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Correntes do Destino por Liladiniz

Ver comentários: 3

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Palavras: 1896
Acessos: 234   |  Postado em: 17/02/2026

Capitulo 4

O sol ainda brilhava forte no céu azul da fazenda, majestoso e absoluto, e uma brisa leve carregava o cheiro da terra úmida misturado ao café da tarde recém-passado, criando uma atmosfera morna e viva ao redor da casa, como se o próprio dia respirasse.

Alice, ainda um pouco fraca, decidiu que precisava sair do quarto de Soraia. Queria sentir o sol, respirar ar puro, lembrar ao próprio corpo que ainda estava viva, viva de verdade, não apenas existindo dentro de um intervalo entre medo e silêncio.

— Dona Soraia…

Falou baixo, quase tímida, como se temesse quebrar a tranquilidade suspensa no ar.

Soraia arqueou uma sobrancelha lentamente, com aquela elegância natural que sempre parecia carregar autoridade.

— Dona quem?

— Quer dizer… Soraia.

Alice se corrigiu depressa, corando levemente.

— Humm…

A morena murmurou, observando-a com atenção, analisando cada gesto, cada respiração, cada mínima oscilação de equilíbrio.

— Você… tem certeza de que… ELE… não está pela fazenda?

A pergunta saiu hesitante, carregada de receio, medo ainda vivo, ainda latejante.

— Tenho, Alice. Por que eu mentiria pra você?

O tom era calmo, quase didático, firme o suficiente para sustentar quem precisava se apoiar.

— Só tenho medo.
Ela sussurrou, encolhendo-se discretamente, como se o próprio corpo quisesse se proteger.

Soraia suavizou a expressão. E isso por si só já era um acontecimento raro.

— Eu entendo o seu medo. Mas te garanto que ele não está aqui. E te garanto também que, mesmo quando voltar, se ele voltar, aquele traste nunca mais vai encostar em você.

Aproximou-se e fez um leve carinho no rosto dela com a ponta dos dedos. O toque foi rápido, mas suficiente para fazer Alice corar e prender a respiração. Soraia se afastou logo em seguida, como se o gesto tivesse durado mais do que pretendia, mais do que deveria.

— Eu… eu…

— Você?

— Eu queria tomar um pouco de sol.

Disse por fim, reunindo coragem como quem reúne fragmentos de si.

Soraia cruzou os braços, analisando-a com aquele olhar clínico que Alice já começava a reconhecer, um olhar que parecia enxergar além da pele, além da postura, além das palavras.

— Não acho uma boa ideia. Você ainda está fragilizada. Mas eu te ajudo. Vou descer com você.

— Não precisa. Eu consigo sozinha. Não quero lhe dar trabalho.

Respondeu, tentando se levantar da poltrona com uma determinação frágil, quase teimosa.

Soraia arqueou uma sobrancelha.

— Sei. E quando você cair de cara no chão, vai fingir que estava pegando alguma coisa?

Alice bufou, contrariada, mas não discutiu. No fundo, sabia que ela estava certa e isso a irritava um pouco mais do que gostaria de admitir.

Desceram as escadas lentamente, degrau por degrau, como se o tempo tivesse diminuído o próprio ritmo para acompanhar Alice. Soraia permanecia sempre um passo atrás, atenta a cada movimento, pronta para agir ao menor sinal de falha.

Quando chegaram à varanda, Alice se aproximou do parapeito de madeira e fechou os olhos ao sentir o calor do sol na pele, absorvendo aquela sensação como quem bebe água depois de atravessar um deserto inteiro.

— Está confortável?

Soraia perguntou, encostando-se ao batente.

— Sim… só preciso de um minuto.

Mas antes que terminasse a frase, uma tontura violenta a atingiu.

O mundo girou.

Alice se agarrou à madeira, tentando se firmar, tentando manter o chão onde deveria estar.

— Alice?
Soraia percebeu imediatamente.

Alice piscou algumas vezes, mas a fraqueza era intensa demais.

— Ah, meu Deus…

Soraia bufou, aproximando-se rápido.

— Vem cá.

Sem dar espaço para protestos, Soraia a segurou com firmeza e a ergueu nos braços.

— So-Soraia… me põe no chão!

— Cala a boca e fica quieta.

Sem forças para discutir, Alice passou os braços em torno do pescoço dela. O rosto estava pálido, o coração disparado. Não sabia dizer se era pela tontura ou pela proximidade esmagadora, quente, inevitável.

Soraia atravessou a varanda com facilidade e a levou até o sofá da sala.

Dona Ana, que terminava de passar café na cozinha, arregalou os olhos ao ver a cena.

— Minha Nossa Senhora!

Inácio, ao lado dela, parou abruptamente.

— Mas o que…

Soraia ignorou os olhares. Acomodou Alice no sofá maior e subiu as escadas correndo. Voltou segundos depois com uma maleta médica e um aparelho de pressão, sentando-se ao lado da jovem, que estava quase desmaiada.

