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RECOMEÇAR por EriOli

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Palavras: 2153
Acessos: 358   |  Postado em: 24/11/2025

Capitulo 7 — Sabotagem silenciosa

Os dias passaram-se lentos depois da última vez que Fernanda vira Isabela. Os trabalhos na Cooperativa se intensificaram e Isabela não viera nenhuma vez inspecionar o andamento da produção. Apesar de suas ocupações, Fernanda sentia-se preocupada com a ausência de Isabela. Pelos corredores da Agritec ela ouvira os rumores de um possível afastamento dela da presidência. Queria poder conversar, saber o que realmente se passava, mas tinha seus próprios problemas para resolver.

 

Naquela semana a Cooperativa passou novamente por problemas e a desconfiança dos cooperados havia aumentado. Fernanda e Rafael estavam sendo pressionados e primeira colheita se aproximava. Era muita coisa para lidar em tão pouco tempo. Após uma manhã intensa de trabalho, depois de mais uma bomba d’água dar problema e comprometer 5% da colheita. Os dois conversavam e não entendiam como as bombas paravam de uma hora para outra ou como os canos de alguns reservatórios saíam do lugar ou entupiam de maneira estranha.

 

Foi quando a porta do pequeno escritório se abriu abruptamente. O rosto avermelhado e a postura dura de seu Ademar mostravam que ele não estava ali para uma conversa amigável. Durante aqueles dias a animosidade do velho homem por Fernanda havia crescido consideravelmente e os constantes problemas técnicos não estavam ajudando, Fernanda sabia disso.

 

— Isso tem que parar agora! — bradou seu Ademar, batendo com a mão em punho sobre a mesa com força. — Mais uma bomba quebrada, mais um cano fora do lugar... e sempre nos setores e horários em que você está por perto, senhorita Fernanda!

 

Fernanda se levantou devagar, tentando manter a calma diante da fúria do homem.

 

— Eu também estou tentando entender o que está acontecendo, seu Ademar. Não sou eu quem está sabotando nada.

 

— Ah, não? Então quem seria? Rafael? Os cooperados? Ou será que é obra do vento? — ele se aproximou, o dedo em riste. — Você acha que somos idiotas? Desde que você começou a trabalhar para aquela Mendes, só temos prejuízo!

 

Rafael tentou intervir:

 

— Seu Ademar, por favor, não é hora de apontar dedos. Estamos todos tentando salvar a colheita.

 

— Salvar? — ele riu, amargo. — Ela está afundando! E vocês dois estão no leme!

 

Fernanda sentiu o sangue ferver.

 

— Eu trabalho aqui todos os dias, desde antes do sol nascer. Se tem alguém sabotando, não sou eu. Mas se quiser me acusar, traga provas!

 

— Provas? — Ademar se aproximou ainda mais, os olhos faiscando. — E o relatório do técnico? O entupimento da bomba foi causado por areia fina, colocada manualmente. E adivinha quem estava no campo naquela manhã?

 

O silêncio caiu pesado. Rafael olhou para Fernanda, surpreso.

 

— Você estava lá?

 

— Sim, eu estava. Mas isso não prova nada. Qualquer um poderia ter feito isso antes de mim.

 

— Conveniente demais, — rosnou Ademar. — E aquela maldita Mendes? Sumiu justo agora. Será que tem alguma coisa a ver com isso também?

 

Fernanda sentiu o chão tremer sob seus pés. A menção de Isabela a atingiu como um golpe.

 

— Não ouse envolver Isabela nisso. Ela só teria prejuízos com uma sabotagem, seja razoável, porque ela prejudicaria sua própria empresa? Não faz nem sentido. Depois, estou trabalhando com ela porque ela confia em mim, no meu trabalho. E eu nunca faria nada para prejudicá-la.

 

— Confiança demais pode ser perigosa, — disse Ademar, virando-se para sair. — A colheita está em risco. E se mais um problema acontecer, você será responsabilizada. Pode escrever isso.

 

A porta se fechou com estrondo. Rafael permaneceu em silêncio, olhando para Fernanda com uma mistura de dúvida e preocupação.

 

— Fernanda... você tem certeza de que não está escondendo nada?

 

Ela respirou fundo, encarando-o.

 

— Tenho. Mas alguém está tentando me incriminar. E eu vou descobrir quem é.

 

Naquela noite, Fernanda não conseguiu dormir. As palavras de seu Ademar ecoavam em sua mente como marteladas. Sabotagem. Culpa. Isabela. Tudo parecia desmoronar ao seu redor, e ela sabia que não podia mais esperar que as respostas viessem até ela.

