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Os quatro compassos do amor: O ritmo do recomeço por priskelly

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Palavras: 3147
Acessos: 115   |  Postado em: 28/07/2026

Capitulo 6

Por Miu

Vi Lena entrando na confeitaria e logo a cumprimentei com animação.

– Bom dia! 

Seu olhar pousou desconfiado em mim.

– Bom dia! Você chegou mais cedo hoje. 

– Doces não se fazem sozinhos. Foi o que minha mentora disse. 

– Muito engraçado! – Ela abandonou a bolsa atrás do balcão e não tardou em colocar o avental. 

– Não! Não é. Eu realmente estou levando a sério o que você me ensina.

– Eu posso ter sido um pouco durona ontem. Mas já que as coisas tem que ser assim, então realmente quero isso dê certo. 

Embora desconfiada, vi um sorriso surgir no canto da sua boca. 

Como era possível uma pessoa ser tão perfeitamente bonita daquele jeito? Os traços do rosto de Lena, fazia dela dona de uma beleza que certamente era invejável mundo a fora. Seus olhos expressivos, seu sorriso… Exatamente tudo era capaz de prender atenção de qualquer um a ela.

– Ei, eu estou falando com você. – Lena balançou a mão na frente dos meus olhos me trazendo de volta a realidade. 

Rapidamente procurei me recompor. Imagina se ela percebesse que eu estava a admirá-la. 

– O que você disse? 

– Perguntei se você já deu inicio a primeira remessa de alguma produção. – Ela disse estreitando os olhos. – Você está bem? 

– Claro que sim! Por quê?

– Suas orelhas estão vermelhas. Pensei que estivesse alguma alergia. 

– Há, não! Não se preocupe. Está tudo bem! – Disse massageando minhas orelhas. – E sim, já inicie uma produção. 

– Isso é ótimo! Adiantou trabalho. – Vi sinceridade em sua satisfação.

– Posso ser sincera? 

– Uhum!

– Estou surpresa que tenha aparecido hoje. Achei que tivesse coisas melhores para fazer.

– Mas eu estou fazendo algo útil. 

– Seu pai disse que você está de férias. Gastar tempo comigo não me parece útil.

Fui observada por ela, que logo respondeu:

– Não estou gastando tempo com você. Estou te ajudando não destruir o legado do meu avô. 

Embora a alfineta estivesse presente, daquela vez Lena não parecia realmente disposta a criar um caso. Na verdade, ela estava mais leve do que as outras vezes. No entanto, pude perceber que algo a deixou incomodada, o que me deixou com receio de ter falado ou feito algo que ela não tivesse gostado.

– Ok, senhorita certinha. Então vamos cuidar para que isso não aconteça. Então… Qual vai ser a lição de hoje? Aposto que você deve ter alguma história interessante para contar. 

– Por acaso você está zombando de mim? – Ela cruzou os braços e fingiu estar irritada. 

– Eu? Longe de mim pensar algo desse tipo. – Respondi erguendo as mãos. 

– Venha! Vamos para a cozinha. 

Me deixei ser levada por ela. Como poderia não deixar? A verdade é que Lena era alguém para quem receio ser difícil dizer não.

– Eu tenho uma dúvida sobre algo que considero importante. 

– Pode perguntar o que achar necessário.

– Percebi que de acordo com os dados no sistema, alguns produtos são produzidos em épocas específicas do ano, e também em quantidades específicas. Existe uma explicação para isso?

– Sim! Alguns produtos são produzidos por temporadas ou épocas de festas, como festas natalinas, por exemplo. E claro, cuidamos para garantir que sejam produtos que sabemos que todo mundo adora.

– Então quer dizer que são produtos já conhecidos e bem vendáveis?

– Exatamente!

– Então por que não mantém a venda venda o ano todo?

– Gostamos de manter a produção em um número limitados de itens. Assim podemos vender tudo o que produzimos sem correr risco de sobrecarregar estoque e termos perda de produtos. 

