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A volta do amor que nunca se foi por priskelly

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Palavras: 3278
Acessos: 385   |  Postado em: 15/06/2026

Capitulo 28

Por Hanna

 

Diferente dos últimos dias, naquela manhã Marcela não iria poder me acompanhar para deixarmos Gabriela na escola, assim ficaria sob a responsabilidade de Fabrício nos acompanhar e garantir que tudo ocorresse bem. Em seguida o segurança me acompanharia ao trabalho, e mais tarde voltaria para buscar minha filha e em seguida a levaria para a casa dos meus pais. 

Tudo estava ocorrendo bem naquele dia. Cheguei na empresa e fui direto para minha sala, já que tinha muito trabalho pela frente. Bianca ainda atuava como minha estagiária e com o passar do tempo, Marcela já não tinha tanto incômodo em relação à garota. Para falar a verdade, ela até chegou a elogiar um dos trabalhos que foi realizado por Bianca. Claro que o ciúme ainda reinava em certos momentos, pois segundo ela, a garota era uma excelente profissional, mas de mulher para mulher, algo a incomodava. 

– Bom dia, Bianca. E então, conseguiu fazer a análise da Lei nº. 6.938/81 que te pedi? 

– Bom dia! Sim! fiz um relatório sobre os principais artigos que destacam as responsabilidades de proprietários de imóveis. Destaquei ainda sobre os impactos ambientais e sobre as multas.

– Ótimo trabalho! Vou dar uma olhada no material. Onde deixou? 

– Está em cima da sua mesa. Hanna, chegou um envelope para você hoje mais cedo, e dona Marta pediu para que eu trouxesse, então coloquei em cima da sua mesa também junto com o relatório.

Segui em direção a minha mesa me certificando de estar situada de tudo. Vi o envelope que Bianca avisou que tinha chegado e tentei visualizar externamente algo que me deixasse claro sobre o que seria o conteúdo, mas não tinha nada que me levasse a uma resposta. Insegura devido aos últimos acontecimentos, abri o envelope e quando retirei o que tinha dentro, meus olhos arregalaram em pânico. Um frio subiu pela minha espinha, e sentindo minhas pernas bambearem, automaticamente sentei sem conseguir ter outra reação. Senti Bianca se aproximando do meu corpo como se estivesse pronta para a qualquer momento me socorrer. 

– Hanna, você está bem? 

Embora tivesse ouvido bem sua pergunta, não tive nenhuma reação. Não consegui elaborar nenhuma palavra. A sensação que eu tinha era que um nó havia se formado minha garganta.

– Espera, vou buscar um copo com água e chamar dona Marcela. 

Sem me dar tempo para responder nada, a garota saiu apressada da sala enquanto meus olhos permaneciam fixos naquelas fotos que agora estavam espalhadas em minha mesa. Eram muitas fotos, todas elas de dias diferentes. Algumas eu estava sozinha com Gabriela e Fabrício, em outras aparecíamos somente eu, Marcela e Gabriela, que estava sorridente nos braços da minha namorada. Óbvio que não me restavam dúvidas sobre quem era o autor do envio daquele conteúdo. Ele certamente quis deixar claro que apesar do seu silêncio, ele estava sempre por perto, que tinha o controle da situação, e que certamente estava planejando o melhor momento para atacar. 

Levou somente alguns minutos para que Marcela entrasse na sala assustada. Assim que meus olhos encontraram com os seus, corri para seus braços, só então me permitindo entrar em desespero. As lágrimas escorriam pelos meus olhos, e sem entender nada, ela apenas tentava me acalmar. 

– O que aconteceu, Bianca? – Ouvi a voz de Marcela perguntar diretamente para a mais nova.

– Eu não sei! Ela ficou assim depois que abriu esse envelope que tinha chegado para ela, hoje cedo. 

– Vem cá amor, senta aqui. 

Marcela me colocou sentada em uma cadeira ali ao lado, e Bianca me ofereceu um copo com água. 

Marcela analisou o conteúdo que eu havia espalhado na mesa. Seu rosto era indecifrável, parecia pensativa e ao mesmo tempo consumida pela raiva. 

