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Entre Votos e Silencios por anonimo2405

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Palavras: 4690
Acessos: 351   |  Postado em: 28/03/2026

O Preço do Silêncio

Apartamento Verena e Silvia — Cozinha, 09h50

A água fervia na chaleira elétrica, o único som que Verena permitia que dominasse a cozinha daquele apartamento de alto padrão. O silêncio, no entanto, era uma mentira. Na bancada de mármore, a tela do celular acendia a cada trinta segundos. Eram mensagens de Rafaela.

Rafaela:

O Barros tá espumando no corredor. Se você não estivesse trabalhando de casa por conta dessa sua enxaqueca misteriosa, eu diria pra vir aqui ver a veia do pescoço dele saltando. A gente não pode ficar só na defensiva Verena. Reaja, Castilho.

Verena leu as mensagens com a mandíbula travada. Deslizou o dedo pela tela, arquivando a conversa para que nenhuma notificação pulasse de repente. Ela não podia lidar com aquilo agora, e muito menos podia deixar que a esposa sentisse o cheiro de fumaça daquele incêndio político. Tudo precisava parecer impecavelmente sob controle.

— Amor? — A voz de Silvia veio do corredor, vibrante, preenchendo o apartamento antes mesmo dela aparecer.

Verena rapidamente enfiou o celular no bolso da calça de moletom fina e forçou os ombros a relaxarem. Quando Silvia entrou na cozinha, parecia carregar o sol de São Paulo com ela. Vestia uma camisa solta, os cabelos presos de qualquer jeito, mas com uma presença magnética de quem era dona do próprio mundo. Silvia abraçou Verena por trás, encaixando o queixo em seu ombro e deixando um beijo demorado no pescoço da esposa.

— O que você tá fazendo, hm? — Murmurou, a voz cheia de um dengo que reservava exclusivamente para Verena.

— Chá de camomila. Pra ver se eu engano o meu estômago ou o meu cérebro. — Verena respondeu, a ironia afiada mascarando o nervosismo enquanto despejava a água quente na xícara. — O gabinete sobrevive sem mim por uns dias, mas confesso que a inércia me dá gastrite.

Silvia riu, um som gostoso que vibrou contra as costas da deputada. Ela se afastou um passo, apoiando-se na bancada ao lado da esposa, e começou a olhar ao redor da cozinha, analisando os armários planejados, o espaço aberto para a sala de estar e a varanda gourmet. Seu olhar era cirúrgico, brilhante com uma nova ideia.

— Sabe no que eu tava pensando agora deitada na cama, lendo aquele livro sobre desenvolvimento infantil? — Silvia começou, gesticulando com as mãos. — Esse apartamento é incrível pra nós duas. Mas, Verena... olha pra essa quina na bancada. Olha pro tamanho do corredor.

Verena franziu a testa, segurando a xícara fumegante pelas bordas com as duas mãos. O estômago afundou um centímetro, pressentindo o golpe.

— O que tem o nosso corredor, Silvia? Vai me dizer que a decoração minimalista é um risco de vida agora?

— É um apartamento, amor. É impessoal. — Silvia abriu um sorriso largo, os olhos faiscando com uma empolgação genuína que era impossível de frear. — A gente precisa de espaço. De chão, de terra. Eu acho que a gente devia começar a olhar umas casas. Tipo, com um quintal de verdade, sabe? Uma árvore. Onde dê pra correr sem esbarrar no sofá.

Os dedos de Verena perderam a força por um milissegundo. O fundo da xícara de porcelana bateu contra o granito da bancada com um estrondo agudo, respingando chá quente em seus dedos.

— Porr*! — Verena chiou, recuando um passo e sacudindo a mão, o coração subitamente acelerado não pela queimadura leve, mas pelo peso esmagador do futuro que Silvia estava desenhando. Uma casa. Um quintal. A materialização de uma família que ela estava, em segredo, sabotando por dentro.

— Ei, cuidado! — Silvia imediatamente avançou, pegando a mão da esposa com aquela urgência protetora, soprando a pele avermelhada com delicadeza. — Se queimou muito? Deixa eu ver...

Verena olhou para o topo da cabeça de Silvia, sentindo a garganta fechar. A esposa estava ali, inteira, planejando onde o filho delas iria correr, enquanto ela estava com o celular no bolso escondendo uma crise política e com a mente aterrorizada pela lembrança de um par de olhos de uma adolescente.

