34 por Luciane Ribeiro
Nossa banheira
Depois do banho e de me colocar na cama ,ela saiu para fechar a casa como fazia todas as noites ,demorou um pouco para voltar ,estranhei um pouco, principalmente quando comecei a ouvir uma musica tocando baixinho no alto falante do quarto. Ela entrou de cabelos soltos vestindo um roupão de seda preto delicado e muito bonito. Ela subiu na cama se posicionou sobre meus quadris.
_Sei que você tem se corroído de ciúmes ,talvez ate pense que ela me faz mais feliz.
_Talvez!
_Vou provar que esta errada.
Ela colocou seu cabelo de lado se aproximou disse baixinho em meu ouvido.
_Amanda nunca será você....
Ela beijou minha boca de um jeito envolvente , mordiscando meu labio.Automaticamente meu corpo reagiu e eu a segurei pela cintura fazendo nossos corpos ficarem mais próximos ,beijei sua boca ,seu pescoço ,senti seu corpo responder ao toque se abrindo ,a empurrei para a cama suavemente ,deixei o meu ciúme se desfazer em beijos cada vez mais intensos ,abri seu roupão me surpreendi ao ver que não havia nada debaixo dele, deslizei minhas mãos devagar pelo seu abdômen sentindo sua pele se arrepiar a cada centímetro de pele.
_Você é linda!
_Linda e apenas sua!
A frase causou um efeito imediato ,beijei sua boca ,desci para seu pescoço,colo,me prendi, por alguns instantes na maciez de seus seios ,perfeitos , começou a gem*r baixinho quando os deixei e minha língua seguiu seu caminho pelo seu baixo ventre ,até chegar ao destino quente e úmido entre suas pernas. Sua respiração se acelerava e se acalmava na mesma intensidade de meus movimentos naquela tarefa prazerosa. Foi nesse momento que eu senti Amanda.
Não como uma lembrança distante. Não como um medo abstrato. Eu senti ela ali, pressionando por dentro, tentando emergir. Como se estivesse à espreita, esperando uma brecha na minha entrega.
Senti a raiva dela - densa, ácida, possessiva. Mas senti também algo que me desestabilizou ainda mais: sua excitação. A cada toque meu, a cada suspiro de Helena, havia uma vibração dupla dentro de mim. Meu desejo e o dela. Minha fome e a dela. Como se compartilhássemos o mesmo incêndio.
Enquanto minhas mãos percorriam Helena e minha boca descobria novos caminhos sobre sua pele, eu percebia aquela outra presença reagindo. Amanda não queria apenas assistir. Ela queria participar. Queria reivindicar. Queria provar que também era capaz de fazê-la estremecer. E eu não consegui parar, a cada segundo minha excitação aumentava de um jeito feroz,eu queria cada vez mais toca la , senti la , Helena parecia sentir essa intensidade, pela forma como suas mãos buscava meu corpo,me puxando pra si como se me quisesse perto ,quase dentro dela.
Helena se arqueou sob meu toque, entregue, viva, pulsando. E naquele instante a verdade me atravessou como um estalo seco:
Isso não era só ciúme.
Não era só culpa.
Era território.
Amanda não estava desaparecendo. Ela estava aprendendo
Quando nossos corpos se encaixaram ,foi mais que conexão senti algo ainda mais assustador foi integração ,como se nós três formássemos um só corpo ,me perdi lentamente enquanto ela se movia segurando firme em minhas coxas ,cada vez mais próxima do êxtase que veio violento ,a fazendo tremer e cair na cama ,de olhos fechados ,com a respiração ainda acelerada.
Me deitei de lado ,fascinada ,admirando os contornos bem traçados do seu corpo. Parecia ainda mais linda naquela noite. Deslizei meus dedos pela sua pele,como se fosse as cordas de um violão delicado ,cuja cada nota tocada trazia uma melodia que entrava em meus ouvidos conectando diretamente com minha mente ,fazendo de mim uma serva apaixonada. Não sentia mais Amanda, mas sabia, que em seu silêncio ela observava, porém naquela noite,eu não queria pensar em mais nada.
