Capitulo 4
Yelena
Eu observava cada movimento dela, cada gesto pequeno, cada suspiro contido que escapava sem querer. Danielle, ou melhor, Victoria, como eu sabia, mas que ainda fingia outro nome, era cautelosa, controlada, mas não podia esconder totalmente a tensão que percorria seu corpo. Cada centímetro de proximidade nossa era carregado de energia elétrica, e eu sentia a própria pulsação acelerar conforme ela reagia aos meus toques, ao meu calor, ao meu cheiro.
Quando nos aproximamos, o primeiro beijo foi lento, exploratório. Senti os lábios dela, firmes, ainda tensos, e a língua dela hesitar por um instante antes de corresponder ao meu toque. Era fascinante sentir alguém tão contido e ainda assim tão sensível ao meu toque. Ela arqueava levemente contra mim, entregando apenas o suficiente, provocando e testando limites. Cada gesto dela era uma mistura de resistência e desejo, um jogo silencioso que apenas nós entendíamos.
Minhas mãos deslizaram por seus ombros, descendo cuidadosamente, sentindo a firmeza dos músculos dela, o calor da pele sob meus dedos. Cada reação dela me dava pistas: a respiração mais rápida, o arrepio que percorreu o pescoço, o leve tremor das mãos. Danielle estava tentando se controlar, mas eu sentia cada pequena entrega, cada hesitação que revelava o quanto ela queria mais, mesmo que ainda se recusasse a admitir.
Ela quer isso tanto quanto eu. Só está tentando se convencer de que é trabalho, de que ainda pode manter o controle. Mas eu conhecia cada detalhe da situação. Zoja já sabia tudo, sabia que ela estava ali, vulnerável e disfarçada, e ainda assim, naquele momento, éramos apenas nós duas.
A cada beijo que avançava, ela arqueava mais o corpo, aproximando-se de mim de forma quase imperceptível, permitindo que meus toques se tornassem mais ousados sem ultrapassar limites. Eu percebia cada nervo em tensão, cada músculo respondendo, cada respiração entrecortada. Não havia inocência naquele quarto, não havia ingenuidade. Ela queria, e eu queria, não como uma brincadeira, não como um erro, mas como um teste de confiança e entrega.
Quando deslizei minhas mãos levemente pelos seus braços, senti a pele macia, mas firme; delicada, mas resistente. Cada contato era um desafio, uma dança silenciosa, uma comunicação sem palavras que nos aproximava ainda mais. Ela respondia com pequenos empurrões, ajustes de posição, leves suspiros, mas nunca recuava completamente. Era uma entrega calculada, consciente, e eu adorava cada segundo.
O olhar dela, mesmo sob a tensão do disfarce, era intenso. Eu via nos olhos dela algo que não podia fingir: curiosidade, desejo, medo e, acima de tudo, confiança. Confiar em alguém é arriscado, e ela estava arriscando comigo, entregando-se sem se soltar completamente, mantendo o equilíbrio delicado entre vulnerabilidade e controle. Cada gesto, cada suspiro, cada toque da minha mão nos seus ombros ou costas aumentava o jogo silencioso que estávamos jogando.
Quando me deitei sobre ela, chegando para mais perto, senti seu corpo responder involuntariamente, arqueando-se, aproximando-se de mim sem palavras. O jogo entre nós era intenso: eu guiava, ela seguia, mas ao mesmo tempo testava meus limites, cada pequeno gesto seu provocando a necessidade de ajuste, de atenção, de delicadeza da minha parte. Ela estava entregue, mas não totalmente vulnerável; estava provando que podia manter a força mesmo sob tentação.
Nunca estive tão interessada em alguém assim, tão desafiador, tão entregue e ao mesmo tempo tão resistente. Ela não sabia, mas cada reação dela confirmava tudo que eu já suspeitava. Aquilo era mais do que desejo. Era poder, controle, entrega e confiança. Tudo emaranhado em uma tensão que nos fazia girar ao redor de uma linha muito fina entre o que podíamos tocar e o que apenas sentiríamos.
Quando toquei levemente sua cintura e deslizei a mão para a parte inferior das costas, senti cada respiração acelerada, cada leve arrepio que escapava do seu corpo. O corpo dela respondia de forma quase imperceptível, arqueando-se levemente, os dedos trêmulos, mas ainda firmes quando tocavam minha camiseta. Cada reação era música, cada suspiro era uma nota, e eu conduzia a melodia sem precisar de palavras.
Ela queria isso tanto quanto eu, mas não podia admitir. E era isso que a tornava fascinante, perigosa e irresistível. Não havia inocência aqui, nem engano, apenas desejo, controle e entrega, medidos, calculados, intensos.
A cada novo beijo, o ritmo aumentava, mas ainda controlado. Não havia pressa, apenas exploração, teste, entrega e resistência. Ela arqueava o corpo contra o meu, permitindo que meus toques se tornassem mais ousados, meus braços mais firmes, meus lábios mais insistentes. Eu sentia cada músculo tenso sob minha mão, cada resposta do corpo dela, cada leve trepidação que me dizia que estava alcançando o ponto certo entre controle e rendição.