– Como isso chegou aqui? – A voz de Marcela saiu sem deixar claro para quem ela estava perguntando. 

– Eu trouxe! – Bianca respondeu atraindo a atenção de Marcela. – Bom, na verdade, dona Marta me pediu para trazer, já que ela estava separando as correspondências de vocês. 

– Certo! Você poderia me fazer um favor? – Marcela pediu de uma maneira terrivelmente calma, mas ainda assim firme. 

– Sim! Claro senhora.

– Bom, agora são dois favores. Primeiro não precisa me chamar de senhora. Não sou tão mais velha assim que você. Pode chamar apenas pelo nome. – Não só Bianca, mas eu também estranhei aquela atitude de Marcela, que sempre era tão fechada com a garota. – O segundo favor, quero que procure por Renata e Micaela. Se elas ainda não tiverem chegado, ligue para as duas e digam que preciso delas na empresa com urgência. 

Minha estagiária saiu apressada para garantir de cumprir aquilo que foi pedido. Marcela então olhou em minha direção, mas ainda estava com sua atenção voltada para aquele conteúdo. Acho que ela buscava processar tudo aquilo. 

– Ele está deixando claro que sempre estar por perto. Ele tá sempre um passo na nossa frente. – Quebrei o silêncio com pavor na voz. 

Marcela me olhou e logo encurtou a distância entre nós, se colocando ao meu lado.

– Onde está o Fabrício? 

– Não sei! Ele me acompanhou até aqui, mas eu o dispensei por hora. Ficamos combinado que ele iria buscar a Gabi na escola e levar pra casa dos meus no fim da manhã. 

– Certo! Mas vou ligar para ele, e pedir para ele ficar de guarda nas proximidades da escola. Não podemos correr o risco de deixá-la nenhum minuto sozinha. – Marcela disse e eu apenas concordei e observei sua ligação. 

Pouco tempo depois estávamos todas reunidas em minha sala. Minha irmã olhava aquelas fotos pela milésima vez, e ela parecia incrédula com toda aquela situação que estávamos passando. Por sua vez, Marcela estava estranhamente quieta, enquanto Daniela comia as unhas de tão nervosa que estava. Renata parecia ser a mais sensata entre nós naquele momento. 

– Isso só pode ser um pesadelo. Como isso pode estar acontecendo? – Minha irmã finalmente quebrou o silêncio sem desviar os olhos das fotos. 

– Gente, o que ele está pretendendo com isso tudo? Por que ele não aparece de uma vez? – Dani murmurava sem esconder o quanto estava assustada.

– Calma! Dra. Larissa já está a caminho. Nos desesperar não vai adiantar nada agora. Precisamos ser tão frias quanto ele está sendo. – Renata falou tentando nos acalmar. 

– Eu só estou preocupada com minha filha. Agora ele sabe da existência dela, e eu tenho medo do que pode acontecer. 

– O segurança está com ela. Nada vai acontecer está bem? – Minha irmã falou se abaixando e fazendo-me olhar para ela. 

– Marcela, fala alguma coisa, porr*! Você está me assustando ficando tão calada assim. 

Dani praticamente berrou atraindo a atenção de todas nós, e só então percebi nos olhos da minha namorada algo que me causou pânico: ela estava com ódio, tão maquiavélica como jamais tinha visto. 

– Eu só estou pensando, ok? 

– E o que está pensando? Conheço esse olhar, e não gosto nada disso. – Micaela olhou para minha namorada tentando estudá-la. 

– Vamos aguardar a advogada chegar. – Marcela respondeu simplesmente.

– Gente, é muita tensão para o meu coração. Eu preciso comer alguma para aguentar isso. – Daniela saiu catando qualquer biscoito que tivesse ali pela minha sala, fazendo Marcela revirar os olhos. 

Assim que Dra. Larissa chegou, Marcela autorizou sua entrada e fomos todas recebê-la na sala de reunião. 

– Desculpem a demora, menina. Mas como Renata já me adiantou um pouco o assunto por telefone, achei viável trazer a agente Suzana. 

