CAPITULO 16 - QUANDO O DESEJO NÃO ESPERA
Assim que o carro de Julianne e Luísa desapareceu na rua iluminada, Camilla voltou para dentro da casa da mãe com o coração acelerado. Ela mal conseguia conter o sorriso, como se toda a alegria do mundo coubesse dentro dela.
Helena, que a observava entrar, cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha com ar brincalhão.
— Então... deu certo, doutora Camilla? — perguntou, com um sorriso orgulhoso.
Camilla levou a mão ao peito, ainda em êxtase.
— Mamãe, eu ainda não acredito... ela disse sim! — a médica falou quase sem fôlego, rindo nervosa e emocionada.
Helena se aproximou, abraçando a filha com força.
— Minha menina... eu nunca te vi tão feliz. E quer saber? Você merece cada segundo disso. A Julianne é uma mulher maravilhosa, e juntas vocês têm uma luz que contagia qualquer lugar.
Camilla a apertou no abraço, os olhos marejados.
— Obrigada por me apoiar, mãe. Por acreditar na gente desde o começo... Eu estava morrendo de medo dela não aceitar, mas agora parece que tirei um peso enorme do peito.
Helena segurou o rosto da filha com carinho.
— O medo só aparece quando a gente realmente ama, Camilla. E você ama essa mulher. Isso é o que importa. Agora, minha filha, aproveite essa felicidade... mas trate de cuidar muito bem dela. Porque, se não cuidar, não pense que vou ficar do seu lado, viu? — disse em tom divertido, mas com firmeza.
Camilla riu, limpando discretamente os olhos marejados.
— Pode deixar, mamãe. Eu vou cuidar dela como se fosse meu maior tesouro... porque é isso que ela é.
Helena sorriu satisfeita, beijou a testa da filha e completou:
— Então pronto. Agora vamos começar a pensar na festa, porque, do jeito que estou animada, quero esse casamento logo!
Camilla gargalhou, balançando a cabeça, já imaginando o futuro.
Enquanto isso, no carro, Luísa dirigia com um sorriso enorme no rosto. O silêncio de Julianne, que olhava pela janela com um ar sonhador, não passou despercebido.
— Então... você vai ficar aí quietinha ou vai me contar como está se sentindo? — provocou a irmã, sem conseguir disfarçar a curiosidade.
Julianne riu baixinho, mordendo o lábio inferior.
— Eu não sei nem por onde começar, Lu... Foi tudo tão inesperado, tão lindo... Eu ainda estou em choque.
— Em choque bom, né? — Luísa brincou, apertando a mão de Julianne de leve por cima do câmbio. — Porque eu nunca vi seus olhos brilharem tanto. Sério, Ju, você está radiante.
Julianne suspirou, apoiando a cabeça no encosto.
— Eu nunca imaginei viver algo assim. Ser pedida em casamento, diante da família dela... e ainda mais por alguém como a Camilla. É assustador, mas ao mesmo tempo... é a coisa mais certa que já senti.
Luísa sorriu largo, comovida.
— E é lindo de ver. Você merece, maninha. Merece ser feliz, merece alguém que te ame desse jeito. Eu sempre quis ver você sorrindo assim, e agora finalmente aconteceu.
Julianne olhou para a irmã, emocionada.
— Obrigada, Lu. Você sempre esteve do meu lado, até nos meus piores momentos. Saber que você aprova, que está feliz por mim... isso significa o mundo.
Luísa piscou, segurando o riso para não chorar junto.
— Aprovar? Eu sou a fã número um desse noivado, tá? E pode ter certeza: eu vou ser a cunhada mais coruja que essa médica já teve na vida.
As duas riram juntas, e o carro seguiu seu caminho, embalado pelo clima leve e pela certeza de que uma nova etapa estava prestes a começar.
A noite havia sido intensa. Na casa de Helena, os funcionários já cuidavam da arrumação do jantar: recolhiam taças, empilhavam pratos, limpavam a mesa e organizavam o ambiente com discrição.
Camilla se despediu da mãe com um abraço demorado.
— Boa noite, mãe. Obrigada por tudo hoje, por estar comigo nesse momento tão especial.
Helena acariciou o rosto da filha, orgulhosa:
— Eu que agradeço, minha filha. Você merece ser feliz… e, pelo que vi, a Julianne é a pessoa certa para isso. Durma bem.
