Capítulo 26

Capítulo 26 - Fica...

de A Promessa do Vale, por Lady Texiana

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O pedido de Stephanie pairou entre elas na penumbra da sala, suspenso na luz amarelada do abajur que desenhava o contorno de seus rostos. Não havia tom de qualquer comando na voz da executiva; apenas uma vulnerabilidade que transparecia no olhar, uma sinceridade que desarmava qualquer tentativa de defesa que Jane ainda pudesse tentar erguer ao seu redor.
Jane não disse uma palavra. O olhar castanho, escurecido e turvo pela chama que ardia, respondeu por ela. Com a mão esquerda, a rancheira envolveu firme a nuca de Stephanie e puxou-a para baixo, colando seus lábios em um beijo profundo, lento. Era a permissão final, o selo impresso da concordância.
Stephanie sorriu contra a boca de Jane, um suspiro leve de alívio e desejo escapando entre seus dentes. Com cuidado milimétrico para não ferir o ombro machucado da rancheira, ela ajudou Jane a se levantar do sofá de couro. Em silêncio, de mãos dadas, os dedos entrelaçados em um aperto firme, elas caminharam pelo corredor de madeira escura em direção ao quarto principal do Rancho Brown, a luz da lua cheia atravessava a janela de caixilho, projetando retângulos prateados sobre o assoalho de tábuas largas. O aroma de madeira antiga, lavanda seca e da brisa fria do anoitecer compunha a atmosfera do refúgio.
Stephanie fechou a porta com um clique suave, girando a tranca de ferro. Virou-se para Jane, que permanecia de pé ao lado da cama, a iluminação do luar destacando a linha forte de sua mandíbula e a postura ereta, o corpo um pouco trêmulo, embora os olhos ardessem de expectativa.
A executiva aproximou-se devagar. Não havia pressa. O ritmo do trabalho ficara do lado de fora daquela porta de madeira. Stephanie começou a desabotoar a própria blusa creme de gola alta. Cada botão que se desfazia revelava a pele clara e macia de seu colo, corada pelo tesão e pela respiração acelerada. Quando a peça deslizou por seus ombros e caiu sobre a cadeira ao lado, Stephanie ficou apenas de sutiã de renda escura, a silhueta destacando-se na penumbra.
Jane prendeu a respiração. A visão da mulher de Chicago ali, desarmada de seus ternos caros e inteiramente entregue àquele momento, fez seu pulso acelerar mais ainda.
— Agora é a sua vez — sussurrou Stephanie, a voz aveludada, dando um passo à frente.
Com dedos precisos e extrema delicadeza, Stephanie começou a cuidar de Jane. Primeiro, desfez com paciência cirúrgica as amarras da tipoia preta que imobilizava o braço direito de Jane. Em seguida, puxou a camiseta de Jane, retirando-a delicadamente, sem pressa, beijando cada centímetro de pele bronzeada que ia sendo exposta — a curva do pescoço, a clavícula, o vinco entre os seios macios e a pele firme do abdômen, marcada pelo trabalho no sol do Nebraska.
Quando ambas estavam completamente despidas sobre os lençóis de algodão, a diferença entre seus mundos pareceu dissolver-se na textura das suas peles. O contraste entre o corpo alvo e esculpido de Stephanie e a pele mais bronzeada e forte de Jane desenhava um mosaico de puro desejo, puro instinto, pura paixão.
Diferente dos encontros impetuosos anteriores, a noite na fazenda tornou-se um misto de trocas contínuas de prazer. Stephanie tomou a iniciativa primeiro, acomodando-se entre as pernas de Jane. Com a boca quente e carícias que arrancavam gemidos roucos da rancheira, a executiva levou Jane a um limiar de entregas sucessivas, usando a língua e os dedos com uma precisão torturante que fazia Jane arquear as costas contra o colchão, cravando a mão esquerda nos lençóis enquanto o prazer explodia em ondas profundas pelo seu corpo.
