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Diamantora por AlphaCancri

Ver comentários: 2

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Palavras: 2028
Acessos: 92   |  Postado em: 05/02/2026

CAPÍTULO VIII

A claridade fez com que os olhos doessem quando tentou abri-los devagar. Demorou um tempo para que finalmente conseguisse se acostumar e enxergar as formas ao seu redor. Sentiu as roupas grudadas no corpo completamente molhado. Percebeu que metade do corpo estava dentro do rio, o vestido preso em um grande galho de árvore caído, enquanto a outra metade estava debruçada em cima da madeira. 

As cenas da noite anterior surgiram em sua mente numa profusão que a fez se agitar e rasgar as roupas, tentando se soltar do pedaço de árvore que provavelmente salvou sua vida. Quando conseguiu chegar até a margem, se apoiando na madeira, deitou-se na grama, controlando a respiração. O corpo estava absolutamente cansado, resultado do esforço que fizera para tentar não se afogar. Não saberia dizer em que momento perdeu a consciência, nem quanto tempo ficou desacordada até que despertasse alguns minutos atrás. 

Depois de um tempo deitada, completamente imóvel, o corpo começou a tremer involuntariamente, resultado do frio e de todo nervoso acumulado dentro de si. Juntando toda sua força, sentou-se na grama, e então finalmente ficou de pé. Olhou de um lado para outro, completamente perdida, pois nunca havia ido tão longe pelo bosque. O desespero aumentando ao se dar conta de que não conseguia visualizar nada além do verde das árvores por todos os lados. Mesmo assim, seguindo puramente seu instinto, começou a caminhar. 

Depois do que ouviu de Estefan no dia anterior, sabia que provavelmente ninguém viria atrás dela. E se viessem, seria pior… já que a intenção de matá-la não ficou subentendida, pois Estefan fez questão de dizer com todas as letras, antes de empurrá-la com força para o rio:

 “Não precisamos mais de você”.

O uso do plural fez com que a cabeça de Maia se inquietasse enquanto caminhava. Estefan e Milo já eram seus inimigos declarados. Mas a suspeita que tinha de que Luísa também estava envolvida naquilo tudo se tornou uma certeza. Sentiu vontade de se esmurrar ao perceber o quanto havia sido tola. Luísa a manipulou desde o começo. E Maia a tinha como uma amiga. A mente deu mais voltas e voltas até parar em Chiara. 

“E se ela também estiver envolvida?”

Rejeitando aquela ideia no mais profundo do seu ser, disse em voz alta:

— Não! Chiara jamais faria isso comigo… 

Mas depois de tudo, não era fácil manter a confiança em ninguém… Afinal, foi Chiara quem a levou até o bosque, depois de insistir todos os dias. Só ela sabia para onde as duas iriam… 

Maia estancou de repente, sentindo-se a mais tola das criaturas. Até mesmo sua criada pessoal a traiu facilmente. Chiara, que era sua amiga desde que Maia se lembrava… Não havia uma existência em que não fossem amigas, e ela a levou para uma armadilha que só não custou sua vida porque o destino não quis. 

*****

Luísa entrou no salão da Conselho do Reino sem olhar para os lados. Caminhou diretamente até o seu assento e esperou até que Oton entrasse logo depois. Foi preciso que ela lhe estapeasse na noite anterior para tentar trazê-lo de volta à realidade. Sua esposa tinha acabado de morrer, o mínimo que deveria demonstrar era tristeza. Ela, Oton, Martín e Milo passaram a noite em claro. Primeiro Luísa ralhou com os dois — que insistiam que havia sido uma fatalidade:

— Vocês realmente acham que eu vou acreditar nessa palermice de fatalidade? 

Oton respondeu enquanto mastigava uma uva:

— Ora, Majestade, e o que isso importa? Se foi uma tragédia ou não, já está tudo resolvido, temos agora um problema a menos.

Luísa olhou para o sorriso orgulhoso de Oton e não resistiu à vontade insana que surgiu dentro dela. Avançou até ele, estapeando-o no rosto, na cabeça, nos braços… Foi Martín quem a afastou e acalmou. 

Depois de respirar fundo algumas vezes, Luísa apontou o dedo para ele, enquanto falava:

— Não tinha necessidade disso… Nós já tínhamos conseguido o que queríamos. Maia não era mais um problema, se é que um dia ela foi. Ninguém nem a via mais pelo castelo. 

Foi Milo quem respondeu, claramente tentando defender Estefan:

— Os motivos do rei foram pessoais, Majestade. 

