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Me lembre que te esqueci por silverquote

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Palavras: 1368
Acessos: 269   |  Postado em: 08/02/2026

Capitulo 27 - Almoço

27 - Almoço 

Capítulo vinte e sete


CAROLINA FONSECA


Quando a porta do elevador se fechou atrás de Esther e Lara, o apartamento pareceu maior do que nunca.

Fiquei parada por alguns segundos, olhando para o reflexo distorcido das portas de aço, como se elas pudessem me devolver alguma coisa que eu tinha acabado de perder — ou talvez algo que eu nunca tivesse tido de verdade.

Lara não tinha me rejeitado de forma cruel. Não houve gritos, nem choro. Foi pior do que isso.

Ela simplesmente não quis ficar.

Fechei a porta do apartamento com mais força do que o necessário e caminhei até o sofá, onde ainda havia pratos sujos de pizza e guardanapos amassados. Aquele cenário doméstico improvisado me deu um nó na garganta. Eu podia comprar o que quisesse, tinha poder para mandar e desmandar em uma empresa de mais de duzentos funcionários — e ainda assim não sabia como ser mãe para uma criança de seis anos.

Sentei-me, apoiei os cotovelos nos joelhos e passei as mãos pelo rosto. Pela primeira vez em muito tempo, senti algo próximo de vergonha.

Eu não podia culpar Lara. Ela estava sendo arrancada de um mundo familiar e confortável e jogada em um território estranho, com uma mulher que mal conhecia.

Naquela noite, dormi mal. Sonhei com mãos pequenas escapando das minhas.

No dia seguinte, peguei o carro e segui em direção à escolinha infantil onde Lara estudava. Cheguei aparentemente bem na hora da saída e fiquei observando os pais se acumularem perto do portão. Mochilas coloridas surgiam aos montes. Gritos e risadas altas. Um mundo ao qual eu nunca imaginei pertencer.

Reconheci sem esforço o jeito de andar da mulher de cabelos escuros, jeans e camiseta branca. O cabelo preso em um rabo de cavalo despretensioso.

Quando nossos olhares se cruzaram, o ar mudou.

Não houve sorriso. Mas também nenhuma hostilidade aberta. Apenas aquele estranhamento denso, quase elétrico, de quem já se conheceu profundamente demais para fingir normalidade.

— Carolina — Esther disse, parando a poucos passos de mim.

— Oi, Esther.

Ficamos ali, imóveis, enquanto crianças passavam correndo entre nós.

— O que você faz aqui? — ela perguntou, percebendo que eu não falaria nada.

— Eu só queria vê-la… Desculpa não avisar — fui sincera.

Esther suspirou. Seu olhar dizia coisas que ela provavelmente não se atreveria a falar.

— Tudo bem. — Fez uma pausa. — Só tenta não me pegar de surpresa da próxima vez. -- Resmungou contrariada.

Assenti. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Lara surgiu no meio da multidão e correu direto para os braços da minha ex. Observei a cena com um encantamento contido.

— Oi, Lara — falei, abaixando um pouco o corpo.

Ela me olhou. Não sorriu, mas também não se escondeu.

— Oi.

Seu olhar me analisava com curiosidade. Ao menos daquela vez, ela parecia menos acuada — talvez por estarmos em um ambiente neutro.

— O que acha de almoçarmos por aqui? — perguntei, tentando soar casual.

Esther hesitou por um segundo.

— Claro.

Havia desconfiança em seu olhar. Acho que sempre haveria.

Escolhi um restaurante próximo à empresa por pura conveniência. Um lugar discreto, com mesas espaçadas e que tinha cardápio infantil.

Lara se sentou de frente para mim, ao lado de Esther. Falava sobre a escola, sobre uma atividade de pintura, enquanto eu e Esther trocávamos frases curtas, medidas, como se qualquer palavra errada pudesse virar munição.

E eu sabia que poderia mesmo.

Então Jaqueline apareceu.

Eu a vi antes mesmo que Esther percebesse. Ela vinha do prédio da empresa, segurando o celular nas mãos e completamente distraída. Havia um sorriso em seu rosto — que se desfez no instante em que nos reconheceu à mesa.

— Jaque! — Lara saltou da cadeira antes que Esther pudesse reagir.

Jaqueline se aproximou, visivelmente surpresa, mas se abaixou para abraçar a menina.

— Oi, meu amor.

