Capitulo 32
Por Luísa:
A dança tinha terminado, mas meu corpo ainda vibrava com a memória dos toques de Bia. Voltamos para a mesa em silêncio.
Sentei ao lado dela novamente sentindo meu coração acelerado, e cada centímetro de distância entre nós parecia minúsculo demais e grande demais ao mesmo tempo. Minha pele formigava quando minha mente pensava na mão dela na minha cintura e a pressão de seu corpo contra o meu.
Tentei afastar os pensamentos e sensações intrusivas, me concentrando na celebração ao redor. As noivas dançavam juntas agora, completamente perdidas uma na outra. Helena tinha a cabeça apoiada no ombro de Isabela, e elas se moviam como se fossem uma só pessoa. Era lindo. Era exatamente o tipo de amor que eu sempre tinha sonhado, mas nunca tinha acreditado ser possível para mim.
Peguei minha taça de espumante sem álcool, já que sabia que teria que dirigir na volta, e bebi um gole, tentando acalmar os nervos. Mas não adiantava. Meu corpo estava hiperconsciente de cada movimento de Bia ao meu lado.
— Você está bem? — ela perguntou baixinho, apenas para mim.
Virei para encará-la, e o erro foi olhar nos olhos dela. Estavam escuros, intensos, queimando com algo que fez meu estômago revirar.
— Estou — menti, minha voz saindo mais rouca do que pretendia.
— Mentirosa — ela sussurrou, e havia um sorriso pequeno brincando nos cantos da boca dela.
— E você está? — retruquei, tentando tomar um pouco o controle da situação.
— Não — ela admitiu sem hesitar. — Não estou nem um pouco bem.
Engoli em seco, sentindo meu coração disparar ainda mais.
— Bia...
— Você fica linda quando está nervosa — ela interrompeu, seus olhos descendo brevemente para meus lábios antes de voltarem para os meus olhos. — Sabia disso?
Senti meu rosto esquentar, uma onda de calor descendo pelo meu corpo.
— Você não pode falar essas coisas aqui — sussurrei, olhando ao redor para garantir que ninguém estava prestando atenção em nós.
— Por que não? — ela perguntou, inclinando-se levemente na minha direção. — É a verdade.
— Porque... — comecei, mas as palavras morreram na minha garganta quando senti a mão dela roçar levemente a minha por baixo da mesa.
— Porque o quê, Luísa? — ela insistiu, seus dedos agora traçando um caminho lento e sensual na palma da minha mão.
— Porque você está me deixando louca — admiti finalmente, minha voz saindo tão baixa que mal consegui ouvi-la.
— Ótimo — ela disse, apertando minha mão levemente. — Pelo menos estamos empatadas.
Antes que eu pudesse responder, Helena e Isabela apareceram ao lado da nossa mesa, ainda radiantes.
— Bia! Luísa! — Helena nos chamou, sorrindo largo. — Estavam tão lindas dançando juntas!
Soltei a mão de Bia rapidamente, sentindo meu rosto queimar. Bia, por outro lado, parecia completamente tranquila.
— Obrigada — ela respondeu, se levantando para abraçar as noivas. — O casamento está perfeito. Vocês estão perfeitas.
— Concordo — eu disse, também me levantando. — Foi uma cerimônia linda. Os votos de vocês foram... — minha voz falhou levemente. — Foram muito emocionantes.
Isabela sorriu, segurando a mão de Helena.
— Vocês duas também formam um casal lindo — ela disse, e algo no tom dela parecia genuíno, não apenas cortesia social. — A forma como vocês se olham... dá pra sentir que é especial.
Meu coração apertou. Se ao menos ela soubesse que não éramos um casal de verdade. Que tudo isso era apenas uma farsa.
— Obrigada — consegui murmurar, forçando um sorriso.
— É verdade — Helena concordou, olhando entre mim e Bia. — Tem uma química entre vocês que é impossível não perceber.
Bia riu, mas havia algo tenso na risada.
— A gente tenta — ela disse, passando o braço pela minha cintura.
O toque dela, mesmo por cima do vestido, fez minha pele arder.
— Não deixem o amor esfriar — Isabela disse nos olhando com intensidade. — Lutem por ele. Sempre.
