Capítulo 16

Capítulo 16 - Banheira

de Mais que benefícios, por Paloma Matias

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Victoria


Saio do meu quarto depois de terminar o banho e ainda sinto o calor da água na pele. Meu cabelo ainda está molhado, mas penteado corretamente, deixando à mostra o lado raspado. Visto a primeira coisa confortável que encontro: uma calça de moletom e uma regata branca.
Olho para mim mesma no espelho antes de sair. Não sei por que estou nervosa, Marcela apenas disse que não queria passar a noite sozinha. Só isso. Não crie expectativas, Victória.
E, ainda assim, desde que ela falou aquelas palavras, parece que meu coração resolveu trabalhar em um ritmo completamente diferente.
Caminho pelo corredor até o quarto dela. Antes de sairmos da sala, ela foi bastante específica.
"Quando terminar, vem direto para o meu quarto. E entra sem bater."
Então é exatamente o que faço. Abro a porta e espio antes de entrar.
— Marcela? — Chamo.
Nenhuma resposta. Franzo a testa, olho mais uma vez e me dou conta de que o quarto está vazio. Dou alguns passos para dentro.
— Marcela? — Chamo mais uma vez.
— Pode entrar. — A porta dela vem de outro local.
Paro, olho para a porta do banheiro e percebo que é de lá que vem a voz.
Ela me chamou aqui para me fazer esperar por ela? Não acredito nisso.
— Você está aí? — Minha voz sai hesitante.
— Estou.
— Tem certeza de que quer que eu entre? — Minha mão está na maçaneta da porta.
— Victoria, fui eu que mandei você vir — ouço uma risadinha.
— Certo — respiro fundo e empurro a porta.
Por alguns segundos, simplesmente não consigo dizer nada. Não é apenas um banheiro, é quase como entrar em outro mundo.
A primeira coisa que percebo é o tamanho, tudo ali parece maior, mais bonito e mais cuidadosamente pensado do que qualquer banheiro que eu já tenha visto na vida.
O piso é revestido por um material claro, que reflete suavemente a luz quente das luminárias. As paredes têm uma combinação elegante de pedra e madeira, e existe uma bancada enorme de mármore, perfeitamente organizada, com torneiras douradas e uma quantidade absurda de produtos que parecem ter sido colocados ali apenas para completar a decoração.
Há um espelho enorme ocupando praticamente toda a parede acima da bancada, mas é a banheira que realmente prende minha atenção.
Ela fica no centro de uma área elevada, afastada da bancada, cercada por pequenas velas aromáticas. A luz principal está apagada e apenas algumas luminárias indiretas e as chamas das velas iluminam o ambiente.
O cheiro é delicado, parece alguma coisa entre baunilha, flores e madeira. O vapor da água quente sobe lentamente, deixando o ar confortável.
Eu nunca vi um banheiro assim, nem em hotel, nem em lugar nenhum. Na verdade, tenho certeza de que não existe um banheiro tão grande quanto aquele.
E então percebo que estou encarando, Marcela está na banheira. A água cobre boa parte do corpo dela, deixando apenas os ombros e o rosto à mostra. O cabelo está preso de qualquer jeito, com algumas mechas soltas ao redor do rosto.
— Você está olhando para o banheiro ou para mim? — Ela olha para mim e sorri.
— Para o banheiro. — Meu rosto esquenta imediatamente.
— Claro — ela ri enquanto mexe na espuma sobre a água.
— Eu nunca vi um banheiro assim — olho ao redor mais uma vez — Isso é praticamente maior que o meu quarto.
— Exagerada — solta mais uma risadinha.
— Não estou exagerando.
— Desculpa — ela apoia os braços na borda da banheira.
— Pelo quê? — Pergunto, confusa.
— Achei que você fosse demorar mais.
— Mas eu demorei, você que está levando uma eternidade para tomar um banho. — Olho para ela desconfiada quando vejo o seu sorriso sacana. — Você fez de propósito?
— Talvez — o sorriso dela aumenta.
— Marcela — minha voz sai mais alta do que eu esperava.
— Estou brincando — volta a brincar com a espuma.
— Não parece — coloco a mão na cintura.
— Talvez eu não esteja. — Solta uma risadinha.
