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Mundos invertidos por Natalia S Silva

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Palavras: 6447
Acessos: 369   |  Postado em: 05/04/2026

Capitulo 9

Victoria 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não sabia mais onde terminava a raiva e começava o desejo. O gosto da boca dela ainda ardia nos meus lábios, e cada investida contra mim parecia um golpe, mas também uma promessa. O sofá se tornara pequeno demais para conter o que estava acontecendo, para conter o que eu estava sentindo.

 

Yelena me beijava como se quisesse me devorar, e eu, miseravelmente, deixava. Mais que isso: retribuía. Cada vez que sua língua encontrava a minha, eu perdia um pedaço da razão. Cada vez que suas mãos exploravam minhas costas, eu me esquecia de que deveria resistir.

 

E então, quando percebi, ela me segurou firme pela cintura e, num movimento tão fácil quanto cruel, me ergueu do sofá como se eu não pesasse nada.

 

O ar fugiu dos meus pulmões.

 

 

(Vick) — Yelena… — foi tudo que consegui soltar, entre o choque e a ânsia.

 

 

Ela apenas riu contra minha boca, abafando meu protesto num beijo ainda mais profundo. Eu me agarrei aos ombros dela, às linhas firmes dos músculos sob o tecido, tentando me equilibrar, mas no fundo querendo apenas me fundir ao corpo tatuado que ardia contra o meu.

 

O mundo girava. As paredes, o corredor até o quarto, tudo se tornou borrado, distante. Só havia a força dela me carregando, como se eu fosse leve, como se nada pudesse impedi-la.

 

As mãos de Yelena deslizaram sob meu vestido, firmes, quentes, subindo pela pele da minha coxa. Arfei contra seus lábios, incapaz de conter o som, e senti o sorriso dela contra minha boca.

 

 

(Vick) — Você é… insuportável… — consegui dizer entre beijos, a voz embargada.

 

 

(Yelena) — Mas você me quer assim. — ela sussurrou, mordendo meu queixo antes de descer os lábios para o meu pescoço.

 

 

A cada passo que ela dava, minhas pernas se apertavam mais ao redor de sua cintura. Eu não queria soltar. Não podia. O cheiro dela, o calor, os desenhos da tinta sob sua pele que eu ainda não tinha visto por completo… tudo me consumia.

 

Quando entramos no quarto, ela me jogou contra a porta com força controlada, ainda me prendendo no colo, os corpos colados, o vestido já desalinhado entre nós.

 

Eu gemi baixo, mordendo o ombro dela para não perder o ar.

 

 

(Vick) — Yelena… — repeti, mas desta vez não era súplica, nem reprovação. Era desejo puro, cru, escapando como fogo de dentro de mim.

 

 

Ela me olhou com aquele brilho de vitória nos olhos verdes, e depois desceu a boca para minha clavícula, sugando, marcando.

 

Minha cabeça encostou contra a madeira da porta, os dedos cravados nos cabelos dela. Eu queria mais. Precisava mais.

 

O tecido do vestido já não parecia existir entre nós; as mãos dela subiam cada vez mais, firmes, explorando, incendiando.

 

Eu a puxei pelo cabelo, forçando-a a me encarar. O olhar dela era um abismo.

 

 

(Vick) — Eu quero ver… — minha voz saiu rouca, entrecortada pela respiração pesada. — Eu quero ver você inteira.

 

 

Ela sorriu, lenta, predatória, como se tivesse acabado de ouvir a confissão que esperava.

 

 

(Yelena) — Então me faça parar, dorogaya… — disse, antes de voltar a me beijar com uma fome que me desarmou por completo.

 

 

Mas eu não queria parar.

 

Nunca quis tanto algo em toda a minha vida.

 

 

 

As paredes do quarto testemunharam a colisão dos nossos corpos. Entre risos, mordidas e gemidos, Yelena me levou até a cama sem soltar meu corpo um só instante. A cada toque, cada carícia que se infiltrava por baixo do tecido, eu sentia minhas defesas ruírem como vidro estilhaçado.

 

Deitei de costas no colchão quando ela finalmente me soltou, mas antes que eu pudesse me recompor, Yelena já estava sobre mim, uma sombra quente e irresistível, com o corpo tatuado insinuando-se por entre as frestas da roupa.

 

Meus olhos deslizaram pelas linhas que escapavam pela manga erguida, pela pele marcada que pedia para ser explorada. Eu queria ver. Queria tocar. Queria decorar cada centímetro dela com meus dedos, meus lábios, minha memória.

 

E, pela primeira vez, não importava mais se era certo ou errado. Não importava o que viria depois.

 

Só havia ela.

 

Só havia nós duas.

 

E eu não tinha escolha a não ser me render.

 

 

 

 

 

 

 

Eu já a tinha visto despida de muitas formas. Despida da calma, despida da paciência, despida da máscara de frieza que ela ostentava como armadura. Mas nunca, nunca tinha visto Yelena se despir de verdade. Da única vez em que estivemos juntas, naquela noite que eu me recuso a esquecer, ela manteve parte de si velada. Como se fosse um segredo, um direito que não me pertencia.

 

E talvez fosse.

 

Até agora.

 

Deitada na cama, ofegante, ainda sentindo o gosto do beijo dela em minha boca e o peso de seu corpo sobre o meu, percebi quando seus olhos mudaram. Como se ela tivesse tomado uma decisão. Como se houvesse chegado a hora.