Mas Jane não permaneceu parada. Moveu-se com a autoridade de quem conhecia cada palmo daquele espaço e a força de seus próprios desejos. Invertendo as posições com cuidado, sustentando o próprio peso com o braço esquerdo saudável, Jane deitou Stephanie de costas no colchão.
Os papéis se inverteram. Jane cobriu o corpo da executiva, descendo beijos demorados e quentes pela garganta de Stephanie, sugando a pele delicada de seus seios até ouvir os suspiros descontrolados de Stephanie ecoarem pelas paredes de madeira do quarto. A rancheira usou a mão e a boca com uma paixão primitiva, explorando o corpo de Stephanie até sentir a executiva estremecer por inteiro, os quadris elevando-se, buscando maior contato com a boca e língua de Jane, as mãos de Stephanie segurando com força seus cabelos, enquanto o orgasmo a arrebatava em ondas sucessivas.
A noite desdobrou-se nesse ritmo incandescente. Entre beijos demorados, murmúrios sussurrados, corpos suados colados sob o edredom e carícias que curavam as feridas, elas amaram-se repetidas vezes até que a exaustão física deu lugar a uma paz profunda para ambas. Adormeceram enroscadas, o peito de Stephanie colado às costas de Jane, a mão da executiva repousando sobre o abdômen da rancheira.
O alvorecer no Nebraska veio em uma profusão de cores sobre a névoa fria e úmida que começava a dissolver a escuridão do vale. Eram pouco mais de cinco horas da manhã quando os primeiros raios de claridade atravessaram a cortina fina do quarto.
Jane foi a primeira a acordar. O hábito de anos de lida no campo falava mais alto do que o cansaço. Ela permaneceu imóvel por alguns minutos, apenas sentindo o calor do corpo de Stephanie colado ao seu e o ritmo suave e cadenciado da respiração da executiva contra suas costas. Um sentimento novo, denso e assustadoramente bom preenchia seu peito — uma certeza de que, independentemente da guerra pelos direitos da água e da terra, algo irreversível havia sido selado entre elas naquela cama.
Com extremo cuidado para não acordá-la nem tensionar o ombro ainda um pouco dolorido, Jane deslizou para fora da cama. Vestiu uma calça jeans limpa, uma camisa xadrez, dessa vez não reencaixou a tipoia preta, testando o ombro, que já estava bem melhor. Desceu até a cozinha para preparar o café.
Pouco tempo depois, o aroma forte e fresco de café recém passado e o som de xícaras de louça preencheram a cozinha. Stephanie apareceu na porta do cômodo, vestindo sua blusa creme de gola alta, as calças retas e os cabelos loiros presos em um coque solto e improvisado. Ela trazia no rosto uma expressão serena, o olhar descansado e um brilho leve nas íris azuis.
— Bom dia — disse Stephanie, a voz rouca do sono, caminhando direto para Jane e depositando um beijo demorado e carinhoso na boca da rancheira antes de aceitar a xícara de café quente que Jane lhe estendia.
— Bom dia — respondeu Jane, um sorriso inevitável surgindo em seus lábios enquanto observava a executiva dar o primeiro gole na bebida fumegante.
Sentaram-se à mesa de fórmica para um café rápido. Torradas com geleia de ameixa e queijo fresco acompanhavam a bebida. O clima era de uma tranquilidade absoluta, quase inacreditável para duas mulheres que lideravam lados opostos de um conflito bilionário.
Durante a refeição, os olhos de Stephanie vagaram pela cozinha até se fixarem no quadro na parede de madeira, logo acima da cristaleira. A fotografia antiga em tom sépia, emoldurada em carvalho escuro. Nela, as duas mulheres do século XIX que haviam construído as bases daquele rancho.
Stephanie pousou a xícara na mesa e apontou para o quadro, assumindo um tom de conversa que misturava curiosidade casual e uma sutil investigação.
— Jane... — começou Stephanie, o tom de voz leve, mas os olhos atentos. - As suas antepassadas naquela foto...
Jane olhou para o quadro com carinho, dando um sorriso orgulhoso antes de responder.
— Sim. As mulheres que me trouxeram até aqui, que fizeram do Vale do Loup um lugar próspero.
