• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Caso Nirunthai
  • A Ética do Escuro

Info

Membros ativos: 9579
Membros inativos: 1617
Histórias: 1960
Capítulos: 20,911
Palavras: 52,877,254
Autores: 808
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: Anik

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (228)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Há algo além da ilusão?
    Há algo além da ilusão?
    Por Zanja45
  • Diamantora
    Diamantora
    Por AlphaCancri

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Coração Valente
    Coração Valente
    Por Sorriso
  • A nova professora
    A nova professora
    Por Bia Ramos

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (228)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Caso Nirunthai por Tsuanes

Ver comentários: 0

Ver lista de capítulos

Palavras: 2032
Acessos: 41   |  Postado em: 21/02/2026

Notas iniciais:

 

A Ética do Escuro

Ponto de vista da Faye: 

Num impulso, virou as costas para aquele pequeno gesto de ternura. Deixou a garota de olhar afiado para trás e caminhou para longe, apressada. O crachá preso em seu pescoço pendia de um lado para o outro enquanto ela se embrenhava pelos corredores de Nirunthai. A quase corrida perdeu seu ritmo; ali não era o melhor lugar para demonstrar descontrole. No entanto, sua mente inquieta se recusava a abandonar as imagens da garota de uniforme universitário.

Parou em frente à sua sala, procurando no bolso o molho de chaves. Encaixou uma delas na fechadura e destravou-a, cruzando a linha num fôlego só. Fixou o olhar na mesa, confirmando se tudo estava como deixara, para então, abrupta, fechar a porta atrás de si.

Respirou fundo; o silêncio daquela sala não mais a ensurdecia. Caminhou até sua mesa e deixou-se cair na cadeira, ouvindo o lamento do estofado. Sem cabeça para ler qualquer artigo, fechou os olhos, tentando recompor-se. Todavia, vez ou outra, a garota baixinha a visitava em sua mente. A saia desajeitada e sua expressão de contentamento com os doces. Parecia quase inocente. Quase.

Há pouco mais de um ano, observava uma movimentação diferente. Estranhos aproximavam-se de forma suspeita e tinham táticas cada vez mais invasivas para abordá-la. Sabia que muitos tentariam obter informações sobre o projeto. A pressão vinha de dentro daquelas paredes e agora também ecoava fora delas, simultaneamente. Era como estar entre a cruz e a espada.

Se algo vazasse, ela perderia tudo. Recusava-se a deixar que aquilo acontecesse; já que havia nadado tanto, não morreria na praia. Mas será que estava disposta a deixar que a sua sujeira respingasse em alguém com olhar tão doce? Sem escolhas, decidiu que manteria a menina sob sua vista. Ela acreditaria que estava conseguindo enganá-la e, então, Faye poderia controlar o que ela descobriria.

De fato, seria bom ter alguém de fora sabendo de toda a contaminação tóxica de Nirunthai. Se ela sucumbisse repentinamente, sua voz não morreria consigo. Seu punho ainda estava cerrado firmemente. Abriu-o, encarando a guloseima com olhar clínico. Nunca havia recebido uma gentileza sem que tivesse que entregar algo em troca.

— Você não deveria ter se metido nisso, menina — sussurrou com pesar. 

Num ímpeto, jogou as moedas de chocolate numa gaveta. Fechou-a num baque, trancando-a com a chave. Encerraria de vez aquele discurso interno, porque os sentimentos eram como um veneno viciante. Aquilo a faria pôr tudo a perder.


Ponto de vista da Yoko

Mais um encontro desastroso. A mente dava voltas e mais voltas enquanto ouvia o próprio coração batendo descompassado. No piloto automático e absorta do mundo ao redor, seguiu a pé para a universidade. O sol já estava alto no céu quando finalmente atravessou a rua em direção ao campus de Chulalongkorn. No mesmo momento em que a doutora lhe dera as costas, sua mente disparara em agonia, deixando-a decomposta.

Quanto mais se aproximava, percebia como o campus estava lotado. Desviando de uma pessoa ou outra, adentrou o prédio de jornalismo. O saguão estava abarrotado de estudantes. Eles, com uniformes impecáveis, pareciam não ter sequer qualquer preocupação além de tirar boas notas, bem amparados por suas famílias endinheiradas. Do outro lado daquela linha invisível, havia poucos como a garota pequena. O uniforme amassado e os sapatos surrados destoavam do ambiente primoroso. Tudo ali gritava que aquele não era seu lugar.

