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Echoes of Larkhill por Lady Texiana

Ver comentários: 2

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Palavras: 2030
Acessos: 207   |  Postado em: 20/02/2026

Capitulo 8

Larkhill. 21:45 PM.

Giovana desvencilhou-se suavemente do abraço, mas os seus olhos permaneceram ancorados nos lábios de Irina. O desejo, antes uma chama controlada, era agora um incêndio que consumia qualquer resquício de protocolo militar.

- Vem comigo? - sussurrou, a voz carregada de uma promessa muda.

Irina olhou para a mão estendida de Giovana como se olhasse para uma tábua de salvação. Lentamente, selou o pacto, unindo as suas palmas. Com as mãos entrelaçadas, Giovana conduziu-a até ao seu quarto, fechando a porta e, com ela, o resto do mundo.

O toque começou como um estudo de texturas. Giovana percorreu o rosto de Irina com o dorso da mão, provando a suavidade da pele, antes de se perder na seda dos seus cabelos. Foi Irina quem quebrou a última barreira, unindo os seus lábios aos de Giovana num beijo que explodiu em loucura e sofreguidão.

As roupas foram abandonadas em pilhas desordenadas pelo chão, testemunhas da urgência que as dominava. Na cama, Giovana assumiu o controle com uma entrega visceral. Cada gemido de Irina agia como um afrodisíaco, obliterando os sentidos da Major. O encontro foi uma dança de ritmos e descobertas, culminando num êxtase que deixou ambos os corpos trémulos, desabados um sobre o outro enquanto os corações buscavam a mesma cadência.

Ficaram em silêncio, envoltas no calor do cobertor e no resíduo do prazer. Irina repousou a cabeça no ombro de Giovana, deixando-se embalar pelo carinho rítmico nos seus cabelos. O peito de Giovana ardia, não de adrenalina, mas de uma vontade absurda de decifrar cada sombra no olhar de Irina.

O desejo, porém, não se dera por satisfeito. Giovana procurou novamente a boca de Irina, um beijo longo e narcotizante que despertou os sentidos adormecidos. Moveu-se, encaixando-se contra as curvas de Irina, a sua respiração voltando a acelerar enquanto as mãos subiam pelo abdômen da russa.

O feitiço foi quebrado por três batidas leves na madeira da porta.

Giovana sobressaltou-se, o coração disparando por um motivo muito diferente de há instantes. Irina sentou-se bruscamente, o alarme estampado no rosto.

- Giovana? Estão aí? Está tudo bem? - A voz da Sra. Jones ecoou do corredor.

- Sim, senhora Jones! Estamos aqui - respondeu Giovana, a voz falhando num tom mais agudo que o normal. Voltou-se para Irina e sussurrou, em pânico: - Esqueci de trancar a porta!

A tentativa de sair da cama alta resultou num embate trapalhão com os cobertores. Quando Giovana alcançou a maçaneta, sentiu o aperto firme de Irina no seu braço. - Espera! Está nua - sibilou a russa.

- Maldição, esqueci-me completamente! - Giovana recuou, rindo-se nervosamente da própria desorientação. - Um momento, Sra. Jones!

Seguiu-se uma busca frenética por peças de roupa espalhadas. Quando finalmente abriram a porta, a Sra. Jones esperava com a sua paciência inabalável, embora o seu olhar clínico tenha percorrido o quarto por um breve segundo antes de se fixar nas convidadas.

- Vim chamá-las para comer algo quente. Chá e biscoitos foi o que se arranjou nesta confusão - disse a boa senhora, com um tom que sugeria que ela sabia perfeitamente o que a "confusão" no quarto envolvera.

- É o suficiente, obrigada - adiantou-se Irina, tentando recuperar a dignidade russa.

Na cozinha, o vapor do chá subia em espirais preguiçosas sob a luz amarelada. Sentadas frente a frente, o silêncio entre Giovana e Irina era agora carregado de uma nova eletricidade. A intimidade física fora absoluta, mas a lacuna de segredos permanecia vasta.

Giovana observava a mulher à sua frente - a "bela desconhecida" que agora tinha um nome, mas cujos segredos eram tão profundos como o oceano. Enquanto mergulhava um biscoito no chá, Giovana fez uma promessa silenciosa: iria desvendar cada mistério de Irina. A atração já não era apenas uma variável da missão; era um destino irremediável.

***

Kennington Park, Londres. 21:35 PM.