— É uma imagem impressionante — comentou Stephanie, recostando-se na cadeira. — Você me disse que elas viveram juntas como um casal, embora nem fosse possível cogitar uma união dessas no Século XIX, na verdade nem mesmo agora em 1980. Sei que você é descendente direta da menina na foto, Ruth, não é? Você já me contou. Mas quanto a batedora, você tem como comprovar formalmente algum vínculo de parentesco ou herança com a Kittie? Digo... documentos, registros de família, papéis oficiais?
— É uma história bonita da minha família — explicou Jane, a voz impregnada de respeito pelo passado. — Tanto a Judith quanto a Kittie não tiveram filhos biológicos, mas a minha tataravó, a Judith, adotou formalmente a Ruth, minha bisavó. Mas Judith e Kittie, elas viveram juntas aqui no Nebraska, administrando as terras do rancho e enfrentando os pioneiros da época e criaram Ruth como filha de ambas. Coisa rara para aquele tempo, você sabe... duas mulheres que se amavam e que dividiam a vida, embora jamais poderiam ter assumido um casamento oficial diante da sociedade rígida do século XIX, como você mesma pontuou.
Stephanie assentiu em silêncio, absorvendo cada detalhe com extremo interesse.
— E a Kittie deixou algum documento formal para a Judith e para a menina? — insistiu a executiva.
— Deixou algo extraordinário para a época — respondeu Jane. — Antes de morrer, a Kittie fez um testamento formal registrado em cartório no qual nomeava Judith Brown sua herdeira necessária, transmitindo a ela e aos seus descendentes todas as suas posses e direitos legais. Esse documento sempre foi tratado como uma relíquia sentimental na minha família. Meu pai, Freddie, guardou esse testamento original nos arquivos no escritório do rancho. Eu tenho como comprovar esse vínculo, sim. Os papéis estão guardados lá até hoje.
Jane franziu a testa ligeiramente, encarando Stephanie com dúvida.
— Mas por que esse interesse repentino na história da Kittie, Stephanie? O que papéis do século XIX têm a ver com você ou com tudo isso?
Stephanie deu um sorriso enigmático, levando a xícara de café aos lábios para disfarçar o brilho de alívio que cruzou seu olhar. Ela não revelaria ainda o que descobrira através dos levantamentos históricos e patrimoniais: que a linhagem de Thomas, irmão de Kittie, possuía extensões de terras mais ao norte — fora da área de interesse do Vale do Loup — e que havia deixado a parte que competia a Kittie por testamento, sem que ninguém nunca houvesse requisitado a posse. A família Brown jamais soube da existência dessa herança. Se os documentos que Jane possuía fossem validados, Jane Brown era a herdeira legítima de um patrimônio substancial, capaz de quitar a hipoteca do Rancho Brown sem depender de empréstimos e ainda sobraria para outros investimentos.
— Pura curiosidade de quem aprecia a história do estado — desconversou Stephanie suavemente, levantando-se da mesa e dando a volta para ficar atrás da cadeira de Jane. Ela curvou-se e depositou um beijo suave no pescoço da rancheira, suas mãos descansando nos ombros de Jane. — Adoro velhas histórias de mulheres fortes que desafiaram o sistema no passado. Elas me lembram alguém que eu conheço.
Jane sorriu, balançando a cabeça diante do charme da executiva.
— Eu preciso ir para a cidade — disse Stephanie, a voz voltando ao tom prático. — Tenho reuniões com a equipe jurídica e preciso despachar alguns relatórios urgentes.
Elas caminharam juntas até a porta da varanda. O ar matinal estava frio e cristalino. Na saída, Stephanie não se importou com a claridade do dia: puxou Jane pela cintura e buscou seus lábios em um beijo apaixonado, demorado e sem pressa, que deixou a rancheira com as pernas bambas.
— Nos veremos em breve, Jane — sussurrou Stephanie contra sua boca antes de descer os degraus de madeira.
