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RECOMEÇAR por EriOli

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Palavras: 2260
Acessos: 251   |  Postado em: 29/01/2026

Capítulo 8 — Defesa e Segredos

Capítulo 8 — Defesa e Segredos

O salão da Cooperativa estava cheio. Rafael e Fernanda se entreolhavam tensos.

— Acho que não deveríamos entregar as provas agora.

— O quê? Fernanda, se não entregarmos as provas que temos os cooperados não confiarão em nós.

— Eu sei, mas precisamos ser cautelosos e enquanto não soubermos quem está por trás será um tiro no escuro. E um risco para todos nós, quem quer que seja está muitos passos a frente.

— Está bem, confio em você.

— Ótimo, temos um pião, vamos entregá-lo aos cooperados. Em vez de apresentarmos as notas frias que encontramos e as fotos dos lançamentos de transferências que encontrei na Agritec, apresentaremos somente os registros que colocam Jonas na cena em todas as vezes que tivemos problemas com a plantação.

Rafael assentiu, enquanto seu Ademar presidia a reunião, com o semblante duro. Fernanda e Rafael se aproximaram carregando uma pasta repleta de documentos.

Os cooperados murmuravam entre si, tensos com os problemas constantes na irrigação e com a proximidade da colheita. — Vamos ao que interessa, — disse Ademar, batendo a mesa. — A produção está em risco. Precisamos de respostas.

Fernanda se levantou, encarando todos.

— Nós temos essas respostas. Os problemas não são falhas técnicas. São sabotagens.

Um burburinho percorreu o salão. Jonas, sentado ao fundo, cruzou os braços e sorriu com desdém.

Rafael abriu a pasta e espalhou cópias dos registros sobre a mesa. — Aqui estão algumas provas: registros adulterados e que mostram um nome que se repete em todas as vezes que tivemos problemas. JONAS! E mais: ouvimos Jonas, ontem à noite, planejando a próxima sabotagem.

— Mentira! — Jonas levantou-se abruptamente, a voz ecoando pelo salão. — Vocês querem me incriminar porque não conseguem dar conta do trabalho!

Fernanda avançou um passo. — Não é mentira.  Ainda não temos provas suficientes, mas acreditamos que há uma rede de interesses por trás disso. Sabemos que você não é o cérebro, Jonas. — Disse ela, virando-se para encará-lo. — É apenas uma peça.

Os cooperados começaram a se agitar, alguns gritando, outros exigindo explicações. Ademar bateu a mesa novamente. — Silêncio! Jonas, você tem algo a dizer sobre essas provas?

Jonas hesitou, o suor escorrendo em sua testa. — Eu... eu só seguia ordens.

— De quem? — Fernanda pressionou.

O homem olhou ao redor, como se buscasse uma saída. — Vocês não entendem. Há gente grande envolvida. E eu não estou falando somente de empresários.

Um silêncio pesado caiu sobre todos. Fernanda sentiu o coração acelerar. A conspiração era muito maior do que imaginava.

Ademar, pálido, encarou Jonas. — Você está dizendo que há gente do governo tentando destruir a Cooperativa?

Jonas abaixou a cabeça. — Sim. E se vocês não se calarem, vão acabar como a senhorita Mendes.

Fernanda respirou fundo com a menção a Isabela.

— Isabela? O que tem a Isabela?

— Vocês não souberam? Ela já foi afastada da presidência da Agritec e além disso, sofreu um “acidente” na estrada, parece que os freios falharam.

— O quê?! — Fernanda não conseguiu evitar a mudança no seu tom de voz.

— Ela está bem, não se preocupe. — Jonas a olhou com um pequeno sorriso e o desdém de quem sabe algo a mais que todo mundo.

Fernanda soltou o ar encarando todos os presentes.

— Então precisamos nos unir. Não podemos deixar que interesses externos destruam o que construímos. A colheita é nossa, e o futuro das nossas famílias também.

Os cooperados começaram a se levantar, alguns em apoio, outros ainda desconfiados. Mas a semente da verdade havia sido plantada.

Nos dias seguintes à reunião, o clima na Cooperativa mudou. Muitos cooperados, antes desconfiados, passaram a apoiar Fernanda e Rafael. A coragem deles em expor Jonas havia despertado um sentimento de união. Mas, ao mesmo tempo, pairava no ar uma sensação de perigo iminente, além disso Fernanda não deixava de estar preocupada com Isabela.

Isabela não havia tentado entrar em contato mesmo por bilhetes, depois do atentado que sofrera Fernanda sabia que não seria tão simples. Sua apreensão crescia dia após dia e tinha certeza que Jonas havia revelado apenas parte da verdade. Os “grandes interesses” ainda estavam ocultos, e agora, com a conspiração exposta, ela e Rafael se tornaram alvos.

Na manhã seguinte, ao chegar ao campo, Fernanda encontrou um bilhete preso à porta do escritório:

"Pare agora, ou a próxima colheita não será o único prejuízo."

O coração dela disparou. Rafael leu por cima de seu ombro e franziu o cenho. — Eles estão nos ameaçando diretamente.