– Hum! Acho que não tenho como argumentar contra isso.

O celular de Lena tocou interrompendo aquela conversa. Eu não quis ser curiosa, mas acabei vendo o nome que surgiu na tela. Quem seria Yen? 

– Você não vai atender? Eu posso sair para que fique mais a vontade. 

– Não precisa. É só meu editor chefe. – Ela respondeu recusando a ligação. – Mas ele me deu férias, então não tem porque atender agora.

Estava claro que ela não havia ficado feliz com a ligação. 

– Eu não quero ser indelicada, mas… – Mordi meus lábios tentando decidir se iria ultrapassar algum limite caso fizesse a pergunta que tive vontade. 

– Mas? Pode falar, Miu. Não vou te jogar pela janela, se é isso que está temendo.

Sorri! Mesmo sem perceber, Lena conseguia ser gentil até mesmo quando não tinha realmente essa intenção. 

– Eu só estava me perguntando o que uma escritora renomada como você, faz fora do trabalho bem no meio do ano, ainda mais quando está prestes a um novo lançamento. Não era para você estar cheia de trabalho a fazer? 

Seu olhar quando pousou em mim, não era de raiva, mas de curiosidade.

– Você parece conhecer muito sobre mim. – Existia um tom de desafio em suas palavras.

– Eu poderia negar, não é? 

– Me diz você. – Ela cruzou os braços e escorou na bancada suja de farinha.

– Digamos que eu seja uma admiradora da sua escrita. 

– Você? – Lena pareceu surpresa. 

– O quê? Por acaso não tenho cara de uma pessoa intelectual que gosta de leitura?

Senti que eu não deveria ter feito aquela pergunta. Eu realmente não sei o que acontecia, mas toda vez que me sentia analisada por Lena, meu corpo reagia de uma maneira estranha. Era como se ondas de eletricidade percorrer por cada veia sanguínea, provocando sensações que faziam meu coração errar as batidas.

– Na verdade, você não tem cara de quem ler romance. 

– Como escritora você deveria saber que não se deve julgar um livro pela capa. 

Nós duas rimos juntas! Mas pouco a pouco seu sorriso foi se desfazendo. Estava claro que ela não tinha ficado bem desde que recebeu aquela ligação.

– Você não precisa responder minha pergunta se não quiser. 

– Não é isso. Eu só… – Ela deixou um suspiro pesado escapar. 

– Eu acho que sei. 

– Como você pode saber? 

– Eu realmente sempre acompanho seu trabalho. Na verdade, pode não parecer, mas eu sou apaixonada por leitura, e você é uma das escritoras que não pode faltar um exemplar na minha prateleira. Mas os últimos meses foram conturbados, então acabei ficando desatualizada. Somente quando esbarrei em você naquele dia, que fui pesquisar. Eu queria ter certeza que não estava ficando louca. – Acabei sorrindo com minhas próprias teorias.

– Você foi me stalkear? Isso é crime, sabia? – A vi fingir indignação.

– Hum! Bem, no seu lugar eu tentaria ver isso de uma maneira mais bonita.

– Que seria exatamente qual? 

– Ora, eu só fui ver se você era mesmo você, e não uma alucinação da minha cabeça. Seu cabelo tá diferente. Você pintou? – Ela não respondeu, mas pude notar um respingo de divertimento em seu olhar. – De qualquer maneira, o fato é que eu não queria passar vergonha. Imagina se eu cometesse a insanidade de comparar você com alguém que não era? 

– Acho que consigo lidar com essa perspectiva. E então, o que você concluiu com sua pesquisa? Além da mudança do meu cabelo, é claro. 

– Ahh! Então você mudou mesmo o cabelo. Eu sabia que não estava doida. – Me animei. – Bem, eu não conclui muito. Mas se eu tivesse que chutar, arriscaria dizer que você estar aqui em uma férias forçada. – Mordi meus lábios em nervosismo. Será que ela queria falar sobre aquilo? – Tá meio pesado enfrentar o mundo lá fora, não está? 

