Capítulo 19

Capítulo 19 - Autora

de Mais que benefícios, por Paloma Matias

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Marcela

Eu sabia. Quem sabe seja cedo demais para dizer isso, talvez eu esteja me precipitando, mas existe uma sensação que não consigo ignorar desde que comecei a conversar com ela.
Era exatamente isso que eu procurava, não apenas alguém que soubesse escrever, até porque isso é fácil de encontrar. O que eu procurava era alguém que tivesse voz, personalidade, coragem para escrever algo que não parecesse ter sido produzido seguindo uma fórmula pronta para agradar o mercado. E Isadora Valença tem isso.
— Então você realmente acredita que a história precisa terminar desse jeito? — pergunto, apoiando os braços sobre a mesa.
— Acredito — ela sorri.
— Mesmo sabendo que metade dos leitores vai querer te mandar uma carta reclamando? — Insisto.
— Se metade dos leitores quiser reclamar, pelo menos significa que sentiram alguma coisa — solta uma risada.
— Você sabe que acabou de me dar a resposta que eu queria ouvir, não sabe?
— Talvez — responde sem jeito.
Ela sorri com uma tranquilidade que me impressiona. Isadora não parece nervosa, eu já recebi vários autores iniciantes nesta sala e sei reconhecer quando alguém está tentando desesperadamente me impressionar. Alguns falam sem parar, outros concordam com tudo e existem aqueles que chegam com a história inteira decorada, como se estivessem apresentando um trabalho escolar.
Mas ela não, ela discorda de mim e faz isso com argumentos, o que não me deixa irritada, apenas mais curiosa.
— Você não tem medo de mudar alguma coisa do manuscrito se eu pedir? — pergunto.
— Depende do que você pedir.
— Essa resposta pode te fazer perder um contrato — levanto uma sobrancelha.
— Então espero que você não peça algo que mate a história — me desafia.
Fico olhando para ela por alguns segundos e depois começo a rir, ela realmente é boa em saber defender seu projeto.
— Eu gostei de você — Digo.
— Isso é bom? — Parece interessada na resposta.
— Muito.
— Porque eu gostei da editora. — Relaxa um pouco mais na cadeira.
— Ainda nem assinou nada — volto a rir.
— Ainda — Pontua.
Sorrio, é impossível não gostar dela. Existe uma segurança em Isadora que não parece arrogância, é apenas a certeza de que ela conhece a própria história e sabe por que a escreveu. É exatamente o tipo de autora que eu quero na minha editora.
— Sabe o que eu estava procurando quando li seu material? — pergunto, e ela balança a cabeça negativamente. — Alguém como você.
— Como eu? — Ela fica surpresa.
— Alguém que não escrevesse pensando primeiro no que o mercado quer, alguém que tivesse alguma coisa para dizer e encontrasse uma maneira própria de dizer.
— Isso foi quase um elogio — ela sorri mais uma vez.
— Foi um elogio — Admito.
— Então vou guardar.
— Pode guardar.
Nós duas rimos e, pela primeira vez naquela manhã, percebo que não estou olhando para o relógio, com vontade de que as horas passem rápido. A conversa está tão boa que poderia continuar por muito tempo.
Estou prestes a perguntar sobre os próximos projetos dela quando ouço duas batidas na porta.
— Entra — Autorizo.
A porta se abre, Victoria aparece segurando uma pasta.
— Marcela, trouxe o contrato que você pediu. O pessoal do jurídico disse que...
Ela para, não termina a frase porque olha para Isadora e Isadora olha para ela. Durante um segundo, tenho a sensação de que alguma coisa aconteceu na minha frente sem que eu tenha sido avisada.
— Dora? — Os olhos de Victoria se arregalam.
— Vic? — A autora leva uma das mãos à boca.
Eu olho de uma para a outra. Vic? Dora? Que porra é essa? Antes que eu consiga entender qualquer coisa, Isadora se levanta.
— Não acredito! — Diz ela.
Victoria deixa a pasta sobre minha mesa e atravessa a sala, e as duas se abraçam. E eu simplesmente fico olhando.
— Meu Deus, quanto tempo! — Victoria diz.
— Você desapareceu! — Isadora acusa de brincadeira.
— Você também! — Victória também provoca.
— Eu mandei mensagem!
— Mandou nada!
— Mandei, sim!
