Capitulo 5 - Explosão
O táxi parou bruscamente, levantando uma cortina de poeira que pareceu sufocar o ar já carregado do rancho. Briam Maxwell saltou do carro antes mesmo que ele parasse totalmente. Suas roupas de linho branco, totalmente fora do ambiente rústico, estavam amarrotadas, e o pânico estampado em seu rosto era patético.
- Addison! Você precisa me ajudar! - ele gritou, correndo estabanado em direção à varanda, tropeçando nos próprios pés. - Eu tentei passar o cartão na galeria e foi recusado. O banco diz que o limite da conta extra foi estourado e que há um cheque especial pendente de seis dígitos! Eu não consigo comprar as telas para a exposição!
Addison, que estava no pátio tentando manter a fachada de "negócios" com Itzel, sentiu uma queimação na base do crânio, que subia implacável em direção a fronte.
- Briam, controle-se! - ela sibilou, segurando-o pelo braço e tentando arrastá-lo para longe dos ouvidos atentos dos peões. - Eu te dei a mesada trimestral há menos de vinte dias. Como você conseguiu torrar tudo?
- Eu... eu precisei de materiais novos, e houve aquele leilão de molduras antigas, e... Addison, eu não sei onde o dinheiro foi! Eu só usei! - ele gaguejava, expondo sua completa nulidade para lidar com dinheiro, aliás com qualquer cifra que tivesse mais de dois zeros. Sem a supervisão dela, ele era como uma criança com um cartão de crédito sem limites.
Itzel, que observava a cena com os braços cruzados e uma expressão que oscilava entre o nojo e a incredulidade, deu um passo à frente. A fúria que ela vinha reprimindo desde a ligação da madrugada - desde o embate com Addison por conta da ligação de Briam - explodiu com a força de um vulcão.
- Então é por isso? - a voz de Itzel cortou o pátio, gélida e afiada. - Por esse parasita? Por um homem que não consegue gerir a própria carteira, quanto mais uma empresa ou um sobrenome?
Briam recuou, assustado com a presença imponente da mexicana.
- Addison, quem é essa mulher? Por que ela está falando assim comigo?
- Cale a boca, seu moleque mimado! - Itzel rugiu, avançando para o espaço pessoal de Briam. Ela era mais alta que ele e exalava uma autoridade que o reduzia a nada. - Você vem aqui, no meio do caos, choramingar por "mesada" enquanto a Addison se mata para salvar o legado e o patrimônio do pai? Enquanto ela esconde quem ela é para sustentar a sua vidinha de artista medíocre?
- Itzel, por favor, não agora... - tentou intervir Addison, mas Itzel se virou para ela com os olhos faiscando de uma possessividade latente e perigosa.
- Não agora? - Itzel segurou o braço de Addison com firmeza, os dedos cravando na pele. - Olhe para ele, Addison! Olhe para o "marido" que você escolheu para mostrar ao mundo, como um casalzinho feliz. Ele é um viciado em dinheiro que você sustenta como um animal de estimação! Você me esconde, me nega um lugar na sua vida, me faz entrar no seu quarto como uma ladra de madrugada, tudo para não quebrar a ilusão sobre... desse nada?
Itzel voltou a encarar Briam, que tremia.
- Escute bem, "Sr. Maxwell". Você não é nada aqui. Você é um fantoche que a Addison comprou. Se você ligar para ela de novo para chorar por dinheiro, eu mesma garanto que a sua mesada será cortada na raiz. Eu não admito que você a interrompa, eu não admito que você tire um segundo do tempo dela! Ela é minha, você entendeu? Em todos os sentidos que importam, ela me pertence, e você é apenas um erro no percurso que eu estou ansiosa para expurgar de uma vez por todas das nossas vidas!
Addison estava paralisada. A incisividade de Itzel removera todas as camadas da farsa. No estábulo do lado sul da casa do rancho, Caleb Riggs observava tudo, escorado displicentemente na porta, um sorriso lento e sombrio espalhando-se por seu rosto. Ele não precisava saber de engenharia ou tequilas; ele acabara de ver a esposa perfeita ser reclamada por outra mulher enquanto o marido era humilhado e descartado como um ninguém.
