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Diamantora por AlphaCancri

Ver comentários: 4

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Palavras: 2055
Acessos: 106   |  Postado em: 22/02/2026

CAPÍTULO XII

Chiara estava colocando vestes para secar no sol — uma de suas funções desde a morte de Maia — quando outra criada se aproximou e disse que a rainha Luísa queria lhe falar. Respirou fundo e deixou a cesta de roupas com a mulher. Tirou o avental ao passar pela cozinha e caminhou até os aposentos de Luísa. Os guardas a deixaram passar imediatamente, abrindo a porta da ante-sala. Luísa estava sentada em uma das poltronas.

Fez uma reverência: 

— Mandou me chamar, Majestade?

Ela respondeu sem rodeios:

— A partir de hoje você será minha criada pessoal.

Chiara arregalou os olhos. Aquela não era uma boa notícia, estava longe de ser:

— Majestade, eu… não… e Desireé?

— Quem?

Chiara a olhou sem acreditar. Depois de tanto tempo, Luísa não sabia o nome da própria criada:

— Desireé… vossa criada pessoal.

Luísa se levantou e fez um gesto com a mão:

— Não é mais. Quero que você cuide de tudo a partir de agora.

Saiu daquele cômodo profundamente incomodada. Primeiro porque seria vista com maus olhos pelos outros criados, como se ela tivesse roubado o posto de Desireé. E além disso, não gostava nada da ideia de ficar próxima da rainha. Já tinha notado a atenção exacerbada que ela lhe dispensava. Sabia da fama que ela tinha. Das mulheres que visitavam seus aposentos nas mais variadas horas do dia. E tinha Maia… jamais poderia trair a memória dela daquele jeito. Ela havia morrido acreditando que Luísa a tinha traído, enganado… Como agora poderia servir a mulher que começou tudo aquilo? Em contrapartida, o que poderia fazer? Recusar servir a rainha de Ótice, Conselheira de Diamantora? Era um ato punível com a morte, se Luísa assim quisesse.

Quando voltou à área dos criados, Desireé a esperava, com suas vestes na mão. Fulminou Chiara com o olhar antes de entregá-la as roupas que ela passaria a vestir:

— Faça bom proveito. 

Olhou ao redor e todas as criadas que estavam ali a olhavam como se fosse a pior das traidoras. Para elas, Chiara usurpou o posto de Desireé. Para a própria Chiara, sentia como se estivesse deixando Maia se afogar naquele rio de novo.  

    *****

A música alta fazia com que tivesse que gritar no balcão da hospedaria:

— Mais uma…

O dono pegou sua caneca vazia e a devolveu cheia. Era a terceira da noite. Hábito que Maia aprendeu quando passou a fazer parte do grupo. A bebida à noite era a recompensa pelo que passavam no decorrer do dia. Já estava tonta, pois sua resistência era baixíssima. Nunca foi de beber. E o pouco que consumia no castelo não se comparava àquela bebida primitiva.

Percebeu Zahra se aproximando. Ela sentou no banco ao seu lado:

— Você pode passar um tempo aqui embaixo?

Maia não sabia se tinha entendido direito o pedido, pelo teor e pelo barulho. Zahra repetiu perto do seu ouvido:

— Vou usar o quarto por um par de horas… Você fica aqui embaixo um pouco…

Tirou duas moedas do bolso e colocou na mão de Maia, antes de piscar para ela:

— Divirta-se.

Deu as costas e andou pelo salão. Maia subiu no banco e a acompanhou com o olhar. Viu quando Zahra parou perto de uma moça, disse algo no ouvido dela e as duas foram em direção às escadas. Quando as perdeu de vista, ficou olhando para as moedas em sua mão. 

Já tinha tomado mais duas canecas. Já tinha se sentado em várias mesas, conversado com várias pessoas, ajudado o dono a servir, e não sabia se o par de horas que Zahra havia pedido já tinha se passado. Deu uma olhada pelo salão, procurando pelos homens do grupo. Só localizou Gualter em uma das mesas. Começou a se sentir entediada. Resolveu verificar se o quarto já estava vazio. Subiu as escadas pisando alto. Cruzou com pessoas mais bêbadas que ela no corredor. Se confundiu sem saber muito bem qual era sua porta. Voltou ao inicio do corredor e contou… Uma… Duas… Três… Quatro… Era aquela. Aproximou o ouvido da madeira e ouviu sons abafados. A música da parte de baixo ainda se fazia ouvir ali. Abriu a porta com a delicadeza que as mãos incertas permitiam. Assim pôde ouvir melhor… os sons… Como se ficasse sóbria de repente, endireitou o corpo curvado. Os mesmos sons que ouviu no cômodo de Luísa, na vida que um dia teve. O quarto estava escuro, então não conseguiu ver muita coisa. Mas não teve dúvidas. Eram duas mulheres. 

