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A Marca do Prazer por Naahdrigues

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Palavras: 5473
Acessos: 368   |  Postado em: 10/04/2026

CAPITULO 5 - O LIMIAR DA SUBMISSÃO

Com o tempo, os objetos que Camilla havia comprado começaram a se multiplicar. Correntes, coleiras discretas, velas aromáticas próprias para jogo de temperatura, chicotes de diferentes materiais, móveis sob medida. Camilla mandou reformar um dos quartos de seu apartamento em segredo, transformando-o pouco a pouco em um verdadeiro espaço de BDSM. As paredes receberam revestimento acústico, os móveis foram planejados para não levantar suspeitas caso alguém entrasse — parecia um quarto de visitas, mas bastava mover um painel e o universo oculto se revelava.

E, entre uma compra e outra, Camilla não conseguia parar de pensar em Julianne. "Será que ela já experimentou algo assim com algum cliente?", questionava-se em silêncio, embora nunca tivesse coragem de perguntar diretamente. Julianne era uma acompanhante de luxo, sofisticada, experiente… mas mesmo assim, havia algo na maneira como ela se entregava nos beijos de Camilla que a fazia acreditar que talvez, com ela, pudesse ser diferente.

Camilla sonhava com a cena: Julianne, despida de toda sua autossuficiência, entregue a ela, aceitando o lado dominador que ninguém jamais conheceu. E ao mesmo tempo, o medo crescia: e se, ao revelar, Julianne a renegasse de vez? Não só pela sua condição intersexual, mas também por esse lado sombrio, ousado, escondido sob camadas de doçura.

Assim que Julianne finalizou o jantar com o cliente, tratou de ligar para a melhor amiga Carla.

Sem pensar muito, pegou o celular, acionou a chamada de voz e ligou para Carla, sua melhor amiga e confidente.
— Carla… tô passando aí. Preciso falar com você — a voz já denunciava a instabilidade.

Minutos depois, estacionava em frente à casa da amiga. Carla abriu a porta com um sorriso habitual, mas ele se desfez quando viu Julianne desmoronar nos seus braços, chorando como raramente fazia.
— Ei… o que aconteceu? — perguntou, puxando-a para dentro e fechando a porta.

Julianne respirou fundo, as palavras saindo atropeladas.
— Eu… eu acho que tô apaixonada por uma cliente, Carla.

Carla ficou em silêncio por alguns segundos, analisando a expressão da amiga, a vulnerabilidade que raramente via. Então suspirou e a conduziu até o sofá.
— Ju… você sabe que isso é perigoso pra você, né? — disse com delicadeza. — A sua vida já tá no limite de mil coisas acontecendo ao mesmo tempo.

— Eu sei! — retrucou Julianne, a voz falhando. — Mas é diferente… ela é diferente.

Carla segurou as mãos da amiga, firme.
— Então você precisa decidir o que é mais importante agora: continuar como acompanhante, com todas as regras que isso exige, ou viver esse amor que você diz sentir. Porque, Ju… não dá pra ter os dois sem alguém se machucar.

Julianne desviou o olhar, o coração apertado, sentindo que pela primeira vez em muito tempo estava diante de uma escolha que poderia mudar completamente a sua vida.

Os dias foram passando. Julianne seguia sua rotina exaustiva: cuidar de Luísa, cumprir os horários da faculdade, estagiar com afinco e, à noite, atender os encontros cuidadosamente planejados com seus clientes. Cada momento era calculado, cada gesto medido. Mas, mesmo no meio de toda essa correria, a ausência de Camilla pesava em sua mente como um silêncio constante. Ela sentia uma vontade intensa de enviar uma mensagem para a médica, saber como estava, ouvir sua voz, mas se continha, lutando contra si mesma. Sabia que não podia ceder, que qualquer impulso poderia arruinar tudo que vinha mantendo sob controle.

Do outro lado da cidade, Camilla vivia um dilema similar. Entre os plantões no hospital e a organização dos brinquedos que comprava para seu fetiche, sua mente inevitavelmente retornava a Julianne. Cada pensamento sobre a acompanhante fazia seu corpo reagir de maneira inesperada, cada lembrança de olhares, gestos e sorrisos se infiltrava em sua rotina diária. Mesmo ocupada, mesmo envolvida com o trabalho, ela se pegava desejando, curiosa e intrigada, imaginando o que Julianne estaria fazendo naquele exato momento.

