Capitulo 19
Por Renata
A festa de despedida de solteira que minhas amigas tinham organizado para mim, estava me surpreendendo. O clima era mais agradável do que eu podia imaginar. Todas as convidadas estavam se divertindo e confraternizando entre sí sem qualquer problema. O momento de descontração estava servindo inclusive para me fazer relaxar um pouco, considerando que eu estava cada segundo mais nervosa com a aproximação da hora do meu casamento que aconteceria no dia seguinte.
A noite estava sendo regada por muita dança, comida, bebida, brincadeiras e até surpresas, afinal de contas, para mim foi uma surpresa aquela cena protagonizada por Hanna e Marcela. Aliás, eu estava realmente feliz pelas duas. Embora chateada por como as coisas aconteceram entre elas, sempre torci muito para no fim tudo terminasse bem, e elas se resolvessem.
Na verdade tudo estava incrível, e eu estava muito feliz por tudo que minhas amigas fizeram para que fosse possível aquele momento marcar uma página da minha vida.
Eu estava tranquila achando que a noite acabaria bem, até o momento que todas as luzes da boate apagaram e a voz de Dani soou no alto falante.
– BOOOOOOA NOITEEEEEE, MENINAS LINDAS! AMORES DO CORAÇÃO DA TIA DANI, QUE AQUI VÔS FALA. – Dani gritou no microfone enquanto uma luz focou em sua direção. Como resposta, todas batiam palmas e assobiavam com animação. – Estamos aqui para ajudar nossa amada Renatinha em dar adeus à sua liberdade e essa vida de solteira magnífica, mas que ela não sabe aproveitar. Convenhamos, ninguém no seu estado de juízo normal optaria por se casar, não é mesmo? – A palhaça da minha amiga falava arrancando risos de todas no ambiente. – Mas como estamos falando da Renata, claro que não poderíamos esperar outra coisa. Então, eu gostaria de pedir a noiva para subir no palco, por favor.
Eu realmente fiquei me perguntando se atender aquele pedido seria uma boa ideia. Não é como se fosse muito aconselhável confiar na maluca da Daniela.
De qualquer maneira, não tive muito tempo para pensar no que fazer, pois logo senti uma mão segurando meus braços e me guiando em direção ao palco. Olhei para trás e vi Marcela com um sorriso debochado enquanto me forçava seguir em frente. Pronto! Agora eu tinha certeza que estava encrencada.
– O que vocês estão aprontando? – Perguntei com nervosismo para Marcela, já subindo ao palco.
– Relaxa, Rê. Não confia em nós? Somos suas amigas!
Seu sorriso parecia diabólico e a vontade que eu tinha era de dizer que não confiava nem um pouco nas duas, mas Daniela logo continuou com sua performance.
– Vem cá, Renatinha. Eu quero falar algumas coisas para você. – A baixinha me puxou para próximo dela, e Marcela ficou no meu outro lado. Ouvi aplausos, mas eu não conseguia sorrir. Eu estava em choque e tomada por receio. – Amiga, você sempre foi nosso porto seguro. Aquela que nos mostrava o que deveríamos fazer nas situações mais confusas ou encrenqueiras das nossas vidas, e nós estamos prestes a ver você cometer a maior roubada de toda sua vida. Então teríamos que fazer o mesmo. Você tem certeza que não quer fugir? Ainda dá tempo. Vou deixar um carro pronto a sua espera bem na entrada da igreja. – Dei um tapa no braço de Dani arrancando risadas das mulheres que nos assistiam. – Ai, mulher! Tá bom, tá bom, talvez não seja tão roubada assim, ok? Mas eu como a boa amiga que sou, preciso te lembrar que você vai viver lavando cuecas freadas, fazendo comida, limpando chão e cuidando de um monte de criança com cara de joelho. Mas fazer o que, não é mesmo?