— Vamos — prometi, sem saber se estava mentindo ou não.
Depois que elas se afastaram para cumprimentar outros convidados, voltamos a sentar. O silêncio entre nós agora era ainda mais carregado.
— Elas acham que somos um casal de verdade — murmurei, mais para mim mesma.
— E não somos? — Bia perguntou, e quando olhei para ela, havia algo em sua expressão. — Pelo menos por essa noite, não é?
Não soube o que responder. Porque ela tinha razão. Naquele momento, naquele lugar, nós parecíamos um casal de verdade. Sentíamos como um casal de verdade.
***
Quando finalmente decidimos ir embora, já passava da meia-noite. A maioria dos convidados ainda estava lá, dançando e celebrando, mas a tensão entre Bia e eu havia chegado a um ponto insustentável.
— Vou buscar o carro — eu disse, pegando as chaves da bolsa.
— Eu dirijo — ela ofereceu.
— Você bebeu vinho — lembrei. — Eu tomei só espumante sem álcool. Então, eu dirijo.
Ela não insistiu.
O caminho até o estacionamento foi silencioso, nossos saltos ecoando no chão de pedra. Sentia o olhar dela em mim, pesado e quente, mas não tive coragem de encará-la.
Entramos no carro, e comecei a dirigir pelas ruas do interior de Vintervile. Era tudo tão quieto, iluminado apenas por postes de luz amarelados que criavam sombras alongadas.
Tentei me concentrar na estrada, mas era impossível ignorar Bia ao meu lado. A forma como ela me olhava, a tensão que irradiava dela.
E então, senti.
A mão dela pousou levemente na minha coxa.
Meu corpo inteiro reagiu instantaneamente. Suspirei, tentando manter a respiração controlada, mas meu coração já estava disparado.
— Bia... — consegui dizer, minha voz saindo trêmula.
— Luísa... — ela respondeu, sua voz rouca e carregada de promessa. — A sua pele é tão quente e gostosa.
Os dedos dela começaram a se mover, traçando círculos lentos na minha coxa, subindo gradualmente por dentro do vestido.
Mordi os lábios com força, já sentindo meu centro pulsar. Minha mão apertou o volante até os nós dos dedos ficarem brancos.
— Você quer que eu pare? — ela perguntou, mas seus dedos continuaram subindo.
— Não — admiti, minha voz saindo quase como um gemido. — Não quero, mas preciso conseguir dirigir... se não, vou frear e não sairemos do lugar.
A mão dela cessou o carinho e nós duas rimos. Foi a primeira vez na noite que a tensão entre nós se transformou em algo mais leve. Mas os dedos dela não pararam completamente. Continuaram ali, quentes contra minha pele, prometendo mais.
O resto do trajeto até o hotel foi uma tortura deliciosa.
***
Assim que estacionamos, saímos do carro com pressa. Não houve palavras. Apenas olhares carregados e toques furtivos enquanto caminhávamos rapidamente pelo lobby do hotel.
No elevador, ela me pressionou contra a parede, seus lábios a centímetros dos meus.
— No seu quarto ou no meu? — ela sussurrou, e havia humor na voz dela, porque obviamente era o mesmo quarto.
— Nosso — respondi, lançando para ela um olhar carregado de significado.
As portas do elevador se abriram, e caminhamos pelo corredor com uma urgência que fazia meu corpo tremer. Minhas mãos tremiam quando coloquei o cartão na fechadura.
Mal a porta fechou atrás de nós, o olhar de Bia encontrou novamente o meu.
Havia uma pergunta ali. Uma última chance de recuar.
Mas eu não queria recuar. Não mais.
Ela se aproximou, e eu fui ao encontro dela. Nossos lábios se encontraram com uma urgência que tirou meu fôlego. Correspondi ao beijo com toda a vontade e paixão que tinha segurado durante dias. Semanas. Desde que a conheci.
Abri caminho para a língua dela brincar com a minha, e senti suas mãos enlaçando minha cintura, me puxando para mais perto. Minhas mãos subiram para o rosto dela, depois desceram para o pescoço, sentindo o pulso dela acelerado sob meus dedos.
Meu corpo pedia por mais contato. Mais pele. Mais dela.
