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Me lembre que te esqueci por silverquote

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Palavras: 1613
Acessos: 279   |  Postado em: 08/02/2026

Capitulo 26 - Tchau

26 - Tchau 

Capítulo vinte e seis


ESTHER MOTTA


-- Esther, não se exalte… -- a voz da Dra. Estela chegou baixa, quase colada ao meu ouvido. -- Se continuarmos assim, eles ganham.

Arregalei os olhos.

Até poucos minutos antes, tudo parecia sob controle. Mas agora, não mais. Embora Carolina houvesse recuado da guarda unilateral, e o juiz soasse conciliador, eu sentia o gosto amargo da derrota na boca.

Olhei na direção dela.

Minha ex mantinha a postura impecável, mas havia um desconforto estranho em seus gestos, como se estivesse em alerta constante. Era expectativa, ou talvez… culpa?

-- Eu não quis falar durante a audiência -- Minha advogada começou em tom ameno, depois de olhar para os lados enquanto caminhávamos pelo corredor do fórum. -- Mas isso não foi normal. -- Seu olhar deslizou até Inácio, que conversava com o juiz com intimidade excessiva há poucos metros atrás de nós. -- Se um dia eu descobrir que esse resultado foi comprado, não vou me surpreender.

Meu estômago afundou. Carolina… seria capaz?

Mas é claro que seria.

Não esperei muito ali. Saí antes que pudesse cruzar com ela naquele corredor estreito demais para o tamanho da minha raiva. 

 


 

Cheguei na casa dos meus pais, Lara seguia minha mãe por toda a casa tagarelando sem parar.

Falava animada sobre o zoológico que iriamos visitar no fim de semana. A normalidade infantil doía mais do que qualquer sentença.

-- Mamãe! -- ela correu até mim. -- Você demorou!

A abracei forte demais.

-- A gente vai sair um pouco hoje, tá? -- falei, tentando soar leve. -- Só dar uma volta.

Minha mãe, da cozinha, me lançou um olhar como quem perguntava o resultado da audiência e eu apenas balancei a cabeça em negação.

-- Passear? -- Lara me encarou com uma grande interrogação pairando nos olhinhos castanhos.

-- Isso, vamos visitar uma pessoa.

No carro, enquanto seguíamos em direção ao prédio de Carolina, senti o peso da situação me esmagar aos poucos. Como explicar para uma criança que aquela mulher desconhecida também era mãe dela? Como não deixar transparecer que aquilo tudo estava sendo imposto?

-- Filha… Você se lembra daquela moça que veio visitar a mamãe outro dia? A Carolina?

Lara pareceu pensar um pouco e logo assentiu com a cabeça.

-- Sim… Você e ela brigaram.

Apertei o volante e franzi a testa. -- Como assim brigamos, meu bem? -- Tentei sorrir.

-- Eu ouvi ela gritando com você. -- Encarei Lara momentâneamente. Seu olhar era baixo, como quem sabia que não deveria ter ouvido uma conversa de adultos.

-- Bom… Não foi nada sério. -- Menti. Não que Carolina merecesse muita consideração, mas eu não queria que nossa filha odiasse ela.

-- Por que vocês brigaram? -- Ela ergueu um olhar curioso em minha direção, e eu precisei pensar bem em como colocar a verdade em palavras suaves.

-- Bem… -- Respirei fundo. -- Aquela mulher… Ela era namorada da mamãe. -- Vi seu olhar confuso e completei. -- Antes da mamãe conhecer a Jaque.

-- Você tinha outra namorada? Por que?

Fiquei desconcertada com a pergunta inesperada.

-- A mamãe gostava muito dela… E a mamãe queria ter uma família com ela. -- Engoli em seco tentando conciliar meu esforço hercúleo de contar a verdade para minha filha com a dor insuportável que era reviver aquelas memórias. -- Um dia, nós duas decidimos que queríamos ser mamães… -- Continuei. -- Então fomos em uma médica, que pegou um pedacinho da Carolina, e colocou na barriga da mamãe. -- Lara permaneceu em silêncio e minhas mãos suavam. -- Um tempo depois, você nasceu. -- Finalizei.

Dentro do carro, eu só podia ouvir o barulho do motor e do trânsito do lado de fora, mas não demorou muito para que a voz chorosa de Lara quebrasse o silêncio.

-- Mamãe, eu não quero que você namore essa mulher, eu quero que a Jaque seja minha mãe!

Arregalei os olhos, surpresa. Ouvir aquelas palavras da minha filha mexeu com algo dentro de mim que eu não sabia explicar.

Mentira, eu sabia explicar sim. Era culpa.

-- Lara… Não é assim que as coisas funcionam. A Carolina é sua mãe, e ela quer te conhecer melhor.

-- Você tá me levando pra ver ela?! Eu não quero!

-- Nós só vamos dizer um oi pra ela e voltar… 

-- EU NÃO GOSTO DELA! -- Lara esperneou, fazendo birra, e eu tive que frear o carro de uma vez só. 

-- Lara, chega! -- Elevei a voz. Não costumava fazer isso, mas precisava controlar a situação. -- Eu não quero te ouvir falando assim da Carolina, você me entendeu?!

Minha filha assentiu, visivelmente amuada, e eu imediatamente amoleci.

-- Ela também é sua mãe, meu amor… Você falaria assim comigo? -- Perguntei, recebendo uma negativa. -- Então, por favor, seja educada como a mamãe te ensinou.

-- Ela mora longe? -- Lara perguntou, olhando pela janela.