— Não foi nada. — Verena sussurrou, a voz levemente trêmula, forçando um sorriso quando Silvia ergueu o rosto preocupado para ela. — É que... comprar uma casa, Silvia? Assim, no susto? Você não acha que a gente já tem muita emoção programada para os próximos dias, com os exames?

Apartamento Verena e Silvia — Cozinha, 10h05

Silvia estreitou os olhos claros na direção de Verena. Uma mecha do cabelo caiu sobre o próprio rosto, e ela a afastou com um gesto rápido e prático. Havia uma faísca de diversão naquele olhar, uma segurança tão inabalável que esmagava Verena um pouco mais a cada segundo.

— Emoção? — Silvia riu, um som anasalado e afetuoso, dando um passo à frente para enlaçar o pescoço da deputada com os braços. — Amor, emoção a gente já tem de sobra com o seu trabalho na ALESP. Eu quero é paz. Quero um quintal com grama, um balanço... Imagina a gente tomando café numa varanda de verdade num domingo de manhã, sem ouvir o trânsito da Paulista de fundo.

Verena engoliu em seco. O calor do corpo de Silvia contra o seu deveria ser um porto seguro, mas parecia uma corda apertando seu pescoço. A imagem perfeita que a esposa pintava — o domingo ensolarado, a grama, o bebê que talvez já estivesse se fixando ali, a vida intocável — colidia violentamente com a realidade crua que Verena tentava desesperadamente isolar. 

— Uma casa dá muito trabalho, Sil. — Verena argumentou, forçando um tom casual, deslizando as mãos pelos braços da advogada num carinho evasivo. — Reforma, segurança, logística. A gente não precisa decidir isso agora, no meio dessa ansiedade toda. Vamos focar no exame de sangue primeiro. Um passo de cada vez.

Silvia suspirou, um meio sorriso brincando nos lábios. Ela inclinou a cabeça, os olhos claros analisando o rosto de Verena com aquela devoção visceral de sempre. Confiava nela de olhos fechados.

— Você é muito racional, deputada Castilho. — Provocou, depositando um beijo rápido no maxilar da esposa. — Tudo bem. Um passo de cada vez. Mas eu não vou tirar essa ideia da cabeça. Só pra você saber.

O celular de Verena vibrou novamente no bolso. Uma, duas, três vezes seguidas. O incêndio estava ganhando proporções reais.

— Falando em racionalidade... — Verena pigarreou, desvencilhando-se suavemente do abraço com a desculpa de pegar um pano para secar os respingos de chá na bancada. — Eu vou precisar dar uma olhada nuns e-mails do gabinete. Coisa rápida. O Barros ainda tá criando tumulto e a Rafaela tá surtando sozinha lá.

Silvia revirou os olhos de forma teatral, mas assentiu, pegando a xícara que Verena quase deixara cair.

— Vai lá salvar o Estado de São Paulo. Mas volta rápido pra mim.

Verena sorriu, um movimento mecânico dos lábios, e virou as costas. Caminhou até o escritório, sentindo cada passo mais pesado que o anterior. Assim que entrou, fechou a porta e girou a chave. Puxou o celular do bolso com urgência.

Rafaela:

Atende a porr* do telefone, Verena.

Ele marcou uma coletiva de imprensa pra amanhã de manhã.

Verena encostou a testa na porta de madeira fria e fechou os olhos. O arrepio que desceu por sua espinha não tinha nada a ver com o ar condicionado do apartamento. O castelo de cartas estava começando a desmoronar.

Apartamento Verena e Silvia — Escritório, 10h30

Respirou fundo, engolindo a imagem da esposa, idealizando um quintal imaginário, e discou o número da assessora A chamada não tocou nem duas vezes.

— A Bela Adormecida resolveu dar o ar da graça ou a Silvia cansou de olhar pra sua cara de pânico contido? — A voz de Rafaela soou ríspida do outro lado da linha, o barulho inconfundível de saltos batendo no piso de mármore da ALESP ecoando ao fundo.

— Menos, Rafaela. O que o Barros tá aprontando? — Verena cortou, a voz baixa e pragmática, caminhando até a janela do escritório e espiando o trânsito lá embaixo.

— O de sempre de um homem com o ego ferido e o Ministério Público no cangote. — Rafaela bufou. — A imprensa ainda tá em cima daquele seu show no plenário. Chamar o cara de escravocrata no microfone rendeu, Castilho. O Twitter te ama hoje. O problema é que o Barros não vai engolir a fazenda interditada calado. Ele marcou uma coletiva.

 Verena cruzou os braços, os dedos apertando o próprio bíceps por cima do moletom. 

— Ele já começou a cavar?