Fechou a porta tentando não fazer barulho. Mas não saiu do lugar. Ainda ficou um tempo apenas ouvindo os gemidos, grunhidos e pequenos gritos que vinham do cômodo. Duas mulheres… de novo… Constatou com surpresa que aquilo era mais comum do que pensava, e não apenas mais uma peculiaridade de Luísa.

*****

Mais duas luas cheias se passaram com Chiara servindo a rainha. Se esquivava como conseguia cada vez que ela tentava uma aproximação não usual para os membros da Coroa com seus criados. Se lembrou de Maia. Com ela era diferente. Cresceram juntas. Tinham a mesma idade. Eram amigas. Apesar da paixão que sempre carregou consigo, nunca sequer cogitou fazer alguma coisa sobre aquilo.  

Passou a se sentir isolada, pois todas as criadas a evitavam. Olhavam para Chiara como se ela fosse a pior das criaturas. E era assim que se sentia em grande parte do tempo. Não foi capaz de proteger a pessoa que mais amava no mundo. E como se não bastasse isso, agora servia a mulher responsável pela traição da qual Maia fora vítima.

— A rainha precisa de você nos aposentos.

Olhou desanimada para o guarda, parado de pé a aguardando. Caminhou, com ele a seguindo, até chegar nos aposentos de Luísa. Outro guarda abriu a porta e ela entrou. Luísa não estava na antessala. Caminhou devagar até a porta entreaberta que dava acesso ao local em que a rainha dormia. Parou a poucos centímetros e chamou:

— Majestade?

Luísa não respondeu. Surgiu na porta, assustando Chiara. Sorriu levemente e ordenou:

— Entre.

  Após uma reverência, os passos de Chiara foram visivelmente hesitantes.

— Sente-se.

Obedeceu, sentando na cadeira ao lado da cama. Luísa se sentou de frente para ela:

— Conte-me tudo o que aconteceu no dia em que… Maia nos deixou.

Chiara arregalou os olhos, depois apertou o maxilar. Estava tentando com todas as suas forças não pensar tanto naquele dia. Mas mesmo assim ainda tinha cada detalhe gravado na mente.

— Majestade, com todo meu respeito… o que isso importa depois de tanto tempo?

Luísa parecia diferente. Não tinha o olhar travesso ou o meio sorriso nos lábios, como em várias outras vezes em que conversou com Chiara. Desta vez estava séria:

— Eu preciso da maior quantidade de informações possíveis sobre aquele dia…

Completou olhando nos olhos de Chiara:

— Talvez você esteja certa… Pode não ter sido um infortúnio. 

  A frase fez com que Chiara mudasse completamente a postura. Não sabia se Luísa falava a verdade, ou se só queria saber o quanto de informação possuía. Se Maia morreu não confiando na rainha, então também não confiaria plenamente. Mas por outro lado, não tinha nada a perder. Talvez tudo que tinha visto e ouvido naquele fatídico dia custasse sua própria vida. Mas nem isso temia. Já se sentia morta:

— Eu…

Organizou os pensamentos em ordem cronológica:

— Todos os dias eu insistia para que Maia saísse um pouco dos aposentos. Ela estava doente, era visível… e eu já não sabia mais o que fazer para tentar ajudar.

Luísa apenas a olhava, com total atenção.

— Naquela tarde, como um milagre, ela aceitou. Mas me pediu que ninguém nos visse. Ela não queria encontrar com nenhum de vocês do Conselho, nem com o rei e… principalmente com aquela… 

Olhou para o chão e falou entre os dentes:

— A duquesa com quem o rei vai se casar.

Voltou a olhar para Luísa, que apenas disse:

— Continue.

— Nós saímos pelas sombras dos corredores. Passamos pela cozinha e fomos até a floresta, pela trilha, no caminho que ela sempre gostou de fazer. Pela primeira vez em dias eu vislumbrei, por alguns instantes, a Maia que conhecia. E aí o pesadelo começou.

Luísa questionou:

— Estefan chegou?

Chiara balançou a cabeça, confirmando, antes de falar:

— Ele, Milo e outros guardas. Não foi uma coincidência, não tinha como ter sido… Eles sabiam que nós estávamos ali. 

Olhou para Luísa:

— Alguém os avisou que tínhamos saído do castelo.

Luísa não se intimidou com o olhar acusatório dela:

— E depois?

— O rei foi rude, mandou que um guarda a pegasse… Eu tentei impedir, mas… 

Chiara parou de falar, respirando fundo. Contar sobre aquele dia parecia fazer com que o revivesse:

— Eles a levaram. Ela não queria ir… Ele disse que fariam um passeio e ordenou que eu voltasse para o castelo.

Chiara fechou os olhos, sentindo de novo toda a angústia daquela dia.

— E você nunca mais a viu.

Abriu os olhos devagar e voltou a olhar para Luísa, mas não confirmou a frase óbvia dela. 

Luísa se levantou e andou pelo cômodo:

— Eu disse para Estefan que sou contra esse casamento com essa moça. Acho desrespeitoso com a memória de Maia.