— Isso significa que estamos no caminho certo, — respondeu Fernanda, tentando manter a firmeza. — Mas precisamos ser mais cautelosos. Se tentarem nos intimidar, é porque têm medo do que podemos descobrir.

Naquela noite, reuniram um pequeno grupo de cooperados de confiança. Entre eles estavam Dona Célia, uma das mais antigas agricultoras, e Pedro, jovem técnico que já havia desconfiado das irregularidades.

— Se Jonas não é o cérebro, precisamos descobrir quem está por trás, — disse Pedro. — E eu tenho uma pista. O fornecedor das peças adulteradas pertence a um consórcio ligado a políticos locais. Se conseguirmos rastrear os contratos, podemos provar que há corrupção envolvida.

Fernanda assentiu.

— Isso pode ser perigoso, mas é a única forma de proteger a Cooperativa.

Dona Célia olhou para Fernanda com firmeza.

— Vocês não estão sozinhos. Se tentarem derrubar vocês, terão que derrubar todos nós.

O grupo se uniu em silêncio, conscientes de que estavam entrando em uma batalha maior do que imaginavam. Não era apenas sobre bombas d’água ou colheitas: era sobre poder, influência e o futuro.

Fernanda respirou fundo, olhando para os rostos determinados ao seu redor. — Então vamos até o fim. Se querem nos destruir, terão que enfrentar a verdade primeiro.

***

Longe dali, Isabela também tinha suas próprias lutas para enfrentar. Dois dias depois de receber o comunicado de afastamento, Isabela entrou na sala de reuniões com passos firmes. Lorenzo já estava lá, folheando papéis como se fosse o dono do lugar. Ela jogou o contrato da venda sobre a mesa com força.

— Quer me explicar o que é isso?

Lorenzo levantou os olhos, fingindo surpresa.

— Ora, é uma venda legítima. Carlos aprovou, não foi?

Isabela riu sem humor.

— Com minha assinatura falsificada. Uma empresa recém-criada. Sem histórico. Sem garantias. E de quebra nos deixando com um rombo de 300 mil no balancete. O senhor, meu tio, acha isso legítimo?

Lorenzo sorriu, aquele sorriso que Isabela conhecia desde criança — o de quem já armou tudo e está apenas esperando o outro cair.

— Talvez se você, querida sobrinha, prestasse mais atenção à gestão da empresa, não precisaria culpar os outros pelos seus erros.

— Forjaram minha assinatura. Isso é crime. E eu sei que tem o dedo do senhor e do idiota do meu primo nisso.

— Prova.

Isabela se aproximou, jogou sobre a mesa um relatório do jurídico solicitando uma análise forense da assinatura.

— Já tenho a aprovação do conselho para iniciar uma sindicância interna. E se o senhor acha que vou cair calada, prepare-se. Porque agora é guerra.

Lorenzo se levantou, ajeitou o paletó e se aproximou dela.

— Bela, Bela... Seu pai estava claramente variando quando deixou a presidência nas suas mãos. Ele sabia muito bem como o jogo funcionava e mesmo assim insistiu nessa burrice.

— O senhor não tem o direito de falar do meu pai.

Lorenzo sorriu como quem tem a melhor mão no pôquer. Chegou a gargalhar antes de falar com o veneno escorrendo de sua boca.

— Ah querida, você realmente acha que o Vicente era um santo, não é? — parou de sorrir de repente antes trincar os dentes e continuar. — Me desculpe por destruir seu conto de fadas, mas ele não era, na verdade ele era implacável. Então, não seja tola, você não faz ideia do que está enfrentando, e mais uma coisa, Isabela. A Agro Norte é só o começo.

Ela não recuou. Não daria esse gostinho a ele, mesmo que as acusações contra seu pai lhe tenha causado certo abalo.

— A mim, não importa se meu pai era um santo ou não e o senhor, meu tio, não faz ideia do que eu sou capaz de fazer quando me provocam. E se eu fosse você, não me apegaria muito a cadeira da presidência, porque essa já tem dona.

Sorriu irônicamente antes de virar-se para sair dali com a mesma altivez de sempre.

“Fedelha insolente”, ainda ouviu ele bufar atrás de si, mas não ligou. Nunca ligara e não seria hoje.

***

Isabela não era do tipo ingênua e não, ela não achava que seu pai era um santo, mas o tom que Lorenzo usara revelou muito mais do que ela poderia supor. E a verdade é que se sentia omissa em relação a tudo isso, adiara por tempo demais revirar o passado de sua família. Decidida a descobrir tudo o que podia, só lhe restava um lugar a ir.

Chegou a sede da Fazenda Mendes ao entardecer, por volta das 17h. Tinha suas próprias terras e não pisava no casarão dos Mendes desde que seu pai morrera. A casa em que passara sua infância se erguia com imponência, mas nem por isso se parecia menos com um mausoléu. Estar ali era ao mesmo tempo reconfortante e triste .

