitudes sinceras da Francis, do meu furacão Francis.

Nessa noite, eu voltei a sorrir e decidi que iria voltar a trabalhar, só assim, com a cabeça ocupada, eu não pensaria tanto na Pâm. Os dias foram passando e a lembrança da Pâm foi ocupando um espaço pequeno no cantinho do meu coração, mas ainda estava lá.

Domingo eu saí da boate as 4:30 da manhã, passei pela praia, estava com saudades do mar, da calmaria que ele trazia para o meu coração, e diante daquela imensidão azul, eu sentei e chorei, a quem eu queria enganar? Ela ainda estava presente em meu coração, ainda sentia sua falta, saudade do sorriso dela, da forma como ela mexia com os cabelos enquanto lia ou prestava atenção em alguma coisa, da forma como o corpo dela se enroscava no meu durante o sono.

-- Pâm, Pâm, o que será que você está fazendo hein menina? – Perguntei enquanto me deitava na areia.

Resolvi ligar para ela, coloquei meu celular em confidencial e disquei, já ia desligar quando uma voz estranha atendeu.

-- Alô! – Não conheci a voz, mas com certeza era de mulher.

-- Pâm? – Perguntei.

-- Não, é a Flávia, namorada dela. – Essa frase me deixou sem resposta, apenas desliguei.

Não sabia dizer precisamente o que eu estava sentindo, era como se eu assistisse a tudo de fora do meu corpo, nesse momento decide apagar Pâm da minha vida.

“Tá na hora de você voltar a viver Vládia Zammorah”. Foi meu último pensamento antes de me levantar e seguir para casa. Cheguei em casa anestesiada com minha última descoberta, saí recolhendo os porta-retratos pela casa, o digital, eu apenas desliguei, quando não havia mais imagens da Pâm em minha casa, fui tomar banho. Fiz um café, tomei um remédio para relaxar e apaguei. Acordei com um carinho no rosto, sem olhar, abracei e puxei para perto do meu corpo.

-- Branquinha, eu amo você, mas é como irmã e além do que, minha mulher esta lá na sala. – Me fez mais um carinho.

-- Pietra, como você me acorda desse jeito hein? Sabia que eu poderia ter agarrado você? E aposto que você não iria resistir. – Rí da cara dela estreitando ainda mais ela ao meu corpo.

-- Você não faria isso comigo, eu sei, agora levanta dessa cama e vamos almoçar, trouxemos o almoço. - Me deu um beijinho e saiu da cama em direção à sala.

Tomei um banho, e antes de sair do quarto olhei no celular para ver que horas eram.

-- Vládia, você desmaiou hein? – Paulinha disse me fazendo careta.

-- Estava cansada, cheguei em casa as 6:40 Pandinha.

-- Hum, a noite foi boa hein amiga. – Riu da minha cara.

-- Nem boa nem ruim, foi normal, vieram só vocês duas?

-- Silvinha tá na cozinha, foi pegar os pratos para almoçarmos. – Me respondeu Pietra que vinha do lavabo.

-- E o que temos para o almoço?

-- Spaghetti aos 4 queijos, salada verde, suco de abacaxi com hortelã e camarão no coco. – Disse Silvinha equilibrando os pratos e talheres.

-- Que delícia, obrigada meninas.

--Sempre às ordens Zammorah.

-- Então Vládia, resolveu tocar sua vida em frente hein? – Disse Silvinha enquanto arrumávamos a mesa.

-- Sim, já está na hora, mas como você sabe?

-- Todas as fotos dessa casa desapareceram, de novo.

-- Assim é mais fácil Sil, o que os olhos não veem, o coração não sente né.

-- Posso saber o porquê dessa decisão? Perguntou Pietra.

-- Ela tá namorando, então, tenho que seguir em frente.

-- Como assim? – Silvinha e Pietra disseram ao mesmo tempo.

Contei a elas como tudo aconteceu na praia naquela manhã.

-- Aquela vaca, sabia que deveria ter dado uns tabefes naquela carinha linda. – Silvinha estava indignada.

-- Esquece isso Sil, é passado, eu estou tentando esquecer já, vamos almoçar que essa comida abriu meu apetite.

Almoçamos de forma descontraída, depois fomos dar um jeito na cozinha e resolvemos assistir um filme, só pedi que não fosse nenhum filme romântico, o que as meninas atenderam prontamente e assim passamos o dia.

