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Diamantora por AlphaCancri

Ver comentários: 2

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Palavras: 2107
Acessos: 85   |  Postado em: 01/03/2026

CAPÍTULO XIII

Colocou o chapéu sobre a cabeça, arrumando os fios que ficaram para fora. Com o cabelo já tapando o pescoço, tentava o arrumar de uma forma que ficasse alinhado. Continuava vestindo roupas de garotos, pois se sentia bem assim — o que às vezes causava confusão em algumas pessoas sobre seu gênero. Não sentia mais vontade de cortar os cabelos, pois com o grupo se sentia protegida. Chegou a perguntar para Zahra se ela achava melhor que os mantivessem curtos, para não atrapalhar quando servisse de distração, mas ela foi direta:

 

— Deixe do jeito que se sentir mais à vontade. Não se preocupe com isso.

 

Chegou no galpão onde Ramon e Zahra já estavam:

 

— Mercadoria nova?

 

Ramon sorriu e deu tapas na caixa de madeira que estava ao seu lado:

 

— Vai nos manter comendo e dormindo bem por um bom tempo.

 

Zahra se aproximou e passou o braço esquerdo pelos ombros de Maia:

 

— Vamos… estamos atrasadas.

 

Maia passou o braço direito pela cintura dela:

 

— Atrasadas para quê? Não vamos treinar hoje?

 

Tinha feito uma rotina de treinamento que cumpriam todos os dias. Maia se surpreendeu ao perceber que gostava daquilo. Aprendeu a dar um soco de verdade, usar o punhal que tinha sido um presente de Rino e até a manusear uma espada. Coisas que jamais, na sua antiga vida, pensou ser possível. 

 

— Hoje não… Temos que passar logo essa carga para frente. E se tudo der certo, vamos sair da cidadela.

 

Maia estancou no meio do caminho:

 

— Sair da cidadela? Por quê?

 

Zahra voltou alguns passos e a abraçou de novo, para que continuassem andando:

 

— Já ficamos aqui tempo demais. Estamos ficando visados, já é perigoso. É hora de respirarmos novos ares.

 

Maia se perdeu em mil e um pensamentos. Não podia sair daquela cidadela porque… não sabia exatamente o por quê. Era como se não pudesse se afastar demais da sua antiga vida. Fantina sabia que ela estava em Altameres. Já conhecia aquele lugar, estava habituada, não queria ter que enfrentar o desconhecido novamente.

 

A voz de Zahra a trouxe de volta ao mundo real:

 

— Ei… não se preocupe. Você está conosco, lembra?

 

 

 

De olhos fechados, tentava se concentrar para não correr de novo até o balde e colocar para fora o que quer que ainda tivesse no estômago. Desde que o navio partiu do porto de Altameres, uma hora atrás, foi tomada por uma náusea que já a tinha feito perder tudo o que tinha comido antes de embarcarem.

 

— Melhorou, garotinha?

 

Não abriu os olhos, nem a boca, para responder ao questionamento de Gualter. Apenas balançou as mãos, indicando que se encontrava do mesmo jeito. 

 

— Bom, então acho que você vai dispensar essa sardinha.

 

A palavra pareceu ativar o cheiro que imediatamente invadiu suas narinas. Mal teve tempo de abrir os olhos. Correu até o balde e alguma coisa ainda saiu de suas entranhas. Quando conseguiu voltar e se sentar, Gualter já tinha se livrado do pedaço de peixe. Deixou o corpo cair ao lado dele e disse com dificuldade:

 

— Acho que esses são meus últimos momentos de vida.

 

Sentado na frente deles, Rino soltou uma gargalhada:

 

— Precisamos endurecer essa menina! Não está aguentando uma viagem tranquila como essa… 

 

Zahra, que parecia estar dormindo, com um capuz tapando o rosto, entrou na conversa:

 

— Peguem leve, é a primeira vez dela. 

 

Maia não tinha forças sequer para contestar. Todo seu ser estava concentrado em tentar não colocar mais nada para fora do organismo. Passou a respirar compassadamente, inspirando e expirando devagar. Mas mesmo assim ainda precisou se curvar no balde por mais três ou quatro vezes até finalmente Zahra tocar seu ombro:

 

— Chegamos na primeira parada. 

 

A viagem de pouco mais de seis horas pareceu durar dez dias. Maia se levantou com a ajuda de Zahra, que caminhou ao seu lado até pisarem em terra firme, no porto. 

 

— Vamos passar a noite aqui. Amanhã seguimos em outro navio.

 

Se arrepiou inteira só em pensar que teria que encarar o balanço do mar novamente. Entraram na hospedaria que, pelo que Maia pôde perceber, já era conhecida dos demais. Todos foram chamados pelo nome pelo simpático senhor que distribui três chaves:

 

— E quem é o rapazinho?