A forma como Lara se aninhou nela foi familiar e natural demais pro meu gosto. Mas era óbvio que aquela mulher convivia com a minha filha.

Senti algo feio subir pelo meu peito.

— Eu senti sua falta — Lara disse, sem cerimônia.

Esther me lançou um olhar rápido e chamou nossa filha de volta, como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo naquele momento.

— O que você está fazendo aqui, Esther? — Jaqueline perguntou. Seus olhos evitavam me encarar.

— Estamos almoçando — respondi antes que Esther pudesse. — Eu quis almoçar com a minha filha, e a Esther só veio acompanhar.

O silêncio que se seguiu foi desconfortável.

— Jaque, você sabia que a mamãe e a Carolina namoravam? — Lara perguntou de repente, com a naturalidade cruel das crianças.

Engasguei com a água.

— Sabia sim — Jaqueline respondeu. E, de repente, tive muita vontade de saber o que Esther tinha contado sobre nós duas para ela.

— É por isso que a Carolina é minha mãe também — Lara fez uma pausa, pensativa. — Você e a minha mãe também vão ter um bebê um dia?

O mundo pareceu parar por um segundo.

Jaqueline abriu a boca, claramente tentando encontrar uma resposta cuidadosa.

— Bom…

— Não — Esther cortou, firme. — A mamãe não vai ter outro bebê. -- Ela sorriu de leve, acariciando os cabelos de Lara.

O silêncio caiu pesado sobre a mesa. Jaqueline desviou o olhar. Mas eu vi. O sorriso dela se quebrando em algo contido.

— Eu vou voltar pro trabalho — disse, levantando-se. — Depois a gente conversa.

Jaqueline saiu a passos duros, sem olhar para mim.

Esther permaneceu em silêncio por alguns segundos. Depois, me encarou.

— Você fez isso de propósito?

— O quê? — perguntei, confusa.

— O restaurante. — Seus olhos estavam duros. — Você escolheu aqui porque sabia que ela poderia aparecer?

— Não — respondi, rápido demais. — Eu escolhi porque é perto. Só isso. — Fui sincera.

Ela me estudou, como se tentasse decidir se eu estava mentindo.

— Não brinque com isso, Carolina… — Esther remexeu a comida. — Eu vou me casar com ela.

Encarei o anel chamativo em seu dedo. Era verdade. A mulher que um dia eu amei loucamente agora se casaria com outra — e estava bem ali, na minha frente, me lembrando disso.

Espantei aqueles pensamentos.

— O que você fez com o anel? — perguntei de supetão.

— Anel?

— Nosso anel de casamento.

Esther piscou algumas vezes, visivelmente desacreditada. Uma sombra de tristeza atravessou seus olhos cor de mel, e percebi que eu a tinha levado de volta para aquele dia tão doloroso.

— Deixei no banheiro da rodoviária — disse, sem me encarar. Seus olhos fixavam em algum ponto aleatório pela janela.

Prendi o ar por um segundo, quase conseguindo visualizar a cena.

— Aquilo era ouro, você sabia, né? — brinquei, tentando amenizar o clima.

— Sabia. — Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e finalmente me encarou. — E você? Fez o quê com a sua?

— Está guardada — respondi, sem pensar.

Esther soltou um riso descrente.

— É verdade — insisti. — Se você quiser ver um dia… Está numa gaveta, no meu quarto.

Esther desviou o olhar, pigarreando.

— Já terminou de almoçar, meu bem? — perguntou à Lara, que tinha os olhos fixos no cardápio colorido.

— Eu posso pedir sobremesa? — Ela olhou para Esther e, por um segundo, desviou os olhos na minha direção.

Por algum motivo, me senti incluída.

— Você gosta de bolo de chocolate? — perguntei, já sinalizando para a garçonete.

Sorri quando minha filha confirmou que sim.

Assisti Lara devorar o bolo com um encantamento que eu nunca havia experimentado antes. Era difícil explicar por que eu estava tão feliz com tão pouco — mas estava.

Olhei para Esther e, para minha surpresa, seus olhos não estavam em nossa filha, e sim em mim. Ela pareceu desconcertada, como se tivesse sido pega fazendo algo errado.

— Depois desse bolo nós vamos embora… — disse baixinho. — Semana que vem eu levo ela pra te ver de novo.

Assenti.

 

Talvez levasse tempo. Mas, pela primeira vez, senti que ainda havia um fio de esperança.


Fim do capítulo


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