Ambas se mantinham firmes na superfície, mas por dentro, cada minuto sem contato era uma corrente elétrica silenciosa, uma espera que só aumentava a intensidade do que sentiam, tornando o desejo por reencontrar-se inevitável e incontrolável.

Na quarta-feira, enquanto caminhavam pelo corredor do hospital em direção à cantina, Beatriz olhou para Camilla com aquele olhar curioso que só as amigas de longa data têm.

— Cah… você já falou com a Julianne depois do encontro que teve por acaso com ela? — perguntou, tentando soar casual, mas deixando escapar a ponta de interesse.

Camilla suspirou, desviando o olhar para o chão, os dedos entrelaçados segurando a alça da bolsa.
— Não… ainda não — respondeu, a voz baixa, quase um sussurro, carregada de hesitação. — Preciso dar um tempo pra ela… pra mim também, na verdade.

Beatriz franziu a testa, inclinando-se um pouco mais próxima.
— Mas… você vai falar com ela? Quero dizer, não dá pra deixar passar, né?

Camilla respirou fundo, sentindo o peso de cada palavra, e, com um leve sorriso triste, respondeu:
— Vou… em uns dias eu ligo. Só preciso organizar meus pensamentos primeiro e deixar ela organizar os dela.

O corredor parecia silencioso por alguns instantes, como se o mundo ao redor aguardasse a decisão que Camilla acabara de tomar. Beatriz assentiu, compreendendo perfeitamente, e as duas seguiram em direção à cantina, o passo calmo, mas com uma tensão silenciosa entre elas, carregada de expectativa pelo que ainda estava por vir.

Naquela noite, Camilla decidiu sair com uma cliente mulher. No início, a acompanhante se esforçou para se concentrar, vestir o papel de sempre, mas algo dentro dela não funcionava como antes. Cada gesto, cada toque, parecia mecânico. O corpo respondia, mas a mente estava em outro lugar.

Enquanto entregava-se à cliente, sentindo a pele quente da mulher contra a sua, Julianne percebeu a falta que Camilla lhe fazia de forma dolorosa. Havia momentos em que fechava os olhos e desejava, secretamente, que fosse a médica ao seu lado, e não aquela estranha que ela sequer conhecia direito. Gemidos saíam de sua boca, mas eram falsos, automáticos, ensaiados para manter o controle da situação e não deixar transparecer o turbilhão interno que a consumia.

Ao mesmo tempo, cada toque lembrava a presença de Camilla. A sensação de vazio e frustração misturava-se ao prazer mecânico. Julianne se sentiu mais vulnerável do que jamais admitiria para alguém — ou para si mesma.

Quando a cliente finalmente adormeceu, satisfeita ou exausta, Julianne se afastou silenciosamente, ainda sentindo a pele quente da outra mulher, mas com o coração gelado pela ausência de Camilla. Ela sabia que cada encontro assim, sem Camilla, só reforçava o quão profunda e intensa era a atração que sentia pela médica.

Sozinha no quarto do motel, deitada de costas, observando o teto, Julianne deixou escapar um suspiro longo, carregado de frustração e desejo. A lembrança do sorriso tímido de Camilla, do jeito que ela falava e mexia nas mãos, parecia invadir cada canto da mente de Julianne.

Mesmo cansada, Julianne pegou o celular e encarou a tela em branco. Por instantes, a vontade de ligar para Camilla quase venceu, mas algo a conteve. O medo de parecer obcecada, de perder a compostura ou quebrar qualquer barreira que ainda existia entre elas, a fez colocar o celular de lado.

Ela fechou os olhos, respirou fundo, e sentiu novamente a mistura contraditória que só Camilla conseguia provocar: desejo intenso, saudade quase dolorosa, e uma frustração que não se desfazia. Julianne sabia que aquela noite havia mostrado algo perigoso — que ela já não queria mais apenas clientes. Queria Camilla, de forma intima, como ainda não foi possível tê-la e isso a assombrava mais do que qualquer outro momento de sua vida dupla.

Na noite de terça-feira, após o jantar com Luísa, Julianne sentiu um aperto no peito que não conseguia ignorar. Algo a puxava para Camilla, para verificar se estava bem. Sabia que a médica cuidava de tantos pacientes, mas da própria saúde… era um dilema constante. Pegou o celular, respirou fundo e ligou. O telefone tocou cinco vezes antes que a voz fraca de Camilla surgisse do outro lado.

— Alô… — quase um sussurro.

O coração de Julianne se contraiu.
— Camilla… o que aconteceu com você? Tá doente? — a preocupação transbordava em cada palavra.

— Só uma gripe, nada demais… — tentou minimizar, virando-se na cama.