A princípio, Lena nada respondeu. Na verdade, eu acho que ela estava vivendo um conflito consigo mesma. Talvez ela não quisesse falar sobre aquilo, ainda mais com uma desconhecida lunática como eu. Por outro lado, talvez ela precisasse falar, e se pudesse ser com alguém que estivesse completamente longe do problema, fosse ainda melhor. Ela só não sabia como pesar aquelas duas possibilidades.

Por fim, talvez Lena tenha se sentido vencida pelo o próprio cansaço. 

– Eu não sei como as coisas chegaram a esse ponto. Aconteceu tudo muito rápido. Em um dia elas me amavam, e no outro já queriam minha cabeça em uma bandeja de prata. Eu acho que irritei todas minhas leitoras por dar um final que aparentemente ninguém gostou. 

– Vocês não fazem ideia de quem vazou o conteúdo? 

– Não! Mas a editora está encarregada de apurar isso. 

– De qualquer maneira, independente do motivo por trás, quem fez isso não tem caráter. Espero que consigam resolver. – Eu disse com sinceridade.

– Eu também! Mas na verdade, esse não é o único problema que essa situação me trouxe. 

– Quer compartilhar? 

Seu olhar vacilou por um momento, mas por fim acho que ela se sentiu segura para falar.

– A editora está exigindo que eu refaça o final. Quero dizer, eles querem que eu dê aquilo que se vende, entende?

– Acho que sim! Eles querem que você escreva não o que você idealizou, mas o que as leitoras querem comprar.

– Exatamente! 

– Hum! Isso é horrível. É como se alguém chegue para mim e pedisse para fazer um doce, mas usando sal. Eu não saberia como fazer. 

Um meio sorriso foi ensaiado por Lena, mas no fim seus olhos não brilharam como acontecia sempre que ela sorria com sinceridade.

– É, realmente você entende. 

– E o que você vai fazer? – Questionei tentando compreender o seu dilema.

– Eu realmente não sei! – Ela suspirou parecendo exausta. Era como se o assunto consumisse suas energias. – Não me veja como egoista. Não é que eu não queira dar para vocês leitoras, algo bom. Eu só… – Por um momento ela ponderou. – Talvez eu só não consiga agora. Além disso, não é tão simples escrever sob pressão. Se ele me deu um tempo, então não deveria estar me ligando para me pressionar atender aos desejos da editora.

– Bem, então simplesmente não atenda. – Dei de ombros. – Por hora vamos seguir com o plano. 

– Que plano? – O olhar de Lena era curioso. 

– Você não será a Lena escritora por essa temporada. Acho que você tem se saído muito bem como mentora de cozinha. – Pisquei o olho para ela, que sorriu de canto. 

– Isso é curioso. – Ela disse quase em um sussurro.

– O quê?

– Você!

A olhei sem entender. 

– Eu?

– Você diz que acompanha meu trabalho. E agora está aqui tão próxima a mim quanto jamais uma fã esteve, mas ainda assim você não age como nenhuma delas. 

Foi minha vez de sorrir ao entender sua perspectiva.

– Você tá se referido a não me ver loucamente nervosa e eufórica por estar ao seu lado, né? 

Tenho certeza que a vi corar. E por Deus! Como era possível ficar ainda mais fofa?

– Ei, não pense que sou uma dessas famosas que se acham o centro das atenções e se preocupa com futilidades. Eu realmente não me importo com essas coisas. Só quis dizer que nesse momento sabendo sobre o vazamento do final do livro, você poderia estar me enchendo das perguntas que qualquer fã gostaria de fazer agora. 

– Eu nunca achei que você fosse uma famosa fútil. – Respondi com sinceridade e em um tom sério, o que atraiu sua atenção. 