 

 

(Yelena) — Você queria ver, dorogaya. — sua voz saiu baixa, rouca, quase um sussurro. — Então olhe.

 

 

Ela se ergueu sobre mim e, lentamente, afastou o corpo.

 

Eu me apoiei nos cotovelos, incapaz de desviar o olhar.

 

Os dedos dela tocaram a barra da blusa escura que vestia, puxando-a pela cintura. O tecido subiu devagar, revelando o abdômen marcado, duro, a pele clara parcialmente coberta por linhas negras que se entrelaçavam como se contassem histórias. Tatuagens. Fragmentos de batalhas e memórias que agora eu podia finalmente ver sem pressa, sem véus.

 

Engoli seco, o coração batendo tão forte que parecia me trair.

 

Yelena ergueu a blusa acima da cabeça e a jogou para o lado. O sutiã esportivo ainda cobria parte de seus seios, mas apenas por um instante. O olhar dela não se desviava do meu, intenso, desafiador. Como se me perguntasse se eu tinha coragem de encarar o que estava prestes a acontecer.

 

Eu não me mexi. Não respirei.

 

E então ela desabotoou o fecho e deixou a peça cair, revelando-se por completo da cintura para cima.

 

Meu corpo inteiro respondeu. O ar fugiu dos meus pulmões, e eu precisei apertar os lençóis para não gem*r só de vê-la.

 

Alta. Forte. Desproporcionalmente bela, de uma forma crua e avassaladora. Seus ombros largos, os braços definidos, o abdômen firme que denunciava disciplina e brutalidade. As tatuagens serpenteavam pelo braço direito, descendo até a costela, curvas escuras que pareciam vivas contra a pele clara. Algumas marcas eram geométricas, outras mais orgânicas, símbolos que eu não compreendia mas que gritavam histórias em silêncio.

 

E eu queria ouvi-las todas. Com os dedos, com a boca, com o corpo inteiro.

 

 

(Vick) — Yelena… — murmurei, incapaz de disfarçar o impacto.

 

 

Ela sorriu. Não aquele sorriso irônico, cruel, que costumava usar para me provocar. Foi diferente. Quase… orgulhoso.

 

 

(Yelena) — Ainda quer ver mais? — perguntou, a voz arrastada, carregada de uma promessa que me incendiava por dentro.

 

 

Antes que eu pudesse responder, seus dedos já estavam no cós da calça.

 

Devagar, como se cada segundo fosse planejado para me enlouquecer, ela desabotoou, deslizando o zíper.

 

O som metálico pareceu ecoar pelo quarto.

 

Ela empurrou a calça para baixo, revelando as coxas firmes, definidas, pele clara também marcada aqui e ali por traços de tinta. O quadril forte, a linha do abdômen que descia até desaparecer sob a última peça de roupa que restava.

 

Eu já não piscava. O sangue corria quente demais nas minhas veias, e a boca estava seca.

 

Quando a lingerie caiu, lenta, a última barreira se foi.

 

Yelena ficou nua diante de mim.

 

Inteira.

 

Sem reservas.

 

O corpo alto e forte, delineado pela luz suave do quarto. Ombros largos, abdômen definido, coxas poderosas. Tatuagens cobrindo parte dos braços e costelas, algumas linhas descendo pelo quadril, como se a tinta fosse extensão natural de sua pele. Uma beleza brutal, quase agressiva, mas que me paralisava de desejo.

 

E eu… eu não consegui resistir.

 

Me ergui de um salto, os joelhos afundando no colchão, e a toquei.

 

As mãos deslizaram pela pele quente, firme, pelo desenho marcado das tatuagens. Passei a ponta dos dedos pelas linhas escuras, sentindo a textura da tinta contra a maciez da pele. Subi pelos braços, pelas costas, cada músculo respondendo sob meu toque.

 

 

(Vick) — Meu Deus… — sussurrei, sem perceber que tinha falado em voz alta. — Você é…

 

 

(Yelena) — Sua. — ela me cortou, a voz baixa, intensa.

 

 

Eu tremi.

 

O corpo dela pressionou o meu quando me puxou de volta para baixo, me prendendo contra a cama. Nua, entregue, sem esconder nada, Yelena se mostrou inteira. E eu, pela primeira vez, não lutei.

 

Eu a queria. Cada tatuagem, cada músculo, cada marca.

 

Queria guardar tudo em mim.

 

E quando ela voltou a me beijar, já não havia defesa possível.

 

Eu me entreguei.

 

Sem pensar.

 

Sem medir.

 

Sem conseguir controlar nada além da necessidade desesperada de sentir mais, de ter mais dela.

 

 

 

 

Os minutos seguintes foram um borrão de pele, calor e desejo. As mãos dela me explorando com uma firmeza que beirava o desespero, e as minhas buscando cada detalhe de seu corpo tatuado, como se eu precisasse memorizar tudo. O peso dela sobre mim era ao mesmo tempo sufocante e viciante.

 

Cada beijo, cada mordida, cada toque me arrastava mais fundo.

 

E quando percebi, não havia mais volta.

 

Eu já era dela. Inteira.

