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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 2785
Acessos: 124   |  Postado em: 02/03/2026

Capitulo 5 - A Semente

 

CAPÍTULO 5 — A SEMENTE

 

Rebeca se sentou ao teclado naquela tarde como quem se senta diante de um espelho.

As teclas eram lugar para colocar as ideias em ordem quando tudo parecia confuso.

A casa estava quieta, com aquele tipo de quietude que não era paz — era espera. Débora havia dito que não precisava de ajuda com nada, que ela estudasse um pouco. E Rebeca obedeceu.

Os dedos caminhavam pelas escalas como se estivessem medindo o próprio sangue.

Mas a cabeça dela estava em outro lugar.

Não no templo. Não no púlpito. Não era o “ser exemplo”.

Em Janis.

Rebeca pensou no jeito que Janis entregava o fone de ouvido como se estivesse oferecendo um segredo. No jeito que ria com os olhos antes da boca. Na forma como caminhava pela cidade sem pedir desculpas por ocupar espaço.

E pensou, com uma clareza que a assustou, que Janis não era só companhia.

Era um lugar.

Um lugar onde Rebeca não precisava ser perfeita “a filha do pastor”. Onde podia ser só uma menina, com desejo de vida.

Ela apertou uma nota mais forte que o necessário. O som vibrou pela sala.

Respirou.

Voltou à escala, tentando organizar a tempestade dentro do peito.

“Rute viu” - ela pensou.

E tinha razão.

Ela não cabia.

E, quando alguém passa tempo demais fingindo que cabe, uma hora quebra.

As teclas continuaram. Mas agora, por baixo da música, havia uma pergunta.

O que é Janis pra mim?

Rebeca tentou responder como quem responde um teste.

Amiga? Prima? Companheira?

Nada daquilo era suficiente.

— É o mesmo jeito que eu olho para o Josué. – Rute havia lhe dito.

E aquilo tinha ficado grudado nela.

Janis era o tipo de presença que mudava o ar de um cômodo. O tipo de pessoa que, mesmo calada, parecia dizer: respira, eu tô aqui.

Rebeca tocou mais baixo.

Pensou no que Rute dissera:

Decide.

— Será que fui a última a perceber? — murmurou.

Aquela pergunta não a assustou. Trouxe certeza.

E, naquele instante, sem alarde, ela decidiu uma coisa simples:

Ela não ia deixar que o mundo desse nome por ela.

Ela ia pedir o nome.

Do jeito certo.

Do jeito dela.

***

À noite, no jantar, Moisés parecia bem-humorado.

O que era sempre pior.

Porque o bom humor dele vinha carregado de intenção.

A mesa estava posta com um capricho que não combinava com os últimos dias. Débora tinha feito o que sempre fazia quando queria amortecer o impacto das coisas: comida quente, prato servido, silêncio organizado.

Rute e Josué estavam lá. Josué com aquele ar atento de quem mede o clima da casa como se medisse uma igreja inteira.

Rebeca se sentou sem dizer nada.

Moisés comeu duas garfadas antes de falar, como se o assunto fosse casual.

— Rute me disse que a menina… — ele fez uma pausa mínima, desnecessária — a Janis tocou bem.

Rebeca manteve o rosto neutro.

— Para iniciante, sim — Rute respondeu, cuidadosa. — Está indo bem.

Moisés assentiu, satisfeito, como se tivesse vencido um debate invisível.

Então ele fez o movimento.

O “prêmio”.

Pegou um pedaço de carne do próprio prato e colocou no prato de Rebeca.

Um gesto simples para qualquer outra família.

Para aquela casa, era um anúncio.

Você volta pro meu lado.

Rebeca olhou para o pedaço de carne como se olhasse uma moeda suja.

Não sentiu gratidão.

Sentiu um gosto amargo de suborno.

Ela levantou os olhos para Moisés.

E não havia raiva. Não havia tremor.

Havia cansaço.

— Eu posso ir pro meu quarto?

O garfo de Débora parou no ar.

Rute baixou os olhos.

Josué ficou imóvel.

Moisés mastigou devagar demais.

— Não terminou de comer.

— Eu não tô com fome.

A resposta saiu limpa.

Sem justificativa.

Moisés estreitou os olhos, como se procurasse onde estava a provocação.

— Você acha que pode sair da mesa quando quer?

Rebeca respirou, sentindo o peso de todos os olhares — e, pela primeira vez, sem se dobrar a ele.

— Eu tô cansada. E tenho lição de casa.

Uma pausa.

Moisés resmungou qualquer coisa sobre “disciplina” e “respeito”, mas… permitiu.

Talvez porque havia testemunhas.

Talvez porque ele, por um segundo, não soubesse mais que corda puxar.

Rebeca se levantou.

Beijou o rosto de Débora.

Não olhou para o pai.

