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A Marca do Prazer por Naahdrigues

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Palavras: 5815
Acessos: 290   |  Postado em: 08/05/2026

Notas iniciais:

Olá, pessoal! 


Tem capítulo novo no ar para vocês! Espero que estejam gostando da história tanto quanto eu amei escreve-la. Não esqueçam de deixar comentários, amo ler tudo e responder.


Passando também para avisar que na semana que vem trago mais um capítulo fresquinho! 


E para quem está ansioso(a) para saber o desfecho… já está disponível o eBook completo por apenas R$ 25,00! Nele, vocês ainda encontram um final alternativo exclusivo


Se tiver interesse, é só entrar em contato comigo pelo WhatsApp: (92) 98432-6583


Ótima leitura a todos! 
Beijos!

CAPITULO 14 - SEDUÇÃO

Julianne chegou ao plantão com meia hora de atraso.
Depois de chegar em casa, não conseguiu dormir; seu corpo ainda estava em brasas por Camilla, sentindo uma ausência quase física da médica. Só conseguiu pegar no sono às quatro da manhã.

Na manhã seguinte, passou na cafeteria do hospital e pediu um café forte para despertar. Era exatamente onze horas, e Camilla já havia acordado, terminando sua última série de exercícios na academia. Tomou um banho rápido e decidiu passar no apartamento para verificar o andamento da obra. Depois do que aconteceu com Julianne, precisava urgentemente voltar a morar sozinha, garantindo privacidade para as próximas visitas da enfermeira. Sabia que, enquanto não tivesse seu apartamento, as idas ao motel seriam a única saída — se Julianne concordasse.

A enfermeira não queria levá-la para casa novamente para não confundir sua cabeça e, muito menos, a de Luísa, que gostava de Camilla, mas não aprovava a forma como ela havia “abandonado” Julianne.

Camilla conferiu a obra e pediu, quase implorando, que o pessoal finalizasse em uma semana. A equipe respondeu que o máximo seria duas semanas, e a médica acatou, suspirando.

Por volta do meio-dia, Julianne resolveu almoçar. Passou pela recepção e perguntou discretamente se a doutora Camilla havia chegado. A recepcionista negou, mas vinte minutos depois, Camilla apareceu, usando óculos escuros e um look sofisticado, casual e confortável, perfeito para manter elegância durante as visitas e atendimentos.

O blazer estruturado branco, com botões dourados, cobria uma blusa leve do mesmo tom. A calça justa nude alongava a silhueta e mantinha a elegância. Por baixo, uma cueca de compressão discreta protegia sua intimidade, sobreposta a uma cueca tipo box. Nos pés, sapatos de salto médio completavam o visual refinado. Em vez da tradicional bolsa de mão, carregava uma bolsa de academia grande, neutra, para roupas de troca e itens pessoais.

A médica percorreu os corredores cumprimentando discretamente alguns colegas, passou pela cantina e avistou Julianne almoçando sozinha. Sorriu, aproximando-se sem ser notada pegando a enfermeira de surpresa.

— Boa tarde, enfermeira Julianne — disse com voz baixa, sedutora.

Julianne ergueu o olhar, surpresa, avaliando Camilla dos pés à cabeça. O olhar intenso da médica, no entanto, não passou despercebido.

— Está do seu gosto o look, submissa? — perguntou Camilla, provocante.

— O…o…oi, Camilla… quero dizer… doutora Camilla — gaguejou Julianne, pigarreando, tentando controlar a respiração. — Você está linda… como sempre.

— Posso me sentar? — Camilla retirou os óculos, sentando-se de frente para a enfermeira.

O olhar entre elas era carregado de desejo, de algo que palavras não alcançavam. Julianne mordeu o lábio inferior, incapaz de disfarçar.

— Cla… claro — respondeu, quase sem voz, observando a médica acomodar sua bolsa na cadeira. — Doutora, você não acha estranho sentar aqui comigo? As pessoas vão comentar.

— Não ligo para o que falam aqui, só me importo com o que você fala, Juh.

— Mas você é minha chefe… tecnicamente.

— Sim… e daí?

— Podem achar que tenho algum privilégio sobre você.

— Se você quiser… pode ter vários…

— Camilla, não brinca com coisa séria.

— Não estou brincando.

— Você almoçou?

— Não… ainda nem tive tempo.

— Então, por que não come algo agora?

— Adoraria comer algo bem delicioso — respondeu Camilla, em duplo sentido, provocando um arrepio na enfermeira.

— Não estou falando disso, doutora.

— Então vamos na minha sala, Juh?

— Não posso…

Camilla olhou para o relógio, era doze e quarenta, e Julianne tinha batido o ponto às doze horas.

— Você ainda tem vinte minutos, pode ir rapidinho lá comigo.

— Não dá, Camis…

— Que saco! Por que às vezes você tem que ser toda certinha?

— Estamos no trabalho.

