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Entrelinhas da Diferença por MalluBlues

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Palavras: 1532
Acessos: 578   |  Postado em: 22/01/2026

Capitulo 26

Por Luísa:

Quando abri a porta de casa, o silêncio me recebeu como sempre. Mas não era um silêncio tranquilo. Ele parecia pulsar, pesado, quase sufocante, carregado de tudo aquilo que eu vinha evitando encarar. Respirei fundo, larguei a bolsa no sofá e me permiti afundar ali, soltando um suspiro longo. O dia tinha sido um desastre completo.

A reunião com Ângela havia se arrastado por horas, um verdadeiro suplício. Ela estava quase histérica, falando alto sobre contratos e prazos como se o mundo fosse desmoronar naquele instante. Entre tantas faíscas, o que salvou meu dia foi conseguir manter o contrato original com a agência do Pietro. Ângela teve de se conformar, embora não sem antes transformar minha paciência em pó com aquele escândalo desnecessário. Ela só se calou mesmo quando a convenci de que não sentia nada por Bia e que jamais me envolveria com alguém como ela. As mentiras tinham escorrido pela minha boca com tanta naturalidade que minha enxaqueca parecia um castigo merecido.

Nos últimos dias, minha mente fervilhava com preocupações. Célia havia entrado em contato comigo no início da semana para falar sobre algumas situações pessoais. Contou que não poderia pernoitar aqui durante os próximos dias, pois tinha compromissos familiares inadiáveis. Mencionou ainda que já havia dado início ao processo de entrevistas com outras profissionais, buscando alguém qualificado para cobrir seus períodos de ausência. A notícia me deixou inquieta. Eu sabia que precisava dela por perto, mas também entendia que a vida dela não poderia girar apenas em torno da nossa casa.

Levantei e caminhei pela casa à procura de mamãe. A encontrei no quarto diante da penteadeira, sentada ereta como sempre, passando a escova repetidamente pelos cabelos que já estavam impecáveis. O reflexo dela me encarava sem realmente me ver.

— Mamãe? — chamei em voz baixa, me aproximando aos poucos.

Ela continuou no mesmo movimento, cada passada da escova precisa, automática.

— Mãe, seu cabelo já está lindo. Quer que eu ajude em alguma coisa? — ofereci, tentando manter a voz suave, mas notando o punhado de fios presos nas cerdas da escova.

Quanto tempo ela estava ali? Meia hora? Uma? O cansaço do dia parecia dobrar de peso nos meus ombros. Com cuidado, toquei sua mão, afastando a escova. Ela piscou, como quem desperta de um sonho confuso, e enfim me olhou.

— Luísa? — sua voz carregava surpresa. — Quando você chegou, querida?

— Agora mesmo, mãe. Como foi o seu dia?

— Ah... foi normal. Estava me arrumando para jantar. — Ela olhou ao redor, desorientada. — Que horas são?

— Sete da noite, mamãe.

O cenho dela se franziu, como se tentasse costurar lembranças rasgadas. Ajudei-a a levantar-se, e caminhamos até a sala.

— Mãe, preciso conversar com você sobre algo importante — disse, me acomodando ao seu lado no sofá. Sentia meu coração bater acelerado. — Sua psicóloga ligou hoje cedo.

O olhar dela se voltou para mim, mais atento.

— Disse que você faltou às duas últimas consultas desta semana.

— Ah, eu... tenho estado tão ocupada com a empresa... — desviou os olhos, a voz hesitante.

— Mamãe, você não vai à empresa há semanas.

O silêncio que se seguiu foi frágil, quase doloroso.

— Eu sei — admitiu, em sussurro. — Mas me ocupo com ela... mesmo de longe. Só que às vezes eu... me perco. As horas desaparecem e não sei como.

Segurei sua mão fria entre as minhas.

— É justamente por isso que precisa voltar às consultas. E mais do que isso, precisa voltar à empresa.

— Luísa, eu não posso mais... — disse, com os olhos marejados.

— Pode sim. — Apertei sua mão, tentando transmitir firmeza. — O neurologista já tinha sugerido meio período, lembra? Você mesma disse que se sentia bem, que não precisava. Mas agora é diferente.

Valéria abaixou a cabeça, os ombros vacilantes.

— Tenho medo de errar, de decepcionar...

— Mãe, você construiu essa empresa do zero. Você continua sendo a Valéria Fischer. Eu preciso de você lá. Não só pela empresa, mas por mim também.

Ela me olhou, surpresa, como se não entendesse.

— Por você?

Respirei fundo, sentindo um nó se formar na minha garganta.

— Ângela está me pressionando, querendo decidir por mim. Hoje eu cedi, disse coisas que não acredito só para que ela parasse. — Engoli seco, sentindo a sensação de angústia começar a crescer. — Estou me tornando covarde, mãe. E preciso de você para me lembrar de quem eu realmente sou.

Os olhos dela suavizaram, e seu aperto em minha mão ficou mais firme.

— Isso é sobre o que exatamente, Luísa? — perguntou, como quem me sondava.

— Sobre tudo — confessei. — Sobre liderar sem perder a humanidade, sobre não deixar que o medo decida por mim.

