Epilogo
Depois do noivado, a decisão veio quase sem discussão. Elas precisavam de um respiro. Não era exatamente uma lua de mel… ainda. Era um intervalo. Um teste. Um começo só delas.
Apesar de já ter retornado ao trabalho, Fernanda pediu férias — arrancadas quase à força da rotina da delegacia. Amanda, por sua vez, desligou o celular corporativo pela primeira vez em meses sem olhar para trás.
Destino?
Maldivas.
Um sonho antigo de Amanda. Um lugar que sempre existiu como “um dia”. E, dessa vez… esse dia chegou.
A viagem já começou diferente. Longa, sim — escalas, aeroportos, conexões — mas leve. Sem pressa. Sem tensão. Fernanda implicando com as comidas de avião, Amanda tentando dormir apoiada no ombro dela, mãos entrelaçadas sem perceberem.
Quando finalmente chegaram…
O impacto foi imediato.
A areia… fina, branca, quase fria ao toque, como farinha peneirada. E o silêncio… não era vazio, era de paz.
O azul do mar não parecia real. Era um degradê impossível — do turquesa translúcido ao azul profundo do oceano aberto. A água era tão limpa que parecia vidro líquido, revelando cada movimento sob a superfície. Cardumes inteiros deslizavam como pinceladas vivas.
E o silêncio…
Não era ausência.
Era presença de paz.
O bangalô sobre a água parecia flutuar. Madeira clara, teto de palha, linhas simples e elegantes. As paredes se abriam completamente, dissolvendo qualquer fronteira entre dentro e fora.
Um deck privado. Espreguiçadeiras.
Uma escada que mergulhava direto na lagoa.
E uma pequena piscina de borda infinita que se confundia com o horizonte.
Dentro… leveza.
Cortinas brancas dançando com o vento.
Lençóis macios demais.
Um quarto suspenso entre céu e mar.
Ali… não havia passado. Não havia escândalo. Não havia medo.
Só elas.
Na primeira manhã, Amanda parou no deck. Pés descalços. O vento leve tocando o rosto.
— Eu sempre quis vir aqui… — disse, quase em um sussurro.
Pausa.
— Ele nunca me trouxe.
Fernanda se aproximou por trás, abraçando sua cintura com naturalidade. Encostou o queixo no ombro dela.
— Eu trouxe.
Amanda virou o rosto, o sorriso vindo sem esforço.
— Demorou, hein.
Fernanda arqueou levemente a sobrancelha.
— Planejamento estratégico… lembra?
Amanda riu.
E o som se perdeu no vento.
Os dias passaram em um ritmo que não existia no mundo real. Café da manhã servido no deck. Frutas frescas cortadas na hora, pães ainda quentes, café forte, sucos naturais gelados.
— Isso aqui devia ser ilegal — comentou Fernanda, mordendo um pedaço de manga.
— Por quê? — Amanda perguntou, divertida.
— Porque eu não vou saber viver depois disso.
Amanda inclinou a cabeça.
— A gente aprende.
— Eu não quero aprender. Quero isso.
— Dramática.
— Realista.
Beijos roubados entre uma frase e outra. Toques distraídos que demoravam mais do que deveriam, com direito a mergulhos que viraram rotina.
Desciam pela escada direto para o mar. A água morna envolvia o corpo como um abraço contínuo. O contraste entre o calor do sol e o frescor da água era quase viciante.
Peixes coloridos passavam tão perto que parecia ensaiado.
— Se aparecer um tubarão, você me salva? — perguntou Amanda, agarrando o braço dela.
— Depende.
— Depende?!
— Se você continuar me usando de escudo… não.
Amanda a empurrou.
O mergulho foi imediato.
E a risada… inevitável. Risadas, salpicos de água, pareciam duas crianças brincando. O Sol refletindo na superfície como milhares de pequenos espelhos.
Aproveitaram os dias para fazer Snorkel, uma espécie de mergulho na superfície do mar sem o uso de cilindro de mergulho. Exploraram recifes rasos. Descobriram bancos de areia no meio do nada — pequenos pedaços de mundo cercados por horizonte em todas as direções.
