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Caso Nirunthai por Tsuanes

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Palavras: 2029
Acessos: 120   |  Postado em: 31/01/2026

Tic-tac

As aulas acabaram. Yoko arrastou-se para fora da sala e antes mesmo de chegar às escadas, percebeu o telefone vibrando. Havia recebido uma mensagem de Somchai. A tela piscava com o endereço de um bar e o horário, sem saudação ou formalidades. Yoko, que já estava acostumada com o tratamento, decretou que passaria as próximas horas no campus porque o bar era próximo da universidade.

 

Não queria encontrar ou conversar com ninguém e então lembrou-se de um lugar pouco frequentado, embora fosse seu favorito. A biblioteca. Local perfeito para evitar contato.

 

A cabeça de Yoko latej*v* e o cheiro do café da bibliotecária fazia sua boca salivar de ânsia e as luzes fluorescentes completavam a tortura daquela sala. Atordoada, escolheu uma mesa afastada da entrada.

 

No meio dos livros, a carta vermelha prendeu sua atenção novamente. Um gelo espalhou-se pelo seu estômago e sentiu que o ar em seus pulmões não era suficiente.

 

Depois de respirar fundo algumas vezes, abriu a carta com cuidado e leu as linhas com atenção enquanto absorvia as informações. Seria necessário pagar os três meses de aluguel que estavam atrasados, num prazo de até trinta dias. Do contrário, deveria deixar o apartamento naquele mesmo período. Yoko refletia sobre como arrumaria aquele dinheiro. Suspirou. As mãos tremiam involuntariamente, mas não de frio. Encarou o livro sem vontade e notava como as palavras se embaralhavam.

 

O barulho do relógio de parede era como uma hipnose em sua mente.

 

Tic-Tac. Tic-Tac. Tic-Tac.

 

Algum tempo depois, sentiu mãos batendo em seu ombro.

 

- Com licença, por favor, meu bem... São dezenove horas, é hora de fechar - A bibliotecária sorriu simpática.

 

Yoko sobressaltou-se por conta do horário, poderia se atrasar se continuasse ali. Deu-se conta de que seu aspecto deveria estar péssimo, porque a mulher fez uma expressão preocupada.

 

- Você está bem? - Disse num tom mais baixo, chegando perto.

 

Yoko captou com clareza o hálito de café e o cheiro de cigarro impregnado, sentindo a náusea chegando. Assentiu com um sorriso forçado e limitou-se a agradecer.

 

Deixando para trás o prédio, a estudante sentiu o ar abafado de Bangkok. O céu estava quase tomado pela escuridão e havia apenas alguns pontinhos luminosos que eram formados pelos postes de luz.

 

ㅤ                                      ♦

 

Às vinte horas, as ruas iluminadas de Patpong estavam abarrotadas. As placas de neon deixavam o lugar com atmosfera alegre e havia gente por toda parte. De longe, ouvia-se música soando de dentro dos bares, as vozes abafadas e o barulho dos copos de vidro se chocando, tornavam o lugar mais ruidoso.

 

Yoko estava atenta à movimentação do bar. Havia chegado antes do horário e escolhido estrategicamente uma mesa onde tinha ampla visão do local. Sabia que tinha pouquíssimos trocados, então limitou-se a pedir apenas uma bebida.

 

Em pouco tempo, detectou a presença de Chalisa e seu grupo. Era uma mulher alta e bastante magra, ainda sim, seus músculos eram visíveis. Era impossível não notá-la na multidão. Yoko pegou o celular e tirou algumas fotos do grupo, preocupando-se em fazer expressões sorridentes para simular selfie e não correr o risco de ser percebida.

 

De longe, notava que a conversa ia bem. A mulher estava bastante à vontade conversando com uma jovem de traços nipônicos e dois rapazes, que pareciam irmãos. Chalisa ria de forma expansiva, bem diferente de como a estudante costumava visualizá-la e Yoko avaliou que sempre estava sozinha, tinha uma expressão fechada.

 

Não muito tempo depois, Chalisa se despedia dos dois rapazes e caminhava até a saída do bar junto com a garota. Yoko deixou alguns bahts amassados na mesa e saiu do bar, pedindo licença e esbarrando nas pessoas que estavam dançando. Acabou saindo um pouco depois, e só pôde vê-las já dobrando a esquina, as perdendo de vista.

 

Yoko caminhou rapidamente e entrou em uma das vielas escuras, sendo surpreendida pela dupla, que já a encarava.

 

- Está procurando alguém, Yoko? - Chalisa não parecia piscar e Yoko, com o coração a mil, fixou o olhar no da mulher.

