Capitulo 1
Halifax, Canadá. 4:00 AM.
Dia 1.
O celular vibrava sobre a mesa de cabeceira com uma insistência vil e burocrática. Giovana Baxter abriu os olhos, lutando contra a névoa que o álcool e o cansaço haviam deixado.
- Baxter - atendeu, a voz rouca, dispensando o 'alô'.
- Aqui é o Tenente-Coronel Carson, da UOE. - O tom do homem era puro aço. - Apresente-se à Unidade W2 em Washington o mais rápido possível. Instruções diretas do Secretário. Esteja pronta.
O clique do desligamento ecoou como um disparo. Giovana bufou, atirando o aparelho sobre os lençóis desfeitos. O workshop em Halifax - o motivo de ela estar naquele frio canadense - era uma raridade técnica que ela valorizava, mas as férias que viriam a seguir eram sua verdadeira necessidade. O sonho da areia quente e do isolamento foi substituído pela urgência de uma missão que vinha de cima, do topo da cadeia de comando.
Com um suspiro pesado, ela marchou para o banheiro. A água gelada no rosto serviu para ancorar a mente enquanto o corpo ainda processava o excesso de tequila da noite anterior com os colegas. Em poucos minutos, a rotina de anos assumiu o controle: malas prontas, conta fechada e o asfalto frio de Halifax sob os pneus do táxi rumo ao aeroporto.
***
Unidade de Operações Especiais - Washington. 05:50 AM.
Dia 2.
A chuva fustigava o pátio da Unidade Militar, localizada em algum ponto estratégico e inóspito próximo à fronteira com o Canadá. Escoltada por dois soldados, a Major Giovana Baxter chapinhava pelo terreno enlameado, sentindo o peso do uniforme úmido. À esquerda, a fachada monótona do prédio camuflava um complexo laboratório subterrâneo coordenado pela NSA.
Doutora em Física e Boina Verde, Giovana era uma anomalia no sistema. Recrutada aos 20 anos por um programa de gênios da inteligência americana, ela trocou a vida civil pacifica pelo rigor acadêmico da elite militar. Aos 28, já ostentava a patente de Major, uma trajetória que soava como um ultraje às tradições da família Baxter. No Texas, seu pai, Peter - um magnata cuja fortuna e mentalidade fora moldada tanto em petróleo quanto em catolicismo -, esperava que ela fosse uma esposa dócil de algum outro homem da elite financeira com a qual convivia, ou, no máximo, uma professora primária. Para ele, o intelecto feminino era um erro desnecessário da natureza.
Giovana sabia que era a decepção de um homem que desejava um herdeiro varão. Sua mãe, Maria, uma devota da Virgem de Guadalupe, anulou-se por décadas em um casamento sem afeto, servindo não raras vezes de anteparo entre a frieza do marido e a rebeldia da filha. Hoje, Giovana via o rastro de sacrifício deixado por Maria e sentia que cada medalha em seu peito era uma declaração sua de independência.
Agora com 30 anos e uma carreira sólida construída, a militar de 1,70, porte atlético, cabelos e olhos castanhos claros, ainda era alvo da campanha do pai por um marido e netos.
Consultou o relógio: quase seis da manhã. Estava acordada há 24 horas. O trajeto de Halifax a Seattle, somado a oito horas de direção em um carro alugado, havia esgotado suas reservas de paciência. Tudo o que ela queria era um banho quente, uma dose de tequila e um cigarro. Olhou de soslaio para sua escolta: um sargento atarracado que lhe lembrava do Bob Esponja e um soldado magro muito parecido com o Recruta Zero dos quadrinhos, a exceção dos óculos embaçados pela umidade. A imagem seria cômica, não fosse a irritação e a dor incômoda que lhe latej*v* as têmporas sem piedade.
O soldado à porta do Comando bateu continência. Giovana entrou na sala aquecida, o ar seco contrastando com sua pele gelada.