Dei outro tapa em minha amiga. Como era possível que ela expusesse esse pensamento sobre casamento sem qualquer constrangimento? Eu sentia minhas bochechas arderem de vergonha só em ouvi-la. Por sua vez, Marcela que permanecia ao meu lado, gargalhava. Ela certamente estava se divertindo com o pavor estampado em meu rosto por ouvir as loucuras de Daniela.
– Tá ok! Agora eu vou falar sério.
– E você sabe o que é isso? – Alguém gritou da plateia.
– Que gracinha! Eu adoro meninas malvadas. Me dá seu telefone, meu amor. – Daniela piscou o olho e respondeu de volta sem o mínimo de vergonha, o que claro, fazia todas rirem. – Bem, Casamento não é exatamente isso que eu falei. Eu só estava brincando, gente. – Dani segurou em minha mão e olhou em meus olhos adotando um ar mais sério. – Mas também não significa que vai ser uma jornada fácil. Obstáculos vão surgir aos montes pelo o caminho, e você precisa estar certa do que realmente quer para fazer a coisa toda acontecer. Nós estamos aqui para festejar essa nova etapa da sua vida que vai iniciar a partir de amanhã. Estamos dando adeus a essa etapa que viveu até agora, mas como somo ótimas amigas, queremos ajudar você a ter certeza do que quer, certo meninas? – Ouvi um coro gritar animadas “SIIIIIIIM!!” – Ótimo! Marcela, por favor, leve nossa noiva preferida até a cadeira.
Ouvi a voz de Daniela soar debochada, e me desesperei quando senti Marcela me guiando até uma cadeira que estava agora posta um pouco na lateral do palco ficando de frente para uma enorme tela branca. Eu até tentei protestar, mas Marcela me sentou naquela cadeira e logo em seguida me algemou. Ela estava se divertindo enquanto todas as convidadas gritavam enlouquecidas já imaginando o que vinha a seguir.
– Tá confortável ai, Renatinha? – Daniela perguntou no microfone e a única vontade que eu tinha era de matar as duas. – Lembre-se que essa é a tua oportunidade de ver se realmente quer se prender à uma vida de casada. No mais, curta o show pensado exclusivamente para você.
Vi Marcela e Daniela descerem do palco e me deixarem ali naquela situação ridícula. De repente, tudo ficou escuro novamente e então uma música sensual começou a tocar no ambiente. Ouvi gritos e logo uma luz foi apontada para a tela branca que estava posta à minha frente. Outra luz branca atingiu em cheio meu rosto e logo vi uma sombra do que certamente seria um homem dançando do outro lado da tela. Conforme o tempo passava, o homem se contorcia cada vez mais, e eu só conseguia pensar em duas coisas: Primeiro, que eu iria matar minhas duas amigas assim que descesse daquele palco. Segundo, eu esperava sinceramente que meu noivo jamais soubesse disso.
Até o momento que aquela sombra estava se contorcendo no ritmo da música, eu ainda me sentia segura, o problema foi quando em um determinado momento da música vi a tela ser rasgada e então ele surgiu usando uma máscara preta seguindo em minha direção. Eu não sabia explicar o que diabos estava acontecendo comigo, afinal de contas, desde que conheci o Gui, eu jamais voltei a sentir o mínimo de atração por outro homem, mas agora, estando ali daquele mascarado que dançava exclusivamente para mim usando aquela roupa branca colada em seu corpo musculoso, eu simplesmente sentia correntes elétricas tomando conta do meu. Droga! Eu só conseguia pensar que isso não podia estar acontecendo.
Para o meu total desespero, o dançarino se esfregava em mim sem nenhum pudor. Era como se meu corpo pertencesse a ele, e pior, ele parecia souber disso. Logo ele foi para trás de mim, e passou a ponta da língua próxima à minha orelha e meu Deus, aquilo me causou uma sensação tão... INEXPLICÁVEL! As mulheres em torno do palco gritaram alucinadas e meu desespero aumentava com cada toque daquelas mãos firmes. Não sei exatamente por quanto tempo aquela música tocou, mas para mim parecia uma eternidade, e por mais que o que eu estivesse sentindo fosse bom, ao mesmo tempo me deixava confusa, afinal, como eu poderia sentir coisas assim por alguém que não fosse o meu noivo?