— Bia... quero tanto... tanto... — consegui dizer baixo, quase sussurrado entre seus lábios, mas certificando-me de que ela não tivesse dúvida da minha vontade, do meu desejo.
Quando a boca dela deixou a minha para se aventurar pelo meu pescoço, beijando, mordendo, ch*pando, senti minhas pernas fraquejarem.
— Eu também — ela disse, sua voz rouca e sussurrada enquanto lambia minha orelha, deixando minha pele toda arrepiada.
As mãos dela encontraram o zíper do meu vestido. Senti quando ela o abriu devagar. Então, com as mãos quentes nos meus ombros, ela desceu o vestido, que caiu até meus pés.
Tirei os sapatos e me senti nua diante dela, mesmo ainda usando lingerie. Ela olhou para meu corpo com os olhos escuros, famintos, fulminantes... Me deixou ainda mais molhada com aquele olhar.
Voltei a capturar seus lábios, e nossas línguas se misturaram em um ritmo desesperado. Ch*pei a língua e o lábio inferior dela, mordendo levemente, e ela abriu os olhos, me puxando para mais perto com força.
Não sei se por perceber minha excitação crescente, mas Bia tirou rapidamente as mãos do meu corpo para abrir seu próprio vestido, puxando o zíper lateral. Me aproximei, colocando as mãos em seus ombros e sentindo o vestido cair com um leve movimento que parecia acontecer em câmera lenta.
Ela estava com uma lingerie preta de renda. Linda. Sexy. Tudo que eu queria. Ali diante de mim.
Nossos corpos se aproximaram novamente, pele contra pele, e senti meu centro arder, pulsar com necessidade.
Bia levou meu corpo até a cama, me deitando com cuidado mas ao mesmo tempo com urgência. Subiu seu corpo sobre o meu. Beijava meus lábios, mordia meu pescoço, e eu sentia meu corpo ardendo, implorando por mais.
Minhas mãos, que estavam nas costas dela, encontraram o fecho do sutiã e o abriram. Desci as mãos até sua cintura, pressionando seu corpo em direção ao meu, querendo senti-la completamente.
Bia pareceu entender o recado. Se livrou do sutiã num movimento rápido e encaixou a coxa entre minhas pernas.
Aquele contato. O toque no meu ponto pulsante fez com que um gemido escapasse dos meus lábios sem que eu pudesse controlar.
Bia sorriu de canto, aquele sorriso confiante e perigoso, e começou a movimentar mais a coxa, apertando minha cintura com as mãos enquanto puxava meu corpo ao encontro do seu. Subiu as mãos pelas minhas costas e tirou meu sutiã, libertando meus seios.
Interrompeu o beijo e começou a descer a boca para meu pescoço e depois para meus seios. Meu corpo estava ansioso, implorando por aquele toque. A ponta da língua dela circundou meu bico, já arrepiado e sensível, e ela sugou, aumentando ao mesmo tempo a fricção da coxa no meu corpo.
Não consegui controlar outro gemido, mais alto dessa vez, e comecei a me esfregar na perna dela, sentindo minha umidade molhar sua coxa.
Senti a mão dela ir da minha cintura para minha calcinha, criando um espaço entre sua perna e meu corpo. Seus dedos apertaram minha intimidade por cima do tecido, depois afastaram minha calcinha de lado, e quando senti eles encontrarem meu ponto mais sensível, ficou impossível evitar direcionar meu corpo ao encontro. Queria mais contato. E ela sabia.
Bia voltou a subir os beijos até encontrar minha boca, sem deixar de dar toques no meu centro, explorando, provocando.
— Tão molhada... — ela disse no meu ouvido, sua voz rouca de desejo. — Tão gostosa...
Disse isso apertando a mão no meu ponto, e eu gemi contra a boca dela.
— Quero mais... quero te sentir assim...
Sua voz saiu sussurrada, e então seus dedos me penetraram lentamente, cuidadosamente, me preenchendo de um jeito que arrancou outro gemido da minha garganta.
— Tão quente... — ela murmurou contra meus lábios.
Meu sex* começou a se mover para frente e para trás, facilitando a entrada dos dedos, encontrando um ritmo que nos fazia perder o fôlego.
— Bia... — gemi seu nome como uma prece, uma súplica, uma promessa.
