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  • Capítulo 28 - O Confronto com Ana

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Srta Matsuzaki por EmiAlfena

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Palavras: 2109
Acessos: 408   |  Postado em: 31/01/2026

Capítulo 28 - O Confronto com Ana

 

Ana reconheceu o senhor à sua frente. A seriedade do homem fazia com que o ambiente se tornasse mais frio ao redor.

— Senhor Kodama? — Ana perguntou, a voz vacilando um pouco com a surpresa.

— Ohayōgoz*imasu, Ribeiro-san. (Bom dia, senhorita Ribeiro) — Ele respondeu em um japonês perfeito e formal.

— Ah… I’m Sorry… Ohayō goz*imasu. Dōzo ohairi kudasai. (Ah… me desculpe… Bom dia. Pode entrar, fique à vontade) — Ana gaguejou, sua mente ainda tentando processar o que estava acontecendo.

Ana deu passagem para o homem, que entrou em seu apartamento olhando em volta com uma expressão de desdém mal disfarçado. O pequeno espaço, arrumado com carinho, parecia degradado aos olhos dele.

— Ana Ribeiro-san ni tsuite ikutsu ka kiita koto ga arimasu. (Ouvi algumas coisas sobre você Ana Ribeiro.) — Ele disse, a voz fria como gelo.

— I guess it's not good things since I got fired today. (Eu suponho que não sejam coisas boas já que eu fui demitida hoje.) — O sotaque brasileiro de Ana se misturava ao inglês. Seu nível de conhecimento do japonês melhorou, porém não o suficiente para conseguir conversar com o grande Senhor Kodama em seu idioma natal.

— I've actually heard good things about you, but the real problem was the tricks you used to get a position in the company. You see, the Kodama Group is famous for employing only the best of the best. (Na realidade, ouvi boas coisas sobre você, porém o verdadeiro problema foi as artimanhas que usou para conquistar uma posição na empresa. Veja bem, o Grupo Kodama é famoso por empregar apenas os melhores dentre os melhores.) — O homem mudou de idioma como se nem tivesse notado, a fluência do seu inglês apenas realçando sua superioridade.

— Tricks? (Artimanhas?) — Ana franziu a testa, a raiva começando a se instalar.

— I am a very generous man and I recognize good work, I admit that you may have been a good employee and that is why I prepared a good financial compensation for your services. (Sou um homem bastante generoso e reconheço um bom trabalho, admito que você pode ter sido uma boa funcionária e por isso preparei uma boa compensação financeira por seus serviços.)

O Senhor Kodama estendeu um envelope para Ana. Era um simples envelope branco, mas nele havia um kanji carimbado em vermelho, o mesmo que Ana havia visto na pele de Hinata: o símbolo da família Kodama. Uma pontada de dor misturada com uma confusão e uma vontade de não acreditar na teoria que estava se formando em sua mente.

— I don't understand why? I've always tried my best to meet all the demands placed on me at work. (Não entendo o porquê disso? Eu sempre me esforcei ao máximo para fazer todas as demandas que me foram passadas no trabalho.)

— This money is to help you start a new life, as compensation for what you did outside the company. However, the condition for keeping this generous sum is that you never seek out my daughter again. (Esse dinheiro é para te ajudar a começar uma nova vida, como uma compensação pelo que fez fora da empresa. Porém, a condição para ficar com essa quantia generosa é que jamais procure minha filha novamente.)

— Your daughter? (Sua filha?) — Ana perguntou, os acontecimentos haviam começado a se encaixar em sua mente mas ela se recusava a aceitar aquilo como verdade.

— Don't act like you don't understand. Despite living in such a degraded place, being someone of utterly inferior origins, and from a country that I honestly don't even know how it still functions, this is all very simple. I want you to sign this document stating that you have been duly compensated for any inconvenience Mizuki Kodama may have caused and that you will move on with your life without ever suing the family or the Kodama Group. (Não se faça de desentendida, apesar de morar em um lugar tão degradado assim, ser alguém de origem totalmente inferior e de um país que sinceramente nem sei como ainda está funcionando. Isso tudo é muito simples, quero que assine esse documento dizendo que foi devidamente paga por quaisquer inconvenientes que Mizuki Kodama possa ter causado e que seguirá com sua vida sem jamais processar a família ou o Grupo Kodama.)

Ana sentiu seu coração se despedaçar e se transformar em um gelo frio. As palavras do homem eram uma afronta direta à sua existência, à sua origem, ao seu país. A raiva a consumiu, suplantando a tristeza.