Mesmo sabendo que tudo já estava organizado, que Zoja monitorava cada detalhe do lado de fora, que cada movimento seria registrado, naquele momento éramos apenas eu e Victoria. E, apesar de toda a consciência de que aquilo era um jogo, não havia inocência, não havia erro, não havia arrependimento, apenas entrega, desejo e provocação, medidos e perfeitamente alinhados.
Eu deslizei os dedos pelo zíper do vestido dela, sentindo a tensão nos músculos de Victoria enquanto o tecido cedia lentamente. Cada movimento era calculado, medido, como uma dança silenciosa entre nós, cada centímetro de pele revelado aumentando a intensidade do momento. Seus olhos não desviavam dos meus, grandes e atentos, revelando surpresa, curiosidade e uma hesitação deliciosa que só me deixava mais fascinada.
Enquanto o vestido escorregava, eu podia ver o corpo magro e firme dela, a pele clara refletindo a luz baixa do quarto, cada curva e cada linha delineada pela tensão e pela postura dela. Cada músculo levemente definido, cada ombro e costas suaves, mas firmes, contavam uma história de força e delicadeza ao mesmo tempo. Ela não era apenas bonita, era poderosa em seu próprio controle, mesmo enquanto se deixava guiar por mim.
Ela então ergueu a minha camiseta por conta própria, as mãos trêmulas apenas o suficiente para deixar claro que a entrega era consciente. Eu acompanhei cada gesto, admirando a firmeza do tronco, a leve arqueada da coluna, o contraste entre delicadeza e força, a pele marcada de maneira sutil pelas minhas mãos. Cada movimento seu me deixava mais consciente da tensão elétrica que nos cercava, da intensidade do jogo silencioso entre desejo e controle.
Seus olhos nunca se afastaram dos meus, e eu podia sentir a admiração mútua e a provocação silenciosa entre nós. Cada olhar era carregado de intenção, cada respiração compartilhada parecia acelerar o tempo, cada gesto minucioso do corpo dela fazia meu coração disparar, mesmo sabendo que aquilo era parte de uma operação e que nada ali poderia ser precipitado.
Ela é incrível, delicada e forte ao mesmo tempo. Cada centímetro do corpo dela me diz que quer tanto quanto eu, mas ainda assim mantém uma reserva, uma tensão que torna tudo ainda mais viciante. Não era apenas sobre desejo; era sobre controle, sobre perceber cada reação, cada arrepio, cada suspiro, cada movimento quase imperceptível que dizia mais do que qualquer palavra.
O vestido, agora caído ao chão, revelava a elegância natural do corpo dela, o contorno magro, a postura segura mesmo na vulnerabilidade. Cada detalhe me fascinava, cada reação sua me guiava, cada olhar mantinha a tensão viva entre nós.
Eu a observei por um instante, absorvendo cada traço, cada linha, cada gesto de entrega. Exibindo uma lingerie de renda preta, contraste perfeito com a pele clara.
Entre um beijo e outro ela subiu sobre mim, deitada sobre meu corpo. A respiração curta, o peito subindo e descendo rápido demais. E por um segundo eu simplesmente olhei.
A luz amarelada do abajur recortava cada linha do seu corpo, cintura fina, abdômen firme, os contornos delicados do quadril. Uma mulher forte, discreta, treinada para manter o controle… completamente exposta agora, mordendo discretamente o lábio inferior como se tentasse conter algo que já escapava em forma de suspiro.
Quando me inclinei outra vez e voltei a beijá-la, senti o corpo dela arquear imediatamente. As mãos tímidas subiram pelas minhas costas como se quisessem me conter e ao mesmo tempo puxar-me mais para si. As unhas, quase envergonhadas, cravaram suavemente nas minhas tatuagens, marcando pele sobre linhas de tinta. Aquilo arrancou de mim um sorriso e um gemido baixo que vibrou contra a garganta dela.
(Yelena) — Isso… — murmurei, a voz rouca, satisfeita. — Não precisa se desculpar por querer.
Os olhos dela, azuis, agora escuros de desejo, me encararam por um segundo antes de se fecharem quando minha boca encontrou de novo a curva de seu pescoço.
Ela suspirou fundo, o corpo reagindo como se cada centímetro de pele estivesse pedindo mais. Mudei de posição.
Fui descendo lentamente pela linha da clavícula, espalhando beijos quentes, deixando que ela sentisse a intenção em cada movimento. Suas mãos, antes hesitantes, começaram a me explorar com mais firmeza, deslizando pelos meus ombros, contornando minha nuca, puxando-me quando o desejo passava do suportável.
Quando minha mão deslizou por sua cintura, senti o tremor involuntário atravessá-la. Era doce e brutal ao mesmo tempo, ver alguém tão disciplinada se desfazendo sob meu corpo. As pernas dela se entreabriram instintivamente, sem que eu precisasse dizer uma palavra. Era entrega. Clara, ardente, inevitável.
(Yelena) — Você quer mesmo que eu continue? — sussurrei contra o ouvido dela, provocando só para ver a reação.
Ela apenas assentiu, respirando entrecortado, e aquele pequeno gesto, carregado de confiança, valeu mais do que qualquer palavra.
