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Echoes of Larkhill por Lady Texiana

Ver comentários: 4

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Palavras: 1366
Acessos: 239   |  Postado em: 17/02/2026

Capitulo 7

Larkhill. 06:30 PM.

O silêncio profundo da tarde foi estilhaçado, perturbado pelos latidos frenéticos dos cães. Giovana e Jones congelaram, os sentidos apurados como predadores. Naquele ambiente, cães não mentem e nem latem a toa.

- Parece que temos companhia - murmurou Jones, a voz perdendo qualquer vestígio de hospitalidade camponesa. - Estava à espera de alguém? - Não. E eles nunca latem assim para os vizinhos.

Giovana sentiu o peso da ausência da sua arma. - Deixei a minha no quarto. Tem algo aqui?

Jones não respondeu com palavras. Abriu um compartimento oculto junto à escrivaninha de mogno. Dali, retirou duas pistolas Five-SeveN e uma submetralhadora UMP. O metal frio brilhava sob a luz fraca. - O senhor está muito bem equipado para um criador de ovelhas - observou Giovana, aceitando a pistola e os carregadores sobressalentes. - Sou um homem de precauções. Pegue isto e suba. Se for um ataque coordenado, preciso de cobertura no andar superior.

Giovana subiu os degraus de dois em dois. Ao passar pelo corredor, postou-se junto à janela, vigiando o crepúsculo que já engolia a propriedade. A visibilidade era nula além dos cem passos. A adrenalina corria-lhe nas veias, mais potente que qualquer café, afiando a sua visão periférica e acalmando o seu batimento cardíaco para que encontrasse o ritmo de combate.

De repente, os cães calaram-se. O silêncio que se seguiu foi quase físico, interrompido apenas pelo fustigar do vento no velho carvalho.

Um movimento à sua esquerda fê-la girar. A arma já estava engatilhada, o cano apontado para o peito da sombra que emergia do quarto. Irina parou, paralisada, os olhos arregalados de terror e confusão. Antes que Giovana pudesse baixar a arma, o andar de baixo explodiu em disparos rápidos e secos: a UMP de Jones tinha aberto a partida.

Giovana lançou-se sobre Irina, derrubando-a no chão do quarto para a proteger de possíveis ricochetes. Pressionou a mão esquerda contra as omoplatas da russa, mantendo-a colada ao solo. - Fica abaixada! - ordenou.

Um minuto. Dois. O silêncio regressou, sólido. Passos pesados subiram a escada. Giovana preparou-se para disparar, o dedo exercendo a pressão crítica no gatilho.

- Meninas... - o sussurro de Jones relaxou a tensão. - Aqui - respondeu Giovana.

O velho agente entrou, o cano da submetralhadora ainda libertando um fio de fumaça acre. - O pior passou. Vi um carro a fugir pela estrada norte. Acertei-lhes, mas conseguiram partir.

Giovana ajudou Irina a levantar-se, mas o que encontrou não foi gratidão, mas um olhar gélido, carregado de uma clareza cortante.

- Vocês não são quem dizem ser - a voz de Irina vibrou com indignação. - Estas armas... estes tiros. Quem são vocês? E quem, em nome de Deus, sou eu?!

A escuridão tomou conta do quarto quando as luzes falharam. Giovana baixou a arma, sentindo o peso da mentira desmoronar-se. - Vamos descer e estabelecer os limites deste imbróglio - disse Giovana para Jones, que já descia as escadas retornando ao andar de baixo, ignorando por um segundo a fúria de Irina.

- Não vou a lado nenhum sem respostas! - Irina fincou os pés no chão. - Eu sei que não é "Ellen Smith" e que não está aqui para escrever livro nenhum.

Giovana parou. A perspicácia da russa era a sua maior arma e, agora, o seu maior obstáculo. - Eu... - Então é verdade. Ontem, um nome veio-me à cabeça: Irina. Eu sou russa. O meu nome é Irina. E tu? Qual o teu nome de verdade?

Giovana recuou. Não havia mais sentido em encenar. A necessidade de proteger Irina fundiu-se com a urgência da verdade. - Precisa confiar em mim agora. Sim, o teu nome é Irina - Giovana saboreou a pronúncia correta. - E o meu nome é Giovana. Por agora, é tudo o que posso dizer.

- Não te preocupe, Giovana - retorquiu Irina, o sotaque tornando-se mais profundo na raiva. - Vou resgatar as minhas memórias. E com elas, a minha vida.

O som do seu próprio nome na voz rouca de Irina causou um curto-circuito nos sentidos de Giovana. A lógica militar ordenava que mantivesse distância, mas o coração - aquele que ela mandara às favas no celeiro - assumiu o comando. Largou a arma sobre a mesinha e, sem hesitar, abraçou Irina por trás.

Afundou o rosto nos cabelos dela, aspirando o perfume doce que contrastava com o cheiro da pólvora no quarto. Sentiu a tensão de Irina dissolver-se; o corpo da russa relaxou contra o seu, e as mãos de Irina enlaçaram a cintura de Giovana, repousando o rosto no seu pescoço num gesto de entrega desesperada.

A poucos quilômetros de Larkhill...

O carro preto parou no acostamento. O homem de vestes táticas pretas pressionou uma bandagem contra o ombro esquerdo, onde a bala de Jones o raspara. O sangue era um detalhe; a raiva era o combustível.