 

 

 

Eu não lembro em que instante deixei de respirar. Talvez quando os dedos dela tocaram a barra do meu vestido, deslizando por minha pele como se pertencessem a ela. Talvez quando os olhos verdes de Yelena se cravaram nos meus, intensos, quase cruéis na forma como não me deixavam escapar.

 

O quarto estava em silêncio, exceto pelo som da minha própria respiração, acelerada, descompassada, desesperada, e pelo roçar suave do tecido sendo erguido.

 

O vestido subiu devagar, primeiro deslizando pelas minhas coxas, revelando a pele arrepiada. Ela não tinha pressa. Não tinha nunca.

 

Era como se cada movimento dela fosse calculado para me incendiar por dentro.

 

 

(Yelena) — Você não sabe o quanto sonhei com isso, malishka… — a voz dela era baixa, grave, quase um ronronar perigoso.

 

 

Eu mordi o lábio, incapaz de responder. O corpo já estava em chamas.

 

Yelena ergueu o vestido até a cintura e, sem soltar meu olhar, inclinou-se sobre mim. A boca encontrou a curva do meu pescoço, os dentes roçaram a pele fina, e eu soltei um gemido involuntário.

 

 

(Yelena) — Shhh… — ela sussurrou contra minha pele, sorrindo. — Eu quero ouvir cada som.

 

 

As mãos dela continuaram a subir o tecido, deslizando agora pela minha barriga, minhas costelas, meus seios ainda cobertos pelo sutiã rendado. O atrito da roupa subindo me deixava em frangalhos, como se cada centímetro arrancado fosse também uma defesa que eu perdia.

 

Até que, com um gesto firme, ela ergueu tudo por sobre minha cabeça.

 

O vestido caiu no chão.

 

E eu fiquei nua, apenas lingerie me separando dela.

 

Eu me senti exposta, vulnerável, mas o olhar que Yelena lançou sobre mim não me deixou fugir. Não havia julgamento. Não havia hesitação. Só desejo. Bruto, cru, avassalador.

 

 

(Yelena) — Você é linda… — ela murmurou, e havia algo quase reverente em sua voz.

 

 

Aquela mulher que parecia feita de ferro e sombras, agora me olhava como se eu fosse feita de algo precioso.

 

Antes que eu pudesse reagir, ela pressionou o corpo contra o meu. Pele quente, músculos rígidos, tatuagens roçando contra minha pele nua.

 

O encaixe foi tão natural que me arrancou um gemido alto, desesperado.

 

 

(Vick) — Yelena…

 

 

Ela riu contra minha boca, um som baixo e provocador.

 

 

(Yelena) — Eu sei.

 

 

E então me beijou.

 

Um beijo profundo, faminto, que roubou meu fôlego e qualquer traço de razão que me restava. As mãos dela deslizaram pelas minhas costas, firmes, possessivas, até alcançarem a alça do sutiã. Um puxão certeiro, e a peça se soltou.

 

Meu corpo arqueou, os seios livres contra o peito dela, e eu agarrei seus ombros, sentindo cada músculo se mover sob meus dedos.

 

Ela quebrou o beijo apenas para me olhar. O sorriso maroto apareceu em seus lábios, aquele sorriso que sempre me irritava, mas que agora me fazia tremer de desejo.

 

 

(Yelena) — Eu quero ver você perder o controle… — disse, e desceu a boca pelo meu pescoço.

 

 

Cada mordida, cada lambida, cada marca que ela deixava em mim me fazia contorcer contra os lençóis. Eu agarrava os tecidos, tentando me segurar em algo enquanto o corpo dela me esmagava contra a cama.

 

Mas não havia como resistir.

 

Ela me tinha.

 

E então, lenta, perigosa, começou a descer.

 

Beijou meu colo, o vale entre os seios, mordiscou a pele sensível ali, sugando até arrancar um gemido alto da minha boca. Eu tremia, arfava, já sem forças para fingir qualquer controle.

 

As mãos dela seguraram firme meus quadris, mantendo-me no lugar, e ela continuou descendo.

 

O abdômen, o umbigo, a linha da cintura. Cada beijo era marcado pelo olhar dela, sempre me encarando, como se se alimentasse da minha reação.

 

 

(Yelena) — Olhe para mim. — ordenou, a voz baixa, rouca.

 

 

E eu obedeci.

 

Os olhos verdes dela me prenderam, e naquele instante percebi que não havia escapatória. Eu estava à mercê.

 

Quando a boca dela alcançou a borda da minha calcinha, senti meu corpo inteiro estremecer.

 

Ela não desviou o olhar. Nunca.

 

Sorriu, aquele sorriso carregado de malícia que parecia prometer que eu não sobreviveria ao que estava por vir.

 

 

(Yelena) — Grite pra mim, malishka.

 

 

E então desceu.

 

Eu arfei, agarrei os lençóis com força, os nós dos dedos embranquecendo. O prazer explodiu dentro de mim como uma corrente elétrica, arrancando um grito que ecoou pelo quarto.

 

Ela me segurava firme, não deixando que eu me movesse, que eu fugisse, que eu respirasse. A boca dela fazia coisas que me deixavam sem chão, cada movimento calculado para me despedaçar.

 

O olhar dela nunca abandonou o meu. Verde, intenso, consumindo cada expressão de prazer que escapava do meu rosto.

 

E eu me vi perdida.