Não havia mais nada a esconder.
Meus beijos se tornaram mais ousados, mais lentos e pesados, marcando um caminho familiar entre a pele sensível do pescoço e o centro do corpo.
As mãos dela agarraram minhas costas com força, dessa vez sem timidez alguma e o som que escapou dos lábios dela foi abafado pelo meu próprio suspiro.
Os minutos que se seguiram foram lentos e intensos, como se o tempo estivesse dobrado em torno de nós. Meus toques ficaram mais firmes. Cada movimento meu entre suas pernas arrancava dela um novo suspiro, mais profundo, mais sem controle.
E no momento exato em que a tensão ficou insustentável, no instante em que o corpo dela arqueou por completo contra o meu e nossos olhos se encontraram.
Ela gem*u meu nome, pela primeira vez e deixou o corpo finalmente se desfazer contra o meu. Tão forte quanto delicado. Quente. Palpitante. Senti a umidade escapando dela sobre meus dedos.
Eu a segurei, e mesmo depois do ápice daquele momento, permaneci ali, beijando devagar, respirando junto com ela, como se cada batida do coração precisasse ser sincronizada antes que o mundo lá fora voltasse a existir.
O corpo dela foi se acalmando aos poucos. A respiração ainda acelerada, os olhos semicerrados tentando recuperar o foco. Permaneço em cima apenas o tempo suficiente para sentir o tremor diminuir, depois baixo a cabeça e deixo um beijo silencioso no canto do maxilar, um gesto que era mais meu do que dela.
Me afasto, devagar.
Ela me observa enquanto eu recuo um passo, os olhos ainda dilatados de prazer, as bochechas coradas e o peito subindo e descendo devagar sobre o lençol desalinhado. Apenas naquele instante percebo o contraste: ela completamente exposta… e eu ainda vestida até a cintura, calça, botas, o sutiã preto marcado pelas pontas das unhas dela.
Demoro mais um segundo naquela imagem. Depois viro as costas e caminho calmamente até a poltrona onde larguei a jaqueta. Ajoelho, retiro a carteira de cigarros do bolso interno e tiro um, sem pressa.
(Yelena) — Quer um? — pergunto por cima do ombro, ainda com o cigarro preso entre os lábios.
(Victoria) — N-não… — ela responde, a voz mais baixa do que antes, e imediatamente puxa o lençol para cobrir o corpo, como se só agora tomasse consciência do próprio estado de nudez.
Acendo o cigarro e o primeiro trago me atravessa devagar, controlado, enquanto com a outra mão apanho o celular. A tela ilumina as minhas tatuagens do antebraço.
Digito apenas uma palavra.
“Ok.”
E envio para Nikolai.
Quando me volto novamente para ela, estou mais calma do que deveria estar depois de algo tão intenso. Sento-me na poltrona do outro lado da cama, cruzando as pernas devagar. Fumo em silêncio, só observando… e ela percebe. Vejo o desconforto surgir nos olhos dela, como uma lâmina atravessando o clima que, segundos antes, era puro desejo.
(Victoria) — Está… tudo bem? — pergunta, encolhendo-se um pouco mais sob o lençol. Os cabelos bagunçados caem sobre o rosto e ela tenta ajeitá-los sem tirar a outra mão do tecido que cobre o peito.
Dou a primeira risada da noite, curta, baixa, e esfrego lentamente o polegar no filtro do cigarro antes de responder:
(Yelena) — Relaxa.
Ela tenta, mas não consegue. O corpo ainda treme um pouco. E leva exatamente dois segundos para que a tensão se torne quase insuportável de tão palpável.
Foi então que a fechadura da porta eletrônica se abriu com um clique seco.
Os olhos dela arregalaram-se no mesmo instante.
Nikolai entra primeiro. Sem pressa, sem qualquer arma visível. Apenas as mãos nos bolsos e o olhar direto para a cama. Zoja vem logo atrás, silenciosa como sempre, e Noah fecha a fila, os três ocupam o quarto com a mesma naturalidade com que eu entraria na sala de reuniões do nosso armazém.
Victoria leva alguns segundos para reagir.
Primeiro arqueia o corpo para trás, como se quisesse desaparecer na cabeceira. Depois, instintivamente, procura com o olhar a bolsa caída ao lado da cama, onde provavelmente estaria o telefone, algum dispositivo de emergência, qualquer coisa.
Eu dou outro trago e dou uma leve negativa com a cabeça.
(Yelena) — Nem tenta.
Ela ainda me encara, os olhos arregalados, respirando rápido. E então eu deixo o cigarro descansar entre os dedos e ajeito uma mecha de cabelo atrás da orelha antes de dizer com um sorriso absolutamente calmo:
(Yelena) — Está tudo bem, Victoria.
A maneira como o nome verdadeiro sai da minha boca quebra o restinho de fachada que ela ainda carregava no olhar. A respiração dela trava por um segundo inteiro. O lençol desliza um centímetro enquanto os dedos se fecham em punho ao redor do tecido.
Ela sabe.
Não há mais disfarce. Não há mais “Danielle”.
Só ela.
E eu.