— Os cães de caça dele já estão farejando. Pediram acesso via portal da transparência a todas as suas notas de gabinete dos últimos seis meses. Mas até aí a gente já tinha previsto.

O estômago de Verena despencou. O ar pareceu sumir do escritório de alto padrão.

— Eles não vão achar nada. Tá tudo blindado. Nós usamos laranjas de terceira camada, Rafaela. — Verena sussurrou, a voz soando muito mais firme do que ela realmente se sentia. A velha armadura política entrando em ação.

— É bom que esteja. — Rafaela disparou, letal e precisa, sem um pingo de paciência para o teatro da amiga. — Porque se aquele coronel escroto descobrir que a paladina da moralidade que acabou de foder com a vida dele tá atolada até o pescoço em um esquema desse tamanho…

— Eu já entendi porr*. Agora para de ficar surtando e se concentra em não deixar nenhum rastro. Sumiu com todo mundo?

Rafaela soltou um suspiro de frustração.

— Sim senhora.

— Ótimo. Escuta, eu tenho que desligar agora, depois discutimos sobre a resposta pra esse imbecil.

A linha ficou muda. Verena encarou a tela apagada do celular. O silêncio do apartamento de repente pareceu ensurdecedor. Na cozinha, Silvia cantarolava alguma coisa, enquanto imaginava o filho delas correndo em um quintal. Enquanto Verena sentia a corda do próprio cinismo apertar o pescoço, sabendo que estava a um passo de destruir a vida perfeita que fingia viver.

Apartamento Verena e Silvia – Escritório, 10h40

O silêncio do escritório era quase sufocante.

Verena encarava a tela do notebook, mas as linhas da planilha do gabinete não faziam o menor sentido. A cabeça latej*v*. O cerco de Barros estava apertando, o medo do esquema de desvio vir à tona consumindo cada espaço da sua mente.

O celular vibrou em cima da mesa.

Não foi uma chamada. Nem WhatsApp. Foi o bipe seco de um SMS.

Ela deslizou o dedo pela tela. 

Número desconhecido:

Soube que o Barros está revirando suas gavetas, Vê. Que falta de sorte logo agora que você está tão focada em ser a esposa do ano, não é? Ele está procurando uma falha no seu caráter. Eu já achei a minha favorita. Se precisar de um lugar seguro pra esconder seus segredinhos — os de Brasília ou os de colégio, sabe, a sua garotinha — me encontra hoje? Nosso lugar de sempre. Beijos, L.

O silêncio pesou toneladas.

Verena encarou a tela iluminada sobre a mesa de carvalho. As palavras do SMS queimavam suas retinas. O ar sumiu dos pulmões. O sangue gelou nas veias. não precisou de muito esforço para saber que era.

L. Lilian.

— Filha de uma puta. — O sussurro rasgou a garganta seca, carregado de um ódio puro e instintivo. — Vagabunda do caralh*.

A jornalista não só tinha voltado das sombras. Ela tinha a porr* de uma faca no pescoço de Valentina e, por extensão, no seu. Ela sabia. E não ia recuar.

Dois toques na porta.

O corpo de Verena reagiu antes da mente. Num reflexo brusco, virou o celular com a tela para baixo, o baque surdo abafado pela madeira. Ajeitou a postura, engoliu a bile que subia pela garganta e destravou a mandíbula.

O teatro ia começar.

— Entra.

A porta se abriu devagar. Silvia passou pela fresta. Trazia uma xícara fumegante nas mãos.

— Vim te salvar do Barros com um chá de camomila.Já que você nem bebeu o outro. — Silvia sorriu, caminhando até a mesa. Deixou a xícara perto do notebook e suspirou, apoiando a mão no ombro da deputada. — Fiquei pensando lá na sala... Faltam só três dias pra sexta-feira, Vê. Nosso beta.

Sexta-feira. O exame. O filho.

A culpa bateu no peito de Verena como um soco de punhos cerrados. Ela olhou para a esposa. A mulher impecável, enérgica, que confiava nela de olhos fechados. E que não fazia ideia de que a vida perfeita que estavam montando estava a um clique de virar pó nas mãos de uma jornalista obcecada.

Verena forçou um sorriso leve. A velha armadura. Cobriu a mão de Silvia com a sua, levantando-se devagar para minimizar a diferença de altura.

— Tá chegando, meu amor. Três dias. — Ela levou a mão da esposa aos lábios, deixando um beijo demorado nos nós dos dedos, usando o próprio charme e segurança como escudo. — Mas pra eu chegar viva até sexta, eu vou precisar esganar a Rafaela numa ligação agora. Coisa de gabinete. Vai voar sangue e eu não quero que você ouça a quantidade de palavrões que eu vou usar.