 

O corpo arqueava, a garganta queimava de tanto gem*r, e ainda assim parecia que nada era suficiente.

 

 

(Vick) — Yelena…! — gritei, a voz entrecortada, implorando sem nem saber pelo quê.

 

 

Ela apenas sorriu contra mim, satisfeita.

E continuou.

 

Eu já não era dona de nada. Nem da minha respiração, nem dos meus gritos, nem do meu corpo que se contorcia desesperado sob o dela.

 

Eu era só dela.

 

Inteira.

 

Eu não conseguia mais pensar. Era como se meu corpo tivesse sido arrancado de mim e entregue inteiramente a ela.

 

A boca de Yelena se movia em mim com uma precisão absurda, cada gesto estudado, cada provocação cravada para me despedaçar. Eu agarrava os lençóis, depois os largava para puxar o travesseiro, depois os cabelos dela, sem conseguir decidir o que fazer com minhas mãos.

 

 

(Yelena) — Bozhe moi, você é tão linda assim… — ela murmurou contra mim, a voz abafada, a língua ainda trabalhando como se me castigasse.

 

 

Um soluço escapou da minha garganta. Eu não sabia se era um choro ou um gemido, mas já não havia diferença.

 

Ela me fitava, olhos verdes me obrigando a encarar o próprio desespero.

 

 

(Yelena) — Não fuja, Victoria. — a ordem veio baixa, firme, enquanto uma das mãos dela subia para segurar meu quadril. Os dedos cravaram em minha pele, me mantendo no lugar. — Você vai me dar tudo.

 

 

Meu quadril tremia, tentando escapar da intensidade e, ao mesmo tempo, se entregando mais a ela.

 

 

(Vick) — Yelena… por favor… — minha voz estava quebrada, embargada, implorando sem nem saber pelo quê.

 

 

Ela apenas sorriu contra mim. E então mergulhou de novo.

 

A língua traçou caminhos lentos e depois rápidos, alternando entre tortura e salvação. Eu me arqueava, gemidos cada vez mais altos preenchendo o quarto. O suor escorria pela minha testa, colando meu cabelo.

 

Ela não parava.

 

Não me deixava respirar.

 

O mundo inteiro se resumia ao ritmo que ela impunha, ao calor insuportável crescendo dentro de mim, à pressão que parecia querer me rasgar em duas.

 

Eu já não conseguia pensar em nada além dela.

 

O corpo tatuado, nu, entre minhas pernas, a força bruta de seus músculos controlando cada movimento, o olhar fixo no meu rosto, como se se alimentasse do meu prazer.

 

Meu corpo tremia, implorando por liberação, e ainda assim ela segurava firme, controlando o ritmo como se fosse uma caçadora se divertindo com a presa.

 

 

(Yelena) — Diga meu nome. — ela ordenou de repente, a voz baixa, a respiração quente contra mim.

 

 

(Vick) — Ye… Yelena…! — gritei, quase sem voz.

 

 

Ela sorriu, satisfeita, e intensificou o ritmo.

 

Um grito escapou da minha garganta, rouco, desesperado. Minhas pernas se fecharam contra os ombros dela, tentando contê-la, mas ela apenas riu e cravou mais os dedos na minha pele, me forçando a abrir.

 

 

(Yelena) — Mais forte. — exigiu, os olhos faiscando. — Quero ouvir você se quebrar.

 

 

(Vick) — YELENA! — o som saiu rasgado, um misto de prazer e rendição.

 

 

E então não havia mais como resistir.

 

O prazer me atingiu como um choque, atravessando cada nervo, cada músculo. O corpo arqueou violentamente, minhas unhas rasgaram os lençóis, minha boca abriu em um grito que ecoou pelo quarto.

 

Foi devastador.

 

Eu me desfiz inteira, sem nenhuma barreira, sem nenhuma contenção.

 

Yelena continuou, mesmo quando já era demais, prolongando o clímax até que lágrimas brotaram dos meus olhos de tanto prazer.

 

Eu tremia, soluçava, perdida em um mar de sensações que não acabava.

 

Ela só parou quando meu corpo desabou mole contra o colchão, sem forças nem para manter os olhos abertos.

 

E mesmo assim, me olhava com aquele sorriso satisfeito, quase cruel.

 

Subiu devagar, o corpo nu roçando contra o meu, tatuagens deslizando em minha pele como marcas de fogo. Beijou minha barriga, meus seios, meu pescoço. Finalmente alcançou minha boca.

 

Eu a beijei com tudo o que restava, ainda ofegante, ainda trêmula, mas desesperada por mais.

 

 

(Yelena) — Você é minha, malishka. — ela murmurou contra meus lábios, como um decreto.

 

 

Eu não consegui negar. Não consegui sequer pensar.

 

Porque era verdade.

 

Ali, naquela cama, naquele instante, eu já não era mais de mim.

 

Eu era dela.

 

 

 

O calor ainda queimava meu corpo, cada músculo latej*v*, e eu respirava pesadamente, tentando recuperar algum controle sobre mim mesma. Mas Yelena… Yelena continuava ali, por cima de mim, um sorriso maroto ainda dançando nos lábios enquanto me observava, como se estivesse se divertindo com cada fibra do meu corpo ainda trêmula.

