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34 por Luciane Ribeiro

Ver comentários: 4

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Palavras: 2399
Acessos: 148   |  Postado em: 22/01/2026

Quem é vivo ...

 

Ela sorriu daquele jeito que me desmontava. E naquele momento, tudo parecia exatamente onde devia estar.

Mas não estava. Eve, de repente, ficou muito quieta, quase como se não estivesse ali.

- Eve? Eve? Atena Evelyn, não brinque assim comigo! Me responda!

Ela abaixou a cabeça, sacudiu-a levemente e, em seguida, deu um passo à frente, como se estivesse confusa, tentando se ajustar. Chamei novamente por ela, mas quando se virou, eu soube antes mesmo que dissesse qualquer coisa. Não era mais minha Eve. Era Amanda.

- Você está aí, noivinha.

- Por que você também está aqui?

- Não achou que eu ia perder essa viagem, achou? Vamos. Me ajude a tomar um banho e vamos sair. Quero conhecer tudo o que a noite da cidade tem a oferecer.

- Não vou a lugar nenhum com você! Quero minha Eve de volta!

- Infelizmente, querer não é poder. E achei ter deixado claro que não serei sua inimiga, desde que você não aja como se fosse. Vamos... ou irei sozinha.

A contragosto, ajudei Amanda a tomar banho e se vestir. Para me provocar, ela escolheu a roupa mais sensual que encontrou. Se fosse Eve, eu teria achado lindo. Nela, só senti irritação.

Sem escolha, a acompanhei pelas ruas da cidade. Ela observava tudo com fascínio e uma animação que, por mais que eu odiasse admitir, acabava me afetando. Depois de visitarmos um restaurante de comida simplesmente maravilhosa, fomos a um bar onde, apesar dos meus protestos, ela tomou dois drinks coloridos. Chamaram minha atenção o suficiente para que eu também experimentasse.

Já passava das cinco da manhã quando voltamos para casa. Eu me sentia levemente bêbada, e ela estava do mesmo jeito, mas insistiu em caminhar até a areia em frente ao mar.

- Veja, noivinha... olha como o céu está lindo esta noite!

Seus olhos brilhavam como pequenos diamantes. Como cientista, eu acharia as diferenças entre elas fascinantes. Afinal, diferentemente de Eve, Amanda conseguia permanecer longas horas de pé sem que as pernas fraquejassem.

Fiquei em silêncio, observando o mar e ela. As ondas estavam ferozes e, mesmo assim, aquela louca de repente tirou a roupa e entrou no mar. Corri até ela, preocupada e irritada.

- Não vê que o mar está agitado? É perigoso!

- Relaxa, noivinha!

Peguei seu braço e a puxei de volta para a segurança da areia.

- A vida é para ser vivida, Helena! Se você não se arriscar, nunca vai viver momentos inesquecíveis nem ter histórias para contar. Eu realmente não sei como Eve se apaixonou por você.

Aquela frase ativou todas as minhas inseguranças, mas eu não daria a ela o prazer de saber.

- O que sentimos é algo que você nunca vai entender. Vamos entrar. Está tarde e precisamos dormir.

- Se acha que ela vai voltar se eu dormir, lamento dizer que isso não vai acontecer.

Se Eve não habitasse aquele corpo, eu a afogaria naquelas águas. Como não podia, apenas a levei para o banho.

- Vai ficar de roupa novamente?

- Você é forte. Por que precisa da minha ajuda para tomar banho?

- Não é que eu precise. Eu apenas gosto de ver a culpa nos seus olhos.

- Não tente fugir, Helena. Na verdade, estou te ajudando. Você precisa se acostumar e entender que ela é ela e eu sou eu. Detesto ver seu olhar de desejo. Isso me incomoda. Não quero ser confundida acidentalmente...

O discurso dela foi interrompido. Amanda levou a mão à cabeça e se apoiou no vidro do box.

- Agora sou eu quem decide quando vou embora. Pare.

Aguardei ansiosa, esperando que meu amor voltasse. Isso não aconteceu naquela noite.