- Major Baxter apresentando-se - anunciou, assumindo a posição de sentido.
Na sala, o Secretário de Defesa, John Smith, destacava-se não pelo cargo, mas por uma gravata amarela berrante sob um terno preto. Ao seu lado, o Comandante da Unidade e outros oficiais de alto escalão mantinham expressões gélidas.
- À vontade, Major. Sente-se - autorizou o Comandante.
Smith deslizou uma pasta de couro sobre a mesa com o carimbo CONFIDENCIAL em letras garrafais. Ao abrir, Giovana encontrou o retrato em preto e branco de uma mulher de traços fortes e olhar profundo.
- Irina Zakirova, médica e pesquisadora geneticista - começou Smith. - Viúva de Sergei Putchenko, um dos principais nomes da tecnologia de controle de massas do governo russo. Putchenko pretendia desertar para o Reino Unido, mas foi executado em Londres no mês passado.
- E a viúva? - perguntou Giovana, os olhos fixos na foto.
- Desapareceu no dia do crime e foi localizada ontem por nossa equipe. Está sob custódia em um local seguro em Londres, mas há um problema: ela sofre de amnésia dissociativa profunda. Não lembra do marido, dos projetos ou da própria identidade. Sua missão é aproximar-se dela e extrair o que ela sabe.
Giovana arqueou uma sobrancelha. - Por que eu, Secretário? Há especialistas em interrogatório e psiquiatras na Agência.
- Você é uma cientista, Major. Entende a linguagem técnica que Putchenko utilizava e tem o treinamento necessário para neutralizar qualquer ameaça russa que tente resgatá-la. Precisamos de um vínculo de confiança, não de uma sala de tortura.
- Estamos falando de algo similar ao nosso programa HAARP? - Giovana foi direta. - Armas geofísicas e manipulação ionosférica?
Smith assentiu, a gravata amarela balançando com o movimento. - Exato. Os russos estão testando algo na Sibéria que pode tornar nossos sistemas obsoletos. Putchenko era o cérebro do projeto. Entretanto, dada a formação de Zakirova, desconfiamos que poderá haver experimentos genéticos associados. Algo de aprimoração genética como arma de guerra.
O Secretário entregou uma segunda pasta. - Você tem doze horas para descansar. Partirá de Seattle em voo comercial sob nova identidade. Você será uma escritora em busca de isolamento; Irina será sua vizinha, hóspede em uma residência discreta em Larkhill.
- Armamento?
- Uma pistola compacta e uma submetralhadora de assalto leve serão providenciadas no local. A partir de Londres, nossa comunicação será exclusivamente via e-mail criptografado.
Giovana levantou-se, sentindo o peso da nova missão substituir o cansaço. Prestou continência e retirou-se. Enquanto caminhava para o alojamento, o desejo por um cigarro Camel mentolado era quase tão forte quanto a curiosidade sobre a mulher da foto. As férias na praia teriam que esperar; em Larkhill, o inverno e talvez o inferno estava apenas começando.
***
Giovana alcançou o alojamento na ala noroeste da Unidade, um setor isolado onde o silêncio era interrompido apenas pelo chicoteio da chuva contra as janelas de vidro armado. Após um banho rápido que mal conseguiu dissipar a tensão e a dor dos ombros, ela desabou na cama de campanha. Ignorou as normas disciplinares, acendeu um cigarro e deixou que a fumaça mentolada preenchesse o cubículo. O cansaço era uma névoa espessa, mas sua mente, treinada para a hipervigilância, recusava-se a desligar. Engoliu uma barra de cereal sem sentir o gosto e fechou os olhos, forçando um repouso que durou pouco menos de três horas.
Quando acordou, a escuridão do quarto era cortada apenas pela luz pálida de um poste externo. Sabendo que o sono não voltaria, puxou a pasta sobressalente para o colo. A luz da lanterna tática revelou o dossiê:
"Irina Zakirova. São Petersburgo, nascida em 1980. Formada em Medicina, Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estatal de Moscou, 1999. PhD aos 26 anos."
