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EM BUSCA DE JUSTIÇA por Luhpereira

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Palavras: 2901
Acessos: 146   |  Postado em: 18/07/2026

Capitulo 4

Hospital São José Gregório Hernández

Alexsandra Musovic

Alexsandra Musovic havia acabado de sair de uma delicada cirurgia de edema cerebral que durou pouco mais de quatro horas. O paciente chegou ao Hospital São José Gregório Hernández em estado gravíssimo, com poucas chances de sobreviver. Durante o procedimento cirúrgico surgiram diversos desafios, mas, graças às suas mãos firmes, ao autocontrole e à confiança que transmitia à equipe, a cirurgia foi um sucesso. Mais uma vez, ela transformava um caso considerado quase impossível em uma vitória da medicina.

Assim que retirou as luvas e a máscara cirúrgica, respirou profundamente. O cansaço era visível em seu rosto, mas a satisfação pelo dever cumprido falava mais alto.

— Parabéns, doutora. — disse um dos anestesistas, aproximando-se. — Achei que perderíamos o paciente.

— Eu também pensei que o perderíamos em alguns momentos. Mas ele resistiu... agora a recuperação depende dele e da equipe da UTI.

Os profissionais trocaram olhares discretos. Era impossível esconder a admiração que sentiam por Alexsandra. Sempre que ela assumia um caso de alta complexidade, a esperança voltava a existir dentro do centro cirúrgico.

Assim que abriu a porta da sala, alguns médicos residentes interromperam a conversa. Enfermeiros e técnicos de enfermagem a cumprimentaram respeitosamente enquanto ela caminhava pelo corredor.

— Boa tarde, doutora.

— Boa tarde, Dra. Alexsandra.

Ela apenas respondeu com um leve aceno de cabeça e continuou caminhando. Não gostava de chamar atenção para si. Preferia que seu trabalho falasse por ela.

Fazia pouco mais de um ano que havia retornado oficialmente ao Brasil, após concluir sua residência em Neurocirurgia na conceituada Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Antes disso, viveu por quase dez anos no Reino Unido, onde cursou Medicina na Universidade de Oxford e iniciou sua trajetória acadêmica, destacando-se pelo excelente desempenho e pela dedicação à pesquisa científica.

Durante sua formação, especializou-se em técnicas neurocirúrgicas de alta complexidade, participou de pesquisas internacionais e acompanhou alguns dos maiores nomes da Neurocirurgia mundial. Ao longo dos anos, tornou-se conhecida pela precisão de seus procedimentos e pela serenidade com que enfrentava casos considerados praticamente impossíveis.

O retorno ao Brasil representava muito mais do que uma conquista profissional. Era a oportunidade de dar continuidade ao legado da família Musovic e conduzir o Hospital rumo a um novo patamar. Apesar da pouca idade, Alexsandra já era reconhecida como uma das neurocirurgiãs mais respeitadas de sua geração, levando o nome da família ainda mais ao topo.

Seu maior objetivo era transformar o Hospital Central em uma referência mundial, unindo atendimento humanizado, tecnologia de ponta, ensino e pesquisa científica. Para ela, salvar uma vida significava muito mais do que concluir uma cirurgia com sucesso; significava devolver esperança a quem já acreditava não tê-la mais.

Enquanto caminhava pelos corredores do hospital, alguns pacientes e familiares a observavam com admiração. Muitos sequer conheciam sua história, mas sabiam que, quando um caso era considerado impossível, era o nome de Alexsandra Musovic que costumava ser chamado.

Ela nunca se acostumou com aquele reconhecimento.

Naquela noite haveria um importante evento social, e sua presença era indispensável. Antes disso, porém, queria descansar por pelo menos algumas horas.

Seu corpo estava completamente exausto. Sentia a tensão acumulada em cada músculo, resultado das longas horas em pé e da enorme responsabilidade que carregava sobre os ombros. Apesar do cansaço, havia uma sensação de dever cumprido. Salvar vidas era mais do que uma profissão; era o propósito que escolhera para si.

Seguiu com passos firmes até seu escritório.

Acenou discretamente com a cabeça para sua secretária, Júlia.

— Dra. Alexsandra...

— Agora não, Júlia. Eu preciso relaxar um pouco. — respondeu, sem diminuir o passo, seguindo em direção ao escritório.

— Mas... doutora...

Alexsandra abriu a porta do escritório e deu de cara com sua tia, Angelina, que estava sentada em uma das cadeiras em frente à sua mesa.

— Tia, a senhora por aqui e neste horário? — disse, entrando na sala e seguindo em direção ao frigobar.

Angelina girou lentamente a cadeira e observou a sobrinha... a pessoa que mais admirava e com quem mantinha uma ligação fraterna. Esse vínculo se tornou ainda mais forte após o acidente que tirou a vida dos pais de Alexsandra.