- Helena... o que está acontecendo?

- Eve...

Não tive tempo de pensar antes que ela desmoronasse, quase caindo no chão. Consegui segurá-la a tempo e a levei para a cama. As duas horas seguintes foram longas e desesperadoras. Eu checava seus sinais vitais a cada minuto e beirava o pânico a cada instante.

Acreditei que seria como da outra vez. Mas, quando ela acordou, ainda era Amanda.

- Desculpe te desapontar, mas ainda sou eu, noivinha. O dia já clareou, estou com fome e quero ir à praia. Mas não aquela vazia... quero gente, agitação.

Deixei-a no quarto e fui preparar o café. Ela desceu logo em seguida, já de biquíni, pronta para a praia.

- O que temos para o café da manhã?

- O de sempre.

- Ui! Irritadinha!

- Diga logo o que quer comer!

- Pão francês, acompanhado de queijo e presunto, e um café com duas colheres de açúcar.

Que saudade do paladar esquisito de Eve... Preparei o café dela e tomei o meu.

Saímos de casa por volta das nove, em direção à praia de Geribá, que estava cheia, mas não lotada como costuma ficar na alta temporada.

- Anima-se, noivinha. O dia está lindo.

 - Vai chover.

- Então temos que aproveitar ao máximo.

Sentei-me em uma cadeira de praia e fiquei observando enquanto ela nadava e conversava com as pessoas. Era difícil não achá-la linda naquele biquíni vermelho e branco. Aquele sorriso, ainda que diferente e estranho, continuava sendo bonito. Tentei me manter desperta, mas acabei adormecendo.

Fui acordada por ela.

- Tome.

- O que é isso?

- Não sabe o que é uma concha do mar?

 - Sei o que é. Quero saber por que está me dando. - Você merece um agrado. Apesar de tudo, veio comigo. Além disso, gostei de ver você tão bronzeada.

Ela tinha razão. Ao chegar em casa e me olhar no espelho, percebi que não estava mais pálida como a Wandinha Addams. Minha pele lembrava o tom da minha tia Dalila. Foi estranho pensar nela depois de tantos anos. Sacudi a cabeça, afastando os pensamentos tristes, e liguei o chuveiro.

Estava distraída quando senti braços me envolverem por trás.Por um curto instante esqueci da existência de Amanda e me permiti sentir aquele abraço. Uma de suas mãos, que antes estava em minha cintura, desceu pela minha pele até a lateral da coxa, enquanto a outra subiu para meu seio, me deixando arrepiada.

- Te peguei de novo, noivinha!

Afastei-me sentindo o sangue ferver em minhas veias. Não acreditava que tinha permitido que ela brincasse comigo daquele jeito.

- Nunca mais me toque dessa maneira! Eu amo e sou fiel a Evelyn. Pare de me provocar.

- Se não quer que eu te provoque, aprenda a nos diferenciar.

_Saia!!!

Meu desejo era executá-la com minhas próprias mãos, mas esse pensamento - assim como o perigo iminente de perder a cabeça com ela - foi interrompido pelo barulho de algo se quebrando na sala de estar.

-Cinco minutos depois de ela sair, ouvi o barulho de vidro se quebrando. Corri para ver o que havia acontecido. Uma bola estava no chão, misturada aos cacos da janela da copa.

- O que aconteceu?

- Uma bola acertou a janela.

Quando fui buscar a vassoura para recolher os cacos, a campainha tocou. Fiquei surpresa ao ver Nicolas, o filho da Michele, ali - e completamente perplexa ao reconhecer quem vinha se desculpar por ele.

- Nicolas?

- Oi, doutora! Cadê o Tris?

- Oi. Desculpe, meu neto chutou a bola e  Helena?

- Tia? Meu pai e minha avó disseram que a senhora estava morta...

- Bem, como pode ver, eu não estou. E fico feliz em saber que você também não está.

Ver minha tia viva derrubou o pouco de respeito que eu ainda nutria pela minha família. Depois daquela conversa, eu passaria a odiá-los ainda mais.

