• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Entrelinhas da Diferença
  • Capitulo 27

Info

Membros ativos: 9583
Membros inativos: 1619
Histórias: 1963
Capítulos: 20,884
Palavras: 52,821,418
Autores: 809
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: Ali

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (874)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (229)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Otherside - Como a vida deveria ser
    Otherside - Como a vida deveria ser
    Por Elin Varen
  • A Marca do Prazer
    A Marca do Prazer
    Por Naahdrigues

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • A Psicanalista
    A Psicanalista
    Por Clarice
  • O
    O AMOR CHEGA SEM AVISAR
    Por patty-321

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (874)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (229)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Entrelinhas da Diferença por MalluBlues

Ver comentários: 2

Ver lista de capítulos

Palavras: 1461
Acessos: 676   |  Postado em: 22/01/2026

Capitulo 27

Por Bia:

Mentir nas redes sociais deveria ser considerado uma forma de arte. Sério. Quem diria que fingir ter uma vida amorosa perfeita enquanto você está internamente destruída poderia ser tão... criativamente desafiador?

Meus stories no Instagram estavam um sucesso absoluto. Eu havia me tornado uma mestra em criar ilusões românticas.

Postei uma foto de dois pratos de lasanha na mesa de jantar com a legenda "Jantar em casa com minha favorita 🥰". Claro que eu havia comido os dois pratos sozinha enquanto assistia um drama na Netflix e chorava que nem uma idiota. Mas meus seguidores não precisavam saber disso, não é mesmo?

Pietro me ligou na sexta-feira para confirmar os detalhes.

— Ela topou ir — disse ele, e eu tentei ignorar o frio na barriga. — Mas Bia... você tem certeza? O clima está péssimo entre vocês duas. Posso sentir a energia daqui.

— Pietro, somos duas adultas. E relaxa. Sabemos fingir.

— É que...

— Está tudo sob controle — cortei, antes que ele pudesse questionar mais alguma coisa.

Sob controle. Que piada. Eu não controlava nem minhas próprias emoções, quanto mais a situação toda.

Com Helena não foi diferente.

"Bia, você está bem?" Ela havia me perguntado quando liguei para ela no dia seguinte confirmando que iríamos ao casamento, provavelmente notando minha voz meio estrangulada.

— Estou ótima! — menti descaradamente. — Ansiosa para o casamento de vocês!

— Tem certeza? Você parece meio...

— Helena, eu literalmente posto foto de cada emoção do meu dia. Que parte da minha vida sugere que eu não estou bem?

Ela riu. 

— Então a Luísa vem mesmo com você?

Ah, Luísa. A mulher que achava que eu era "superficial demais" e "sem substância". A mesma que disse que não via a hora de parar de me ver.

— Claro que sim — respondi, tentando soar casual. — Ela disse que não perderia o casamento por nada.

Outra mentira. Porque até aquele momento, Pietro que havia feito o contato. Luísa nem havia se dignado a falar comigo diretamente. Aparentemente, estava claríssimo que não misturaríamos negócios com prazer. E olha que irônico, considerando que praticamente nosso "negócio" todo era fingir que havia "prazer".

***

Quinta-feira chegou. O dia da viagem para Vintervile.

Acordei às seis da manhã. Não por escolha, mas porque meu cérebro decidiu que era uma boa hora para relembrar cada palavra que Luísa havia dito sobre mim na conversa com Ângela. Que maravilha.

Tomei um banho demorado, tentando lavar a ansiedade pelos ralos. Não funcionou. Escolhi a roupa com cuidado: um vestido midi verde oliva, elegante mas não pretensioso demais. Queria estar bonita, mas não queria parecer que estava tentando impressionar alguém. Principalmente não queria impressionar alguém que achava que eu era o "exato oposto de tudo aquilo que ela admirava".

Bia, para. Você vai enlouquecer se continuar remoendo isso.

Luísa chegou pontualmente às nove, como combinado. Claro. A mulher provavelmente nunca se atrasou um minuto na vida. Vi o carro dela pela janela e respirei fundo. Showtime.

Desci com minha mala de viagem. Uma mala pequena, porque ia ficar apenas quatro dias, mas que eu havia arrumado e desarrumado umas cinco vezes na tentativa de encontrar algo para fazer.

— Bom dia — disse ela quando entrei no carro, com a voz educada, mas distante.

— Bom dia — respondi no mesmo tom.

E pronto. Esse foi o pico da nossa interação calorosa.

Me acomodei no banco do carona e imediatamente me senti estranha. Luísa dirigindo. Isso era novo. Normalmente ela sempre aparecia com o motorista. Ver as mãos dela no volante, o controle que ela tinha sobre a situação... era perturbadoramente atraente. Como se eu precisasse de mais razões para ficar confusa sobre essa mulher.

Luísa estava impecável, como sempre. Cabelos presos num coque baixo, óculos de sol caros, uma blusa branca que realçava a cor bronzeada da pele dela. Por que ela tinha que ser tão... linda? Mesmo sendo uma completa escrota, continuava sendo uma mulher absurdamente atraente.

— A viagem até Vintervile são três horas, né? — ela perguntou, ligando o carro. — Podemos parar no caminho se você precisar.

— Não precisa. Estou acostumada com viagens longas.

— Claro. Esqueci que você viaja o tempo todo para... trabalhar.

O tom. O maldito tom dela. Como se "trabalhar" fosse algo duvidoso quando se tratava de mim.

— É, eu trabalho. Engraçado como algumas pessoas acham isso surpreendente.

Ela me olhou pelo retrovisor.

— Não disse que era surpreendente.

— Não precisava. Sua entonação disse tudo.

— Minha entonação?

