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O lago por Luciane Ribeiro

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Palavras: 1734
Acessos: 212   |  Postado em: 15/02/2026

Notas iniciais:

Capítulo especial 

Pelos olhos de Joyce

 

JOYCE

- A cidade estava agitada e contente com a inauguração do gigantesco centro de distribuição da farmacêutica Santez. A construção movimentou a economia local graças às centenas de trabalhadores envolvidos na obra. Agora, metade da cidade estava sendo contratada para os diversos cargos operacionais e executivos.Eu era uma dessas pessoas. A oportunidade me permitiu voltar para minha cidade natal - de onde eu nunca deveria ter saído. Estar ali, com minha família, as montanhas e o lago, era o que me fazia feliz. Minha experiência operacional me ajudou a conquistar a vaga de encarregada de expedição. Minha equipe era composta por cinquenta pessoas, entre auxiliares e operadores. Era uma grande responsabilidade - embora não tão grande quanto a da supervisora geral de operações. Ela seria responsável não apenas pelos funcionários, mas por toda a estrutura do CD.

Eu observava o lago quando minha mãe chegou eufórica, falando sobre a nova inquilina que havia alugado a casa do outro lado. Pelo nome, eu soube. A nova inquina, também era minha chefe.

- Joyce! Você não está me ouvindo!

- Estou sim, mamãe. A inquilina é legal e veio do Rio de Janeiro.

- Quero que você a ajude em tudo que precisar.

- Está bem.

Concordei apenas para que ela me deixasse em paz com minha cerveja e meu lago.Eu não pretendia cruzar a linha de chefe e subordinada.

Eu tinha deixado o Rio por causa do trânsito, da pressa, do barulho constante. Gostava da paz dali. Do cheiro de terra depois da chuva. Do silêncio que não precisava ser preenchido. Não tinha a intenção de tumultuar minha vida tranquila.

Na manhã seguinte, caminhava pela praça quando a vi.

Senti algo estranho.

Ela não se destacava por ser forasteira. Era outra coisa. Havia nela uma energia de poder e decisão. Uma presença firme. Era o tipo de coisa que eu gostava de desafiar.

Fui até a padaria e me sentei. Como eu imaginava, ela não era alguém que se intimidava fácil. Era uma mulher forte como poucas. Isso se confirmou quando decidiu ignorar o prefeito e começar as obras que nos eram tão necessárias, isso por si só, já a fez ganhar meu respeito, então ela mostrou ainda mais sua coragem quando ele tentou intimida la. Ela o colocou em seu lugar, e eu senti o ar me faltar quando eu soube. Que mulher incrível,senhores.Que mulher!

Ali eu soube que estava em perigo.

Não por causa dela.

Por minha causa.

Algo nela me deixava inquieta - e não era apenas a beleza. Cada vez que eu me aproximava, mais interessante ela se tornava. E isso começou a me confundir.

Certa noite, sonhei com ela.

Estávamos deitadas no pier. A proximidade revelava sentimentos que eu ainda não

Ela me atraía.

E não era pouco.

E eu queria estar perto.

Então veio a doença. Foi estranho ver aquela força fragilizada. O corpo febril, os movimentos mais lentos, o esforço visível para manter o controle. Algo em mim reagiu de forma quase instintiva: acolher, proteger, cuidar. Passei a aproveitar qualquer motivo para estar com ela.

Mesmo quando ela me irritava por insistir em trabalhar antes de se recuperar. Sempre colocando a responsabilidade acima da própria saúde. Assumi a missão silenciosa de impedir que ela se sobrecarregasse. Mas proximidade tem consequências.

Ao ficar mais perto, deixei de fingir. Eu a desejava. Eu desejava acordar sentindo seu corpo e seu cheiro, como naquela manhã na casa do vovô, quando dividimos o mesmo cobertor para fugir do frio. Queria segurá-la nos meus braços como no dia em que lhe dei banho por causa da febre, quando ela tentou parecer forte mesmo tremendo.

Eu estava decidida a tê-la na minha vida.

Não como vizinha.

Não como colega de trabalho.

Na minha vida.

Mas ao ver a intimidade da família dela com Sara, percebi algo que não tinha considerado: talvez o coração dela já tivesse dona.

E doeu.

Doía ainda mais porque a possível dona era alguém que eu considerava quase como irmã.

Foi ali que entendi o tamanho do problema.

Eu precisava saber.

Sara mantinha segredo sobre os motivos da sua tristeza quando voltou para casa.  E eu nunca tinha insistido para saber . Até agora. No fundo eu já sabia, mas precisava ouvir dela.

Convidei-a para passar o fim de semana em casa, como sempre fazíamos. Ela chegou, largou a bolsa e pulou direto no lago. Meu alerta acendeu. Sara só fazia isso quando algo a inquietava. Quando saiu da água, perguntei

- O que houve, Santi?Ela riu de leve

- Você realmente me conhece. Nem precisei dizer nada para perceber que tem algo errado.

- Então diz. O que é? Ela respirou fundo.

- Laura. Estou preocupada com a saúde dela. Nunca a vi tão pálida e fragil.O jeito como disse o nome me atravessou.

- De onde vocês se conhecem? Nunca tinha ouvido você falar dela . Sara ficou em silêncio antes de responder

- Quando voltei, Laura era uma ferida aberta. E eu não ousava tocar.

Ali estava a confirmação que eu não queria.

Elas tinham um passado.

Meu estômago afundou.

- Vocês namoraram? Como se conheceram?