A médica sorriu, emocionada, e seguiu para o quarto. Assim que se jogou na cama, suspirou fundo. Ainda sentia o coração acelerado, como se flutuasse. O “sim” de Julianne ecoava em sua mente, enchendo-a de uma felicidade que parecia não caber dentro de si.
Enquanto isso, Julianne e Luísa chegavam em casa. As duas estavam em silêncio no carro, absorvendo os acontecimentos da noite. Ao descer, se despediram com carinho.
— Boa noite, Lu. — disse Julianne com um sorriso cansado, mas radiante.
— Boa noite, Juh. Dorme bem, noivinha. — provocou Luísa com uma piscadela, antes de seguir para o próprio quarto.
Julianne entrou no dela, tirou a roupa devagar, ainda sentindo o perfume do jantar impregnado na pele. Seguiu para o banheiro e deixou a água quente escorrer sobre o corpo, como se lavasse não apenas o cansaço, mas também os restos de ansiedade. Queria guardar apenas a sensação boa da noite.
Luísa também tomou banho e logo se enfiou sob as cobertas, caindo no sono rapidamente.
Já Camilla, após sair do banho e vestir uma cueca box confortável, deitou-se com o celular na mão. A saudade já apertava. Sem pensar muito, procurou o número de Julianne e ligou.
Do outro lado, o celular de Julianne começou a tocar na mesinha do quarto. Ela, ainda no banheiro, correu apressada, enrolada na toalha, para atender.
— Alô?
A voz de Camilla veio macia, quase um sussurro apaixonado:
— Não acredito que você demorou tanto pra atender… achei que já estava dormindo.
Julianne sorriu, ajeitando a toalha.
— Estava no banho. Você me fez correr do banheiro até o quarto, quase escorreguei só para não perder sua ligação.
Camilla riu, imaginando a cena.
— Então eu já começo a ser perigosa para sua saúde?
— Sempre foi, doutora. — respondeu Julianne, provocando.
— Ah, enfermeira insolente… cuidado com a ousadia. — disse Camilla em tom de brincadeira, mas logo suavizou. — Fala sério… eu precisava ouvir sua voz. Ainda estou em êxtase por hoje, Juh.
Julianne suspirou fundo, sentando-se na beira da cama.
— Eu também… ainda parece um sonho.
— Não é sonho. É real. Você é minha noiva agora. — Camilla sorriu, deixando a palavra “noiva” escapar com orgulho. — Preciso dizer de novo: eu te amo.
Julianne fechou os olhos, sentindo o coração acelerar.
— Eu também te amo, Camilla. Só quero que a gente construa tudo com calma, com respeito, com amor… que você não esqueça disso nunca.
Camilla ficou em silêncio por um instante, apenas ouvindo a respiração dela do outro lado. Então respondeu com voz firme:
— Eu nunca vou esquecer. Eu prometo. Você é tudo pra mim.
As duas ficaram alguns segundos em silêncio, apenas ouvindo a respiração uma da outra, como se isso fosse suficiente para acalmar a saudade que já apertava.
— Vai dormir, meu amor. — disse Julianne baixinho. — Você precisa descansar.
— Só se você sonhar comigo. — Retrucou Camilla, sorrindo.
— Sempre. Boa noite, minha noiva.
— Boa noite, meu amor.
Camilla desligou, abraçando o travesseiro como se fosse Julianne. E adormeceu sorrindo.
No dia seguinte, logo cedo, Camilla já estava de pé, dirigindo a caminho da academia, iria encontrar com Beatriz, sua melhor amiga e médica.
Camilla estacionou o carro em frente à academia ainda sonolenta, mas determinada. Entrou, colocou os fones no armário e foi direto para a sala de musculação, onde Beatriz já a esperava ajeitando o peso da barra.
— Até que enfim, loira! — disse Beatriz, rindo. — Achei que ia me deixar sozinha hoje.
Camilla riu baixo, esticando os braços para aquecer.
— Nem pensar, Bia. Eu precisava treinar hoje, senão minha cabeça explode de tanta coisa.
— Imagino... depois de ontem, né? — Beatriz arqueou a sobrancelha, curiosa. — Me conta: como foi o jantar de noivado?
Camilla pegou a barra com firmeza, deitou-se no banco e começou a levantar o peso, respirando com concentração antes de responder.