Alexsandra pegou uma garrafa de água gelada, abriu-a e levou diretamente à boca, bebendo sem se preocupar em servir a água em um copo. Em seguida, pegou uma maçã verde da fruteira.

— Cirurgia difícil?

— Apenas quatro horas. Um edema cerebral... mas conseguimos concluir a cirurgia e tudo deu certo. — disse, caminhando até sua mesa. — Confesso que estou morrendo de fome.

— Estou percebendo. Sua aparência está péssima, meu anjo.

Alexsandra sorriu discretamente.

— Eu sei... mas acredito que a senhora não invadiu meu escritório para falar da minha aparência, correto?

Respirando fundo e cruzando as pernas, Angelina começou a mexer distraidamente em algumas canetas que estavam sobre a mesa da sobrinha.

— Hoje foi necessário que eu realizasse as entrevistas do processo seletivo para admissão de novos funcionários.

Alexsandra arqueou a sobrancelha e entortou a boca.

— Essa função não seria responsabilidade do RH? O Valter ganha muito bem para fazer exatamente isso. — disse enquanto abria alguns e-mails no computador e, ao mesmo tempo, observava atentamente a tia.

— Sim. Porém, ele teve uma emergência familiar e não conseguiu vir hoje pela manhã. Pediu que eu o substituísse. Obviamente, não poderia delegar essa responsabilidade para a secretária dele.

— E agora a senhora está querendo contratar todos os candidatos.

Foi direta ao ponto, porque conhecia muito bem o coração mole da tia. Sempre que ela participava de entrevistas de candidatos, tinha dificuldade em separar o perfil profissional da vontade de ajudar as pessoas.

— Não, filha...

— Não vamos contratar ninguém que não cumpra os critérios exigidos e, principalmente, que não tenha qualificação.

— Se houver qualificação, então tudo bem?

— Obviamente. As contratações devem seguir os critérios do hospital. E apenas para fechar as vagas em aberto, porque dentro de quinze dias estarei fora e não poderei acompanhar essa nova remessa de admissões. Quando eu retornar, teremos uma reunião com a diretoria, e o Valter vai nos apresentar tudo o que aconteceu nesse período. O que quero dizer é: não faça nada que eu tenha que desfazer depois.

Angelina sorriu de canto.

— Fique tranquila, Alexsandra. Eu sei muito bem a responsabilidade que estou assumindo.

Alexsandra permaneceu em silêncio.

— Também sei separar emoção de competência. Não vou contratar ninguém por pena ou por caridade. Mas, às vezes, algumas pessoas só precisam que alguém tenha coragem de enxergar além de um currículo.

Alexsandra apoiou os cotovelos sobre a mesa e cruzou os dedos diante do rosto.

— Desde que esse "além" venha acompanhado de competência, comprometimento e responsabilidade, não vejo problema algum. O Hospital não pode abrir mão da excelência. Cada profissional que entra aqui carrega o nome desta instituição.

— Concordo plenamente.

— Então estamos entendidas.

— Estamos, sim.

Angelina levantou-se da cadeira.

— Prometo que, quando você voltar, não terá nenhum problema para resolver.

Alexsandra apenas assentiu.

Angelina caminhou até a porta, mas, antes de sair, voltou-se para a sobrinha.

— Ah... teve uma candidata que me chamou bastante atenção hoje.

Alexsandra continuou olhando para a tela do computador.

— É mesmo?

— Sim. Uma jovem formada em Psicologia. Inteligente, educada, muito preparada... mas carregando um passado que fez todas as outras portas se fecharem para ela.

Alexsandra ergueu lentamente os olhos.

— O que ela fez?

— Cumpriu pena.

O silêncio tomou conta da sala.

Angelina continuou:

— Ela foi condenada, cumpriu a pena e, durante esse período, concluiu a faculdade de Psicologia. Disse que só queria uma oportunidade para reconstruir a vida.

Alexsandra permaneceu alguns segundos em silêncio.

— O Hospital não pode contratar pessoas apenas porque elas têm uma história triste.

— Eu sei.

— O que me interessa é outra coisa.

Angelina sorriu discretamente.

— Eu imaginei que essa seria sua resposta.

Alexsandra voltou a olhar para a tela do computador.

— Ela é competente?

— Muito.

— O currículo confirma isso?

— Sim.

— Então faça exatamente o que faria com qualquer outro candidato. Avalie a competência, a postura, a dedicação e o potencial. Se ela preencher todos os requisitos, terá as mesmas oportunidades que qualquer outra pessoa.

Angelina sorriu com orgulho da sobrinha.

— Sabia que responderia assim.

Alexsandra pegou novamente a maçã e deu uma mordida.

— Eu não administro este hospital para julgar o passado das pessoas. Administro para garantir que os melhores profissionais cuidem dos nossos pacientes.