E mais três pessoas da minha confiança observando uma agente federal nua e vulnerável na cama de um hotel caro.
Foi o primeiro momento da noite em que ela realmente pareceu com medo.
Ela permanece imóvel, o lençol crispado entre os dedos. Os olhos correm do meu rosto para a porta e para Nikolai, que avança sem pressa até o pequeno bar perto da janela. Ele abre o frigobar com aquela tranquilidade irritantemente familiar e saca de lá uma garrafa de vodka como se estivesse em casa.
(Nikolai) — Pelo menos dessa vez… — ele diz enquanto serve o líquido em um copo baixo de cristal — …mandaram uma agente realmente bonita.
Ele me olha, ergue o copo em minha direção e sorri com divertimento nas sobrancelhas.
Eu não respondo com palavras, apenas sorrio de volta, lenta, satisfeita.
Victoria engole em seco. O lençol sobe e desce com o ritmo da respiração.
(Victoria) — Yelena… o que… — a voz sai falha, mas ela tenta de novo — …o que está acontecendo?
Eu inclino a cabeça para o lado, ainda sentada na poltrona. Deixo o cigarro arder entre os dedos enquanto observo cada mínima mudança no rosto dela.
(Yelena) — Está tentando calcular uma saída, hm? ― digo com um sorriso preguiçoso ― Alguma desculpa convincente? Uma frase bem ensaiada? Talvez ligar pra Rick Donavan e pedir reforços?
Ela estremece quando eu digo o sobrenome correto e isso me provoca um arrepio de satisfação.
(Victoria) — Não é… não é o que você pensa…
(Yelena) — Ah, não? ― dou um riso curto, baixo ― Porque de onde eu tô sentada… parece exatamente o que é.
Enquanto falo, Zoja avança alguns passos e fica do lado oposto da cama, silenciosa, os braços cruzados atrás das costas. Não precisa dizer nada, a simples presença dela é o bastante pra aumentar a tensão.
Noah fecha a porta com cuidado, clique, e então, muito calmamente, abre o bolso interno do casaco e coloca luvas pretas de látex.
Victoria vê o gesto como se fosse em câmera lenta. Eu vejo o torpor nos olhos dela virar medo de verdade.
(Victoria) — Espera… espera. — Ela recua ainda mais contra a cabeceira. — Nós… nós não precisamos fazer isso. Podemos conversar.
Nikolai, do bar, solta uma risada curta e bebe um gole da vodka.
(Nikolai) — É sempre aí que eles dizem “podemos conversar”.
Eu não rio, mas os cantos dos meus lábios se erguem.
(Yelena) — Você realmente achou… — me inclino um pouco à frente, apoiando os cotovelos nos joelhos — …que eu seria tão ingênua a ponto de cair nessa armadilha patética?
Ela abre a boca para responder, mas eu levanto um dedo, silencioso e ela engole as palavras.
(Yelena) — Você veio com um disfarce bem montado, Vick. Perfil perfeito, rede social, sorriso tímido… até a hesitação no olhar. — faço uma pausa, deixo os olhos percorrerem o corpo dela, ainda coberto pelo lençol, mas visivelmente exposto — Foi convincente. Principalmente quando começou a tremer debaixo de mim.
Ela cora. Uma mistura de raiva e constrangimento atravessa os olhos dela.
Eu deixo o silêncio pesar por alguns segundos. Só o barulho do gelo batendo no copo de Nikolai preenche o quarto.
(Victoria) — Eu… — ela passa a mão pelo rosto. Está pálida. — Yelena, me escuta…
(Yelena) — Estou escutando. — inspiro o cigarro e deixo a fumaça sair devagar, pelo canto da boca — Mas você devia ter perguntado a si mesma, antes de aparecer naquele bar, se estava realmente preparada pra entrar no meu mundo.
Noah termina de colocar as luvas, recostando-se à porta. Zoja permanece em silêncio do outro lado da cama, presença quieta, pronta.
(Victoria) — O… o que você vai fazer comigo?
Eu me levanto, lentamente. Coloco o cigarro no cinzeiro e caminho até o lado da cama, os olhos presos nos dela. Ela encolhe um pouco os joelhos debaixo do lençol, instintivamente, como um animal acuado.
Pouso a mão na borda do colchão e me inclino só o suficiente pra que ela sinta meu perfume novamente, o mesmo que a desmontou minutos atrás.
(Yelena) — Você queria se infiltrar… — sussurro, com um sorriso enviesado — …parabéns, Victoria. Você conseguiu.
Ela fecha os olhos por um momento, tentando não quebrar. Vejo as mãos tremerem de novo, o peito subir mais rápido, o esforço desesperado para não demonstrar pânico.
Abro um pouco mais o sorriso.
(Yelena) — A diferença… é que agora você está aqui dentro… — Baixo a voz até torná-la quase um sopro quente perto da boca dela. — …e não tem a menor ideia de como sair.
Ela tenta reagir.
Vejo isso nos olhos dela antes mesmo que a voz saia, aquele instante no qual o cérebro procura um argumento, uma saída lógica, qualquer coisa que devolva o controle da situação.