O Kennington Park estava mergulhado na penumbra, um posto avançado de silêncio a apenas a alguns quilômetros da colmeia de segredos que era a sede do MI6. Pavel, o homem baixo e atarracado cuja presença emanava uma violência contida, puxou a gola do casaco pesado. Ele caminhava com a impaciência de um predador, os olhos fixos na entrada do estacionamento.

Conhecido no submundo como o "Boss", Pavel não era um homem de delegar vinganças. Tinha dispensado a escolta do "cara de sparring"; a discrição, naquele momento, era a sua melhor arma. Quando um veículo de luxo manobrou para uma das vagas, ele reconheceu o perfil do homem ao volante.

O informante era caro, mas Pavel sabia que o ódio era um investimento que exigia capital. O fato de o contato ter pedido o pagamento em rublos era uma excentricidade que Pavel aceitara sem perguntas. No seu mundo, as motivações eram ruídos; apenas os resultados importavam.

Um homem alto, de terno impecável e sobretudo - a imagem perfeita de um executivo da City - aproximou-se com passos medidos.

- Normalmente, não pergunto o nome de quem me faz favores - começou Pavel, estendendo a maleta marrom que pesava com a fortuna em espécie. - Mas dadas as circunstâncias e a importância do que me entregou... quem é você?

O recém-chegado aceitou a maleta com uma reverência quase imperceptível. Um meio sorriso surgiu no seu rosto, desprovido de qualquer remorso.

- O seu caso é, de fato, peculiar, Pavel - respondeu o homem. - Vou abrir uma exceção. O meu nome é Ethan. É um prazer.

- O prazer foi todo meu, Ethan. Espero que aproveite cada rublo.

- Com certeza. Agora, se me der licença, o dinheiro gosta de ser contado no silêncio e em particular.

Ethan voltou para o carro com a maleta, deixando Pavel sozinho no frio de Kennington. Pavel observou as luzes traseiras do veículo do agente do MI6 que tinha lhe entregado as coordenadas da fazenda em Larkhill, desaparecerem na noite londrina.

Pavel tocou o bolso do casaco, a foto de uma mulher de olhos azuis e presa pelos pulsos em uma mesa de metal. Irina, a mulher que ousara rejeitá-lo e marcá-lo, estava finalmente ao seu alcance. Ethan vendera a vida da Major Baxter e de Irina Zakirova por uma maleta cheia de Rublos.

***

Larkhill. 00:15 AM.

O silêncio da madrugada em Larkhill era enganoso, pesado como o ar antes de uma tempestade de neve. Giovana entrou no quarto e abriu o notebook, a luz azulada da tela vincando as olheiras de cansaço no seu rosto bronzeado. Ela odiava a sensação de estar navegando às cegas, mas era exatamente assim que se sentia: um peão num tabuleiro cujas regras mudavam a cada hora, imprevisíveis.

Havia um novo e-mail de Ethan. Nada dos seus superiores em Langley ou Washington. A sensação de abandono era palpável. "Espero não acabar como uma Benedict Arnold por causa desta missão", pensou com um amargor irônico. Ser rotulada como traidora por seguir ordens britânicas seria o ápice do cinismo da sua carreira.

Ao decifrar o e-mail, a raiva substituiu o cansaço. Ethan relatava o caos em Londres e a interferência russa, alertando sobre um possível vazamento de informações - uma ironia cruel, vinda de quem acabara de vendê-la. O e-mail exigia um relatório urgente: Irina Zakirova recuperou a memória?

Giovana fechou o laptop com um estalo seco que ecoou no quarto vazio. A culpa corroía-a. Se não tivesse agido como uma adolescente deslumbrada, se tivesse mantido as mãos - e o coração - longe de Irina, talvez tivesse lido aquele alerta horas antes. Talvez estivessem mais bem preparadas para o ataque que se seguiu.

Pegou o celular. O ecrã exibia a mensagem impiedosa: Sem Sinal.

- Ótimo. Isolamento total - murmurou para as sombras.

Lembrou-se de Houston. Em seis horas, o sol nasceria no Texas e seria o aniversário da sua mãe. Ela visualizou a cena com uma clareza dolorosa: o pai, Peter, certamente trancado no escritório com o seu eterno charuto e um uísque, destilando silêncios e expectativas. A mãe, Maria, movendo-se com elegância entre as criadas, organizando os detalhes para o jantar.

Giovana sabia que precisaria de ir à cidade, encontrar um telefone público ou uma linha segura. O pai nunca a perdoaria se ela falhasse com a mãe desta vez. A dívida emocional com a família parecia tão impagável quanto a dívida de segurança que tinha com Irina.

