Capítulo 26 - A Notícia Chocante
Ana, mesmo com o coração apertado pela preocupação com Hinata, seguiu caminhando em direção à empresa, o Sol da manhã iluminando a calçada. O ar estava fresco e limpo, um contraste gritante com a sensação de angústia que a consumia por dentro.
Ao chegar no estacionamento, ela notou a mudança no ambiente. Os carros dos funcionários já estavam em seus lugares, e ela cumprimentou alguns colegas que, diferentemente de quando ela era estagiária, agora chegavam no horário correto. Era como se uma energia nova e revigorante tivesse tomado conta do lugar.
"É… Hinata já mudou bastante as coisas por aqui", Ana pensou, um pequeno sorriso surgindo em seus lábios, apesar de tudo. O antes caótico C.A.P agora operava com uma precisão que Hinata exigia de si mesma e de sua Gerente, Ana. O silêncio nos corredores era pontuado apenas pelo som dos teclados e murmúrios profissionais. A área de café, que antes era um ponto de encontro para longas conversas e fofocas, agora era utilizada apenas para uma pausa rápida, com os funcionários retornando a suas mesas rapidamente. A hierarquia, embora ainda existisse, parecia menos opressora, com as equipes colaborando de maneira mais fluida. Ana havia implementado metas claras e transparentes, e a produtividade parecia ter crescido exponencialmente. As poucas vezes em que ela ouviu seu nome ser mencionado por colegas, foi com respeito e admiração por seu novo cargo. A empresa, sob a gestão de Hinata, havia se transformado em um lugar onde o trabalho era levado a sério, mas sem o clima tóxico que existia antes.
— Bom dia, pessoal! Carlos, bom dia, tudo bem? — Ana chegou em seu setor, cumprimentando a todos com a mesma simpatia de sempre. — Pessoal, sobre as demandas da semana, estou olhando aqui na minha agenda e vou alterar a reunião semanal para depois do almoço, tudo bem? Aqueles que já finalizaram tudo, peço por favor que ajudem os que não finalizaram ainda. Todos devem estar com as demandas zeradas até o almoço, por favor. Se precisarem de mais ajuda, é só me chamar, ok?
A autoridade em sua voz era nova, mas a gentileza em seu tom era a mesma. Todos assentiram e ela foi para sua mesa. Antes de realmente iniciar o trabalho, ela pegou seu celular.
Ana Ribeiro - Amor, já cheguei no trabalho. Como você está?
Ela não esperou por uma resposta. Deixou o celular de lado e começou a focar em seus afazeres. Cerca de dois minutos se passaram quando uma notificação recebida pelo chat da empresa chamou sua atenção. Era de Pietro, que dizia que o relatório que ela havia pedido tinha sido compilado e estava pronto. Ana respondeu que passaria lá assim que terminasse algumas tarefas.
Passados cerca de uma hora, Ana é tirada do foco de sua tela por uma leve batida na porta de sua sala. Era Dayane do RH. Ela estava pálida.
— Com licença. — Dayane disse, a voz quase inaudível.
— Oi, Dayane, tudo bem? — Ana se levantou, percebendo o estado da mulher.
— Aninha, podemos conversar? — Seus olhos estavam baixos e ela parecia bastante abalada.
— Claro, sente-se. O que houve?
Dayane sentou, mas evitou o contato visual. — Aninha, não tem um jeito fácil de dizer isso, mas recebi uma ordem lá da matriz para demitir você.
Ana piscou, tentando processar as palavras. — Me demitir? Sério?
— Infelizmente sim, Aninha. Eu peço desculpas por isso. Eu tentei argumentar, disse que você era a melhor Gerente que o setor já teve, mas eles foram irredutíveis.
Ana ficou em silêncio por um momento, seu mundo parecendo desacelerar. Ela ativou o visor do seu celular. Nenhuma mensagem de Hinata. Uma pontada ainda mais forte de preocupação atingiu o coração de Ana.
— Aninha, sei que tudo isso foi um choque, e você é tão boazinha com todos e está se saindo tão bem no cargo. Não vejo motivos para que eles estejam te demitindo assim. Leve um tempo para processar a informação. Depois você vai precisar esvaziar a mesa e passar no RH para assinar os documentos, está bem?
Ana apenas assentiu, incapaz de dizer mais nada. — Está bem, Dayane.
O mundo parecia estar girando e nada daquilo fazia sentido. Ela precisava falar com Hinata. Pegou o celular e digitou freneticamente.
Ana Ribeiro - Amor, preciso falar com você.
Novamente, nenhuma resposta. Ana efetuou uma ligação, precisava falar com sua namorada e saber se ela havia sido informada sobre aquilo. Após chamar algumas vezes, o telefone é atendido.
— Amor, você está bem? Não respondeu minhas mens…
A linha ficou muda. Hinata havia desligado sem dizer nada.
"Poxa, amor, cadê você?", Ana pensou, o desespero se instalando em seu peito. A sensação de abandono era quase tão forte quanto a de choque.
Ana não poderia esperar que Hinata viesse salvá-la, precisava resolver suas coisas. Afinal, tudo isso poderia ser apenas um mal entendido e talvez sua namorada pudesse consertar tudo quando melhorasse da enxaqueca, certo?
—xxx—
Como orientado, Ana organizou suas coisas dentro de uma caixa, o coração pesado a cada item que colocava. Ela saiu da sala e notou que seus passos foram seguidos pelo olhar carrancudo de Jorge. O desprezo em seu rosto era evidente como sempre, mas dessa vez ele apresentava um toque de curiosidade com a movimentação da Gerente.
