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O MAR DE PEDRA por Alkssa45

Ver comentários: 1

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Palavras: 1405
Acessos: 169   |  Postado em: 29/01/2026

Capitulo 7 As coisas que eu ainda não sabia

— As Coisas Que Eu Ainda Não Sabia

Sempre disseram que eu era temperamental.

Eu prefiro intensa.

Meu pai dizia que era personalidade forte. Minha mãe dizia que era excesso de colo. Os dois brigavam por isso desde que me entendo por gente — geralmente porque ele me mimava demais e ela tentava, inutilmente, me transformar em alguém funcional antes dos trinta.

Spoiler: falhou um pouco.

Cresci sabendo que precisava estudar. Não por amor ao conhecimento — isso veio depois — mas porque “o legado não se sustenta sozinho”, como minha mãe repetia. Nunca explicou qual legado. Só que existia um. Invisível, pesado, inegociável.

Engenharia de Produção, Petróleo e Gás.

Especialização na Noruega.

Filial Brasil sob minha responsabilidade.

Check.

Sempre fui boa no que faço. Líder por natureza, diziam. Eu corrigia: controladora com método. Trabalhava na empresa da família da minha mãe — mas curiosamente, nunca ouvi o sobrenome Stavros ser dito em voz alta. Era como se não existisse. Ou como se fosse perigoso demais para ser explicado.

Falando em perigos: Melinda.

Minha prima chata. Certinha. Organizada. Professora.

A mulher que dobrava guardanapos mentalmente enquanto o mundo pegava fogo.

Minha mãe adorava ela. Paparicava mesmo.

— A Melinda isso, a Melinda aquilo… — eu reclamava. — Ela respira e você aplaude.

— Porque ela pensa antes de agir — minha mãe respondia.

— Que tédio.

A verdade? Eu tinha uma paixonite silenciosa por ela.

Nada dramático. Só aquele incômodo adolescente de admirar demais alguém que claramente não estava interessada em você — e ainda tinha o desplante de te chamar de imatura.

Ela jogava isso na minha cara com classe.

— Sofia, você não precisa reagir a tudo — dizia.

Reagir era meu esporte favorito.

Eu sabia que a mãe dela tinha morrido cedo, de uma doença hereditária. Sabia que meu tio Damon era um homem adorável, silencioso, quase melancólico. Sempre gostei mais dele do que do meu próprio pai, o que talvez explicasse muita coisa.

O que eu não sabia…

era quem meu pai realmente era.

Voltei ao Brasil pronta para assumir a direção da filial. Na Grécia, meu primo Antônio ficaria com o comando local. Um acordo estratégico. Profissional. Frio.

Naquele dia, cheguei mais cedo ao escritório. Parei no corredor ao ouvir vozes elevadas vindo da sala da presidência. Reconheci imediatamente.

Meus pais.

— Você manteve uma amante por anos, Marcos — minha mãe dizia, com a voz contida demais para ser fraca. — Anos. Enquanto eu criava nossa filha e sustentava sua imagem de homem correto.

— Eu merecia carinho — ele rebateu. — Você sempre foi distante. Sempre essa mulher de pedra. Tudo era empresa, herança, passado… nunca eu.

— Você nunca quis “eu” — respondeu ela. — Quis controle.

Houve silêncio. Denso. Eu deveria ter ido embora. Não fui.

— Você só sabe cuidar daquela… daquela Melinda — ele cuspiu o nome. — Como se fosse sua filha. Como se fosse melhor que todo mundo.

— Não ouse — a voz da minha mãe tremeu. — Não ouse trazer ela pra isso.

Então ele disse.

Com desdém.

Com crueldade.

Com nojo.

— Talvez se você tivesse sido violada por aqueles homens, Eiriene… — pausou, cruel — talvez aprendesse a gostar de intimidade.

O ar sumiu.

Eu senti como se algo dentro de mim tivesse quebrado com um som seco, irreversível.

— Repete — minha mãe disse, agora fria. — Repete isso olhando nos meus olhos.

— Você ouviu.

Eu encostei na parede para não cair.

Ali, naquele corredor, eu entendi.

Meu pai não era apenas um homem falho.

Era um monstro educado. Bem vestido. Convicto de seus direitos.

— Quero o divórcio — minha mãe disse, firme. — E você nunca mais usará meu passado como arma.

— Você não sobreviveria sem mim.

— Sobrevivi a coisas piores — respondeu ela. — E você sabe disso.

Saí antes que me vissem. Entrei no elevador com as mãos tremendo.

Pensei na Melinda.

No meu tio.

Na história que nunca me contaram.

Pela primeira vez, o legado deixou de ser uma palavra abstrata.

Virou ameaça.