 

 

(Yelena) — Relaxa, malishka… — murmurou, deixando a mão deslizar pelo meu ombro, provocando arrepios que me fizeram tremer outra vez.

 

 

Eu tentei me concentrar, fechar os olhos, respirar fundo. Mas não dava. Cada movimento dela, cada toque, cada suspiro parecia me puxar de volta para aquele turbilhão de sensações que acabara de me consumir.

 

E foi aí que lembrei.

 

O ponto. Na minha orelha.

 

Passei a mão e, de imediato, senti o vazio. Não estava mais lá. O microfone que me mantinha conectada à equipe havia sumido. Um frio desceu pela minha espinha.

 

 

(Vick) — MERDA! — gritei, o susto se misturando à raiva.

 

 

Yelena soltou uma risada baixa, cheia de gosto, aquela risada que me irritava tanto quanto me excitava.

 

 

(Yelena) — O que foi? — perguntou, inclinando-se mais perto, como se sentisse prazer no meu pânico. — Te assustou, malishka?

 

 

(Vick) — Sai daqui! — tentei empurrá-la, mas ela apenas se afastou o suficiente para me provocar, mantendo aquele sorriso de conquista.

 

 

Me levantei de um salto, ainda trêmula, e agarrei o vestido que havia caído no chão. Minha mente corria. Precisava conferir. Precisava garantir que o microfone não estivesse comigo, e por Deus, que pelo menos a equipe não pudesse ouvir o que acontecia.

 

 

(Vick) — Filha da puta… — murmurei, passando o dedo pelo vestido, sentindo o tecido áspero contra a pele sensível. O microfone ainda estava lá, escondido entre o tecido. Um alívio misturado com raiva e vergonha me percorreu.

 

 

Eu não sabia se chorava, gritava ou ria de desespero.

 

 

(Yelena) — Está tudo bem agora… — a voz dela soava doce e venenosa ao mesmo tempo.

 

 

(Vick) — Tudo bem nada! — explodi, deixando o calor e o choque ainda percorrerem meu corpo. Corri para a sala, segurando o vestido como se fosse uma armadura, um escudo contra toda a confusão que ela provocava dentro de mim. — Desliga essa porr* do microfone!

 

 

Mas, claro, ela não desligou. Talvez porque não soubesse como, ou porque não se importava.

 

Yelena permaneceu atrás de mim, a presença dela tão intensa que fazia meu coração acelerar. Eu podia sentir o perfume dela misturado ao álcool e ao banho, ainda fresco, envolvendo meu nariz e mexendo com meus sentidos. O tecido do meu vestido entre minhas mãos parecia inútil, frágil, nada comparado à força de provocação que emanava dela.

 

Ela se aproximou de leve, os passos silenciosos, felinos, calculando o efeito de cada centímetro de proximidade. E então, com um simples toque na lateral do sofá, ela testou o ponto.

 

Um estalo suave, e imediatamente, ouvi a voz deles.

 

 

(Ethan) — Victoria? — a voz de Ethan soou pelo ponto, dura, confusa, quase chocada.

 

 

(Rick) — O que diabos…? — Rick perguntou, mais contido, mas ainda claramente indignado.

 

 

(Lena) — VICK! Desliga isso agora! — Lena, do outro lado, soava desesperada. 

 

 

(Marcus) — Você está nos ouvindo, Victoria? — Marcus, sempre direto, finalmente completou.

 

 

Meu corpo gelou.

 

Yelena riu. E riu com gosto. Cada risada dela era uma mistura de triunfo e malícia, gostando visivelmente do meu constrangimento. Seus olhos brilhavam, divertidos, e o sorriso maroto não saía do rosto. Ela se recostou no encosto do sofá, cruzando as pernas, e parecia se acomodar ainda mais confortavelmente ali, como se tivesse planejado tudo para me testar, me humilhar e, ao mesmo tempo, me seduzir.

 

 

(Yelena) — Ah, isso é perfeito… — murmurou, baixa, para mim. — Olha só para você, toda nervosa, e a equipe do outro lado berrando. Eu adoro o jeito que você fica… toda concentrada, tentando se recompor.

 

 

Eu podia sentir o calor subindo pelo meu pescoço, uma mistura de raiva, constrangimento e algo mais, que eu não queria admitir nem para mim mesma. Cada centímetro do corpo dela parecia provocar uma resposta instintiva em mim, mesmo enquanto eu tentava, desesperadamente, focar no ponto.

 

 

(Vick) — Yelena! — eu disse, quase arfando. — Desliga isso agora, ou eu juro…

 

 

Ela apenas riu novamente, inclinando-se um pouco para frente, de modo que seu rosto ficasse a centímetros do meu. O perfume dela era inebriante, e a proximidade me fazia tremer. Eu queria me afastar, precisava me afastar, mas cada fibra do meu corpo queria ficar, queria sentir, queria reagir.

 

 

(Yelena) — Você realmente acha que eu vou desligar agora? — provocou. — Ah, malishka, o quanto você está assustada é tão… delicioso.

 

 

Respirei fundo, tentando ignorar o quão ridícula eu parecia, tanto para ela quanto para a equipe do outro lado. Cada palavra dela ecoava na minha mente, e eu podia ouvir Ethan resmungando, Rick balançando a cabeça, Lena implorando, Marcus tentando me guiar. Tudo isso se misturava em uma cacofonia de alerta, e eu me sentia completamente envergonhada.