Silvia soltou uma risada anasalada, os olhos se estreitando com diversão.

— Você e sua diplomacia, Castilho.

— Eu tô falando sério. — Verena deslizou a mão livre pela cintura de Silvia, puxando-a para um beijo rápido e suave nos lábios, cortando qualquer brecha para desconfiança. — Me dá dez minutos de pura baixaria política sozinha aqui? Depois eu saio e a gente foca só no bebê. Prometo.

Silvia sorriu, cedendo à postura da esposa com a facilidade de sempre. Afagou o rosto de Verena com o polegar.

— Dez minutos. Depois vou te arrancar dessa cadeira.

Assim que Silvia virou as costas e a porta se fechou com um clique metálico, o ar no escritório mudou.

A pose desmoronou.

Verena apoiou as duas mãos na beirada da mesa, a cabeça baixa, a respiração saindo entrecortada. O pânico cru, real, finalmente tomando conta do corpo inteiro. Puxou o celular de volta, os dedos tremendo de raiva enquanto encarava a tela preta.

Ela estava encurralada.

E ia ter que jogar.

Passou as mãos pelo rosto com força, esfregando a pele até os olhos arderem. O pânico cru dos primeiros segundos começou a recuar, empurrado por algo muito mais escuro, frio e perigoso: o instinto de sobrevivência.

Lilian não era uma amadora. Se ela entregasse o esquema de corrupção para o Barros, Verena enfrentaria a Polícia Federal. O mandato viraria pó. Mas se Lilian vazasse a existência de Valentina para a imprensa... ou pior, para Silvia?

Seu estômago embrulhou com violência.

O casamento acabaria antes mesmo de o resultado do beta hCG sair. A paladina da justiça seria destruída em praça pública por um caso com uma adolescente do ensino médio. E Valentina... seria triturada pela mídia.

— Eu te mato primeiro, Lilian. — O sussurro rasgou o silêncio do escritório, a voz metálica, desprovida de qualquer humanidade.

Ela precisava ir. Não era um convite, era uma intimação.

O estômago afundou, uma náusea ácida subindo pela garganta. A jornalista sabia de Valentina. De alguma forma. Mas a última frase fez a testa de Verena franzir em uma confusão tensa.

Lugar de sempre?

— Que porr* de lugar de sempre? — Murmurou, a voz áspera. Elas nunca tiveram nada. O flerte na TV tinha sido um jogo de câmera, puro ego. Nada mais.

Com os dedos rígidos, ela desbloqueou a tela e digitou rápido, a raiva sobrepondo o pânico.

Verena:

Onde? Nós não temos lugar de sempre. O que você quer, Lilian?

Apertou enviar. O coração batia nas costelas como um prisioneiro tentando arrombar a grade. Na tela, as reticências de digitação apareceram quase imediatamente. Sumiram. Apareceram de novo. Lilian estava brincando com o tempo. Cozinhando o desespero dela. O celular vibrou com a resposta.

Lilian: 

Tem certeza que não lembra, Vê? Fico até ofendida. Aquele motelzinho sujo na Augusta. Quarto 42. Você estava tão... maleável naquele dia. Tão entregue nos lençóis.

O ar sumiu do escritório.

Verena soltou o celular sobre a mesa como se o vidro estivesse coberto de veneno. O estômago despencou, uma náusea violenta subindo pela garganta.

O apagão. Aquele maldito dia, meses atrás. A dor de cabeça que a cegava, o gosto de ferro na boca. Achou que o estresse e o álcool tivessem cobrado a conta no bar, que tivesse apagado e alguém a colocado num táxi. O sutiã que nunca encontrou...

O nojo foi tão forte que precisou apoiar as duas mãos na beirada da mesa de carvalho, curvando-se para a frente. A imagem de Lilian a tocando enquanto estava desacordada. Despindo-a.

— Filha de uma puta... doente... — A voz saiu embargada, um misto de ódio puro e uma sensação de violação que a fez querer arrancar a própria pele.

O celular vibrou de novo. Uma nova mensagem rasgando a tela.

Lilian: 

Eu cuidei de você. Você apagou e eu te dei uma cama. E guardei uma lembrança. Renda azul te cai perfeitamente bem. Fiquei com o cheiro do seu perfume nos dedos por dias. Me arrependi de não ter tirado com os dentes. Você tem uma pele deliciosa, deputada.