Uma trajetória brilhante, pensou Giovana, mas marcada por perdas. Órfã de mãe aos dois anos; o pai, um político de influência, fora apagado em um atentado nos caóticos anos noventa. Casou-se aos dezenove, assim que se formou, com Sergei Putchenko. Sem registros de descendentes. O único vínculo vivo era uma avó, mãe de sua mãe, que o tempo e a distância pareciam ter esquecido.
Do marido, o cenário era ainda mais turvo. Um nacionalista ferrenho, colaborador direto do Kremlin. O Departamento de Defesa possuía apenas lacunas onde deveriam estar os dados biográficos de Sergei. Era um rastro apagado com precisão cirúrgica, como se a existência do homem tivesse sido protegida por camadas e camadas de sigilo absoluto.
- Uma incógnita guardada por um fantasma - murmurou Giovana para as paredes nuas do alojamento.
Aquilo não era apenas uma missão de busca de informações; era um quebra-cabeça de alta periculosidade onde as peças principais haviam sido incineradas. Abandonou a pasta, sentindo a adrenalina começar a substituir a exaustão. Vestiu o uniforme e saiu para o pátio. Precisava que o ar gelado de Washington terminasse de despertar seus sentidos e que o movimento aliviasse a rigidez dos músculos. Teria tempo de sobra para lutar contra o sono durante as nove horas de voo sobre o Atlântico. Londres a esperava, e com ela, uma mulher que não se lembrava de ser a chave para uma possível catástrofe global ou para evita-la.
Londres, Inglaterra. 15:30 PM.
Dia 3.
Giovana despertou com o solavanco do avião taxiando na pista principal de Heathrow. Se estivesse em um jato executivo, o pouso teria sido no London City, a um passo do centro; mas a urgência e a discrição ditaram um voo direto de Seattle pela West Jet.
As nove horas de travessia, o jet lag impiedoso e o estômago vazio haviam mandado seu bom humor não apenas para o espaço, mas para algum ponto remoto na periferia da Galáxia de Andrômeda. Ao seu lado, uma senhora tagarela, que passara o voo narrando a vida dos netos no Brasil, agora bloqueava o corredor com uma lentidão exasperante ao organizar sua bagagem de mão. Giovana forçou um sorriso diplomático e um aceno de cabeça, embora sua mente já estivesse quilômetros à frente.
Ao cruzar a porta da aeronave, seus olhos encontraram os de uma comissária morena, de uma beleza magnética. O instinto de flertar disparou por hábito, mas Giovana apenas retribuiu o cumprimento com um aceno. O tempo era um luxo que ela não possuía.
Enquanto aguardava sua mala na esteira, o celular vibrou. Número privado.
- Alô? - Major Baxter - a voz de Smith soou metálica. - Mudança de planos. O serviço russo está fechando o cerco e pode localizar a russa a qualquer momento. Ela já foi movida para Larkhill sob proteção de aliados. Você tem um contato do MI6 no saguão. Ele a identificará e passará as novas coordenadas. Entendido? - Positivo. Copiado - respondeu Giovana, sentindo o pulso acelerar e a adrenalina fluir por suas veias, como sempre acontecia quando estava prestes a entrar em ação.
O telefone tocou novamente no segundo seguinte. Antes que pudesse bloquear a tela, a voz estridente de seu pai invadiu o canal, quase perfurando seu tímpano.
- Giovana! Onde você está? - Olá, papai. Que bom saber que você também está bem - ironizou, trocando o aparelho de orelha. - Não seja insolente! Achei que o Exército tivesse lhe ensinado o mínimo de disciplina e respeito. - O tom de Peter Baxter era um trovão de autoritarismo. - Papai, você não é meu oficial superior - rebateu, o cansaço mesclado com raiva fez seu tom sair uma oitava mais alta - Estou em Londres a trabalho. Vou ficar por aqui alguns dias. - Londres? Sua mãe ainda morre de desgosto! Domingo é o aniversário dela e eu espero que você tenha a decência de aparecer.