Naquele instante, tomada por alguma força desconhecida, nosso olhar permaneceu conectado como se fosse capaz de conversarem entre si. 

Não sei exatamente por quanto tempo ficamos daquela maneira. Mas tenho certeza que eu não era a única a estar vivendo uma luta interna com os próprios sentimentos confusos. A verdade, é que notar sua tristeza com aquele assunto, me despertava o desejo de não apenas apoiá-la em seu trabalho, mas tomá-la em meus braços e cuidar para que seus males não causassem prejuízos imensuráveis em sua alma. 

Querendo não fazer daquele momento um acontecimento constrangedor, resolvi abandonar o seu olhar e quebrar o silêncio. 

– Sabe, quando eu faço uma receita, meus clientes não me perguntam o porque faço aquelas combinações, e nem perguntam sobre a quantidade de cada ingrediente usado para dar vida aos sabores. Então acho que não tem porque ser diferente com você. Se você escreveu assim, é porque deve ter um motivo para assim ser.

– Então você não vai me julga? – Existia surpresa no olhar de Lena. 

– Não! Talvez eu possa não entender totalmente seus pensamentos para terminar assim. Quero dizer, o amor entre as personagens foi algo bem construído, e do nado uma separação definitiva me parece que tem algo por trás. Talvez eu também tivesse outra expectativa, um final feliz, quem sabe? Mas de qualquer maneira, posso aceitar e viver bem com isso e entender sua arte. 

Dessa vez, ao ouvir o que eu disse, seu sorriso pode não ter alçando seu olhar que me analisava como se eu fosse um enigma difícil de decifrar, mas ainda assim era um sorriso sincero.

– Obrigada por isso, senhorita Miu Natasha. Até agora, eu não sabia que precisava tanto ser compreendida. 

Senti as pontas das minhas orelhas queimando. Posso apostar que elas estavam ainda mais vermelhas que antes.

Mordi meus lábios em um sinal claro de timidez e nervosismo, e então comecei brincar com meus dedos. Eu sempre fazia isso quando estava em uma situação de apuros.

– Mas acho que preciso ser sincera com você. – A olhei.

– Vai voltar atrás? Ah, agora não aceito mais uma opinião contrária a primeira. – Ela brincou.

– Na verdade, não é isso. Quer dizer, talvez um pouco. É só que… – Delicadamente segurei em seu rosto, me aproximei do seu ouvido e sussurrei bem baixinho como se estivesse prestes a contar um segredo. – Acho que eu tenho um pouco de curiosidade para entender o que está por trás desse final. Quem sabe você não possa me contar em um outro momento, não é? Será que posso esperar algo assim? 

Quando me aproximei daquela forma de Lena, não tive qualquer intenção de causar constrangimento, ou algo do tipo. Na verdade, sequer pensei nas consequências, e não contava que seu perfume fosse me deixar tão desnorteada quanto eu estava agora. Era um cheiro levemente doce e sedutor que me lembrava notas de chocolate com baunilha, e quem  sabe um pouco de canela. Cogitei menos ainda que quando aos poucos fui me afastando, seu olhar desse sinais que ela estava tão embriagada quanto eu. Embora o pequeno distanciamento, ainda assim, como se tivesse vida própria, minha mão permaneceu pousando ali em seu rosto sem ao menos pedir licença.

O barulho de algo caindo no chão chamou nossa atenção, e dessa vez, quando nos demos conta que estávamos sendo observadas, praticamente pulamos para longe uma da outra. 

– Ãh! Nós não queríamos interromper. – Lookmhee disse quase como um pedido de desculpa. 

– Sua desajeitada! Precisava mesmo esbarrar nas coisas? – Engfa repreendeu a prima, e quando nos encarou existia claramente uma mistura de timidez com surpresa em seu olhar. 

– Não me culpe desse jeito. Eu jamais imaginei que iríamos presenciar… 

Antes mesmo que a prima pudesse terminar a frase, Engfa a silenciou com as mãos. 