No meio do pátio de cascalho, Hank estava de pé ao lado da picape Ford azul, segurando um balde de graxa. O velho capataz parou o trabalho e assistiu à cena com o queixo caindo, os olhos arregalados de puro espanto ao ver a presidente da Holding sair da casa da patroa logo cedo, ajustando o casaco e caminhando com elegância até seu Cadillac verde.
Stephanie acenou discretamente para Hank com um gesto frio de cabeça, entrou no automóvel e girou a chave. O motor despertou com um tranco suave. O Cadillac manobrou no pátio e acelerou pela estrada de terra, levantando uma nuvem fina de poeira dourada sob a luz da manhã.
Cerca de uma hora e meia depois, o Cadillac verde de Stephanie parava em frente ao edifício em Grand Island, onde a equipe da White & Sovereign se instalara.
Stephanie cruzou a porta do prédio como um furacão. Passou pelas salas de datilografia e caminhou direto para a sala de reuniões da diretoria jurídica, onde Vance revisava pilhas de processos de execução hipotecária junto a dois advogados locais.
— Vance! Na minha sala. Agora — ordenou Stephanie de forma ríspida, sem nem desacelerar os passos.
O advogado ajustou os óculos no nariz, assustado com a energia da executiva, pegou sua pasta e correu atrás dela, fechando a porta do escritório privativo.
— Senhorita White! Bom dia — começou Vance, afobado. — Nós avançamos muito com os oficiais de justiça nas notificações dos produtores inadimplentes do Vale do Loup. Já temos as liminares preparadas para o leilão judicial das terras do setor sul e...
— Esqueça os leilões por um instante, Vance — interrompeu Stephanie de forma seca, sentando-se atrás da grande mesa executiva e encarando o advogado com um olhar de aço. — Quero que você mude a prioridade da sua equipe jurídica imediatamente.
Vance congelou no meio da sala, piscando em choque absoluto.
— Mudar a prioridade?
— Você vai focar cem por cento da sua energia em encontrar o caminho jurídico mais rápido e desimpedido para que Jane Brown possa acessar a herança a que tem direito — ordenou Stephanie, com autoridade absoluta, puxando uma pasta da gaveta e entregando ao causídico. — Trata-se do espólio de Thomas e Jane Catherine, a 'Kittie' que a sua equipe encontrou e não deu a devida atenção. Há terras registradas mais ao norte do estado, fora da bacia do Loup, e uma soma considerável em fundos e investimentos acumulados há décadas sem reivindicação. A família Brown não sabe que tem direito a esse patrimônio. Quero que você estruture a petição e acelere o inventário histórico na corte estadual para que esses recursos sejam liberados para ela no menor tempo possível!
Vance abriu a boca, completamente desorientado com a ordem bizarra.
— Senhorita White, com todo o respeito, isso é um absurdo! — protestou o advogado, erguendo as mãos e pegando a pasta, os olhos arregalando-se com o conteúdo. — Por que cargas-d'água nós usaríamos a estrutura jurídica de elite da White & Sovereign para dar dinheiro e terras para a nossa principal oponente no vale?! Se estes valores estiverem corretos e a rancheira colocar as mãos nessa herança, ela terá capital de sobra para quitar a hipoteca do Rancho Brown à vista e mandar a nossa proposta de concessão de água para o inferno! O que a senhorita ganha com isso?!
Stephanie ergueu-se ligeiramente na cadeira, inclinando o corpo para a frente, seus olhos azuis faiscando com uma autoridade gélida que fez o advogado dar um passo involuntário para trás.
— Eu não pago o seu salário astronômico para você questionar os meus motivos ou tentar entender a minha estratégia, Vance! — cortou ela, a voz fria e inflexível. — Eu dei uma ordem direta. Você vai encontrar a brecha legal mais rápida, preparar a documentação e garantir que o juiz libere o acesso de Jane Brown a esses recursos sem burocracia. Se você não for capaz de fazer o seu trabalho com a rapidez que eu exijo, eu demito você hoje mesmo e trago um advogado de Chicago que saiba obedecer a instruções sem fazer objeções estúpidas e perguntas idiotas. Fui clara?