— O que houve com a menina Alice, Soraia?
Dona Ana perguntou, aflita.

— Além de fraqueza e teimosia? Deixa eu pensar… fraqueza e teimosia!
O tom irônico escondia a preocupação.

— Não apaga, Alice. Fica comigo.

Colocou o aparelho no braço dela.

Alice estava lívida enquanto Soraia analisava o visor.

— Está baixa.
Franziu a testa.

— Me dá esse dedo aqui.

Apesar da frase autoritária, pegou a mão esquerda de Alice delicadamente e furou com cuidado.

— Ai! O que você…

Ao ver o pontinho de sangue, Alice desmaiou completamente.

— Eita, meu Senhor…
Soraia murmurou, verificando a glicemia.

— Está baixa também.

— Inácio, levanta as pernas dela pra dar retorno venoso.

Retirou a almofada da cabeça de Alice e olhou para Dona Ana.

— Donana, prepara um leite com canela e traz aqueles biscoitos bem salgados que você sempre faz.

— Já estou indo, minha filha.
Dona Ana correu para a cozinha.

Aos poucos, Alice começou a recobrar a consciência.

— Alice? Está se sentindo melhor?

A morena franzia a testa preocupada.

— Soraia...

A loira sorriu, mesmo fraca, ao ver os olhos cor de avelã tão próximos aos seus.

— Você ta sentindo o que agora?

— Tonta, ainda tô tonta... o sangue...

Fez menção de olhar o dedo, mas foi suavemente impedida por Soraia

— Esquece o dedo, já parou de sangrar.

Alice abriu a boca para dizer algo, mas Soraia inclinou a cabeça, analisando-a.

— Seu curativo está soltando. Espera, vou refazer.

Abriu a maleta, pegou gaze, esparadrapo e antisséptico. Com mãos firmes e habilidosas, removeu o curativo antigo e limpou o ferimento.

Alice tentou desviar o olhar, mas era impossível ignorar a concentração de Soraia. Os dedos eram seguros e, ao mesmo tempo, surpreendentemente delicados.

— Você sempre foi tão mandona assim?
Alice murmurou, tentando disfarçar o frio na barriga.

— Hunrum. Sempre.
Soraia respondeu sem desviar os olhos.

Mas por um instante, os olhares se cruzaram.

Um arrepio percorreu a espinha de Alice.

Soraia demorou a desviar, e havia algo naquela intensidade que a deixou sem palavras, como se o ar tivesse ficado mais denso, mais lento, mais consciente de si.

O momento foi interrompido quando Dona Ana voltou com o leite fumegante e os biscoitos.

— Aqui está, querida. Bebe tudo, vai te fazer bem.

Alice olhou para a xícara como se fosse veneno. Fez uma careta ao sentir o cheiro de canela.

— Eu não gosto de canela... Argh… eu realmente não quero.

— Ninguém perguntou se você gosta.
Soraia respondeu cruzando os braços sem paciência, embora os olhos permanecessem atentos.

— Se você tomar tudo, te dou um chocolate.

Alice arregalou os olhos.

— Chocolate?

— Donana sempre tem. Mas só se tomar e comer tudo.

Alice hesitou.

Dona Ana segurou um sorriso, trocando olhares com Inácio.

— Eu não acredito que estou vendo isso.
— Nem eu.

Alice tomou um gole hesitante.

— Isso é horrível.

— Toma e come tudo sem frescura. Senão, nada de chocolate.

Alice bufou, resmungou, mas obedeceu. Quando terminou, estendeu a mão.

— Pronto. Agora me dá meu chocolate.

Soraia foi até a bomboniere.

— Branco ou ao leite?

— Os dois.

Soraia revirou os olhos, mas pegou um de cada e entregou.

Dona Ana e Inácio observavam, boquiabertos.

— Isso está estranho. Soraia está muito esquisita. Nunca vi ela querendo agradar ninguém.
Inácio cochichou.

— O amor muda as pessoas, Inácio.
Dona Ana respondeu baixinho.

— Será que a menina Soraia finalmente está deixando alguém entrar naquele coraçãozinho de gelo?

— Acho que ela nem percebeu que um certo alguém já está morando lá dentro.

Dona Ana apontou discretamente para o próprio peito.

Alice parecia uma criança feliz saboreando o chocolate. Soraia apenas a observava da poltrona, ignorando os cochichos.

O aroma da canela ainda pairava no ar quando Dona Ana decidiu preparar algo mais substancial.

— Vou fazer uma canja bem nutritiva pra você, minha filha. Vai restaurar suas forças.

— E eu vou voltar para o escritório. Parece que a casa está em boas mãos… mãos muito mandonas, mas boas.
Inácio comentou antes de sair.

O silêncio tranquilo foi quebrado pelo ranger da porta da cozinha.