— “Nada demais”? — disse Julianne, firme, quase sem esconder a preocupação. — Você parece péssima. Me manda seu endereço, vou aí agora.

— Não precisa, Ju… sério… — a médica tentou argumentar, mas Julianne não permitiu que continuasse.

— Camilla, não discuta comigo. Eu tô indo. — disse, decidida.

Sem alternativas, Camilla enviou o endereço pelo WhatsApp.

Algumas horas depois, Julianne estava na porta do apartamento, carregando uma sacola com remédios, frutas e até um pote de sopa que comprara no caminho. Quando Camilla abriu a porta, Julianne parou por um instante, absorvendo cada detalhe. Sentiu uma pontada de saudade e um calor interno: Camilla, simples, sem esforço, ainda era extraordinária. Blusa e calça de moletom largas, cabelo preso de forma desleixada, rosto levemente pálido — mas a calça moldava discretamente sua protuberância, algo que Julianne notou, mas não comentou. Guardou mentalmente, apenas.

— Você tá queimando — disse Julianne, aproximando-se e envolvendo Camilla em um abraço firme. — E toda empacotada desse jeito? Você é médica, sabia que isso só segura a febre.

— Eu tô com frio… — tentou se defender, a voz fraca.

— Frio nada. Vamos tirar pelo menos esse moletom e te colocar mais confortável. — Julianne começou a ajudá-la a se acomodar, retirando o moletom e deixando Camilla apenas de top e calça de moletom.

Julianne entrou com naturalidade no apartamento, como se fosse sua própria casa. Colocou a sacola na cozinha, preparou um copo de água, separou o antitérmico e voltou até o sofá. Camilla, ainda hesitante, deixou-se conduzir.

— Vai tomar isso — disse Julianne com firmeza doce — depois eu faço você beber um pouco da sopa.

Enquanto Camilla engolia o remédio, Julianne ajeitou as almofadas, pegou um cobertor leve e sentou-se ao lado dela. Passou a mão pelo rosto da médica, afastando uma mecha de cabelo que caíra sobre os olhos.

— Eu não gosto de te ver assim… — murmurou, com a voz carregada de sinceridade.

Houve um momento de silêncio, quebrado apenas pela respiração suave de Camilla. Não havia tensão sexual explícita, mas a presença de Julianne ali, cuidando dela, carregava uma intimidade diferente — algo profundo que ambas percebiam, mas ainda não ousavam nomear.

E naquela noite, sem luxo, maquiagem ou vestidos provocantes, Julianne viu Camilla de um jeito que nunca tinha visto: vulnerável, simples e estranhamente próxima. Cada gesto, cada respiração, cada olhar compartilhado carregava um afeto silencioso, tornando o momento intenso, único e memorável.

O sol ainda mal havia invadido o apartamento quando a porta se abriu com um clique suave. A mãe de Camilla, dona Lúcia, carregava uma sacola de frutas e pães, como fazia às vezes quando queria “visitar de surpresa” a filha.

Assim que entrou, a cena diante dela a fez parar no meio da sala: no sofá, Camilla e Julianne estavam encolhidas sob o mesmo cobertor, dormindo lado a lado. Camilla apoiava a cabeça no ombro de Julianne, que, mesmo adormecida, mantinha um braço em torno dela.

Dona Lúcia franziu o cenho, não com desaprovação, mas com uma curiosidade silenciosa. Tossiu levemente para anunciar sua presença.
— Bom dia… — disse, arrastando a voz de forma sugestiva.

Camilla abriu os olhos devagar, ainda sonolenta, e demorou um segundo para perceber a situação.
— Mãe? — a voz saiu rouca, surpresa. — O que você tá fazendo aqui tão cedo?

— Eu é que pergunto… — respondeu Lúcia, olhando de Camilla para Julianne com um sorriso contido. — Quem é a moça?

Julianne acordou com o tom da conversa, piscando algumas vezes até entender o que estava acontecendo. Sentiu o rubor subir ao rosto, mas manteve um sorriso educado.
— Eu sou… uma amiga — disse, com aquela calma treinada para qualquer situação. — Eu só vim cuidar da sua filha, ela não estava muito bem ontem.

Dona Lúcia ergueu as sobrancelhas, mas não disse nada de imediato. Camilla, constrangida, afastou-se discretamente de Julianne e se levantou.
— Eu vou tomar um banho — avisou, fugindo da cena antes que piorasse.