— Foi… intenso. Eu preparei tudo com a mamãe, queria que fosse especial, sabe? A Luísa estava lá, junto com a minha mãe, e eu consegui segurar a ansiedade até a hora certa.
Beatriz segurava a barra de segurança, pronta para ajudar, mas rindo da empolgação da amiga.
— E a Julianne? Ficou como?
Camilla soltou o ar num sopro, apoiando a barra no suporte e se sentando com o rosto iluminado por um sorriso.
— Você precisava ver a cara dela, Bia. Eu ajoelhei, tirei a caixinha… e ela simplesmente congelou. Ficou com os olhos marejados, sem acreditar. Até gaguejou!
— Jura? — Beatriz gargalhou. — Aquela mulher tão firme e séria no hospital, gaguejando?
— Pois é. — Camilla riu junto, passando a toalha pelo rosto. — Quando eu perguntei se ela aceitava, ela demorou alguns segundos que pra mim pareceram uma eternidade. Mas aí ela disse “sim” com um sorriso lindo… e eu quase chorei junto.
Beatriz bateu de leve no ombro da amiga.
— Ah, amiga, eu fico tão feliz por você! Você e a Julianne merecem. Sempre achei que vocês tinham algo diferente.
Camilla assentiu, pegando os halteres e começando outra série de exercícios.
— Eu também sinto isso. É como se cada momento com ela me provasse que eu não preciso de mais nada. Ontem, vendo minha mãe e a Luísa ali, foi como se tudo tivesse se encaixado.
Beatriz apoiou o braço na barra da esteira, observando a amiga com carinho.
— Tá toda boba, Camilla. Nunca te vi assim por ninguém.
Camilla sorriu, sem negar.
— E eu não quero ser diferente, Bia. Quero ser exatamente assim… com ela.
Enquanto Camilla continuava levantando os pesos, seu celular no chão vibrava com uma notificação. Ela olhou de relance: uma mensagem de bom dia de Julianne, enviada do hospital, durante um rápido intervalo do plantão.
O sorriso da loira se alargou ainda mais.
Camilla, ainda no aparelho de musculação, pegou o celular e abriu a notificação. O coração deu uma batida mais forte ao ler a mensagem curta de Julianne:
Julianne: Bom dia, Camis. Já estou na correria do plantão, mas não deixei de pensar em você. Te amo. ❤️
Camilla mordeu o lábio, os olhos brilhando. Encostada no banco, digitou de volta:
Camilla: Bom dia, minha linda. Fico imaginando você nesse jaleco, toda séria… mas só eu sei como você gem* quando está debaixo de mim. 😏🔥
Ela riu sozinha com a própria ousadia, respirando fundo antes de continuar:
Camilla: Queria você aqui agora, só de calcinha, no meu colo. Mas me contento em saber que logo mais vou te ver no hospital.
O celular vibrou rápido.
Julianne: Camilla! Eu no meio do hospital e você me escreve uma coisa dessas? Você é uma safada mesmo. 🙈💓
Camilla riu baixo e respondeu sem demora:
Camilla: Sua safada, Juh. E você adora que eu seja assim. Pensa em mim durante o plantão, que eu vou pensar em você… até perder o juízo quando estivermos sozinhas.
Julianne respondeu com um emoji de fogo e outro de coração. Camilla guardou o celular com um sorriso vitorioso.
No vestiário da academia, Camilla e Beatriz riram de coisas banais enquanto tomavam banho, e logo depois se arrumaram para o hospital.
Camilla estava impecável em seu look: a calça de alfaiataria bege de corte reto alongava sua silhueta, combinada com o blazer no mesmo tom. A camisa vinho profundo dava contraste e sofisticação. O cinto e os sapatos de salto na mesma tonalidade fechavam o conjunto com harmonia. Nos pulsos, pulseiras prateadas discretas traziam um brilho elegante, na medida certa.
Beatriz, que conhecia bem a amiga, não deixou de brincar:
— Olha só, doutora Camilla, toda produzida. Isso é plantão ou desfile de moda?
Camilla soltou uma risada, ajustando a manga do blazer.
— Plantão de 24 horas merece respeito, Bia. Mas se eu encontrar minha enfermeira pelo corredor, quero que ela perceba que a noiva dela é irresistível.
Beatriz gargalhou alto, abanando o rosto como se estivesse “espantando calor”.