- Entrem agora. Os dois - Addison disse, a voz num tom baixo e perigoso de quem chegou ao limite.
Ela sabia que fora o descontrole financeiro de Briam o fósforo que incendiara a gasolina, mas o ciúme possessivo de Itzel era o incêndio que não poderia mais ser apagado e dessa vez ela teria que enfrentar as duras consequências.
***
Adam Scott estava parado na porta, a mão trêmula apoiada em uma bengala de nogueira, o rosto pálido contrastando com os olhos que, mesmo doentes, ainda carregavam o fogo de um patriarca. O tubo de oxigênio passava por seu rosto como uma marca de sua fragilidade, mas sua voz saiu como um trovão rouco.
- "Ela é minha"? - Adam repetiu a frase de Itzel, cada sílaba pesando como chumbo. - O que significa isso, Addison? O que essa mulher está dizendo dentro da minha casa, na frente do seu marido?
O silêncio que se seguiu foi absoluto, interrompido apenas pelo som rítmico do concentrador de oxigênio de Adam no corredor. Addison sentiu o mundo girar. Ela olhou para Briam, que se encolhera como um animal acuado, e para Itzel, que se mantinha ereta, o queixo erguido, recusando-se a baixar os olhos.
- Pai, você deveria estar na cama... - Addison tentou dar um passo à frente, mas o gesto de mão de Adam a estancou.
- Não ouse me tratar como um inválido agora! - Adam rugiu, tossindo logo em seguida. - Eu ouvi. Ouvi sobre "farsa", sobre "mesada", sobre "pertencer". Addison, eu levei você ao altar! Eu vi você trocar votos com o Briam! Eu gastei muito para que você tivesse o casamento que sua mãe sempre sonhou para você! E agora você está me dizendo que eu entreguei minha única filha para um... para um contrato? Uma vida de fachada?
Addison fechou os olhos, as lágrimas finalmente transbordando. A dor no rosto do pai era pior do que qualquer ameaça de Caleb.
- Foi necessário, pai! - ela explodiu, a voz embargada. - Para que eu pudesse construir as empresas em Tucson, para que o mundo me respeitasse como engenheira, eu precisava da imagem de uma mulher casada, estável, com um nome de peso como o dos Maxwell atrás de mim para poder transitar neste mundo de negócios tão masculino. O senhor não sabe como é, não ser respeitada apenas por ser mulher, não importa o quão qualificada e competente se é. E o Briam precisava de patrocínio para a arte dele, e eu precisava de liberdade!
- Liberdade? - Adam apontou a bengala para Itzel. - Liberdade para viver essa... essa anormalidade com uma estrangeira pelas minhas costas? Você mentiu para mim todos os dias, por todos estes anos Addison! Cada foto de viagem que você me mandava, cada jantar que fingiam ter... foi tudo um teatro?
Itzel deu um passo à frente, ignorando o sinal de alerta de Addison.
- Não foi teatro para ela, Sr. Scott. O teatro era o Briam. O que ela tem comigo é a única coisa real na vida dela. Eu sou a mulher que a apoia enquanto esse rancho definha e enquanto esse rapazinho... - fez um gesto de desprezo em direção a Briam - gasta o dinheiro que ela sua para ganhar!
- Cale-se! - Adam gritou para Itzel. - Você não tem lugar nesta conversa! Addison, diga-me que ela está mentindo. Diga-me que o meu genro não é um embuste!
Briam, vendo a situação sair de controle, finalmente falou, a voz trêmula:
- Sr. Scott... eu sinto muito. Eu nunca quis magoar o senhor, mas a Addison... ela comanda tudo sim. Eu apenas segui o que foi acordado com ela. Minha família já não tem os mesmos recursos de antes e eu precisava de financiamentos...
O olhar de desprezo que Adam lançou a Briam foi devastador. O velho fazendeiro voltou-se para a filha, a decepção gravada em cada ruga.