Em um desses, sentadas lado a lado, pés afundando na areia quente…
— Isso aqui parece um erro de sistema — disse Amanda.
— Por quê?
— Porque é bom demais pra ser real.
Fernanda encostou a cabeça no ombro dela.
— Então a gente não questiona.
— Nunca.
À tarde, faziam passeios de barco, descobrindo as belezas naturais do local.
O sol descendo devagar, tingindo o céu de dourado e laranja. O mar refletindo tudo como um espelho vivo.
Certa vez, Amanda estava encostada na borda, sentindo o vento e Fernanda observando-a — mais do que o cenário.
— Você fica diferente aqui — comentou Fernanda.
— Como?
— Mais leve.
Amanda pensou por um segundo.
— Talvez seja porque eu não estou tentando segurar nada.
Fernanda não respondeu.
Só segurou a mão dela.
À noite, jantares à beira-mar. Velas. Luz baixa. Som distante das ondas. Conversas leves — histórias, planos, silêncios confortáveis.
Sem pressa de ir embora.
No penúltimo dia, o céu parecia mais intenso do que todos os outros. Laranja, rosa, dourado — misturados como se alguém estivesse pintando o mundo ao vivo.
Amanda estava dentro da piscina do deck, encostada na borda, observando. Fernanda saiu do quarto e parou atrás dela.
— Você some quando vê isso, né?
Amanda sorriu, sem virar.
— Eu me encontro.
Silêncio.
Fernanda se aproximou entrando na água. O corpo encostando no dela. As mãos encontraram a cintura, com um toque mais lento… mais consciente.
A pressão era suave, mas firme o suficiente para manter Amanda ali, presente, como se o resto do mundo tivesse deixado de importar.
Amanda virou o rosto.
Os olhos se encontraram.
E por um instante… nada se moveu.
Havia calor, expectativa e reconhecimento.
O beijo veio sem pressa, mas com intenção. Lento no começo, quase um teste… como se reaprendessem o caminho uma da outra.
E então mais profundo, mais seguro, com aquela familiaridade que não precisava ser explicada. O vento passou por elas. Levantou levemente os cabelos, percorreu a pele aquecida, misturando o sal do mar com o calor dos corpos próximos. A água refletia o céu em chamas. E a luz dourada dançava sobre elas, marcando cada movimento, cada aproximação. Os toques foram ficando mais presentes. Mais demorados. A mão de Fernanda subiu devagar pelas costas de Amanda, sentindo a pele sob os dedos, reconhecendo cada curva com calma… quase com reverência.
Amanda respondeu na mesma medida. Os dedos deslizando pelo braço de Fernanda, contornando o ombro com cuidado instintivo, descendo pela lateral do corpo, segurando-a mais perto.
A distância entre um gesto e outro diminuindo. Entre um beijo e outro também.
— Aqui? — murmurou Amanda, com um sorriso leve, a voz baixa, já diferente.
— Aqui… — respondeu Fernanda, baixo.
Pausa curta. O olhar dela caiu por um instante, sentindo o peso do próprio corpo, o equilíbrio instável na borda molhada, o leve incômodo no ombro que começava a lembrar que ainda existia um limite.
— Eu queria… — ela começou, com um meio sorriso — mas acho que a gente merece mais do que um escorregão e um ponto no hospital de novo.
Amanda soltou um riso baixo, encostando a testa na dela.
— Tá bom… vamos entrar.
Amanda assentiu. Sem dúvida. Sem recuo.
Dentro do bangalô, o pôr do sol ainda atravessava as cortinas, tingindo o quarto de dourado.
O clima mudou de forma quase imperceptível. Não menos intenso — só mais íntimo. Mais protegido.
Os toques voltaram diferentes. Menos exploratórios… mais certos.
As mãos já sabiam onde ir, já conheciam o caminho, eram conscientes e, dessa vez, ficavam.
