Capitulo 09
O dia amanheceu cinzento e gelado. Lá fora, o frio cortante não encorajava ninguém a sair da cama. Dentro do quarto, a luz pálida da manhã de domingo encontrou as duas abraçadas, com os corpos colados. Giovana despertou lentamente, sentindo o peso quente em suas costas. Virou-se com cuidado para não acordar a outra. Observou a expressão relaxada de Irina e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. Irina remexeu-se, e Giovana depositou beijos leves em seus lábios.
Resmungando algo ininteligível, Irina virou-se de costas. Giovana aproveitou para subir a camiseta dela, massageando seus seios e sentindo o corpo da russa despertar sob seu toque. A respiração de Irina ficou ofegante, gemidos baixos escapando de seus lábios carnudos. Giovana desceu a mão, alcançando a calcinha e sentindo o tecido molhado. Afastando a barreira de tecido, massageou-a com movimentos rápidos e fortes até que Irina, em uma explosão de prazer, relaxou em seus braços.
Mais tarde, as duas desceram para a cozinha para o café da manhã, embora já passasse das dez horas. A mesa ainda estava posta pela Sra. Jones, com o cheiro de café fresco e pão quentinho no ar.
- Bom dia, meninas. Dormiram bem? - Dormimos bem sim, Sra. Jones - respondeu Giovana, trocando um olhar rápido com Irina. - E o Sr. Jones? - Saiu cedinho para o campo, para verificar se há algum movimento suspeito. Já deve estar voltando.
Giovana lembrou-se que precisava ligar para Houston. - Sra. Jones, meu celular está sem sinal. Tem algum telefone que eu possa usar? - Minha filha, quando o tempo fica assim, nem o fixo funciona. Só temos um rádio velho para emergências. - Então vou ter que ir até a cidade de Larkhill procurar um telefone público. É aniversário da minha mãe hoje.
Giovana voltou-se para Irina e perguntou em voz baixa: - Quer ir comigo até a cidade? - Eu adoraria, se não houver problema - respondeu Irina, com os olhos brilhando. - Será bom para você, e melhor ainda para mim - acrescentou Giovana baixinho, piscando e vendo Irina corar.
Após o café, elas se prepararam. Giovana pegou o carro no celeiro e estacionou em frente à casa. Irina já a esperava com um casaco pesado de lã. Despediram-se da Sra. Jones e pegaram a estrada.
Larkhill - 11:30 AM
Giovana estacionou o Aston Martin em frente ao The Green Tree Café, ao lado de um utilitário preto. Conferiu discretamente a pistola no coldre e observou os arredores.
- Não estou vendo nenhum telefone público por perto - comentou Giovana. - Vamos ter que entrar em algum lugar. - Este está aberto - disse Irina, apontando para o prédio de dois andares com pintura descascada. - Um chá cairia bem com esse frio.
Elas entraram e escolheram uma mesa oposta à entrada. Giovana mapeou o local: dois senhores cordiais e um homem de capuz preto sentado em um sofá perto da porta, absorto na leitura do jornal local.
- O que foi? - perguntou Irina, notando a tensão de Giovana. - Aquele homem perto da porta... ele não moveu um músculo quando entramos. - Deve estar concentrado na leitura, não parece uma ameaça - tranquilizou Irina, entrelaçando seus dedos nos de Giovana. - Meu amor - disse Giovana, gostando do som daquelas palavras -, hoje o dia vai ser como você quiser.
A atendente anotou os pedidos: chá de limão com gengibre para Irina e um caramelo macchiato para Giovana. Discretamente, Giovana perguntou sobre o homem do capuz. A moça disse que nunca o vira antes.
- Pode ser só cisma minha - disse Giovana, mas seus olhos não deixaram de vigiar. Ela a protegeria com a própria vida.
Observou, então, o homem largar o jornal e sair pela porta, sem olhar para trás.
Fim do capítulo
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