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Caso Nirunthai por Tsuanes

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Palavras: 1939
Acessos: 71   |  Postado em: 05/02/2026

Capitulo 3

As cédulas empilhadas a encaravam. O olhar de Yoko vagueava do dinheiro ao cartão de visita e, num impulso, agarrou o envelope amassado. Abriu com pressa e despejou seu conteúdo na mesa. Deu-se conta de que eram as mesmas fotografias que avistara mais cedo. Retirou uma delas com cuidado, segurando entre o polegar e o indicador e trouxe para perto de si.

A estudante analisou aquele rosto com olhar clínico e, por um instante, sentiu que era encarada de volta.

- Eu sinto muito- Sussurrou culposa.

Desviou o olhar, como se não pudesse mais lidar com o julgamento. Aquilo era errado. Nunca imaginou que um dia seria tão calculista a ponto de tecer um vínculo com uma mulher, apenas para golpeá-la nas costas. Para aceitar uma proposta estapafúrdia dessas, Yoko sentia que precisava desligar sua humanidade, como quem aperta um interruptor. Aquilo embrulhava seu estômago e, esgotada, encostou a testa no tampo da mesa.

Como foi que tudo se transformou nesse caos?

Carregada pelas lembranças, Yoko retornou a meses atrás. A trama se iniciou com um anúncio de internet feito por ela mesma. O que começou como trabalhos avulsos como desmascarar ladrões de marmita ou vigiar babás, logo perdeu a graça. E o riso dos primeiros serviços foi substituído pelo amargor.

Investigar adultérios e perfis falsos nunca foi algo que havia escolhido.

Se antes aquilo parecia um jogo no intuito de pagar alguns livros do curso, com a demissão do emprego na cafeteria, passou a se tornar sua principal fonte de renda. Um trabalho que exigia muito, mas que em troca, entregava apenas migalhas.

                                         ✦

Yoko observava a movimentação em frente ao hospital. Fazia três dias desde que havia começado a frequentar os jardins do local. O intuito era captar um pouco da rotina de Faye e armar algum plano para abordá-la. No entanto, a mulher mostrou que não deixaria as coisas tão fáceis para ela, já que estava sendo impossível. Ela parecia não existir fora das paredes de Nirunthai. Fazia plantões de dezesseis horas por dia, sem sair para caminhar ou tomar um café fora daquela instalação.

Cansou de ficar plantada nos jardins. Yoko havia entendido que para ter algum tipo de interação com a doutora, deveria estar dentro do hospital. E pensando nisso, arrepiou-se. Conhecia bem o lugar, porque já havia visitado algumas vezes antes, porém, retornar ali lhe dava um embrulho no estômago. Por mais que tudo parecesse como antes, sentia algo sombrio no ar.

Encarou a fachada e sentiu que suas pernas não queriam obedecer seus comandos. Ignorado os alertas de seu corpo, aproximou-se da entrada, elaborando o que faria em sequência.

Nirunthai era um prédio enorme de fachada branca e imaculada, com pilastras grossas de sustentação e jardim bem cuidado. Havia fontes e um altar para o Buda. Tudo muito sofisticado, como era esperado de um hospital particular.

Quando Yoko adentrou, sentiu o cheiro de antisséptico lhe dando boas vindas. Pensou em seu tio. O que ele falaria para ela se soubesse o que estava fazendo? Caminhando lentamente pelo saguão, olhava à sua volta. O chão marmorizado brilhava como se fosse novo, mas sabia que não. Na recepção, tinha um balcão largo de mármore e atrás dele, três atendentes com feições simpáticas. Yoko podia sentir a frieza do sorriso colado nos rostos das mulheres e a impessoalidade que soava no lugar.

Para ter acesso ao prédio, os visitantes se registravam logo na entrada e ganhavam um cartão de acesso. Era somente com ele que os elevadores funcionavam. Ninguém entrava e saía dali sem ser visto ou autorizado. Outra forma de adentrar o prédio era pelas escadas de emergência, mas sempre tinha um segurança rondando o local.