Todas olhamos para a policial que estava acompanhando minha advogada. A mulher que era visivelmente séria, manteve a postura rígida. No entanto, nos cumprimentou com educação.

– Ela atua na delegacia da mulher. Tem bastante conhecimento com casos semelhantes, e tenho certeza que sua experiência vai nos ajudar bastante. Não se preocupem, eu confio nela. Além de ser uma boa policial, ela também é uma amiga muito querida.

A advogada falava calmamente tentando nos tranquilizar. 

– Claro, Dra. toda ajuda é bem-vinda nesse momento. Por favor, fiquem à vontade. – Marcela apontou para que elas sentassem. 

– Ela parece ser dura na queda, não acha? Aposto que deve ser um furacão na cama. Sabia que eu nunca fiquei com uma policial? – Daniela sussurrou no meu ouvido me deixando incrédula com sua ousadia. 

Embora incrédula, eu não me surpreendi. Todas nós sabíamos que quando nervosa, Daniela costumava ficar ainda mais sem filtro.

– Quer fazer o favor de se aquietar? Isso não é momento para suas galinhagens. – Ralhei com Daniela, que deu de ombros. 

– Tudo bem! Mas que ela é gostosa, isso ela é. Você não pode negar. – Daniela passou o dedo indicador pelos lábios com cara de safada, e eu revirei os olhos tentando conter a vontade de estapeá-la ali mesmo.

Contamos para as duas mulheres tudo o que estava acontecendo. A agente Suzana, estava atenta a todos os detalhes quando as duas analisavam as fotos. Então, após nos ouvir com atenção, a agente se pronunciou. 

– Esse caso requer muito cuidado e atenção. Pelo o que posso ver, estamos lidando com um psicopata. Ele está agindo de modo silencioso mas para mim intenção dele está bastante clara. Primeiro ele quer te desestabilizar emocionalmente, Hanna. Não é uma simples vingança por ter ido para a cadeia por um processo movido por você. Ele parece ter fixação em você, e está trans*ndo isso como um jogo. Ele quer mexer com seu emocional, te abalar, para depois concluir qualquer que seja o plano que tenha em mente. 

– Céus! Está fazendo um calor nessa sala, não acham? Olha como as palavras soam mais duronas saindo da boca dela. Que mulher, minhas amigas… que mulher! – Daniela estava com uma cara de tarada que me deixava sentia envergonha por ela ser uma das amigas em quem mais eu confiava. 

– Quer fazer o favor de parar com isso? O assunto aqui é sério, sua maluca. – Micaela fuzilou Daniela com os olhos sussurrando assustadoramente para a mais nova. 

– Tá bom, tá bom. Ninguém pode mais ser feliz nessa empresa.

Daniela fez sinal de redenção com as mãos atraindo os olhares da agente, da minha advogada e de Marcela, que por sua vez parecia planejar como matar a nossa amiga. 

– Um piu a mais, e eu te jogo pela janela, Daniela Gaspar. – O tom sério de Marcela pareceu causar medo em Dra. Larissa, mas a agente apenas sorriu divertida. – Voltando ao assunto… Eu concordo com tudo que falou, mas se ele está seguindo todos os nossos passos, por que ele já não apareceu? O que ele ganha desestabilizando o psicológico dela? – Marcela falou séria olhando atentamente as fotos espalhadas pela mesa. 

– Marcela, eu já vi muitos casos como esses, onde o homem não aceita o “não” de uma mulher e passa a persegui-la até chegar ao ponto de tirar sua vida. – Me assustei com aquelas palavras, mas logo ela tratou de me tranquilizar. – Mas calma, vamos traçar armadilhas para pegá-lo. 

– E o que sugere que nós façamos especificamente nesse caso? – Minha advogada perguntou e todas olhamos para a agente esperando ouvir sua resposta.

– Bom, é um caso onde não temos muitas pistas para trabalharmos. O principal você já fez, Hanna, você abriu o B.O contra ele. – Ela fixou o olhar na amiga advogada. – Mas agora preciso que voltem a delegacia apresentando esses novos detalhes, e sugiro para você que entre com um pedido de proteção urgente. Se forem diretamente para a delegacia onde eu atuo, posso conseguir que a investigação seja aberta para buscarmos esse meliante dia e noite, além de termos autonomia para proteger a vítima. 