- Eu preferia ter morrido naquele infarto do que ver que minha filha se tornou uma mulher sem honra - Adam sussurrou, e aquelas palavras cortaram Addison mais do que qualquer faca. - Você disse que foi necessário, mas trouxe essa... essa confusão para dentro de casa dos Scott, da casa da sua mãe!
- Eu fiz isso por você também! - Addison gritou, desesperada. - Para ter dinheiro que hoje mantém este lugar vivo! Para pagar os funcionários, para pagar seus remédios! Você acha que o rancho se mantém sozinho? Quem você acha que está pagando as dívidas todas, pai?
- Eu preferia ter perdido a terra com dignidade do que mantê-la com o preço da sua alma e das suas mentiras! - Adam cambaleou, a mão no peito. - Saiam. Todos vocês. Não quero ver mais ninguém.
Do lado de fora, no corredor, a sombra de Caleb Riggs se projetava contra a parede. Ele ouvira tudo. O patriarca estava desolado, a herdeira estava exposta e o marido era um covarde. O momento que Caleb esperava para dar o golpe final e assumir o controle total do Scott Legacy - e talvez chantagear as duas mulheres ricas - acabara de chegar.
Addison olhou para Itzel, buscando forças, mas viu no olhar da amante uma mistura de triunfo por ter dito a verdade e dor por ver Addison destroçada por dentro com a rejeição do pai. Aproximou-se e pegou-a pela mão e viu a recusa se formando no rosto de Addison, o pânico se espalhando, quente e denso de um vazio enorme. Addison virou-se e seguiu para o escritório, seguida de Itzel.
O escritório ainda ecoava com os gritos e a respiração pesada de Adam, mas foi o silêncio de Itzel que cortou o ar como uma lâmina fria. Enquanto Addison tentava amparar o pai, que se recusava a ser tocado, Itzel caminhou até a mesa de carvalho e pegou sua garrafa de tequila, fechando-a com um clique definitivo.
- Você ouviu o que ele disse, Addison? - Itzel perguntou, a voz assustadoramente calma, desprovida da fúria de minutos antes. - Ele falou de honra. Ele falou de alma. E você... você continuou pedindo desculpas pela "imagem" de filha perfeita que não conseguiu manter.
- Itzel, agora não... meu pai está passando mal! - Addison implorou, os olhos vermelhos de tanto chorar.
- Agora sim. É sempre "agora não" para nós, Addison. - Itzel caminhou até a porta, parando a centímetros de Adam, que a olhava com uma mistura de asco e confusão. - Você teve a chance de dizer a ele que eu sou a mulher que te faz feliz, que eu sou o seu porto seguro a 10 longos anos, que o Briam é apenas um erro que você paga para manter por perto. Mas você preferiu se desculpar por ser quem é.
- Eu estou tentando salvar o que restou! - gritou Addison.
- Não. O que você está tentando salvar já não existe mais. - Itzel olhou para Briam, que permanecia encolhido em um canto, e depois voltou o olhar para Addison. - Eu não sou um segredo para ser guardado em quartos de hóspedes e escritórios escuros. Eu sou Itzel Mendoza. Em Jalisco, eu caminho as claras, no sol quente e puro. Se você prefere as sombras deste rancho decadente e a aprovação de um homem que te despreza pela sua verdade, pelo que você é, então você já fez sua escolha.
Sem olhar para trás, Itzel saiu pelo corredor. Addison ouviu o som de seus passos firmes no piso de madeira, o bater da porta principal e, minutos depois, o rugido do motor da caminhonete preta rasgando o silêncio do pátio. Itzel estava indo embora, levando consigo a única força real que Addison possuía.
Adam Scott, exausto pelo confronto, deixou-se cair na poltrona de couro, fechando os olhos.
- Saia daqui, Addison. Pegue esse... esse rapaz e suma da minha frente. Não quero ver o rosto de vocês dois até que eu consiga respirar sem sentir o cheiro desta sua traição.
Briam, sentindo que a fonte de dinheiro estava secando e o perigo aumentava, aproximou-se de Addison.