— Misericórdia, Camilla, se a Julianne te ver assim de salto e camisa vinho, ela vai desmaiar no meio da enfermaria.
Ambas riram e seguiram cada uma em seu carro até o hospital.
Estacionaram nas vagas reservadas e entraram cumprimentando colegas e funcionários. O ambiente era agitado, mas a presença das duas médicas chamava atenção. Quando passaram pelo corredor próximo à sala de enfermagem, Beatriz não resistiu e soltou uma piada, inclinando-se para Camilla:
— Cuidado, amiga. Se a Julianne te vê com esse look, ela não vai conseguir se concentrar nos pacientes. Vai ser você a emergência dela.
Camilla conteve uma risada, mordendo o lábio para não soltar algo ainda mais comprometedora na frente dos outros.
O plantão da noite estava agitado. Camilla entrou na sala de emergência apressada, jaleco impecável e expressão firme, a postura natural de quem comanda. A médica ajeitou as luvas e foi direto para o leito de um paciente que havia acabado de chegar com uma crise súbita.
— Pressão? — perguntou em tom firme.
Julianne já estava ao lado, com a prancheta na mão e o estetoscópio pendurado no pescoço. A enfermeira respondeu com eficiência, mas o olhar traiçoeiro escapou para o rosto da médica. Por um instante, os olhos das duas se cruzaram. A intensidade do verde de Camilla encontrou o brilho tímido e ao mesmo tempo desejoso de Julianne.
— 14 por 9, doutora. Saturando 92. — informou, mas a voz saiu levemente trêmula, o suficiente para Camilla perceber.
A médica se aproximou do paciente, mas inclinou o rosto de modo que sua boca quase encostasse na orelha da enfermeira.
— Mantenha ele estável... e não desvie os olhos de mim. — murmurou em um tom baixo, que só Julianne pôde ouvir.
Julianne engoliu seco, o coração acelerado. No meio do atendimento, o corpo dela reagia como se não estivesse em um hospital, mas em uma cena de rendição.
— Sim, doutora. — respondeu, baixinho, como se fosse um sussurro obediente.
Camilla ergueu as sobrancelhas de leve, satisfeita com a resposta, e voltou toda a sua energia para estabilizar o paciente. Mesmo assim, não deixou de sentir a presença de Julianne ali, o calor próximo, a respiração ansiosa da enfermeira que, vez ou outra, mordia o lábio inferior quando a médica lhe dava uma ordem.
Quando o paciente foi estabilizado, Camilla retirou as luvas, lavou as mãos e virou-se para Julianne. O clima pesado da emergência deu lugar a uma atmosfera densa, carregada de algo que só elas duas entendiam.
— Bom trabalho, enfermeira. — disse em voz neutra, mas os olhos denunciavam.
— Obrigada, doutora. — Julianne respondeu, um sorriso tímido escapando enquanto baixava o olhar.
No instante em que Camilla passou por ela para sair da sala, seus dedos roçaram de propósito na cintura da enfermeira, discretamente, mas o suficiente para arrepiar cada centímetro do corpo de Julianne.
Julianne respirou fundo, tentando recuperar a compostura.
Camilla acompanhou Julianne até a saída da sala, o olhar fixo e predador. A enfermeira sentiu o corpo tenso, sabendo que qualquer passo em falso a deixaria completamente à mercê da médica.
— Vai voltar para a triagem, não é? — Camilla murmurou, aproximando-se por trás, a voz rouca e baixa, só para ela ouvir.
Julianne engoliu seco e tentou se afastar, apoiando as mãos na porta:
— Si... sim, eu preciso continuar o plantão, doutora.
Camilla sorriu, quase maliciosa, e inclinou o corpo, pressionando levemente a nuca de Julianne contra o próprio ombro.
— Plantão ou não, Juh… você não vai fugir de mim assim tão fácil. — Sussurrou, o hálito quente roçando a pele da nuca da enfermeira.
Julianne respirou fundo, tentando manter a postura profissional, mas sentiu o coração disparar. Cada toque de Camilla fazia seu corpo reagir involuntariamente.
— Eu não posso, Camilla… se alguém nos pegar… — tentou argumentar, mas a médica apenas a interrompeu, segurando seu braço com firmeza.
— Então vamos fazer rápido. Nada que você vá se arrepender, prometo. Na minha sala. — A voz de Camilla era firme, mas carregada de provocação.
