• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Me lembre que te esqueci
  • Capitulo 25 - Vitória?

Info

Membros ativos: 9550
Membros inativos: 1642
Histórias: 1984
Capítulos: 20,618
Palavras: 52,341,497
Autores: 785
Comentários: 106,291
Comentaristas: 2559
Membro recente: Mony2509

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (860)
  • Contos (475)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (227)
  • Desafios (182)
  • Degustações (30)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Srta Matsuzaki
    Srta Matsuzaki
    Por EmiAlfena
  • A Princesa & A Dama De Companhia.
    A Princesa & A Dama De Companhia.
    Por Tk_Oliver

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • A cuidadora do apartamento 104
    A cuidadora do apartamento 104
    Por Sorriso
  • Um amor surreal
    Um amor surreal
    Por Cida Dias

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (860)
  • Contos (475)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (227)
  • Desafios (182)
  • Degustações (30)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Me lembre que te esqueci por silverquote

Ver comentários: 2

Ver lista de capítulos

Palavras: 1084
Acessos: 258   |  Postado em: 20/12/2025

Capitulo 25 - Vitória?

25 - Vitória?

Capítulo vinte e cinco


CAROLINA FONSECA

Quando a juíza anunciou o intervalo, senti o sangue pulsar nos meus ouvidos. Não pela audiência em si -- eu já havia enfrentado coisas piores, manchetes piores, tribunais piores --mas pela forma como Esther teve coragem de desviar o olhar quando aqueles papéis foram colocados sobre a mesa.

Meu advogado saiu da sala como se estivesse fugindo de um incêndio. A porta mal tinha fechado e ele já revirava a pasta, bufando.

-- Isso é um absurdo -- murmurou, enquanto atravessávamos o corredor quase vazio. -- Absoluto absurdo.

Eu o deixei resmungar. Ele parecia o tipo que precisava descarregar a frustração antes de organizar seus pensamentos.

Paramos numa sala reservada, daquelas com mesa de plástico e cadeiras desconfortáveis, Inácio fingia bem não estar à beira de um ataque de nervos. Jogou a pasta sobre a mesa e empurrou os óculos para cima do nariz.

-- Eu esperava que elas viessem preparadas. -- ele disse, apontando para os papéis. -- mas isso aqui… isso extrapolou qualquer expectativa.

Cruzei os braços, tentando parecer menos atingida do que eu realmente estava.

-- Nada do que ela disse é mentira, está público. -- respondi. -- Estou te pagando muito caro pra você surtar por uma tolice dessas.

Ele me lançou um olhar indignado.

-- Carolina, por favor. Nós estamos tentando provar que você é a parte estável dessa história.

Inácio fechou a pasta devagar. Quando voltou a falar, sua voz estava mais baixa. Controlada.

-- O juíz engoliu parte do discurso da sua ex. Eu vi. Aquele papelzinho de “mãe arrependida” sempre funciona nessas salas.

Senti meu maxilar travar.

-- Ela mentiu por seis anos -- eu disse, firme. -- Ela me tirou a minha filha. Isso deveria pesar mais.

-- Deveria -- ele concordou. -- Mas não pesa. Porque você já fez merd* demais. Sua imagem cansa o judiciário, Carolina. Sem contar que eles adoram uma mãe arrependida, lembre-se disso.

Ele fez uma pausa, me observando como quem mede até onde pode ir.

-- Isso é um problema -- continuou. -- Um problema real. Se nada mudar… você não ganha essa guarda.

Franzi a testa. Até poucos dias Inácio parecia extremamente confiante, e agora vinha com aquela conversa de que se nada mudar eu vou perder? Ele me paga!

-- Então faça mudar -- respondi entredentes.

Foi então que ele respirou fundo, como quem toma coragem para atravessar uma porta invisível.

-- Existe uma… alternativa. -- Ele disse, pesando cada sílaba. -- Não a mais bonita. Não a mais ética. Mas… definitivamente a mais eficaz.

Suspirei irritada, eu sabia muito bem onde ele queria chegar.

-- Desembucha, Inácio.

Ele se inclinou para frente, entrelaçando as mãos sobre a mesa.

-- Eu conheço esse juíz há muitos anos. Ele gosta de… incentivos. Digamos assim. -- Ele baixou ainda mais a voz. -- Nada explícito. Nada escrito. Nada que vá voltar para você de forma negativa. É só um meio de garantir que ele “compreenda melhor” o que está em jogo aqui.

Meu estômago revirou. Não de surpresa, afinal eu sabia muito bem como o mundo funcionava, mas sim porque parecia de certa forma injusto com Esther.

Mas em algum momento ela foi justa comigo?