- Addison, e as minhas contas? Eu preciso voltar para Tucson, não posso ficar aqui com esse velho me olhando assim e aquela louca me ameaçando...
Addison virou-se para ele com um olhar tão gélido que Briam deu um passo atrás.
- Se você disser mais uma palavra sobre dinheiro, Briam, eu juro que não repasso nem mais um centavo para financiar seus luxos. Saia da minha frente. Agora.
***
Mais tarde, sozinha no escritório que agora cheirava a sândalo e decepção pela partida de Itzel, Addison desabou na cadeira. O notebook ainda estava aberto, exibindo os milhares de dólares desviados por Caleb. Ela perdera o pai, perdera a mulher que amava e estava presa a um marido inútil.
Foi então que a porta se abriu novamente. Não era Itzel voltando, nem Briam.
Caleb Riggs entrou, retirando o chapéu com um gesto de falsa cortesia. Ele se encostou na mesa, olhando para Addison com um brilho de triunfo predatório nos olhos.
- Parece que o ninho de cobras explodiu, não foi, patroa? - Caleb sorriu, revelando os dentes manchados de tabaco. - O patrão está desolado, a mexicana fugiu e o maridinho é um covarde que não tem onde cair morto.
- Saia daqui, Caleb - Addison sibilou, sem forças.
- Ah, eu não acho que você queira que eu saia. - Caleb inclinou-se sobre a mesa, fechando o notebook dela com uma mão pesada. - Eu ouvi tudo. A sua imagem de dondoca, a farsa do casamento, "ela é minha".... Será que seus negócios, os que você diz que tem, com ar de importância, não serão afetados se algo "vazar" para os jornais? E o coração do velho Adam? Bom, ele não aguenta mais um escândalo agora, aguenta?
Addison olhou para ele, percebendo que Caleb não estava mais apenas roubando o gado; ele estava prestes a tomar a vida dela e do pai.
- O que você quer? - ela perguntou, a voz sem alma.
- Quero o que é meu por direito de quem cuidou desta terra enquanto você brincava de ser patricinha - Caleb respondeu. - Quero a procuração total do rancho, eu sou a pessoa certa para administrar tudo aqui. Sou eu que entendo como esta terra funciona.
Addison sentiu o estômago revirar sob o peso da audácia de Caleb. O capataz, que ela sempre considerara apenas um ladrão rústico, agora se revelava um chantagista meticuloso, alimentado pelo ressentimento de anos à sombra da família Scott. Ela olhou para a mão dele, ainda pressionando o notebook - o símbolo de sua inteligência e de sua carreira - e sentiu uma faísca de ódio genuíno acender o que restava de suas forças.
- Procuração total? - Addison soltou uma risada seca, sem alegria, que fez o sorriso de Caleb vacilar por um microssegundo. - Você realmente acha que um homem que não consegue nem disfarçar um desvio de forragem tem capacidade para gerir o patrimônio que meu pai levou quarenta anos para construir?
Caleb inclinou-se mais, o cheiro de suor e fumo barato invadindo o espaço pessoal de Addison.
- Não se trata de capacidade, patroa. Se trata de quem tem o baralho e as cartas certas na mão. O seu marido de fachada está lá fora tremendo como uma vara verde, e a sua... "parceira" mexicana já deve estar cruzando a fronteira. Você está sozinha. Assine os papéis que eu mandar, ou o seu nome será arrastado na lama de Phoenix a Tucson. E o seu pai? Bom, você sabe que o coração dele não aguenta a vergonha de ter uma filha "desviada".
Addison levantou-se lentamente. Mesmo exausta, ela ainda era a mulher que comandava canteiros de obras de milhões de dólares. Ela endireitou a camisa preta e encarou os olhos turvos de Caleb com a frieza de quem analisa uma falha na estrutura de um prédio.
- Você está cometendo um erro de cálculo básico, Caleb. Você acha que eu sou o Briam. Acha que sou uma criatura que vive de aparências e que desmorona quando o vento sopra mais forte. Mas eu sou mais casca grossa que isso. Eu não construo nada sem uma base sólida.