— Na hora do descanso, por favor, vai na minha sala. Qualquer coisa, me manda mensagem ou me liga perguntando se estou lá. Posso esperar sua ligação, Juh?

Camilla fez uma carinha provocante, manhosa, misturando autoridade e desejo.

— Vou pensar, doutora Camilla.

— Irei te esperar ansiosa. Agora vai trabalhar, você está mais que atrasada.

— Negativo, eu faço meu horário, enfermeira Julianne — respondeu Julianne, mas não sem notar o sussurro sexual que Camilla deixou no ouvido da mulher antes de se afastar, fazendo seu coração acelerar.

O plantão seguia intensamente no hospital. Naquele dia o fluxo de pessoas estava intenso e o ambiente superlotado.

Por volta das duas da madrugada, Camilla foi até o vestiário tomar um banho rápido. Depois, voltou para sua sala, se jogou no sofá e acabou adormecendo, esperando ansiosamente a ligação de Julianne. Sentia como se a enfermeira a estivesse evitando. Cruzaram-se algumas vezes no corredor, trocando olhares furtivos, mas Julianne parecia distante.

Por volta das três e meia da madrugada, Julianne tomou banho e avisou às colegas de plantão que precisava descansar, deixando seus contatos caso fossem necessárias. Pegou o elevador até a sala de Camilla, bateu na porta, mas não recebeu resposta. Decidiu entrar e encontrou a médica dormindo no sofá de forma despojada: apenas de blusa e calça, sem a cueca de compressão, deixando a intimidade marcada discretamente na roupa.

Julianne trancou a porta e, sentando-se ao lado de Camilla, começou a acariciar o rosto da médica, esperando que ela acordasse.

— Eu só posso estar sonhando… — sussurrou Camilla, com a voz rouca.

— Eu vim rapidinho te ver, Camis.

Camilla puxou Julianne pela cintura, fazendo-a deitar-se no sofá, ficando por cima da enfermeira.

— Não. Você vai ficar aqui até alguém te procurar.

— Não posso, Cam…

— Juh, por favor, não foge de mim.

— Só não quero que isso atrapalhe o nosso trabalho.

— Não vai.

Camilla beijou Julianne com intensidade, aprofundando o beijo de língua. Julianne retribuía, acariciando o rosto da médica enquanto Camilla apertava a cintura e a coxa esquerda da enfermeira, guiando-a com firmeza e desejo.

Ficaram nesse amasso intenso por cerca de 20 minutos, até que Julianne percebeu a excitação evidente de Camilla. Tentou interromper entre o beijo:

— Camis… melhor… a… gente… parar…

— Não! — respondeu Camilla, de joelhos sobre o sofá, tirando a blusa. Sem sutiã, os seios estavam protegidos apenas pelos adesivos nos bicos, e a barriga trincada e os braços fortes ficavam completamente evidentes.

Julianne se sentou rapidamente, ainda com a médica entre suas pernas.

— Cam… não faz isso…

— Por favor, Juh, eu preciso de você um pouco… — sussurrou Camilla, voz quase suplicante, carregada de tesão.

— A gente está sem camisinha…

— Tenho em algum canto da gaveta.

Julianne tentou se levantar, mas Camilla segurou sua mão.

— Não…

— Você não quer trans*r comigo?

— Eu quero…

— Então por que está me impedindo de pegar o preservativo?

— Só não quero aqui, Camilla…

— Temos tempo. Ninguém vai nos interromper.

— E se interromperem? Vamos ter que parar… e você não vai poder sair de repente.

— Você tá me dando o fora? — perguntou Camilla, surpresa e ansiosa.

— Não, meu Deus… tenta entender, a gente está de plantão…

— Julianne, só de a gente estar discutindo isso, já teríamos trans*do aqui nesse sofá.

— Eu não quero aqui. Será que pode respeitar isso? Agora sai. Vou voltar para o meu plantão.

 

Julianne empurrou Camilla e se levantou, indo para a porta. Antes que conseguisse tocar na chave, Camilla colou seu corpo contra o dela, a virando e a beijou com urgência, desesperada, quase implorando, passando as mãos ágeis pela lateral do corpo da enfermeira.

Julianne arfou entre o beijo, incapaz de resistir à força da médica. As mãos de Camilla já estavam sobre os seios de Julianne por cima da roupa, puxando, apertando, fazendo a enfermeira gem*r baixinho, com a voz embargada pelo prazer e surpresa.

— Juh… porr*… me dá… me deixa… te foder… agora… — sussurrava Camilla entre os beijos e gemidos, os olhos semicerrados, cheia de desejo, segurando firme as mãos e a cintura de Julianne.

Julianne, excitada, arqueava o corpo e gemia baixinho, mordendo os lábios para não deixar escapar mais.

— Cam… ai… não aguento… você me deixa louca… — murmurou a enfermeira, as mãos buscando o corpo de Camilla, desejando mais contato, mais intensidade.