A respiração de Verena falhou, curta e desesperada. A fúria assassina engoliu qualquer resquício da mulher polida que ocupava a tribuna da ALESP. Ela agarrou o telefone. Os dedos tremiam tanto que ela errou as letras duas vezes antes de conseguir digitar.

Verena: 

Você me dopou, sua psicopata de merd*. Eu vou te matar. 

Eu juro, Lilian, se você tocou em mim, eu acabo com a sua vida. 

Manda a porr* do endereço.

A resposta veio em segundos. Rápida. Afiada. Imune ao ódio.

Lilian: 

Adoro quando você perde a pose de deputada intocável. Fica muito mais gostosa quando tá com raiva. O endereço é Rua Nestor Pestana, 114. O mesmo buraco da última vez. Hoje. 20h. 

E vem sozinha. Se você não aparecer, as fotos da sua calourinha do ensino médio vão direto pro telefone da sua mulher. E depois, pro Cidade Alerta. Coloca aquela camisa azul que eu gosto.

Verena tapou a boca com a mão, engolindo a bile a seco. A garganta queimava.

A paladina da moralidade tinha morrido ali. Lilian queria brincar na lama? Verena iria afogá-la nela. Estava disposta a destruir a própria carreira para não deixá-la encostar um dedo em Valentina ou destruir a esperança de Silvia.

Apartamento de Verena e Silvia — Cozinha, 11h15

A maçaneta de metal estava gelada contra a palma da mão suada de Verena.

Ela fechou os olhos por um último segundo, trancando Lilian, o motel e o pânico em uma caixa hermética no fundo da mente. Puxou o ar. Quando abriu os olhos e empurrou a porta, a deputada estava de volta. Impecável. Controlada.

O cheiro de azeite e alho refogado preenchia o corredor.

Na cozinha, Silvia mexia alguma coisa na panela. O cabelo estava preso num coque frouxo, alguns fios caindo sobre a nuca. Usava um avental por cima da roupa leve. Havia uma vulnerabilidade nela naqueles dias — os hormônios da inseminação, a ansiedade da espera, a necessidade quase física de ter Verena por perto. Silvia estava mais carente, mais sensível.

Verena sabia disso. E ia usar isso.

O gosto de bile voltou à boca, mas ela o engoliu junto com o resto de sua moralidade.

Caminhou em silêncio. Aproximou-se por trás e passou os braços ao redor da cintura da esposa, puxando-a contra o próprio corpo com uma firmeza possessiva e doce. Silvia suspirou no mesmo instante, relaxando os ombros e tombando a cabeça para trás, encostando no ombro de Verena.

— Hmm... terminou de salvar o mundo? — A advogada murmurou, a voz manhosa, virando o rosto levemente para receber o beijo que Verena depositou em seu pescoço.

— O mundo, não. Mas evitei que o gabinete pegasse fogo. — Verena respondeu baixo, a voz rouca, roçando o nariz na pele quente de Silvia. O cheiro dela era limpo, seguro. O oposto da sujeira que a esperava à noite.

As mãos da deputada subiram pela barriga da esposa, num carinho demorado, exatamente onde, talvez, o filho delas já estivesse crescendo. Um golpe baixo. Calculado.

— Eu tava pensando... — Silvia virou de frente no abraço, os olhos claros brilhando, buscando os de Verena com uma intensidade carregada de expectativa. — A gente podia abrir aquele vinho sem álcool hoje à noite, pedir uma comida italiana e assistir qualquer coisa ruim na TV. Só nós duas. Eu tô precisando de você, Vê.

O peito de Verena apertou. Uma prensa física esmagando suas costelas.

Ela ergueu a mão, afastando a mecha solta do rosto da esposa. O polegar acariciou a maçã do rosto da advogada com uma ternura que era 100% real, o que tornava a mentira mil vezes pior.

— Eu queria mais que tudo, meu amor. Você não faz ideia do quanto.

O sorriso de Silvia vacilou. Os olhos claros perderam um pouco do brilho, a decepção batendo rápido, impulsionada pela montanha-russa hormonal.

— Mas...? — Silvia perguntou, a voz já um tom mais baixa, o corpo recuando um milímetro.

Verena suspirou pesado, ensaiando a exaustão perfeita. Encostou a testa na dela, fechando os olhos.

— O Barros.

— Verena, não. Hoje não.