— Uma vez, há séculos!
— Porque você trocou de número!
— Porque perdi o telefone!
— Você sempre perdia o telefone!
As duas começam a rir e eu permaneço aqui, sentada, muito quieta, observando aquela versão de Victoria que eu não conhecia. Ela está diferente, mais solta, mais jovem, mais empolgada e parece esquecer completamente que está dentro da minha sala. Isso me incomoda mais do que deveria.
— Você está linda! — Isadora diz.
— Você também — Victória ri.
— Você mudou o cabelo, combinou muito com você. — A autora está reparando demais.
— O seu continua igual.
— Mentira, eu cortei — Se defende e eu reviro os olhos.
— Continua igual.
— Você continua cabeça dura — Gargalha.
— E você continua dramática — minha secretária continua com essa palhaçada.
— Eu nunca fui dramática.
— Dora, você chorou porque eu comi sua batata.
— Você comeu sem pedir!
— Era uma batata.
— Era a minha batata!
As duas caem na gargalhada. Eu aperto os dedos ao redor da caneta, não sei por que aquela conversa está me incomodando tanto. Talvez porque eu esteja começando a perceber que existe uma história ali e é uma história da qual eu não faço parte.
— Vocês se conhecem há muito tempo? — pergunto.
Minha voz é suficientemente educada, eu espero até que as duas saiam da bolha delas e é então que Victoria olha para mim.
— Sim — Isadora continua sorrindo.
— Faz bastante tempo — Victoria completa. — A gente se conheceu antes de eu trabalhar aqui.
Meu olhar passa de uma para outra, não sei muito bem como eu devo agir ou como devo responder, mas garanto que a forma que eu quero responder não é a mais adequada.
— Entendi — Digo.
Não entendi nada, ou melhor, entendi o suficiente para não gostar.
— Você está trabalhando aqui? — Isadora pergunta.
— Estou — Victoria volta a olhar unicamente para ela.
— Desde quando?
— Há alguns anos.
— E você nunca me contou?
— A gente perdeu contato — Victoria dá de ombros.
— Infelizmente — a palavra fica no ar e eu volto a revirar os olhos, até que ela continua — Você continua morando no mesmo lugar?
— Não.
— E sua vida, como anda?
— Está andando bem.
— Está feliz?
Minha mão para sobre a mesa, essa garota está querendo informações demais para o meu gosto. Victoria olha para Isadora, depois para mim.
— Estou — diz simples.
Não sei por que aquela resposta me causa uma sensação tão estranha, é uma resposta simples demais, sem a empolgação que ela demonstrou ao reencontrar a autora.
— Fico feliz — Isadora sorri. — Está namorando?
Meu olhar sobe imediatamente, Victoria parece perceber. Vejo que ela engole em seco e, por um momento, acho que ela irá negar, mas sinto um alívio quando ela responde.
— Sim.
— Sério? — Isadora arregala os olhos.
— Sério.
— Eu quero saber tudo! — Se empolga mais uma coisa.
— Não tem muita coisa para saber — diz e me encara imediatamente.
— Vic, eu conheço você. — Toca levemente no braço da minha secretária.
— Justamente por isso — ela não afasta a mão da sirigaita.
— Então existe alguém mesmo — Ri.
— Existe. — Diz, sem jeito.
As duas riem novamente e eu tenho vontade de interromper. Não deveria, mas tenho muita vontade.
Eu sou a dona da editora, estou em uma reunião com uma autora, tenho uma postura profissional a manter, mas, nesse momento, estou descobrindo que minha paciência tem limites muito claros.
— Victoria — eu chamo minha secretária.
— Sim? — Ela me olha.
— O contrato. — Digo, nada simpática.
— Claro — pega os documentos e se aproxima. — Aqui.
— Obrigada — estendo a mão e logo vejo que ela permanece parada. — Mais alguma coisa?
— Não — ela olha para Isadora. — Foi muito bom te ver.
— Também achei — a autora concorda. — A gente precisa conversar direito qualquer dia.
— Com certeza.
— Café?
— Café.
Sinto uma pontada de irritação. Será que essa conversa vai demorar muito para acabar?
— Victoria. — Minha voz sai mais séria que antes.
— Já estou indo — ela olha para Isadora novamente.
— Ótimo — Finalizo.