Assim que Camilla sumiu pelo corredor do apartamento, Julianne foi atras tentando encontra-la, mas acabou se perdendo e entrando em um quarto, pensou que Camilla estivesse no banheiro e se aproximou de uma porta que estava entre aberta.

Julianne piscou algumas vezes, tentando processar o que estava diante de si. A sala era… impressionante. Cada detalhe, cada objeto, cada canto cuidadosamente organizado. Era impossível não sentir a curiosidade e, ao mesmo tempo, um frio na espinha ao perceber a intensidade daquele espaço privado de Camilla.

Se tratava da sala secreta de Camilla de BDSM.

— Você… não deveria estar aqui — disse Camilla, a voz firme, quase cortante, enquanto segurava o braço de Julianne com uma força que não admitia questionamentos.

— Entendeu? Isso é… privado. Muito privado.

Julianne tentou recuar, mas a expressão de Camilla a impedia. Havia ali algo além da raiva momentânea: uma mistura de autoridade, possessividade e… desafio.

— Eu… desculpe — começou Julianne, tentando soar calma e controlada, mas sentiu o coração acelerar. — Eu só queria… encontrar você.

Camilla respirou fundo, mantendo os olhos fixos na acompanhante.

Cada músculo do corpo dela parecia pronto para impor limites, e ainda assim, Julianne percebeu que aquela firmeza tinha também um toque de vulnerabilidade, algo que a deixou inquieta.

— Julianne, você precisa entender… quando você entra sem permissão, abre portas para um caminho perigoso. — disse Camilla, soltando o braço lentamente, mas sem retirar o olhar de intensidade. — Isso não é apenas uma sala… é parte de mim.

Julianne engoliu em seco, sentindo-se simultaneamente atraída e intimidada. O silêncio que se seguiu carregava tensão; cada respiração parecia mais pesada, cada gesto mais carregado de significado.

Camilla deu um passo à frente, aproximando-se da acompanhante, sem tocar, mas deixando claro que quem mandava ali era ela. — Eu vou te perguntar apenas uma vez: você realmente quer estar aqui? — disse, a voz baixa, firme e cheia de determinação. — Porque se começar, só eu decido quando termina.

Julianne encarou Camilla, os olhos refletindo uma mistura de fascínio, respeito e curiosidade. Ela sabia que aquele momento poderia mudar tudo entre elas.

— Sim… eu quero — respondeu com receio, quase em um sussurro, sem desviar o olhar.

Camilla manteve a postura por alguns segundos, avaliando cada reação de Julianne, e então finalmente respirou fundo, dando um passo para trás e soltando um leve sorriso, misto de aviso e convite. — Então, vamos conversar depois sobre isso. — disse. — Mas antes, vai assinar um contrato de privacidade. Isso não é brincadeira, Julianne. Você precisa entender isso.

Julianne acenou com a cabeça, seu coração ainda batendo acelerado, percebendo que havia cruzado um limite que não podia mais voltar. A sala, os objetos, e a própria Camilla, agora carregavam uma aura de poder e sedução que a deixava ao mesmo tempo ansiosa e maravilhada.

Enquanto Camilla trancava a porta, Julianne saiu.

 O clima entre elas era elétrico; tensão, curiosidade e desejo dançavam no ar, e Julianne sabia que a partir daquele momento estava entrando em algo sem volta.

Julianne saiu pelo corredor ainda com o coração disparado, sentindo o peso do que acabara de acontecer. Cada passo era acelerado, como se quisesse se distanciar do turbilhão de sensações, mas, ao mesmo tempo, não conseguia apagar da mente a imagem de Camilla — firme, confiante, absolutamente incontrolável e, ainda assim, convidativa.

No corredor, a mãe de Camilla aproximou-se com um olhar curioso.
— Está acontecendo alguma coisa? — perguntou, a voz carregada de suspeita.

Camilla, já mais contida, desviou o olhar e respondeu com naturalidade:
— Nada demais, mãe. Só estava mostrando algo para a Julianne.

Julianne, por sua vez, se adiantou, interrompendo rapidamente:
— Eu preciso ir… — disse, a voz firme, mas com a respiração ainda irregular. Sem esperar por resposta, virou-se e começou a caminhar pelo corredor em direção à saída, tentando organizar os pensamentos e controlar a adrenalina que corria por suas veias.

Enquanto andava, não pôde deixar de reviver cada momento na sala secreta: o olhar penetrante de Camilla, a firmeza na voz, o convite silencioso que havia sentido, a promessa não dita de que nada seria simples dali em diante. O frio na espinha misturava-se com a excitação, e ela percebeu que estava entrando em território desconhecido — perigoso, mas impossível de resistir.