Tinha poucas lembranças de sua mãe, mas as que tinha eram seu tesouro. Pisar naquele casarão fazia a ferida da falta dela sangrar novamente. Isabela girou a chave e empurrou a porta pesada de madeira, que rangeu como se guardasse segredos há muito tempo esquecidos. Dirigiu-se ao interruptor e a luz propagou-se pelo ambiente, as cortinas pesadas cobriam as grandes janelas impedindo que qualquer feixe de luz adentrasse.

Pequenos flashes de lembranças saltaram em sua mente. Caminhou do hall para a sala enorme, viu-se ainda criança a correr por ali com sua babá atrás de si desesperada. Lembrava-se de sempre se deparar com sua mãe em algum ponto dessa corrida traquina e principalmente do olhar repreensor que a fazia parar no mesmo instante, para logo depois sentir-se ser abraçada por ela. Era sua lembrança mais amada, andou mais um pouco e chegou ao corredor que levava ao escritório, na parede próxima a escadaria uma espécie de galeria expunha retratos antigos da família Mendes com as moldura naquele estilo antigo, mas devidamente restauradas. Respirou fundo antes de finalmente dirigir-se ao local que realmente ia.

O antigo escritório do pai estava mergulhado em penumbra, mesmo limpo exalava aquele cheiro de papel envelhecido e couro impregnado nas paredes. As estantes altas exibiam livros e pastas desgastadas, e sobre a mesa maciça repousavam documentos amarelados, como se esperassem por alguém que tivesse coragem de lê-los.

Ela passou os dedos sobre a superfície marcada por arranhões e manchas de tinta, lembrando-se das tardes em que o pai trabalhava ali, sempre com um ar de autoridade. Mas agora, cada lembrança vinha acompanhada de uma sombra de dúvida. Sentou-se na cadeira que um dia pertencera a seu pai e começou uma investigação minuciosa dos documentos ali. Anotações em sua maioria, registro de vendas sem nota, mas todas antigas, provavelmente nada daquilo estavam nos livros caixa da Agritec. No entanto, somente isso não classificava seu pai como um vilão austero do interior. Verificou as gavetas, mas não encontrou nada de relevante.

Tentando descobrir mais passou a bater pela mesa em busca de pontos ocos, foi então que achou, abaixo do lado esquerdo, um compartimento secreto. Pegou a faca de abrir envelopes e forçou a pequena fissura. Ao abrir, puxou uma gaveta secreta, encontrou envelopes lacrados e contratos escondidos. Suas mãos suavam em expectativa, começou a folhear contrato por contrato. Levou vários minutos nessa tarefa. Tantos que nem se dera conta de que a noite já ia alta.

Os papéis revelavam desvios de recursos governamentais destinados a programas agrícolas, redirecionados para contas privadas. Havia também contratos de transporte e logística fraudulentos, assinados com empresas de fachada, todas ligadas a políticos influentes da região.

Isabela sentiu o coração acelerar. As assinaturas, os carimbos oficiais, os valores exorbitantes — tudo estava ali, claro como o sol. Era como se o escritório tivesse se transformado em um tribunal silencioso, onde as provas gritavam toda a história de sua empresa era uma mentira, que ela era apenas um pião naquele jogo.

Ela se apoiou na mesa, tentando conter a mistura de raiva e tristeza. As memórias do pai, antes de orgulho, agora se tornavam pesadas, manchadas pela corrupção. O silêncio do cômodo parecia acusá-la de carregar um legado que não escolheu. Lembrou-e mais uma vez de sua mãe, morta em uma acidente de carro quando ainda tinha 10 anos. Chorou de saudade e raiva. Se ao menos ela estivesse ali para ela. Nunca se sentira tão sozinha.

 Quando estava fechando a gaveta secreta, um outro envelope preto desprendeu-se caindo sobre os papeis que não tinham importância. Como um mau presságio sentiu um arrepio atravessar o corpo ao pegar o envelope, abriu-o com o coração inquieto. Sentiu uma vertigem quando espalhou o conteúdo sobre a mesa. Incrédula sentou-se mais uma vez apoiando-se para não cair.

“Não pode ser, o senhor não teve essa coragem.”

Com mãos trêmulas, recolheu os documentos e os colocou em uma pasta. Sabia que aquele era apenas o início de uma batalha não só contra um sistema enraizado, mas também contra suas próprias convicções, também era o momento em que a verdade poderia deixar de ser segredo. Isabela deixou a o casarão ainda mais destruída e com ainda mais perguntas.

Fim do capítulo


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Comentários para 9 - Capítulo 8 — Defesa e Segredos:
MirAlexia
MirAlexia

Em: 31/01/2026

Eu sabia que seria bom, estava a ser bom... Agora? Agora, ficou ainda melhor. Mistério, Medo, Morte... Será? Não sei, mas sei que agora não tem mais volta, nem para elas, nem para nós. Continua logo. :) 

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 30/01/2026

Isabela descobriu mais do que queria saber.....

Fernanda sendo ameaçada....

Curiosa para ver o que pode acontecer 

Responder

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