— Ele marcou um jantar com os líderes da base governista hoje à noite. Num restaurante a portas fechadas no centro. — A mentira fluiu com a naturalidade assustadora de quem vivia da política. — Ele vai tentar convencer a bancada a apoiar uma devassa na minha vida antes mesmo de eu conseguir me defender. Se eu não for lá hoje, se eu não sentar naquela mesa e quebrar as pernas dele na frente de todo mundo... a gente pode ter um problema gigante bem na nossa sexta-feira.

Sexta-feira. A palavra mágica. O dia do exame. O escudo da família.

Silvia engoliu em seco. A advogada implacável dentro dela entendeu a gravidade, mas a mulher exausta sentiu o golpe. Ela abaixou a cabeça, escondendo o rosto na curva do pescoço de Verena.

— Que inferno de vida pública... — Murmurou, magoada, os braços apertando a cintura da esposa com força. — Eu só queria você em casa. É pedir muito?

— É só por hoje, Sil. Eu juro. — Verena beijou o topo da cabeça dela, apertando a esposa contra si como se fosse um colete salva-vidas. — Eu vou lá, sorrio pra aqueles engravatados hipócritas, resolvo isso e volto pra você. Pra vocês.

O "vocês" foi a cartada final.

Silvia levantou o rosto. Os olhos estavam levemente marejados, mas ela assentiu, tocando o rosto de Verena com devoção.

— Acaba com ele, Castilho. E volta logo.

— Sempre.

Verena a beijou. Um beijo profundo, desesperado, que Silvia interpretou como amor e promessa. Mas, por dentro, a mulher fria e impassível estava despencando em queda livre. Ela não ia encontrar engravatados. Entraria no quarto 42 de um motel sujo na Augusta. E  não sabia como sairia de lá.

Apartamento Verena e Silvia — Closet, 19h15

O tecido da camisa de seda escura deslizou pela pele de Verena como uma sentença.

Ela abotoou os punhos de frente para o espelho. Os dedos estavam rígidos. No reflexo, a deputada implacável estava ali, montada, perfumada e pronta para o falso jantar político. A farsa perfeita. Lá fora, na sala, Silvia assistia algo leve, acreditando que a esposa estava indo guerrear para proteger a família delas.

O celular acendeu sobre a ilha central de vidro do closet. Uma vibração única e seca.

Verena paralisou. O reflexo no espelho endureceu.

Ela pegou o aparelho. Não precisava desbloquear para ler o veneno pingando na tela de notificações.

Lilian: 

Ipiranga, né? Um bairro tão simples, casas de muro baixo... A criminalidade anda alta, Vê. Sem contar que a imprensa adoraria bater na porta do Sr. Carlos. Você não quer ver o pai da sua garotinha chorando na TV, quer? Não se atrase.

O ar foi sugado do closet. O estômago de Verena afundou em um abismo escuro e gelado. Lilian não estava blefando. Ela não tinha apenas um palpite, ela tinha um dossiê. Tinha cruzado dados, puxado a ficha civil. Ela sabia o nome do pai, o endereço, a altura do muro daquela casa humilde onde Valentina dormia todos os dias.

A palavra "garotinha" brilhava na tela com um sadismo nojento. O ódio que subiu pela garganta de Verena tinha gosto de ferro e cinzas. Um ódio primitivo, violento. Ela apertou o celular com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos, a respiração saindo pesada e audível pelo nariz.

— Você não vai encostar nela... — O sussurro saiu rasgado, batendo contra o próprio reflexo no espelho.

A mulher impecável que discursava na ALESP estava morta. Ali, no silêncio do quarto, vestindo a seda que sua abusadora havia exigido, só restava uma loba acuada, disposta a rasgar a jugular de qualquer um que ameaçasse o que era seu.

Verena enfiou o celular no bolso da calça de alfaiataria. Pegou a chave do carro e destravou a mandíbula.

Era hora de dar tchau para a esposa. E descer para o inferno.

Motel Solaris — Rua Nestor Pestana — Centro, 19h54

O Audi deslizou devagar pela rua escura, os faróis cortando a neblina rala da noite paulistana.

A fachada não tinha letreiro chamativo. Apenas um neon vermelho encardido piscando a palavra "Aberto" na entrada de um beco discreto. Era o tipo de buraco clandestino projetado para engolir traições de todas as espécies. Homens engravatados, amantes furtivos, segredos sujos.

E, agora, a deputada Verena Castilho.

Verena parou o carro diante da cabine de entrada. O vidro elétrico desceu apenas quatro dedos. O funcionário dentro da guarita sequer levantou os olhos do celular iluminado. Ali, rostos não importavam. Nomes não existiam. O silêncio era a única moeda de troca.

— Quarto 42. — A voz de Verena saiu fria, metálica.