Amadeu entrou com passos firmes.  Cheiro de terra molhada grudado nas botas.

Alto, pele dourada pelo sol e cabelos castanho-claros desalinhados, trazia nos olhos verdes um brilho travesso.

— Mãe?
Chamou, com o tom caloroso de sempre.

Dona Ana abriu um sorriso largo.

— Amadeu, meu filho!

Correu até ele, abraçando-o com força. Ele a ergueu do chão como fazia desde mais novo.

— Que saudade da senhora, mãe.
— Também estava morrendo de saudade.

Enquanto conversavam, Amadeu ouviu um movimento na sala. Curioso, soltou-se do abraço e caminhou até o vão entre os cômodos.

Ao ver Alice deitada no sofá, um sorriso encantado surgiu em seus lábios. Inclinou levemente a cabeça, galanteador.

— Mas quem é essa princesa?

Alice piscou.

 Alice piscou.

Então viu os olhos dele. um arrepio frio lhe subiu a espinha.

O ar faltou.

O rosto perdeu a cor.

Lágrimas surgiram sem controle.

Soraia, que estava ao lado do sofá, endureceu imediatamente. O maxilar travou. O olhar cortante se voltou para Amadeu.

— Ela tem nome. Alice.

O ar pareceu esfriar ao redor.

Amadeu não percebeu a tensão de Soraia, mas o pavor nos olhos de Alice era impossível de ignorar.

Aproximou-se hesitante.

— Ei… tá tudo bem?

Antes que pudesse chegar perto, Alice agarrou a mão de Soraia com força. A pele estava gelada.

— Alice?
Soraia chamou, alarmada.

Segundos depois, ela desmaiou novamente.

— Alice! Tá me ouvindo?

Soraia pegou o aparelho de pressão às pressas.

Amadeu recuou, atordoado.

— O que eu faço?

— Chama a Donana… e suma da minha frente.
A voz saiu baixa, carregada de fúria controlada.

Amadeu correu de volta para a cozinha.

— MÃE! Corre lá na sala! A princesa desmaiou!

Dona Ana apareceu imediatamente.

— Meu Deus, o que houve?

Inácio surgiu do corredor.

— Mas que gritaria é essa?

— Chama o médico, Inácio!

— Tá bem, vou ligar pro doutor Marcos.
Respondeu voltando rapidamente ao escritório.

Soraia já elevava as pernas de Alice.

— Donana…
O tom saiu baixo, raivoso, por entre os dentes.

— Não quero esse moleque rondando a Alice. Estamos entendidas?

Dona Ana apenas assentiu.

...

Quando Alice voltou a si, Soraia acomodou delicadamente suas pernas e sentou-se ao lado dela. Num impulso, Alice a agarrou num abraço desesperado.

— Não deixa ele chegar perto de mim, por favor… não deixa.
Chorava agarrada a morena.

— Calma… está tudo bem. Ele já foi.
Soraia a abraçou com cuidado, protetora.

Dona Ana observava a cena incrédula. Nunca imaginara ver Soraia tão afetuosa.

— Aqueles olhos… os olhos…
Alice balbuciou ao se soltar do abraço.

— Já passou. Calma.
Soraia enxugou as lágrimas restantes com os polegares.

Mas a frase não passou despercebida por Dona Ana nem por Inácio, que trocaram um olhar silencioso.

 

Eles sabiam muito bem o verdadeiro significado daquelas palavras.

Fim do capítulo


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Comentários para 4 - Capitulo 4:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 17/02/2026

Agora fiquei mais curiosa com essa reação da Alice e a fala sobre os olhos...

Os sentimentos estão crescendo entre as duas...


Liladiniz

Liladiniz Em: 01/03/2026 Autora da história
Elas estão se gostando, mas nao se deram conta ainda... pena que nem tudo são flores.
Beijo pra você querida. Obrigada por estar sempre por aqui.



Sem cadastro

Sem cadastro Em: 01/03/2026
Elas estão se gostando, mas nao se deram conta ainda... pena que nem tudo são flores.
Beijo pra você querida. Obrigada por estar sempre por aqui.


Responder

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Zanja45
Zanja45

Em: 17/02/2026

Alice está bem fragilizada, todavia apesar dos desmaios ela está sentindo algo por Soraia, pois os toques e a proteção de Soraia tem contribuído para que desponte sentimentos. E isso já está ficando bem evidente para quem está olhando de fora Com a Donana e Inácio que está estranhando o comportamento da menina Soraia.


Liladiniz

Liladiniz Em: 01/03/2026 Autora da história
Menina Soraia ta diferente....
Obrigada por comentar, beijos


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Zanja45
Zanja45

Em: 17/02/2026

Amadeu tem algum parentesco com Maximus? Por que ela reagiu assim ao filho de Donana?


Liladiniz

Liladiniz Em: 01/03/2026 Autora da história
Será? Nao posso dar spoler kkkkkk.
Beijo flor


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