Capítulo 28

Capitulo 28 – A Intriga do Palácio

de A Princesa & A Dama De Companhia., por Tk_Oliver

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Narrado por Seraphina

 

Os dias haviam passado desde nossa confissão e da entrega naquela noite. Eu achava que, de alguma forma, poderíamos encontrar momentos roubados entre compromissos, jantares e deveres. Mas eu estava enganada.

 

O primo do conde chegou ao palácio durante o torneio de primavera. Alto, com feições marcantes, vestido com peles caras e um sorriso que exalava arrogância. Lorde Cedric de Marvier. Desde o primeiro momento em que seus olhos pousaram em Elara, eu senti.

 

Senti como meu sangue esquentava.

 

Elara o tratava com a mesma educação que tratava qualquer outro nobre — com respeito, mas sem entusiasmo. Ainda assim, Cedric era insistente. Mandava flores para seus aposentos, fazia questão de pedir que ela o servisse nas refeições formais, e durante o baile, ousou tocá-la nas costas baixas para conduzi-la para dançar.

 

Eu assistia tudo de longe. Queimava por dentro.

 

— Elara é minha. — Pensei, mordendo o interior da boca, mas a lembrança de nossas noites não me dava poder oficial sobre ela. Não ali, diante do reino.

 

Meu pai, o rei, começou a notar. Não apenas o modo como Cedric cortejava minha dama... mas o modo como eu olhava para ela.

 

Na manhã seguinte, fui chamada aos aposentos reais. O rei estava sério, sua voz cortante:

 

— Nomeaste uma camponesa como dama de companhia pessoal. E agora ela é disputada por nobres?

 

— Elara é distinta. Inteligente. É digna da posição — respondi.

 

— E tu a olhas como se fosse mais que isso. Como se a desejasse como mulher — ele disse frio, direto. — Serei claro, filha. Este reino não aceitará escândalos. Principalmente não em tempos de alianças políticas.

 

Ele ordenou que a governanta do palácio, Lady Meriveth, vigiasse Elara e a mim discretamente. E mais — ordenou que os preparativos para meu casamento com o conde fossem apressados.

 

Eu saí do salão real com o coração em ruínas.

 

Narrado por Elara

 

Não entendi por que, de repente, havia criados me observando, senhoras cochichando e Lady Meriveth surgindo do nada sempre que eu e Seraphina estávamos sozinhas. A princesa estava diferente, mais fria, evitava me encarar quando passávamos pelas galerias.

 

Até que veio o golpe final.

 

Fui chamada à sala do trono, sem aviso. Diante do rei, Cedric estava de pé, com um sorriso vitorioso.

 

— Sua Majestade, peço humildemente a mão da senhorita Elara, dama da princesa, em casamento — ele disse.

 

Senti o chão sumir.

 

O rei me encarou. Depois, deu um leve sorriso que me gelou a alma.

 

— Será uma honra conceder sua mão, jovem Elara. Em breve anunciaremos os votos. Este é um grande passo para uma... plebeia.

 

Não consegui respirar. Quis gritar. Quis fugir.

 

Mas só consegui baixar a cabeça, com o coração despedaçado, sem saber que Seraphina, atrás da grande coluna de pedra, ouvira tudo — com os olhos marejados de fúria e amor contido.

 

A guerra dentro do palácio havia começado. E nós duas estávamos no centro dela.




Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
Z

Zanja45

25/01/2026 às 11:44

Elara tinha que ser notada por esse conde.  E agora que o rei desconfia da filha com a camponesa ficou mais complicado, pois ele vai dar permissão mesmo para que ela case logo.

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