Observei minha mãe ali, contra a luz, e pela primeira vez em semanas ela parecia estar realmente presente. 

— Então, vai voltar, Dona Valéria? Nem que seja meio período?

— Hum… vou sim. — O tom dela ganhou um brilho novo. — Você tem razão. Preciso dessa rotina, de me sentir útil. — Seus olhos encontraram os meus. — E também vou ter uma conversa séria com Ângela.

***

No dia seguinte, pela manhã, voltei à Pelle Serenità, com a energia renovada. O sorriso de Valéria ao ver todos reunidos ao redor da mesa de reuniões encheu a sala de sensações. Era como se a vida estivesse voltando ao eixo. Ela caminhou até a frente, apoiou-se na mesa e falou com firmeza:

 

 — Estou de volta.

A frase, curta e simples, teve efeito imediato. Houve um silêncio pesado. Alguns se entreolharam, outros ajeitaram a postura na cadeira. Até o pigarro nervoso de alguém ao fundo reforçou a autoridade dela.

— Quero deixar algo muito claro — dizia ela, com a autoridade de quem nunca havia saído dali. — Durante minha ausência, houve tentativas de redirecionar a autoridade. Isso não me agradou.

Ângela tentou interromper:

— Valéria, eu apenas...

— Não terminei, Ângela. — A voz dela cortou o ar. — Enquanto eu estiver ausente, as decisões da empresa são de responsabilidade da Luísa. Qualquer contestação a ela é uma afronta direta ao meu julgamento.

A sala mergulhou em silêncio. Eu sentia orgulho e alívio de ter a convencido a voltar.

— Está claro? — perguntou, olhando um a um nos olhos.

Murmúrios de assentimento ecoaram. Ângela corava, engolindo em seco.

— Perfeito. — Mamãe virou-se para mim. — Luísa, atualize-nos sobre os últimos balanços.

Levantei, leve como não me sentia há tempos. Minha mãe estava de volta.

***

O resto da semana passou numa velocidade estranha. Intensa, produtiva, mas ao mesmo tempo carregada de uma melancolia que eu não conseguia afastar completamente. Várias vezes peguei meu celular para mandar uma mensagem para Bia. "Como você está?" ou simplesmente um emoji qualquer que quebrasse o silêncio entre nós. Mas sempre desistia antes de enviar. Convenci a mim mesma de que era melhor assim. Para nós duas.

Eu acompanhava discretamente as redes sociais dela. Posts alegres, sorridentes, alguns claramente planejados para dar a entender que estávamos juntas. Uma foto de dois pratos de comida com a legenda "Jantar em casa 🥰". Um stories de duas xícaras de café na mesa. Pequenas mentiras que mantinham nossa farsa funcionando.

Na sexta-feira, já no fim da tarde, a recepcionista anunciou e Pietro apareceu no meu escritório.

— Posso entrar, Luísa? — perguntou, apoiando-se no batente.

— Claro — respondi, mas meu olhar procurou instintivamente atrás dele, esperando por Bia. — Veio sozinho hoje?

— Vim sim. — Ele se sentou à minha frente, ajeitando-se como quem não sabia por onde começar. — Na verdade, preciso falar sobre a Bia.

Meu coração disparou.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, nada grave. — Ele ergueu as mãos, apaziguador. — Mas ela tem um compromisso na próxima semana e precisa que você a acompanhe para manter as aparências do relacionamento de vocês.

— Que compromisso? — perguntei, tentando manter a voz neutra.

— Um casamento. Em Vintervile. Dois dias antes do nosso evento. A noiva é amiga próxima dela e... digamos que já confirmou a presença de vocês duas.

Vintervile. Dois compromissos na mesma cidade e na mesma semana. Eu e Bia, lado a lado de novo.

— Entendo... — murmurei, sentindo o coração apertar. — E ela não quis vir pessoalmente falar comigo sobre isso?

Pietro hesitou.

— Olha, Luísa, não sei o que rolou entre vocês, mas a Bia anda diferente. Mais quieta. Disse que era melhor manter tudo... profissional.

Cada palavra era como uma confirmação do que eu já suspeitava. Bia também estava mantendo distância. Ela também achava que era melhor assim.

— Claro. — Forcei um sorriso amargo. — Melhor para todos os envolvidos.

— Então você vai?

— Vou. Faz parte do show, não é?

Ele me observou como se estivesse me analisando.

— Tecnicamente, sim — respondeu, com um meio sorriso.

Assenti em silêncio. Quando ele saiu, fiquei sozinha com o som abafado da porta se fechando.

Vintervile. Bia. Um casamento. Dois dias de convivência forçada.

Não sabia se teria forças para sustentar a farsa... ou se, no fundo, era justamente isso que eu mais desejava.

Fim do capítulo


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Comentários para 26 - Capitulo 26:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 22/01/2026

Justificado para nós as falas da Luísa, mas com a Bia as coisas vão ser diferentes, e pior Luísa nem sonha que a Bia ouviu tudo...


MalluBlues

MalluBlues Em: 29/01/2026 Autora da história
:( a Luísa vacilou muito


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