 

Embora estivesse intimidada, não conseguia ler as expressões faciais da mulher. Ela sabe quem eu sou? Pensou. Mas, não houve tempo para articular uma palavra, pois Chalisa escancarou.

 

- Oh sim, sei quem você é! - Yoko estava mais alarmada e perguntava-se se havia dito em voz alta ou se ela própria não estava conseguindo camuflar suas emoções - Que bom que nos encontramos hoje, temos tanto a conversar.

 

Chalisa sorriu abertamente, mas o sorriso não chegou aos olhos e Yoko imaginou os seus próprios pulando para fora do rosto a qualquer momento.

 

A outra garota que acompanhava toda a conversa pegou seu braço e começou a arrastá-la para fora da viela, mas o corpo de Yoko travou no mesmo lugar. Não iria ser levada assim. Pegou a mão no alto de seu braço e tentou arrancá-la com brutalidade, dando um empurrão. Em um piscar de olhos, a mesma garota a agarrou num aperto firme de chave de braço. Yoko que já estava com visão turva, quando captou que Chalisa se aproximava.

 

- Chega, Sora! Solte-a - Abaixou um pouco o tronco, ficando na altura de Yoko - Preste atenção. Você não está em perigo. - Frisou - Só precisa me obedecer e parar de lutar. Ninguém te fará mal, desde que me ouça. - Chalisa piscou um olho.

 

Yoko a examinava tentando enxergar algum lampejo de verdade. Nada. Chalisa parecia ter uma barreira que não deixava ninguém ultrapassar. A intuição da menina gritava para que ela corresse para bem longe dali, mas seu corpo travou.

 

Novamente sendo arrastada, chegaram ao carro. A porta estava aberta, mas Yoko se recusava a entrar. Seu corpo inteiro formigava, calafrios chegavam a seu corpo e sua boca estava seca.

 

-Vamos logo com isso, kuso! -Sora falava alto.

 

Num empurrão, a enfiou no carro. O motorista arrancou dali rapidamente. Os olhos de Yoko ardiam e ela se pronunciou pela primeira vez, com a voz tremida e arranhada.

 

- Khun Chalisa, por favor.... Eu não queria te seguir... Deixe-me ir, PROMETO NÃO FAZER MAIS ISSO. - O desespero da menina a fazia falar mais alto do que pretendia.

 

-Calada. -Ouviu de volta.

 

Percebeu que havia se deixado vencer pela emoção e que num carro em movimento, seria mais difícil de escapar. Deveria ter resistido e fugido antes. Sentada sozinha nos últimos bancos daquele carro de sete lugares, pensava em sua fuga. Notou que a porta estava trancada. Imaginou-se jogando-se para frente e agarrando Sora e depois Chalisa e depois abrindo a porta do carro para se jogar. Mas a razão chegou logo depois. Jamais poderia imobilizar qualquer uma das duas.

 

Yoko avistou a casa de Chalisa. Era enorme, tinha janelas grandes e paredes brancas. O jardim era impecável, nenhuma folha parecia cair sem autorização.

 

Já havia estado ali algumas vezes acompanhando silenciosamente a mulher, entretanto, nunca havia entrado. O chão da sala de estar brilhava de tão limpo, os móveis claros eram de madeira maciça e pareciam feitos sob medida para aquele espaço. O sofá branco não tinha uma mancha sequer e elegância exalava em cada detalhe.

 

Sentiu as mãos de Sora em suas costas a conduzindo pelas escadas. A jovem parou em frente à terceira porta do corredor, a abriu, deixando Chalisa passar primeiro. Num safanão, empurrou Yoko para dentro e fechou logo em seguida.

 

- Sente-se, por favor.

 

Chalisa estava em pé em frente a um balcão, servia-se de uma dose de bebida e trouxe consigo um copo e uma jarra de água, o colocando na frente de Yoko. A garota sentia o cheiro do Whisky se fundindo com o odor do ambiente, que cheirava a flor de laranjeira.

 

- Fique à vontade para beber água e se recompor, eu preciso de você atenta.

 

Captou quando Chalisa encarou seus sapatos enlameados. Ficou envergonhada, pois entrar de sapatos na casa de uma pessoa era algo extremamente grosseiro, entretanto, a garota havia sido arrastada ali contra sua vontade. Lembrar-se de uma regra de etiqueta naquele momento não fazia sentido algum.