O beijo continuava, troca de língua e gemidos, mãos explorando coxas, quadris e seios. Camilla não conseguia se controlar, suas súplicas saíam entre gemidos roucos, quase desesperados:

— Porr*, Juh… eu preciso de você… me deixa sentir você… porr*… não foge de mim…

Julianne, sentindo o peso da médica entre suas pernas, gemia e ofegava, o corpo reagindo a cada toque, cada sucção, cada carícia, perdida entre desejo, submissão e prazer.

Camilla beijava a lateral do pescoço de Julianne com intensidade, sugando a pele com ch*pões discretos que não marcariam. Enquanto isso, descia a calça da enfermeira, deixando-a apenas de calcinha branca e blusa.

A médica a beijava com paixão e urgência, ao mesmo tempo em que abria o botão e o zíper de sua própria calça rapidamente, descendo-a em seguida, ficando apenas de cueca box. O corte na peça permitia que o p*nis ereto fosse exposto sem precisar remover a cueca — e foi exatamente assim que Camilla fez.

Ela afastou a calcinha da enfermeira e a penetrou sem cerimônia, erguendo a perna esquerda de Julianne até seu quadril.

Julianne, totalmente entregue, engatou o pé na nádega de Camilla e a outra na perna dela, buscando mais contato íntimo e profundo, enquanto se movimentava e socava sua própria intimidade com vontade, aproveitando cada estocada.

O p*nis de Camilla latej*v* dentro da bucet* de Julianne, querendo mais, cada estocada enviando ondas de prazer pelo corpo da médica.

— Ahhh… porr*… Camis… mais… soca em mim… caralh*ooo… — gemia Julianne, arqueando as costas e apertando as coxas da médica.

— Foda-se… você é minha… ai… Juh… me deixa sentir você… bucet* apertadinha... arghhh… — respondia Camilla entre gemidos, os olhos semicerrados, mordendo os lábios da enfermeira e sentindo a bucet* apertando seu p*nis a cada estocada.

Julianne sentia o toque firme de Camilla nas coxas, nos quadris e na cintura, cada mão da médica explorando seu corpo com precisão, enquanto o p*nis grosso de Camilla invadia sua bucet*.

— Aaah… Camilla… mais forte… soca em mim… ahhhhhh… não para… — gemia Julianne, o corpo estremecendo, sentindo a intimidade sendo preenchida com cada investida.

Camilla não deixava a enfermeira escapar, pressionando-a contra a porta e intensificando as estocadas. Com força, afastou-a e levou-a até a mesa, derrubando objetos no chão. Deitou-se Julianne sobre o móvel e se acomodou na intimidade da mulher, segurando suas pernas enquanto socava fundo e firme, fazendo Julianne gem*r em desespero de prazer.

— Argh… ai… caralh*ooo… soca mais… porr*… Camis… ahhh… ai… — gritava Julianne, apertando as coxas e gem*ndo cada vez mais alto.

— aaah… minha Juh… porr*aa… que aperto… aaaarg— gemia Camilla, os músculos da barriga trincados tencionados a cada estocada, sentindo a bucet* da enfermeira apertando seu pau e a entrega total de Julianne.

Após várias estocadas intensas, Camilla e Julianne goz*ram juntas, corpos tremendo, gemidos altos e ofegantes preenchendo o quarto, enquanto a vibração dos orgasmos parecia suspender o tempo — até que o celular de Julianne começou a tocar, quebrando o momento, mas ainda ressoando o eco do prazer entre as duas.

Camilla xingou em protesto ao se retirar de dentro de Julianne rapidamente.

— Porr*aaa, caralh*… filha da p… — rosnou, arfando de tesão, o pau ainda latejando.

A enfermeira arfou alto, tentando recuperar o fôlego.

— Eu avisei pra você, Camilla! — disse Julianne, irritada, ajeitando a respiração.

Ela pulou da mesa rapidamente, puxou a calcinha para o lugar e correu para vestir a calça. Antes de sair, virou-se e viu Camilla ainda de pé, ajeitando o p*nis molhado de gozo dentro da cueca.

— Você me paga, Camilla… — retrucou, os olhos faiscando.

Camilla sorriu de canto, mordendo o lábio.

— Mal posso esperar, enfermeira Julianne… — respondeu com a voz rouca, carregada de provocação.

 

Julianne saiu da sala apressada, correndo até o elevador e entrando para voltar à enfermaria. Camilla trancou a porta, se vestiu e se jogou no sofá, ainda sorrindo, revivendo cada gemido, cada tremor do corpo da enfermeira.

Pouco depois, na enfermaria, o médico plantonista a chamou atenção:

— Enfermeira Julianne, onde estava? Liguei várias vezes.

— Desculpa, senhor, estava no banheiro.

— Que isso não se repita.