 

 

(Vick) — Droga… — murmurei, segurando firme o microfone, finalmente testando o ponto, e confirmando que ele funcionava. Eles realmente ouviam tudo.

 

 

Yelena sorriu, claramente satisfeita.

 

 

(Yelena ) — Viu só? — murmurou. — Todo o seu esforço, toda a sua concentração, e eles ainda estão lá, impotentes.

 

 

Eu senti meu rosto queimar, o constrangimento pesado, quase sufocante. Cada palavra dela, cada olhar fixo nos meus olhos, era como se ela estivesse lendo cada pensamento meu, cada hesitação, cada reação involuntária. Eu queria gritar, mandar desligar tudo, mas ao mesmo tempo… parte de mim queria que ela continuasse.

 

Ela se inclinou mais, tão perto que podia sentir a respiração dela tocar meu rosto.

 

 

(Yelena) — Você está tremendo de novo — comentou, com aquele tom baixo, quase sussurrado, tão provocador que eu queria me afastar e não podia. — Eu posso sentir cada batida do seu coração.

 

 

Eu apertei os dentes. Finalmente conseguindo desligar o microfone. 

 

 

(Vick) — Isso não é justo! — disse, mas a voz saiu mais fraca do que eu queria, traindo o quanto o que ela dizia e fazia me atingia.

 

 

(Yelena) — Justo? — ela repetiu, inclinando a cabeça, analisando-me com atenção quase predatória. — Ah, malishka, você acha que existe justiça quando estamos juntas? Não há regras aqui, só nós, e o quanto você aguenta… ou não.

 

 

Eu tentei me recompor, respirando fundo, movendo o microfone de maneira a proteger o ponto. Mas Yelena não recuava. Ela apenas observava, um sorriso malicioso ainda curvando seus lábios, e parecia absorver cada segundo do meu constrangimento, cada respiro acelerado, cada hesitação.

 

 

(Yelena) — Está vendo? — murmurou, como se lesse meus pensamentos. — Eu gosto quando você se perde um pouco. Quando tenta pensar, mas seu corpo não consegue acompanhar. É… tão fascinante.

 

 

O calor no meu peito aumentou, uma mistura de raiva e excitação. Queria berrar, mas minha voz parecia presa, e cada músculo meu ainda reagia à presença dela.

 

 

(Vick) — Yelena… — murmurei, tentando manter a autoridade que eu achava que ainda possuía. — Isso é… inaceitável!

 

 

Ela riu novamente, longa e com gosto, e eu senti cada onda dessa risada percorrer minha espinha. 

 

 

(Yelena) — Inaceitável, mas você não consegue parar de me olhar, não é mesmo? — disse, inclinando o corpo para frente, aproximando os rostos. — Eu posso ver cada conflito dentro de você, e é lindo.

 

Eu senti minha respiração falhar, meus pensamentos embaralharem, mas finalmente consegui me mover para o lado, tentando colocar algum espaço entre nós. Mas ela se inclinou e deslizou uma mão pelo sofá, chegando quase até a minha perna. 

 

 

(Yelena) — Não tem para onde correr, malishka. O microfone já está desligado, e você está completamente à mercê…

 

 

E eu sabia que era verdade. Cada gesto, cada palavra dela, cada provocação era calculada para me manter no limite, para me fazer sentir cada emoção de maneira intensa. Eu estava simultaneamente envergonhada, furiosa e… absurdamente excitada.

 

 

(Vick) — Eu… — comecei, tentando encontrar algum tipo de defesa. — Eu vou…

 

 

Ela inclinou a cabeça, sorrindo marotamente, interrompendo-me. 

 

 

(Yelena) — Vai fazer o quê? Vai me expulsar do meu apartamento? — provocou. — Ou vai apenas continuar tremendo enquanto o resto do mundo do outro lado do ponto grita para você desligar tudo?

 

 

Eu cerrei os punhos, tentando recuperar algum senso de controle.

 

 

(Vick) — Isso é ridículo… — murmurei. — Você… você é ridícula!

 

 

(Yelena) — Talvez — ela admitiu com um sorriso. — Mas você gosta. E isso… malishka, isso é a parte mais divertida.

 

 

Eu respirei fundo, tentando me acalmar. Cada palavra, cada gesto, cada risada dela me puxava para um estado de vulnerabilidade que eu não conseguia controlar. E no fundo, eu sabia, mesmo que não quisesse admitir, que Yelena tinha total consciência disso, e estava aproveitando cada segundo.

 

Ela recostou-se no sofá, nua, cruzando as pernas de maneira despreocupada, como se tudo ao redor fosse apenas uma peça de teatro e ela fosse a protagonista, enquanto eu lutava com a mistura de constrangimento, raiva e desejo que me consumia.

 

 

(Yelena) — Agora você sabe — murmurou, ainda sorrindo — eles sabem, eles ouviram tudo, e você… você está completamente à mercê de tudo que eu decido fazer com você, e isso inclui te provocar até o último fio de paciência.

 

 

Eu fechei os olhos, tentando finalmente respirar. Meu corpo ainda reagia, minha mente ainda girava com tudo que havia acontecido, mas naquele momento, eu comecei a perceber que, mesmo com toda a raiva e constrangimento, havia algo profundo acontecendo entre nós. Algo que ia além do medo e da provocação.