Acendeu um cigarro, deixando o vento gélido chicotear-lhe a face. Pegou o celular e discou. - Encontrei-a. Sim, ela tem protetores. Profissionais. - Ouviu as instruções em silêncio. - Sim, senhor. Pode contar com isso. Boa noite, Boss.

Lançou o cigarro pela janela e engatou a marcha. Ele não ia embora. Estava apenas preparando o golpe final.

***

Larkhill. 09:00 PM.

O abraço entre Irina e Giovana tornou-se um santuário. Naquela penumbra, os nervos de ambas - antes retesados como cordas de violino - foram relaxando. O ritmo hipnótico do pêndulo do velho relógio na sala e a luz ténue que se filtrava por baixo da porta desconectavam-nas da realidade brutal lá de fora.

Restavam apenas os sentidos: a cadência das respirações, o calor que emanava dos corpos e o perfume que se misturava no ar. Ficaram assim, em suspenso, temendo que qualquer movimento pudesse quebrar o encanto de um momento que parecia impossível minutos antes.

Giovana apertou o enlace, querendo fundir a sua pele à de Irina, num gesto de proteção e posse. Sentiu a russa corresponder, moldando-se ao seu peito. Arriscou um beijo leve nos cabelos de Irina enquanto a sua mão desenhava carícias suaves nas costas da mulher que, agora, ela sabia chamar-se Irina.

No andar de baixo, o cenário era de pragmatismo militar. O Sr. e a Sra. Jones organizavam a cozinha, recolhendo os vestígios do confronto. O silêncio entre o casal era preenchido pela eficiência de décadas de parceria.

- Já passas das 09:00. Precisamos comer. A noite será longa - sentenciou o Sr. Jones, limpando o cano da sua arma antes de a guardar. - Vou ver o que consigo salvar do jantar - respondeu a esposa, a voz calma de quem já viveu mil tempestades. - Toma um banho. Quando estiver pronto, aviso e chamo as nossas convidadas.

Jones beijou-lhe o topo da cabeça, um gesto de afeto raro e breve, antes de se retirar para a vigília da noite.

Moscou, Rússia. 10:58 PM.

O som estridente da campainha despertou a velha senhora do seu cochilo junto à lareira. O material de bordado escorregou-lhe do colo enquanto o coração, cansado, acelerava de apreensão.

Ao abrir a porta apenas o suficiente para que a corrente de segurança permitisse a visão, o sangue fugiu-lhe do rosto. Parado à sua frente, sob a luz fria do corredor, estava um homem de fato impecável, cuja elegância não conseguia ocultar a aura de perigo.

- O que quer aqui? Como nos encontrou? - a voz dela tremeu, revelando o medo que tentava sufocar.

- Ora, vovó. É assim que recebe os amigos de Sergei? - O homem ostentava um meio sorriso que nunca chegava aos olhos, que permaneciam gélidos e cruéis. - Não me convida a entrar para um chá? Está um frio cortante aqui fora.

Antes que ela pudesse expulsá-lo, uma voz infantil ecoou do fundo do corredor: - Babushka, quem é?

A velha senhora girou, o terror paralisando-lhe os membros. Um menino de cabelos negros, com os olhos azuis pesados de sono, abraçava um urso de pelúcia puído contra o peito. Ele observava o estranho com a curiosidade inocente de quem ainda não conhece a face da vilania.

O tabuleiro de xadrez estendia-se agora de Londres a Moscou. O ponto mais fraco de Irina Zakirova acabara de ser desvelado.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 8 - Capitulo 7:
Zanja45
Zanja45

Em: 17/02/2026

Mesmo após saber que Smith não é quem diz ser, Irina parece confiar em Giovana, pois depois do cenário de troca de tiros entre Jones e o invasor. E a proteção da major, ela se deixou acolher pela agente. Da mesma forma Giovana tem despojado de sua missão ali, abrindo brecha para os sentimentos, porque ela já viu que os sentimentos a domina de maneira intensa O senso de proteção emerge em momentos cruciais em que ela devia priorizar o lado profissional.


Lady Texiana

Lady Texiana Em: 17/02/2026 Autora da história
Bem observado, querida leitora. Realmente, quando os sentimentos despontam, a linha entre dever e desejo, ficam tênues. Obrigada pelos comentários, são um incentivo a mais para que eu possa continuar a escrever, concluindo não apenas este romance, mas outros que já estão no "forno" e que serão lançados em breve! Abraços ;)


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Zanja45
Zanja45

Em: 17/02/2026

Quem esse cara que está atrás de Irina. Ele veio a mando de quem ?? Que aponta para persistir em permanecer ali no encalço da russa?

E esse amigo de Sergei que apareceu na casa da avó de Irina? Ele tem um trunfo agora em mãos, não só a avó, mas o menino que possivelmente é filho de Irina?


Lady Texiana

Lady Texiana Em: 17/02/2026 Autora da história
Haa, esse é um mistério que será revelado ao final! Obrigada por estar acompanhando esta aventura. ;)


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Zanja45
Zanja45

Em: 17/02/2026

Irina está mais perto da verdade sobre si mesma. Essa lembrança do nome dela, revela que está mais perto do que nunca de lembrar de tudo que esqueceu.

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Zanja45
Zanja45

Em: 17/02/2026

É verdade cães não latem a toa Eles anunciam algo que precisa ser averiguado. Estava a ver um vídeo sobre isso no dia de anteontem. Rsrsrs!

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