Helena, minha doce Helena, adormeceu em meus braços, ainda nua, ainda minha. O corpo relaxado, a respiração lenta, os traços finalmente em paz. Havia algo quase sagrado naquela quietude - como se o mundo, por algumas horas, tivesse decidido não nos ferir.
Com cuidado, deslizei para fora da cama, tentando não acordá-la. Vesti o roupão e me sentei na beirada, observando-a por um instante. Depois, fiz algo que não fazia havia alguns dias.
Tentei me levantar sozinha.
Se Amanda podia, então eu também podia. Essa ideia martelava dentro de mim como um desafio.
O primeiro passo foi vacilante, incerto, como se o chão não confiasse em mim. Mas o segundo veio com mais firmeza. O terceiro já carregava teimosia. Não era só sobre andar. Era sobre reivindicar. Se ela emergia com força, eu também precisava emergir.
Saí da casa e caminhei até a praia. A areia fria sob os pés despertava cada nervo. O mar estava silencioso, vasto, indiferente às pequenas guerras humanas. Fechei os olhos e respirei fundo, tentando direcionar meus pensamentos como se fossem palavras lançadas ao vento.
Sei que você a quer.
Mas não pode tê-la.
Ela me ama. E cada vez que você tenta ocupar meu lugar, você a machuca. A faz sentir culpa. E essa culpa a corrói por dentro. Você sente o desejo dela, a excitação, a entrega - mas também sente a dor depois. Não finja que não sente.
O vento soprou mais forte, bagunçando meu cabelo, como se o próprio mundo respirasse junto comigo.
Se realmente gosta dela, não tente ser mais do que é na vida dela. Você precisa desaparecer. Até que eu seja capaz ,precisa entender seus limites. Helena é minha esposa !É um território proibido pra você.
Não houve qualquer tipo de resposta da parte dela. Queria acreditar que ela entendeu o recado, porém ,no fundo eu sabia que isso também poderia piorar as coisas. Abri os olhos. O horizonte parecia dividido entre luz e sombra.
Voltei para casa ainda com o sal do mar na pele e uma decisão firme dentro do peito. Fui direto para o banheiro. Pela primeira vez, tentei tomar banho sozinha.
Foi difícil.
Cada movimento exigia concentração. Apoiar o peso do corpo, manter o equilíbrio, controlar o tremor das pernas - tudo parecia maior do que realmente era. A água quente escorria pelos meus ombros enquanto eu respirava fundo, recusando-me a desistir. Não era apenas um banho. Era uma afirmação silenciosa de que eu ainda estava ali. Inteira. Capaz.
Foi rápido. Sem luxo, sem demora. Mas consegui.
Quando desliguei o chuveiro, minhas pernas ainda estavam fracas, porém não cederam. Não desmoronei. E aquela pequena vitória me aqueceu mais do que a água.
Voltei para o quarto em passos cuidadosos e me deitei novamente ao lado de Helena. Ela ainda dormia tranquila, os cabelos espalhados pelo travesseiro, o rosto sereno. Havia um leve sorriso em seus lábios - provavelmente sonhando com algo bom. Talvez comigo. Talvez com um futuro onde não precisássemos disputar espaço com fantasmas.
Passei o braço ao redor dela com cuidado e a puxei para mais perto. O corpo dela se encaixou ao meu instintivamente, como se reconhecesse o lugar exato onde pertencia, mesmo adormecida. Enquanto a abraçava uma ideia surgiu - tímida no começo, mas logo firme, luminosa. Helena sempre encontrava maneiras inesperadas de me surpreender, de me lembrar que o amor também mora nos detalhes. Era minha vez.