Ela deu a volta na mesa, ficando frente a frente com ele.
- Você ouviu minha vida pessoal ser exposta? Ótimo. Agora você sabe que eu não tenho mais nada a esconder do meu pai. O pior já aconteceu: ele já me despreza. O que você vai fazer? Contar para os jornais que a Addison Scott é lésbica e que o casamento dela é um contrato? Vá em frente. No mundo em que eu vivo, isso é apenas uma nota de rodapé. Mas no mundo em que você vive, Caleb... o crime de lavagem de dinheiro, desvio de patrimônio e fraude em registros federais de gado dá vinte anos de prisão em regime fechado.
Caleb tentou manter a postura, mas um tique nervoso surgiu no canto do seu olho.
- Você não tem provas que me liguem a estes crimes.
- Eu tenho cada IP, cada trans*ção e cada nota fria que você e a sua dançarina de boate acharam que tinham escondido - mentiu ela, com uma convicção absoluta. - O notebook está fechado, mas os dados estão na nuvem. Se algo acontecer comigo, ou se um único detalhe da minha vida sair deste rancho, os arquivos vão direto para a polícia.
Addison deu um passo à frente, forçando Caleb a recuar um centímetro.
- Você quer a procuração? Eu vou te dar algo melhor. Eu vou te dar vinte e quatro horas para sumir destas terras. Leve aquela mulherzinha com você, leve o que você conseguiu desviar até hoje e nunca mais pise no solo dos Scott. Se amanhã, quando o sol nascer, você ainda estiver aqui, eu não vou apenas te demitir. Eu vou te destruir.
Caleb sentiu o suor frio escorrer pelas costas. A resistência de Addison não era o choro de uma mulher acuada, era a sentença de uma executiva poderosa. Ele olhou para a porta, depois para ela, o ódio lutando com o instinto de preservação.
- Isso não acabou, Addison - ele sibilou, ajeitando o chapéu com mãos levemente trêmulas. - Você pode ter os números, mas eu conheço este rancho e este deserto. Você não vai conseguir manter este lugar sem mim. O velho vai morrer odiando você, e você vai ficar aqui, sozinha, com as suas máquinas e estes papeis de arquivo.
- Eu prefiro tudo isso à sua presença nojenta - ela rebateu, a voz cortante. - Saia do meu escritório. Agora.
Caleb saiu, batendo a porta com violência. Addison desabou novamente na cadeira, os pulmões ardendo. Ela vencera o primeiro round contra o capataz, mas a vitória tinha um gosto ácido de cinzas. Ela olhou para o celular. Nenhuma mensagem de Itzel. O silêncio da mexicana era o lembrete constante de que, embora tivesse salvo o rancho por ora, ela perdera o sangue que fazia o seu coração pulsar.
***
A partida de Briam foi desprovida de qualquer dignidade. Ele atirou as malas de grife no porta-malas do táxi enquanto Addison entregava a ele o envelope com os papéis com o pedido de divórcio e uma última transferência bancária, suficiente apenas para que ele se mantivesse em Tucson por alguns meses.
- Você é fria, Addison. Sempre foi - Briam cuspiu as palavras, o rosto vermelho de humilhação. - Me usou como um acessório para sua carreira e para o seu pai. Espero que este deserto e esse rancho de merd* te engula.
Addison não respondeu. Ela apenas observou o carro desaparecer na nuvem de poeira, sentindo um alívio gélido. O divórcio era a primeira viga que ela derrubava para reconstruir sua própria fundação, firme e sólida antes de ir ter com Itzel.
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 10/05/2026
Addison finalmente tomou uma atitude, mas teve um preço e vai ter um longo caminha até ter a Mexicana de volta..
Mas acho que Caleb ainda vai aproveitar com ela
Lady Texiana
Em: 11/05/2026
Autora da história
Sim, realmente a caminhada até o acerto final será longa e difícil! Obrigada por acompanhar esta história!
Abraços!
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