Capítulo 26

Capitulo 26 – O Segredo das Estrelas

de A Princesa & A Dama De Companhia., por Tk_Oliver

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Narrado por Elara

 

Seus lábios nos meus... eram calor, confissão e promessas que nunca ousamos dizer em voz alta.

Seu beijo tinha gosto de tudo que esperei e temi — doçura proibida e desejo contido.

 

A respiração de Seraphina pesava sobre minha pele, sua testa colada na minha depois do beijo.

 

— Se isso for um erro... então quero errar com você todas as noites da minha vida, ela sussurrou, sua voz baixa, como um segredo compartilhado apenas pelas estrelas lá fora.

 

Minha resposta veio num gesto. Passei meus dedos por sua nuca, puxando-a novamente para mim, beijando-a com fome, com entrega. Tudo que reprimi por tanto tempo parecia ganhar forma no toque dela. Minhas mãos trêmulas procuravam a seda quente de sua pele sob o tecido real de sua camisola. Ela não recuou. Pelo contrário, ela guiou minhas mãos, como se quisesse que eu a conhecesse de verdade, como se pertencesse a mim.

 

O quarto estava silencioso, mas nossos corações batiam como tambores em guerra.

 

Seraphina me deitou devagar sobre as cobertas, como se eu fosse uma joia preciosa — ou uma chama que ela não queria apagar. Sua mão percorreu o contorno do meu rosto, dos meus ombros, dos meus quadris. Cada toque era reverência. Cada suspiro, um poema entrecortado.

 

— Ninguém nunca me tocou assim. Ninguém nunca me fez sentir... inteira.

 

Eu a encarei. A mulher mais poderosa do reino... vulnerável diante de mim.

 

— Você também é minha primeira vez, confessei, e será a única.

 

As roupas caíram como véus de incertezas. Ficamos nuas, uma diante da outra, como duas almas em espelhos. Minha pele encontrava a dela com um calor arrebatador. Não havia vergonha, apenas desejo. Nossos corpos se descobriram no escuro, entre beijos sussurrados, mãos explorando cada curva, cada suspiro.

 

Ela me beijava o pescoço, os ombros, meu ventre, como se desenhasse em mim um mapa de amor eterno. Quando finalmente nos unimos por inteiro, pele contra pele, coração contra coração, não foi apenas o corpo que tremia — era a alma que se entregava.

 

Fizemos amor devagar, entre lágrimas e sorrisos, como duas mulheres que se amavam antes mesmo de saber. Era doçura e chama. Era verdade e segredo.

 

No fim, Seraphina se deitou ao meu lado, passando os dedos pelos meus cabelos bagunçados, e murmurou contra minha testa:

 

— Agora você é minha, e eu sou sua. Mesmo que o mundo nunca aceite...

 

Fechei os olhos, sentindo seu coração bater junto ao meu.

 

Naquele instante, entre os lençóis reais e o cheiro de nós duas misturado no ar, o mundo do lado de fora não existia. Só nós. Só o amor.


Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
Z

Zanja45

25/01/2026 às 11:27

Foi poético esse início, muito linda a primeira vez das duas. Seraphina é uma mulher de iniciativa e pelo jeito Elara também, pois ela começou a liberar tudo que reprimiu por achar que fosse um erro.

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