O cuidado com o ombro de Fernanda não quebrou o momento — só moldou o ritmo. Amanda ajustava cada gesto com atenção silenciosa, conduzindo sem pressa, como quem escuta mais do que guia.
Fernanda respondeu no mesmo compasso. Sem resistência. Sem pressa de chegar em lugar nenhum.
O que antes era urgência… agora era escolha.
Os corpos se aproximaram com mais precisão do que impulso. Encontrando posição, ajuste, conforto.
O silêncio entre elas já não existia, suspiros, gemidos e declarações de amor. Pequenos sorrisos surgiam entre um toque e outro. Olhares demorados. Respirações que se encontravam no meio do caminho.
Nada precisava ser acelerado. Nada precisava ser provado. Só sentido. Fernanda a puxou para mais perto, encaixando seus sex*s, sentindo a resposta imediata de Amanda ao toque, ao calor, à presença, seu corpo pulsava. O corpo reagia com intensidade, cada movimento gerando uma nova onda, mais forte, mais difícil de conter, a sensação durante aquela fricção, o roçar dos corpos, o vai vem, elas já estavam chegando ao seu limite. O ritmo cresceu. O contato ficou mais firme. A proximidade deixou de ser só carinho — virou necessidade.
Amanda estava perdendo o controle primeiro. O corpo tensionando, a respiração falhando, os dedos se firmando com mais força.
— Vem amor… — a voz saiu baixa, quase quebrada — vem comigo…
Fernanda respondeu no mesmo compasso, mais próxima, mais entregue, acompanhando cada reação, cada mudança, até não existir mais separação entre uma e outra.
— Eu estou com você… — murmurou, sem fôlego. — Não para ...assim... ahhhhh.
E então… veio.
De uma vez. Intenso.
Como algo que já vinha sendo construído desde muito antes daquele momento. O corpo de Amanda reagiu primeiro, e isso foi o suficiente para levar Fernanda junto, sem resistência, sem controle — só resposta.
Depois…
o tempo perdeu contorno e quando tudo desacelerou…
não houve quebra. Só continuidade. Elas ficaram ali. Entrelaçadas e próximas. Fernanda de olhos fechados, o corpo finalmente solto, um sorriso pequeno, mas inteiro. O quarto ainda guardava o calor dos corpos, o cheiro salgado do mar misturado aos lençóis amassados, o som distante das ondas preenchendo os silêncios.
Amanda estava deitada com a cabeça sobre o peito de Fernanda, desenhando distraidamente pequenos círculos com a ponta dos dedos sobre sua pele. Por alguns minutos, nenhuma das duas disse nada, não porque faltassem palavras, mas porque, pela primeira vez em muito tempo… nenhuma delas precisava fugir de pensamento algum.
Foi Fernanda quem quebrou o silêncio.
— Quando a gente voltar… — a voz saiu baixa, preguiçosa.
Amanda ergueu levemente o rosto.
— Hum?
Fernanda passou os dedos pelos cabelos dela.
— No dia seguinte eu começo.
Amanda franziu levemente a testa.
— O curso?
Fernanda assentiu.
— É, finalmente vou poder realizar meu sonho de ser delegada.
Amanda abriu um sorriso antes mesmo de conseguir controlar.
— Eu fico muito feliz por você.
Fernanda soltou um pequeno riso.
— Obrigada amor.
Pausa.
— Eu sempre soube que queria proteger… — ela disse, olhando por um instante para o teto, organizando os próprios pensamentos. — Mas hoje eu sei exatamente onde eu quero atuar.
Amanda apoiou o queixo no peito dela.
— Onde?
Fernanda encontrou seus olhos.
— Numa delegacia especializada em proteção à mulher.
O silêncio que veio depois não foi vazio. Foi orgulho. Amanda sorriu devagar.
— Você vai ser incrível.
Fernanda deu de ombros, fingindo despretensão.
— Eu sei.
Amanda riu baixo.
— Convencida.
— Realista.
Amanda voltou a se acomodar sobre ela.
— E depois?
Fernanda abriu um olho.
— Depois do quê?
— Depois do curso. Do casamento. De salvar o mundo…
Fernanda arqueou a sobrancelha.