Enquanto isso, Camilla saiu de sua sala para atender alguns pacientes na emergência. Cruzava com Julianne pelos corredores. Em uma dessas passagens, aproximou-se por trás e encostou os lábios quase na orelha da enfermeira, sussurrando baixo:

— Sabe qual é o problema de te comer aqui dentro, Juh? — fez uma pausa, a voz carregada de malícia. — É que eu fico de p*u duro só de olhar pra sua bunda passando na minha frente…

Julianne sentiu o arrepio subir pela espinha, corou instantaneamente e, sem conseguir segurar o riso nervoso, respondeu discretamente, de canto de boca:

— Sua safada… — e se afastou rápido, tentando disfarçar a excitação e o rubor no rosto.

No final do plantão, quando estavam saindo, Camilla piscou para Julianne justamente no momento em que a enfermeira entrava no carro em que Luísa dirigia.
A médica ainda levantou a mão em cumprimento, sorrindo maliciosa para Luísa, como se nada tivesse acontecido.

Camilla destravou o carro e entrou no automóvel. O cheiro ainda trazia lembranças da última vez em que havia estado ali com Julianne: sex* intenso, os gemidos abafados contra o vidro embaçado, o suor impregnado no estofado. A médica soltou um meio sorriso, ajeitou-se no banco e deu partida.
Seguiu direto para a higienização, deixou o carro no local e chamou um Uber para casa.

Chegou na casa da mãe, cumprimentou-a com carinho e foi direto para o quarto. Tomou um banho demorado, de água quente, tentando aliviar a tensão, e depois se jogou na cama, adormecendo rapidamente.

Do outro lado, Julianne já estava em casa. Também havia tomado banho, comido alguma coisa e agora dormia profundamente, exausta.

Camilla acordou à tarde, refeita. Tomou outro banho, vestiu a roupa de academia, pediu emprestado o carro da mãe, fez um lanche rápido e seguiu para a academia. Enquanto malhava, a imagem de Julianne voltava constantemente. O suor escorrendo pelo corpo só fazia aumentar a lembrança da enfermeira em sua cama. Não resistiu: pegou o celular e escreveu.

Mensagem de Camilla para Julianne

"Tá difícil me concentrar no treino… só consigo pensar no jeito que você gem*u ontem. Queria você aqui agora, só pra eu matar a saudade."

Camilla terminou o treino, mas a mensagem permaneceu sem resposta. Voltou para casa pensativa, comeu alguma coisa com a mãe e depois foi para o banho. Deitou-se no quarto, pronta para dormir, quando o celular vibrou no criado-mudo.
Era Julianne. Ela havia acabado de acordar.

Resposta de Julianne

"Desculpa não ter respondido antes, Cam… eu apaguei. Li sua mensagem agora. Fiquei sem ar só de lembrar também… Você mexe demais comigo."

Elas começaram a conversar por mensagem a madrugada a fora...

Camilla:
"Não pede desculpa, Juh. Só de saber que você pensou em mim já vale. Quero você descansada… mas quero você rendida também."

Julianne:
"Você sabe que já me tem, não precisa provar nada. O problema é que cada vez que te vejo, eu me perco mais."

Camilla:
"E eu adoro te ver perdida. Porque é aí que você se entrega de verdade. Eu sei que tenta resistir, mas seu corpo fala antes de você."

Julianne:
"E você sabe que eu odeio não ter controle perto de você. Mas é isso que me atrai também… parece que não consigo fugir."

Camilla:
"Não precisa fugir. Só deixa. Eu cuido de você… de todas as formas. Você é minha, Julianne."

Julianne:
"Quando você fala assim, meu coração dispara… Eu não sei se é medo, desejo ou os dois."

Camilla:
"É desejo. E eu vou te provar sempre que puder. Mas também é amor, Juh… por isso você se rende."

Julianne:
"Eu não sei lidar com o que sinto, Cam… mas sei que é real. E que eu quero ficar perto de você."

Camilla:
"Então fica. Mesmo que às escondidas, mesmo que no silêncio da madrugada. Eu quero você em todos os jeitos."

Julianne:
"Você me deixa sem chão… e ainda assim, é o lugar mais seguro que eu conheço."

A conversa seguiu madrugada adentro, entre provocações suaves, declarações intensas e um carinho que só crescia. Camilla, sempre firme, sedutora, dominadora até mesmo por mensagens. Julianne, rendida, tentando esconder a vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo confessando o quanto desejava aquela mulher.

Era sexta-feira, e Camilla havia acordado cedo junto da mãe. Teriam reunião no hospital com toda a diretoria.
Exatamente às sete horas em ponto, Camilla adentrava o local ao lado de Helena. As duas cumprimentavam a todos com a maior educação do mundo.

Julianne havia chegado cerca de vinte minutos antes e estava na triagem infantil.
Camilla e a mãe seguiram para a sala de reuniões. A reunião se estendeu por quase duas horas.