E eu, mimada ou não, temperamental ou não, entendi que crescer talvez fosse isso:

Perceber que algumas verdades chegam tarde —

mas quando chegam, não pedem licença.

Não fui para casa.

Dirigi sem rumo por quase uma hora, até perceber que estava repetindo o mesmo quarteirão. Estacionei. Respirei. Pensei em ligar para alguém. Pensei em não ligar para ninguém.

Acabei voltando.

Minha mãe estava sentada na sala, ereta demais para alguém que acabara de ter o mundo revirado. Tinha tirado os sapatos, mas ainda usava o colar. Sempre aquele colar — como se fosse armadura.

— Você ouviu — ela disse, antes mesmo que eu abrisse a boca.

Não era pergunta.

— Ouvi — respondi. — Tudo.

O silêncio que veio depois não foi vazio. Foi pesado. Antigo. Cheio de coisas nunca ditas.

— Mãe… — comecei, mas ela ergueu a mão.

— Não diga nada ainda — pediu. — Deixa eu terminar de sentir vergonha sozinha.

Aquilo me atingiu como um tapa.

— Vergonha? — minha voz subiu sem pedir permissão. — Vergonha do quê?

Ela desviou o olhar. Pela primeira vez, não sustentou o meu.

— Do passado — disse baixo. — De não ter te contado. De ter deixado que ele usasse isso como se fosse… como se fosse meu erro.

Sentei à frente dela.

— Você era uma criança — falei. — Uma vítima.

Ela sorriu sem humor.

— O mundo não costuma ver assim.

— Eu vejo.

Ela finalmente me encarou. Os olhos estavam marejados, mas firmes.

— Eu quis te poupar — disse. — Quis que você crescesse sem esse peso. Sem ódio. Sem medo.

— E deixou que eu crescesse sem verdade — respondi. Não com acusação. Com dor.

Ela respirou fundo.

— Você acha que foi fácil ver seu pai te mimar, te proteger… enquanto eu sabia que havia falhado em proteger a mim mesma?

— Para — interrompi. — Não coloca isso em você.

— Eu coloquei durante anos — disse ela. — Todo dia.

Ficamos ali, em silêncio, até que eu não aguentei.

— Por que a Melinda sabe mais da nossa história do que eu?

O nome saiu atravessado.

Ela fechou os olhos por um instante.

— Porque o Damon precisou saber — respondeu. — Porque ele voltou para me buscar quando ninguém mais veio. Porque ele nunca me olhou com pena. Só com respeito.

Engoli em seco.

— O pai odeia a Melinda por isso, não é?

Ela assentiu.

— Ela é a prova viva de que o Damon escolheu amar. E ele nunca perdoou isso.

Levantei-me.

— Eu preciso sair.

— Sofia…

— Não agora, mãe. Se eu ficar, vou quebrar alguma coisa.

Ela não tentou impedir.

Saí direto para o lugar que, no fundo, sempre soube que era seguro.

A casa do meu tio.

Damon abriu a porta com aquela expressão serena que parecia não combinar com a quantidade de dor que ele carregava. Olhou para mim por dois segundos e entendeu tudo.

— Entra — disse apenas.

Sentei no sofá. Ele me ofereceu água. Recusei. Depois aceitei. Minhas mãos tremiam.

— Eu descobri hoje — falei. — Tudo.

Ele assentiu.

— Era para você descobrir um dia — respondeu. — Só lamento que tenha sido assim.

— Como vocês sobreviveram? — perguntei. — Você… minha mãe…

Ele demorou a responder.

— A gente não sobreviveu igual — disse. — A gente escolheu não virar o que ele queria que fôssemos.

As lágrimas vieram sem aviso. Odeio chorar. Chorei mesmo assim.

— Eu não quero ser como ele — falei. — Tenho medo de ser.

Damon sentou ao meu lado.

— Você já não é — disse com firmeza. — O fato de você ter vindo aqui prova isso.

Respirei fundo.

— A Melinda… — comecei, meio sem jeito. — Ela sempre pareceu tão… inteira.

Ele sorriu de leve.

— Ela aprendeu cedo que leveza também é um ato de coragem.

— Eu fui uma idiota com ela — confessei. — Mimada. Imatura.

— Você era jovem — respondeu. — E ainda está aprendendo.

Levantei o olhar.

— Você vai me contar tudo?

— Quando você quiser ouvir — disse. — E no seu tempo.

Pela primeira vez naquele dia, senti algo parecido com chão.

Talvez crescer fosse isso mesmo.

Não perder a leveza.

Mas escolher, conscientemente, de onde ela vem.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 7 - Capitulo 7 As coisas que eu ainda não sabia :
Zanja45
Zanja45

Em: 06/02/2026

Sofia é fruto de um estupro? É isso? Ela não quer como o pai? Ela se refere a Marcos?

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