Do outro lado, Camilla permaneceu parada no corredor, observando Julianne se afastar. Um misto de frustração e fascínio tomou conta dela. Por mais que tentasse manter o controle, sabia que aquela presença, aquele corpo, aquela mente curiosa de Julianne, mexiam com algo dentro dela que não podia ser ignorado. Um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios, carregado de desafio e expectativa.

Ao trancar a porta atrás de si, Camilla respirou fundo, sentindo o peso do que acabara de acontecer. Cada objeto da sala secreta, cada detalhe, parecia agora pulsar com uma energia própria — uma lembrança constante de que Julianne havia cruzado a linha, e que nada mais seria como antes.

Julianne, já na rua, olhou para trás uma última vez, tentando capturar a silhueta de Camilla antes de desaparecer naquela manhã. Um arrepio percorreu sua espinha; ela sabia que aquele dia não terminaria ali, e que a obsessão silenciosa que começava a surgir não seria fácil de controlar.

Os dias foram se arrastando lentamente para Julianne, que mesmo tentando manter sua rotina normal, não conseguia deixar de pensar no que havia acontecido na casa de Camilla. O misto de curiosidade, receio e excitação a consumia de forma silenciosa. Cada detalhe voltava à sua mente como um sussurro proibido, e o simples som do nome de Camilla já era capaz de acelerar seu coração.

Camilla, por outro lado, havia se mantido fria por fora, mas internamente arquitetava cada passo e remoía a saudade que sentia da acompanhante. Sabia que Julianne estava vulnerável, curiosa e confusa, e era exatamente nesse limiar que ela queria encontrá-la. Passou dias revisando mentalmente a conversa que teria com ela: sobre quem realmente era, sobre ser uma dominadora BSDM e, sobretudo, sobre sua condição intersexual. Não queria que Julianne a visse apenas como um enigma sedutor, mas como alguém com uma verdade forte e inabalável.

Para isso, não deixou nada ao acaso. Redigiu um contrato minucioso, cada cláusula pesando mais que a anterior. O documento deixava claro que, se Julianne quisesse desistir, teria esse direito — mas com duas condições inegociáveis: não poderia jamais expor o que acontecia entre elas e, como compensação pelo silêncio, sairia com uma quantia absurda de dinheiro. Uma saída tentadora, porém, carregada de peso moral e psicológico.

Com tudo preparado, Camilla aguardou o momento certo. Quando sentiu que Julianne já estava no ponto de ebulição — entre o medo e a entrega —, pegou o telefone. Sua voz, quando atravessou a linha, veio carregada daquela entonação firme, quase hipnótica, típica de quem nasceu para dominar.

O celular de Julianne vibrou sobre a mesa. Quando ela viu o nome de Camilla no visor, seu coração acelerou. Respirou fundo antes de atender.

— A-alô? - Julianne atendeu com a voz baixa, tentando soar calma

— Boa noite, Julianne. – Camilla falo com a voz firme, grave, envolvente, carregada de autoridade

O corpo de Julianne arrepiou só de ouvir o tom. Ela engoliu em seco.

— Boa noite… Camilla.

— Estive pensando em você durante toda essa semana.

Julianne apertou o celular contra a orelha, mordendo o lábio.

— E-eu também pensei em você… algumas vezes. – Julianne hesitou

Camilla pausando de propósito, a voz ainda mais intensa

— Algumas vezes? Isso não é suficiente. Quero que me diga a verdade.

Julianne sentiu as pernas tremerem. Ela fechou os olhos, tentando controlar o nervosismo.

— Tá… pensei em você todos os dias.

Do outro lado da linha, Camilla sorriu de forma quase imperceptível.

— Assim está melhor.

O silêncio que se seguiu pareceu eterno, até que Camilla retomou o controle da conversa.

— Quero que jante comigo amanhã. Restaurante Donna.

Julianne quase gaguejando

— Amanhã? Tão… de repente?

Camilla com a voz baixa, mas firme, com o peso de uma ordem velada

— Eu não faço convites duas vezes, Julianne.

O coração de Julianne disparou. A forma como Camilla falava parecia mais uma ordem do que um pedido, e isso a confundia e excitava ao mesmo tempo.

Julianne respirando fundo, rendida

— Então… eu vou.

— Ótimo. Já reservei uma sala privada para nós. Quero conversar sem interrupções.

Julianne arregalou os olhos, surpresa e nervosa.

— Sala… privada?