(Victoria) — Yelena… ouça… se você me deixar sair agora, nada precisa…
A voz falha quando chego mais perto, e ela percebe que nem eu, nem Nikolai, nem ninguém ali pretende negociar. A postura endurece, mas só por fora. Lá dentro ela já entendeu. Está perdida.
Ela engole em seco.
(Victoria) — …por favor.
A palavra escapa antes que ela possa contê-la. Não é imploração… ainda, mas é o tipo de “por favor” que alguém diz quando percebe que já não está mais no tabuleiro.
Me afasto um passo.
Pego minha camiseta do chão e visto, puxando o tecido devagar, ainda olhando para ela. A jaqueta vem em seguida, o zíper subindo com um ruído baixo que preenche o silêncio do quarto.
Enquanto isso, Zoja se inclina e recolhe a bolsa caída perto do colchão. Não pergunta nada, só leva direto até Noah, que já de luvas abre o fecho da bolsa como quem desmonta uma arma.
Ele revira tudo. Documento falso, chave do apartamento, batom, e por fim o telefone. Sem dizer uma palavra, saca uma pequena bolsa de tecido especial, feita com malha de cobre e chumbo, e enfia o celular lá dentro. Um faraday pouch. Isolamento completo. Nada entra, nada sai.
Guarda o resto em um saco de evidências e empurra para o fundo da mochila preta.
Quando Victoria percebe, o pouco de cor restante abandona o rosto dela.
(Victoria) — Minha equipe… minha equipe está lá fora. — tenta manter a voz firme, mas o tremor está lá. — Eles estão prontos pra entrar se eu não responder em…
Sorrio.
(Yelena) — Aquele pessoal na van? — Dou um passo à frente. — Não… Vick. Eles ainda acham que você está gem*ndo.
Zoja ri primeiro. Um riso curto, nasal.
Nikolai gira o copo de vodka na mão e deixa escapar um “ela tem razão”, divertido.
Noah simplesmente fecha a mochila e encosta ao lado da porta, impassível.
O silêncio que segue é pesado.
Eu observo o jeito como ela abaixa os olhos um segundo, puxando mais o lençol sobre o corpo como se um pedaço de pano pudesse protegê-la da verdade nua que se instalou ali.
Dou um último trago, apago o cigarro e me aproximo da cama.
(Yelena) — Agora… vista-se.
Ela continua imóvel por alguns segundos, hesitando. O olhar vai de Nikolai a Noah e volta pra mim, como se esperasse que eu afastasse os outros do quarto.
(Yelena) — Eles já viram mulheres nuas antes, Victoria. — digo sem mudar o tom. — Vamos, não me faça perder a paciência agora.
Ela aperta os lábios, e por um instante, pensei que fosse se recusar.
Mas o instinto de sobrevivência vence.
Devagar, ela puxa o corpo pra frente e procura o vestido que ainda está jogado no chão, ao lado da cama. O lençol desliza parcialmente e, mesmo naquele gesto discreto de cobertura, ela continua exposta.
Seu corpo treme. Levemente.
Mas se move.
Enquanto começa a se vestir, faz cada movimento cuidadoso sem olhar para nenhum de nós, eu fico em pé, braços cruzados, observando como se fosse uma peça em andamento.
(Yelena) — E tente não fazer nada estúpido…
Ela me olha, e eu vejo nos olhos dela, mesmo por trás da vergonha, do medo, do constrangimento algo que ainda pulsa: fogo. Raiva.
Eu sorrio de novo.
(Yelena) — Pense pelo lado positivo… — Abaixo ligeiramente o rosto e falo quase como um sussurro — Você se infiltrou melhor do que qualquer outro agente antes de você.
Ela termina de fechar o zíper do vestido com os olhos ainda baixos. Por um instante o quarto fica somente no som da respiração.
Quando finalmente ergue o rosto, Zoja já está se movendo. Ela a segura pelo braço, sem pressa e sem gentileza e a faz dar um passo na minha direção.
Victoria solta um gemido curto de surpresa e desconforto. Instintivamente tenta se soltar, mas Zoja aperta mais. O olhar dela, duro, azul escuro, fala mais do que qualquer palavra.
Eu só a observo. Silenciosa. Estudo o modo como o queixo dela treme, o modo como os olhos procuram desesperadamente algo conhecido no quarto e… não encontram nada.
Fico encarando por alguns segundos, apenas deixando que o silêncio pese. Deixo que ela se veja exatamente como está: revoltada, temerosa e à mercê.
Depois me viro e caminho até a porta.
Não preciso dizer uma única palavra. Ela entende que tem que andar.
Cruzamos o corredor estreito. Carpete espesso, paredes forradas, fita dourada nas bordas. Poderia ser o corredor de qualquer hotel caro de Manhattan, mas agora mais parece um corredor de prisão, e ela caminha no centro dele com os braços presos pelos dedos de Zoja.
Eu sigo à frente. Nikolai e Noah vêm logo atrás, em passos tranquilos, como se estivéssemos descendo para tomar café da manhã. No fim do corredor, o elevador de serviço. Cinza, sem carpete, com cheiro de metal e produto de limpeza.
As portas se abrem.