Vance engoliu em seco, a testa banhada em um suor frio repentino. Ele ajeitou a gravata, curvou a cabeça em sinal de submissão e respondeu com a voz trêmula:
— Perfeitamente clara, Senhorita White. Começarei os levantamentos no cartório central de Omaha imediatamente.
— Ótimo. Agora saia da minha frente e vá trabalhar — ordenou Stephanie, virando-se para a janela e observando a rua.
***
Enquanto isso, no Rancho Brown, o sol matinal já brilhava forte sobre o pátio de cascalho.
Hank caminhou devagar até a varanda, onde Jane terminava de organizar os papéis da fazenda sobre a mesa de apoio. O velho capataz trazia no rosto uma mistura de dúvida, curiosidade paternal e uma enorme preocupação.
Ele tirou o chapéu de feltro da cabeça, coçou a nuca e encarou Jane com os olhos estreitos.
— Patroa... — começou Hank, a voz áspera carregada de hesitação. — Eu não sou de me meter na vida pessoal de ninguém, a senhora sabe disso. Trabalhei para o seu pai por trinta anos e respeito a senhora como se fosse minha própria filha. Mas... a mulher de Chicago saindo da casa a esta hora da manhã? A senhora tomando café e trocando... beijos na varanda com a dona que quer tomar o canal do vale e as terras? O que diabo está acontecendo aqui, Jane menina?
Jane parou o que estava fazendo e olhou para o velho capataz. Sentiu um rubor subir levemente pelo pescoço, mas manteve a postura ereta e o olhar firme, compreendendo a lealdade sincera de Hank.
— Hank — disse Jane, a voz calma e serena —, eu sei como isso parece para você e como vai parecer para os outros produtores. Mas eu peço que você confie em mim. A Stephanie... a situação entre nós é complexa, mas ela não é nossa inimiga da forma como pensávamos.
Hank soltou um bufo incrédulo, ajustando o chapéu entre as mãos calejadas.
— Ela é a chefe da empresa que está sufocando nossos vizinhos, patroa! A essa altura, os advogados dela estão na cidade assinando papéis de despejo por todo lado!
— As coisas estão mudando, Hank. E eu sei exatamente o que estou fazendo — desconversou Jane com firmeza, querendo encerrar o assunto antes que o capataz fizesse mais perguntas que ela própria ainda tentava assimilar. — Não temos tempo para fofocas ou especulações agora. Faltam dez dias para o prazo do banco vencer e nós temos um rancho para salvar.
Hank encarou a rancheira por alguns segundos, percebendo que não tiraria mais nada dela. Ele suspirou pesadamente, aceitando a liderança da patroa como sempre fizera.
— O que a senhorita quer que eu faça?
— Quero que você e os meninos revisem os piquetes dos bezerros imediatamente — ordenou Jane, apontando para o galpão. — Separem os cento e sessenta bezerros do pasto leste e garantam que a documentação de vacinação esteja em ordem. Eu vou tomar um banho, vestir uma roupa adequada e sair a tardinha para Omaha. Vou passar a noite na estrada e estar na porta da corretora de gado assim que o mercado abrir amanhã cedo. Nós vamos conseguir esse adiantamento em dinheiro vivo e quitar essa hipoteca por conta própria.
— Está certo, patroa — concordou Hank, voltando ao tom profissional. — O trabalho vai estar pronto até às quatro da tarde.
Jane acenou com a cabeça e entrou na casa. Enquanto caminhava pelo corredor em direção ao banheiro, a lembrança do perfume de Stephanie ainda impregnado em seus lençóis e a promessa silenciosa que trocaram na noite anterior trouxeram um alívio ao seu peito. A batalha contra o banco em Omaha seria dura, mas pela primeira vez em três anos de seca e desesperança, Jane Brown não se sentia mais sozinha para enfrentar o futuro do Vale do Loup.

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
D

Dolly Loca

29/09/2026 às 23:57

Não consegui parar de ler essa história! Maravilhosa e fica melhor s cada capítulo!
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