— Sim. Apenas você e eu. Um jantar… e uma conversa séria.

O tom de Camilla era enigmático, mas tão envolvente que Julianne não conseguia recusar.

— Tudo bem.

Camilla com um leve sorriso audível na voz

 — Quero que esteja pronta às oito. Vista-se de maneira que mostre quem você é, e não quem o mundo espera que seja. Entendeu?

Julianne suspirou, sentindo um misto de medo e desejo crescer em seu peito.

— Entendi… Camilla.

— Boa menina.

A ligação foi encerrada.

Julianne ficou parada com o celular ainda na mão, ofegante, como se tivesse acabado de correr uma maratona. Cada palavra de Camilla a deixara em alerta, mas também com uma chama acesa por dentro que ela não conseguia apagar.

Então o dia do encontro do casal chegou, Julianne ansiosa de um lado e Camilla do outro, era uma mistura de ansiedade, desejo e tesão vindos da médica. Ela estava ansiando pela resposta da acompanhante.

O restaurante Fasano, em São Paulo, estava iluminado por uma luz tênue que realçava o mármore das paredes e o brilho discreto dos cristais sobre as mesas. O ambiente era silencioso, quase cúmplice, como se o espaço tivesse sido criado para segredos e confissões. Camilla havia escolhido uma das salas reservadas, onde apenas alguns clientes muito específicos podiam jantar em privacidade total. A mesa estava posta com perfeição: guardanapos de linho branco, talheres prateados reluzentes e uma garrafa de vinho tinto de safra rara repousando sobre o aparador ao lado.

Julianne, acostumada ao luxo, ainda assim se encantava com o zelo de Camilla em cada detalhe. A médica parecia ter planejado não apenas a noite, mas também o tom de cada palavra. Camilla estava deslumbrante naquela noite. Seu macacão branco tomara que caia, de tecido liso e caimento impecável, realçava cada curva com elegância e sofisticação. A peça tinha corte reto e moderno, com pernas amplas que alongavam sua silhueta, enquanto o busto bem estruturado trazia imponência ao look.

Nos pés, sandálias de salto fino em tom neutro completavam o visual.

Seus cabelos loiros estavam presos em um coque alto, com algumas mechas soltas emoldurando o rosto, destacando ainda mais seus traços delicados e seu olhar firme. Um bracelete dourado adornava o pulso, adicionando um toque sutil de sofisticação.

Camilla parecia o retrato perfeito da mulher que sabia unir charme, poder e simplicidade em uma única presença.

Já Julianne parecia ter saído diretamente de um sonho naquela noite. O vestido vermelho, justo ao corpo, parecia feito sob medida para ela, destacando cada curva com ousadia e sofisticação. O tecido brilhava sob as luzes do local, criando um contraste hipnotizante com sua pele e o cenário elegante ao redor.

A fenda lateral deixava à mostra suas pernas longas e torneadas, tornando cada passo um convite ao olhar. As alcinhas finas revelavam a delicadeza dos ombros, enquanto o decote suave equilibrava sensualidade e classe. Nos pés, sandálias de salto fino davam ainda mais imponência à sua postura, deixando-a com uma presença arrebatadora.

Com os cabelos soltos, lisos e sedosos, caindo em perfeita moldura sobre o rosto, Julianne exibia um olhar seguro e sedutor. Na mão, uma pequena bolsa de corrente dourada completava o visual, adicionando um toque de luxo discreto.

Ela caminhava como quem tinha consciência plena do efeito que causava — poderosa, intensa e impossível de ser ignorada.

Camilla, já sentada à mesa, sentiu o coração acelerar ao ver a acompanhante se aproximar. O nervosismo fez suas mãos suarem levemente, mas ela não deixou de se levantar assim que Julianne chegou perto. O olhar das duas se encontrou, e naquele instante parecia que o tempo havia desacelerado.

Camilla aproximou-se e, de forma ousada, cumprimentou Julianne com um beijo no canto dos lábios. O gesto, inesperado, fez Julianne arquear uma sobrancelha e soltar um sorriso carregado de malícia.

— Uau… — murmurou Julianne, mantendo os olhos fixos nos de Camilla. — Eu esperava um simples “boa noite”, mas parece que alguém resolveu me surpreender.

Camilla sorriu de canto, tentando manter a confiança. — Achei que você merecia algo mais… — disse, a voz firme, mas o rubor em seu rosto a entregava.

Julianne inclinou-se levemente, como se fosse sussurrar um segredo. — Cuidado, doutora… — disse em tom baixo e provocativo — se continuar assim, vou acabar achando que está realmente com saudades minhas.