Ela soltou um meio sorriso triste.

- Você tinha voltado pra casa e eu estava me sentindo meio solitaria.Fui a uma boate e ela apareceu ,linda, usava calça preta e um topper que realçava seus seios...Fiquei encantada e não tirei os olhos dela até ela me notar. Quando isso aconteceu ,não perdi tempo e a beijei. Depois do primeiro beijo, nos tornamos quase inseparáveis, fomos morar juntas depois de três meses.Ficanos juntas por três anos.
_Por que não a trouxe pra conhecer a familia?Eu não fazia idéia...

_Minha mãe não me aceitava tão bem quanto a sei.Eu tinha medo do que ela pudesse fazer ou falar se eu a trouxesse. Sei que você me defenderia e isso criaria uma rachadura na família, então guardei segredo sobre Laura.

Respirei fundo. Minha voz saiu mais baixa do que eu queria.

- Você ainda a ama?

Sara não respondeu de imediato. Olhou para o horizonte, como se a resposta estivesse escondida na linha onde o céu toca a água.

Nosso problema nunca foi falta de amor" - ela disse, com uma calma que me irritou. "Eu a amo. Mas isso não é o bastante para sermos um casal."

O lago parecia mais silencioso do que o normal. Como se a própria água estivesse ouvindo.

Tentei organizar a informação dentro de mim como se fosse apenas lógica. Amor não basta. Amor não sustenta. Amor não garante. Frases que soam maduras quando não atravessam o próprio peito.

Mas ela ainda a ama.

E isso era o que importava.

"Então por que voltaram a se aproximar?" - perguntei, tentando soar neutra. Tentando parecer alguém que faz perguntas por curiosidade, não por medo.

"Primeiro porque, independente do término, sempre fomos amigas. Precisávamos de tempo pra curar as feridas e começar um novo tipo de relacionamento. E também tem Leda, minha ex-sogra. Ela me trata tão bem que não consigo dizer não pra ela. E nesse momento ela me pediu ajuda pra cuidar da Laura. Aquela maníaca por trabalho, teimosa, pode acabar se matando se não tiver alguém de olho nela."

Cada palavra dela parecia cuidadosamente razoável. Amizade. Tempo. Cuidado. Responsabilidade. Tudo fazia sentido. E ainda assim nada dentro de mim se acomodava.

"Tenho certeza que, na verdade, ela deseja que vocês voltem."

"Sim. Ela com certeza não nega que tem esse desejo. Chega a ser irônico como nossas famílias só vieram se conhecer depois do término. Minha mãe e Leda parecem velhas amigas fazendo planos para os netos inexistentes. No entanto, já deixei claro que esse sonho não é mais possivel.Pelo menos não dessa forma.

Não é possível.

A frase ficou suspensa entre nós como um veredito técnico. Como se amor fosse um projeto inviável, arquivado por incompatibilidade estrutural. Existe afeto, existe história, mas o sistema não fecha.

E eu ali, tentando decifrar se "não é possível" significava nunca... ou apenas agora.

O lago permanecia quieto, mas dentro de mim havia ondas. Porque se o problema nunca foi falta de amor, então o que realmente separa duas pessoas? Cansaço? Orgulho? Medo de repetir padrões? Às vezes o amor é combustível, mas o veículo já não suporta a estrada.

Ela a ama.

Mas não o suficiente para ficar

E eu precisava decidir se isso me dava esperança... ou apenas me tornava a próxima variável da mesma equação impossível.

E naquele segundo eu percebi algo cruel sobre o amor: às vezes a resposta demora porque ela ainda existe.

- Por que você está tão interessada no meu relacionamento com a Lala e a família dela? Luiza me contou que viu você segurando a mão dela enquanto ela dormia. Eu te conheço, Joyce. Sei o que está acontecendo. Só preciso que você diga em voz alta. Não pra mim. Pra você mesma.

Engoli em seco.

- Não tenho nada a dizer.

Ela sorriu de leve.

- Negar não torna menos real. Seus olhos e suas ações entregam tudo. Você está apaixonada.

A palavra ficou suspensa entre nós.

Eu respirei fundo.

- Certo!Eu admito! Estou apaixonada. Mas preciso encontrar uma forma de esquecer esse sentimento. Laura não precisa de mais complicações na vida dela.

Sara balançou a cabeça.

- Você está errada. Talvez você seja exatamente a pessoa que vai curar o que ficou quebrado. Talvez você consiga fazer o que eu não consegui... fazê-la feliz.

Aquilo me atingiu fundo.

Você disse que ainda a ama. Tem certeza que não vai se arrepender de não tentar recuperar seu casamento?

_ Na vida, diferente da ficção, nem sempre existe um felizes para sempre com a pessoa que acreditávamos ser o amor das nossas vidas.

Você nunca recuou do que deseja, Joyce. Não comece agora. Não com isso.

Depois que Sara foi embora, tirei os sapatos e entrei no lago.

A noite estava quente. A lua cheia refletia na água como um espelho prateado.

Mergulhei.

Debaixo da superfície, o mundo ficava distante. Não havia passado. Nem escolhas difíceis. Apenas o som abafado do meu próprio coração.

Eu estava apaixonada.

Mas agora a parte mais difícil era saber como Laura realmente se sentia. Se havia espaço para mim na vida - e no coração - dela.

Enquanto eu buscava respostas na água escura, tentando silenciar o barulho dentro de mim, a resposta que eu tanto queria era dita.

Mas não a mim.

 

Fim do capítulo


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