— Mizuki Kodama? — Ela perguntou mais uma vez, seu tom firme.

— I thought I was smarter than that, I suggest you read the contract. (Achei que era mais esperta do que isso, eu sugiro que leia o contrato)

Ana pegou o envelope e com as mãos trêmulas tirou o documento. No cabeçalho, havia informações sobre Ana e sobre o Grupo Kodama. A primeira cláusula, um "Termo de Rescisão de Vínculos Profissionais", confirmava a demissão de Ana do cargo de Gerente Geral, com a justificativa de uma "reestruturação organizacional". A segunda, um "Acordo Financeiro", definia o valor exorbitante que seria depositado em sua conta em até dois dias úteis após a assinatura. A quantia era alta o suficiente para que ela reconstruísse sua vida em qualquer lugar do mundo e levasse seus pais com ela. A terceira era uma "Cláusula de Confidencialidade" que a comprometia a nunca divulgar qualquer informação sobre seu relacionamento com Mizuki Kodama (Hinata Matsuzaki) ou sobre o funcionamento interno da família Kodama. E, por fim, a "Cláusula de Proibição de Contato Futuro", que a impedia de ter qualquer contato com Hinata.

Ana sentiu que as peças do quebra cabeças finalmente haviam sido colocadas em seus lugares e a imagem final se materializou em sua mente, mas a cada linha que lia, mais a sensação de ser uma peça de xadrez em um jogo do qual nem sabia que estava participando a invadia. Ela se recusava a ser vista de forma tão vulnerável.

— Watashi wa shomei shimasen. (Não vou assinar) — Ela disse com a voz mais firme que conseguiu projetar, devolvendo o contrato para o Senhor Kodama.

— Kore ijō no teian wa naidarou. (Não haverá uma proposta melhor) — O homem parecia surpreso com a atitude dela.

— If you thought you could buy my silence with money, with all due respect, you didn't research me very well. (Se pensou que poderia comprar meu silêncio com dinheiro, com todo o respeito, o senhor não pesquisou muito bem sobre mim.)

Ana caminhou até a porta do seu apartamento, abriu-a e indicou para que o homem se retirasse. O Senhor Kodama ficou enfurecido com a ação da jovem e se retirou pisando firmemente no chão. Ana bateu a porta assim que o homem passou, talvez até um pouco mais forte do que pretendia, mas não se importou com o baque alto. A raiva que estava sentindo naquele momento poderia justificar aquela atitude e muito mais.

"Aquele kanji no envelope, é o mesmo que vi no ombro da Hinata. Então…. se o Senhor Kodama em pessoa veio aqui me oferecer essa proposta, então… provavelmente essa Mizuki Kodama é na verdade… a… Hinata. Mas por que ela esconderia isso?", Ana pensou, a cabeça a mil.

Ela entrou em modo investigativo. Andou de um lado para o outro, tentando entender tudo o que havia acontecido naquele dia.

"Analisando friamente, a empresa estava perdendo dinheiro e, para descobrirem o que estava acontecendo, provavelmente precisariam de alguém de confiança. Mas não me lembro do Senhor Kodama ter uma filha... sei que ele tem um filho que sempre aparece nas revistas dando entrevistas e nos vídeos institucionais. Pensando agora, acho que ele pode até ser um pouco parecido com a Hinata."

Ela se sentou no sofá e pesquisou um pouco na internet sobre a família Kodama. Em uma das entrevistas, Haruto Kodama, o filho do Sr. Kodama, mencionou que sua família era composta por seu pai e sua irmã, mas que a jovem nunca aparecia publicamente.

"Isso coincide com o que Hinata me disse sobre sua família ser apenas seu pai e seu irmão. Mas esconder de todos eu até entendo, mas por que a Hinata esconderia isso de mim?"

Essa pergunta ficou martelando em sua cabeça. Por mais que ela tentasse compreender o lado de Hinata, Ana se sentia traída de certa forma. O sentimento de raiva aumentava dentro de si, e ela decidiu acessar as informações do pendrive que Pietro preparou. Era hora de agir, de usar a raiva para algo produtivo. Ela redigiu um dossiê final com todas as descobertas sobre a fraude na empresa.

Nesse relatório, Ana expôs os envolvidos principais no esquema, explicando como Jorge conseguia alterar os dados para desviar alguns centavos em todas as trans*ções feitas ao longo de pelo menos nove anos. Ana também explicou como Lucrécia contribuía ao não registrar os históricos reais e, por fim, como os diretores anteriores fechavam os olhos para todo aquele esquema empresarial. Por fim, Ana calculou a quantia estimada que havia sido desviada, somando todas as divergências que encontrou.