Já era noite quando meu celular tocou, ignorei a ligação sem nem ver quem era, as meninas me olharam, mas nada disseram, ele tocou de novo, seja quem fosse, era insistente, olhei no visor e sorri antes de atender.

-- Fala garota.

-- Oi docinho, tudo bem com você?

-- Tudo Francis, e com você? – Ao ouvirem o nome da pessoa com quem eu estava falando, as meninas se viraram de frente para mim.

-- Melhor agora. O que você tá fazendo?

-- Assistindo um filme, por quê?

-- Estava pensando em chamar as meninas para irmos comer uma pizza, o que acha?

-- As meninas estão aqui em casa, se elas quiserem ir, vocês vão, eu não estou a fim de sair de casa hoje. – Elas fizeram sinal perguntando o que era, tampei o celular e disse.

Paulinha me estendeu a mão pedindo o celular, entreguei para ela.

-- Fran, topamos a pizza, você compra e traz aqui no apartamento da Vládia, estamos assistindo um filme, quando você chegar aqui a gente paga. Ok. Beijo. – Desligou e me devolveu o celular.

-- A Fran chega em meia hora com as pizzas. – Piscou prá mim.

E como Paulinha disse, em meia hora seu Antonio interfonou e eu liberei a entrada da Francis, ela chegou trazendo 3 pizzas e 2 cocas.

-- Você trouxe pizza do que Fran? – Perguntou Paulinha.

-- Camarão, calabresa, 4 queijos, lombo, delicia de abacaxi e brigadeiro com morango.

-- Todos os sabores preferidos da Vládia, desse jeito eu não vou pagar. – Disse Silvinha fazendo bico.

Peguei os pratos e os talheres, Pietra pegou os copos, gelo e limão e fomos sentar no chão da sala, a pizza estava uma delícia, eu roubava do prato da Silvinha e a Francis roubava do meu, ela sempre fez isso, dizia que minha pizza era mais gostosa, comemos quase tudo, levei os pratos e os talheres para cozinha, Pietra logo chegou com o que sobrou da pizza e colocou na geladeira.

-- Você tá bem Vlá?

-- Estou sim, por quê?

-- Sei lá, a Francis apareceu do nada aqui.

-- Sossega Pietra, você mesma viu que ela não disse nenhuma gracinha.

-- É mesmo, eu até ia perguntar se ela estava doente.

-- Acho que ela desencanou e resolveu me deixar em paz, vamos voltar para sala.

Voltamos rindo para sala, às meninas estavam conversando e nem notaram que eu e a Pietra estávamos rindo de alguém daquela sala.

-- Vamos para fazenda esse final de semana gente? – Convidou Paulinha.

-- É, vamos, nós vamos na sexta, seria ótimo se todas fossemos, como nos velho tempos.

-- Por mim tudo bem. – Disse Silvinha.

-- Se a Vlá não se incomodar com minha presença, também topo. – Disse Francis olhando para mim.

-- Não me importo Francis, e eu também topo, vamos todas na sexta então.

Acertamos os detalhes para a viagem, conversamos mais um pouco e as meninas se despediram e foram embora.

A semana passou voando, comprei as coisas para levarmos para a fazenda e na sexta as 8hs da manhã eu seguia para a fazenda, sozinha no meu carro, Sivinha foi com a Francis, eu preferi ir no meu carro mesmo.

Quando cheguei, as meninas já estavam na piscina, o churrasco já estava sendo preparado e a cerveja estava estupidamente gelada. Abracei e beijei todas e fui com a Pietra guardar as coisas que eu havia trazido.

-- Você está com um brilho diferente no olhar hoje Vlá, o que aconteceu?

-- Sonhei com a Pâm hoje, acho que foi isso.

-- Ainda ela Vlá?

-- Pietra, eu a amo, não vai passar da noite para o dia.

-- Eu sei amiga, mas tente pelo menos.

-- Eu estou tentando, mas agora chega de tristeza, vamos que eu to doida para tomar um loira geladíssima.

Saímos abraçadas e rindo em direção a bagunça das meninas. Abri uma latinha e bebi de um gole só.

-- Que sede hein DJ. – Francis disse num sussurro no meu ouvido.

-- Muita, hoje eu quero tomar todas. – Acendi um cigarro.

Passamos o dia comendo e bebendo, e eu como prometido, tomei todas, mas o máximo que consegui foi uma leve alteração, estava alegrinha.