Ao fim, o coordenador do hospital chamou todos para uma visitação às alas hospitalares.

Quando o grupo passou pela ala infantil, Helena avistou Julianne e seguiu a passos firmes até a enfermeira.
Camilla, assim que viu a mulher, teve os olhos imediatamente tomados por um brilho incontrolável, meio sem jeito, ajeitou o jaleco com as mãos e acompanhou a mãe.

— Julianne, querida! — cumprimentou Helena com um sorriso caloroso.
Julianne virou-se sorridente e abraçou a mãe de Camilla.

Atrás, a médica observava tudo. O contato visual inevitável fez Julianne encarar os olhos dela. Camilla, discreta, sorriu de canto e piscou para a enfermeira.

— Bom dia, doutora Camilla.
— Bom dia, enfermeira Julianne. Tudo bem? — respondeu a médica, formal.

A mãe logo interveio:
— Camilla, para que essa formalidade toda com a Julianne? Você já a conhece tão bem.
— Eu sei, mamãe… mas estamos no trabalho. — Retrucou Camilla, sem jeito, as bochechas coradas.

Julianne observava a cena divertida, achando irresistível o jeito da médica vermelha, como se fosse pega em flagrante.
— Sem problemas, Fernanda. Camilla tem razão.

Helena, então, disparou sem aviso:
— Julianne, gostaria que fosse jantar na minha casa amanhã. Eu e Camilla iríamos adorar a sua companhia.

Camilla foi pega de surpresa. Engasgou-se com a própria saliva, tossindo e corando ainda mais.
— Meu Deus, Camilla, o que foi? — Helena perguntou aflita.

Um médico próximo entregou uma garrafa d’água à jovem, que tomou em um gole.
— Só me engasguei… — respondeu rouca.

Helena insistiu:
— Então, Julianne, posso esperar sua presença amanhã? — sorriu amável.

— Eu agradeço muito o convite, mas não quero incomodar… — respondeu Julianne, trocando um olhar intenso com Camilla.

— Você não incomoda em nada, querida. — disse Helena, olhando para a filha. — Camilla vai te buscar em casa. Então não se preocupe. Te espero amanhã às oito.

A mãe se afastou logo depois, seguindo com o grupo. Camilla e Julianne permaneceram em silêncio, trocando olhares carregados de tensão.

— Desculpa… — murmurou Camilla, quase inaudível, antes de se afastar para alcançar a mãe que já dobrava o corredor.

Julianne ficou parada por alguns instantes, com o coração acelerado.

Na casa dela… com a mãe junto? Meu Deus, como vou me comportar?
Não quero passar vergonha… mas também não consigo recusar.

Camilla estaria lá. E só esse pensamento já era suficiente para bagunçar tudo dentro dela.

Eu sei que não vou conseguir desviar os olhos…
Só de imaginar ficar perto… sem poder tocar…

Julianne fechou os olhos por um breve momento, sentindo o próprio corpo reagir à ideia.

Será que ela vai me provocar?
Se fizer isso na frente da mãe… eu não vou aguentar.

Ela soltou um suspiro baixo, passando a mão pelos cabelos, visivelmente inquieta.

Mas ao mesmo tempo… eu não quero perder essa chance.
Quero ver até onde ela vai.

Enquanto caminhava atrás da mãe, Camilla mordia levemente o lábio, tomada por uma inquietação crescente.

“Droga… será que a Juh vai topar? Ela parecia tão sem jeito… E se inventar alguma desculpa pra não ir? Eu não posso obrigá-la… mas queria tanto que ela estivesse ali. Perto de mim. Na minha casa. Com a minha mãe elogiando cada gesto dela…”

Ela respirou fundo, sentindo o coração apertar.

“Eu quero mostrar que ela é minha. Que eu não vou abrir mão. Só de pensar que ela pode recusar… já me dá um nó no estômago.”

Seus passos diminuíram por um instante, o olhar perdido em pensamentos.

“Julianne… não me deixa na mão dessa vez…”

Após finalizarem a visita no hospital, Camilla e a mãe seguiram para a sala da médica. A loira afastou a cadeira para que Helena se sentasse, enquanto ela dava a volta na mesa e se acomodava de frente para a mãe.

— Mãe, gostaria de conversar sobre algo sério com a senhora. — disse Camilla, respirando fundo.

— O que aconteceu, Camilla? — Helena perguntou, levantando as sobrancelhas, preocupada, analisando a filha.

— Não é algo grave, não se preocupe. – Respondeu deixando a mulher mais aliviada.

— Então do que se trata? – Perguntou direta.

Camilla hesitou por alguns segundos, mas decidiu ser direta.

— O que você acha da Julianne?

— Acho como, Camilla? — a mãe respondeu, confusa. — Em que sentido?

— Para se relacionar. – Confessou em um fio de voz.

Helena riu levemente, já prevendo a resposta.