 

Maia não respondeu. Não sabia se inventava um nome qualquer ou se dizia que, na verdade, era uma mulher. 

 

— Essa garotinha é Maia. 

 

O velho arregalou os olhos e ajeitou os óculos no rosto, com a resposta de Gualter. 

 

— Oh sim, me desculpe, mocinha… Esses olhos já estão velhos e calejados… Já não enxergo muito bem. 

 

Se despediram dos homens no corredor e entraram no quarto. Maia imediatamente se jogou na cama. Zahra ficou de pé, tirou alguns pertences do embornal que carregava e depois disse:

 

— Vou procurar alguma coisa para você comer.

 

A simples menção de comida fez o estômago de Maia revirar mais uma vez. Sentou na cama e disse desanimada:

 

— Acho que não consigo comer nada pelos próximos dez dias.

 

Zahra se aproximou e colocou a mão em sua testa:

 

— Você precisa se alimentar. Tudo que tinha aí dentro ficou naquele balde. Vou procurar alguma coisa para você. 

 

Ela retornou meia hora depois, trazendo um prato em uma mão e um copo em outra. 

 

— Primeiro você vai beber isso.

 

Estendeu o copo para Maia, que pegou o objeto sem muita convicção. Cheirou o líquido e foi inevitável que o rosto se transformasse em uma careta:

 

— O que tem aqui dentro? Um bicho morto?

 

Depois de deixar o prato sobre a pequena mesa do quarto, Zahra  sentou ao lado dela:

 

— Esse chá vai renovar suas entranhas. Acredite em mim. 

 

Absolutamente a contragosto, Maia tomou o primeiro gole. Achou que o líquido iria voltar, fez ânsia de vômito, mas segurou. Com Zahra praticamente a obrigando a tomar, lentamente quase esvaziou o copo. Tampava o nariz a cada vez que ingeria. E por fim decretou, devolvendo o copo para Zahra:

 

— Esse é o máximo que eu consigo. 

 

Ela olhou o fundo do copo antes de dizer:

 

— Está de bom tamanho. Daqui a poucos minutos você vai se sentir melhor, eu garanto. 

 

Depois se levantou e começou a se despir. Maia olhou enquanto ela estava de costas. Quando ficou completamente nua, Zahra se virou de frente para ela. Maia olhou para o chão na mesma hora e só ousou levantar os olhos quando Zahra perguntou, já dentro do tonel de madeira que servia como banheira:

 

— Está melhor?

 

Na verdade não saberia responder. Ainda tinha um leve desconforto no estômago, mas não sabia se já teria dado tempo do chá fazer efeito. Optou pela resposta simples:

 

— Sim. 

 

Depois se deitou de lado, de costas para a banheira. Ouviu o barulho quando ela se levantou e involuntariamente imaginou o corpo nu de Zahra, molhado pela água. Apertou os olhos querendo se livrar daquela imagem, mas a cada som que ouvia, a mente parecia querer criar uma imagem correspondente. Imaginou o tecido passando pelo corpo de Zahra, até que ela ficasse completamente seca. Depois imaginou ela se vestindo devagar, peça por peça. Sentia o próprio corpo arder quando a ouviu dizer:

 

— Vou descer… Quando estiver se sentindo melhor, tente comer um pouco da sopa. 

 

A porta se fechou e só então Maia se virou, deitando com as costas na cama. Colocou as mãos no rosto, morta de vergonha dos próprios pensamentos. Depois do que presenciou naquele quarto da hospedagem, ainda em Altameres, ficou um pouco desconfortável ao dividir a cama com Zahra. Só com o tempo voltou a se acostumar. Mas os pensamentos nunca mais foram os mesmos. A forma com que via Zahra tinha mudado completamente. Mais de uma vez despertou de sonhos pecaminosos onde a imagem de Zahra se confundia com a de Luísa e gemidos preenchiam sua mente até que despertasse de repente. 

 

Quando desceu para a taverna da hospedagem, o salão estava cheio. Viu seu grupo de longe. Se aproximou e se sentou ao lado deles. Zahra perguntou próximo ao seu ouvido, tentando ser compreendida apesar da música:

 

— Conseguiu comer?

 

Maia se arrepiou com a voz e a respiração dela tão próximas. Respondeu sem olhá-la:

 

— Sim. 

 

Não tinha esvaziado o prato, mas teve apetite para comer grande parte da sopa, se sentindo muito melhor, como Zahra havia garantido. 