O homem apertou um botão. A pequena cancela de ferro subiu com um rangido preguiçoso.

O veículo avançou, os pneus sussurrando no piso de cimento irregular e escuro. O corredor parecia estreito demais, as paredes com pintura descascada sufocando o oxigênio. O estômago de Verena revirou com violência, uma náusea ácida subindo até a garganta. As unhas cravaram no volante de couro com tanta força que as pontas dos dedos formigavam.

“Acaba com ele, Castilho. E volta logo.”

A voz de Silvia ecoou em sua mente. O gosto do beijo doce de despedida na cozinha ainda estava na boca. A promessa de que estava indo lutar por elas. A vontade de abrir a porta do carro e vomitar todo o azeite e alho do almoço no chão daquela garagem imunda foi quase insuportável. Ela estava traindo a confiança da única pessoa que a amava inteiramente, para proteger uma adolescente que virou seu mundo de cabeça para baixo. A hipocrisia pesava toneladas.

Ela virou o volante, entrando na vaga estreita do 42.

Desligou o motor. O silêncio dentro da cabine foi absoluto, quebrado apenas pelo som mecânico e pesado da porta de ferro basculante descendo lá fora. A armadilha estava fechada. Ela e o carro escondidos do mundo.

Verena fechou os olhos. Deixou a cabeça cair para trás contra o encosto do banco, puxando o ar com força. Ela precisava da velha armadura. Sabia que Lilian queria vê-la implorar, queria a presa acuada. Mas ia encontrar uma mulher disposta a incendiar a própria vida para não ceder.

Abriu a porta. O cheiro de produtos de limpeza baratos misturado com mofo e cigarro antigo impregnou suas narinas. O nojo físico de saber que havia estado ali, desacordada, vulnerável nas mãos daquela psicopata, fez seu sangue ferver.

Ela bateu a porta do carro. Ajeitou a gola da camisa, trincou a mandíbula e caminhou até a pequena escada de azulejos encardidos.

Subiu os degraus. Cada passo era uma descida ao próprio inferno.

Parou diante da porta de madeira lascada. A fresta de luz amarela vazava por baixo. Do outro lado, a mulher que a havia dopado. A mulher que segurava a vida de Valentina nas mãos.

 

Verena não hesitou mais. Ergueu a mão e bateu na porta.

Fim do capítulo

Notas finais:

Oiee gente!

Boa tardee! E sexroou né. Mesmo de férias continuo amando sextas-feiras rsrs.

Beijos e espero que me perdoem. S2


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Comentários para 52 - O Preço do Silêncio:
Zanja45
Zanja45

Em: 29/03/2026

Meu Deus, Silvia só respira gravidez agora. — E Verena se aproveitando desse momento de fragilidade e absorção da esposa. — é mentira em cima de mentira. — Na hora exata que Silvia entra no escritório, logo após ela ter recebido as mensagens de Lilian. — Quando ela diz,"me dá 10 minutos de pura baxaria política sozinha aqui". Foi um teatro, uma encenação, pois ela se tornou alvo de outra pessoa e não somente de Barros. — Ela vai ter de comer nas mãos de Lilian — E a jornalista gosta dos ataques de fúria de Verena — Quero ver como ela vai se sair dessa, porque Lilian vai querer ter ela para si de qualquer jeito. — De boa vontade ou não.


anonimo2405

anonimo2405 Em: 02/04/2026 Autora da história
E olha, vc previu bem o que aconteceu naquele quarto hein.


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Zanja45
Zanja45

Em: 29/03/2026

Oi, boa tarde!

É sextou, sábadou e domingou... E o fim de semana esta se indo. — Amanhã recomeça tudo novamente— Dia de trampar.

Que bom que está de férias. — Se pudesse ficaria de férias para sempre, mas infelizmente não posso, pois tenho obrigações a cumprir.

Beijos! O que fizeste para nos pedir perdão? Rsrsrsrs!

Pois te perdoo, mesmo que desconheça teus pecados. Por isso só te digo, vá e não peques mais. Continue mandando ver na escrita, que todos teus pecados serão perdoados.Rsrsrsr!


anonimo2405

anonimo2405 Em: 02/04/2026 Autora da história
Oieee! Voltei quase no final de semana de novo rs.

Quanto ao perdão rsrs, obrigada, fico mais tranquila.

Abraço! Bjs! S2


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Zanja45
Zanja45

Em: 29/03/2026

Finalmente, Verena descobriu aonde estava o sutia dela que sumiu! RSRS! Será que Verena vai de camisa azul? Vai atender ao pedido de Lilian?