Angelina abriu a porta.

— Às vezes você me surpreende, Alex.

— E isso é bom ou ruim?

— Muito bom.

As duas sorriram.

Angelina saiu da sala, enquanto Alexsandra permaneceu em silêncio.

O celular, que se encontrava dentro da gaveta da mesa do escritório, começou a tocar. Rapidamente, ela abriu a gaveta e viu quem estava ligando.

Chamada de Barbara Brandão...

Sua noiva. As duas namoravam havia quase três anos e praticamente moravam juntas. Barbara queria oficializar a relação com uma cerimônia de casamento, porém Alexsandra não se mostrava muito à vontade para realizar aquela cerimônia e, assim, seguiam com o relacionamento.

— Boa tarde, Barbara!

— Tudo bem, meu amor? Te liguei mais cedo e você não atendeu. Falei com a Júlia, e ela disse que você havia acabado de iniciar uma cirurgia.

— Já te falei que, quando entro em cirurgia, não levo celular. Não posso ter distrações.

— Tudo bem, meu amor, mas estou com saudades.

— Barbara, nós dormimos juntas esta noite. — Levantei da cadeira e caminhei até a janela que dava acesso à sacada. Dali, a frente do hospital formava uma linda vista da praça central, e era possível observar o movimento dos demais departamentos. Levei as mãos ao pescoço. — Por que estava me ligando?

— Quero te lembrar do jantar de hoje à noite. Precisamos confirmar presença. A dra. Paloma me ligou porque não conseguiu falar com você.

— Pode confirmar. Saindo daqui, vou passar em casa para tomar um banho e depois sigo para o seu apartamento.

— Tudo bem... Amor, minha mãe está querendo muito ir também. Você acha que a Paloma conseguiria um convite para ela?

— Não conte comigo para tentar isso. Sua mãe me dá dores de cabeça, e hoje estou exausta para aguentá-la implicando comigo.

— Amor, não fala assim, poxa.

— Você sabe o que fazer. Às 17h15 passo para te buscar no seu apartamento.

— Tudo bem. Te amo, meu amor.

— Certo... até mais. — Desliguei e respirei fundo. Até gosto dela, mas a mãe dela me cansa. Vive me bajulando de um jeito que me causa náuseas.

Respirei fundo e soltei o ar lentamente.

Preciso de férias... Acampar, nadar em um lago gelado, explorar cavernas, pegar a estrada, andar de moto e navegar. Essa é a minha melhor terapia. Ultimamente só tenho trabalhado, feito atividade física quando dá e saído com a Barbara, que, ultimamente, mais me estressa do que me relaxa.

 

Angelina Musovic

Saindo da sala da minha sobrinha, passei pela mesa da secretária dela.

— Júlia, querida! Pode me fazer um favor?

— Sim, doutora Angelina. Será um prazer.

— Ligue para o Valter e para o dr. Fernando. Preciso conversar com eles com urgência na minha sala. — Disse. — Já estou indo para lá.

Fui seguindo em direção ao elevador. Meu departamento era o de Pediatria, e meu escritório também ficava naquela ala. Passei pelos corredores, e várias pessoas cruzavam o meu caminho, cumprimentando-me. Eu amo a minha profissão e a minha rotina. Já tenho meus setenta anos, e minha sobrinha vive dizendo que preciso descansar e me aposentar, mas não consigo imaginar meus dias longe deste hospital.

Cheguei ao elevador e apertei o botão.

Das candidatas que entrevistei hoje, sete seriam contratadas. Gostei muito do perfil da candidata Cecília, e sua postura durante a entrevista me chamou atenção, principalmente quando disse:

— "Não peço que esqueçam o meu passado, mas preciso que alguém me dê um voto de confiança para recomeçar minha vida. Só peço uma oportunidade... apenas uma."

Aquelas palavras ficaram ecoando na minha mente. Havia sinceridade em sua voz, algo que eu não via em muitos candidatos. A única pessoa que poderia impedir sua contratação, caso soubesse de seu histórico como ex-presidiária, seria a minha sobrinha. Mas, para minha surpresa, ela recebeu essa informação de maneira praticamente indiferente. Então, acredito que vou conseguir dar essa oportunidade à Cecília.

Porém, preciso conversar com Valter e com meu braço direito, Fernando, para que eles não descartem essa candidata. Gostaria de colocar Cecília em sua área de formação, e eu mesma pediria à minha amiga e psicóloga, Letícia Montenegro, que fosse sua preceptora e a acompanhasse em tudo o que fosse necessário.

Chegando próximo à minha sala, vi a área da recepção, onde ficava a mesa da minha secretária.

— Renata, querida! Poderia me providenciar três cafés e os currículos das candidatas que pedi para você deixar separados para mim?

— Sim, senhora. Logo levo tudo para a sua sala.