— Até mais, Dora — ela sorri, desnecessariamente.
— Até, Vic.
Victoria sai e, quando a porta se fecha, fico olhando para ela e pensando em como agir normalmente agora, depois dessa cena desagradável que acabei de presenciar.
— A Victoria nunca mudou — a voz da autora me traz de volta à realidade.
— Como assim?
— Ainda deixa as pessoas completamente malucas sem perceber.
Meu maxilar trava ao ouvir isso, e algo dentro de mim grita: “SE CONTROLA, VOCÊ ESTÁ EM UMA REUNIÃO.”
— Terminamos por aqui — digo. — Eu tenho uma nova reunião em minutos e, como o contrato será encaminhado por e-mail para você ler com atenção, acredito que podemos dar por encerrado.
— Perfeito! — Volta a ser simpática. — Agradeço sua atenção e acho que será ótimo trabalhar com você.
Eu não teria tanta certeza, mocinha. Não depois de você dar em cima da minha namorada, descaradamente.
— Sim, será — Minto.
— Até mais, Marcela. — Ela pega a bolsa.
— Até.
Quando a porta se fecha, finalmente solto o ar que nem percebi que estava prendendo. Pego o telefone, olho para a tela e vejo que não há nenhuma mensagem de emergência.
Ótimo, porque agora tenho uma pergunta que precisa ser respondida e eu pretendo fazer Victoria respondê-la.
Não demora nem cinco minutos e a porta se abre novamente, Victoria entra.
— Você me chamou? — Pergunta, inocentemente.
— Quem é Dora? — Cruzo os braços.
— O quê? — Ela para e me encara sem entender.
— Isadora — vou direto ao ponto — quem é ela?
Victoria suspira, mas não demora muito a responder.
— Uma amiga.
— Só? — Ela hesita e eu imediatamente percebo. — Victoria....
— Está bem — ela fecha a porta. — Nós tivemos um caso.
— Um caso? — Meu estômago embrulha, é quase como descobrir uma traição.
— Há muito tempo — dá de ombros.
— Quanto tempo? — Sou direta.
— Uns 5 anos.
— E você nunca achou importante mencionar? — Estou perdendo a paciência.
— Porque não faz parte da minha vida hoje — se defende.
— Ela pareceu bastante interessada na sua vida hoje — Solto uma risada completamente sem humor.
— Porque somos amigas.
— Amigas que tiveram um caso.
— No passado.
— E vocês sempre se abraçam daquele jeito? — Me levanto.
— Daquele jeito? — Victória começa a rir, o que eu acho bem corajoso da parte dela.
— Você sabe exatamente o que eu estou falando.
— Você está com ciúmes de uma mulher que eu não vejo há anos — sorri ainda mais.
— Não estou com ciúmes.
— Está sim.
— Eu só estou fazendo perguntas.
— Você está interrogando.
— É meu direito.
— Não é — ela se aproxima. — Marcela, olha para mim, não existe nada entre mim e ela.
— Ela te conhece muito bem — desvio o olhar assim que termino de falar.
— Conheceu — Pontua.
— E você parecia muito feliz em vê-la.
— Eu fiquei feliz — Confessa.
Isso dói mais do que deveria e ela percebe, tanto que seu sorriso desaparece.
— Mas não do jeito que você está pensando — Se justifica.
— Então, de que jeito? — Minha irritação é completamente evidente.
— Do jeito que você fica quando encontra alguém que fez parte da sua vida há muito tempo — Victoria se aproxima ainda mais e toca a minha mão. — Só isso.
— Tem certeza? — A encaro para saber se está falando a verdade.
— Tenho — ela sorri. — Você não precisa ter ciúmes de ninguém.
— Fácil falar — reviro os olhos. — Não foi você quem presenciou uma cena patética daquela.
Victoria quebra a pouca distância que há entre nós e segura minha cintura, isso me deixa um pouco fraca, mas tento não demonstrar.
— Eu estou com você — ela fala com a voz mais rouca e meu coração dispara. — E é você que eu quero.
O beijo acontece antes que eu consiga responder, quando menos espero, seus lábios estão sobre os meus. É lento no começo. Quase cuidadoso, como se ela estivesse esperando minha permissão para continuar. Eu seguro sua cintura, em um ato totalmente involuntário, é como se minhas mãos já procurassem por ela.