Percebi que a música estava chegando ao final e me desesperei quando o mascarado se aproximou da minha boca. Aquilo definitivamente estava passando dos limites.
Dei graças a Deus quando ele parou pelo meio do caminho e apenas fitou meus olhos como se desejasse que eu pudesse ler os seus.
– GENTEEEEEE, estou chocada! Esse homem tirou o fôlego da noiva ou é impressão minha? – Daniela falava e eu sentia meu rosto queimar de tanta vergonha. – Meninas, dizem que na vida nada acontece por acaso e eu como uma boa amiga que sou, fico feliz em participar desse momento. Vejam bem, conheço a Renata desde... – Ela fez uma pausa como se estivesse pensando. – Bom, desde de sempre. Confesso que depois que ela conheceu o trouxa do Guilherme, ela nunca ficou tão perdida assim. É como se o corpo dela reagisse somente à ele, mas hoje parece que não foi isso que aconteceu. – Eu definitivamente ia matar a Daniela. – Eu acho que depois de um show desses, nada mais justo que pedir ao gato aqui para retirar a máscara, não acham? Nós precisamos ver o pedaço de mal caminho que mexeu com as estruturas da nossa noiva.
– SIIIIIIIIIIIM! – Ouvi todas gritarem com euforia, e tudo que eu queria era sumir daquele palco.
– Vamos saber o que a noiva acha disso. – Daniela veio em minha direção com um sorriso debochado. – E então Rê, que tal ver o rosto desse carinha aqui? – Daniela apontou para onde estava o mascarado no meio do palco me olhando.
– Daniela, sua desgraçada. Me solta daqui! Eu não quero ver o rosto de ninguém.
Falei realmente exaltada, causando o divertimento de todas presentes, inclusive do idiota metido a dançarino.
– Parece que alguém está bravinha, não é mesmo meninas? Que tal a gente acalmar a fera? Eu vou contar até três, e no três o garanhão aí tira a máscara, combinado? – O mascarado fez jóinha com o polegar, e eu me irritei com a ousadia.
– UMMMMMMM… – Todas acompanhavam a contagem. – DOIIIIIIIIS, E.... DOIIIIIIS E MEIO – Ela literalmente estava se divertindo com isso. – TRÊEEEEEEEEEEES.
Lentamente a máscara foi retirada e meu queixo foi ao chão com o rosto que surgiu. Depois de revelado, ele estava sorrindo lindamente para mim. Lá estava ele, eu mal podia acreditar que meu corpo havia reagido daquela forma ao meu noivo, mesmo ele estando mascarado e irreconhecível com aquela roupa branca colada em seu corpo, era como se definitivamente tivéssemos nascido um para o outro. Olhei bestificada para ele que vinha em minha direção com uma flor vermelha que Daniela tinha entregado. Todas gritavam enquanto Daniela tirava as algemas que Marcela havia colocado antes, e quando me senti livre corri para os braços dele iniciando logo um beijo quente sob os aplausos de todas ali presentes.
– Parece que não tem como você fugir, Renatinha. O homem te conquistou mesmo.
Ouvi a voz debochada de Dani, e agora eu entendia todas as brincadeiras que ela estava fazendo anteriormente. Ela e Marcela tinham me preparado a melhor surpresa daquela festa.
Por Marcela
– Até agora não consigo acreditar nisso que vocês duas aprontaram. – Micaela me dizia enquanto aplaudia o casal que se beijava em cima do palco.
– Vocês colocam tão pouca fé em nós. Renata merece o melhor, e nós duas jamais faríamos algo que estragasse o casamento dela. – Respondi assistindo a cena.
Eu abraçava Hanna por trás, e me sentia imensamente feliz de estar ali com ela em meus braços enquanto celebrávamos a felicidade da nossa amiga.