A jovem acabou não notando que algumas horas haviam se passado enquanto ela esteve em seu hiperfoco de trabalho. Pouco depois de concluir o dossiê, ela deixou o pendrive em cima do notebook e decidiu tomar um banho para esfriar a cabeça. Ela não queria pensar muito sobre Hinata ser Mizuki, não queria pensar que talvez tivesse sido enganada para fazer a investigação e que nada daquilo fazia sentido em seu coração, apesar de fazer sentido lógico.

"Eu te amei de verdade, Hinata, por que precisou mentir para mim?"

—xxx—

Depois de ficar tão desesperada ao ver Ana se afastando de sua casa, Hinata se sentiu totalmente esgotada e sem forças. Talvez fosse o efeito de uma dose dupla do seu medicamento para enxaqueca, talvez o choque da conversa com seu pai, mas o fato é que ela sentiu seu corpo pesado, sua mente turva e sua visão escurecendo até não conseguir mais se manter de pé.

Hinata acordou. Agora, ela estava deitada na cama e uma senhora sentada ao seu lado. Ela a conhecia como Senhora Shimamura, uma das serviçais da comitiva de seu pai. A mulher havia ficado alguns anos como a cuidadora principal de Mizuki quando ainda era uma garotinha, era quase como se fosse sua mãe.

— Shimamura, o que houve? — Hinata disse em seu idioma natal. O dia já anoitecia no horizonte.

— Não se esforce muito, minha querida, você deve estar tão exausta que acabou desmaiando. — A senhora Shimamura omitiu o fato de Hinata ter ficado desacordada praticamente pelo restante do dia.

— Não é isso. — Hinata tentou se levantar, a dor de cabeça voltando, mas a ansiedade por Ana era maior.

— Seria sobre a jovem que passou aqui mais cedo?

— Sim — Seus olhos se encheram de água.

— Senhorita Kodama, creio que jamais vi a senhorita se comportar dessa forma por alguém.

— Eu acho que nunca amei alguém como eu amo aquela jovem, Shima.

— Entendo.

— Meu pai jamais aceitaria algo assim e eu provavelmente nunca mais vou vê-la.

— Estou certa de que poderá vê-la, Senhorita Kodama. Pelo menos uma vez mais.

— Estou presa nesse quarto e os seguranças não vão me deixar sair.

— De fato, mas a nossa cozinheira está terminando de preparar o jantar e, como a senhorita ficou adormecida durante boa parte do dia, creio que posso reportar aos outros que você ainda permanece dormindo e que, devido à minha idade, é comum que eu me esqueça de trancar uma determinada porta.

Um pequeno sorriso surgiu no rosto de Hinata. Ela se levantou com animação, trocando de roupa rapidamente. Shimamura saiu do quarto de Hinata dizendo ao segurança na porta que ele poderia ir jantar, pois a senhorita ainda estava dormindo. Sendo assim, ambos desceram as escadas, e não apenas o segurança da porta, mas também os seguranças no portão foram chamados para uma refeição em conjunto. Hinata tomou cuidado ao descer as escadas sem fazer barulho, saiu pelo portão e correu pelas ruas de Serra Verde ao entardecer, sentindo a brisa suave no rosto.

Em apenas alguns poucos minutos, ela chegou na casa de Ana. Sua mão ignorou a campainha pois ela sabia que o interfone da jovem servia apenas para abrir o portão, então subiu com toda a animação possível até a porta do apartamento. Bateu duas vezes, o coração batendo forte no peito, até que a porta se abriu e ela viu o rosto de Ana.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!


Galerinha dos comentários, vamos ver se são boas em prever o futuro. 


O que acham que vai acontecer no próximo capítulo??


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Comentários para 29 - Capítulo 28 - O Confronto com Ana:
Jsilva
Jsilva

Em: 01/02/2026

Eita q a aninha  mostrou a sua honestidade  não compravel  pro senhor kodama q acha q pode comprar pessoas . Tomaaaaa!!

Responder

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 31/01/2026

Eu queria um beijo e abraço daquele cheio de saudades....mas acho que não vai acontecer....mas espero que Ana deixe Hinata explicar tudo e quem saber as duas com todas a provas montem uma estratégia para ficarem juntas...

Maldade autora terminar o capítulo bem na hora que elas se encontram 

Responder

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