– Agente Suzana, existe um ponto que estive pensando desde que tomei conhecimento dessas fotos. – Marcela se levantou e começou a circular pelo ambiente. 

– Nos diga qual ponto é esse. 

– Ele está em vantagem sobre nós. Veja bem, cada foto dessa sempre são fotos em ambientes públicos, ou seja, ele sempre está nos vendo, já parece conhecer nosso dia a dia, sabe onde nos encontrar, quando e como estamos, mas nós estamos no escuro, pois não sabemos exatamente quando estamos sendo observadas. 

– Sim, isso faz parte do jogo dele. Por enquanto, ele não está disposto a aparecer para vocês, mas acreditem, uma hora isso vai acontecer. – A policial  afirmou com uma convicção que fez sentir calafrios. 

– Esse é o problema. Eu sei que ele vai aparecer, mas não quero ser totalmente pega de surpresa quando isso ocorrer. Mesmo sem saber onde ele está e quando vai aparecer, eu quero ficar um passo à frente dele pelo menos naquilo que garanta o maior máximo de tempo que ela possa passar na cadeia. Quero colher todas as provas até de possíveis novos crimes que ele esteja cometendo. Quero saber quando ele vai atacar para estarmos preparadas para isso e vocês conseguirem prendê-lo sem que ele possa escapar dessa vez. 

– Onde está querendo chegar, Marcela? – Micaela perguntou o que todas nós estávamos querendo saber. 

– Eu pensei em contratar um detetive particular que é inteiramente da minha confiança. Não me entenda mal. Não é que não confio no trabalho da polícia, mas essa pessoa seria alguém que trabalharia 24hr nesse caso, colhendo informações que possam contribuir significativamente com vocês.

Olhei para Marcela espantada, me perguntando quem seria essa pessoa em quem ela confiaria uma missão como aquela. 

– Bom, isso é algo que nós não podemos impedir que você faça. No entanto, o correto é confiar no trabalho da polícia, pois pode ser muito perigoso atuar por conta própria. Mas caso você leve essa ideia adiante, posso tentar convencer meus superiores a atuar em algo assim. Quero dizer, meio que tentar uma parceria, entende? Mas para isso precisaríamos sentar com essa pessoa para discutirmos sobre o caso. E sob nenhuma hipótese, podemos permitir que se algo for descoberto, especialmente o paradeiro dele, essa pessoa interfira em nosso trabalho. Nosso objetivo é pegá-lo. Entendeu, Marcela? 

Vi um brilho diferente surgir no olhar de Marcela.

– Claro! Não se preocupe quanto a isso. O objetivo é pegá-lo! Quando a minha parceira, garanto que ela estará na sua frente em pelo menos dois dias. – Troquei olhares com minhas amigas que pareciam tão perdidas quanto eu, com aquela história. – Por ora, tomaremos todas as medias sugeridas por você.

– Ok! Então iremos agora mesmo à delegacia. – Falei já me colocando de pé deixando para depois o interrogatório que faria a Marcela.

– E existe mais uma coisa que gostaria de deixar claro. – A agente Suzana voltou a falar atraindo todos os olhares para ela. – Algo que serve para todas vocês, mas especialmente você Marcela, que é companheira dela. Eu acredito que todos aqui podem estar correndo perigo. Mesmo que o problema dele seja direto com Hanna, qualquer um que possa oferecer risco ao sucesso do que ele está planejando, vai entrar na mira dele. Vocês obviamente estão e vão continuar protegendo ela, sem falar que se ele é um psicopata, ele vai querer atingi-lá aos poucos, vai querer deixá-la vulnerável nos pontos que mais a faça sofrer, e nesse caso, será você a filha dela. 