Julianne tentou dar um passo para trás, buscando o espaço do corredor, mas Camilla bloqueou a passagem com o próprio corpo.
— Não adianta, Juh… você sabe que quanto mais tenta resistir, mais excitante fica para nós duas. — disse, os olhos fixos nos dela, fazendo Julianne corar.
A enfermeira fechou os olhos por um instante, sentindo a pressão do corpo de Camilla, a força da dominatrix e o calor que emanava dela. Os pensamentos de “não posso” e “sou submissa” se misturavam, deixando-a perdida entre a vontade de obedecer e o senso de responsabilidade pelo plantão.
Camilla baixou a cabeça, encostando os lábios na orelha da enfermeira, e sussurrou:
— Olhe para mim… só para mim. Deixe o resto do hospital desaparecer.
Julianne suspirou alto, arfando discretamente, tentando resistir, mas sentindo-se já rendida ao comando da médica.
— Cam… eu… não… — sua voz falhava entre os gemidos contidos e os suspiros que escapavam involuntariamente.
Camilla sorriu de canto, pressionando ainda mais a enfermeira contra a parede do corredor.
— Isso… é meu, Juh. Não importa onde estamos. Você me pertence por alguns minutos… só alguns.
Julianne sentiu a mão da médica percorrer sua cintura e subir pelas costas, o toque firme, mas provocante, arrancando um gemido baixo que mal conseguiu controlar.
— H-hum… Camilla… por favor… — tentou implorar, mas a voz saiu trêmula, carregada de desejo reprimido.
Camilla inclinou a cabeça e rosnou baixinho, quase um murmúrio:
— É isso que eu quero ouvir, safadinha… seu corpo já sabe que não pode me resistir.
Julianne, arfando e ruborizada, sentiu cada toque, cada comando da dominatrix. Tentava se esquivar, mas o corpo dela respondia sozinho, e os gemidos escapavam de forma involuntária: “ahh… Cam… não…”, “mmm… por favor…”, enquanto Camilla explorava cada reação sua.
O clima de plantão e urgência se misturava com a tensão sexual, tornando cada gesto mais intenso, cada olhar mais carregado de desejo.
Camilla segurou firmemente o braço de Julianne, guiando-a pelos corredores iluminados do hospital, desviando-se de pacientes e equipe, sem pressa, mas com autoridade. Cada passo fazia Julianne se arrepiar; o calor do toque da médica contra seu corpo enviava ondas de desejo que ela tentava controlar.
— Juh… olha para mim. — ordenou Camilla, a voz baixa e firme, vibrante de dominação.
Julianne desviou o olhar, mordendo o lábio inferior, tentando resistir.
— Não… não podemos aqui… — sussurrou, arfando, mas o corpo tremia, incapaz de negar o que desejava.
Camilla apertou a cintura da enfermeira com um toque rápido e autoritário, aproximando-a ainda mais.
— Você quer mesmo resistir? — provocou, com o lábio roçando a orelha de Julianne. — Você sabe que não vai conseguir, meu bem.
Julianne gem*u baixinho, tentando se esquivar, mas as mãos de Camilla já exploravam suas costas e as nádegas, marcando território com firmeza e precisão.
— Aah… Cam… por favor… — murmurou Julianne, já sem conseguir manter a compostura, ruborizada e arfando.
Quando chegaram à porta da sala de Camilla, a médica destrancou com um toque rápido e empurrou Julianne para dentro, segurando-a contra a parede por um instante antes de fechar a porta. O ambiente, silencioso e reservado, fazia cada respiração e cada gemido parecerem mais intensos.
— Fique aqui, Juh. Só você e eu. — disse Camilla, empurrando a enfermeira contra a mesa da sala. — Agora não há desculpas, não há plantão, só você obedecendo a mim.
A médica voltou até a porta trancando-a com a chave e se aproximou novamente da enfermeira.
Julianne engoliu seco, o coração batendo acelerado, os joelhos quase cedendo.
— Eu… eu não devia… — começou a protestar, mas a mão firme de Camilla no queixo da submissa a obrigou a olhar nos olhos da dominatrix.
— Eu sei, e é exatamente por isso que você vai me obedecer. — Murmurou Camilla, voz rouca, provocando um arrepio na espinha de Julianne.