— Leve quando o Valter e o dr. Fernando chegarem. As pastas eu também vou precisar.

— Sim, senhora.

Entrei na minha sala, segui até a mesa, liguei o computador e comecei a verificar se ainda teria pacientes agendados para aquele dia. Restavam mais dois atendimentos, mas daria tempo de conversar sobre as candidatas antes.

Batidas na porta.

— Pode entrar.

Logo entrou meu querido amigo de infância, Fernando. Nós nos conhecemos na universidade de Medicina e nunca mais nos separamos.

— Mandou me convocar, dra. Angelina? — disse ele, sorrindo.

Sorri e balancei a cabeça.

— Convoquei... venha, sente-se. Preciso de você para me ajudar a fundamentar a decisão de algumas contratações.

— Querendo se precaver das negativas da sua sobrinha?

— Dessa parte eu já cuidei pessoalmente com ela.

— Fico mais aliviado, porque não quero confusão com ela de novo!

— E desde quando você também passou a ter medo dela? — perguntei, fazendo uma expressão de desaprovação.

— Depois da última vez que você me fez contratar uma médica sem muita referência e muito menos residência, ela ameaçou me enxotar daqui.

— Minha sobrinha fez isso? — perguntei, de boca aberta, incrédula.

— Fez. Ainda bem que você apareceu naquela hora, porque, se dependesse dela, eu já estaria desempregado.

Enquanto Fernando falava, não consegui evitar lembrar da criação que Alexsandra recebeu.

Às vezes, ela atropelava as pessoas que cruzavam o seu caminho como um verdadeiro rolo compressor, principalmente quando havia qualquer erro no trabalho. Alexsandra era extremamente fria, exigente e distante. Não admitia falhas, não fazia distinção entre amigos e desconhecidos e jamais permitia que os sentimentos interferissem em suas decisões.

Muito disso vinha da criação que recebeu dos pais.

Vitor era um homem frio, calculista, controlador e extremamente disciplinado. Nunca aceitava menos do que a perfeição. Sempre sonhou em ter um filho homem para herdar e dirigir o hospital, que considerava o grande império da família.

Porém, de seu casamento com sua amada esposa, Verônica, nasceu apenas uma filha: Alexsandra.

Após o parto, Verônica sofreu diversas complicações e quase morreu. Pouco tempo depois, precisou retirar completamente o útero e os ovários, impossibilitando uma nova gravidez.

Foi uma grande decepção para Vitor, embora ele nunca demonstrasse isso abertamente. Em vez de lamentar o destino, decidiu moldar a única filha para ocupar o lugar que sempre imaginou para um herdeiro. Não a educou para ser feliz. Educou-a para vencer. Ensinou que demonstrar sentimentos era sinal de fraqueza, que errar era inaceitável e que a disciplina sempre deveria estar acima da compaixão.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Alexsandra tornou-se praticamente uma cópia do pai, porém ainda mais disciplinada, mais focada, mais exigente e muito mais fria. Mantinha distância das pessoas, evitava criar vínculos emocionais e acreditava que respeito se conquistava pela competência, jamais pela simpatia. Para ela, o hospital não era um lugar para emoções, mas para resultados de salvar vidas.

— Tá... pensando bem, faz sentido. - Disse.

Logo, Valter também entrou em minha sala e, finalmente, começamos a tratar da contratação das sete novas funcionárias e também da psicóloga. Meus amigos não fizeram qualquer objeção. Porém, concordamos que seria importante colocar Letícia para acompanhar a adaptação da candidata Cecília e prestar apoio caso surgisse qualquer dificuldade. Como minha amiga atua no setor de atendimento psicológico infantil e no acompanhamento às famílias, decidimos que Cecília também seria integrada àquela equipe.

Valter também me trouxe a informação de que dona Iraci, uma enfermeira que há muitos anos trabalhava no hospital, havia indicado uma sobrinha que estava em busca de uma oportunidade de trabalho. Ela era auxiliar de enfermagem e, em breve, iniciaria o curso de Enfermagem.

Não fiz qualquer objeção, porque, antes mesmo de saber da indicação e do vínculo familiar com dona Iraci, eu já havia gostado do perfil de Maria Rebeca. Seu currículo, inclusive, estava entre aqueles que eu havia separado como prioridade.

Dentro dessas decisões, ainda naquela sexta-feira, fechamos os nomes das candidatas contratadas. Valter ficou responsável por entrar em contato com cada uma delas para informar a boa notícia.

Sinto que estamos no caminho certo e que colheremos bons frutos com as futuras profissionais que passarão a integrar o nosso hospital. Minhas decisões, perante a diretoria, seriam bem fundamentadas, com justificativas plausíveis e baseadas naquilo em que sempre acreditei: competência, compromisso e a oportunidade de recomeçar para quem realmente está disposto a escrever uma nova história.

 

Fim do capítulo


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