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Chemical por lenass

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Palavras: 868
Acessos: 1376   |  Postado em: 11/05/2026

Capitulo 70

Bianca já sabia que tinha algo estranho no ar assim que girou a chave na porta.

Não era silêncio.

Era expectativa.

Ela entrou devagar no apartamento.

— Mãe? — chamou, largando a bolsa no sofá.

— Aqui — veio a resposta calma.

No canto da sala, sentada como se fosse dona do lugar (que era), Rebeca estava de pernas cruzadas, um livro aberto no colo, uma taça de vinho na mão e uma expressão tranquila demais pra ser inocente.

— Oi, amor — disse, sem tirar os olhos da página.

Bianca estreitou os olhos.

— Oi… você tá aqui há quanto tempo?

— O suficiente pra pensar na vida. E em você.

Bianca já suspirou.

— Lá vem.

Rebeca fechou o livro com cuidado e o apoiou no colo.

— Então… — começou, num tom leve demais. — Quando você vai apresentar ele pra gente?

Bianca congelou por meio segundo.

— Ele quem?

Rebeca arqueou a sobrancelha.

— Seu namorado, peguete, ficante, sei lá como vocês chamam agora.

— Meu o quê?!

— Bianca — ela disse, paciente, como quem conversa com alguém que claramente está se fazendo de desentendida. — Você chega tarde. Some nos fins de semana. Sorri olhando o celular. Eu não sou cega, amor. Eu te fiz, eu te conheço.

Bianca passou a mão no rosto.

— Mãe…

— Eu tô te dando espaço — continuou Rebeca. — Mas eu tô curiosa. Quem é a pessoa que tá fazendo minha filha sorrir igual boba? Não boba tipo a Ana, que é outra categoria completamente diferente… você entendeu.

Bianca soltou um riso nervoso.

— Não existe “ele”.

Rebeca piscou.

— Como assim?

— Não tem “ele”.

A expressão dela mudou para confusão imediata.

— Então… é ela?

Bianca ficou vermelha num segundo.

— NÃO!

— Ah.

Rebeca tomou mais um gole de vinho, pensativa.

— Certo… amor, eu já tô ficando velha. Se não é ela e não é ele… então quem é?

Bianca largou a bolsa no chão de novo, derrotada.

— É… ela.

Rebeca esperou.

Bianca respirou fundo.

— Minha professora.

Rebeca inclinou um pouco a cabeça, juntando as peças em silêncio.

— Uma… professora?

— Sim.

— Sua professora?

— Minha.

Rebeca encostou no sofá, como se precisasse se reposicionar pra entender melhor a informação.

— Bianca… ela é casada?

— Não!

— Tem alguém?

— Não, mãe!

— Calma, não precisa gritar — ela disse tranquila. — Eu só tô organizando as informações.

Bianca passou a mão no rosto outra vez.

— Ela é solteira. Divorciada. Não tem ninguém.

Rebeca levantou uma sobrancelha.

Bianca desviou o olhar.

— Quer dizer… agora tem. Bem… tem eu.

Rebeca assentiu lentamente.

— Entendi.

Ela ficou olhando pra filha por alguns segundos, curiosa.

— E como ela é? — perguntou, por fim.

Bianca travou.

— Como assim?

— Você sabe. Como pessoa.

Bianca hesitou por um instante.

E então começou a falar sem perceber.

— Ela é… meio brava. No começo todo mundo acha que ela é carrasca, sabe? Professora exigente, dessas que ninguém quer irritar… fama de malvada, super rígida.

Rebeca ouviu em silêncio, atenta.

— Mas ela é incrível. Muito inteligente. Engraçada quando quer. E tem uns olhinhos meio puxadinhos quando ri que ficam…

Bianca sorriu sozinha antes de terminar:

— …bonitinhos.

Ela soltou o ar pelo nariz, quase rindo.

— Ela é muito fofa.

Bianca percebeu tarde demais o que tinha acabado de dizer.

A expressão de Rebeca já tinha mudado.

Agora tinha um sorriso pequeno ali.

— Entendi — disse baixinho.

Bianca pigarreou.

— Não começa.

— Eu não falei nada — Rebeca respondeu, levantando as mãos.

Mas o sorriso continuou lá.

Bianca se jogou no sofá.

— Isso tá ficando constrangedor.

— Um pouco — Rebeca admitiu. — Mas eu gosto dela.

Bianca virou o rosto rápido.

— Você nem conhece ela!

— Ainda — corrigiu Rebeca, simples. — Mas já gosto.

Bianca franziu a testa.

— Como assim “já”?

Rebeca fechou o livro e apoiou as mãos no colo.

— Porque você tá sorrindo enquanto fala dela.

Bianca ficou quieta.

O sorriso dela desapareceu devagar, substituído por alguma coisa mais vulnerável.

— E isso não é comum.

O silêncio dessa vez veio leve.

Quase quente.

Bianca respirou fundo.

— Eu ainda não sei quando… ou como aconteceu, mas é ela.

Rebeca assentiu devagar.

— Então é sério assim?

Bianca não respondeu.

Não precisava.

Rebeca sorriu de lado.

— Entendi. Então eu quero conhecer minha futura nora.

Bianca arregalou os olhos.

— Mãe!

— O quê? — ela deu de ombros. — Eu só tô sendo prática.

Bianca riu baixo.

— Você é impossível.

— E você é igualzinha a mim — respondeu Rebeca, levantando.

— Isso não ajuda!

— Ajuda sim — disse, caminhando em direção ao corredor. — E convide ela pra jantar quando estiver pronta. Ah… e avisa: eu sou tranquila, mas sou delegada. E sim, eu ando armada.

Bianca ficou olhando Rebeca desaparecer pelo corredor, ainda rindo sozinha.

O peito parecia mais leve agora.

Pela primeira vez desde que entrou em casa, relaxou de verdade.

Ficou alguns segundos em silêncio antes de murmurar:

— Tá…

Ela sorriu de canto.

 

— Não parece tão ruim assim.

Fim do capítulo


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