— Camilla, parece que estou falando com você aos quinze anos de idade… Minha filha, se você está tentando me contar que está saindo com a Julianne, eu já sabia. Esqueceu que ela estava na sua casa quando fui visitá-la uma vez e vocês ficaram totalmente desconcertadas? E ainda por cima, ela saiu de fininho sem se despedir!

Camilla corou, mas não conseguiu conter a risada.

— Meu Deus, mamãe… Não se esconde nada de você, hein?

— Não mesmo. E eu aprovo esse relacionamento. Ela parece ser uma moça maravilhosa, super esforçada e profissional, como algumas pessoas aqui do hospital me contaram.

Camilla respirou fundo, animada, mas ainda nervosa:

— Quero pedi-la em noivado no jantar. O que acha?

— Noivado, Camilla? — Helena arregalou os olhos, surpresa e divertida. — Vocês estão namorando há quanto tempo e não me contaram nada?

— Mãe, não sei se podemos chamar de namoro ainda… Mas eu queria pedir a mão dela. Gostaria de saber se a senhora aprovaria.

helena sorriu, segurando a mão da filha:

— Se ela lhe faz feliz, minha filha, tem a minha bênção.

— Perfeito! Então, irei combinar direitinho com ela sobre o jantar amanhã.

— Certo, deixe comigo o cardápio do jantar. Agora tenho que ir, vou passar na casa da sua tia. Nos vemos amanhã. Bom plantão! Te amo. — disse Helena, levantando-se e abraçando a filha.

— Também te amo, mãe. — respondeu Camilla, sorrindo, sentindo a ansiedade e euforia correrem pelo corpo.

A mulher saiu da sala e seguiu em direção a saída do hospital indo embora para casa.

Camilla resolveu ir até a sala de Beatriz.

Entrou na sala de Beatriz sem bater, já fechando a porta atrás de si com um sorriso largo no rosto. A amiga, que estava organizando alguns prontuários, levantou uma sobrancelha desconfiada.

— Ihhh, olha essa cara... tá brilhando mais que lâmpada nova. O que foi, ganhou na loteria?

— Melhor que isso. Vou pedir a Julianne em casamento amanhã, no jantar que minha mãe vai fazer. – Camilla riu se jogando no sofá da sala da amiga.

Beatriz arregalou os olhos e bateu palmas.

— O quêêêê?! Casamento? Minha Nossa Senhora dos Encalhados, até que enfim, hein? Eu sabia que você ia tomar coragem!

Camilla cobriu o rosto com as mãos, rindo, meio envergonhada.

— Não é coragem, é amor mesmo. Eu não consigo me imaginar sem ela, Bia.

— Tá decidido então, não tem volta! Mas peraí... você já escolheu o anel? – Disse se levantando animada.

— Então... não. – Confessou coçando a nuca.

— Caaamillaa! Você vai pedir a mulher da sua vida em casamento e não tem um anel?! Isso é um crime emocional! Vamos agora na joalheria, no intervalo! – Beatriz falou aos gritos.

Camilla riu alto, balançando a cabeça.

— Você é louca! A gente tá em plantão!

— Ninguém vai morrer de esperar uns 30 minutos, mas você vai morrer se aparecer sem aliança. Outra, tem vários médicos que podem nos substituir, é rápido. Vambora, loira, sem discussão!

As duas caíram na gargalhada. No horário do intervalo, seguiram juntas para o shopping mais próximo. Entraram na joalheria, e Beatriz parecia mais empolgada que a própria Camilla, pedindo para o vendedor mostrar todas as opções possíveis.

— Esse aqui grita Julianne, olha a cara dela nesse anel. – Beatriz sussurrou para Camilla, apontando para um anel elegante com diamante no centro.

— É perfeito. Designer moderno, elegante, exatamente como ela merece. – Camilla olhou com atenção e carinho. Pegando a peça nas mãos assim que o vendedor tirou da vidraça.

O anel reluzia sob a iluminação da joalheria, chamando a atenção de imediato. Seu aro em ouro branco parecia delicadamente esculpido, formando um entrelaçado elegante, como se duas faixas se unissem em perfeita sintonia. Uma delas, lisa e polida, refletia a luz com sobriedade, enquanto a outra exibia uma fileira de pequenos diamantes, que cintilavam a cada mínimo movimento.

No centro, sustentado com firmeza por quatro garras, erguia-se um diamante de corte quadrado, imponente e luminoso, que parecia carregar em seu brilho a promessa de eternidade. O contraste entre a simplicidade do aro liso, o brilho dos diamantes laterais e a imponência da pedra central tornava o anel uma joia única, sofisticada e profundamente simbólica.

Era uma peça que não apenas encantava pela beleza, mas transmitia significado: união, compromisso e a força de um amor verdadeiro.