Seus olhos encontraram os meus… ardentes e famintos. Ela sentia cada movimento do meu corpo contra o dela, cada tremor, cada respiração entrecortada que escapava dos meus lábios. Sabia exatamente quando eu estava quase chegando ao clímax. E foi justamente nesse momento que interrompeu o contato, tirando seu dedos úmidos de dentro de mim e me arrancando um suspiro frustrado, quase desesperado.
Suas mãos deslizaram até meus pulsos com deliberada lentidão, erguendo meus braços acima da cabeça e me prendendo ali. Vulnerável, exposta, completamente à sua mercê. Meu corpo derretia com o olhar que ela me lançava. Uma parte de mim ardia de irritação pela interrupção cruel, mas outra parte... outra parte implorava por mais.
Sua língua traçou o contorno dos meus lábios numa carícia quente, úmida e sensual, antes de descer mordiscando minha mandíbula, meu pescoço, até alcançar meu ouvido. Seu sussurro rouco incendiou minha pele:
— Eu quero sentir teu corpo inteiro vibrando na minha boca.
Meu centro pulsou, contraindo em uma onda de desejo tão intensa que arrancou um gemido da minha garganta.
— Desce — ordenei, mal conseguindo controlar a urgência na voz.
Ela libertou meus pulsos e desceu as mãos pelos meus braços, deixando um rastro com as unhas arranhando levemente minha pele. A cada centímetro que descia, distribuía beijos e mordidas que prometiam deixar marcas. Bia se posicionou entre minhas pernas abertas. Com as mãos firmes na minha cintura, arrancou minha calcinha e ergueu os olhos para mim. Aquele olhar escuro, carregado de fome.
Joguei a cabeça para trás no instante em que senti a ponta quente da sua língua tocando meu ponto mais sensível, incendiando meu corpo. Ela segurou minha cintura com força possessiva e começou a me devorar, pressionando os lábios e a língua contra meu centro pulsante, sugando, explorando, conduzindo meu corpo a um ritmo frenético que eu não conseguia controlar.
— Bia... assim... aaaah, não para... — gemia seu nome entre respirações ofegantes, enquanto minhas mãos agarravam o lençol com força, procurando algo, qualquer coisa para me ancorar.
Ela intensificou a pressão, a boca colada ao meu sex*, a língua movendo-se em círculos precisos. O calor no meu ventre crescia, insuportável, meu quadril buscando freneticamente mais fricção, mais contato, mais dela. Senti o orgasmo subindo como uma onda avassaladora. Gritei seu nome, soltando o lençol, minhas pernas tremendo incontrolavelmente ao redor da cabeça dela. Ela não parou, me levando além do limite, prolongando cada espasmo até me deixar completamente devastada.
Quando finalmente afastou a boca do meu sex*, subiu distribuindo beijos molhados pelo meu corpo ainda estremecido, até capturar meus lábios num beijo faminto, profundo, que tinha gosto de mim misturado com o dela.
Ela me olhou com aqueles olhos transbordando desejo e arrancou a própria calcinha encharcada. Coloquei minhas mãos em sua cintura e a puxei com força para cima de mim. Abocanhei seu seio, sugando, mordendo levemente o bico endurecido. O gemido rouco que escapou da garganta de Bia acendeu algo selvagem dentro de mim. Capturei seus lábios novamente, sugando sua língua.
Ela encaixou o sex* molhado na minha coxa e começou a se esfregar, cada movimento deixando um rastro quente e escorregadio na minha pele. Estava encharcada. Desci as mãos pela sua cintura até sua bunda, apertando com força, puxando-a ainda mais contra mim, pressionando minha coxa firme contra seu centro pulsante. Bia aumentou a intensidade dos movimentos, rebol*ndo sem pudor, gem*ndo cada vez mais alto, perdida no próprio prazer.
Não demorou. Ela gem*u meu nome numa voz estrangulada, seu corpo convulsionando sobre o meu, antes de desabar completamente, a respiração irregular contra meu pescoço.
E pela primeira vez desde que nos conhecemos, não havia mentiras entre nós. Não havia contratos. Não havia máscaras ou papéis a desempenhar.
Havia apenas nós duas. Nossos corpos. Nosso desejo. Nossa verdade.
Fim do capítulo
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