Um palavrão mudo cruzou a mente de Giovana. Ela havia esquecido completamente. Quinta-feira. O caso Irina dificilmente seria resolvido em três dias. - Farei o possível para estar aí, pai. Agora preciso desligar. - É bom mesmo. Ou pode dar adeus à sua herança! - ele bradou antes que ela pudesse cortar a ligação.
Giovana massageou a têmpora direita, sentindo o reinício daquela enxaqueca. A ameaça da herança era um disco riscado que ela ouvia desde os dezoito anos, mas o peso da culpa em relação à mãe sempre deixava um gosto amargo.
No saguão, ela se instalou em um Café estratégico, observando o fluxo de passageiros enquanto esperava o contato. Dez minutos depois, um homem de terno impecável e porte atlético desocupou a mesa vizinha e parou diante dela, pousando uma maleta executiva sobre o tampo.
- Com licença. Posso me sentar? - A sua cadeira está com defeito, parceiro? - retrucou ela, sem paciência para abordagens casuais e indesejadas do sex* oposto, que insistiam em sempre acontecer. - Tudo em ordem. Mas creio que a senhorita Ellen Smith prefira este assento - disse ele, baixando a voz.
O nome falso agiu como um interruptor, a mente alerta no mesmo instante. Giovana estreitou os olhos. - E você seria? - Agente Ethan, MI6 - ele mostrou brevemente a identificação por baixo da maleta. - Está dez minutos atrasada, Major. A pontualidade militar americana está deixando a desejar. - Culpe o fuso horário e a burocracia de Heathrow, Ethan. Vamos direto ao ponto. O que tem para mim?
Ele deslizou a maleta. - Instruções atualizadas, um mapa para Larkhill e um telefone com criptografia de ponta. É seu único canal seguro conosco. E - ele soltou uma risada curta e sem humor - deixei um presente de Sua Majestade no estacionamento. Acho que vai apreciar o estilo. As armas estão no porta malas.
Ele entregou as chaves e desapareceu na multidão com a eficiência de um "fantasma" muito bem treinado.
Giovana terminou o café em um gole, pegou a bagagem e seguiu para o setor indicado no estacionamento. Quando destravou o alarme, um sorriso genuíno finalmente surgiu em seu rosto. Reluzindo sob as luzes fluorescentes, um Aston Martin Rapide 6.0 preto fosco parecia uma fera à espera.
- Nada mal, 007 - murmurou para si mesma, ainda sorrindo.
Ela acomodou a mochila no banco de trás e deu a partida. O ronco dos 550 cavalos de potência vibrou em seu peito, dissipando o cansaço. Ligou o som, acelerou rumo à saída e deixou Londres para trás. Larkhill a esperava, e desta vez, ela estava devidamente armada.
***
Larkhill, próximo a Stonehenge, Inglaterra. 07:45 AM.
Irina Zakirova despertou em camadas, como se emergisse de um oceano de chumbo, que insistia em atraí-la para suas profundezas. Ao abrir os olhos, o teto de vigas de madeira escura não lhe ofereceu nenhuma resposta. O quarto era mobiliado com uma parcimônia austera: uma cama de dossel cujas cortinas pesadas pareciam sufocar o ar, uma escrivaninha de carvalho marcada pelo tempo e uma penteadeira de espaldar alto que projetava uma sombra retorcida contra a parede.
No criado-mudo, uma jarra de água, remédios e um copo vazio esperavam na penumbra. Irina tentou sentar-se, mas cada fibra do seu corpo protestou com uma dor aguda e latejante. Ao erguer o braço direito, o choque: o antebraço estava rigidamente enfaixado sob o tecido da camisola.