Já a aliança de Camilla era um design clássico e refinado. Seu aro liso e polido refletia a luz de forma delicada, transmitindo sobriedade e elegância. Sem pedras ou detalhes excessivos, era uma joia minimalista, mas carregada de simbolismo — representava a união sólida e contínua, sem início nem fim, assim como o amor que prometia eternizar.

O acabamento espelhado realçava sua sofisticação, tornando-a versátil tanto para o uso diário quanto para momentos especiais. Era uma peça que, apesar da simplicidade, carregava em si a força da promessa de compromisso e a beleza de um vínculo eterno.

Depois da compra, voltaram para o hospital, sorridentes como duas adolescentes que tinham acabado de aprontar. No corredor, antes de voltar ao ritmo agitado do plantão, Camilla mandou uma mensagem rápida para Julianne:

"Meu amor, amanhã vai ser um dia muito especial. Mal posso esperar pra estar com você nesse jantar. Te amo mais do que consigo escrever aqui ❤️"

Ao enviar, guardou o celular no bolso e seguiu andando. Poucos minutos depois, ao virar o corredor, encontrou Julianne caminhando na direção contrária. A morena sorriu largo assim que a viu, e aquele sorriso fez o coração de Camilla acelerar.

Julianne parou em frente a ela, com o olhar brilhando

 — Você sorri sozinha no celular agora? Espero que seja comigo...

— Claro que é com você. Sempre é com você. – Camilla respondeu sorridente.

As duas trocaram um olhar cúmplice, cheio de carinho, antes de seguirem em direções opostas, mas com os corações ainda mais conectados.

Julianne voltou à rotina intensa do plantão enquanto Camilla enfrentava uma cirurgia delicada. Quando finalmente saiu da sala de cirurgia, a médica foi direto ao vestiário tomar um banho quente. A água aliviava o corpo cansado, mas não conseguia apagar a tensão que ainda percorria seus músculos. Ainda molhada e de toalha, pegou o celular e digitou rapidamente:

"Juh... pode vir aqui? Estou precisando muito de uma massagem..."

Em poucos minutos, a resposta da enfermeira chegou:

"Chego aí em 20 minutos."

O tempo pareceu uma eternidade, mas logo Julianne surgiu na sala de Camilla. Assim que entrou, a médica não se conteve: agarrou a cintura da enfermeira e a beijou com urgência, os lábios se pressionando com intensidade, a respiração ficando mais pesada a cada segundo.

Quando finalmente se separaram, Camilla, ofegante, pediu:

— Preciso que me faça uma massagem nas costas, Juh.

Julianne sorriu e, com delicadeza e firmeza ao mesmo tempo, ordenou:

— Tira a blusa social e se deita no sofá.

Camilla obedeceu, afastando-se apenas o suficiente para sentir Julianne deslizar as mãos por suas costas. Julianne começou pressionando suavemente os ombros da médica, sentindo a tensão acumulada nos músculos trançados e duros após a cirurgia. Cada movimento era medido, firme o suficiente para aliviar a dor, mas também carregado de uma energia sutil de comando e entrega.

— Relaxa, Camilla... — murmurou Julianne, a voz baixa e suave, quase provocativa.

As mãos de Julianne desceram pelas costas da médica, fazendo movimentos circulares que percorriam a coluna e os ombros, aliviando a tensão e despertando uma sensação de prazer contida. Camilla arqueava levemente o corpo, entregando-se ao toque da enfermeira, sentindo a pele aquecida e os músculos lentamente relaxando sob os dedos precisos e habilidosos.

Julianne massageava os trapézios com pressão firme, descendo pelos músculos das costas, passando pelos ombros até os lados do corpo, alternando movimentos lentos e firmes que deixavam a médica cada vez mais entregue. Cada vez que a enfermeira ajustava a força, Camilla soltava suspiros baixos, quase gemidos, pelo alívio e pelo toque íntimo, sentindo o corpo vibrar sob as mãos de Julianne.

— Assim, Juh... bem devagar... mais forte aqui... — Camilla murmurava, entre o alívio e o desejo contido, enquanto a submissa continuava com movimentos ritmados, profundos, espalhando calor pelo corpo da dominatrix.

A sala se enchia de respirações ofegantes, leves estalos dos ombros de Camilla sendo pressionados, e o som suave das mãos de Julianne deslizando pela pele quente da médica. Cada toque despertava sensações, misturando o conforto da massagem com a tensão sexual contida entre ambas. Camilla relaxava mais e mais, entregando-se completamente à atenção e cuidado de Julianne, enquanto a enfermeira mantinha um ritmo constante e envolvente, quase hipnótico, cada vez mais próxima de provocar arrepios que subiam pela coluna da médica.

Julianne continuava deslizando as mãos pelas costas de Camilla, explorando cada ponto de tensão, alternando movimentos suaves e firmes, provocando arrepios que subiam pela coluna da médica. O corpo de Camilla estava cada vez mais entregue, respirando profundamente, arqueando levemente o corpo a cada toque certeiro da enfermeira.