-- Estamos chegando. -- respondi. -- Mas você não vai ficar lá sozinha. A mamãe vai estar com você o tempo todo.

Não obtive resposta além do silêncio. Em poucos minutos, estávamos parando em frente ao prédio em que Carolina vivia, e o lugar era exatamente como eu imaginava: imponente, silencioso e frio.

O porteiro abriu caminho sem sequer me perguntar nada. Carolina já nos esperava no hall, vestida de forma simples demais para alguém como ela -- calça marrom, camiseta branca, cabelos presos de qualquer jeito.

Parecia… humana demais pra alguém que tinha revirado minha vida de ponta cabeça. Aquilo me irritou um pouco.

-- Oi -- ela disse, agachando-se na frente da Lara. -- Você lembra de mim?

-- Lembro. -- Lara respondeu, segurando minha mão com força.

Carolina ergueu um olhar cheio de dúvidas pra mim e eu apenas arqueei as sobrancelhas como quem não tinha o que dizer.

Subimos juntas no elevador.

-- Você não gostava de morar em lugares altos -- comentei quando a vi apertar o número doze.

-- Sempre gostei -- Carolina respondeu, sem me olhar.

-- Não, não gostava. -- Temei. Minha memória não era tão ruim assim.

Ela suspirou, ajeitando os cabelos no espelho.

-- Eu dizia que não gostava porque você tinha medo.

Aquilo me pegou desprevenida. Desviei o olhar.

-- Eu moro no segundo andar agora. -- Retruquei e senti seu olhar sobre mim.

-- É, eu estive lá, lembra? -- Carolina disse com um sorrisinho desgostoso. -- Parabéns por estar superando seu medo de altura.

O elevador chegou antes que eu pudesse responder a provocação. Minha ex tratou de ir na frente e se adiantar em abrir a porta para entrarmos.

O apartamento era… vazio.

Bonito, caro e completamente impecável. Mas vazio.

Nenhuma foto. Nenhum objeto fora do lugar. Nenhuma memória exposta. Cheiro neutro. Temperatura fria.

Lara observava tudo em silêncio.

-- Por que esse lugar parece um hotel, Carolina? -- Falei baixo o suficiente para que só ela escutasse.

Carolina sorriu, sem graça.

-- Eu nunca tive muito tempo pra decorar…

Ignorei.

-- Vamos ficar só por uma hora. -- Peguei meu celular para conferir que faltavam quinze minutos para às 20h. -- Depois vamos embora.

-- Certo. -- Carolina assentiu, irritantemente animada. -- Vou pedir pizza.

A vi se aproximar cuidadosamente de uma Lara que tinha uma expressão de poucos amigos. Dei um espaço discretamente, mas observava cada gesto com atenção, como se estivesse avaliando um terreno instável.

-- Qual sabor você prefere? -- Ela perguntou. -- Você pode escolher.

-- Qualquer um. -- Lara estava sentada no grande sofá de linho e não escondia seu descontentamento.

-- Frango com catupiry. -- Eu disse, recebendo um olhar questionador de Carolina. -- É o sabor favorito dela. -- Expliquei.

-- Ah, claro! -- Um sorriso genuíno iluminou seu rosto. -- Então vamos pedir frango com catupiry!

Quando a pizza chegou, para o meu alívio, Lara não se recusou a comer. Minha filha estava concentrada em dar mais uma mordida na fatia generosa que pegou quando Carolina se sentou ao seu lado.

-- Você sabe porque você está aqui?

Lara assentiu, sem tirar os olhos da pizza.

-- E o que você acha de ter duas mães?

Notei expectativa na voz de Carolina e tentei lançar um olhar suplicante para Lara, que esperou terminar de mastigar para finalmente responder o questionamento.

-- Uma mãe só tá bom pra mim. -- Resmungou e eu vi o sorriso de Carolina morrer de imediato. -- Mãe, preciso fazer xixi… -- Dessa vez Lara se virou para mim. Carolina apontou onde ficava o banheiro e Lara saiu nos deixando sozinhas na sala.

-- Obrigada por trazer ela -- Minha ex disse, sua voz tinha um leve desapontamento. -- Eu sei que isso não é fácil.

-- Não foi. -- respondi.

O silêncio entre nós era denso demais e contrastava com aquele apartamento tão grande.

-- Esther… -- ela começou. -- Eu nunca quis te machucar assim.

-- Não -- interrompi. -- Não agora.

Ela assentiu. Não demorou muito para que Lara surgisse na sala novamente e pedisse para ir embora.

Percebi que Carolina parecia contrariada, afinal, ficamos pouco mais do que meia hora, mas no fim, acabou concordando e nos acompanhou até o elevador.

-- A gente se vê… -- Seus olhos nos meus estavam cheios de dúvidas, e eu tratei de cortá-las.

-- Em breve. -- Desviei o olhar. -- Boa noite, Carolina.

-- Boa noite… -- Ela sorriu. -- Boa noite, Lara.

-- Boa noite. -- Lara respondeu, ainda muito retraída.

 

Respirei fundo assim que pisei os pés fora daquele lugar com a minha filha. Aquela não seria uma jornada fácil para nenhuma de nós duas.

Fim do capítulo


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Comentários para 26 - Capitulo 26 - Tchau:
satsuky
satsuky

Em: 11/02/2026

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satsuky
satsuky

Em: 11/02/2026

Me sinto mal por ter gostado um pouquinho da Lara ter rejeitado ela kkkkk

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