E subiu.

No quarto, ela fechou a porta com cuidado.

Sentiu o coração batendo.

Não de medo.

De impulso.

Ela esperou o som da casa adormecer.

Esperou o último passo de Moisés no corredor.

Esperou o silêncio virar rotina.

Então, como quem faz uma oração ao contrário, Rebeca saiu do quarto.

Desceu os degraus devagar, evitando o que rangia. Ela conhecia cada som daquela casa. Sabia onde o piso denunciava.

Chegou à porta.

A mão na maçaneta.

Respirou.

Destrancou devagar.

O clique pareceu alto demais, mas ninguém se moveu lá dentro.

Ela saiu.

O ar da noite estava frio. Livre.

Ela atravessou o quintal e correu pela rua como um gato — leve, rápida, invisível.

Não estava fugindo.

Estava indo.

Chegou à casa de Janis.

O quintal foi fácil de atravessar. A janela do quarto ainda estava acesa.

Alívio.

Ela se aproximou e bateu de leve no vidro.

— Janis.

A sombra se mexeu lá dentro e a janela abriu.

— Você tá maluca? — Janis sussurrou. — Virou personagem de filme agora?

Rebeca não sorriu.

Estava calma demais.

— Preciso perguntar uma coisa.

Janis piscou.

— Eu devia me preocupar?

— Não.

Rebeca engoliu em seco.

— O que a gente é?

A piada morreu antes de nascer.

Janis ficou quieta por um segundo.

— Entra aqui.

Estende a mão para Rebeca e a ajuda a pular pela janela.

Mão na mão.

Nada dramático.

Mas o corpo inteiro de Rebeca reagiu como se alguém tivesse acendido uma luz por dentro.

Não era medo.

Não era culpa.

Não era rebeldia.

Era calor e reconhecimento.

Ela sentiu o pulso acelerar, a respiração mudar e uma coisa firme se formar no peito.

Rebeca demorou para soltar a mão de Janis quando as duas se sentaram na cama lado a lado.

— Como assim? – Janis perguntou.

— A gente.

Rebeca respira fundo. Os olhos dela estão marejados.

— Ninguém mais faz isso comigo.

Janis não entende de imediato. Então, força uma leveza que não convence.

— Ué… duas adolescentes entediadas? Quer fundar uma gangue? Posso providenciar um nome péssimo e um símbolo pior ainda.

— Você sabe do que eu estou falando.

Nenhuma das duas falou.

O coração das duas estava acelerado.

O ar parecia mais denso.

— Acho que todo mundo já percebeu — Rebeca continuou. — Sua mãe. A minha. A Rute. Acho que até o meu pai. Mas ninguém tem coragem de admitir que sabe.

Pausa.

— Acho que eu fui a última a perceber.

Janis engoliu em seco.

- Será que eu estou enganada? – Rebeca insistiu.

— Percebeu o quê, exatamente?

Rebeca sentou-se mais perto.

— Que você e eu somos mais do que primas e mais do que amigas.

O coração de Janis acelerou visivelmente.

—  Quando estou com você, não preciso caber em lugar nenhum. Você não me diminui pra me proteger. Não me molda pra me aceitar. Você só… me deixa existir. E é por isso que eu me sinto inteira quando estou com você. Ninguém nunca fez isso antes.

Janis olhou ao redor, como se as palavras pudessem ser vistas no ar antes de serem ditas.

Depois voltou para Rebeca.

— Eu gosto de você.

A frase saiu simples. Sem enfeite.

Rebeca esperou.

Janis completou, com mais coragem do que voz:

— Não como prima. Não como amiga.

O silêncio entre elas não era vazio. Era cheio demais.

— Eu também.

Não era explosivo.

Era verdadeiro.

Rebeca estendeu as mãos.

— Posso?

Janis entregou as próprias mãos.

O toque foi diferente para as duas daquela vez.

Não era teste.

Era confirmação.

O corpo respondeu por elas.

Mas, dessa vez, nenhuma das duas se assustou.

Elas sustentaram o olhar.

— Eu preciso que você faça o pedido.

Janis franziu a testa.

— Que pedido?

— O pedido.

A palavra ficou suspensa.

Rebeca respirou fundo.

— Eu cresci num lugar em que isso importa. Não quero que eu seja acidente na sua vida, uma coisa que aconteceu. Quero o título, do jeito que deve ser feito.

Janis entendeu.

Os olhos dela suavizaram.

Ela segurou as mãos de Rebeca com mais firmeza.

— Rebeca… — a voz saiu mais baixa do que o normal. — Você quer namorar comigo?

O mundo não explodiu.

Não houve trovão.

Não houve plateia.

Só o quarto pequeno. A luz amarelada. O som distante de um carro passando na rua.

Rebeca sentiu algo encaixar dentro dela.