-- Meninas, já são quase meia noite, eu vou levar minha mulher para dentro enquanto ainda posso com ela. – Disse Pietra carregando uma Paulinha de pilequinho.

Algum tempo depois, Silvinha também se recolheu, ficamos somente eu e a Francis.

-- Enfim sós docinho. – Ela disse no meu ouvido, meu corpo se arrepiou inteiro.

-- Francis, não brinque com fogo, eu estou bêbada. – Respondi.

-- Eu adoro brincar com fogo, principalmente se for o seu fogo Vlá. – Meu corpo reagiu diante daquela declaração da Francis.

Não resisti, a puxei para o meu colo, segurei em seus cabelos pela nuca e a trouxe para um beijo urgente, cheio de tesão e desejo, ela se entregou toda nesse beijo.

-- Nossa Vlá, as coisas mudaram para melhor em você hein gostosa.

-- Você não viu nada. A calei com outro beijo.

Minhas mãos começaram a percorrer o corpo dela, tirando peça por peça da roupa que ela vestia, e minha boca foi deixando um rastro de beijos e mordidas do pescoço até os seios dela, ela se contorcia e gemia gostoso no meu ouvido, ela dizia.

-- Eu sei que você ama ela, mas eu vou fazer você esquecer ela, pelo menos por hoje Vlá.

-- Me faça esquecer dela Fran, faz amor comigo, tira ela do meu peito.

As mãos da Francis começaram a explorar meu corpo, era incrível como ela me conhecia, me levava a loucura com seus toques, dizia coisas obscenas em meu ouvido me deixando louca de tesão. Meu corpo ansiava pelas mãos dela, meu sex* latej*v* sem nem sequer ter sido tocado ainda, afastei a sua calcinha e a penetrei, ela gem*u no meu ouvido.

-- Isso gostosa, gem* gostoso. – Disse no ouvido dela.

Ele me penetrou e começamos uma dança envolvente, sensual, nosso corpos se encaixavam, pareciam ter sido feito um para o outro, em pouco tempo nossos corpos estremeceram e goz*mos juntas.

Ficamos abraçadas até recuperarmos o fôlego, eu alisava as costas da Francis e ela ressonava em meus ombros.

-- Uau. – Ela disse.

-- O que foi?

-- Exatamente do jeito que eu me lembrava, só que você está mais ousada.

-- Não gostou?

-- Amei, não mudaria uma vírgula.

Ficamos abraçadas por mais algum tempo, me afastei só o suficiente para pegar um cigarro, dei um a ela e acendi um para mim. Ficamos olhando o céu, estava estrelado, parecia um tapete de estrelas estendido no céu.

-- Vlá, você ainda ama ela né?

-- Sim, mas vai passar.

-- Deixa eu te ajudar a tirar ela de dentro do seu coração?

-- Francis, o que aconteceu hoje foi muito bom, mas não to pronta para ninguém ainda.

-- Eu espero.

-- Eu queria tanto que você tivesse me dito isso há 3 anos atrás.

-- Tô dizendo hoje.

-- Não vamos apressar as coisas, vamos com calma.

-- Então quer dizer que vamos para algum lugar?

-- Vamos, agora cala a boca e me beija. – A puxei para um beijo longo e demorado.

Levantei e puxei ela pela mão, até meu quarto, chegando na porta eu parei e olhei para ela.

-- Você ainda vai estar aqui amanhã cedo?

-- Claro, vou estar todos os dias se você quiser.

Fizemos amor a noite toda, adormeci já estava amanhecendo, Francis dormia agarrada a minha cintura.

Acordei com Francis me olhando sentada na cama, tinha um olhar profundo que era doce e intenso ao mesmo tempo.

-- Queria que você acordasse comigo aqui ainda, mas fiquei com dó de te acordar.

-- Aonde você vai?

-- Daqui a pouco as meninas acordam, não queria que elas me vissem aqui, elas vão encher o saco.

-- Tá certo, também vou levantar já.

Levantei e fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal e voltei, Fran me deu um beijo longo e disse.

-- Obrigada pela noite maravilhosa.

-- Idem. As ordens. – Pisquei para ela e ela saiu.

Me arrumei, coloquei um shorts jeans, uma regata azul marinho e chinelo, desci em direção a cozinha, encontrei Pietra pegando uma xícara de café.

-- Bom dia Pietra bêbada. – Brinquei com ela.