Meu rosto esquenta ainda mais e ela percebe. Claro que percebe. Mas nada diz, apenas me analisa por alguns segundos.
— Vem. — Me chama.
— Para onde?
— Para cá — ela faz um pequeno movimento indicando a banheira. — Você pode entrar.
Olho para a água, depois para ela. Ela está tentando me pregar alguma peça? O que deu nela para estar tão... solta?
— Assim? — Aponto para mim mesma.
— Não, Victoria. Você precisa usar uma roupa de gala — revira os olhos
— Muito engraçada — faço um leve bico com os lábios.
— Eu tento — ela sorri. — Pode entrar.
— Eu estou de pijama. — Olho para minha roupa.
— Eu percebi.
— E você está... — Paro.
Ela ergue uma sobrancelha.
— Estou? — Ela ergue uma sobrancelha, me desafiando.
— Na banheira.
Marcela começa a rir, e eu sinto meu rosto esquentar mais uma vez. Eu não estou entendendo aonde ela quer chegar, mas parece que o ar está ficando escasso aqui. Sinto um calor começar a me atingir, que não sei se posso usar a temperatura ambiente como desculpa.
— Você fica muito fofa quando está nervosa — ela começa a rir.
— Eu não estou nervosa. — Tento disfarçar.
— Está sim.
— Não estou.
— Você não é virgem, é? — Ela tem a audácia de me perguntar.
— Marcela — meus olhos quase saltam da cara — Claro que não.
— Você está agindo como uma virgem que nunca viu uma mulher em uma banheira.
— Você me chamou aqui para me fazer passar vergonha?
— Não — ela me olha por alguns segundos. — Eu chamei você porque não queria ficar sozinha.
— E quer que eu te faça companhia aqui, no banheiro?
— Tudo bem — ela se apoia nas bordas da banheira e se levanta. — Se te incomoda ficarmos aqui, podemos ir para o quarto.
Meu queixo quase encosta no chão quando a vejo completamente nua na minha frente. Seu olhar parece faminto, essa é uma de suas versões que ainda não conheço, mas não seria nada mal conhecer.
Ela sai da banheira e pega uma toalha para se secar, ela faz tudo com uma sensualidade proposital. Eu sei que sim, ela está me seduzindo, e está funcionando.
— O que você está fazendo? — É uma pergunta retrógada.
— Apenas me secando — usa de uma inocência que não pertence a ela.
— Eu posso sair para você fazer isso.
— Qual é, Victória — ela suspira e joga a toalha em qualquer canto do banheiro. — Estamos sozinhas em casa, não seria nada mal aproveitarmos como duas adultas.
— Marcela, isso não é certo.
— Por quê? — Ela se aproxima — Que eu saiba, somos duas pessoas solteiras.
— Temos um contrato, e essas coisas sempre acabam em merda.
— Você está lendo romances demais — ela dá um passo à frente — E esquece esse contrato. Somos apenas duas mulheres solteiras querendo aproveitar um pouco a vida, cientes disso e de que nenhuma cláusula será quebrada. Quando esse acordo acabar, cada uma segue seu caminho, mas podemos aproveitar um pouquinho enquanto não podemos ficar com outras pessoas.
— Você está me propondo sexo enquanto temos o contrato? — Pergunto para ter certeza.
— Credo, você falando desse jeito faz eu parecer uma prostituta te oferecendo meus serviços — ela estreita os olhos e dá mais um passo à frente. — Estou te propondo uma amizade colorida, em que as duas são beneficiadas.
— Marcela — fecho os olhos, tentando evitar encará-la. — Você tem noção do que está me propondo?
— Victoria — ela está perdendo — você está fazendo eu me arrepender de não ter pegado o número daquela vendedora.
— Não brinca com isso — me irrito.
— Não estou brincando — ela empina o nariz, como faz quando está negociando com algum cliente. — Garanto que com ela eu não estaria tendo que ter essa conversa.
— Não me provoque — aproveito que estamos perto e a seguro pela cintura e a trago para perto. — Eu estou avisando.
— Você tem pegada — fala mais para ela mesma do que para mim.
— Amizade colorida? — Repito a proposta.
— Até o fim do contrato — seu olhar está fixo no meu. — Mas, pelo amor de Deus, pare de mencionar esse acordo em cada conversa que temos.