– Realmente vocês nos surpreenderam. – Ouvi a voz doce de Hanna e a apertei ainda mais em meus braços.
– Acho que hoje foi a noite das surpresas. – Micaela falou arrancando nossa risada. – Eu estou feliz por vocês também. É bom que finalmente tenham se acertado.
– Obrigada, Mica. No que depender de mim, sua irmã vai ser muito feliz.
– Eu não tenho dúvidas disso, minha amiga. E você também vai ser muito feliz.
…
O resto da festa ocorreu no mais perfeito clima de animação e romance. Renata não tirava o sorriso dos lábios enquanto dançava agora com o noivo. Já passava das duas da manhã quando decidimos que a festa encerraria, afinal, na tarde seguinte seria a cerimônia do casamento, e todas nós precisávamos estar descansadas para esse momento.
– Será que você poderia me deixar em casa? – Hanna me perguntou com timidez.
Mal sabia ela, que eu já estava decidida a fazer aquilo antes mesmo dela questionar.
– Claro que sim! Eu já estava planejando isso. – Pisquei para ela que sorriu.
Nos despedimos das nossas amigas e seguimos em direção à sua casa. No carro inicialmente um silêncio predominou, e fiquei imaginando o que ela estava pensando naquele momento. Me perguntei se ela estaria arrependida do rumo que as coisa tomaram.
– Vai buscar a Gabi na casa dos seus pais? – Tentei quebrar o silêncio.
– Não! Minha mãe vai levá-la direto para o casamento amanhã.
– Você está bem? Parece tão distante. – Eu tentava esconder o medo que sentia da resposta que pudesse ouvir.
– Aham! Está tudo bem! Bom, para ser bem sincera, eu estava pensando na gente. – Tirei o olhar do volante por um momento e olhei em seus olhos.
– E o que pensava?
– Como ficamos agora? – Senti que sua voz demonstrava sua insegurança.
– Como eu já disse anteriormente, estamos juntas. – Segurei sua mão sem soltar nem para trocar de marcha. – Não faz sentido ser diferente. Já vivemos todas etapas possível. Nos odiamos, ficamos afastadas, brigamos, nos reencontramos, choramos… E ainda assim continuamos nos querendo igual. Você tem alguma dúvida?
Hanna sorriu largo e em seguida respondeu com tanta convicção, que fez meu corça bater mais forte.
– Dúvida nenhuma!
Seguimos o resto do caminho em clima mais leve. Conversávamos animadamente sobre a festa e sobre a reação de Renata ao ver que era o Guilherme dançando para ela. Expliquei à Hanna como foi à ideia de fazer aquela surpresa para Renata, e do quanto Daniela assustou o pobre coitado dizendo que se ele não aceitasse participar, ela chamaria um dançarino de verdade para animar a noite.
Ao chegarmos ao prédio de Hanna, entrei com o carro na garagem para ficar mais seguro dela descer. Desliguei o carro e ficamos ali nos olhando em silêncio novamente. Ela me fez um carinho no rosto e meu corpo respondeu impediam a cada toque. Era como um imã que me fazia querer grudar em seu corpo.
– Você é tão linda, Marcela. Hoje foi uma das noites mais felizes da minha vida.
Ela me deixava boba com cada atitude ou palavra, pois muita coisa era nova para mim, já que do passado eu só conseguia lembrar do quanto ela fazia questão de esconder nossa relação e do que realmente sentia. Diferente de agora, naquela época Hanna era mais fria, de poucas palavras e poucas demonstrações de afeto. Acho que levaria um tempo até que eu conseguisse me acostumar com essa sua nova versão.
– Outro dia, vou fazer questão de saber quais foram as outras noites tão especiais. – Falei pegando sua mão e beijando.
– Pode ter certeza que em praticamente todas elas, você estava presente.