Uma camareira sai empurrando o carrinho de toalhas. Ela nos encara por dois segundos, o tempo suficiente para perceber quem somos e abaixa os olhos na mesma hora. Muda. Submissa.
Victoria tenta aproveitar o momento.
(Victoria) — Moça… ei… moça, por favor…!
A voz dela sai trêmula, mas clara.
Eu rio. Alto o suficiente para que a camareira também escute. Só para lembrá-la.
(Yelena) — Não perca seu tempo, Victoria. — Inclino-me com um sorriso frio — Nesse hotel, o nome Volkov vale mais do que qualquer grito de socorro.
A porta do elevador fecha com um som metálico e o som de esperança morre ali dentro.
Descemos.
Os corredores dos fundos do hotel são mais escuros, inacabados, cheirando a umidade e óleo de cozinha. Luzes fluorescentes piscam vez ou outra. Passamos por caixas empilhadas, extintores e tubulações expostas até chegar à porta traseira.
Lá fora, um SUV preto fosco espera com os faróis apagados. O único som é o de um exaustor distante e o rangido de uma corrente no poste. A penumbra cobre metade do veículo.
Noah abre a porta traseira. Apanha um rolo de fita Gorilla.
Victoria move a cabeça em negação.
(Victoria) — Yelena… vocês não precisam fazer isso. A gente pode… posso cooperar… posso…
Ela não consegue terminar a frase. Nikolai ainda está com o copo de vodka na mão, encostado casualmente num contêiner. Apenas observa com um leve sorriso.
Zoja empurra os ombros de Victoria para que ela se sente sobre o asfalto. Noah passa a fita Gorilla preta, grossa, em torno dos tornozelos com firmeza mecânica. Ela se debate, mas é inútil. Mais fita, duas, três voltas, em torno dos pulsos.
Quando a fita toca os cantos da boca, ela tenta virar o rosto:
(Victoria) — Yelena… Yelena, por favor…
Eu me aproximo.
E com a mesma paciência com que a beijei horas atrás, aproximo meu rosto do dela. Ela me encara, os olhos marejando. Antes que Noah passe a fita por sobre a boca, deixo um beijo leve na ponta do nariz.
Os olhos dela finalmente se enchem, silenciosamente, de lágrimas.
E eu sorrio.
(Yelena) — Sshh… conseguiu exatamente o que queria.
Noah termina o trabalho, fita apertada na boca, cruzada atrás da nuca e a levanta com firmeza pelas axilas. Ela solta um som abafado de resistência, e é colocada sem piedade, no porta-malas.
As portas se fecham com um estalo metálico.
Eu fico do lado de fora alguns segundos, apenas ouvindo.
Nikolai passa por mim com a vodka ainda na mão e me dá um tapinha no ombro ao passar.
(Nikolai) — Vamos encontrar você no ponto combinado.
Assinto com a cabeça sem responder. Eles entram no carro e partem.
Fico sozinha no beco, os cabelos balançando devagar com a brisa leve. Recolho um cigarro da jaqueta e acendo enquanto me viro para o estacionamento interno do hotel.
Logo na esquina, como eu já esperava, a Van preta do FBI continua estacionada.
Faróis apagados. Motor desligado.
Perdidos.
Nenhum deles se move.
Não sabem, ainda, que a agente que deveriam proteger está a poucos quarteirões dali, imobilizada e em silêncio.
Dou mais uma tragada e deixo escapar um riso baixo, desta vez apenas para mim, com calma, como se estivesse terminando qualquer outra noite.
(Yelena) — Tão previsíveis… — murmuro, antes de jogar o cigarro pela janela.
A cidade continua viva do lado de fora. O ronco do motor cobre o som distante de sirenes e enquanto me afasto pela rua , viro a cabeça por um segundo, só para olhar pelo retrovisor a van.
Eles ainda estão parados.
Perdidos.
Eu sorrio de novo.
E acelero.
O ponto de encontro ficava fora do mapa. Literalmente.
Um pedaço de mato nos arredores de Staten Island, solo fofo, árvores secas, cheiro de terra úmida misturado ao odor de combustível que vinha da estrada distante. Nenhuma câmera. Nenhuma testemunha. Um lugar que nunca usamos para descartar nada, exatamente por isso era perfeito para usar agora.
Não se volta ao mesmo lugar duas vezes.
Quando o farol do meu Aston varre o pequeno descampado, vejo a SUV já estacionada. Noah está encostado no para-choque dianteiro, braços cruzados; Zoja está mais atrás, cigarro nos lábios, observando a escuridão como um animal silencioso.
Nikolai continua dentro do carro, no banco traseiro, mexendo no celular, completamente relaxado.
Quando me vê, ele sai como se eu tivesse acabado de chegar para um jantar em família.
Noah não diz palavra alguma, apenas abre o porta-malas.
Ela está lá.
Victoria.
Amordaçada, pulsos e tornozelos atados, os olhos vermelhos e arregalados. O estrondo da porta metálica abrindo faz o corpo dela se encolher como se fosse possível virar ar. Noah a segura pelos ombros e a puxa para fora. Ela tropeça, cai de joelhos no chão úmido, Zoja aperta a nuca dela e a mantém nesse mesmo lugar: cabeça baixa, respiração irregular.