— Ah… então você já está planejando meu futuro inteiro?
Amanda sorriu.
— Não meu amor, estou planejando o nosso futuro inteiro.
A resposta fez Fernanda ficar em silêncio por um segundo.
— Tá… isso foi bonito.
Amanda sorriu ainda mais.
— Eu sei.
Fernanda bufou, divertida.
— Convencida.
Amanda ergueu o rosto.
— Realista.
As duas riram. Amanda voltou a brincar com os dedos sobre a pele dela antes de perguntar:
— Depois disso… onde a gente vai viver?
Fernanda observou seu rosto por alguns segundos.
— Você está falando de apartamento… ou de casa?
Amanda pensou.
— Casa.
Fernanda arqueou a sobrancelha.
— Com jardim?
— Com varanda.
— Cachorro?
— Dois e o Bóris.
Fernanda riu.
— Cachorro e o Bóris?
Amanda deu de ombros.
— Você trabalha demais. Eu vou precisar de apoio emocional.
— Ah, então os nossos pets serão meus concorrentes?
Amanda sorriu, se aproximando.
— Nunca.
Pausa.
Fernanda passou os dedos pelo rosto dela.
— E sem decidir nada sozinha.
Amanda sustentou seu olhar. Sabia exatamente o peso daquela frase. Sabia tudo o que ela carregava.
Então assentiu.
— Nunca mais.
O olhar de Fernanda suavizou.
Amanda entrelaçou seus dedos aos dela.
— Eu não quero construir nada sem você. Nem uma casa… nem uma família… nem o resto da minha vida.
Fernanda fechou os olhos por um segundo, como se estivesse se protegendo do impacto daquilo.
— Droga…
Amanda inclinou a cabeça.
— O quê?
Fernanda abriu um pequeno sorriso.
— Você fica perigosamente convincente quando resolve ser romântica.
Amanda abriu um sorriso satisfeito.
— Então se prepara.
O silêncio voltou, leve e confortável, até Amanda falar de novo, dessa vez mais baixa.
— Fê…
— Hum?
Ela hesitou só por um instante.
— Você quer… filhos?
Fernanda piscou algumas vezes, surpresa pela mudança de assunto, mas não desviou.
— Quero muito, eu adoro crianças.
A resposta veio simples e segura. Amanda sorriu, quase tímida.
— Eu também.
Fernanda acariciou o rosto dela.
— Mas eu preciso te falar uma coisa.
Amanda ficou quieta.
— Eu não tenho vontade de gerar, passar por todo aquele processo de alteração hormonal, etc.
A voz de Fernanda não carregava culpa. Só honestidade.
— Na verdade, nunca tive vontade.
Amanda sustentou seu olhar por alguns segundos.
Então sorriu.
— Tudo bem.
Fernanda franziu levemente a testa.
— Só isso?
Amanda subiu um pouco sobre ela, aproximando seus rostos.
— Tudo bem… porque eu quero gerar.
Os olhos de Fernanda suavizaram.
— Sério?
Amanda assentiu.
— Sério.
Pausa.
Então, com um sorriso pequeno, Amanda completou:
— Mas com uma condição.
Fernanda arqueou a sobrancelha.
— Lá vem.
Amanda se aproximou ainda mais.
— Quando chegar a hora… eu quero carregar um filho nosso.
Fernanda ficou em silêncio por um segundo, até Amanda completar, em voz baixa:
— Com o seu óvulo.
Por um instante…
Fernanda simplesmente ficou sem palavras, algo raro para ela. Os olhos se encheram antes mesmo que percebesse.
— Amanda…
Amanda sorriu, limpando discretamente o canto do olho dela.
— Ué… vai me fazer repetir a parte romântica?
Fernanda soltou uma risada baixa, puxando-a para mais perto.
— Não.
Encostou a testa na dela.
— Mas eu vou lembrar disso pro resto da vida.
Amanda ficou alguns segundos olhando para ela.
Então sorriu de lado.
— Aliás…
Fernanda estreitou os olhos.