A médica deslizou as mãos pelas coxas da enfermeira, subindo lentamente, enquanto falava com firmeza e desejo.
— Você sente isso, Juh? Cada toque meu, cada comando… e mesmo assim quer resistir? Mmm… que safadinha…
Julianne gem*u, incapaz de controlar os sons involuntários que escapavam de sua garganta:
— Ahhh… Cam… não… mmm… eu… eu não consigo…
Camilla sorriu, satisfeita, inclinou-se e pressionou seu corpo contra o de Julianne, guiando-a com precisão até a mesa, enquanto retirava rapidamente sua própria roupa. A enfermeira, já sem forças para resistir, deixou-se levar, obedecendo cada toque, cada comando, enquanto Camilla explorava seu corpo e iniciava a penetração, controlando o ritmo, a intensidade, os gemidos da submissa, que escapavam em arfadas e sussurros:
— Ahhh… sim… mmm… por favor… mais… Cam…
O ar da sala estava carregado de desejo, cada estocada e cada toque aumentava a tensão, misturando prazer e submissão, até que ambas chegaram ao ápice juntas, corpos trêmulos e respirações pesadas.
Camilla manteve Julianne contra a mesa, a submissa ainda arfando e com as pernas levemente trêmulas. A médica deslizou a mão pelo corpo da enfermeira, explorando cada curva, cada ponto sensível, enquanto posicionava novamente seu p*nis na entrada úmida de Julianne.
— Acha que consegue se controlar, Juh? — provocou, com voz rouca e firme, deslizando o membro lentamente dentro dela, apenas parcialmente, provocando um arrepio intenso. — Não… não vai conseguir… mmm… só minha, entende?
Julianne arqueou o corpo, gem*ndo alto, sentindo cada toque, cada penetração lenta e calculada:
— Ahhh… Cam… mais… por favor… mmm… não… consigo me controlar…
A médica sorriu, inclinou-se, beijando o pescoço, o ombro e o ouvido da enfermeira, murmurando palavrões e ordens, alternando carícias firmes e estocadas profundas:
— Isso, safadinha… sente o meu pau entrando fundo… aperta pra mim… mmm… isso mesmo…
Julianne apertava a cintura de Camilla, roçando-se ainda mais contra ela, contraindo a bucet* em volta do p*nis da médica, incapaz de resistir, gemidos escapando entre sussurros e arfadas:
— Ahhh… Cam… me fode… por favor… me… quero sentir mais…
Camilla aumentou o ritmo, segurando firme as coxas da submissa, levantando uma delas para intensificar a penetração, enquanto a outra mão explorava os seios e o pescoço de Julianne:
— Você é minha, Juh… só minha… gruda em mim, sente… argh… ahhh… sente meu pau dentro de você… porr*aaa
Julianne gem*u com intensidade, sentindo o corpo vibrar a cada estocada, apertando as mãos de Camilla, e roçando o peito contra o dela:
— Ahhh… sim… Cam… mmm… não aguento mais… goz* comigo… mmm… amoooor
Camilla não deixou de explorar o corpo da submissa, alternando penetrações rápidas e lentas, carícias nos seios, nas costas, no pescoço, provocando gemidos altos e curtos da enfermeira, que se misturavam com os murmúrios e grunhidos da dominatrix:
— Isso, Juh… isso mesmo… gem* mais… mmm… gostosa… só minha…
Camilla acelerou o ritmo, penetrando Julianne fundo, firme e intenso, segurando suas coxas para manter a submissa totalmente à sua mercê. Os corpos se moviam juntos em sincronia, cada estocada provocando gemidos involuntários e arfadas altas de Julianne.
— Ahhh… Camilla… mmm… mais… por favor…isso — gemia a enfermeira, mordendo o lábio, incapaz de resistir ao prazer.
— Isso, Juh… sente… aperta meu pau… gem*… mmm… Bucet* gostosa. — rosnou Camilla, sua voz carregada de desejo e comando, enquanto acelerava ainda mais.
O corpo da dominatrix tremia junto, os músculos tensos, os gemidos roucos escapando entre estocadas e carícias nos seios e quadris de Julianne. Cada toque da submissa sobre seu corpo excitado aumentava ainda mais o prazer, e, finalmente, Camilla sentiu seu ápice:
— Ahhh… argh… Juh… goz* comigo… vem pra mim bebê… — gritou, sentindo o próprio orgasmo percorrer seu corpo enquanto goz*va fundo dentro de Julianne.