Como se uma peça tivesse encontrado o lugar certo.

— Quero.

As mãos se apertaram com um pouco mais de força.

— Você sabe que a igreja nunca vai aceitar, não sabe?

Rebeca baixou os olhos.

— Eu sei.

— E não é nem porque eu sou menina.

Pausa.

— Meu pai era homem. E nunca aceitaram ele direito.

Rebeca a encarou novamente.

— O problema é que eles não gostam quando a gente escolhe.

Silêncio.

— Eles gostam quando a gente obedece.

Rebeca ficou quieta por alguns segundos.

Depois se levantou.

— Espera aqui.

Foi até a sala, buscar o diário que havia sido deixado na estante.

Voltou.

Sentou-se no chão na frente de Janis.

Abriu em uma página em branco.

— O que você está fazendo? – Janis perguntou.

Rebeca respirou fundo e olhou para Janis com um brilho meio imprudente, meio apaixonado.

— A gente precisa ter um plano.

Janis piscou.

— Plano pra quê?

Rebeca levantou o olhar.

— Pra não deixar ninguém desfazer isso.

Rebeca escreveu no topo da página:

Plano de Fuga.

Janis arregalou os olhos.

— Você tá falando sério?

— Muito.

Pausa.

— O que duas garotas precisam para viver na Capital?

— Capital? — Janis se espantou.

Rebeca assentiu.

— Se vamos embora, vamos fazer direito.

Janis sentou-se ao lado dela e puxou o caderno para mais perto.

— Dinheiro.

Rebeca escreveu.

— Quanto?

— Muito.

As duas riram.

Rebeca continuou: Um lugar para morar.

— Pequeno — Janis acrescentou. — Mas com janela.

— Isso não é prioridade.

— É sim.

Rebeca anotou mesmo assim.

— Comida.

— Macarrão dá pra viver.

— E café.

— Café é caro.

— Então a gente trabalha.

Rebeca escreveu: Emprego.

— Você toca.

— Você desenha.

— Eu posso vender desenho na escola.

— Eu posso dar aula.

Janis ficou séria por um segundo.

— A gente espera você fazer dezoito. Assim seu pai não pode mais trazer você de volta pra cá. Até lá a gente junta dinheiro.

Rebeca assentiu.

— Você acha que a gente consegue?

Janis deu um sorriso torto. Levantou e foi até o guarda-roupa. Abriu a porta. Ajoelhou.

Puxou uma caixa de sapato.

Rebeca franziu o cenho.

— O que é isso?

Janis abriu.

Notas dobradas.

Algumas moedas.

Rebeca arregalou os olhos.

— Você roubou um banco?

Janis bufou.

— Muito engraçado.

Rebeca pegou a caixa.

Contou com os olhos.

— Janis… isso é dinheiro de verdade.

— Eu sei.

— Como você conseguiu juntar tudo isso?

Janis deu de ombros.

— Desenhos. Varri calçadas. Carreguei compras. Guardei trocos. Não gastei com besteira.

Rebeca a encarou.

— Desde quando?

Janis deu um sorriso torto e fechou a porta do guarda-roupa.

— Eu tenho uma vida quando não estou com você.

Rebeca fez uma cara de ofendida.

— Ah, tem?

— Tenho.

Rebeca ficou olhando para o dinheiro.

— Você já estava pensando em ir embora?

Janis demorou meio segundo.

— Não sem você.

Rebeca deu um pequeno sorriso.

— Você podia ter me contado. Eu teria dado um jeito de ajudar.

Rebeca sentiu leve desconforto.

— Eu não tenho nada.

Janis se sentou na frente dela.

— Você tem.

— O quê?

Janis tocou o peito dela com o dedo.

— Vontade.

Rebeca revirou os olhos.

— Isso não paga aluguel.

— Ainda não.

Janis desviou o olhar.

Rebeca voltou a olhar para o dinheiro.

— Parece muito.

Janis deu de ombros.

— Não é.

— Pra mim é.

Janis segurou a caixa.

— É o começo.

Rebeca respirou fundo.

— Então a gente começa agora.

Janis inclinou a cabeça.

— A gente já começou faz tempo.

Janis voltou a mexer na caixa, vasculhando o fundo.

Rebeca já tinha visto o primeiro anel.

Tinha outro.

Igual.

Transparente.
Cheio de flores secas por dentro.

Rebeca piscou.

— Espera… é um par?

Janis fechou a caixa rápido demais.

— Não é nada.

— Janis.

Silêncio.

Janis coçou a nuca.

— Eu comprei isso num festival.

— Festival?

— De música. Eu fui com a minha mãe… e com o meu pai.

A palavra ficou suspensa.

Rebeca esperou.

— Eu tinha treze.

— Tão nova assim?

Janis deu um meio sorriso.