— Ainda está brava? — Ela sorri contra os meus lábios.
— Bastante. — Me afasto um pouco apenas para olhar em seus olhos.
— Então vou ter que trabalhar mais — solta um sorriso cafajeste.
— Com certeza.
Ela me beija novamente e, dessa vez, é mais intenso. Minhas mãos encontram a gola da sua camisa e a puxam para perto, enquanto ela passa os braços pela minha cintura, me mantendo bem próxima.
A língua de Victória explora a minha de uma forma tão deliciosa, que arrisco a dizer que nunca irei me cansar de beijá-la.
— Ainda quer brigar comigo? — Diz ao se afastar para recuperar o folego.
— Às vezes tenho vontade de arrancar sua cabeça fora, só para que as pessoas parem de olhar para você — admito.
— E agora? — Beija meu pescoço e deixa algumas mordidinhas.
— Agora eu quero dar para você.
— Isso eu consigo resolver.
E, sem ao menos me dar tempo para pensar, sinto meu corpo ser suspenso no ar e ser colocado sentada em cima da minha mesa, enquanto minha boca é tomada em um beijo sedento, e não sou capaz de reclamar nenhum pouquinho.
Sinto a mão de Victoria segurar a barra de minha saia e tentar levantá-la, a ajudo um pouco, levantando meu quadril para que ela consiga fazer o que quer.
Victória interrompe o beijo e olha para baixo. Vejo suas pupilas dilatarem ao encararem a minha calcinha preta de renda. Já percebi que Victória gosta de lingerie bonita, e talvez essa seja a minha maior motivação de estar sempre pronta.
— Você é gostosa para caralho — diz.
— E está esperando o quê para me comer? — A provoco.
A minha secretária deixa suas mãos passearem pelas minhas coxas, com a pressão exata para eu me sentir sua.
— Você não imagina quantas vezes eu te desejei nessa sala — ainda encara o meu corpo.
— Fetiche com empresárias, senhorita? — solto uma risadinha.
— Não — sua resposta vem rápido — Fetiche apenas com uma empresária, que, por coincidência, é minha chefe.
Sua fala faz com que meu corpo se arrepia todo e eu não consigo mais me controlar, então passo minhas pernas em volta de sua cintura e a trago para mais perto novamente, enquanto minhas mãos procuram por sua nuca e se enlaçam em seus cabelos.
O beijo que vem a seguir é ainda mais urgente, mais feroz e muito mais gostoso. Ouço apenas o barulho de coisas caindo pelo chão e me dou conta de que Victoria tinha afastado suas mãos do meu corpo para abrir espaço sobre a mesa.
É incrível como essa mulher me deixa pronta para ela em questão de segundos, porque já me sinto completamente molhada.
Em um ato rápido, seus braços voltam a me envolver e me tirar de cima da mesa, me virando de costas contra o corpo dela, e me fazendo deitar com o peito sobre a mesa, ficando completamente empinada para ela.
Sua mão direita passeia pela minha bunda, até que sinto a primeira palmada, e isso me deixa ainda mais com tesão.
— Você vai ser uma boa menina e dar bem gostoso para sua mulher? — Sua voz está tão rouca e sexy que eu nem consigo responder de imediato, então sinto mais um tapa. — Eu te fiz uma pergunta.
— Vou — solto um gemido — Vou ser uma boa garota para a minha mulher.
Faço questão de empinar ainda mais a bunda, levando-a de encontro à sua pélvis, e, quando eu vejo que nossos corpos estão encaixados, eu começo a rebolar.
Victoria solta um gemido tão gostoso que minha boceta se contrai no mesmo instante, ela tem um poder inexplicável sobre o meu corpo.
Suas mãos seguram em cada lado da minha calcinha, e ela se ajoelha atrás de mim e logo sinto a peça sendo tirada de mim. Olho por cima do ombro e tenho a visão da minha secretária mordendo o lábio, depois aproximando sua boca da minha nádega e deixando um leve beijo onde segundos atrás sua mão estava deferindo tapas.
Não tenho muito tempo para pensar, logo ela está em pé novamente e com uma mão espalmada em minhas costas, me deixando imóvel sobre a mesa, e a outra me penetrando sem aviso nenhum.
Ela usa uma das pernas para afastar um pouco mais as minhas, e eu logo obedeço. Victoria começa a me foder com gosto, rápido e forte, e eu só consigo pensar que estou no paraíso com uma mulher dessa.