- Venha, me dá um abraço. Já faz tanto tempo senti sua falta, Heleninha.

- Não se aproxime de mim!

Não consegui abraçá-la. Em vez disso, virei as costas e entrei. Eu estava irritada, confusa e assustada. Não sabia qual tinha sido a participação dela em tudo o que aconteceu - e, no fundo, tinha medo de descobrir. As lembranças que eu guardava dela eram algumas das poucas memórias familiares felizes que ainda restavam. Temia que fossem destruídas assim que ouvisse sua versão.

Amanda, que apesar de não entender exatamente o que estava acontecendo, assumiu com seu habitual cinismo o papel de anfitriã.

- Olá. Desculpem a falta momentânea de modos da Helena. Entrem, por favor.

- Não tem problema. Ela precisa de um tempo. Sempre foi assim... desde criança.

- Me chamo Evelyn.

- Dalila. E este é meu neto, Nicolas.

- Oi.

- Oi, Nicolas. A senhora é tia da Helena, certo?

- Sim. E você é...?

- Esposa dela.

- Esposa? Helena é lésbica?! Céus... nem consigo imaginar qual foi a reação do meu irmão e da minha mãe. Foi muito ruim?

- Ruim? Eles tentaram arrancar isso de mim com surras, castigos e um retiro que me deixou ainda mais quebrada emocionalmente. Não foi ruim. Foi um pesadelo.

- Está com raiva de mim, Helena?

- Raiva? Por que eu estaria com raiva?

- Eu não sei... pode me dizer?

- Você sabia o que minha mãe pretendia fazer com o bebê da Letícia? Sabia o que estavam fazendo com ela?

Dalila suspirou fundo.

- Então é isso  Heitor finalmente te contou a verdade, e você acha que eu participei de toda aquela crueldade.

- Não participou?

- Letícia me pediu ajuda quando descobriu que estava grávida. Conversei com o pai dela e consegui convencê-lo a deixá-la morar comigo. Achei que estava tudo resolvido. Eu estava trabalhando quando Suzana deu os comprimidos abortivos para ela. Só soube do que aconteceu quando me ligaram do hospital. Não havia mais nada que eu pudesse fazer.

Ela fez uma pausa, visivelmente abalada.

- Dias depois, seus pais mandaram Letícia voltar para casa. Mentiram, dizendo que tudo ficaria bem. Eu implorei para que ela ficasse comigo, mas ela quis voltar... queria estar perto dos irmãos e dos amigos. Se eu soubesse como isso terminaria, teria impedido.

- Por que não foi ao enterro? E por que disseram que a senhora estava morta?

- Tudo começou quando me divorciei. Eles nunca aceitaram bem. Já estavam furiosos comigo por eu ter agredido sua mãe pelo que fez com a Letícia.

- A senhora bateu na Suzana?

- Não exatamente. Dei alguns tapas. Ela nem chegou a se machucar.

Dalila respirou fundo antes de continuar.

- Eu quis manter contato e te proteger, mas me apaixonei pela "pessoa errada". Eles tentaram me fazer desistir, mas eu não cedi. Então minha mãe decretou que, a partir daquele dia, eu estava morta para ela. Seu pai, como sempre, ficou do lado dela e me proibiu de ver qualquer um dos filhos. Disse que eu poderia "contaminá-los".

- Contaminar como?

- Acho que mostrar é melhor do que explicar. Nicolas, vá chamar seu avô, por favor.

- Tá bom, vovó. Posso jogar videogame depois?

- Pede ao seu pai.

- Por que ele a chama de vovó? Até onde eu sei, a senhora não teve filhos.

- É uma longa história. Vou explicar quando ele chegar.

O menino saiu correndo. Amanda, que havia ido até a cozinha, me chamou para ajudá-la. Ela havia preparado uma jarra de suco e disposto alguns biscoitos numa bandeja.

- Obrigada, Amanda.

- Sua família é definitivamente interessante.