– Não liguem pra ela! É só uma lunática. – A mais velha disse ignorando os murmuros da mais nova contra sua mão. – Nós estávamos passando e resolvemos aproveitar para te ver e fazer um convite. No fim de semana, vai ter a festa dos trabalhadores na fazenda. Aquela que todo ano papai faz para comemorar a boa safra. Ling vai chegar, então pensei que seria um bom momento para estarmos todas juntas. – Ela disse para a prima, mas claramente não conseguia deixar de intercalar o olhar entre nós duas.

Que situação caótica meu Deus. Não precisava ser nenhuma vidente para imaginar o que estava se passando na cabeça das duas primas. Enquanto Lookmhee tinha um olhar divertido e continuava se esforçando para se livrar da mão da mais velha, que seguia em sua boca, Engfa estava claramente dividida entre a vontade de fazer inúmeros questionamentos, e a timidez que a fazia permanecer calada. E eu? Bem, só queria sumir dali. Elas certamente entenderam tudo errado.

Vendo que Lena estava visivelmente em choque, dei uma cotovelada em suas costelas na esperança de trazê-la de volta a sanidade. 

– Ai! Isso doeu. – Ela reclamou. 

– Fala alguma coisa. – Sussurrei quase em súplica. 

– Não é nada disso que vocês estão pensando.

Ela rapidamente tentou explicar, o problema é que existia desespero em sua urgência em se fazer explicar. 

Levei minhas mãos ao meu rosto quando vi os olhos de Lookmhee cintilarem, e ela finalmente conseguiu se livrar das mãos da mais velha. Definitivamente ela não ficaria em silêncio.

– Mas como você sabe o que estamos pensando? Nós nem falamos nada. – A mais nova disse com divertimento. 

Lena cruzou os braços com irritação.

– E não precisam dizer. Principalmente, você sua pestinha. Eu te conheço muito bem.

Lookmhee nada respondeu, mas sorriu de canto ao me olhar.

– Esqueça ela, prima. Então, posso contar com sua presença na fazenda? Ling já me garantiu que vai. 

– Uhum! – Lena limitou-se a murmurar enquanto encolhia diante do olhar de Engfa. 

– Você também é nossa convidada, Miu. Não é mesmo, Engfa? – Lookmhee nem disfarçou o beliscão que deu no braço da mais velha.

– Ai! – Engfa olhou feio para a prima, que a instigou com um aceno. – Ah, sim! Claro, claro… Nossa convidada. Pode pegar carona com a Lena e a Ling. Nossa casa, é sua casa também. 

– Hum! Obrigada, pelo o convite. Mas vou estar ocupada. – Menti rapidamente. 

– Que mentira! Quem estar verdadeiramente ocupado no fim de semana? Ainda mais em um lugar calmo com o vilarejo. 

– Lookmhee! – Engfa e Lena, juntas repreenderam a mais nova. 

– Não seja mal educada, sua pestinha. – Engfa seguiu alertando. Mas logo me olhou. – Por favor, Miu. Não nos faça essa desfeita. Além disso, papai vai ficar feliz em te ver. Ele sempre diz que desde que você chegou, não se enturmou verdadeiramente com ninguém. Então pelo menos nos dê essa oportunidade de tê-la com a gente. 

Antes mesmo que eu pudesse responder a insistência das primas, alguém adiantou-se. 

– Não se preocupem! Ela vai sim. – Lena determinou com uma certeza absoluta. 

Seu olhar encontrou o meu, e logo entendi que não havia chances para uma discussão. Ela é claramente o tipo de pessoa que quando decide algo, não deixa espaço para ser contrariada. 

– Há, há… Eu sempre achei que Lena era aquele tipo de pessoa que mandava na relação. – Lookmhee murmurou entre risos antes de ser arrastada por Engfa.

– Você vem comigo, sua encrenqueira. 


Fim do capítulo


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