Fugiu dos olhares, mesmo que não a estivessem, de fato, enxergando ali. O caminho para a sala de aula foi regado de agonia e pedidos de desculpas ao esbarrar em uma pessoa ou outra. Estava desconcertada desde que fora deixada para trás. Repassando pela milésima vez as cenas daquele café da manhã, deu-se conta de que, quando seus olhos encontravam os castanhos da doutora, agia sem pensar. Era como se ela a desnudasse e subtraísse dela toda a destreza que adquirira ao longo da vida. Era como se tudo fluísse sem esforços.

Porém, precisava recalcular o que faria a seguir. Tinha consciência de que, se continuasse agindo de forma ingênua, poderia pôr tudo a perder. Aquele presente? Tinha sido um erro.

Subia as escadas com passos ritmados. Chegando ao topo, a sala 304 a encarava, como se perguntasse o que ela estava fazendo ali. Ignorando aquela barreira, cruzou a porta. O professor, que já estava na sala, encarou-a; ela prontamente fez uma reverência e entrou. Era a primeira vez em dias que não estava atrasada, e não por mérito próprio, mas sim porque o primeiro bloco de aulas daquele dia fora suspenso.

Ocupou um dos assentos da frente e retirou da bolsa uma resma de folhas para anotações. Perguntava-se o que a mulher alta pensara quando ela lhe entregou o presente. Será que havia odiado devido ao baixo custo? Suas bochechas arderam e, de súbito, seu estômago se apertou. Não sabia se o desconforto era por conta das guloseimas, pela missão mal sucedida ou se era a presença marcante que a deixava desnorteada. Apoiou a caneta entre o polegar e o indicador e pôs-se a rabiscar as folhas com infinitas borboletas. As vozes começaram a tornar-se cada vez mais distantes enquanto ela se recordava do olhar enigmático.

Num rompante, o eco da porta sendo fechada acordou-a do transe. De imediato, a sala ficou em total silêncio enquanto o professor Chaiwat se dirigia ao centro e disparava: — Bom dia, turma. Espero que todos estejam bem. Hoje temos uma discussão importante. Acredito que saibam que a minha disciplina foca em preparar vocês para quando se depararem com situações que exigem julgamento e senso crítico.

Chaiwat abriu o laptop com calma e transmitiu uma imagem na tela. A obra Susana e os Anciãos, de Artemisia Gentileschi, brilhou nos olhos de Yoko. — Para iniciarmos, gostaria que algum de vocês se voluntariasse para responder a uma pergunta — o professor fez uma breve pausa. — Esta obra, sem sombra de dúvidas, faz uma denúncia. Qual vocês acham que é o delito?

Um braço se estendeu e um garoto afirmou: 

— Professor, o delito será cometido a partir do momento em que esses homens tocarem na moça nua sem o consentimento dela. 

— Meu jovem, quero que veja por outro ângulo agora. Você afirma que esse ato imoral ainda não foi cometido porque a moça ainda não foi tocada. Então, acredita que não houve crime? — O garoto calou-se e o professor devolveu a pergunta para a turma — Esta obra retrata um ato condenável, certo? Um ato que já está em andamento.

Um silêncio permeou as mesas enfileiradas, sendo quebrado novamente pelo mestre: 

— E então? Vocês acreditam que só há violência a partir do momento em que a vítima é tocada fisicamente. Mas quero que vejam por outra ótica. A jovenzinha nua e exposta, sendo vigiada e controlada por dois homens, é uma transgressão moral. Mesmo sem que a tenham tocado, ela já está sendo violentada.

Os olhares curiosos atingiram o professor de imediato. 

— O que eu gostaria de dizer é que a agressão aqui não está ligada à ação dos sujeitos. A agressão está em transformar alguém em objeto da nossa curiosidade. Alguns de vocês podem seguir para a área de investigação e, futuramente, se depararão com situações desafiadoras. Por isso, precisam desse preparo. 

Inesperadamente, o burburinho na sala espalhou-se como fogo em gasolina. 

Ali mesmo, sob o olhar do professor, houve um despertar. Yoko agarrou com força o tecido da saia, como quem quisesse ter algo em mãos para se segurar, como se contivesse um tremor, um pensamento indesejável. Era ela uma das anciãs que violentava uma jovem sem defesas?

 Aquela mulher nunca havia escolhido ser vigiada e controlada; todavia, lá estava Yoko, ferindo a sua privacidade e, como efeito colateral, transfigurando-se num monstro. Quando voltou seu olhar à tela, sua mente embaralhou-se ao visualizar, por alguns momentos, a si própria no lugar dos senhores.