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Zanja45
Zanja45

Em: 29/03/2026

Lilian está fora de si, como ela ousa ameaçar a integridade de Valentina. — A mulher é uma sádica mesmo, pois, além de querer Verena, ela demonstra certo desequilibrio ao ameaçar, atentar contra a vida da "garotinha". Ela parece disposta a tudo em nome dessa atração doentia que sente pela deputada.

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lucys
lucys

Em: 29/03/2026

Está sendo atualmente a melhor história de Romance do site! Muito bem escrita e sem ser uma pornografia escrita. Estou ansiosa para o processo capítulo! Parabéns autora pela obra de arte que está sendo ler essa história! 


anonimo2405

anonimo2405 Em: 29/03/2026 Autora da história
Oiee!

Olha, que honra! Isso me deixa muito feliz de verdade. Eu, que comecei no mundo das fanfics S2 rsrsr, nunca me interessei por histórias sem um bom enredo, uma boa trama, onde o foco parecia ser só a parte sexual, então decidi começar a escrever pra tentar trazer um pouco do que eu sentia falta. E é muito incrível saber que tenho conseguido caminhar pra esse objetivo. E espero evoluir cada vez mais.

Muito obrigada pelo carinho! S2

Abraço!


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sky
sky

Em: 28/03/2026

Uma pergunta! 

Sempre fui de observar os mínimos detalhes das coisas...

Sílvia tem 28 segundo a história 

Verena 29...

Então, com quantos anos elas começaram a relação?


anonimo2405

anonimo2405 Em: 28/03/2026 Autora da história
Ahhh muito bem observado. S2

Elas se conheceram na faculdade. Bem no comecinho. As duas do curso de direito. Verena tinha 19 e Silvia 18. Em um evento acadêmico, elas nunca mais se separaram.



sky

sky Em: 28/03/2026
O amor... tão bonito e permitido para todos sentir
Mas poucos sabem amar..ou apenas viveram tanto tempo no caso que acredita ser amor aquilo que não permite ser você.



anonimo2405

anonimo2405 Em: 28/03/2026 Autora da história
Ahh eu acho lindo historias de amor de pessoas que se conhecem jovens e ficam juntas até o fim. Sabe, o primeiro(a) namorado(a). Apesar de ser raro, ainda mais hoje em dia.

Alguns colegas me chamam de iludida rsrs, e bom... Não sei se estão totalmente errados kkkk.



sky

sky Em: 28/03/2026
É triste ver que as pessoas estão doentes...
Seu coração guarda uma ingenuidade rara garota. É notório o quanto tenta se encaixar aos padrões de relacionamentos "aceitáveis".
Você quer amar ardentemente e ser amada igual
Isso é lindo e quase puro
Só tome cuidado com quem finge ser exatamente assim,e no final,te machucar tirando lágrimas desses olhinhos bonitos!


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sky
sky

Em: 28/03/2026

Kkkkk parece meu amigo quando está de férias perde noção de tudo. 

Verena está mesmo nas mãos da jornalista? 

Lamentável e medíocre ir ao encontro dessa psicótica de merda sem um escudo 

Além disso,tem a questão da Valentina também está dentro desse bico de sinuca sem saber


anonimo2405

anonimo2405 Em: 28/03/2026 Autora da história
Verena não tá raciocinando com 100% de clareza.

Quanto a isso de perder a noção do tempo, gente como pode né? Pelo menos uma vez na semana eu dou uma olhada no calendário pra me situar rsrs.



sky

sky Em: 28/03/2026
Vou partir com a sensação de coração quentinho por estes capítulos



anonimo2405

anonimo2405 Em: 28/03/2026 Autora da história
Que história é essa de partir senhorita?



sky

sky Em: 28/03/2026
Menina,calma!!!
Só não vou encher seu e-mail com mensagens.



anonimo2405

anonimo2405 Em: 28/03/2026 Autora da história
Gente rsrsrs, isso que eu falo, minha timidez não é a toa. Só vergonha!



sky

sky Em: 28/03/2026
Kkkk
Mesmo do céu daria um jeito de burlar as leis celestiais e dar uma olhada na história.
Até parece que iria perder


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anonimo2405
anonimo2405 Autora da história

Em: 28/03/2026

Gente, agora que vi, coloquei que era sexta-feira mas hoje é sábado né kkkk. Como eu disse, férias... meu senso de datas e dias da semana fica prejudicado rsrsrs. Mas, isso significa que amanhã vai tá com cara de sábado! smile

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