-- Qual a probabilidade do juíz aceitar? -- perguntei, tentando manter a frieza.

-- Cem por cento. -- ele respondeu sem hesitar. -- Se for comigo intermediando, não tem erro. Não seria a primeira vez que ele…”

Ele parou, respirou, e recomeçou com outra frase, mais limpa, mais ensaiada:

-- O sistema não é tão imparcial quanto gosta de parecer, Carolina. Você sabe disso. E você tem muito a perder aqui.

Meu coração bateu forte, era verdade. Por inúmeras vezes eu simplesmente usei de influência e dinheiro para varrer coisas para debaixo do tapete. Mas porque naquela situação parecia tão imoral?

-- Encontre outra maneira. -- Tentei ser firme.

Inácio bufou irritado. -- Me desculpe Carolina, mas você vai perder. 

Eu já havia perdido Esther uma vez, perdido o que tínhamos, perdido anos ao lado da minha filha. Mas perder agora? Deixar que Lara crescesse cada vez mais apegada a noiva de Esther e me considerando uma estranha em sua vida?

Não, isso estava fora de cogitação.

Inácio me observava, esperando.

-- Carolina… -- ele disse devagar. -- Eu só preciso que você diga se quer que eu siga por esse caminho ou não.

Fiquei em silêncio por um longo tempo. Longo o bastante para que ele começasse a ficar nervoso.

Por fim, ergui o olhar e respondi, com a voz firme:

-- Faça o que for preciso. Eu não quero saber como.

Inácio sorriu vitorioso.

-- Perfeito. -- Ele fechou a pasta. -- Já está ganho.

Dessa vez, ele parecia muito mais confiante. Mas por algum motivo, eu não me senti feliz.

Sem muita surpresa, a segunda parte da audiência tomou novos rumos. A vitória viria sem esforço algum, e em determinado momento, eu notei a advogada de Esther falar algo em seu ouvido que pareceu desestabilizá-la momentaneamente.

Ela imediatamente levantou o olhar em minha direção. Vi revolta e tristeza em seus olhos.

Esther provavelmente nunca me perdoaria. Outra vez.

-- Queremos propor a guarda compartilhada. -- A advogada de Carol levantou a proposta. -- As responsabilidades serão dividas e ambas terão participação na vida da menor.

-- Você não precisa aceitar isso, Carolina, você vai ganhar a guarda unilateral. -- Inácio sussurrou em meu ouvido, mas decidi arriscar.

-- A Lara viveria comigo?

-- COM VOCÊ?! -- Esther se exaltou. -- Você acha que tem estabilidade pra criar uma criança?

-- Esther, por favor… -- A advogada a censurou. -- Sim, Carolina. A Lara poderia viver com você, depois de uma devida adaptação. Apesar disso, Esther precisa ter total direito de visitá-la e até mesmo levar a Lara para passar alguns dias com ela.

Inácio soltou um riso debochado.

-- Minha cliente não vai… 

-- Aceito. -- O interrompi. Não queria mais prolongar aquilo, e não estava confortável com a direção que as coisas tinham se encaminhado. 

Notei um olhar confuso do juiz para o meu advogado, porém não me importei. A sessão foi encerrada com o acordo entre as partes, e naquele mesmo dia, Esther levaria nossa filha para um primeiro contato.

Na saída do fórum, olhei para os lados, mas ela provavelmente já havia partido.

Estava feito, e pela primeira vez, eu estava conseguindo me visualizar sendo uma mãe.

 

Mal sabia eu, que aquilo seria mais difícil do que parecia.

Fim do capítulo

Notas finais:

Carolina levou a melhor, mas a que custo?


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior

Comentários para 25 - Capitulo 25 - Vitória?:
Mahinju
Mahinju

Em: 21/12/2025

Acredito que será interessante a guarda compartilhada, assim elas terão que criar estratégicas de aproximação para o bem estar da criança, lógico que terá conflito, pq é normal já que tem diversas coisas envolvidas principalmente os sentimentos, raiva, decepção, ciúmes, amor, abandono, culpa, medo e diversos outros. 

Nesse rolo todo Jaqueline será carta fora do jogo, acredito que ela nunca esteve no jogo, pela forma que Ester nunca deixou ela se encaixar. 

Carolina e Ester tem culpa da situação chegar como chegou, então as duas tem responsabilidade de resolver. 

Responder

[Faça o login para poder comentar]

HelOliveira
HelOliveira

Em: 20/12/2025

Será que valeu a pena Carol?

Ela foi pior do que eu imaginava, se tivesse conversado com a Esther ela teria muito mais, e sem sujeira, espero que ela apanhe bastante nessa aproximação 

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web