-- Bom dia Vládia sedutora. – Ela devolveu.

-- Como assim? – Me fiz de inocente.

-- Não se faça de desentendida, eu fui beber água de madrugada e passei pela porta do seu quarto, se não tinha ninguém lá com você, então você é escandalosa até sozinha. – Gargalhou da minha cara que estava um pimentão.

-- Pôxa, estava tão alto assim Pietra?

-- Estava amiga, mas só porque encostei o ouvido na porta.- Gargalhou e saiu correndo.

Tomei meu café, acendi meu cigarro e fui para piscina. Eram quase 11hs e Silvinha estava bêbada já, quando me viu foi logo dizendo.

-- Bom dia Vládia Zammorah.

-- Bom dia Sil, posso saber o porquê da ironia?

-- Você sabe.

--Não sei não, por que não me diz?

-- Você vive culpando os outros pelo seu sofrimento, quando a única pessoa que os causa é você mesma.

-- Por que está me dizendo isso?

-- Não se faça de desentendida, eu sei que você passou a noite com a Francis, fui pegar seu remédio de enxaqueca e dei de cara com as duas nuas, abraçadinhas.

-- E qual o problema? Que eu saiba somos adultas.

-- O problema é que amanhã ou depois ela vai embora e você vai sofrer de novo.

-- Maria Silvia deixe de falar besteira. – Francis que até então estava calada levantou da cadeira.

-- Deixe ela Francis. – Eu disse.

-- Oh claro, falou a chefinha, você nunca perguntou se eu não tinha nada para fazer, só me chamava e eu tinha que tomar conta do monte de lixo que você se encontrava, Vládia, acorda, você não é a única a ter problemas aqui.

Ela estava visivelmente alterada, eu não queria brigar, as palavras dela me magoaram, virei as costas e saí correndo para meu quarto. Arrumei minhas coisas do jeito que deu, já ia saindo do quarto quando a Francis e a Pietra entraram.

-- Onde você vai?

-- Pietra, eu vou para casa.

-- Vlá, ela ta bêbada, deixa prá lá. – Francis disse.

-- Bêbada ou não, ela está certa Francis, eu sempre chamei ela para juntar os meus cacos, nunca perguntei se ela podia. Por favor, eu preciso ficar só. – Disse isso e saí.

Entrei no meu carro, liguei o som e saí com as palavras da Silvinha martelando em minha cabeça, meu celular tocou, era a Francis, deixei tocar, como eu podia ser tão egoísta? Nunca perguntei se ela estava bem, se precisava de algo, lágrimas escorriam dos meus olhos, meu peito doía, meu coração doía, doía de saudades da Pâm, pelo meu egoísmo, pelo sofrimento que vi nos olhos da Sil, pela sinceridade nas palavras da Francis na noite anterior, senti um solavanco e tudo começou a girar, uma, duas, três vezes, meu carro girava ou era só eu?

 

De repente tudo parou, vi a Pâm na minha frente, um anjo, ah ela se parecia com um anjo, uma cortina vermelha desceu sobre os meus olhos, mas o meu anjo estava ali segurando minha mão, eu não sentia mais dor, eu não sentia mais nada, mas começou a queimar na minha cabeça e aos pouco eu voltei, meu anjo tinha ido embora e uma dor latejante atingiu meu corpo todo, só então notei que meu carro estava virado na estrada, em segundos eu apaguei.

Fim do capítulo

Notas finais:

Boa Madrugada Amoras!!!!
Perdoem por estar apenas postando os capítulos, mas é que a mommy resolveu que eu deveria pintar a casa, então a noite o cansaço está tão grande que eu apenas revisei os capítulos e postei...
Ainda não tive tempo de responder aos comentários, mas leio todos e convido ao povo da moita para darem o ar da graça tbm, podem se achegar...rsrsrsrs

Bjoks Estaladas em todas, moitas e não moitas!!!


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Comentários para 6 - Capítulo 6:
Maggie
Maggie

Em: 06/10/2015

Q filha da mãe esta Pam ... já com outra ... 

Silvinha ... hum .. ai tem .... 

Responder

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mtereza
mtereza

Em: 06/10/2015

Poxa essa Pam me enganou direitinho e a Silvinha acho que ela é apaixonada pela Vla e ainda tem a inconstante da Francis p embolar mais ainda esse meil campo e para a pessoa pirar mesmo espero que o acidente  não tenha sido grave

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