 

No dia seguinte, antes de ir a Agritec para seu dia de trabalho, Fernanda foi a Cooperativa ante que todos chegassem e se dirigiu até o galpão de manutenção. O lugar estava vazio, silencioso, mas ela sabia que ali poderia encontrar pistas. Vasculhou os registros de uso das bombas, os horários de manutenção, os nomes dos técnicos. Um padrão começou a surgir — sempre havia alguém da equipe de técnicos disponibilizada pela Agritec presente nos momentos críticos. E um nome em especial se repetia: Jonas Amorim.

 

Ela anotou tudo e saiu com passos firmes. Chegou a Agritec no horário de sempre, mas antes de ir para seu setor, desviou para um lugar que estivera evitando naquelas semanas: o escritório de Isabela.

 

A porta estava entreaberta. Lá dentro, o cheiro do perfume de Isabela ainda pairava no ar. Fernanda fechou os olhos aspirando com satisfação. Estava com saudades e não poderia negar. Resolveu esperar por Isabela, mas sobre a mesa, uma pasta esquecida chamou sua atenção. A etiqueta dizia, Cooperativa San Juan Diego, Fernanda hesitou, estava prestes a fazer algo de errado, não tinha o direito de bisbilhotar, mas abriu. Dentro, documentos confidenciais da Cooperativa e uma lista de horários e transferências bancárias feitas para Jonas Amorim.

 

Fernanda sentiu um nó na garganta. Pegou as anotações que fizera pela manhã e conferiu. A última transferência era recente e coincidia com a última sabotagem e mais grave de todas nas bombas da Cooperativa. Isabela sabia ou simplesmente estava envolvida? Não podia ser, tinha que haver outra explicação. Fernanda confiava nela. Não poderia ter se enganado tanto assim.

 

Ela não mais esperaria por Isabela, saiu do escritório decidida. Procuraria Jonas e o confrontaria — e desmascararia Isabela se fosse preciso. Seu coração apertou com a possibilidade. Mas antes, precisava contar a Rafael o que descobrira. Enviou uma mensagem a Rafael e marcou com ele em sua própria casa.

 

Fernanda deixou que o dia corresse em normalidade, mesmo que sua mente estivesse inquieta. Quando chegou em casa naquela noite encontrou Rafael sentado a mesa tomando um café. Cumprimentou-o, mas não conseguiu sorrir. Relatou tudo o que descobrira e sua pretenção de confrontar Jonas.

 

 Rafael seguia, ainda confuso com as revelações de Fernanda e sobre as intenções de Isabela.

 

— Você tem certeza disso? — perguntou ele, quase em sussurro. — Jonas? Isabela?

 

— Tenho. E não é só ele. Se Isabela pode estar envolvida, nada impede que haja outros e isso ficou claro: há mais gente envolvida. Precisamos descobrir quem está por trás.

 

No dia seguinte Fernanda e Rafael caminhavam com passos firmes pelo pátio da Cooperativa. O sol já estava alto, mas a tensão no ar parecia mais pesada que o calor.

 

Encontraram Jonas perto dos reservatórios, supervisionando a manutenção de algumas torres. Ao ver Fernanda, ele arqueou a sobrancelha, desconfiado.

 

— Ora, se não é a nossa engenheira favorita. Veio inspecionar mais uma bomba quebrada? — disse com ironia.

 

Fernanda não se intimidou.

 

— Chega de jogos, Jonas. Eu sei que você está envolvido nos sabotagens. A areia nas bombas, os canos deslocados... tudo aponta para você.

 

O homem riu, mas seus olhos endureceram.

 

— Você não sabe do que está falando. Está desesperada porque não consegue dar conta do trabalho. Quer colocar a culpa em mim?

 

Rafael interveio:

 

— Temos registros. Sempre que houve problema, você estava presente. Isso não é coincidência.

 

Jonas estreitou os olhos, o tom de voz subindo.

 

— Isso não prova absolutamente nada. E posso processá-los.

 

— Também podemos abrir uma investigação particular.

 

— Vocês não entendem nada! Eu só sigo ordens.

 

Fernanda deu um passo à frente, encarando-o.

 

— Ordens de quem?

 

Jonas hesitou, mas o silêncio foi revelador. O suor escorria em sua testa, e sua postura defensiva denunciava mais do que suas palavras.

 

— Vocês não vão conseguir deter isso. E se fossem espertos o suficiente ficariam fora do caminho.

 

Fernanda e Rafael se entreolharam.

 

— E o que seria isso? — Rafael questionou.

 

— Vocês acham que a Cooperativa é só trabalho e colheita. Mas há gente grande por trás disso, interesses que vocês não podem sequer imaginar. E nem a dona Isabela conseguirá te salvar. Ela, muito em breve será afastada, e logo vocês também estarão fora. A colheita é só o começo. Agora me deixem em paz! — Jonas concluiu se retirando.

 

O coração de Fernanda disparou. A conspiração era maior do que pensava. Jonas não era o cérebro, isso era óbvio e já esperava, ele era apenas uma peça de um jogo perigoso.