— Lá vem você de novo.
— A gente ainda deve uma visita pra sua família.
Fernanda fechou os olhos dramaticamente.
— Ah, não, eu tenho o curso…
Amanda começou a rir.
— Ah, sim.
— Minha mãe vai te adotar e esquecer completamente que eu existo.
Amanda deu de ombros.
— Considerando que eu sou claramente a favorita…
Fernanda apertou sua cintura.
— Traidora.
Amanda roubou um beijo rápido.
— Seu pai ainda me deve aquela conversa.
Fernanda fez uma careta.
— Meu pai vai te analisar como se estivesse contratando uma agente federal.
— Perfeito. Eu trabalho sob pressão.
Fernanda riu.
— E o casamento?
Amanda deu de ombros.
— Pequeno.
— Família, amigos. Nada de imprensa ou empresários querendo aparecer.
— Sem lista com trezentas pessoas que você nem conhece.
Amanda estreitou os olhos.
— Isso foi um ataque pessoal?
Fernanda sorriu.
— Foi uma observação estratégica.
Amanda tentou parecer ofendida. Durou três segundos. As duas riram de novo.
Mais tarde, enquanto Fernanda dormia com uma tranquilidade rara, Amanda saiu em silêncio para o deck. Pés descalços. O vento leve tocando sua pele. O reflexo do próprio corpo apareceu no vidro do bangalô. Por anos, Amanda se acostumou a sobreviver, a pedir espaço e diminuir partes de si para caber em escolhas que nunca foram realmente suas, mas agora não.
Pela primeira vez…
Amanda não estava sendo escolhida, mas sim, estava escolhendo amar. Fazendo com que o futuro não parecesse assustador e sim casa.
Foi quando ouviu passos sonolentos atrás dela antes mesmo de sentir os braços envolvendo sua cintura.
— Sabia que você ia fugir da cama — murmurou Fernanda, com a voz rouca de sono.
Amanda sorriu.
— Você demorou.
Fernanda encostou o rosto no ombro dela, ficaram alguns segundos em silêncio, ouvindo apenas o mar.
Então Amanda perguntou, distraída:
— E aí, investigadora… resolveu o caso?
Fernanda soltou uma risada baixa.
— Ainda não.
Amanda virou um pouco o rosto.
— Não?
Fernanda negou devagar.
— Porque toda vez que eu acho que entendi você… aparece mais alguma coisa pra me deixar ainda mais apaixonada.
Amanda tentou esconder o sorriso e falhou miseravelmente.
Fernanda beijou de leve a lateral do rosto dela antes de completar:
— Depois de anos investigando crimes, mentiras e gente perigosa…
Pausa.
— Descobri que o maior problema da minha vida foi me apaixonar por você.
Amanda riu baixo.
— E vai prender quem?
Fernanda a apertou um pouco mais contra si.
— Ninguém.
Olhou para o mar outra vez e depois para Amanda. Acabou sorrindo.
— Esse é o primeiro caso da minha vida, que eu nunca quero encerrar.
FIM
Fim do capítulo
Gurias,
Acabou…
E confesso que escrever isso dá um aperto no peito.
Espero, de verdade, que vocês tenham gostado de acompanhar a história da Amanda e da Fernanda. Essa foi a primeira vez que escrevi algo e tive coragem de publicar, então peço carinho com os erros que possam ter escapado pelo caminho. Cada capítulo foi escrito com muito amor, aprendizado e aquele friozinho na barriga de quem está se arriscando em algo novo.
Amanda e Fernanda me ensinaram que o amor nem sempre chega de forma calma. Às vezes ele chega bagunçando tudo, fazendo perguntas difíceis, cutucando feridas e obrigando a gente a olhar para dentro. Mas também ensinaram que, quando existe cuidado, respeito e entrega, até os maiores problemas podem virar abrigo.
Obrigada por terem chegado até aqui comigo.
Com carinho,
Gabi
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Gabi Reis Em: 17/05/2026 Autora da história
Muito obrigada Marianaaleao, bom saber que gostou
Beijão