                                                                      °❀⋆.ೃ࿔*:・°❀⋆.ೃ࿔*:・

O farfalhar dos cascalhos no chão marcava um retorno para casa. O corpo estava pesado e os ombros doíam como se carregasse uma bigorna invisível. Chegou à parada de ônibus quase no mesmo instante que o transporte; por pouco não o perdera. Adentrou-o, desejando a proteção de seu lar. Tudo mudara drasticamente a partir do momento em que fora desmascarada por Chalisa, e Chaiwat, com seus discursos sobre ética, a havia quebrado.

Estava decidida: colocaria fim àquela missão imoral. Diria a Chalisa que não estava mais disposta a trocar sua integridade por dinheiro algum e ligaria para Somchai para findar aquele trabalho de espionagem. Livraria-se de todos os anúncios na internet e procuraria um trabalho de verdade. Estaria a salvo de ficar nas ruas.

Mas então... a realidade esbofeteou-lhe o rosto.

Eram mais de dezoito horas quando chegou à porta de seu dormitório. Meio emperrada, com fissuras e tinta descascada, ela impôs um pouco de força. Quando a bendita abriu, quase foi levada junto no baque contra o batente. O rangido era terrível. De primeira, o bafo quente atingiu-a em cheio; era como se estivesse dentro de um forno ligado. Mas o infortúnio não parou por ali: um segundo depois, o cheiro de ar parado e um leve toque de mofo deram-lhe o segundo presente daquele fim de tarde.

Desgostosa, acionou o interruptor. Não houve nenhuma ação imediata. Tentou novamente. Nada. Então, fechou a porta e jogou a mochila no chão, na quase penumbra que engolia o cômodo. Como de costume, retirou os sapatos e substituiu-os por pantufas. Fora ensinada desde cedo pela mãe a jamais entrar com os calçados sujos em casa. Respeitando seu lar, manteria a sujeira do mundo exterior bem longe daquelas paredes.

Certamente o interruptor estava com defeito. Fez uma nota mental para repará-lo assim que possível. Era assim desde que se mudara para o bairro de Nong Chok: seu lar deteriorava-se aos poucos enquanto ela tentava remediar o que conseguia. Usava cola, fita, alguns pregos e criatividade. Porém, na medida em que arrumava, apareciam problemas maiores e mais complicados.

Partiu em direção ao ventilador, jogando o celular na cama. Encaixou os pinos do cabo na tomada e esperou, mas o objeto continuou imóvel, encarando-a. Yoko franziu a testa ao perceber que, dessa vez, o problema não estava nos itens de casa. Fechou os olhos por um instante, torcendo para que sua suspeita não fosse confirmada. No segundo seguinte, abriu-os. A cada instante, o quarto parecia mais escuro e angustiante.

Marchou em direção à saída, sem se importar com as pantufas nos pés. Desceu os degraus com cautela e direcionou-se aos disjuntores. De longe, viu uma etiqueta presa ao disjuntor 32. Seu apartamento. A etiqueta laranja, afixada na caixa de acrílico, parecia rir de toda a situação. Estavam escritas, em letras de forma, as palavras “cortado por inadimplência”, seguidas pelo valor numérico que devia: 478 baht. Estava ali, exposto de forma vexatória, e suas bochechas ardiam de vergonha.

Tentou puxar o aviso para tirar seu nome da lama, mas ele sequer se moveu; estava muito bem colado. Tudo estava ruindo. Com descontrole, bateu com as palmas na caixa acrílica, que reverberou um som desagradável por todo o prédio. Caminhou de volta, ouvindo o som da televisão do vizinho, a risada infantil de outra porta e a música do apartamento colado ao seu. Tudo à sua volta era cheio de vida, menos o seu lar, tomado pelo cinza. Sequer poderia ouvir o som de seu ventilador, de que sempre reclamara.

Cerrou os punhos, sequer notando que já estava dentro de casa. Fechou a porta num baque, deparando-se com a penumbra total. Tentando não entrar em pânico, suspirou fundo e caminhou insegura, com medo de tropeçar. Pega de surpresa, sentiu algo molhado encostar em seus pés, fazendo-a pular de susto. Sua mente recobrou o pesadelo: o sangue, Malisorn. Aquilo era sangue? A consciência atingiu-a em cheio, era apenas a água que pingava da geladeira desligada.

Desejava, mais que tudo, proteger a doutora, mas quem a protegeria? Seus demônios a assombravam, e o dinheiro era a luz de que tanto precisava.

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 5 - A Ética do Escuro:

Sem comentários

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web