Voltou para perto de Chiara e disse com o tom de voz baixo:

— Desconfio que talvez… tenha sido o motivo pelo qual ele quis levar Maia para aquele último passeio.

Chiara também se levantou:

— Ele é seu primo! Foi você quem o trouxe até aqui… Você deveria ter percebido… ter tido controle sobre ele.

Luísa se esforçou para se manter calma. Era verdade. Uma parte da verdade. O restante Chiara não sabia. Nem poderia saber. Não se importou com a forma insolente com que ela falou e a acusou. Já sabia que ela reagia assim quando o assunto era Maia. E entendia.

Estava tentando juntar peças, informações, tudo que pudesse saber sobre a morte da rainha. Como Chiara tinha acabado de falar, tinha perdido o controle sobre Oton. Ele e Milo não a consultavam para mais nada. Ela ainda estava no Conselho, mas sem poder algum de decisão. Já temia que eles estivessem tramando para dar a ela o mesmo fim de Maia. Trouxe mais soldados de Ótice, redobrou sua segurança, Martín fazia rondas e subornava criados do castelo em troca de informações sobre conversas privadas que eles eventualmente escutavam. 

— Eu jamais poderia prever uma coisa dessas… Jamais imaginei que ele seria capaz…

O que de certa forma era verdade. Oton estava sob total influência de Milo, que o fez perceber o poder que tinha. Sabia que Oton sozinho jamais se daria conta disso, muito menos era a cabeça pensante por trás de cada ato.

— Precisa de algo mais, Majestade?

Chiara estava cansada. Não queria prolongar aquele assunto que só trazia dor e culpa.

Luísa a olhou e voltou a se sentar:

— Sim. Me conte um pouco mais sobre você…

Percebeu o olhar confuso de Chiara. 

— O que isso importa?

Para o problema de Luísa com Oton e Milo, não importava nada. Não era sobre isso. Era só uma necessidade de saber mais sobre aquela moça:

— Eu gostaria de saber… Como você veio para este Castelo?

Interpretando a pergunta de forma totalmente diferente, Chiara achou que Luísa estivesse desconfiando dela. Como se ela também estivesse envolvida na morte de Maia:

— Eu nasci aqui!

— Nasceu aqui?

Chiara estava num misto de indignação e raiva:

— Minha mãe era a cozinheira da Corte, desde muito nova, assim como eu era a criada pessoal de Maia. 

— E ela engravidou aqui?

Chiara fez que sim com a cabeça.

— E o que aconteceu com ela?

Luísa percebeu a voz de Chiara perder a força:

— Adoeceu. Ficou anos presa numa cama. Até não aguentar mais.

— A doença a matou?

Chiara encarou Luísa quando respondeu:

— Ela tirou a própria vida.

Foi Luísa quem não sustentou o olhar dela. Falou sem olhá-la diretamente:

— E o seu pai?

— Não conheci meu pai.

Voltando a olhá-la, Luísa perguntou:

— Você é sozinha, então?

Não foi com tristeza, mas sim com uma voz firme que Chiara respondeu:

— Maia era a única pessoa que eu tinha.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 12 - CAPÍTULO XII:
Zanja45
Zanja45

Em: 22/02/2026

Maia está experimentando o mundo de uma forma totalmente diferente da qual ela estava acostumada. E parece que presenciar cenas de mulheres se relacionando tem se tornado comum.


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 01/03/2026 Autora da história
Uma possibilidade que antes ela nem imaginava… agora é mais que real na vida dela, não é?


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Zanja45
Zanja45

Em: 22/02/2026

Quem seria o pai de Chiara? Será o rei morto? Ou existe a possibilidade de ela ter algum parentesco com Luisa?


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 01/03/2026 Autora da história
Será que é alguém que conhecemos? Ou a mãe dela engravidou de algum outro criado do castelo?

Tomara que não seja o rei morto. Imagina descobrir que é apaixonada pela própria irmã?


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Zanja45
Zanja45

Em: 22/02/2026

Othon provavelmente tinha colocado pessoas para ficar de olho em Maia, por isso ele soube para onde ela tinha saído no dia de sua fatídica morte.

Luisa está querendo ao reavivar as memórias procurando formas de ter domínio sobre Othon novamente. Só pode - Porque ela sente que será a próxima vítima se não agir logo.


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 01/03/2026 Autora da história
Oton provavelmente precisou ter paciência até Maia finalmente sair do castelo, né?

Luísa já percebeu que está em perigo. Todo cuidado é pouco…


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HelOliveira
HelOliveira

Em: 22/02/2026

Luisa já ficou esperta sabe o risco que corre e agora sim vai precisar ser esperta e se proteger...

Bom agora fiquei curiosa, Chiara nasceu no palácio a mãe se matou....Será que teremos alguma surpresa nesse sentido?


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 01/03/2026 Autora da história
Acho que Luísa subestimou um pouco os inimigos…

Será que o passado de Chiara pode surpreender?


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