 

Ela me observava, satisfeita, e eu sabia que aquela não era apenas uma brincadeira de poder. Era um jogo de limites, de tentação, de controle e, mais do que isso, era a consciência de que ambas estávamos perigosamente envolvidas em algo que nenhuma de nós queria admitir totalmente.

 

 

Eu andava de um lado para o outro na sala, completamente nua, sentindo cada músculo do corpo despertar a cada passo. O calor subia pelo meu peito, meu rosto queimava, não só de vergonha, mas de antecipação, de excitação. Meu coração batia descompassado, a mente girava, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Todo o controle que eu pensava ter como agente do FBI, todo o profissionalismo, evaporara. Cada pensamento sobre protocolos, sobre a criminosa que eu deveria prender, tinha sido substituído por algo visceral, primitivo.

 

Yelena permanecia sentada no sofá, nua, pernas cruzadas, o corpo relaxado mas incrivelmente sensual. Ela me observava com calma, mas havia algo em seus olhos que dizia: “Eu sei exatamente o efeito que tenho sobre você”. Cada detalhe dela parecia desenhado para me prender. A luz baixa da sala refletia nas tatuagens espalhadas por seu corpo, realçando as curvas, a firmeza, a força contida e provocadora. Minha visão se fixou nela, e por um instante, tudo o mais desapareceu, as vozes do outro lado do ponto, a razão, a missão. Só existia ela e a minha reação a ela.

 

Então, ela estendeu a mão. Um gesto simples, quase inocente, mas que carregava uma promessa, uma provocação silenciosa. Hesitei. A parte racional do meu cérebro gritou para que eu recuasse, para que lembrasse quem ela era, o que eu deveria fazer, mas tudo isso perdeu força quando olhei para ela. O corpo dela ali, nua, os olhos fixos nos meus, me paralisavam.

 

Ignorei a ordem interior de recuar e, por algum impulso irracional, acabei ficando ali, parada, encarando aquela mulher que transformara meus limites em caos. Me aproximei devagar, cada passo pesado com o desejo que crescia dentro de mim, cada respiração uma luta entre controle e rendição. Meu corpo reagia a cada centímetro mais perto dela, a cada músculo dela que minha visão captava. E, por fim, aceitei a mão dela.

 

O contato foi elétrico. Ela me puxou suavemente, mas com firmeza, fazendo-me sentar em seu colo. O choque inicial de me acomodar sobre aquele corpo firme, tatuado, me fez prender a respiração. Estávamos de frente, cada centímetro de nossos torsos encostando-se, calor contra calor. O toque dela na minha pele era calculado, quase como se estivesse medindo a intensidade do meu desejo antes de ir adiante.

 

Ela sorriu, aquela mistura de provocação e promessa que eu já conhecia tão bem.

 

 

(Yelena) — Agora podemos terminar o que começamos? — perguntou, a voz baixa, carregada de sedução. — Mas desta vez… sem plateia.

 

 

A simples menção de “sem plateia” me fez estremecer. Não havia mais microfone, não havia mais equipe, não havia mais regras externas, apenas nós duas e o espaço que tínhamos construído naquele apartamento. E, por algum motivo que eu não queria admitir, essa liberdade aumentava minha excitação a níveis que eu nunca tinha sentido antes.

 

Ela deslizou as mãos pelo meu corpo, não de maneira precipitada, mas de forma que cada toque despertasse sensações. Cada centímetro da minha pele parecia consciente de sua presença, cada célula vibrando com antecipação. Eu não conseguia pensar em nada além do corpo dela, da suavidade do toque combinada com a força contida que eu sabia que existia ali, e do calor de estar tão próxima de alguém que me provocava de formas que eu nunca imaginei.

 

 

(Vick) — Você… — comecei, tentando formar palavras, mas minha voz falhou, engasgada pela mistura de desejo e nervosismo. Ela apenas riu, aquela risada baixa e rouca que me fazia arrepiar da cabeça aos pés.

 

 

(Yelena) — Shh… não precisa dizer nada — murmurou, enquanto aproximava meu corpo ainda mais do seu, envolvendo meus quadris com firmeza, mas suavemente, como se estivesse moldando cada centímetro do meu corpo ao dela. — Só sinta.

 

 

E eu senti. Cada toque, cada suspiro, cada aproximação era multiplicado pela tensão que tínhamos construído nas últimas horas. Eu queria resistir, queria me lembrar que era agente, que era superior, mas não conseguia. O corpo dela era magnético, a forma como ela me segurava, me guiava, me fazia sentir completa e vulnerável ao mesmo tempo, era avassaladora.

 

Ela deslizou as mãos pelo meu abdômen, cada movimento calculado, e eu não podia controlar o tremor que percorria minhas pernas. Minha pele estava sensível, cada toque se transformando em eletricidade. Meus braços foram automaticamente em torno dela, segurando-a, sentindo o calor da pele contra a minha. Ela me puxava ainda mais para si, ajustando o peso, aproximando nossos rostos.

 

 

(Yelena) — Você está cedendo… — murmurou, com um sorriso malicioso, os lábios tão próximos dos meus que eu podia sentir a respiração dela. — E eu adoro ver você se entregar.