Comecei simples: café da manhã na cama. Preparei tudo com cuidado exagerado, como se cada fatia de pão fosse um gesto de redenção. Quando levei a bandeja, ela ainda estava com os cabelos bagunçados e os olhos inchados de sono. Sentou-se entre minhas pernas, encostando as costas no meu peito, e comemos assim, agarradinhas, dividindo risadas e migalhas.
Depois, ficamos ali mesmo. A manhã se estendeu preguiçosa, cheia de beijos demorados, mãos que se procuravam sem urgência, corpos que se reconheciam. Namoramos até o corpo reclamar e a fome surgir de novo, como se o dia estivesse sendo construído apenas de nós duas.
Apesar de todos os protestos dela, fiz o almoço sozinha. Não foi fácil - minhas pernas ainda lembravam seus limites - mas havia algo simbólico naquele esforço. Helena ficou me observando da porta da cozinha, cruzando os braços, fingindo indignação. No fim, me recompensava com aquele sorriso bobo que me deixava mole, absurdamente apaixonada.
Nossa tarde ganhou outro ritmo quando tia Dalila apareceu para nos convidar para uma trilha no dia seguinte. Vi nos olhos de Helena um brilho diferente. O retorno de Dalila tinha feito bem a ela - devolvido leveza, raízes, pertencimento. Era bonito de ver.
E foi o marido dela quem me ajudou com a parte final do meu plano. Enquanto Dalila distraía Helena em sua casa, ele me ajudava a preparar tudo. Ajustamos detalhes, movemos móveis, organizamos pequenas surpresas. Cada gesto carregava expectativa.
Tia Dalila a trouxe de olhos vendados, segurando sua mão com aquele ar cúmplice de quem participa de algo bonito.
_Divirtam se meninas.
Aproximei-me por trás, envolvi sua cintura e beijei devagar seu ombro, depois o contorno do seu pescoço. Senti o arrepio imediato sob meus lábios.
- O que você está aprontando, amor?
Com cuidado, retirei a venda.
Helena abriu os olhos.
O brilho das velas dançava nas paredes, refletia nas pétalas espalhadas pelo chão. Ela olhou tudo em silêncio. Depois me olhou. Os olhos se encheram de lágrimas antes mesmo do sorriso se formar.
Segurou meu rosto entre as mãos, como se precisasse ter certeza de que eu era real.
- Eu adorei.
A voz saiu baixa, embargada, mas absolutamente firme.
Meu peito se apertou de um jeito bonito.
Ela me puxou pela cintura e me beijou com intensidade doce, emocionada, as lágrimas escorrendo sem que ela tentasse conter.
Levei-a até o banheiro. O vapor nos envolveu como um abraço quente. Helena começou a tirar as próprias roupas devagar, sem pressa, mantendo os olhos presos aos meus. Depois ajudou a retirar as minhas, com a mesma delicadeza. Entramos juntas na banheira. A água morna acolheu nossos corpos, e ela se acomodou sobre mim, pele contra pele, respirando no mesmo ritmo.
- Os dias tem sido agitados ,mas estou muito feliz de estarmos aqui. De estar casadas. Obrigada por voltar pra mim,Eve.
- Fomos destinadas uma à outra, Helena. Não importa quantas voltas a vida dê, eu sempre volto e voltarei pra você.
Houve um silêncio cheio de significado. Ela sorriu daquele jeito que mistura doçura e provocação.
- Você sempre diz as coisas certas. Entendo porque tantas caíram na sua lábia.
- Meu poder de sedução agora só será usado em você. Quero te conquistar todos os dias, para garantir que continuará me amando até o final das nossas vidas.
- Nunca precisou de muito pra me conquistar.
_Já que tocou no assunto. Quando foi que se apaixonou por mim?
_Me apaixonei durante a aula de integração, você estava tão curiosa e interessada em tudo que eu fazia e dizia. Tinha uma expressão tão fofa, quando olhou pra mim e sorriu, senti meu coração disparar ao ponto de perder a concentração. As aulas de tutoria só reforçaram esse sentimento.