— Juh... — murmurou Camilla, a voz rouca e carregada de desejo e cansaço —… você vai mesmo jantar na minha casa amanhã?

Julianne pressionou as palmas contra as costas da médica, continuando o movimento, e respondeu com suavidade:

— Sim, Camilla… mas você tem certeza de que quer que eu vá… e que a Luísa também? Não quero confundir a cabeça dela.

Camilla arqueou o corpo levemente sobre o sofá, sentindo cada toque de Julianne percorrer sua pele, e suspirou, entregando-se aos dedos ágeis da enfermeira:

— Tenho certeza, Juh… quero muito que a Luísa esteja lá. Ela precisa saber o quanto você significa para mim… e que eu amo você de verdade. Preciso conversar com ela, explicar que é você quem faz meu coração bater assim… entende?

Julianne parou por um instante, olhando nos olhos de Camilla, hesitando:

— Se você tem certeza, então eu vou… mas quero que saiba que não quero que você se arrependa e nem fique desconfortável com minha presença na frente da sua mãe.

Camilla sorriu, relaxando nas mãos da enfermeira, e respondeu com firmeza e ternura:

— Não ficarei Juh...minha mãe sabe sobre nós.

— Como assim? Descobriu como?

— Ela disse que percebeu desde o dia que pegou você no meu antigo apartamento.

Julianne sorrio e voltou a pressionar as mãos, aliviando os últimos pontos de tensão nas costas da médica, e Camilla deixou escapar um gemido baixo de prazer, um suspiro de alívio misturado com a excitação que a enfermeira despertava em seu corpo. O corpo da dominatrix estava agora totalmente relaxado, mas a mente ainda ardia pelo toque da submissa, pela entrega e pela proximidade íntima.

— Pronto, Camis… está melhor agora? — perguntou Julianne, com um sorriso discreto, recolhendo suas mãos.

Camilla suspirou profundamente, sentindo o corpo aquecido e aliviado, e respondeu:

— Muito melhor, Juli… você sempre sabe exatamente como cuidar de mim.

As mulheres se despediram com um beijo demorado nos lábios e Julianne voltou para o plantão, enquanto Camilla voltou aos atendimentos médicos.

No final do plantão, o hospital começava a ficar mais tranquilo. Julianne caminhava pelos corredores ainda com o uniforme, ansiosa para encontrar Luísa no carro. Ao dobrar a esquina, deu de cara com Camilla, já trocada, impecável após o banho, vestindo roupas que combinavam conforto e elegância.

— Bom dia, Camilla! — cumprimentou Julianne, sorrindo ao ver a médica.

Camilla retribuiu o sorriso, a luz do corredor refletindo nos olhos verdes de Julianne, e as duas caminharam lado a lado até o estacionamento. O silêncio confortável entre elas era carregado de lembranças e pequenas faíscas de desejo.

No carro, Luísa esperava impaciente. Assim que avistou Camilla, seu rosto se iluminou: ela sempre admirou a médica, mas havia se sentido magoada quando teve o afastamento entre Camilla e Julianne. Agora, ver as duas juntas novamente trouxe uma mistura de alegria e alívio.

— Olá, Luísa! Que bom te ver! — disse Camilla com simpatia, estendendo a mão para cumprimentar a irmã de Julianne.

Luísa respondeu com entusiasmo, apertando a mão de Camilla e depois dando um abraço rápido. A médica aproveitou o momento e, com naturalidade, convidou Luísa para o jantar na sua casa à noite, junto com Julianne.

— Claro! Vamos sim, eu e Julianne não vamos perder — respondeu Luísa, sorrindo com expectativa.

Julianne sentiu um leve rubor subir pelo rosto. Observou Camilla se despedir de forma delicada da irmã, e em seguida aproximando-se e depositando um beijo rápido e discreto em seus lábios. O gesto foi sutil, mas carregado de significado. A médica se afastou, caminhando em direção ao estacionamento para pegar o próprio carro, enquanto Luísa entrava no carro de Julianne e dava partida, dirigindo com a irmã de volta para casa.

Sozinha no carro, Camilla fechou a porta e se acomodou no banco do motorista. Com a mão, abriu a bolsa e retirou a pequena caixa que guardava as alianças. Ficou alguns segundos olhando para elas, encantada, com um sorriso suave nos lábios. Cada detalhe, cada brilho, lembrava o que queria expressar naquela noite: a intenção de tornar oficial o amor que sentia por Julianne.

Guardou cuidadosamente a caixa novamente na bolsa, respirou fundo, sentindo uma mistura de ansiedade e felicidade, e deu partida no carro, seguindo em direção à casa da mãe. O dia estava apenas começando, mas Camilla já sentia que aquela noite seria decisiva, e o coração dela acelerava só de pensar na reação de Julianne diante do que havia planejado.

Fim do capítulo


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