 

 

Eu não precisava responder. Minhas ações falavam por mim. Pressionei-me contra ela, deixando que todo o meu desejo fosse evidente. Cada gesto meu, cada toque, cada respiração acelerada mostrava o quanto eu estava entregue.

 

Ela inclinou a cabeça, beijando meu pescoço, descendo lentamente pelos ombros, os lábios e língua explorando de maneira provocadora. Eu arfava, agarrando suas costas, tentando sentir mais, mais perto, mais forte. O corpo dela era firme, musculoso, mas sensual, e cada toque era como se tivesse sido esculpido para provocar meu descontrole.

 

 

(Vick) — Você… — tentei sussurrar entre suspiros, mas a falta de ar me dominava, cada palavra sufocada pelo calor que ela me transmitia.

 

 

(Yelena) — Shh… — interrompeu, pressionando os lábios contra os meus por um instante, antes de deslizar suas mãos para a minha cintura, puxando-me ainda mais para seu corpo. — Só sinta… sem pensar. Depois você volta a me odiar…

 

 

E eu senti. Cada centímetro do meu corpo parecia responder, cada batida do coração acelerava, cada músculo se tensionava e relaxava em resposta ao toque dela. Ela se movia com uma precisão quase hipnótica, sabendo exatamente como me provocar, como me manter no limite sem me deixar quebrar totalmente, e eu não queria quebrar. Queria sentir cada segundo, cada aproximação, cada toque calculado que incendiava minha pele.

 

O tempo parecia desacelerar. Cada suspiro, cada movimento, cada olhar era prolongado, como se o mundo ao redor tivesse desaparecido. E estava apenas eu e ela, meu corpo completamente entregue ao seu toque, minha mente totalmente submersa na intensidade daquele momento.

 

Ela inclinou a cabeça, sussurrando meu nome, e meu corpo respondeu sozinho, inclinando-se contra o dela, entregando-se sem pensar, sem questionar. A sensação de estar no colo dela, completamente vulnerável, mas segura, era indescritível. Cada toque era um lembrete do quanto eu queria estar ali, do quanto eu precisava dela, mesmo sabendo que deveríamos ser inimigas, mesmo sabendo que no fim tudo isso deveria terminar em prisão e confronto.

 

 

(Yelena) — Já podemos…? — repetiu, e desta vez a sedução era pura, sem provocação, apenas desejo.

 

 

Eu não disse nada. Apenas me inclinei, permitindo que cada gesto, cada toque, cada respiração se transformasse em entrega completa. O calor entre nós crescia, a tensão se transformava em algo quase tangível, e cada movimento dela guiava meu corpo como se fosse uma dança silenciosa, hipnótica, de sedução e entrega.

 

Ela me segurava com firmeza, mas com cuidado, conhecendo cada curva, cada reação, cada estremecimento meu. Eu estava presa, mas não de maneira desconfortável, estava presa porque queria estar. Cada toque era um convite, cada gesto uma promessa silenciosa de prazer e intensidade.

 

O mundo fora daquele apartamento não existia mais. A equipe, o ponto, qualquer senso de responsabilidade, qualquer medo ou protocolo, tudo havia desaparecido. Estávamos ali, só nós duas, e tudo que restava era o desejo, a tensão e a entrega mútua.

 

Ela desceu a mão pelos meus quadris, explorando de maneira lenta, deliberada, e meu corpo respondeu sozinho, arqueando-se, sentindo cada toque como se fosse a única coisa que importasse no universo. Eu estava completamente entregue, cada fibra de mim reagindo, cada célula despertando para o prazer e a provocação, cada suspiro um reflexo do que eu sentia, cada estremecimento uma resposta ao corpo dela.

 

 

(Yelena) — Eu queria… — murmurou, a voz baixa e rouca. — Queria não ser que o eu sou…

 

 

Eu não conseguia falar. Apenas me deixei levar, totalmente entregue à presença dela, totalmente vulnerável, mas segura, excitada, e completamente consumida pelo desejo que há tanto tempo me dominava.

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Feliz Páscoa 


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Comentários para 9 - Capitulo 9:
Zanja45
Zanja45

Em: 13/04/2026

Esse capítulo foi muito bom, Natália. Quero ver como será no próximo, porque esse foi muito caliente e avassalador. Vick teve |Yelena do jeitinho que ela sempre quis, despojada da frieza que ela vestia se transveste. Ela viu cada marca dela. Cada linha marcada no corpo mulher. Cada tatuagem. — que contavam a trajetória de Yelena e as pequenas conquistas que ela foi conseguindo na vida dela.

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Zanja45
Zanja45

Em: 13/04/2026

Vick " queria mais. precisava de mais" E teve tudo de Yelena. Inclusive a platéia do FBI entre os gemidos dela. Yelena jogou sujo. Rsrsrsr! Ethan deve estar puto com ela. Depois de ouvir cada gemido, cada declaração. cada entrega. Porque foi isso que aconteceu. Vick se entregou por completo. E Yelena da mesma forma, pois se revelou de maneira nua e crua, despida de qualquer tom provocador. É tanto que no final ela até deseja ser alguém diferente do que ela é.

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 07/04/2026

Maravilhoso, entrega perfeita...

Parabéns pelo capítulo 

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Eva Bahia
Eva Bahia

Em: 06/04/2026

Sensacionalllll.... Valeu a pena esperar tanto por este capítulo..  

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