Despiu-se com movimentos automáticos e deitou-se, sentindo o frio dos lençóis. A pistola Five-SeveN repousava na mesa de cabeceira, o metal negro era um lembrete de que a paz, nesta profissão que escolhera, era apenas um intervalo entre disparos. Jones estava de guarda lá fora, mas o verdadeiro inimigo já habitava o interior de Giovana.

Ao fechar os olhos, a escuridão não lhe trouxe descanso. A imagem de Irina - o brilho profundo nos olhos, o calor da pele, a entrega no celeiro e depois - desenhou-se na sua retina. Giovana suspirou, virou-se para o lado e tentou forçar o sono a vir, enquanto, a quilômetros dali, Pavel acelerava em direção à sua porta.

***

Londres

O homem conhecido como Pavel recostou-se na poltrona do hotel de luxo onde estava hospedado. Alcançou o telefone na mesinha ao lado e discou um número, esperando alguns instantes até que a ligação internacional fosse completada.

- Volkov, como estão as coisas? - perguntou em russo.

Ouviu a resposta do mercenário e não gostou. Desfiou uma sequência de palavrões e ameaças, que eram mais um desabafo do que uma tentativa real de intimidar seu principal colaborador na pátria mãe. Respirando fundo, ouviu de Andrei Volkov a confirmação: sim, Irina tinha um filho e ele estava com a avó em Moscou. A "velha" não sabia do paradeiro de Irina e não a via há mais de dois anos.

Pavel gostou menos ainda quando o assassino de aluguel disse que optara por apenas manter o menino e a senhora sob vigilância. Ele preferia que tivessem sido capturados. Mas o colaborador o convencera de que, ao se sentir ameaçada, a avó tentaria contatar Irina, fazendo-a se arriscar para sair de onde quer que estivesse.

Esclareceu que isso já não era tão importante, pois seu contato inglês já havia fornecido o endereço. Contudo, encontrara uma resistência inesperada. O matador de aluguel que contratara - um profissional excelente que já o servira com êxito - havia falhado. O relato indicava que havia mais gente protegendo Irina do que ele imaginara.

Pavel encerrou a ligação e pôs-se a pensar. Já não se interessava tanto pelos lucros que obteria com os segredos tecnológicos que o marido de Irina roubara do governo russo. O homem era viciado em jogos de azar, e isso fora sua ruína; para pagar dívidas, deixara de ser o patriota que um dia fora.

Mas quando Pavel pusera os olhos em Irina, tudo o mais ficou em segundo plano. Ela virou sua obsessão. Queria puni-la por aquela corrida contra o tempo e contra os serviços secretos da Rússia e da Inglaterra. A mulher conseguira enganá-lo e roubara a maleta com as informações preciosas do marido. Fora por isso que ele tivera de matá-lo - além das dívidas, o homem não guardara segredo, ameaçando frontalmente seus planos.

A interferência dela causara prejuízos enormes, e ele ainda devia satisfações aos sócios. Não havia perdão para algo assim em seu mundo. Mas antes de fazê-la pagar, ele a teria para si. O império que construíra no submundo, devidamente "lavado" em negócios respeitáveis, o tornara um homem rico, poderoso e muito, muito perigoso.

Larkhill

Se Giovana tinha dificuldade para pegar no sono, no quarto ao lado, com Irina, não era diferente. Irina caminhou pelo quarto e parou em frente ao espelho, analisando os hematomas no rosto, que já estavam amarelados.

O braço ainda doía muito. As grandes marcas roxas e avermelhadas não davam sinal de melhora. A perna também estava em mau estado; parecia que todo o seu lado direito havia sido esmagado. Tomou um remédio para dor e olhou para a porta. Sem hesitar, caminhou até o quarto ao lado. Entrou devagar e, na ponta dos pés, foi até a cama onde Giovana ressonava baixinho. Levantou a coberta pesada e deitou-se, aconchegando-se ao corpo da texana. Em instantes, o sono a levou, deixando os medos do lado de fora da porta.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 9 - Capitulo 8:
Zanja45
Zanja45

Em: 21/02/2026

Ethan sucumbiu aos subornos de Pavel mesmo. Deixou mais em descoberto ao entregar ao de ela estava com Irina. Será que vai acontecer algo com esse espião? Fiquei na espectativa de manterem ele após ele dar a informação.

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Zanja45
Zanja45

Em: 21/02/2026

Hum, as coisas ficaram intensas entre a russa e a texana Não deu para conter a intensidade dos sentimentos. Foi um emaranhado de roupas que quando pega de surpresa quase foi atender a porta nua.. Irina fazendo a observação que ela está sem se vestir foi bem engraçado.

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