 

Ficou o tempo todo sentada à mesa, enquanto os amigos circulavam pelo salão. Em alguns momentos ficou sozinha, apenas observando o movimento. Não bebeu nada, pois ainda não se sentia completamente recuperada, e já pensava na viagem do dia seguinte.

 

Quando Rino e Zahra voltaram para a mesa, Maia se virou para ela:

 

— Vai usar o quarto hoje?

 

Zahra a encarou em silêncio por alguns segundos, olhando dentro dos olhos de Maia, que também não desviou. Só depois respondeu, ainda a encarando:

 

— Não… Por quê? Você pretende usar?

 

Maia também manteve os olhos fixos nos dela, sem saber exatamente o que estava acontecendo, mas sentindo uma excitação crescer dentro de si. Zahra sabia que ela nunca tinha usado nenhum dos quartos em que estiveram para se deitar com alguém. Enquanto Maia precisou esperar do lado de fora algumas vezes:

 

— Não. Vou me deitar, estou cansada. 

 

Ela apenas meneou a cabeça em concordância. Maia se despediu de Rino e subiu as escadas. Dentro do quarto tirou as roupas de cima e se deitou. Até tentou, mas não conseguiu sequer manter os olhos fechados. O corpo estava estranho. Quente. Inquieto. A mente disparava imagens que a envergonhavam. O barulho da maçaneta a fez se virar de costas para a porta e fingir estar dormindo. Alguns poucos minutos depois sentiu o corpo de Zahra se deitar ao seu lado. A respiração se alterou, mas não se mexeu. Teve a impressão de também ouvir a respiração pesada de Zahra, até que sentiu o braço dela a enlaçar por trás. Arregalou os olhos mas não se moveu. Prendeu a respiração. Sentiu o nariz de Zahra tocar seu pescoço, enquanto ela aspirava, e teve a sensação de que as pernas amoleceram. Não se moveu quando ela a chamou baixinho:

 

— Maia…

 

Zahra aproximou mais o corpo do seu:

 

— Está dormindo?

 

Com o coração martelando, se virou de frente para ela. O quarto estava escuro, não se via nada além do breu. Maia sentiu a mão de Zahra acariciar seu rosto e descer até seu pescoço. Congelou quando sentiu os lábios dela tocarem os seus muito devagar, apenas um roçar. E então mais nada. Nenhum outro movimento de Zahra. Esperou e, quando se deu conta de que ela não avançaria mais, tomou a iniciativa. Também tocou o rosto de Zahra, procurou pela boca dela com os dedos. Quando encontrou, sentiu os lábios dela beijarem sua mão. Devagar, aproximou o rosto e no lugar dos dedos, colocou os lábios. Beijou Zahra, tentando controlar o turbilhão em que o corpo se encontrava. Mas não teve muito sucesso, o beijo foi afoito, meio sem jeito, até Zahra se colocar por cima dela. Beijou o pescoço de Maia e subiu, voltando a procurar pelos lábios dela. Maia suspirou com o ímpeto repentino de Zahra e foi inevitável que uma breve comparação surgisse. Se lembrou dos raros momentos em que beijou Estefan, e teve certeza que jamais sentiu o que estava sentindo naquele instante. Quando a mão de Zahra a tocou por debaixo do tecido, a pele se arrepiou. Arqueou as costas quando os dedos dela tocaram seus seios, acariciando, apertando, estimulando, enquanto as línguas já estavam enroscadas. 

 

Zahra até pensou em ir mais devagar, por tudo que aquele momento significava, mas o corpo não respondia à cabeça. Estava completamente excitada, deliciada com Maia. Desceu a mão por dentro da peça íntima que ela usava e a encontrou absurdamente molhada, os dedos deslizaram, mas em momento algum pensou em avançar mais que aquilo. Acariciou Maia, aumentando o deslizar das mãos na pele dela ao sentir a respiração acelerar. Maia desgrudou a boca da dela para deixar escapar um gemido delicioso, misto de excitação e recato, que fez Zahra a acompanhar até alcançarem o clímax.

 

 

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Oi! Pra quem tá acompanhando, tive um imprevisto e não consegui postar o capítulo na quinta, perdão. Nessa semana volto com dois capítulos por semana. Um abraço! 


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Comentários para 13 - CAPÍTULO XIII:
Zanja45
Zanja45

Em: 11/03/2026

Eitha Zahra queria ir devagar com Maia, mas não deu.

Responder

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 02/03/2026

Valeu a espera, imprevistos acontecem, o importante que voltou...

Agora só aguardar o próximo, Maia sentiu seus pensamentos pecaminosos serem realizados...


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 05/03/2026 Autora da história
Maia enfim experimentando o que viu Luísa e Zahra também fazer… e acho que ela gostou… rsrs

Capítulo de hoje postado :)


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