 

A garota tremia e sua boca estava tão seca quanto um deserto, contudo, não tocou na jarra a sua frente. Estava atordoada e queria ir embora o mais rápido que pudesse. Chalisa, porém, se limitou a sorver um gole na bebida e a encará-la

 

- Sabe, Yoko... Você é a terceira pessoa esse ano que meu marido contrata para me controlar. E eu entendo que não é pessoal, não se preocupe. - Pigarreou para limpar a voz - Vê Sora? Ela fazia quase o mesmo que você, mas vi nela um potencial para algo melhor. O que me foi de grande valia, porque ela pôde pesquisar algumas coisas a seu respeito e por acaso descobrimos que você é sobrinha de um... Antigo conhecido meu. Chet, certo?

 

- Certo.

 

Yoko confirmou com a cabeça, ainda apreensiva. Não saber qual era o desfecho daquele diálogo a torturava. Colocou as duas mãos no colo, inconscientemente.

 

- Bom, imagino como seu tio ficaria decepcionado se soubesse o que a sobrinha faz para sobreviver... -Yoko abriu e fechou a boca algumas vezes, escolhendo o que dizer.

 

- Khun Cha... - A mulher mais velha levantou a mão, interrompendo sua fala

 

- Bem, estive observando você todos esses dias e quero dizer que me surpreendeu. Consegue passar despercebida nos locais com facilidade. É bem astuta para alguém de vinte e um anos... - Chalisa cruzou as pernas e ponderou um pouco - ... Além disso, sua aparência não aparenta nenhuma ameaça. Então estive pensando... Por que não lhe dar a chance de fazer algo digno?

 

A mulher virou o copo de whisky todo de uma vez e o colocou com brutalidade na mesa, fazendo um eco alto. Yoko deu um pulinho com o susto.

 

- Khun Chalisa... - A mulher novamente a interrompeu

 

- Por favor, não me interrompa. - Chalisa abriu uma gaveta da mesa e tirou de dentro uma pasta preta. Parecia pesada, porque foi manuseada com cuidado - Quero que traga algo para mim e em troca além de eu não abrir a boca com o Chet, você ainda sai ganhando.

 

Chalisa abriu a pasta e colocou ao centro da mesa uma coleção de fotos que pareciam ter sido captadas por alguém à espreita.

 

- Essa mulher... - Bateu o dedo indicador na foto - Seu nome é Faye Malisorn. Ela é médica do hospital Nirunthai e esteve envolvida em um... projeto que ocasionou um... digamos que... um incidente. Acredito que ela tenha um dossiê que preciso. Então, proponho que você encontre e traga para mim.

 

- Khun Chalisa, eu lamento, mas não sou ladra. Não posso fazer isso - A garota reuniu toda sua coragem para se recusar. Não queria mais encrencas.

 

- Não estou pedindo que roube. Você encontra o dossiê, copia e coloca no mesmo lugar. É simples, ninguém vai descobrir. Pense bem, você estará colaborando para trazer justiça às vidas que foram perdidas e...

 

- Vidas? - Perguntou confusa, franzindo a testa.

 

-Você só precisa se aproximar um pouco dela para ganhar a confiança e poder perambular pela sala dela, talvez até a casa. -Chalisa ignorou sua pergunta completamente, a fazendo imaginar que talvez não tivesse prestado atenção o suficiente e entendido algo errado - Acho você perfeita para esse trabalho... E se conseguir, ganhará uma recompensa de duzentos mil bahts, poderá continuar trabalhando para mim, se assim você quiser. Ou então, reconstruir sua vida da forma que achar melhor.

 

A garota piscou desconsertada, olhando para as fotos da doutora Malisorn.

 

-Aceite esse dinheiro como boa fé do que estou te propondo. -Tirou da gaveta, um bolo de notas amarradas por um elástico ao centro. Pareciam novinhas e bem atrativas - Aqui tem dez mil bahts. Se aceitar minha proposta, terá muito mais. 

 


Fim do capítulo

Notas finais:

O que a Dra. Malisorn esconde atrás do Hospital Nirunthai? Façam suas apostas!


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Comentários para 2 - Tic-tac:
Zanja45
Zanja45

Em: 11/02/2026

Deve ser algum experimento que tenha o objetivo de salvar vidas. _ E possa ser que no processo tenha acontecido algum erro que colocou vidas em risco. A questão é, por que Carlise quer esse Dossiê? Quais são os interesses dela em roubar isso? Não poder ser coisa boa para ela querer fazer isso às escondidas.


Tsuanes

Tsuanes Em: 23/02/2026 Autora da história
Você tocou no ponto central! Em Nirunthai, a linha entre salvar vidas e correr riscos é muito tênue. Sobre a Chalisa... digamos que ela não dá um passo sem ter um objetivo muito maior por trás. Será que ela quer justiça ou apenas uma chantagem contra a Dra. Faye? Continue de olho, porque o oitavo andar guarda mais segredos do que o mármore da recepção deixa transparecer


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