Com esforço, ela afastou as cobertas pesadas. Ao tentar se levantar, o equilíbrio falhou; o chão pareceu inclinar-se, e ela só não caiu porque se agarrou à coluna da cama. Com passos vacilantes, alcançou a janela e afastou as cortinas. Estava no segundo andar de uma residência de campo. Lá fora, uma névoa fina e persistente insistia em esconder o sol, revelando apenas vultos de ovelhas pastando em campos distantes.
Que lugar é este? Como vim parar aqui?
Ela se arrastou até a porta à esquerda: um banheiro. No reflexo do espelho manchado, encontrou uma estranha. A bochecha esquerda estava marcada por hematomas purpúreos que contrastavam com a palidez cadavérica de sua pele. O pânico, frio e absoluto, começou a serpentear por sua espinha ao perceber que não sabia quem era aquela mulher. Não havia nome, não havia memória, não havia passado. Até os pensamentos que atropelavam sua mente pareciam estar em um idioma emprestado, uma língua que ela entendia, mas que não sentia como sua.
Encontrou um roupão sobre a cadeira. Vestiu-o, notando como ele se ajustava perfeitamente ao seu corpo - um detalhe que lhe pareceu estranhamente deliberado. Saiu para o corredor acarpetado, onde uma lufada de ar gélido a atingiu, vinda de algum lugar do andar de baixo.
Desceu a escada degrau por degrau, as mãos trêmulas deslizando pelo corrimão de madeira fria. A sala de estar exalava um bom gosto antigo e silencioso. No canto, o fogo crepitava em uma lareira de pedra, o único sinal de vida ali. Ela se aproximou das chamas, tentando aquecer as mãos que pareciam feitas de gelo.
- Ora, vejo que a senhora já acordou - uma voz feminina soou às suas costas, quebrando o silêncio. - Deseja o desjejum? Temos pão e leite frescos.
Irina virou-se em um sobressalto. Uma senhora de meia-idade a observava com uma atenção que beirava a vigilância.
- Quem é você? Onde estou? - a voz de Irina saiu rouca, arranhando uma garganta seca há muito tempo. O sotaque era estrangeiro, estranho aos seus próprios ouvidos.
- Sou Sophia Jones. Meu marido e eu cuidamos desta propriedade - a mulher respondeu com um sorriso treinado. - A senhora não se lembra? Alugamos quartos por temporada. Chegou há alguns dias, através de uma agência de viagens.
- Não... não lembro de nada. Como me chamo?
- Seu nome é Margareth Campbell. E a senhora está em Larkhill, na Inglaterra, bem perto das ruínas de Stonehenge - Sophia aproximou-se, a preocupação em seus olhos parecendo tão ensaiada quanto suas palavras. Ela omitiu, no entanto, que a propriedade ficava nos limites de uma zona de exclusão militar. - Acomode-se, vou trazer um café forte. Ou prefere chá?
- Café. Por favor.
Irina sentou-se, sentindo o calor da lareira, mas o frio interno não cedia. Enquanto observava a mulher se afastar, uma certeza incômoda se instalou em seu peito: tudo ali - o nome, a hospitalidade, até o estalar da lenha no fogo - parecia artificial. Como um cenário montado para uma peça de teatro da qual ela não conhecia o roteiro. E ela pretendia descobrir quem era o diretor antes que as cortinas se fechassem definitivamente.
Fim do capítulo
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Zanja45
Em: 14/02/2026
Também queria entender o porquê Giovana foi designada para essa missão se existia outras pessoas mais capacitadas para esse tipo de serviço. Só porque ela é uma cientista e entenderia mais a linguagem técnica de Urina? Há algo mais que eles deixaram a entender.
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Lady Texiana Em: 15/02/2026 Autora da história
Olá, querida leitora. Obrigada por estar acompanhando essa aventura e por todos os comentários realizados! Sua interação é extremamente importante para mim. Não vou dar spoiler, mas também acho que há algo mais ;). Abraços!