A sensação de estar preenchendo completamente a submissa, sentindo cada aperto, cada contração da bucet* de Julianne, fez ambos os corpos estremecerem. Gemidos altos e curtos se misturavam com arfadas e suspiros pesados, deixando claro o êxtase do momento dentro da sala. Naquele momento, perdidas no sex* intenso, haviam se esquecido das pessoas fora da sala.
Depois de alguns segundos, Camilla retirou lentamente seu p*nis da entrada de Julianne, o sêmen escorrendo grosso pela bucet* da enfermeira. A médica respirava fundo, ainda sentindo contrações involuntárias em seu membro, enquanto os corpos recuperavam o fôlego.
Sem perder tempo, Camilla foi até a gaveta da mesa, pegou um pacote de lenços umedecidos e se aproximou novamente de Julianne, limpando cuidadosamente sua intimidade, e depois seu próprio p*nis, agora ainda pulsando levemente do orgasmo recente.
Enquanto Camilla se ocupava em se limpar, Julianne começou a vestir suas roupas, ajeitando a calcinha, o jaleco e a calça para poder sair da sala. A médica vestiu primeiro a cueca box, depois a de compressão e a calça, quando foi interrompida por Julianne:
— Preciso ir… — disse a submissa, ainda ofegante, o rosto levemente vermelho.
Camilla não deixou que ela se afastasse: laçou Julianne pela cintura, colando-a firmemente ao corpo, e a beijou com urgência, língua e dentes se encontrando em um beijo cheio de desejo e dominação. Gemidos baixos escaparam de ambas enquanto se separaram apenas quando o ar lhes faltou, respirando pesadamente, com os corpos ainda grudados.
— Até mais tarde, enfermeira… — sussurrou Camilla, sorrindo maliciosa.
Julianne recuou rapidamente, correndo para fora da sala da médica, deixando Camilla parada, apenas de calça e sem blusa, o cabelo levemente bagunçado, um sorriso satisfeito espalhando-se pelo rosto da dominatrix.
Camilla vestiu a blusa de manga longa e o jaleco por cima e saiu da sala, dirigindo-se para o plantão. Julianne, por sua vez, correu para o vestiário, precisava se recompor após o momento intenso com a médica. Tomou um banho rápido e se dirigiu à área de emergência.
Quando se cruzaram no corredor, trocaram olhares intensos. O clima entre elas era carregado de tensão e desejo, um jogo silencioso de dominação e submissão, mantido mesmo em público, através de flertes sutis e provocações nos olhares.
Por volta das oito da noite, Beatriz passou na ala de emergência junto com Letícia, médica obstetra, convidando Camilla para jantar na cafeteria do hospital. Camilla aceitou, acompanhou as amigas, e ao chegar ao local, viu Julianne já sentada com outros enfermeiros, comendo.
Camilla fez seu pedido e, discretamente, comprou uma fatia de torta para Julianne.
A médica se aproximou da mesa de Julianne, segurando a pequena caixa da torta com cuidado. Julianne ergueu os olhos e a encarou por um instante, o olhar carregado de expectativa.
– Aqui… pensei que você poderia gostar. Aproveite. – disse, apoiando a torta na mesa, o canto da boca curvado em um sorriso provocante.
Julianne corou levemente, desviando o olhar e murmurando:
– Obrigada, doutora…
Camilla piscou e se afastou indo para a mesa em que as amigas médicas estavam sentadas lhe aguardando.
Dois dos enfermeiros que estavam na mesa não controlaram a língua e soltaram:
– Olha só quem recebeu mimo especial! Tá conquistando o coração da chefona, hein?
– Sério, Julianne, você não vai contar pra gente se é só torta ou se tem segredinho junto, né?
Julianne riu sem jeito, segurando a torta com cuidado
– Ah, para gente… é só torta, juro.
– Só torta? Hahaha, sei… tem alguém muito interessada em você, não é mesmo?
Julianne corou de novo, mordendo o lábio, e lançou um olhar rápido para Camilla, que já estava sentada a algumas mesas da sua com Beatriz e Letícia.
Camilla voltou para a mesa onde Beatriz e Letícia a esperavam. As duas notaram seu sorriso travesso e o brilho nos olhos da médica.