 

Ela se virou para Rafael, determinada.

 

— Precisamos descobrir quem está dando as ordens. Se Isabela for afastada por causa disso, então quer dizer que se  ela não está por trás disso tudo, estamos diante de algo muito maior. E não vamos parar até expor tudo.

 

Nos dias que se seguiram fora impossível relaxar, Isabela havia desaparecido da face da terra e sequer atendera os seus telefonemas. Havia tanto o que lhe perguntar, tantas dúvidas e tantas desconfianças. Estacionou em frente a Cooperativa, tentando respirar e pensar em uma solução quando foi surpreendida por uma batida no vidro de sua janela. Assustou-se quando viu um jovem rapaz sorrindo e gesticulando para falar com ela.

 

— Bom dia, dona Fernanda.

 

— Bom dia, posso ajudar em algo? — Fernanda tentou sorrir.

 

— Sou Thiago e trabalho na Agritec. Trabalho diretamente para a senhorita Mendes e ela pediu que eu lhe entregasse isso.

 

Falou o garoto estendendo um envelope.

 

Fernanda o pegou com o coração disparado. Apenas a menção de Isabela era capaz de fazê-la sentir daquela  forma. Ela agradeceu e o rapaz se foi.

 

Com as mãos tremulas abriu o envelope e retirou o pequeno papel. Começou a ler uma carta escrita à mão.

 

"Fernanda, sei que você pode não confiar em mim no momento. E está certa. Há forças que querem derrubar tudo o que construímos, tentando usar a Cooperativa para me incriminar. Estou sob investigação e não posso estar em contato com você. Tenho tantas coisas a explicar. Só saiba de uma coisa, sinto sua falta, mas do que poderia imaginar, mas se algo acontecer comigo, siga o rastro do Jonas. E lembre-se ele não trabalha sozinho. Confio em você e no seu trabalho. — Isabela."

 

Fernanda sentiu aquele nó na garganta novamente. A carta era recente. Isabela sabia o que estava acontecendo. E confiava nela.

 

Ela saiu da caminhonete determinada. Procuraria provas contra Jonas, descobriria os envolvidos e protegeria a colheita — e o legado de Isabela.

 

Naquela noite, o silêncio da Cooperativa era quebrado apenas pelo som distante dos grilos. Fernanda e Rafael se encontraram discretamente no galpão de ferramentas, cada um carregando uma lanterna e uma pasta de anotações.

 

— Se Jonas está envolvido, precisamos de provas sólidas, — disse Rafael, abrindo um mapa da rede de irrigação. — Não basta acusá-lo, Ademar e os outros só vão acreditar se tivermos registros claros.

 

Fernanda assentiu. — Isabela confiava em mim. Se ela deixou aquele aviso, é porque sabia que havia uma rede maior. Vamos seguir o rastro.

 

Eles começaram a vasculhar os arquivos de manutenção. Entre relatórios e planilhas, encontraram registros adulterados: datas trocadas, assinaturas falsificadas, peças que nunca haviam sido compradas mas constavam como substituídas.

 

— Olha isso, — Rafael apontou para uma nota fiscal. — Peças de reposição compradas em duplicidade, mas nunca entregues. O fornecedor é sempre o mesmo.

 

Fernanda estreitou os olhos. — Esse fornecedor... é ligado a Jonas. Ele está desviando recursos e sabotando o sistema para justificar mais compras.

 

De repente, ouviram passos no corredor. As lanternas se apagaram rapidamente. O som de chaves e o ranger da porta fez o coração de Fernanda disparar.

 

Jonas entrou, falando baixo ao telefone:

 

— Sim, amanhã cedo. Mais uma bomba vai falhar. Eles não vão resistir até a colheita.

 

Fernanda e Rafael se entreolharam, em choque. Era a prova que precisavam.

 

Quando Jonas saiu, Fernanda respirou fundo. — Agora temos certeza. Mas precisamos agir com cuidado. Se ele não trabalha sozinho, quem está por trás pode ser ainda mais perigoso.

 

Rafael fechou a pasta com firmeza. — Amanhã, na reunião da Cooperativa, vamos expor isso. Mas antes, precisamos garantir que Ademar e os outros não estejam envolvidos.

 

Fernanda olhou para o horizonte pela janela do galpão. A lua iluminava os campos silenciosos. — Se Isabela pode ser afastada por causa dessa conspiração, então estamos lutando não só pela colheita, mas pelo futuro da Agritec.

Fim do capítulo


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Comentários para 8 - Capitulo 7 — Sabotagem silenciosa:
MirAlexia
MirAlexia

Em: 24/11/2025

Está a virar um caso de polícia. Uau. Agora o assunto ficou ainda mais sério e o interesse, esse, aumentou. 

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 24/11/2025

Nossa vem coisa grande e bem perigosa pela frente 

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