Aquilo foi o bastante para me apavorar de vez. Eu não conseguia acreditar que por minha culpa todos aqueles que eu amava corriam perigo. No passado, Jefferson já havia conseguido acabar com a minha vida, mas agora o problema ia muito além, envolvia outras pessoas, e eu estava desesperada com essa possibilidade. Por um momento, analisando toda aquela situação, a única coisa que eu desejei era que ele aparecesse logo na minha frente e acertasse as contas dele comigo, mas que deixasse todos em paz, principalmente minha família. 

– Não se preocupe! Eu já estava ciente disso. Iremos buscar nos proteger e contamos com a polícia para garantir isso também.  

Marcela cumprimentou a agente com um aperto de mão cordial, e minha advogada disse que seguiria com ela para a delegacia onde ficaria a nossa espera. 

Quando as duas passaram pela porta ouvi a voz de Marcela se direcionando à Renata. 

– Renata, precisamos aumentar a segurança dessa empresa. Não importa o custo, mas quero todos os nossos funcionários seguros. Quero no mínimo dois seguranças espalhados fazendo a guarda de cada departamento. Na entrada quero os melhores, e em grande quantidade. Micaela, quero que você providencie com urgência nova instalação de câmeras de segurança por toda parte dessa empresa. O único local sem contar com câmeras será dentro dos banheiros, porque ai já seria abuso. No mais, quero toda segurança de câmeras e alarmes com a tecnologia mais avançada possível. 

– Isso pode demorar um pouco, já que eu preciso ver o orçamento desse serviço e como anda nossos fundos. 

– Não importa os fundos. Quero isso feito o quanto antes.

Micaela olhou para Renata que apenas acenou com a cabeça deixando claro que estava de acordo com tudo que Marcela falava. 

– Daniela… – A baixinha parecia em outro mundo e quando ouviu seu nome sendo chamado deu um pulo. – Você que tem vários conhecimentos devido a sua atuação com marketing, quero que providencie o melhor apartamento por essa proximidade ficando na região entre a empresa e o apartamento da Hanna. Alugue por tempo indeterminado, providencie toda a papelada necessária e traga para que eu faça a transferência bancária com antecipação. Além disso, preciso que me ajude a deixar o ambiente o mais confortável possível para receber uma pessoa. Faça as compras que achar necessária, e providencie a locação de um bom carro. Garanta que seja um carro seguro e discreto. Não economize, ok? Garanta o melhor.

Marcela passou seu cartão de crédito juntamente com a senha para a baixinha deixando-a com os olhos espantados. Todas nós sabíamos que Mar ela era extremamente econômica, mas naquele momento ela não parecia se preocupar com isso.

– Ok! Vou conseguir isso o mais rápido possível, mas eu preciso pelo menos que você me dê uma dica de quem vai morar no apartamento, para eu saber como organizar o local.

Todas nós olhamos atentamente para Marcela esperando pela resposta com curiosidade. 

– É uma amiga de Portugal. – Ergui uma sobrancelha para Marcela, e ela pareceu entender o que eu estava querendo questionar. – Ela é apenas uma amiga. – Disse diretamente para mim. – Estou confiante que ela vai nos colocar um passo a frente e vai trazer esse canalha até a gente. Ele começou, mas nós vamos acabar com isso o quanto antes.

– Huuum! Amiga gringa no pedaço? Se você precisar de uma guia para ela, pode contar comigo. Não te cobro nada pelo o serviço.

– HAHAHA… Não se anime, Daniela. Com aquela lá, você não vai conseguir nada. Se fosse em outras circunstâncias, eu até pagaria para ver a cena dos altos foras que você levaria. – Marcela debochou.

– Meu amor, não me subestime. Com Daniela Gaspar no pedaço, até hétero conhece o mundo colorido e ainda pede bis. – Ela piscou descaradamente mandando beijinhos no ar para a minha namorada, que revirou os olhos. – Agora me deixa ir, que vou preparar o palácio da portuga. 

Daniela saiu da sala nos deixando olhando uma para a cara da outra.

– Essa aí um dia desses ainda vai se queimar, e eu vou assistir de camarote. – Renata falou arrancando risadas de todas nós.

Era incrível como mesmo em um momento delicado e assustador, quando estávamos as cinco juntas tudo parecia melhor do que de fato estava. 

Fim do capítulo


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