— Você é minha, Marcela — fala sem parar de estocar — E vai gozar bem gostoso para mim.
A única resposta que consigo dar é com gemidos. Espalmo minhas mãos sobre a mesa e me entrego completamente ao momento, pois não há algo que me deixe com mais tesão do que sentir que essa mulher me tem por completo.
Minutos depois estou sentindo os espasmos em meu corpo, me lembrando o quanto é bom gozar para ela. Victória me vira novamente na mesa e me deita com as costas sobre ela, abrindo minhas pernas e me deixando bem exposta para ela.
Sou incapaz de raciocinar quando sinto sua língua em meu clitóris, depois em minha entrada, sugando tudo que acabei de liberar para ela. A sensação é tão gostosa que não demora quase nada para eu estar tendo o meu segundo orgasmo.
Quando termina de sugar até a última gota, Vic volta a dar atenção ao meu clitóris e seu dedo circula a minha entrada. Seus olhos procuram os meus e, quando se encontram, eu volto a ser penetrada.
Sinto seus dois dedos entrarem e saírem de mim em um ritmo tão viciante, que minha única ação é levar minha mão até seus cabelos para que ela não afaste sua boca.
Ela suga meu clitóris com a mesma precisão que me penetra, e a junção disso me leva ao terceiro orgasmo. Meu corpo se contorce como nunca, acho que nunca senti isso antes, e confesso que quero sentir muitas vezes.
Junto à força que ainda me resta para me sentar e trazer Victoria para mais um beijo, enquanto minhas mãos seguem para os botões de sua camisa, abrindo um por um.
Tiro a peça de roupa e jogo em qualquer lugar do escritório.
— A Isadora pode até te olhar e ver o que perdeu — interrompo o beijo para falar. — Mas ela vai ter que se contentar apenas com isso, porque agora você tem dona.
— Você me deixa com tanto tesão quando fala assim — ela sussurra.
— Não me testa, Victória — Aviso.
— Jamais — me encara. — Só quero que você mande em mim sempre, terei o prazer em obedecer.
— Então agora é você quem vai gozar gostosinho para mim.
Abro o botão de sua calça e coloco minha mão dentro de sua calcinha, enquanto deixo alguns beijos em seu pescoço, ombro e colo.
Começo a massagear sua boceta e ouço sua respiração ficar irregular. Meus dedos vão ficando cada vez mais molhados e aproveito para saborear sua pele e, sem pensar muito, deixo um chupão logo acima do seu seio direito.
Eu amo como a sua pele fica facilmente marcada, e amo ainda mais o fato de ela não reclamar em ser marcada.
Quando percebo que ela já está muito molhada e entregue, deslizo meus dedos para dentro dela. Victoria está em pé na minha frente, e essa visão permanecerá para sempre em minha lembrança.
Baixo um pouco sua calça e sua calcinha, até o meio de duas coxas, apenas para ter mais acesso à sua intimidade. Quando aumento a velocidade, os gemidos saem mais soltos de sua garganta, e isso mexe comigo de uma forma deliciosa.
Victoria apoia suas mãos em minhas coxas, procurando um suporte para não cair. E encosta sua testa em meu ombro, se entregando completamente em minha mão.
Aproveito para estocar ainda mais rápido e, quando vejo que ela está perto de gozar, levo meus lábios até perto de seu ouvido e começo a gemer com ela. Victoria aperta ainda mais minhas pernas e logo goza em meus dedos, eu continuo, para prolongar seu prazer.
Estou viciada em ouvir os gemidos dessa mulher e ver o quanto ela se entrega para mim.
Após sentir seu corpo se acalmar dos espasmos, retiro meus dedos de dentro dela e, quando Victoria levanta o olhar em minha direção, aproveito para provocar ainda mais.
Levo meus dedos, que estão totalmente sujos com seu gozo, até minha boca, e os chupo, encarando-a. Victoria me encara com tanto tesão que me faz acreditar que essa foda ainda não acabou.
— Você é a minha ruína.
É o que diz antes de voltar a me beijar.

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
A

Alice Maria

22/10/2026 às 13:22

Capítulo sem palavras. Maravilhoso!!! É possível sentir o amor entre elas e a tensão é um escândalo kkkkk
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