Pensando em como poderia entrar, Yoko avistou uma visitante sozinha, que caminhava em direção ao elevador. Apressou o passo e entrou junto. Tirou da bolsa um cartão qualquer e ao aproximar do validador, não houve ação. Era hora de ser convincente.

- Droga, esqueci que meu cartão descarregou! - Praguejou baixinho, com as duas mãos erguidas na cabeça, como se falasse só - Eu já não aguento mais andar um passo, a vovó precisa de mim e olha como estou… - Yoko falava como uma pessoa sobrecarregada, como se qualquer toque fosse desarmar uma bomba relógio.

A mulher a encarou com empatia e proferiu, tocando em seu ombro com cuidado.

- Mocinha, tudo vai ficar bem. Olha, eu tenho um cartão - O sacudiu nas mãos - Posso passar para você. Em qual andar sua avó está internada?

Yoko já havia visualizado o sumário dos andares e havia descoberto que a ala de internação era no quarto andar. Enquanto isso, o de médicos especialistas e pesquisadores ficavam no oitavo. Deduziu que deveria ser o andar de Faye.

- Jura? Muito obrigada! Eu vou…Para o oitavo andar, preciso falar com a especialista que está tratando a vovó… - Puxou os lábios para baixo.

- Certo, vou apertar o botão para você.

Essa foi fácil.

Quando as portas metálicas se fecharam, suas mãos começaram a tremer . Conforme ia subindo, a vertigem aumentava de forma gradual e então…

PIN.

O elevador pára no quarto andar e a mulher sai, Yoko se despede fazendo um wai e agradecendo mais uma vez.

Quando as portas se fecharam novamente, Yoko apertou os olhos tentando não sucumbir ao pânico. Sentia o gelo em sua barriga e contava de forma decrescente 3…2…1.

PIN.

No mesmo instante em que cruzou a porta, sentiu o celular vibrar no bolso. O pegou, deslizando o dedo na tela e se deparou com uma foto de Chalisa. Estava numa perspectiva em que parecia ter sido batida por um perseguidor. Havia combinado com a mulher que continuaria trabalhando para Somchai, enviando fotos e vídeos que a própria Chalisa tirava. Ambas seriam beneficiadas, porque ela continuaria recebendo pagamentos e a mulher ficaria segura. Isso evitaria a contratação de uma quarta pessoa para vigiá-la.

O oitavo andar estava vazio. Não conseguia sequer ouvir o barulho das luvas de látex sendo esticadas, as vozes abafadas de pacientes ou qualquer vestígio de vida naquele lugar.

Algo atraiu sua atenção, uma máquina de café. Sedenta por cafeína, não pestanejou em ir até lá se servir. Seu estômago vazio protestou na mesma hora, como se avisasse que estava faminta demais para apenas tapear com uma bebida, mas Yoko sequer se importou.

Preparou um café duplo expresso e quando virou-se, avistou uma pessoa de longe. Era ela. A doutora Malisorn caminhava em sua direção. Diferente das fotos que possuía, essa Faye tinha olheiras marcadas embaixo dos olhos e seu caminhar vagaroso mais parecia um arrastar de uma pessoa já sem energia alguma.

Sem pensar em uma forma de abordá-la casualmente, a garota caminhou bem rápido em sua direção e, propositalmente, colidiu com a mulher.

O café escuro esparramou pelo chão, pelo corpo de Yoko e o jaleco de Faye. O tecido, anteriormente impecável, agora tinha manchas escuras da bebida. A doutora não moveu um músculo. Encarava o próprio jaleco, com uma expressão que parecia usar todas as suas forças para não perder o compostura.

Já Yoko, estava alarmada e se sentindo profundamente arrependida. Passando as mão numa vã tentativa limpar o tecido, começou a falar de forma rápida, quase sem respirar.

- Por favor, me desculpe, doutora. Eu não a vi! Você se queimou? Me deixe te ajudar. - As mãos estavam por toda a parte, tentando consertar o estrago, que só se espalhava mais. - Eu não vi que você estava vindo na minha direção e…

Faye cerrou os dentes e empurrou as mãos de seu corpo.