Camilla respirou fundo, sentindo o perfume inebriante de Julianne preenchendo o espaço entre elas. — E se eu estiver? — respondeu, encarando-a, mesmo que seu corpo inteiro estivesse tomado por ansiedade.

Julianne sorriu com aquele ar de confiança irresistível, passando delicadamente a ponta dos dedos pelo braço de Camilla, antes de se acomodar na cadeira. — Então isso muda tudo… porque eu também estava com saudades suas.

O clima entre elas já estava carregado de tensão logo no início da noite, cada palavra trocada soava como um jogo perigoso de atração e desejo contido.

O jantar corria com conversas leves, pequenos sorrisos e olhares prolongados, até que Camilla, após um gole lento de vinho, inclinou-se levemente para a frente. Sua voz saiu baixa, quase um sussurro, como se tivesse medo de que as paredes pudessem revelar o que escondia:

— Você já percebeu, Julianne… como algumas pessoas escondem partes de si mesmas, esperando o momento certo para revelar?

Julianne arqueou a sobrancelha, intrigada, apoiando o queixo na mão, curiosa com o tom sério.

— Todos escondem alguma coisa, Camilla. Mas você parece estar falando de algo… específico. Creio que tenha mais coisa para me explicar referente ao que vi no seu apartamento.

A médica sorriu, aquele sorriso suave que sempre parecia meigo, mas havia um brilho diferente em seus olhos naquela noite. Ela brincou com a borda da taça, os dedos deslizando devagar, como se sua fala acompanhasse o ritmo calculado de cada gesto.

— Digamos que… eu tenho um lado que não mostro a qualquer pessoa. Um lado… que precisa de confiança, de entrega para ser revelado.

Julianne inclinou-se um pouco mais, o ar de acompanhante experiente dando lugar a uma centelha de curiosidade genuína.

— Está tentando me deixar ainda mais curiosa, doutora? Porque está conseguindo.

Camilla riu baixinho, mas seus olhos não se desviaram. Havia um contraste fascinante: a timidez doce que sempre carregava misturada agora a uma firmeza inesperada.

— Não é uma provocação. É apenas… que, desde que te conheci, algo em mim despertou. Algo que costumo manter trancado, mas que insiste em aparecer quando estou perto de você.

Julianne passou a língua pelos lábios, como se digerisse cada palavra. Seu instinto profissional gritava que havia mais naquela frase do que parecia, e, ao mesmo tempo, sua curiosidade pessoal a fazia se inclinar cada vez mais para a confissão que parecia vir.

— E o que exatamente aparece, Camilla? — perguntou, num tom provocativo, mas baixo, como se também entrasse no jogo.

A médica ergueu o olhar, sustentando-o com uma segurança que surpreendia até a si mesma.

— O desejo… de dominar.

O silêncio tomou a sala por alguns segundos. O coração de Julianne disparou, mas ela manteve a postura. Camilla não desviava o olhar, não recuava.

— Dominar? — Julianne repetiu, com um sorriso de canto. — Está me dizendo que essa sua delicadeza toda é só fachada?

Camilla pousou a taça com calma e, em um gesto lento, cobriu a mão de Julianne sobre a mesa. Seus dedos deslizaram pela pele da acompanhante de forma sutil, mas carregada de intenção.

— Não é fachada. Eu sou meiga, sou tímida, sou doce… mas também sou outra coisa quando estou em um ambiente diferente deste. Eu gosto de conduzir, gosto de ter o controle. E não falo apenas de conversas.

Julianne respirou fundo, surpresa pela ousadia. Por mais que fosse uma acompanhante de luxo, jamais imaginara ouvir algo tão direto e revelador de Camilla. E havia algo magnético ali: o contraste entre aquela médica elegante, reservada, e a confissão que abria um mundo inteiro de possibilidades.

Ela sorriu, apertando de leve a mão de Camilla.

— Você está me contando isso porque acha que posso lidar com esse lado seu? Ou porque quer que eu me renda a ele?

Camilla inclinou-se, o perfume delicado de jasmim envolvendo Julianne, e sussurrou em seu ouvido, a voz carregada de firmeza doce, mas sem espaço para dúvida:

— Talvez… as duas coisas. E você ter aceitado meu convite para jantar, me diz muita coisa.

Julianne riu baixinho, estremecendo. — Você sabe o que é BDSM, Julianne?

A morena arqueou a sobrancelha, surpresa, e respondeu com provocação:

— Não… seria interessante descobrir o que é.