— Sem se apaixonar?
Marcela trava, é quase imperceptível, mas sinto seu corpo ficar tenso em minhas mãos, seu olhar vacila um pouco, mas ela respira fundo e me responde.
— Sem se apaixonar.
Eu sei que vou me arrepender muito disso futuramente, eu sei que será impossível não me apaixonar por ela, se isso já não estiver acontecendo, porém, sinto que ainda estou no controle, então não tem por que não aproveitarmos.
Quebro a distância entre nossos lábios e a beijo. Sinto imediatamente as mãos de Marcela irem para minha nuca, e seus dedos por entre meus cabelos.
Eu a desejei por tanto tempo em silêncio que agora não quero mais perder tempo.
A pego em meus braços e a coloco sentada sobre a bancada de mármore. Meu braço esbarra nos produtos que ficam ali e alguns vão parar no chão, não nos importamos nenhum pouco com isso.
Marcela me puxa para mais perto ainda e circula minha cintura com suas pernas, o que me deixa ainda mais quente. O beijo ganha ritmo e profundidade, sua língua passeia pela minha enquanto minhas mãos fazem o mesmo pelo corpo dela.
Ela é linda, ou melhor, é gostosa pra caralho, e estar com ela nua diante de mim me deixa com um tesão sobrenatural.
Suas mãos seguram na barra da minha camiseta e a puxam, tirando-a do meu corpo. Nossos lábios se separam apenas para que a peça seja retirada, mas logo voltamos a nos beijar. Há uma necessidade explícita, as duas precisam do contato uma da outra. Só me pergunto uma coisa: por que demoramos tanto para fazer isso?
Desço os beijos pela sua mandíbula e chego em seu pescoço. Marcela inclina a cabeça para trás, deixando a pele ainda mais exposta para mim. Eu faço questão de saborear cada pedacinho, seja lambendo ou dando leves mordidinhas, até que não resisto e junto meus lábios em sua pele e deixo um leve chupão. Nada que fizesse ficar marcado por muito tempo, apenas um pouco avermelhado no momento.
Marcela deixa escapar um gemido, e eu posso jurar que daria de tudo para ouvir esse som a noite todinha.
— Você é tão gostosa — falo em voz alta.
— E você também é uma delícia — Retribui.
Marcela traz seu quadril para a ponta da bancada, deixando sua intimidade tocando em minha barriga, e eu posso sentir o quanto ela está molhada.
— Você já está tão molhada — sussurro em seu ouvido, enquanto distribuo mais beijos pelo seu pescoço.
— Você não imagina o quanto eu desejei isso — confessa. — Não é a primeira vez que você me deixa molhada.
— O bom é que, a partir de agora, eu saberei todas às vezes que te deixar nesse estado.
— Saberá? — Se afasta um pouco, apenas para me encarar.
— Sim, porque eu farei questão de te satisfazer em todas elas — Confesso.
— Caralho.
Marcela me beija com urgência, com tesão, com vontade, e eu posso sentir que eu não estou nenhum pouco diferente dela.
Interrompo o beijo apenas para levar meus lábios para o seu seio direito. Não vou direto ao ponto, apenas coloco a língua para fora e circulo seu mamilo, que já está completamente durinho para mim. Olho em seus olhos enquanto faço isso, ela solta mais um gemido e leva a mão direita para minha nuca novamente, mas dessa vez para pressionar minha cabeça contra seu peito.
Entendo o que ela quer e finalmente chupo seu seio, fecho os olhos, me entregando ao momento, e Marcela faz uma pressão gostosa em minha cabeça, para que eu não me afaste, e assim ela dita o ritmo que quer que eu tenha.
Quando ela afrouxa um pouquinho o aperto, aproveito para colocar seu mamilo entre meus dentes e puxar levemente. Sinto seu corpo buscando mais contato comigo, mas minhas mãos firmam suas pernas, não permitindo que ela tenha o atrito necessário para se saciar.
— Eu preciso de mais — sua voz sai rouca. — Eu preciso que você me coma, Victória.
Não respondo, apenas libero seu seio direito para dar a mesma atenção ao esquerdo, e levo minha mão para o meio de suas pernas, iniciando uma leve massagem.