Mas antes de seguir para o RH, Ana decidiu buscar os dados que Pietro havia preparado. Ela precisava de algo para se agarrar. Ao entrar na nova sala de TI, que apesar de maior continuava cheia de computadores, fios e monitores, viu Pietro.
— Oi, Pietro, deu certo os dados, então? — Ana perguntou, segurando a caixa pesada. Pietro olhou para a caixa em sua mão com um olhar desconfiado.
— Está tudo aqui no pendrive. — Ele disse, entregando a ela. — Eu acho que sei quem foi que estava usando o acesso do Edilson. É um dos seus funcionários, viu? O Jorge. Você vai querer que eu abra uma ocorrência sobre isso?
A notícia foi um choque. O nome que ela já desprezava por ser arrogante e desrespeitoso, agora tinha um peso muito maior.
— Não precisa, Pietro. Eu agradeço pela sua ajuda. Mas eu vou levar isso direto para a Diretora. Ela decide o que vai fazer com o Jorge.
— Tudo bem, mas e essa caixa aí? Está de mudança?
— Na verdade, ainda estou tentando entender, mas depois eu te conto.
— Beleza, então, mas vai ficar me devendo uma.
Ana sorriu sem graça e caminhou até o RH para assinar os documentos de sua demissão. O gosto em sua boca era amargo, e apesar de não estar entendendo o que havia acontecido, ela ainda tinha esperança que tudo iria se resolver quando conseguisse falar com Hinata.
—xxx—
Depois de sair da empresa, Ana caminhou com sua caixa de pertences novamente pela pequena estradinha que levava até a cidade. A sensação era de déjà vu, mas, ao contrário da primeira vez, essa saída não foi por sua decisão.
A jovem estava com a cabeça a mil, e a caixa em suas mãos parecia mais pesada a cada passo. Tentou ligar mais algumas vezes para sua amada, porém as ligações não se completavam. Estava terrivelmente preocupada, então caminhou o mais rápido que pôde para a casa de Hinata. Chegando no portão, Ana observou que havia um segurança. O homem, alto e imponente, a olhou com frieza.
— Com licença, bom dia. Poderia sair do caminho para que eu entrasse?
— Anata no namae wa nan desu ka? (Qual o seu nome?) — O segurança perguntou, a voz sem emoção.
— Watashi no namae wa ana desu. Hinata ga matte imasu. (Meu nome é Ana. Hinata está esperando por mim.)
— Zan'nendesuga Hinata-san wa fuzai desu. (Receio que a senhorita Hinata não esteja disponível).
— Shite itadakemasu ka… (Você poderia, por favor…) — Ana estava com a voz embargada e com vontade de chorar. — Watashi ga koko ni iru koto o shirasemasu ka? (avisar que eu estou aqui?)
— Hai, mochirondesu. Shōshō o machi kudasai. (Sim, claro. Só um momento.)
O homem trocou algumas palavras pelo ponto em seu ouvido. O coração de Ana se encheu de esperança. Hinata finalmente explicaria o que estava acontecendo e resolveria tudo. A espera foi agonizante.
— Saki hodo mōshiageta tōri, anata ni wa tachiiri kengen ga arimasen. Murijii shinaide kudasai. (Como eu disse, a senhorita não tem autorização para entrar. Por gentileza, peço que não insista).
As palavras, ditas com frieza, foram um golpe final. O mundo de Ana parou de girar, e ela começou a sentir que estava desmoronando. Não havia o que fazer. Ela não conseguiria forçar sua entrada, e Hinata a havia bloqueado de todas as formas. A caixa em seus braços pesava como chumbo. A dor era profunda demais para ser compreendida. Só restou para Ana naquele momento ir para seu pequeno apartamento e buscar uma solução para o que parecia ser o fim.
—xxx—
“Porque Hinata se afastaria dessa forma? Estávamos bem…” Ana pensava consigo mesma no caminho para seu apartamento. “Quem era aquele segurança? Porque eu fui demitida?”. Eram perguntas sem resposta. E elas se acumulavam rapidamente na mente de Ana que estava em choque sem saber o que fazer ou como resolver tudo isso. A jovem chegou em casa e tratou de tomar um banho para colocar seus pensamentos no lugar.
“Não tenho dúvidas de que ontem eu e Hinata estávamos bem. Hoje cedo ela estava com enxaqueca mas isso era por causa da ressaca. Não tenho o porquê pensar que fiz algo que provocasse essa reação nela. Então o que pode ser? Porque ela não me responde?”
Perdida em seus pensamentos, Ana escuta uma batida forte em sua porta. “O que será agora? Já aconteceu tanta coisa hoje que nada mais me surpreende.” Porém ao abrir a porta o que Ana pensou não ser possível a um segundo atrás se tornou realidade. Ela estava mais uma vez surpresa com a pessoa que estava em sua frente.
— Senhor Kodama?
Fim do capítulo
Bom dia! Boa Tarde! Boa noite!
Pessoal, eu sei que as coisas não parecem boas agora mas... Segurem nas mãos umas das outras que amanhã tem mais.
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Jsilva
Em: 24/01/2026
Vixxii deu ruim!! :0 . gente o q foi isso!!!? Pera q não sei pq acho q tem algo ainda nesse rolo de demissão. A lógica é q seu kodama não apoia o relacionamento né mais cara duvido q é só isso.. tem caroço nesse angu q é pegar os bandido mais também ne sei q quer afastar hinata de ana . Vamos orar todas nos para q seu kodama seja um pai digno pelo menos.????
EmiAlfena
Em: 24/01/2026
Autora da história
Oremos...
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EmiAlfena Em: 26/01/2026 Autora da história
Simm, aconteceu