- Às vezes acho que teria sido melhor crescer órfã. Sem família alguma. Obrigada por recebê-los, mesmo nesse momento confuso.

- Ainda está com raiva de mim?

- Estou. Mas vamos resolver isso depois.

Quando voltamos à sala, minha tia observava os porta-retratos. Seu rosto misturava tristeza, carinho e saudade. As fotos - assim como a carta - haviam sido salvas por Heitor. Ele ficou com algumas e me entregou todas em que Letícia aparecia sozinha ou comigo. Deixei-as naquela casa porque queria que ela estivesse presente de alguma forma.

- Você ficou tão parecida com elas.

- Só na aparência. Ela era mais forte, mais inteligente, mais corajosa do que eu.

- Não se menospreze, Helena. Ela teria muito orgulho da mulher que você se tornou.

Ela sorriu com ternura.

- Quando você era pequena, vivia se escondendo atrás da Letícia. Isso a preocupava. Hoje vejo que ela não precisava se preocupar.

- Eu não sou forte. Passei muito tempo apenas me encolhendo e chorando.

- Você sobreviveu a coisas que muita gente não suportaria. Só o fato de ter assumido quem você é já diz muito.

Dalila fechou os olhos por um instante.

- Minha mãe era fria e cruel.

- Cruel é pouco. Ela sentia prazer em me ver sofrer.

A conversa foi interrompida quando um homem entrou na sala.

- Boa noite. Me chamo James.

- Boa noite. Sou Helena, e esta é minha esposa, Evelyn.

- Seja bem-vindo. Sente-se, por favor.

Ele me observou com atenção.

- Você cresceu e se tornou um mulherão. Eu me lembro de você na salinha das crianças... sempre quieta, prestando atenção em tudo.

- O senhor me conhece?

- Conheço. Eu ficava com vocês durante o culto. Organizava as atividades infantis.

- Mas quem cuidava da gente era uma tia... Ester.

- Exato.

- Espere... você...

- Sim. Esse era meu nome. Eu era Ester.

O espanto certamente estava estampado no meu rosto. Embora eu e Luana tivéssemos conversado bastante sobre o assunto quando ela ainda usava roupas masculinas e pensava em fazer a transição, eu nunca havia conhecido alguém que tivesse passado por todo o processo. Jamais teria imaginado que aquele homem um dia fora uma mulher. Ele era tão másculo... tinha até uma barba grisalha por fazer no rosto.

Como, quando, ele e minha tia haviam se conhecido e se apaixonado?

- Acho que você desconfigurou o cérebro dela, meu amor - comentou minha tia, divertida.

- Tia... como isso aconteceu? Como vocês se conheceram?

- Vocês têm alguma bebida em casa? - ela perguntou. - Acho que a ocasião pede um pouco de álcool para ajudar as palavras a saírem.

- Tenho uma garrafa de vinho.

- Prefiro a boa e velha cerveja. Esperem um pouco. Tem algumas lá em casa. Vou buscar. Querido, vai abrindo o vinho enquanto isso.

Minha tia saiu. Fui até a cozinha, peguei copos, taças e a garrafa de vinho. A casa dela devia ser bem perto, porque logo voltou trazendo exatamente vinte e quatro latas de cerveja - um exagero monumental, considerando que éramos apenas quatro pessoas e que, até então, eu acreditava que Amanda não beberia.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 30 - Quem é vivo ...:
jake
jake

Em: 15/02/2026

Eita que agora eu tô curiosa para o próximo cap

Responder

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jake
jake

Em: 14/02/2026

Eita que agora eu tô curiosa para o próximo cap

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Mmila
Mmila

Em: 12/02/2026

Nossa! Essa família da Helena é de uma pluralidade incrível.

E vamos as cenas do próximo capítulo.

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[Faça o login para poder comentar]

HelOliveira
HelOliveira

Em: 22/01/2026

Uauuuuu, que novidade boa...já quero saber tudo que aconteceu...

 


Luciane Ribeiro

Luciane Ribeiro Em: 25/01/2026 Autora da história
A vida de Helena é uma montanha russa


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