— Aquele jeitinho superior de quem acha que só existe trabalho "sério" se for num escritório com ar condicionado e reuniões tediosas.

Luísa pisou um pouco mais no acelerador.

— Não tenho ideia do que você está falando.

— Claro que não tem.

Silêncio. Um silêncio tenso que durou uns bons quinze minutos. Eu olhava pela janela, tentando não reparar no perfume dela. Aquele mesmo perfume que havia sentido quando ela me beijou no meu sofá. Tentando não reparar nas mãos dela no volante, nos dedos longos, nas unhas sempre bem feitas.

Concentra, Bia. A mulher te odeia. Literalmente disse que você é um lixo.

— Se importa se eu ligar o rádio? — perguntei, mais para quebrar o silêncio do que por vontade real de ouvir música.

— Fique à vontade.

Liguei numa estação aleatória. Estava tocando uma música romântica melosa que definitivamente não ajudava no clima. Mudei de estação. Rock nacional. Melhor.

— Não gosta de música romântica? — ela perguntou, erguendo uma das sobrancelhas.

.— Depende da situação.

— E qual seria a situação apropriada?

Olhei para ela. Ela estava me testando?

— Quando os sentimentos são recíprocos — respondi, sem conseguir evitar a farpada.

Vi os dedos dela apertarem o volante com mais força.

— Entendo.

— Duvido.

— Por que você está sendo tão…

— Tão o quê? — a interrompi. — Tão irritante? Tão chata?

— Tão hostil. Desde que entrou no carro você está...

— Estou normal.

— Normal? — Luísa deu uma risadinha sem humor. — Você mal me olhou nos olhos, responde tudo com ironia e está claramente com raiva de mim.

— Não estou com raiva.

— Ah, não está?

— Não. Raiva seria um sentimento muito intenso para gastar com você — menti descaradamente, vendo como ela apertava os lábios. — Estou apenas... entediada. A palavra saiu fria, mas por dentro eu queimava.

— Entediada.

— É. Essa coisa toda de fingir que nos suportamos está ficando cansativa, não acha? Me virei para a janela, tentando escapar do peso do olhar dela.

De relance, vi os dedos dela apertarem o volante com mais força.

Luísa pisou no freio, levando o carro para o acostamento. Meu coração disparou.

— Ok, chega — ela disse, tirando os óculos de sol e me encarando. — O que está acontecendo aqui?

Os olhos dela tinham uma intensidade que me deixava sem ar, mesmo quando estava claramente irritada comigo.

— Nada está acontecendo. Estamos indo para um casamento. Vamos fingir que somos um casal apaixonado. Business as usual.

— Business as usual? — ela repetiu, incrédula. — Bia, uma semana atrás eu estava na sua casa, nós...

— Nós o quê? — a interrompi, meu coração acelerando perigosamente. — Nos beijamos? E daí? Foi só... química. Atração física. Acontece.

Algo mudou no rosto de Luísa quando eu disse isso. 

— Só... química.

— Exato. — Forcei um sorriso frio. — Você mesma disse que precisava processar. Bem, eu processei também. E cheguei à conclusão de que não significa nada.

— Bia...

— Olha, Luísa, somos duas mulheres adultas. Sabemos separar trabalho de... outras coisas. Vamos para Vintervile, fazemos nosso papel, e depois cada uma segue sua vida. Sem complicações.

Ela estava me olhando como se estivesse tentando decifrar algo.

— É isso que você quer? Sem complicações?

Havia algo na voz dela que me fez hesitar.

— É o mais sensato, não acha?

Luísa me olhou por um longo momento. Havia algo nos olhos dela que não consegui identificar completamente, mas que fez meu estômago revirar.

— Talvez você esteja certa — ela disse finalmente, mas a voz saiu meio rouca. — Sensato é sempre o melhor caminho.

— Exato.

Luísa recolocou os óculos de sol, respirou fundo e girou a chave na ignição. O motor voltou a roncar, preenchendo o silêncio carregado entre nós. Ela manobrou o carro de volta para a pista, sem acrescentar mais nenhuma palavra.

A estrada se alongava diante de nós, reta e interminável. Apertei o cinto, ajeitei a postura e, sem coragem de encará-la outra vez, estendi a mão até o painel.

Um clique, e a cabine foi imediatamente preenchida pelo som da rádio. A música saiu pelos alto-falantes, abafando qualquer tentativa de diálogo.

Fim do capítulo

Notas finais:

Meninas, publiquei esses dois capítulos. O livro já está na Amazon, mas publicarei ele na integra por aqui. Então... quem estiver ansiosa pra ler logo o final da história, pode adquirir e quem quiser esperar... semana que vem tem mais! Aaaaaah, estou escrevendo uma história de época agora. Vocês gostam? <3


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 27 - Capitulo 27:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 22/01/2026

Claro que sou curiosa e já comprei, mas vou continuar aparecendo por aqui rs


MalluBlues

MalluBlues Em: 29/01/2026 Autora da história
Que ótimo! Por favor apareça sempre! A história em breve estará completa por aqui.



MalluBlues

MalluBlues Em: 29/01/2026 Autora da história
Que ótimo! Por favor apareça sempre! A história em breve estará completa por aqui.


Responder

[Faça o login para poder comentar]

Dessinha
Dessinha

Em: 22/01/2026

Querida, parabéns pela escrita. Particularmente gosto muito de ler, os que vi de você são ótimos, com certeza um de época não iria decepcionar. Sobre a compra do livro na Amazon, busquei e encontrei, mas diz que não está disponível para compra. Você consegue reverter isso? Desde já obrigada!


MalluBlues

MalluBlues Em: 29/01/2026 Autora da história
Dessinha, deu certo na Amazon? Se não deu... espera. Logo logo tá completo por aqui. A de época vai sair então!


Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web