Se exaltando novamente, Luísa perguntou de forma debochada:

— É mesmo? E posso saber que motivos são esses? Já que ele tem tudo o que quer, a hora que quer…

Oton se levantou e disse sério:

— Eu quero me casar novamente. Com a mulher que amo. 

Luísa ficou parada olhando para ele, finalmente entendendo o motivo daquilo tudo. O rei jamais poderia se casar novamente enquanto a rainha estivesse viva. Mesmo assim, vislumbrava tantas outras saídas:

— E você já não vive com essa tal mulher que ama? Ela não está aqui dentro do castelo, dormindo na sua cama? Ninguém, absolutamente ninguém, se opôs quando você entrou com ela pela porta da frente. Ninguém ficou contra você. Precisava mesmo ter matado Maia? 

Martín foi obrigado a intervir, se colocando do lado de Luísa:

— É melhor falar mais baixo. 

Luísa balançou a cabeça, concordando com ele. Passou a mão no próprio rosto e nos cabelos, tentando se acalmar. 

Milo aproveitou o momento de silêncio para propor:

— O que está feito, está feito. Acho que agora o que precisamos é alinhar nossa verdade e o que vai ser dito quando o dia amanhecer e… quando acharem o corpo sem vida da rainha. 

*****

 Chiara balançava o corpo nervosamente, ao lado de todos os outros criados do castelo. Foram chamados para um pronunciamento do rei, coisa que ela sabia não ser um bom sinal. Passou a noite em pé, frente à janela da cozinha, esperando que Maia voltasse, mas ela não apareceu. A cada minuto que o relógio avançava, o pavor crescia dentro dela. Ficou lá, parada, sem tirar os olhos do bosque, sem saber por quanto tempo, até que fosse chamada para ouvir Estefan. 

Quando finalmente o rei apareceu na sacada, ao lado de Milo e Luísa, Chiara teve a sensação de sentir o coração parar. As primeiras palavras dele entraram como facas afiadas no seu peito:

— … a pior notícia que poderia receber… 

E quando ele finalmente disse, entre lágrimas:

— … a rainha Maia está morta. 

Chiara não conseguiu ouvir, ver e nem fazer mais nada. O corpo entrou em um estado de catatonia. Pessoas ao redor dela choravam, alguns perderam os sentidos, outros se abraçavam… Mas Chiara só teve a sensação de que não estava ali. Como se seu corpo e sua alma não estivessem mais juntos. 

*****

Assim que ficaram sozinhos novamente, na antessala dos aposentos do rei, Milo disse:

— Precisamos ficar alertas para quando o corpo for encontrado. Não precisamos de outra comoção como esta. 

Luísa estava sentada em frente aos três homens. Seu olhar estava perdido, mas olhou diretamente para Milo quando ele terminou a frase. Não conseguia acreditar no tom completamente impessoal dele, como se estivesse falando de uma coisa qualquer. 

Não que quisesse ser a paladina da moral, nem mesmo se eximir da parcela de culpa que sabia ter na morte de Maia. Mas tirar a vida de alguém daquela maneira nunca tinha feito parte dos seus planos. Ainda mais se tratando de Maia. Luísa a via como uma menina, ingênua e inocente. Colocar Oton na vida dela foi muito mais fácil do que pensava. Tinha conseguido tudo o que queria: controlava Diamantora sem nenhum problema. 

Mas deveria ter imaginado que o imbecil do Oton, em algum momento, faria alguma besteira. 

O soldado que entrou no cômodo interrompeu seus pensamentos. Ele fez uma reverência e se dirigiu ao rei:

— Uma das criadas está aí fora… diz que quer falar com Vossa Majestade. 

Oton fez uma careta antes de responder:

— E o que eu tenho para falar com uma criada?

O homem respondeu, baixando o tom de voz:

— Ela diz que é sobre a rainha Maia. 

Pronto para despachá-la, ele respondeu: 

— Mande-a ir embora. 

Mas Luísa interrompeu a conversa, levantando-se da cadeira:

— Não! Mande-a entrar. 

O soldado ficou olhando de um para outro, sem saber a quem obedecer. 

Oton tentou argumentar com Luísa, mas ela foi incisiva:

— Mande-a entrar. 

E a ele só restou acenar positivamente para o homem que esperava parado. 

Assim que ele saiu, Luísa disse baixo:

— Não podemos tratar o assunto como se fosse página virada. Temos que demonstrar respeito e consternação… assim como todos eles. 

Quando terminou a frase, a porta se abriu. Luísa reconheceu na hora a criada pessoal de Maia, que a procurou desesperada para falar sobre o sumiço da rainha. Agora ela parecia mais calma… Na verdade, parecia vazia. 