Ela olha ao redor e entende. Deus, como entende.
A floresta às escuras, o barulho de vento, nenhuma luz de cidade.
As pernas dela começam a tremer.
Eu desligo o motor, saio e caminho devagar pelo cascalho. O som das botas esmagando pequenas pedras é tudo que se ouve. O coração dela bate tão rápido que posso ver a pulsação no pescoço, debaixo da pele.
Quando chego a menos de um metro, Noah passa ao lado do porta-malas e pega, de dentro do carro, duas pás. Não sei se ele sempre carrega isso ali ou se trouxe especialmente hoje. Não pergunto. O carro é meu e eu nem sabia que estava ali.
Ele ergue uma e arremessa sustentadamente para Nikolai.
O metal gira no ar, Nikolai a apanha com uma mão, como se fosse um taco de baseball.
E os dois… começam a cavar.
Bem na frente dela.
A reação é instantânea. Vi dezenas de homens desmoronarem só com essa imagem, o barulho da pá abrindo a terra fofa. Ela nem precisa ser tocada. O pânico faz o corpo dela inclinar para trás, quase caindo. Zoja segura pelos cabelos e a obriga a olhar.
Victoria deixa escapar um ruído abafado, o primeiro som que ouço desde que a enfiamos no porta-malas. Zoja arranca a fita da boca de uma vez. A pele raspa, e ela inspira com violência, tremendo.
Mas não grita. As lágrimas escorrem, silenciosas, uma após a outra, enquanto ela observa os dois cavando. Só me olha. Como se eu fosse a única coisa que restasse entre ela e o fim.
Excelente.
Ajoelho lentamente diante dela, fico na mesma altura dos olhos.
Ela tenta manter o olhar firme… mas está quebrando. Eu sinto.
(Yelena) — Vou perguntar só uma vez… — falo baixo, o timbre completamente frio — …o que o FBI sabe. Sobre mim. Sobre meu pai. Sobre meus irmãos.
Me inclino tão perto que meu nariz quase toca o dela.
(Yelena) — Tudo que vocês têm… eu quero agora.
Ela fecha os olhos como se aquilo fosse ajudá-la a manter a postura, e quando volta a abri-los, há algo de feroz lá dentro.
(Victoria) — Eu não vou falar nada.
É quase um sussurro. Mas firme.
Meu peito se aquece. Admiração.
Ainda assim, abro um sorriso leve, cansado. Tiro a Glock do cós da calça e ergo o cano até a testa dela, tão devagar que sinto até o tremor da pele antes do metal tocar.
(Yelena) — Podemos fazer do jeito fácil, querida… ou do jeito difícil.
Ela fecha os olhos.
…e cospe.
A saliva bate no lado da minha bochecha esquerda.
É pouco, nada comparado ao que já vi na vida.
Mas a coragem, essa coragem, me pega de surpresa… e me excita.
Fico imóvel por dois segundos. Escuto Nikolai rir baixinho atrás de mim, sem parar de cavar.
Lentamente, passo o dorso da mão pelo rosto para limpar a saliva. Não tiro os olhos dela.
(Yelena) — Bonito. — Sorrio. — Mas deixa eu te explicar uma coisa, Victoria Hartley.
Chego mais perto, o suficiente para sentir o ar quente da respiração dela quebrar entre os lábios.
(Yelena) — Isso aqui não termina com você sendo morta, apenas… — Faço uma pequena pausa. — Se você não cooperar… eu vou até o apartamento dos seus pais.
Inclino o rosto.
(Yelena) — David e Margaret Hartley. — A boca dela se abre, num choque cheio de terror. — E eu não v
ou fazer isso rápido. Vou garantir que eles saibam exatamente por que estão morrendo.
O corpo dela quebra. Literalmente. As pernas perdem a força. A cabeça cai para frente, um novo choro, só que agora sem resistência nenhuma, e eu sei. Esse é o momento.
Fim do capítulo
Capítulo tenso heim? O que acham que vem pela frente?
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 20/02/2026
Yelena de fato imprevisível, Fbi totalmente previsível tudo montado certinho demais...
Mas acredito que ela não tem intenção de matar a Vick,...vai tirar todas as informações que puder usando a ameaça aos pais...
Vai deixá-la amarrada local e mandar o endereço para o FBI, só para mostrar que está a frente deles sempre...
Só acho,.mas torcendo pra.Vick ficar viva
Zanja45
Em: 20/02/2026
Acredito piamente que ela queira assusta - lá de verdade. Matar já é muito para ela Ainda mais que ela tem um tesão forte por Vick. Isso fica evidente quando ela descobre o ponto de escuta em Vick e também quando ela cospe do lado esquerdo da bochecha dela. , ela fica mais excitada com essas ações.
HelOliveira
Em: 20/02/2026
Sim concordo, ela tb tem admiração pela postura e coragem da Vick
Zanja45
Em: 21/02/2026
É verdade. Yelena teve que se transformar nessa pessoa que ela é, para sobreviver ao mundo de Victor Volkov. Por isso ela admira a resistência de Vick, por mais que esteja do lado oposto nesse jogo entre pessoas da lei e criminosos. Yelena é uma pessoa blindada, não pode mostrar fraqueza, pois fraqueza é sinônimo de morte no mundo dela.