— Eu já sabia.

Silêncio.

— Sabia o quê?

Janis respirou fundo.

— Que eu gostava de uma menina.

Rebeca sentiu o estômago virar.

— Você contou pra ele?

— Contei.

— E ele…

Janis deu de ombros, mas os olhos estavam brilhando.

— Ele perguntou se eu tinha certeza.

— E você tinha?

— Tinha.

Pausa.

— Então ele disse que, quando eu estivesse pronta para dizer isso pra ela… eu devia dar alguma coisa.

Rebeca ficou quieta.

— Alguma coisa?

— Um símbolo.

Ela levantou o anel.

— Ele disse que não precisava ser caro. Só precisava ser sincero.

Silêncio.

Rebeca sentiu o peito apertar.

— Ele sabia que era eu?

Janis balançou a cabeça.

— Não.

— Então você já estava pensando em mim?

Janis ficou vermelha.

— Eu sempre quis ser escolhida por você.

O quarto ficou muito quieto.

Rebeca sentiu o peito apertar um pouco mais.

— Escolhida?

— Não tipo “ah, foi o que sobrou”. Tipo… escolhida mesmo.

Ela pegou um dos anéis.

Girou entre os dedos.

— Eu não sabia se você ia perceber. Ou se ia preferir alguém que seu pai aprovasse. Alguém mais… fácil.

Rebeca engoliu seco.

— Eu nunca quis fácil.

Janis levantou os olhos.

— Então escolhe.

Não era desafio.

Era pedido.

Rebeca pegou o segundo anel.

Elas tentaram no anelar.

Escorregava.

Riram.

Colocaram no dedão.

Coube.

Ficaram olhando para o plástico como se fosse ouro.

Perfeito.

— Não é casamento — Janis disse rápido.

— Eu sei.

— É só… a gente.

Rebeca aproximou o rosto.

— Eu escolho você.

Janis respirou como se tivesse prendido o ar por anos.

— Eu sei.

Silêncio.

E naquele momento, não era fuga.
Não era igreja.
Não era pai.

Era escolha mútua.

- Está ficando tarde. – Rebeca falou. – Se meu pai acordar e perceber que eu fugi no meio da noite, eu não chego aos dezoito.

As duas riram de novo.

Levantaram-se do chão.

Janis ajudou Rebeca a pular a janela.

- Boa noite. – Janis falou baixinho.

- Boa noite. – Rebeca deu um passo. Então, parou. Voltou-se para Janis e perguntou.

— Como você sabia tocar daquele jeito?

Janis fingiu não entender.

— Tocar o quê?

— O hino. As escalas. Você nunca estudou de verdade.

Janis deu de ombros.

— Minha mãe era da igreja, esqueceu?

Rebeca piscou.

— Ela me ensinou o que eu precisava saber.

Pausa.

Janis inclinou a cabeça, com aquele meio sorriso que sempre precedia problema.

— Se seu pai quer me pegar na curva… vai ter que comer muita colher de angu.

Rebeca sorriu.

— Você é impossível.

***

Tempo Presente...

 

Rebeca sempre ficava sem sono antes das apresentações.

Acordou no meio da madrugada sentindo-se completamente desperta.

Foi até a sala.

Abriu novamente a caixa de convites e depois o diário.

Ficou olhando para aquela página antiga por muito tempo.

Quando o dia amanheceu, os envelopes já estavam espalhados sobre a mesa.

Janis apareceu na porta.

— Você abriu sem mim?

Rebeca nem levantou os olhos.

— Abri. Desde ontem à noite.

Janis cruzou os braços.

— Eu não acredito.

Rebeca ergueu o rosto devagar.

— Eu tenho uma vida quando não estou com você.

Silêncio.

Janis entendeu.

Aproximou-se.

O diário estava aberto na página do plano.

Ela segurou a mão direita de Rebeca.

O anel agora cabia perfeitamente no anelar.

Passou o polegar sobre a resina.

As flores continuavam ali.

— Rebelde. — murmurou.

Rebeca sorriu e deu um beijo suave nos lábios de Janis.

— Faltam muitos envelopes para endereçar. - Rebeca fechou um envelope. – Você pode ajudar se quiser.

O diário permaneceu aberto.

Não como plano.

Mas como prova de que a semente tinha sido plantada muito antes de elas saberem o que estavam fazendo.

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 5 - Capitulo 5 - A Semente:
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Em: 15/04/2026

Estou curiosa sobre a história da Janis com o pai


Elin Varen

Elin Varen Em: 15/04/2026 Autora da história
Essa é uma curiosidade bem válida…
A relação da Janis com o pai ainda guarda muita coisa, e aos poucos isso vai aparecendo na história.

É uma parte importante dela — então prometo que não vai ficar sem resposta
Obrigada por acompanhar e por comentar!


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