Tirei o cinto de segurança que ainda prendia meu corpo, e então busquei por sua boca. Iniciamos um beijo apaixonado, mas ao mesmo tempo cheio de intensidade e urgência. Sentia os dedos de Hanna fazer um carinho gostoso em minha nunca enquanto sua outra mão me puxava ainda mais para perto do seu corpo. Minha língua foi ch*pada com desejo, e aquilo fez meu corpo inteiro tremer respondendo a ousadia daquela mulher por quem meu coração batia forte. Ela mordiscava meus lábios, e automaticamente minha mão pareceu criar vida passeando por todo o seu corpo. Quando percebi, eu já estava tocando um dos seus seios. Vi quando ela soltou um gemido baixo, mas ainda assim pude sentir sua hesitação em me deixar prosseguir. Seu corpo ficou tenso, e ela parecia lutar contra aquilo, o que não parecia ser fácil.
Mesmo contra minha vontade busquei voltar a minha sanidade, e retirei minha mão levando-a de volta ao seu rosto. Nos separamos entre selinhos e então distribuí beijos por todo o seu rosto. Eu sabia que poderia ter incomodado Hanna, com aquele toque mais íntimo. Infelizmente lembrei o que lhe ocorreu no passado e conclui que não tive o cuidado que deveria ter tido. Talvez isso ainda fosse difícil para ela, e eu precisava ter no mínimo paciência com as coisas. Esse é um dos assuntos que cedo ou tarde vamos precisar conversar, mas por ora, eu achava que o mínimo que poderia fazer era respeitar seu tempo.
– Acho melhor eu ir. Mais tarde teremos um dia movimentando. – Percebi seu olhar um pouco triste. – Você deve dormir para descansar e ficar ainda mais linda naquele vestido absurdo que você escolheu.
– Não acredito que você ainda vai implicar com o vestido.
Consegui roubar sua atenção e ver o olhar triste ser substituído por um olhar indignado.
– Talvez agora um pouco menos, já que vou ter você ao meu lado o tempo inteiro. – Lhe beijei o pescoço vendo seu corpo voltar arrepiar.
– Você não está brava comigo?
Me afastei para olhar em seus olhos que estavam tristes novamente.
– Por causa do vestido?
– Marcela, você sabe exatamente do que estou falando. – Parece que tem coisas que nunca mudam. Ela continuava impaciente como sempre. – Eu... Eu não sei, mas eu travo quando qualquer aproximação mais intima está prestes acontecer, e hoje fiz isso com você, mas não quero que pense que é por ser você, entende? Demorei tanto tempo para te ter, e não consigo acreditar que vou estragar tudo.
– Ei, para com isso. – Me aproximei da sua boca lhe roubando um selinho. – Você não está estragando nada. Eu entendo que é difícil para você, além disso, eu me empolguei demais, não acho que seja aqui e agora que isso deve acontecer. – Ela baixou a cabeça, mas coloquei a mão em seu queixo e levantei novamente fazendo-a me olhar. – Hanna, vamos com calma, ok? Acabamos de nos reaproximar e não precisamos ter pressa com nada. As conversas vão acontecer entre nós naturalmente. Nós voltaremos a nos reconhecer e dividir tudo o que pensamos, e vamos superar tudo o que possa nos atrapalhar novamente. Eu não estou disposta e te deixar novamente por nada, entendeu? – Tentava mostrar minha sinceridade para que ela sentisse que eu estava disposta realmente a fazer dar certo.
– Você é maravilhosa, sabia disso? – Sua voz rouca me fazia arrepiar inteira.
Depois de mais alguns beijos e carinhos finalmente eu consegui ir para meu apartamento mesmo sob os protestos de Hanna. Ela queria que eu dormisse no seu, com o argumento que estava muito tarde para andar pelas ruas de Fortaleza, mas eu achei melhor não colocar meu autocontrole em risco.
Naquela noite dormi com um sorriso no rosto lembrando de todos os momentos que passei ao lado de Hanna. Definitivamente aquela mulher conseguia mexer comigo como ninguém seria capaz.
Fim do capítulo
Ótimo fim de semana a todas!
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