_Queria ter aproveitado mais aquele nosso tempo juntas.
_Não tem problema, meu amor. Vamos recuperar todo o tempo perdido.
_Sim! E quando ficarmos velhinhas teremos muitas lembranças para contar aos nossos filhos e netos. Vou ensinar muitas experiências legais para nossos filhos. Assim eles vão se apaixonar e seguir meus passos na profissão.
- Nem pense nisso. Uma bioquímica maluca na família já é o suficiente pra minha mente. Prometi pra sua mãe que não teremos novas versões suas.
Ela arregalou os olhos.
- Não acredito !Estou realmente ofendida !
- Amor, vamos ser sinceras. Você tinha péssimas ideias quando estudávamos.
- Nem todas foram ruins. A experiência da piscina foi ótima. Graças a ela nos beijamos pela primeira vez... e eu tive certeza de que estava completamente apaixonada por você.
- Já esqueceu como essa cena terminou?
- Vamos reescrever. Quando contarmos para nossos filhos, pularemos a parte em que a mãe Eve fugiu covardemente depois do primeiro beijo.
- Acho melhor excluirmos toda essa parte da adolescência. Quando perguntarem como nos apaixonamos, diremos que foi na Casa Verde... quando você acordou.
- Acho uma boa ideia. Pena que só bastará uma conversa com a Erika ou nossa família e nossa mentira será exposta.
- Verdade... espera. Quando começamos a conversar sobre mentir para filhos e netos que nem existem?
Ela me olhou com uma ternura desarmante.
- Foi enquanto eu te olhava. Imaginei pequenas miniaturas suas. Serão as crianças mais lindas e inteligentes do mundo.
- Atena Evelyn, eu te amo demais!
- Precisa dizer primeiro e segundo nomes?
Ela riu.
- Sim. É pra mostrar que falo sério.
Ela mudou de posição e se sentou na outra ponta da banheira de frente para mim, as pernas sobre as minhas.
- Por que foi pra longe?
- Quero olhar pra você.
Desviei o olhar, sentindo o rosto esquentar.
- Assim eu fico sem graça. Devo até ter ficado vermelha.
- Esse vermelho combina com o seu cabelo.
- Ainda me sinto estranha usando ele nesse tom... Quando poderei pintar, doutora?
- Tem certeza? Ruivo combina com você.
- Quer dizer que me acha mais bonita agora?
- Você é linda até careca.
A gargalhada saiu involuntária. Por um segundo ela se assustou com a minha risada alta, mas logo o som leve e solto tomou conta do ambiente.
A água começou a esfriar, lembrando que o tempo continuava passando. Encerramos o banho entre toques tranquilos e olhares demorados.
O jantar correu com a mesma leveza - simples, sereno, cheio de pequenas provocações e silêncios confortáveis.
Era tudo que precisávamos.
Um momento só nosso.
Fim do capítulo
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HelOliveira
Em: 26/02/2026
Lindo um capítulo de paz e muito amor
Luciane Ribeiro
Em: 27/02/2026
Autora da história
Oi.Tudo bem com você?Obrigada por ler e comentar .Elas merecem esses momentos de alegria .
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jake
Em: 26/02/2026
Que cap lindo doce e leve.....
Mas cadê a parte da Érica e o. Segredo da "prot' na Dandara?
Luciane Ribeiro
Em: 27/02/2026
Autora da história
Ola.Boa noite .Como vai você ?Obrigada pelos comentários eles são grandes incentivos para continuar a escrever.A revelação sobre Dandara virão nos próximos capitulos.Esta pronta?Muitas emoções nessa reta final
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Luciane Ribeiro Em: 27/02/2026 Autora da história
Boa noite .Tudo bem?Obrigada pelo seu comentário.Elas estão apaixonadinhas