- Não me toque - Disse baixo e perigoso - O tecido já absorveu o café, não adianta tentar limpar, só está espalhando mais. Por que não presta atenção para onde anda, principalmente com uma bebida na mão? - Quanto mais falava, sua expressão parecia mais ranzinza e irada. A pele de seu rosto estava vermelha.

- Eu sinto muito. Por favor, me deixe pagar a conta da lavanderia ou então… - Yoko pensava em outras opções, torcendo para que a doutora não escolhesse a primeira, então teve outra carta na manga- Posso trazer ele limpo amanhã para você ou…

- Chega. - Faye interrompeu sua fala, desabotoou o jaleco e o jogou no peito de Yoko, que agora estava cabisbaixa e humilhada. - Entregue amanhã na recepção e não me deixe mais ver a sua cara por aqui.

A doutora saiu bufando e pisando duro e Yoko desanimada por ter estragado tudo, entrou no elevador com mãos trêmulas e coração acelerado. Se perguntava agora, quais eram as chances de conseguir criar um laço de confiança com aquela mulher.

                                             ✦

Yoko entrou no elevador do oitavo andar. O peito ardia e seus pulmões buscavam por ar desesperadamente. As portas metálicas se fecharam por completo e a vertigem da descida a acompanhou. No entanto, antes mesmo de chegar ao sétimo andar, houve uma parada brusca e as luzes se apagaram. O ambiente estava totalmente imerso na escuridão.

O coração estava descompassado e a respiração cada vez mais difícil. Apoiando-se nas paredes, Yoko fechou os olhos e teve a impressão de ouvir o tic-tac de um relógio ecoando.

- Droga. - Ouviu sua própria voz espiralar várias vezes até ficar em silêncio total.

Num estalo, as luzes acenderam e a descida continuou. Ufa. O visor mostrava os andares que percorria. 7 ... 6 ... 5… Em menos de um minuto, estava no térreo. O elevador não parou por ali, começou uma contagem diferente. -1… -2… -3… Sacudia como se estivesse em queda livre. A garota agarrava-se em uma barra de apoio sentindo os chacoalhões dentro da lata. A voz ficou presa na garganta, enquanto os olhos ardiam.

Então, a voz robótica indicou que estava no térreo e as portas se abriram.

O som do PIN cortou o silêncio como uma lâmina

Era prolongado e tão alto que machucava seus ouvidos.. Trocando um pé pelo outro e aos tropeços, cruzou a linha da porta. Uma vez que estava fora, as portas se fecharam. Percebeu que não sabia onde estava. Era um lugar escuro, iluminado somente por luzes vermelhas piscantes.

- Você escolheu o que ver, Yoko... agora eu escolho o que esconder.

Uma voz lhe saudou de forma brutal.

Quando encarou, viu uma silhueta de mulher vestida num jaleco branco. Não conseguia ver seu rosto. A única coisa visível era o tecido, que agora estava banhado em sangue. Uma luz branca como as de circo, destacava o nome gravado no tecido. Faye Peraya Malisorn.

De repente, as luzes eram tão vibrantes que pareciam querer cegá-la.

O coração badalava no peito e a garota virou-se para correr. No entanto, sentia o corpo ficando pesado. As mangas e barras de suas roupas cresciam e quando ela olhou para baixo, percebeu que também vestia o uniforme do hospital.

O chão criou fissuras e abriu buracos em seus pés, a fazendo cair.

O grito morreu em sua garganta quando o chão desapareceu.

Deu um pulo em sua cama. Suada e ofegante, Yoko levantou. Se dirigiu ao banheiro e lavou o rosto. Olhando-se no espelho, reparou que sua feição estava pálida e assombrada. Repassando os acontecimentos do dia anterior, lembrou quando sujou a roupa que Faye vestia e a trouxe para casa para lavar.

Deitou em sua cama novamente, mas uma voz ecoava insistentemente em sua cabeça.

- Você escolheu o que ver, Yoko... agora eu escolho o que esconder.

Fim do capítulo


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