Camilla ajeitou-se na cadeira, sem pressa, e explicou:

— BDSM é um conjunto de práticas que envolvem Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão e também Sadomasoquismo. Não se trata apenas de sex*, mas de poder, de confiança absoluta, de entrega. É sobre permitir que um lado da sua essência se revele sem julgamento.

Julianne mordeu o lábio inferior, absorvendo cada palavra.

— Então você está me dizendo que… é uma Dominatrix?

— Exatamente. — Camilla afirmou, o tom firme, mas carregado de doçura. — Eu gosto de guiar, de testar limites, de explorar desejos… mas isso só é possível quando há confiança. Por isso, antes de qualquer coisa, preciso saber: você estaria disposta a experimentar esse mundo comigo?

Julianne inclinou-se para a frente, os olhos brilhando de ousadia.

— Doutora… eu não costumo recusar aventuras.

Camilla abriu a bolsa discretamente e retirou um envelope. Nele, havia algumas folhas cuidadosamente dobradas.

— Então terá que assinar isto antes. É um contrato de consentimento. Nele estão suas regras, seus limites, sua segurança. Tudo o que acontecer será dentro do que você permitir.

Julianne pegou o papel, deslizou os olhos atentos pelas cláusulas e levantou a cabeça, semicerrando os olhos de forma curiosa.

— E se eu desistir? O que eu ganho?

Camilla manteve o olhar firme, mas a boca desenhou um sorriso enigmático.

— Uma boa quantia em dinheiro de gratificação...mas, creio que você não necessitara disso.

Julianne encarou a médica por alguns segundos em silêncio, avaliando cada detalhe. Então, sem hesitar, pegou a caneta que Camilla lhe oferecia e assinou.

Camilla sentiu o coração acelerar, um misto de surpresa e excitação invadindo seu corpo.

Julianne pousou a caneta e ergueu o olhar, com um sorriso provocativo.

— Agora, doutora… eu sou toda sua.

— Maravilha...Agora me diga qual será a sua palavra de segurança, sua safeword? – Camilla perguntou com um sorriso malicioso nos lábios.

— Palavra? – Perguntou curiosa.

— Toda submissa tem uma palavra de segurança, caso o dominador ou dominatrix ultrapasse limites aceitáveis.

— Pode ser Pandora. – Julianne olhou fixamente nos olhos de Camilla querendo desestabilizá-la.

— Vamos estipular um sinal também caso eu não reaja a sua palavra-chave? — Camilla arqueou uma sobrancelha, estreitando os olhos, avaliando o tom ousado de Julianne.

— Sim.... — Julianne deixou a voz escorrer lenta, arrastada, quase como um sussurro provocativo. — Pode ser bater 3 vezes na sua mão, caso eu possa utilizar as minhas.

Camilla soltou uma risada baixa, inclinando-se até quase roçar os lábios no ouvido dela.
— Perfeito. Boas escolhas.

Julianne manteve o sorriso, mas o corpo não conseguiu disfarçar o arrepio que percorreu sua pele.
— E se eu me arrepender? — ela desafiou, cruzando os braços como se pudesse impor resistência.

— Aí você diz Pandora… — Camilla murmurou, deslizando lentamente a ponta dos dedos pelo braço dela. — Mas cuidado, Julianne… porque, até esse momento chegar, você é toda minha.

Julianne respirou fundo, tentando disfarçar o impacto que aquelas palavras tiveram, mas seus olhos a entregavam.
— Então mostre do que é capaz, doutora… — disse, mordendo o lábio, provocativa.

Camilla inspirou fundo, escondendo o arrepio que percorreu sua pele. Aquela noite, que começara como apenas mais um jantar íntimo, transformava-se em um ponto de virada.

Entre taças de vinho e olhares demorados, Camilla havia conseguido o que tanto desejava.

Naquele instante, Julianne não era apenas a acompanhante mais desejada da cidade era a submissa que, pela primeira vez, Camilla ousaria reivindicar como sua.

Fim do capítulo

Notas finais:

 

Boa noite a todos

Espero que todos estejam bem, postando mais um capitulo delicioso.

Recomendo que quem já leu os outros capítulos, volte a ler novamente, que fiz algumas modificações nos capítulos para que se encaixem perfeitamente ao ebook.

Informando também que até segunda estarei dando informação sobre o ebook dessa história caso alguém se interesse em compra-lo caso não queira esperar todos os vinte e poucos capitulos serem publicados aqui. 

Um grande beijo a todos.

Até breve.


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