Marcela até tenta conter os gemidos, mas não consegue quando o meu dedo encontra seu clitóris. Ela abre ainda mais as pernas, ficando completamente exposta para mim.
Chupo seu seio com mais vontade, mais gana, e vejo seu corpo reagir imediatamente aos meus estímulos. Não paro de tocá-la, aumento a velocidade em sua intimidade, a masturbando com toda a vontade que há em mim.
— Isso — ela diz — não para.
— Você vai gozar? — Afasto minha boca de seu corpo e a olho nos olhos. — Vai gozar gostoso?
— Vou.
Sua resposta vem acompanhada de alguns tremores no corpo, sinal de que ela está gozando. Aumento ainda mais a velocidade, fazendo seu corpo aumentar ainda mais os espasmos e os gemidos saírem ainda mais altos.
— Goza para mim, goza — digo com a voz firme.
Marcela obedece, seu corpo chega ao ápice e ela se entrega completamente enquanto goza. Eu assisto a essa cena com toda atenção, pois acabou de se tornar a minha preferida.
Não dou muito tempo para ela descansar, eu a seguro pela cintura novamente e a trago para meu colo. Marcela entende minha ação e rodeia meu corpo com as pernas e segura em meu pescoço.
Sigo com ela para o quarto, não tenho tempo de reparar nele agora, então só foco onde está a cama e chego até ela.
Coloco Marcela deitada e aproveito para tirar minha calça e minha calcinha, que são as únicas peças de roupa que ainda estão em mim.
Subo na cama e engatinho para perto dela, minha chefe me olha com um olhar faminto. Ela me puxa para perto novamente e me beija. Posso confessar que o beijo dela é viciante, é tão gostoso quanto ela.
Sinto seus dedos descerem pelas minhas costas, em um vai e vem delicioso, mas aprofundo ainda mais o beijo quando suas unhas são cravadas em minha pele e sinto um leve ardor quando ela deixa alguns arranhões.
Marcela usa a força necessária, não para ser uma dor insuportável, mas para me dar o prazer certo.
Depois disso, seguro em seus punhos e os levo até acima da sua cabeça, e coloco suas mãos juntas e as seguro com minha mão esquerda, enquanto a direita vai para o meio das suas pernas novamente.
Dessa vez não perco tempo com preliminares, a penetro com dois dedos. Marcela curva as costas de prazer, ela tenta fechar as pernas, mas uso a minha para mantê-las afastadas.
— Olha para mim — mando e logo ela me obedece. — Você vai gozar mais uma vez, mas vai ser olhando para mim.
Ela nada responde, apenas segue os meus comandos. Começo o vai e vem com os dedos, não acelero imediatamente, deixando que ela se acostume com os meus dedos, já que sua entrada é tão apertadinha.
Isso me deixa com mais tesão, e, quando percebo o quanto ela está à vontade com a penetração, eu aumento a velocidade, a ponto de ela querer fechar os olhos novamente.
— Se você fechar os olhos, eu vou parar — aviso. — Eu quero que você veja quem está te fazendo gozar, quero que você entenda que agora o seu corpo é meu.
— Eu não vou aguentar muito tempo — Avisa.
— Então não aguente — aumentei a força das estocadas. — Não se segure, estarei aqui para te dar quantos orgasmos você quiser.
Seu peito sobe e desce com uma velocidade absurda, ela tenta se controlar, mas é em vão. Marcela tem seu segundo orgasmo da noite, e eu poderia passar o tempo todo vendo essa cena, sendo que é a cena mais linda que meus olhos já viram.
Quando menos espero, ela solta as mãos, inverte nossas posições e me beija enquanto se senta em meu colo. Não tem como negar, não há outra mulher como ela, não há outra com um encaixe tão perfeito.
— Chegou a minha vez de retribuir — Sussurra.
Eu não digo nada, apenas a deixo seguir com o que quer fazer, e meu corpo todo se arrepia quando ela desce os lábios pelo meu corpo até chegar na minha intimidade.
Eu nunca imaginei que teria Marcela Tavares entre as minhas pernas, pronta para me chupar enquanto fica apoiada nos joelhos e com os olhos abaixados para alcançar minha boceta, fazendo com que sua bunda fique empinada.