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 19/02/2026
Oi, Natália, boa tarde!
O impacto do capítulo de ontem foi tão profundo sobre mim, que hoje fui meio que compelida a reler novamente o capítulo para comprovar se deixei algo passar despercebido na minha leitura. - E o resultado foi melhor ainda. Descobri que embutidas nas palavras de Yelena, ficaram uma frase no suspenso que anseio por descobrir. Por que ela falaria " Não se volta ao mesmo lugar duas vezes". Sendo que possivelmente é o primeiro descarte dela ali. No entanto compreendi o que ela quis dizer, pois ela já tinha a operação como certa para aquele local, a execução de Vick. Ela é muito imprevisível porque não utiliza a mesmo local para uma finalidade idêntica por mais de uma vez. Ela se acha muito inteligente e superestima suas habilidades em ser melhor que os federais. Agora vou concordar com YELENA, eles foram muito previsíveis no modo de operação. Isso fica muito óbvio.
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 18/02/2026
Não tinha muito o que Vick fazer naquele quarto de hotel, ela estava totalmente desprotegida e exposta. — Ela se deixou levar pela missão, embutido pelo desejo por Yelena. — Traída pelo desejo — Ela que tanto queria conhecer a filha de Volkov, do meio, que se mostrava imprevisivel, que até aquele momento era uma icognita para a equipe do FBI. Que agia como se não quissesse participar de nada daquilo, fazia por tinha que fazer. — Pelo menos era essa a impressão que se passava e pensava. — No entanto o quadro muda de figura e a pintura que começa a delinear é totalmente oposta. — Ela age como uma futura chefe da máfia. — Qual será a reação de Viktor ao presenciar mais um ato de insurbordinação da filha, será que ele a perdoará? Por que ele pretendia utilizar essa força rebelde dela da maneira concisa quando chegasse a hora, será que conseguirá convertê - la aos propósitos dele?
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 18/02/2026
Esse lugar que eles levaram Vick. Se entendi bem eles já haviam ido lá em uma outra ocasião. Quando ela fala de não ir num lugar mais de uma vez. Em que ocasião eles estiveram naquele local? Foi com outro espião?
Foi bem aterrador ver Noah e Nicolay com aquela pá levantada e quando eles começaram a cavar. — Fora um terror psicológico o que eles começaram a fazer com Vick e Yelena só observando as reações dela.
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 18/02/2026
Natália,
O fato de Yelena não ter se despido completamente. - Na verdade quem tirou a camisa dela foi Vick, ela tirou apenas a jacketa. Foi intenciinwl mostrar uma Yelena impessoal, sem se doar tanto, apesar das duas se desejarem. Foi uma forma de controle o que Yelena fez, distanciamento emocional, ela não ter se despido, apenas " comeu" Vick e depois pronto. - Fora uma demonstração de poder e ao mesmo tempo desdenhar da agente? Foi como uma vingança, mesmo desejando ou essa é a maneira dela mesma ser?
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 18/02/2026
Obrigada autora por esse capítulo espetacular. Estava na torcida para que saísse um capítulo hoje. E você parece que ouviu meus pensamentos.????![]()
P.S Autora, se não for abusar demais da sua bondade, nas próximas cenas de sexo se houver entre YELENA e Vick, gostaria de detalhes mais vívidos.![]()
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 18/02/2026
Cogitei que YELENA fosse pegar leve depois desse enlance que as duas tiveram. Mas não, ela mostrou sem nenhuma emoção ao terminar de de transar com Vick. O fato dela ter ligado para o irmão, a zoja e o Noah e trazido para o quarto já fiz tudo, muito calculista. E também a fidelidade a máfia, ao pai, porque ela sabe que não pode vacilar. No entanto, ela já está vacilando pelo fato de não ter comunicado ao pai o fato de o FBI tentando se infiltrar e agindo por conta própria. Ela está com o ego ferido, pois Vick tentou usar ela para se infiltrar na família dela, como a própria Yelena disse " Eu adoro quem tenta me enganar".
[Faça o login para poder comentar]
Zanja45
Em: 18/02/2026
Muito tenso, mesmo!
Victoria está em desvantagem contra eles em todos os sentidos. Esse ensaio de resistência da parte dela até que foi válido, porém parou na ameaça legítima a família Se fosse ela sozinha, ok. Mas o problema é a ameaça velada a família. Agora que vamos começar a conhecer quem é Yelena de verdade.
Eu estava fazendo a leitura e torcendo para que não chegasse ao fim logo. Porque queria saber mais sobre o que iria acontecer com Vick. Ela pediu misericórdia para YELENA, mas só obteve frieza. Ela parece meio masoquista.
Curiosíssima para o próximo capítulo, quero ver até onde YELENA vai levar esse jogo. Quero saber porque ela disse " você não queria se infiltrar?" Será que ela vai tentar arrancar todas as informações de Vick e depois deixar como se ela estivesse conseguindo se infiltrar por conta própria?
[Faça o login para poder comentar]
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]