Após uma reverência contida, a moça começou a falar, olhando para o chão:

— Majestade, vim pedir autorização para que alguns dos criados façam buscas pelo bosque para… para… 

Não foi capaz de terminar a frase, interrompida por um choro profundamente sofrido. 

Oton revirou os olhos, Martin e Milo se entreolharam. Luísa, ainda tomada pela culpa, foi mais sensível:

— Chiara… seu nome é Chiara, não é mesmo? 

Depois que a moça confirmou com um aceno de cabeça, continuou:

— Saiba que nós compartilhamos o sofrimento de vocês. Mas essas buscas já foram realizadas, antes mesmo do rei Estefan fazer o anúncio.

Fez uma pausa antes de concluir:

— Eu sinto muito, mas… nada foi encontrado. 

A moça segurou em suas mãos e foi como se tivesse tido o poder de mostrar para Luísa o quanto estava sofrendo:

— Eu sei, Majestade, mas… nós queríamos tentar uma última vez… ela não merecia isso… terminar dessa forma, sem nem mesmo uma despedida apropriada… sem que o corpo possa descansar ao lado dos pais…

Chiara caiu novamente em um choro, soluçado desta vez. Luísa a consolou, com a mão direita em suas costas. Quando ela se recuperou um pouco, finalmente Luísa respondeu:

— Vocês podem fazer as buscas, se isso vai confortá-los.

*****

Durante sete dias e seis noites centenas de criados e aldeões se revezaram na beira do rio, procurando por algum sinal do corpo da rainha. Usaram ferramentas para mexer dentro da água, na tentativa de sentir alguma coisa anormal no fundo do rio. Mas a única coisa que encontraram foi um pedaço de tecido rasgado que todos quiseram acreditar que era da rainha. O objeto passou de mão em mão, como se fosse uma coisa sagrada e depois o levaram para o castelo, onde entregaram para o rei, em sinal de respeito. 

— O que acham que eu vou fazer com um pedaço de pano sujo? 

Oton perguntou, segurando o objeto pelas pontas dos dedos. Depois jogou o pano no chão, como se fosse lixo. 

Mas Milo deu mais importância àquilo:

— Pelo menos isso corrobora nossa versão de que Maia se afogou ao escorregar no rio. 

Luísa se manteve calada. Depois que os dois saíram do salão do Conselho, caminhou até o pano jogado, o pegou e o guardou nas próprias vestes. 

*****

O barulho de latido dos cães assustou Maia mais uma vez naquela noite. Mais cedo, depois de ter andado por horas dentro daquele bosque, tinha conseguido chegar até a cidadela. Rapidamente organizou os pensamentos e traçou um plano: encontrar alguém para que pudesse contar o que havia acontecido e receber ajuda para voltar ao Castelo em segurança. Avaliou algumas pessoas ao redor, se aproximou de um homem que comprava mercadorias e disse:

— Com licença, senhor... eu sou a rainha Maia...

Mas o homem não a deixou completar. Assim que a olhou, suja, com as vestes rasgadas, cabelos completamente embaraçados, afastou-se dela com o cenho franzido.

Tentou de novo, dessa vez com uma mulher:

— Senhora, eu sou a rain...

A mulher se desvencilhou da mão de Maia com um safanão, sem sequer olhá-la.

Depois de tentar mais algumas vezes, percebeu que não seria tão simples como pensava. 

No dia seguinte, estava tentando se aproximar novamente de alguém quando ouviu um burburinho de um grupo de aldeões. Conseguiu ouvir seu próprio nome e se aproximou deles, mas ninguém a olhou. Se espremeu entre as pessoas, que falavam todas ao mesmo tempo, ouvindo palavras soltas. Por fim conseguiu identificar o motivo daquilo: 

“A rainha Maia está morta”. 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 8 - CAPÍTULO VIII:
Zanja45
Zanja45

Em: 05/02/2026

Até que Luisa não é de todo ma. Ela não queria a morte de Maia .


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 08/02/2026 Autora da história
Talvez ela não seja tão cruel assim, não é? Veremos…


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HelOliveira
HelOliveira

Em: 05/02/2026

Ainda bem o Rei não presta nem pra matar.....agora só esperar a Maia encontrar que vai ajudá-la

Coitada da Chiara a Maia acha que ela foi cúmplice eno final a única que tentou fazer algo por ela

A história está muito boa autora


AlphaCancri

AlphaCancri Em: 08/02/2026 Autora da história
Estefan/Oton é bem incompetente, né? Sorte de Maia!
Chiara agora é a única pessoa que se importa com Maia de verdade :/
Obrigada! Fico feliz que esteja gostando :)


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