Não resisto e seguro em seus cabelos no exato momento em que sua língua entra em contato com meu clitóris. Todo meu corpo se acende, entra em alerta para essa sensação maravilhosa.
Marcela sabe trabalhar muito bem com a língua, e o que me dá mais prazer ainda é ver o quanto ela chupa com vontade e devoção. Não consigo conter minha boca calada, quando vejo, já estou gemendo para ela. Ela parece gostar do que ouve e chupa mais rápido, me fazendo perder o controle do meu próprio corpo.
Não demora muito e eu estou gozando na boca da minha chefe. Deveria ser vergonhoso, mas eu só consigo querer mais e mais.
Quando termina, Marcela sobe meu corpo, beijando cada centímetro, e eu me concentro apenas em recuperar o meu fôlego. Mas minha tentativa vai por água abaixo quando ela começa beijando meu ombro, onde começam minhas tatuagens, e vai descendo pelo meu braço.
Ela percebe que eu estou olhando sua ação, e então prende o olhar no meu e lambe toda a extensão da tatuagem, desde meu cotovelo até o fim do meu ombro, deixando uma leve mordida no final.
Isso é demais para a minha sanidade mental. Uso o resto de força que ainda há em mim para trazer o corpo de Marcela para cima, ela entende logo minha intenção e se prepara para se sentar na minha cara.
— Eu preciso sentir teu gosto — digo antes de levar minha boca de encontro com sua intimidade e puxando seu quadril para baixo.
Minha chefe se posiciona de uma forma confortável, mas ela decide que não terá um orgasmo sozinha, então ela estende o braço direito para trás até tocar no meio das minhas pernas.
Deixo que ela faça o que quiser comigo, eu já estou tão entregue a ela. Marcela começa a me tocar no exato momento em que eu volto a chupá-la. Não há como explicar, nossos corpos reagem juntos, estão no mesmo ritmo, na mesma sintonia. Isso faz com que, minutos depois, nós duas estejamos gozando juntas.
Por mais que meu corpo peça para que eu aproveite o orgasmo, eu me concentro em chupar Marcela até sentir que seu corpo esteja exausto, e ela parece fazer o mesmo, pois não para de me tocar até que eu me entregue por completo.
O corpo dela cai ao lado do meu, nossas peles estão levemente suadas, nossas respirações descompassadas. Depois de recuperar a força, ela se deita ao meu lado corretamente, mas continuamos encarando o teto.
— Acho que agora é o momento perfeito para você aceitar meu convite para um banho — ri ao mencionar isso.
— Acho que ainda preciso de algum tempo até conseguir levantar.
Marcela vira a cabeça em minha direção, e eu faço o mesmo. Meu corpo ainda está mole, aquela sensação gostosa pós-foda.
— Esqueci que você acabou de perder a virgindade — ela gargalha.
— Pare de palhaçada, mulher. — Reviro os olhos.
— Foi você quem agiu como uma virgem.
— Eu estava tentando te respeitar — falo com um bico nos lábios.
— Você fica tão fofinha com esse biquinho.
Em segundos, Marcela se vira na cama e vem para o meu lado, deixando seu corpo apoiado no cotovelo esquerdo. Ela deixa um selinho delicado nos meus lábios.
— Toda vez que eu vejo esse bico, tenho vontade de te beijar.
— Pois, farei mais vezes — Sorrio.
Marcela se aconchega em meus braços e eu faço um leve carinho em seu cabelo. Há uma paz em meu peito que ainda não sei o que significa, mas eu sei que é boa.

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

3
J

jake

29/09/2026 às 09:17

Olá Paloma como sempre arrasando na história...Rasga logo esse contrato....
Foto de Paloma Matias

Paloma Matias 30/09/2026 às 15:47

Eitaaa, quem tem que rasgar são elas kkkk
M

marianaaleao

28/09/2026 às 13:09

Não vejo a hora desse contrato ser rasgaaado.
Foto de Paloma Matias

Paloma Matias 28/09/2026 às 16:39

será que falta muito?
S

soninhu

27/09/2026 às 21:05

Quero ver quem dá o braço a torcer primeiro. Excelente enredo. Volta logo autora.
Foto de Paloma Matias

Paloma Matias 28/09/2026 às 16:39

Muito obrigada.... voltarei sim
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