- Então... presenteando a amada?
Camilla sorrio e se inclinou um pouco mais para perto das médicas sussurrando
– Algo como… um mimo de atenção. Julianne merece.
– Você tá mais provocante que o normal hoje… o que tá aprontando, Camilla? – Letícia falou curiosa.
– Só um jogo de olhares e desejo… nada que vocês possam entender. – Respondeu com um tom malicioso.
Beatriz e Letícia riram discretamente, balançando a cabeça. Camilla se recostou na cadeira, satisfeita, sentindo o efeito que seu gesto provocativo tinha causado em Julianne sem precisar de palavras.
— Camilla, você viu o caso da emergência infantil hoje de manhã? Aquele recém-nascido com desidratação…
— Vi sim. Consegui estabilizar ele antes de ser encaminhado para a UTI neonatal. A enfermeira que estava de plantão ajudou muito. — disse com um leve sorriso, ainda lembrando de Julianne.
Letícia enquanto mexia com a comida no prato falou
— Vocês sempre conseguem manter tudo sob controle. Eu estava na obstetrícia, mas ouvi falar da agitação que deu lá. Não deve ter sido fácil.
— Nem me fale… A triagem estava lotada, e parecia que todos os pacientes chegavam ao mesmo tempo. Você ainda conseguiu se movimentar entre eles com calma, Camilla.
— Trabalho é assim mesmo, precisamos ter cabeça fria. Mas confesso que hoje me distrai um pouco com a Julianne na triagem infantil. — comentou com um sorriso malicioso, olhando para as amigas, sem deixar transparecer muito.
— Hahaha, parece que ela mexe com você mais do que os pacientes.
— Eu já percebi… Quando você passa perto dela, o hospital parece que para por um instante.
— Talvez… mas a prioridade sempre é o atendimento. Depois a gente resolve o resto.
— É, mas não deixa de ser fofo ver você toda séria lidando com pacientes e ao mesmo tempo com esses olhares que só você percebe.
— Então, vamos torcer para que o restante do plantão seja tranquilo. Não quero ver você correndo para lá e para cá com esse ritmo intenso de novo.
— Concordo. Mas mesmo nos dias mais corridos, a gente dá conta. Sempre. — Completou, com firmeza e um leve sorriso que deixava claro seu domínio sobre qualquer situação.
O jantar estava chegando ao fim, e Camilla, Beatriz e Letícia se levantaram da mesa. O trio caminhava em direção à saída, passando pela mesa dos enfermeiros onde Julianne estava, ainda tentando manter a compostura, embora os olhares discretos de Camilla a deixassem claramente nervosa.
Beatriz, percebendo a tensão, sorriu maliciosa e disse em tom de brincadeira:
— Julianne, parece que alguém aqui não consegue parar de pensar na nossa enfermeira favorita, hein? Gente... não menosprezando vocês ta, amo todos.
Julianne riu sem jeito, corando, e tentou se esquivar do olhar penetrante de Camilla.
— Para com isso, Beatriz… — sussurrou, mas o sorriso não conseguiu esconder o constrangimento.
Camilla, divertida, inclinou-se ligeiramente para frente, o olhar fixo em Julianne, e disse em tom de provocação:
— Pois é… não tem como… minha noiva é linda.
No instante em que falou a palavra, os enfermeiros na mesa se empolgaram:
— QUÊ?! Sua noiva?! — gritaram, levantando-se em choque e entusiasmo, alguns batendo palmas e outros rindo alto.
Julianne quase se engasgou de vergonha, levando a mão ao rosto, completamente vermelha.
— Camilla! — sussurrou, tentando se esconder.
Camilla, com um sorriso divertido e autoridade, estalou os dedos:
— Gente, gente, estamos num hospital, calma! — disse, repreendendo os colegas com graça, enquanto passava pela mesa com Beatriz e Letícia, segurando a mão de Julianne discretamente, como quem diz “isso é nosso segredo, submissa”.
Julianne respirou fundo, ainda ruborizada, mas com o coração disparado, sentindo o domínio e o flerte de Camilla mesmo diante de todos. Beatriz e Letícia riam da situação, aproveitando o momento, enquanto Camilla mantinha o controle absoluto do cenário, provocando a enfermeira e ao mesmo tempo impondo sua autoridade com charme e leveza.
Fim do capítulo
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